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Tsunami

 

O tsunami é uma onda gigante gerada por distúrbios sísmicos, que possui alto poder destrutivo quando chega à região costeira.

A palavra vem do japonês "tsu" (porto, ancoradouro) e "nami" (onda, mar).

O termo foi criado por pescadores que, vindos da pesca, encontraram o porto devastado, ainda que não tenham visto nem observado a onda no alto mar.

Um tsunami pode ser produto de qualquer revolta que desloque uma massa grande de água, tal como um terramoto, um deslocamento da terra, uma manifestação vulcânica ou um impacto de meteoro.

Uma tsunami pode causar estragos a milhares de quilómetros de distância da sua origem, podendo passar muitas horas entre a sua criação e o seu impacto na costa, chegando bastante depois da onda sísmica que a originou.

Neste trabalho daremos resposta a inúmeras questões feitas vulgarmente pela maioria das pessoas, nomeadamente “O que é o tsunami?”, “Os estragos que provocam?”, entre outras questões.

O que é o tsunami?

Um tsunami é uma onda ou uma série delas que ocorrem após perturbações abruptas que deslocam verticalmente a coluna de água. Pode-se identificar o termo com "maremoto", contudo maremoto refere-se a um sismo no fundo do mar, semelhante a um sismo em terra firme e que pode, de fato originar um tsunami.

A energia de um tsunami é função da sua amplitude e velocidade. Assim, à medida que a onda se aproxima de terra, a sua amplitude (a altura da onda) aumenta, à medida que a sua velocidade diminui.

Os tsunamis podem caracterizar-se por ondas de trinta metros de altura, causando grande destruição.

Fatores que originam o tsunami?

Um tsunami pode ser gerado por qualquer tumulto que desloque uma massa grande de água, tal como um sismo, um deslocamento da terra, uma explosão vulcânica ou um impacto de meteoro.

Os tsunamis podem ser gerados sempre que o fundo do mar sofre uma deformação súbita, deslocando verticalmente a massa de água. Os sismos tectônicos são um tipo particular de sismo que origina uma deformação da crosta; sempre que os sismos ocorrem em regiões submarinas, a massa de água localizada sobre a zona deformada vai ser afastada da sua posição de equilíbrio. As ondas são o resultado da ação da gravidade sobre a perturbação da massa de água. Os movimentos verticais da crosta são muito importantes nas fronteiras entre as placas litosféricas.

Deslizamentos de terra submarinos, que acompanham muitas vezes os grandes tremores de terra, bem como o colapso de edifícios vulcânicos podem, também perturbar a coluna de água, quando grandes volumes de sedimentos e rocha se deslocam e se redistribuem no fundo do mar. Uma explosão vulcânica submarina violenta pode, do mesmo modo, levantar a coluna de água e gerar um tsunami.

Grandes deslizamentos de terra e impactos de corpos cósmicos podem perturbar a estabilidade do oceano, com transferência de momento destes para o mar. Os tsunamis gerados por estes mecanismos movimentam-se mais rapidamente que os anteriores, podendo afetar de forma menos significativa a costa distante e assim acontece o tsunami.

Porque existem os tsunamis?

O Tsunami é uma das mais assustadoras e destrutivas formas de manifestação da natureza. São ondas gigantes e catastróficas que têm origem por erupções vulcânicas subaquáticas ou terramotos, cujo o epicentro se situa no mar, no fundo dos oceanos, ou perto da costa.

A terra abre-se debaixo do mar recolhendo as águas da orla costeira que seca num espaço de vários quilómetros, como uma grande maré vazia. Normalmente entre cinco a trinta minutos depois, a "maré" volta a encher e o mar retorna numa onda que pode ultrapassar os vinte metros.

Nas águas profundas do oceano a mais de 20, 000 pés as ondas de Tsunami podem viajar à velocidade que em casos extremos, chega a atingir 200 metros, aproximadamente (800 km/h). Podem-se deslocar de um lado do Oceano Pacífico para o outro em menos de 24 horas.

Em alto mar essas ondas podem atingir aproximadamente 100 km de comprimento. Elas não podem ser sentidas pelas embarcações nem podem ser vistas ao ar livre.

Os estragos que provocam?

Os tsunamis têm um comportamento muito diferente das típicas ondas de surf; propagam-se a altas velocidades e podem percorrer distâncias transoceânicas sem grande perda de energia.

Uma tsunami pode causar estragos a milhares de quilómetros de distância da sua origem, podendo passar muitas horas entre a sua criação e o seu impacto na costa, chegando bastante depois da onda sísmica que a originou.

Tipicamente, cerca de dez minutos antes de um tsunami, o mar recua da costa, expondo parte do leito marinho. Se a inclinação for rasa, este recuo pode exceder 800 metros. As pessoas inconscientes do perigo podem permanecer na costa, devido à curiosidade, mas este pode ser um sinal de advertência da vinda de um tsunami. Pode haver diversas ondas, com intervalos entre dois e quarenta e cinco minutos.

No tsunami mais destruidor que se conhece, que foi gerado pela explosão vulcânica do Krakatoa, em 1883, e viajou através do Pacífico a cerca de 500 km/h, as ondas chegaram a ter 40 metros de altura.

No alto mar as ondas dos tsunamis não são praticamente detectáveis: a sua altura não excede alguns metros e é muitas vezes inferior a um metro. Propagam-se a grandes velocidades pelo oceano e descem depois para velocidades menores ao aproximarem-se da costa. E é só quando se aproximam da costa que elas crescem a alturas terrificantes - geralmente de 5 a 20 metros.

Por vezes, as ondas ao chegarem à costa causam apenas uma repentina e enorme inundação, do tipo das que são causadas pelas marés.

É quando o perfil da costa causa uma refração, que concentra a energia das ondas, que se formam ondas altíssimas, como se fossem uma perigosa e alta parede de água que avança para a costa. O primeiro sinal que anuncia a sua chegada à costa é a formação ao longe de uma onda mais elevada do que é usual, acompanhada muitas vezes por um som de trovão e depois por um som como o de um helicóptero que estivesse muito perto. Passados alguns minutos, o primeiro grande vale chega e os sons vão desaparecendo. A água é sugada da praia como se tivesse começado bruscamente uma fortíssima maré baixa. A praia fica cheia de peixes e com as rochas do fundo à vista. Depois de alguns minutos de silêncio, chega a primeira onda à praia, acompanhada muitas vezes por um silvo parecido com o de um avião a jato que voasse baixo. Seguindo-se sempre mais ondas, separadas entre si por intervalos que podem ir de quinze minutos a várias horas. Normalmente, as terceiras ou quartas são as mais altas e destruidoras.

Fonte: www.cfloriental.net

Tsunami

Tsunamis ou muralhas de água

Os tsunamis são um resultado dos sismos. Estes maremotos não têm origem no vento, mas sim na atividade sísmica submarina.

São provocados por abalos da terra e por erupções vulcânicas que ocorrem nas fossas oceânicas e nas ilhas. Os maremotos provocam um ligeiro arqueamento bem localizado da superfície do mar que origina a formação de ondas ao longo de várias dezenas de quilómetros. Estas ondas são praticamente invisíveis em mar aberto.

Embora se possam propagar a 800 Km/h, os navegadores quase não dão por elas. No entanto, ao aproximarem-se do litoral, essas montanhas de água erguem-se subitamente, devastando tudo à sua passagem.

Os tsunamis atravessam o oceano em poucas horas. Em 1960 um sismo sacudiu o Sul do Chile. Menos de 24 horas depois, do outro lado do mundo, o sismo deu origem a um tsunami que devastou as costas do Japão.

Em 1883 a explosão do krakatoa, na Indonésia, provocou nas costas de Java, Sumatre e ilhas vizinhas ondas terríveis, com 30 m de altura. Uma destas vagas arrastou uma embarcação deixando-a a 10 Km da beira-mar. Também no Oceano Atlântico ocorreram violentos maremotos, como o de 1755, que destruiu a cidade de Lisboa.

O que são tsunamis

A palavra ''tsunami'' quer dizer, em japonês, ''onda do porto'' (''tsu'' — porto, ancoradouro, e ''nami'' — onda, mar). Trata-se não de uma única onda, mas de uma série de um tipo especial de ondas oceânicas, de proporções gigantescas, geradas por distúrbios sísmicos, em geral terremotos submarinos, e que possui alto poder destrutivo quando chega à região costeira.

Com devastação e alcance cataclísmicos, a tsunami que varreu a costa de vários países da Ásia, no dia 26 de dezembro de 2004, foi considerada sem precedentes. A ameaça que elas representam, porém, assombra várias regiões do planeta.

Tsunamis são séries de grandes ondas que se originam nas profundezas, por causa de deslocamentos do fundo do mar. Esses deslocamentos podem ser causados por vulcões, grandes deslizamentos submarinos e, principalmente, terremotos. Quando o fundo do oceano se desloca, a água acompanha o movimento.

— Esses grandes terremotos basicamente sacodem o fundo do oceano. É como se você estivesse movendo a água numa banheira, e aquela onda pode viajar basicamente através do oceano — descreveu o geofísico Bruce Presgrave, da USGS, a Vigilância Geológica dos EUA.

Sem obstáculos, a onda gigante varre enormes distâncias. Terremotos no Chile já provocaram pelo menos uma tsunami no Japão. Elas podem viajar pelo oceano com velocidades de mais de 800 quilômetros por hora.

As tsunamis costumam ser desencadeadas por terremotos ocorridos nas chamadas falhas propulsoras, em que a direção do deslocamento empurra o fundo do mar e água para cima.

Perto do epicentro, o deslocamento da água pode não ser muito claro, por causa da profundidade. Quando a tsunami entra na linha costeira, sua velocidade diminui, mas a altura aumenta. À medida que se aproxima da terra, com a diminuição da profundidade do mar, a onda se agiganta. Uma tsunami de alguns centímetros ou metros de altura pode atingir de 30 a 50 metros de altura na costa, com força devastadora.

No oceano profundo, centenas de quilômetros podem separar os topos das ondas. Muitas pessoas morreram durante tsunamis depois de voltar para casa, achando que as ondas tinham acabado.

Para quem está na praia, não há sinais da aproximação. O primeiro indício costuma ser uma elevação da água, mas não como nas tempestades.

Em 1883, uma tsunami formada depois da erupção do vulcão Krakatoa, entre as ilhas indonésias de Java e Sumatra, matou 36.000 pessoas. A passagem da Tsunami foi registrada até no Panamá.

Em julho de 1998, dois terremotos submarinos de magnitude 7 criaram três tsunamis que mataram pelo menos 2.100 pessoas perto da cidade de Aitape, na costa norte de Papua Nova Guiné

Como se forma a onda mortal (tsunami)

Tsunami

1. A ruptura causada pelo tremor no leito do mar empurra a água para cima, dando início à onda.
2.
A onda gigante se move nas profundezas do oceano em velocidade altíssima.
3.
Ao se aproximar da terra, a onda perde velocidade, mas fica mais alta.
4.
Ela então avança por terra, destruindo tudo em seu caminho.

Para uma melhor compreensão

Tsunami
Erupções vulcânicas injetam toneladas de lava no chão oceânico, gerando ondas gigantes e devastadoras

Tsunami
Quase sempre, terremotos submarinos deslocam a crosta oceânica, empurrando a massa de água para cima

Tsunami
Uma bolha de gás surge no fundo do oceano, com o mesmo efeito de uma explosão incomum

Mega Tsunami: a onda da destruição

Ao longo dos oceanos encontramos indícios de possíveis "bombas" geológicas. Uma vez disparadas, poderiam criar fenômenos extraordinários como ondas gigantes (muito maiores que as tsunamis normais) que viajariam através dos mares, destruindo países com regiões costeiras.

Faz alguns anos que os cientistas encontraram indícios de que da próxima vez um destes fenômenos poderia ocorrer ocasionado pela erupção do vulcão Cumbre Vieja, em La Palma, nas Ilhas Canárias, na costa norte do continente africano. Uma muralha de água poderia num desses dias se formar e viajar através do oceano atlântico a velocidade de cruzeiro, para destruir a costa este dos Estados Unidos. A América seria alcançada por uma mega tsunami.

Em 1953, dois geólogos foram para uma baia remota do Alaska em busca de petróleo. Através de seus estudos se deram conta de que no passado a baia havia sido golpeada por ondas enormes e se perguntaram o que poderia tê-las causado. Cinco anos depois obtiveram a resposta. Em 1958 um gigantesco deslizamento de terra (que se derramou dentro da baia) levantou uma onda de 500 m de altura, mais alta do que qualquer arranha-céu do mundo.

O potencial destruidor da tsunami induzido pelo deslizamento — ao que os cientistas chamaram "mega tsunami" — começou a ser estudado: se um deslizamento de algumas dimensões consideradas "moderadas" no Alaska criaram uma onda deste tamanho, que estragos não poderia criar um deslizamento gigante?

Os cientistas começam a dar-se conta de que um dos maiores perigos reside nas ilhas vulcânicas de grandes dimensões, que são especialmente vulneráveis a estes tipos de deslizamentos. Os geólogos começaram a buscar provas destes eventos no fundo dos oceanos e as evidências encontradas deixaram-nos impressionados. As profundezas ao redor do arquipélago do Havaí, por exemplo, estão recobertas de depósitos de tamanhos colossais, produzidos por deslizamentos ocorridos ao longo de milhares de anos.

Todavia, mega tsunamis que estes enormes deslizamentos de terra podem causar são eventos muito raros. O último registrado ocorreu no arquipélago da Reunião há 4000 anos. E uma das maiores preocupações dos cientistas é que as condições sob as quais um deslizamento desta magnitude — e por extensão uma mega tsunami — ocorrem neste momento em La Palma, nas Ilhas Canárias. Em 1949, o vulcão Cumbre Vieja que entrou em erupção na zona sul da ilha gerou uma fenda considerável ao longo de um dos flancos do vulcão, que fez com que esta parte da ilha avançasse uns poucos metros no Atlântico, antes de parar sua trajetória.

Enquanto se mantiver inativo o vulcão não representa nenhum perigo. Contudo, os cientistas acreditam que o flanco oeste da ilha colapsará durante uma erupção futura. Em outras palavras, que em qualquer momento nos próximos mil anos, uma grande parte do sul de La Palma (com um volume de 500 milhões de toneladas) se derramará no Oceano Atlântico.

Tsunami
A onda penetrará 20 km terra adentro

O que acontecerá quando o vulcão de La Palma entrar em erupção? Estudos científicos afirmam que ocasionará uma onda quase inconcebivelmente destruidora, muito maior do que qualquer processo observado nos tempos modernos. Atravessará o Atlântico em poucas horas engolindo completamente a costa este dos Estados Unidos e varrerá do mapa tudo o que existe 20 km terra adentro. Boston seria a primeira zona a ser afetada, seguidos de Nova York, a península de Miami e as ilhas do Caribe. É evidente que toda a costa brasileira também seria atingida por grandes tsunamis.

Fonte: www.starnews2001.com.br

Tsunami

A Onda da Morte

Tsunami, significa onda gigante em japonês.

Os tsunamis são um tipo especial de onda oceânica, gerada por distúrbios sísmicos. São ondas gigantescas com alto poder destrutivo quando chegam na região costeira. Causadas por terremoto, deslizamento de terras, vulcão submarino em atividade ou até mesmo pela explosão de uma bomba atômica na superfície do mar.

Normalmente possuem um comprimento de onda que varia de 130 a 160 quilômetros podendo atingir até 1.000 quilômetros, período de 15 minutos até 2 horas e se deslocam em velocidades maiores que 360 nós (650 Km/h), alcançando até 480 nós (890 Km/h). Em águas profundas, sua altura não atinge mais que 1 metro, não sendo portanto percebidas devido ao seu grande comprimento. Como qualquer onda, quando entram em águas rasas têm sua velocidade e comprimento reduzidos e altura aumentada, podendo alcançar dezenas de metros.

Aos Tsunamis são atribuídos diversos marcos históricos como:

As extinções do Quaternário, quando 70% das espécies de grandes mamíferos tornaram-se extintas: mamutes, tigres de dente de sabre, ursos da caverna, preguiças gigantes etc.. E o homem de cro-magnon e o homo erectus.

Diversos estudiosos atribuem aos Tsunamis, a extinção de Atlântida, o continente perdido. Diz a lenda, contada por Platão e outros, que os Atlantes eram um povo altamente desenvolvido, que dominavam diversas tecnologias. Atlântida foi engolida pelo mar ao jogarem uma Bomba de H dentro do vulcão Krakatoa, que explodiu com uma violência enorme, causando imenso tsunami que gatilhou o fim da Idade do Gelo.

Tsunami

Na foto acima, uma tsunami varreu o centro de Hilo, Hawaii, em 1º de abril de 1946. As pessoas tiveram que buscar um terreno alto para se livrarem da terrível onda.

A foto abaixo foi tirada quando uma tsunami rompeu a muralha do cais, também em 1º de abril de 1946, em Hilo, Hawaii. A pessoa que está na foto, foi uma das 173 vítimas dessa catástrofe.

Tsunami

Um estudo realizado por cientistas americanos e britânicos que prevê que a onda gigante, ou tsunami, surgiria a partir de uma erupção vulcânica no arquipélago das Canárias. O fenômeno, segundo eles, ainda não tem uma data prevista para acontecer. Mas já foi considerado preocupante.

De acordo com os cientistas Steven Ward, da Universidade da Califórnia, e Simon Day, da Universidade de Londres, a intensa atividade do vulcão Cumbre Vieja, nas Canárias, provocaria o deslocamento de um pedaço da costa rochosa da ilha de La Palma. Ao mover-se, a gigantesca massa formaria a tsunami que, por sua vez, viajaria até cidades importantes às margens do Oceano Atlântico. Para os cientistas, a maior parte da energia da onda — equivalente a toda a energia elétrica gerada nos EUA num período de seis meses — deslocaria-se a uma velocidade de 800 quilômetros por hora rumo à costa dos EUA, passando antes pela Europa, África e América Latina. Depois da costa dos EUA e Caribe, a força da onda seria mais sentida no norte da Europa, principalmente no litoral inglês.

Os pesquisadores contaram com o auxílio de um computador para simular como a onda se formaria após a erupção vulcânica. No entanto, os cientistas salientaram que o Cumbre Vieja aparentemente não corre o risco de entrar em intensa atividade num futuro próximo. A última erupção do vulcão ocorreu em 1949. — Estamos analisando um fenômeno que pode estar a décadas ou a um século de distância. O que esperamos é poder ter tempo para atuar nesses locais, evitando ao máximo as catástrofes — explica o britânico Simon Day. O deslocamento da costa aconteceria porque a formação rochosa das Ilhas Canárias é historicamente instável. A pesquisa identificou ainda uma ligeira atividade no vulcão, que, segundo os estudiosos, pode entrar em erupção em intervalos inferiores a cem anos. A onda poderia atingir 900 metros de altura logo após sua formação e chegar ao litoral com 50 metros.

No Brasil, a região mais ameaçada seria o Norte, cujo litoral seria atingido por uma onda de mais de 40 metros de altura. A onda avançaria ainda até oito quilômetros terra adentro, destruindo tudo pela frente.

O modelo de computador previu que a região que mais sofrerá com a tsunami será a costa da Flórida, onde o maremoto poderá avançar quilômetros pelo continente. — O computador nos mostrou que o vulcão Cumbre Vieja precisa, portanto, ser constantemente monitorado — explicou Day.

Como a maioria das Ilhas Canárias, a origem de La Palma é vulcânica. A ilha tem o vulcão mais ativo do arquipélago, com erupções ocorridas nos últimos 500 anos. No século 20, houve duas erupções - em 1949 e 1971. Outras erupções aconteceram em 1470, 1585, 1646, 1677 e 1712.

Em maio do ano passado, o Instituto Oceanográfico Woods Hole, nos EUA, detectou uma falha geológica no Atlântico não muito longe do continente que, em caso de terremoto, ocasionaria ondas enormes. As causas da falha são desconhecidas. No entanto, acredita-se que ela também poderia acelerar a formação de uma tsunami.

Um exemplo bem documentado de tsunami ocorreu em 1883, originado devido a grandes erupções vulcânicas na ilha de Krakatau (antes chamada de Krakatoa), entre Java e Sumatra nas Índias Orientais. Este tsunami destruiu a cidade de Merak, levando um navio de guerra 2,5 quilômetros terra adentro e deixando-o a 10 metros do nível do mar. Mais de 36 mil pessoas morreram. O período desse tsunami foi de 2 horas e suas ondas (cerca de uma dezena), viajaram em velocidade variando de 650 a 850 Km/h, tendo atingido 30 metros de altura na linha da costa.

Na foto abaixo, veja a destruição que uma tsunami causou em Kodiak, Alaska, em 27 de Março de 1964. Esta tsunami causou a morte de 21 pessoas e prejuízos de 30 milhões de dólares.

Tsunami

Pequenas explosões no vulcão atenuariam a erupção?

Não é bem assim, porque o que está para fora da água é uma pequena parte do todo. Grande parte do vulcão está embaixo d'água. É tão grande que não são pequenas explosões que vão causar qualquer mudança significativa. Seria apenas um pequeno arranhãozinho na superfície do problema. Essas pequenas explosões teriam um efeito insignificante.

E se fossem explosões mais profundas?

Você tem uma grande pilha estável e ela está correndo risco de desmoronar: se você começa a explodir, de repente essa explosão faz com que você desencadeie o processo, a erupção.

A onda atingiria Camboriú, em Florianópolis, e o Rio de Janeiro?

Grandes cataclimas na região das Canárias aconteceram por volta de 1750, quando Lisboa sofreu demais.

Coisas que acontecem lá no Atlântico Norte não podem afetar de forma significativa o litoral do Atlântico Sul, principalmente o litoral sudeste do Brasil, a não ser que acontecesse uma queda de meteoro, no meio do Atlântico Sul, aí sim, mas não com esse problema das Canárias. Existem tsunamis gerados por movimentos no fundo do mar, você nem vê.

Não é só a possibilidade de a montanha cair na água, o que está no fundo também pode chacoalhar e ser um causador de catástrofe maior do que está acima da superfície.

A onda chegaria em Belém?

Para quem mora em Belém, a preocupação deve ser muito pequena. Aliás, a preocupação deve ser muito pequena para quem mora em qualquer lugar, porque a chance disso acontecer é mínima. Nós estamos no Brasil, e em mais de 500 anos de História e não há registro de catástrofes desse tipo. Não há por que ficar tão alarmado. A região de Belém não é a mais propensa a sofrer muitos danos, porque está dentro do delta do Amazonas, então há muitas barreiras e proteções internas-meio-ambiente até chegar lá.

Quem mora em Fortaleza pode ser surpreendido?

A possibilidade de acontecer em Fortaleza é a mesma de acontecer em qualquer lugar da costa leste do Brasil.

As ilhas Canárias estão longe: no Atlântico existem poucos pontos em que podem ser gerados tsunamis. Existe uma região próxima de Porto Rico que já gerou tsunami, e nem por isso atingiu a costa do Ceará.

Um tsunami devastou a cidade de Lisboa em 1755: naquela altura já existiam povoações importantes no nordeste brasileiro, mas não temos notícias de que povoações tenham sido devastadas pela onda. É até muito possível que aconteça um evento nos próximos cem anos, e que os efeitos na costa norte e nordeste do Brasil sejam muito menores do que os efeitos na costa da África, da Europa e dos Estados Unidos.

Probabilidade remota de atingir o Brasil

Não há razão para as pessoas ficarem com tanta angústia, porque a probabilidade de um evento desse acontecer é muito pequena.

Segundo: ondas de tsunamis só atingem a costa e sobem no máximo a uma altura de 10 metros, ou coisa que o valha, depende da topografia da região. Numa cidade costeira, não é todo mundo que mora na beira da praia, quem estiver nas partes mais altas da cidade não corre qualquer risco. Aliás, nos principais lugares do mundo que são sujeitos a esse tipo de problema existem planos de ação para os tsunamis.

Eles têm detectores, porque lá acontece toda hora, várias vezes numa década. Então eles têm planos e metas de detecção, planos de alerta, planos de ação, e o que população faz é simplesmente se mover dos locais costeiros baixos para regiões mais altas e pronto. O problema fica sério quando todo mundo é pego de surpresa.

Na costa do Brasil não há um plano de detecção de tsunamis. Por quê?

Porque são eventos tão raros que não vale a pena ainda, ninguém pensou em fazer isso pela raridade do evento.

Há risco para quem mora em Natal?

A cidade de Natal tem trechos muitos baixos e tem também trechos altos, trechos que estão acima de 10 metros de altura em relação ao nível do mar.

Não há qualquer risco. A probabilidade de fazer uma viagem de Natal para São Paulo e sofrer um acidente é muito maior do que a probabilidade de sofrer um acidente por causa de um tsunami.

Caso venha a acontecer o fenômeno, o que deve ser feito?

A única coisa que se pode fazer é ter um plano de ação previamente ensaiado, de conhecimento da população. Nós não temos isso no Brasil porque a incidência desse fenômeno é raríssima. No Alaska, Havaí e Japão ocorre freqüentemente, lá existem inúmeros programas de detecção avisos e medidas que a população tem que tomar. Ou seja, os instrumentos detectam o problema, são dados avisos e as pessoas têm um tempo para se mobilizar e sair. Mas não adianta apenas o aviso, porque se der o aviso gera pânico. A coisa só funciona se a população tiver um treino, um plano de ação, se souber para onde ir e como ir para se colocar em situação segura.

Se acontecesse uma catástrofe nas ilhas Canárias, quanto tempo teríamos para tomar providências no Brasil?

O tempo seria de 5 a 10 horas. Teria que calcular as distâncias entre o ponto de ocorrência e as diferentes cidades. A velocidade com a qual a onda se propaga depende da profundidade do oceano. No oceano profundo, ela é muito mais rápida, na ordem de 600, 760 km/h, equivalente à velocidade de um aviso supersônico, de um Boeing. É perfeitamente possível calcular o tempo para onda chegar nesses locais. Seria coisa de muitas horas, no mínimo quatro a cinco horas. Se houvesse um sistema de detecção em tempo real, um sistema de alerta e um plano de evacuação, em quatro horas daria tempo para todo mundo sair.

Se não houver um plano, quatro horas vai ser suficiente para fazer o maior engarrafamento na cidade, vai ficar todo mundo preso no engarrafamento.

Fonte: www.surfway.com.br

Tsunami

Tsunami, é uma expressão do idioma japonês que significa onda gigantesca. Elas se formam por distúrbios sísmicos ou adversidades oceânicas. Por exemplo, um terremoto (exemplo mais comum), pode gerar um abalo no volume das águas do oceano que ao serem agitadas acabam produzindo estas ondas que se propagam aumentando gradativamente o perímetro de ação atingindo litorais muito distantes. Outra maneira de se observar um tsunami é quando ocorre uma erupção vulcânica de grandes proporções, tendo liberada entre os detritos, elementos minerais da chaminé do vulcão, uma parte substancial de massa sólida que ao ser lançada contra o litoral de uma ilha, pode causar uma agitação das águas promovendo o mesmo efeito. Se ocorrer a queda de um meteoro, ou uma explosão superior ou em torno de 1 ou 2 megatons, também podemos obter os mesmos efeitos.

Em geral este fenômeno ocorre no Oceano Pacífico sobre todas as nações que são banhadas por suas águas, sendo muito menor e muito menos ativo para o Oceano Atlântico e menor ainda para os mares como o Mediterrâneo, Mar Vermelho, Mar Adriático, Mar Negro, Mar Egeu, etc. Isso porque o volume das águas do Oceano Pacífico o favorece na percepção do fenômeno, pois ele se desenvolve com maior força para este ocenao.

Estas ondas são altamente destrutivas, porque uma onda têm maior força, quando é mais elevada. A relação, força, volume, altura da onda é uma matemática que se resume em uma equação aritmética, ou seja, uma onda de 60 cm terá quatro vezes a força de outra de 30 cm.

O Oceano Pacífico se apresenta como um oceano aparentemente calmo, mas na verdade ele esconde o poderio de sua força. Seu volume também o condiciona a uma oscilação muito maior de suas águas quando dos intervalos entre maré alta a maré baixa. Por exemplo, enquanto que o oceano Atlântico oscila em 30 cm no região do Equador (aqui é preciso considerar que suas águas nesta região contam com o efeito de um represamento promovido pelo grupo de ilhas que formam uma bacia na América Central), na costa do Panamá oriental, as águas do Oceano Pacífico variam de maré baixa para maré alta em 9,75 m na costa ocidental do Panamá e entre 9 e 9,5 m na costa das Filipinas e Indonésia.

Estas variantes e as condições de volume e extensão permitem que ao se observar um abalo sísmico à tão somente 30 km de distância de um litoral, possamos perceber nada menos do que 10 m de ondas atingindo o litoral. Quando um abalo ocorre em um extremo do Oceano Pacífico, o outro não estará livre de seus efeitos, ao contrário, pode perceber uma força ainda maior do que ocorreria se o tremor estivesse em suas proximidades, deste modo, um terremoto ocorrido no Chile em 03/03/1985 da ordem de 6.7, foi sentido em Buenos Aires na Argentina, São Paulo no Brasil e causou tsunamis generalizados pelo Oceano Pacífico conduzindo elevação do Oceano em 1.1 m em Val Paraíso, Chile; 48 cm em Hillo no Havaí; 15 cm em Sand Point, Alaska; 12 cm em Adak, Alaska; 11 cm em Rikitea, Ilhas Gambier; 10 cm em Papeete, Taiti; 10 cm em Kushiro, Nemuro e Miyako, Japão; 5 cm em Seward, Alaska; 4 cm em Kodiak, Alaska; e 3 cm em Honolulu e Pearl Harbor, Havaí.

Uma elevação de apenas alguns centímetros representam nada menos que alguns metros de elevação para as costas dos países atingidos. A elevação na costa japonesa na data referida, representou cerca de 8 metros para as ondas que surgiram na forma do Tsunami.

Sua formação é curiosa, inicia pelo silêncio, quem estiver no litoral não consegue ouvir nem mesmo o canto das aves (elas emudecem prevendo alguma tragédia e voam procurando abrigo), a sensação de silêncio também se deve ao fato de que, quando um tsunami inicia sua forma, a primeira coisa que ele faz é conferir o recuo do litoral, as águas da praia vão sendo sugadas, temos algo semelhante a um vácuo sendo desenvolvido. Ela então começa a tomar sua forma, constituindo uma coluna de água que se eleva e ao mesmo tempo passa à se avançar em direção ao litoral, formando uma imensa coluna de água com quilômetros de extensão e vários metros de altura.

Sua velocidade é descomunal como fenômeno, ela se desloca acima de 650 km/h, não sendo raros os que avançam em 850 km/h ou mais. O deslocamento desta massa de água que tanto é elevada, quanto é veloz e sua força de destruição é algo que não pode ser comparado. Quando temos a força de um furacão cuja massa física é o ar e sua velocidade é superior à 250 km/h (categoria F-5) provocando desastres inumeráveis e um rastro de destruição, imaginemos então o que seria um fenômeno que tem como elemento físico a água (mais consistente e mais densa), com velocidade três ou quatro vezes maior.

Para se ter idéia, um tsunami ocorrido em 27/03/1964 em Kodiak no Alaska, lançou um trem carregado de minério de ferro à 400 metros de seu local e 10 metros acima do nível em que se encontrava.

Estes fenômenos normalmente atingem o litoral com medidas em torno de 120 a 180 km de comprimento, duração de 15 min. e velocidade de 360 nós (650 km/h) com altura média de sua forma em torno de 7 a 8 metros.

Quando mais expressivo, ele têm mais de 500 km até ou mais de 1.000 km de comprimento, duração em torno de 2 horas, velocidade de 480 nós (890 km/h) e altura média acima de 10 ou 20 metros (quanto mais elevado mais forte e mais rápido).

Quando se iniciam, eles não possuem mais do que um ou dois metros nas águas profundas, sendo raramente percebidos, mas ao atingirem o litoral é que eles se desenvolvem "puxando" as águas das praias para desenvolver sua forma e golpear a costa com o impacto de sua força.

Se por um lado a aplicação e uso desta denominação se deveu à uma influência oriental, isso se explica pelo fato de que seja um fenômeno muito comum para a costa dos países do oriente, em razão das condições já tratadas que o favorecem. Mas por outro lado diferencia a maneira como deva ser tratado quando comparado com um maremoto, que possui relação intrínseca com o fenômeno que o proporciona, terremoto.

Deste modo, um Tsunami pode se originar à partir de qualquer adversidade que confira alteração nas águas oceânicas conferindo a formação de ondas que se propagam em centímetros ou poucos metros, mas que finalizam com o efeito devastador de uma onda gigantesca que destrói todo o litoral atingido.

Apenas para complementar e para que se conheça a realidade oceânica para cada um, a costa da França está habituada a perceber ondas que atingem o seu litoral na forma de Tsunamis, porém eles são muito menores, com apenas alguns centímetros ou poucos metros, mesmo quando dos abalos da ordem de 5 ou 6 graus na escala Richter no Oceano Atlântico, Mar Mediterrâneo ou América Central. Eles só ocorrem com ondas destrutivas quando o abalo ocorre acima de 8 graus e em pontos específicos do Atlântico Norte ou Mediterrâneo, sem o que, estes efeitos acabam não sendo percebidos.

Fonte: ilhadeatlantida.vilabol.uol.com.br

Tsunami

A palavra ''tsunami'' quer dizer, em japonês, ''onda do porto'' (''tsu'' - porto, ancoradouro, e ''nami'' - onda, mar). Trata-se não de uma única onda, mas de uma série de um tipo especial de ondas oceânicas, de proporções gigantescas, geradas por distúrbios sísmicos, em geral terremotos submarinos, e que possui alto poder destrutivo quando chega à região costeira

Um terremoto no fundo do oceano.

Não seria exagero dizer que ele é o ponto de partida para um fenômeno natural ainda mais assustador: um tsunami ou maremoto, nomes pelas quais são conhecidas as séries de ondas gigantescas que invadem áreas costeiras quilômetros adentro causando terror, mortes e destruição.

As ondas comuns são causadas pela transferência de energia dos ventos para a água. O tamanho dessas ondas dependem da força do vento que as cria e da distância sobre a qual ele sopra. Um tsunami é uma onda peculiar, associada ao deslocamento de algo sólido, como placas tectônicas, erupções subaquáticas ou a queda de um meteoro. A taxa de transferência de energia do vento é pequena em comparação à de um terremoto. Quando o fundo do oceano se desloca, a água acompanha o movimento. As ondas de um tsunami costumam ser desencadeadas por terremotos ocorridos nas chamadas falhas propulsoras, em que a direção do deslocamento empurra o fundo do mar e água para cima.

Quando o tremor é embaixo da água, ele gera uma onda que vai se propagando. Perto do epicentro, o deslocamento da água pode não ser muito claro por causa da profundidade. Quando a tsunami entra na linha costeira, mais rasa, sua velocidade diminui, mas a altura aumenta. À medida que se aproxima da terra, com a diminuição da profundidade do mar, a onda se agiganta. Um tsunami de alguns centímetros ou metros de altura pode atingir de 30 a 50 metros de altura na costa, com força devastadora.

Mas o problema não é tanto a altura, mas o comprimento mar adentro. Em média, uma onda normal que chega à praia de Ipanema, por exemplo, tem de 50 a 100 metros de comprimento. Um tsunami é muito mais comprido, tem quilômetros. Uma onda de seis metros de altura com dois quilômetros de comprimento não pára na praia, ela segue terra adentro. E elas podem viajar pelo oceano com velocidades de mais de 800 quilômetros por hora.

É no oceano Pacîfico que existe maior incidência desses desastres naturais por ser uma área cercada de atividades vulcânicas e de freqüentes abalos sísmicos. Como os oceanos Índico e Atlântico são menos ativos geologicamente, é raro o registro de tsunami em suas águas. Mas foi no Índico que formou-se o maremoto que está sendo considerado sem precedentes.

Várias pessoas contaram que antes de a onda estourar na madrugada do dia 26, no sudeste da Ásia, houve uma retração enorme do mar.

De acordo com Paulo Cesar Rosman, professor do Programa de Engenharia Oceânica da Coppe/UFRJ, isso também ocorre numa onda comum, mas a retração do mar é de, em média, 20 metros. E dura de seis a 12 segundos apenas. Numa tsunami, devido à sua enorme extensão, a retração pode ser de dois quilômetros, ou seja, a água da praia some. E isso pode durar de 15 a 20 minutos. As pessoas costumam achar o fenômeno fantástico, vão lá olhar, e quando vêem o paredão vindo em sua direção, é tarde demais.

Como se forma um tsunami

Tsunami

1. Abalo sísmico submarino: Assim como ocorre nos continentes, o choque de duas placas tectônicas também causa terremotos submarinos. Em alguns casos, erupções vulcânicas ocorridas debaixo dos oceanos podem provocar um tsunami de proporções menores.

2. Grande marola: A ruptura causada pelo tremor no leito do mar empurra a água para cima e forma uma onda submarina, que é o ponto de partida de um tsunami. Quando é gerada, a onda tem apenas alguns pés de altura e pode até passar despercebida sob um barco. Dependendo da distância que percorre, ela ultrapassa os 800 quilômetros por hora. Por isso, em um único dia um tsunami consegue atravessar um oceano inteiro até atingir uma zona costeira.

3. Colisão com fundo raso: Já nas proximidades do litoral, quando alcança águas mais rasas, a velocidade do tsunami diminui, mas uma seqüência de ondas de até 30 metros de altura (cerca de 100 pés) e muitos quilômetros de extensão se forma.

4. Onda gigante: As ondas então invadem o continente e avançam por terra, destruindo tudo em seu caminho.

Fonte: revistaepoca.globo.com

Tsunami

Um tsunami (ou tsunâmi, do japonês significando literalmente onda de porto) é uma onda ou uma série delas que ocorrem após perturbações abruptas que deslocam verticalmente a coluna de água, como, por exemplo, um sismo, atividade vulcânica, abrupto deslocamento de terras ou gelo ou devido ao impacto de um meteorito dentro ou perto do mar. Há quem identifique o termo com "maremoto" - contudo, maremoto refere-se a um sismo no fundo do mar, semelhante a um sismo em terra firme e que pode, de fato originar um(a) tsunami.

Causas

A energia de um tsunami é função de sua amplitude e velocidade. Assim, à medida que a onda se aproxima de terra, a sua amplitude (a altura da onda) aumenta à medida que a sua velocidade diminui.

Os tsunamis podem caracterizar-se por ondas de 30 metros de altura, causando grande destruição.

Um tsunami pode ser gerado por qualquer distúrbio que desloque uma massa grande de água, tal como um sismo (movimento no interior da terra), um deslocamento da terra, uma explosão vulcânica ou um impacto de meteoro.

Os tsunamis podem ser gerados sempre que o fundo do mar sofre uma deformação súbita, deslocando verticalmente a massa de água. Os sismos tectônicos são um tipo particular de sismo que origina uma deformação da crosta; sempre que os sismos ocorrem em regiões submarinas, a massa de água localizada sobre a zona deformada vai ser afastada da sua posição de equilíbrio. As ondas são o resultado da ação da gravidade sobre a perturbação da massa de água.

Os movimentos verticais da crosta são muito importantes nas fronteiras entre as placas litosféricas. Por exemplo, à volta do Oceano Pacífico existem vários locais onde placas oceânicas mais densas deslizam sob as placas continentais menos densas, num processo que se designa por subducção.

Estas zonas originam facilmente tsunamis.

Características

Os Tsunamis têm um comportamento muito diferente das típicas ondas de surf; propaga-se a altas velocidades e podem percorrer distâncias transoceânicas sem grande perda de energia.

Uma tsunami pode causar estragos a milhares de quilómetros de distância da sua origem, podendo passar muitas horas entre a sua criação e o seu impacto na costa, chegando bastante depois da onda sísmica que a originou.

Tipicamente, cerca de dez minutos antes de um tsunami, o mar recua da costa, expondo parte do leito marinho. Se a inclinação for rasa, este recuo pode exceder 800 m.

As pessoas inconscientes do perigo podem permanecer na costa, devido à curiosidade, mas este pode ser um sinal de advertência da vinda de um tsunami. Pode haver diversas ondas, com intervalos entre dois e quarenta e cinco minutos.

Estas características ocorrem porque as tsunamis possuem períodos extremamente longos e também grandes comprimentos de onda. Enquanto que as típicas ondas provocadas pelo vento, que podemos observar numa praia onde se pratica surf - geradas, por exemplo, por uma tempestade longínqua - sucede de forma ritmada com um período de 10 segundos e comprimento de onda de 150 metros, as tsunamis podem ter períodos da ordem de uma hora ou mais, e comprimentos de onda que podem exceder os 100 km.

Uma onda tem tendência a esbater-se em ondas de água rasa quando a relação entre a profundidade da água e o seu comprimento de onda se torna muito pequena (isto é, quando a profundidade é bastante menor que o comprimento de onda). Como as tsunamis têm um grande comprimento de onda, vão-se comportar como ondas de água rasa mesmo no mar alto. As ondas de água rasa movem-se a uma velocidade que pode ser calculada pela raiz quadrada do produto da aceleração da gravidade (9.8 m/s^2) pela profundidade da água. Por exemplo, no Oceano Pacífico, onde a profundidade da água ronda os 4000 m, um tsunami viajará a 200 m/s (cerca de 712 km/hora) com uma perda mínima de energia, mesmo em grandes distâncias. Com uma profundidade de 40 metros, a velocidade poderá atingir os 20 m/s (cerca de 71 km/hora), o que é, efetivamente, muito maislento, ainda assim, suficientemente rápido para se fugir a tempo.

No mar alto as ondas dos tsunami não são praticamente detectáveis: a sua altura não excede alguns metros e é muitas vezes inferior a 1 metro. Viajam a velocidades de avião a jato pelo oceano e descem depois para velocidades de auto-estrada ao aproximarem-se da costa. E é só quando se aproximam da costa que elas crescem a alturas terrificantes - geralmente de 5 a 20 metros. (No tsunami mais destruidor que se conhece, que foi gerado pela explosão vulcânica do Krakatoa, em 1883, e viajou através do Pacífico a cerca de 500 Km/h, as ondas chegaram a ter 40 metros de altura!).

Fonte: pt.shvoong.com

Tsunami

De origem japonesa - tusunami designa ondas oceânicas de grande altura. Embora sejam erroneamente denominadas de ondas de maré, as tsunamis não são causadas por influência das forças de maré (forças astronômicas de atração do Sol e da Lua).

Tsunamis são ondas de grande energia geradas por abalos sísmicos. Têm sua origem em maremotos, erupções vulcânicas e nos diversos tipos de movimentos das placas do fundo submarino.

Portanto uma boa definição para a tsunami seria uma onda sísmica que se propaga no oceano. Historicamente, é no Oceano Pacífico onde ocorreram a maioria das tsunamis, por ser uma área cercada por atividades vulcânicas e freqüentes abalos sísmicos. Ao norte do Oceano Pacífico, desde o Japão até o Alasca, existe uma faixa de maior incidência de maremotos e erupções vulcânicas que originariam as tsunamis mais freqüentes do nosso planeta.

Talvez a tsunami mais famosa tenha sido a provocada pela explosão vulcânica da Ilha de Krakatoa no Oceano Pacífico em 26 e 27 de agosto de 1883.

A tsunami resultante atingiu as ilhas da Indonésia com ondas de até 35 metros de altura.

As tsunamis ao se propagarem no oceano possuem comprimento da ordem de 150 a 200 km de extensão e apenas 1 metro de altura. Portanto, em alto mar elas são quase imperceptíveis. Entretanto, ao se aproximar de zonas costeiras mais rasas, a redução da velocidade, devido ao atrito com fundo do seu comprimento, porém a energia continua a mesma. Conseqüentemente, a altura da onda aumenta bastante em pouco tempo. Neste ponto, ela pode atingir 10, 20 e até 30 metros de altura, em função de sua energia e da distância do epicentro da tsunami.

Na recentemente levantada hipótese sobre o perigo de um maremoto de grandes proporções, ele seria tão catastrófico quanto maior for presumida explosão vulcânica nas Ilhas Canárias, local onde foi detectada importante atividade sísmica no subsolo.

Uma analogia a esse processo seria uma panela de pressão que tem a sua válvula reguladora obstruída enquanto aumenta o calor interno gerado pelo fogo. A pressão interna vai aumentando proporcionalmente ao acúmulo de energia potencial. Este processo tem continuidade até que ocorra uma ruptura em algum ponto da estrutura da panela redundando em uma explosão, ou seja, na liberação instantânea de grande quantidade de energia.

No caso das Ilhas Canárias foi observado um aumento da atividade sísmica/vulcânica no interior da ilha. Como a mesma estava inerte a várias dezenas de anos, o topo do cone vulcânico, que é a própria ilha, se consolidou de tal forma que se extinguiu o respiro ou válvula de alívio da pressão interna do vulcão. Assim, quanto mais sinais ela der de atividade vulcânica no seu interior maior será o risco de haver uma erupção vulcânica de grandes proporções. O tamanho da onda tsunami gerada será proporcional à quantidade de energia transmitida ao mar no momento da erupção.

Por outro lado, uma erupção vulcânica não é um evento comum e, se levarmos em conta outros fatores, veremos que a probabilidade de formação de uma onda tsunami destruidora é pequena.

Outro fator a ser considerado é a distância do litoral brasileiro, especificamente dos estados do Rio Grande do Norte, Ceará, Maranhão, Piauí, Pará e Amapá, em relação à Ilhas Canárias. São aproximadamente 4,500 km/h, o que equivaleria a 8 horas de percurso até chegar ao litoral brasileiro.

Assim, quanto maior for a distância entre a origem (epicentro) e o litoral de impacto, maior será a perda de sua intensidade por espalhamento e mesmo dissipação de sua energia. Outro fator de reflexão é que quanto menor for a profundidade das zonas por onde a onda propaga maior vai ser a redução de sua energia pelo atrito com o fundo submarino.

Se somarmos a probabilidade e os registros históricos de erupções e/ou abalos sísmicos em ilhas do Oceano Atlântico, que são mínimos, veremos que as chances de ocorrer um acidente ambiental de grandes proporções são baixas.

Desta forma, antes do Brasil, Portugal, Norte da África e o arquipélago de Cabo Verde serão as vítimas potenciais devido à proximidade do epicentro da eventual explosão vulcânica, recebendo diretamente o impacto da onda de grande altura.

Por outro lado se existe a probabilidade é preciso ter cuidado de alterar para as possíveis conseqüências do fenômeno. A conjunção de fatores intervenientes pode provocar estragos catastróficos, daí a importância de que a população seja informada e que as autoriddes competentes tomem as devidas precauções. Um bom exemplo desse tipo de política de seguranças é o desenvolvimento através de informações de satélite pela Organização Meteorológica Mundial - OMM.

Devido a freqüência da ocorrência de tsunamis no Pacífico, existe uma rede internacional de sismógrafos ao longo do cinturão de fogo que altera para a formação de qualquer onda catastrófica. Como resultado dessa iniciativa nenhuma morte foi contabilizada com a passagem de uma tsunami no Havaí em 1957. Já a tsunami de 1946, com altura inferior à de 1957, causou inúmeras vítimas fatais pela ausência de um sistema de alerta.

Portanto, medidas preventivas são muito menos onerosas e possíveis de serem tomadas do que medidas corretivas, muito mais dolorosas. O medo é gerado pela ignorância, o respeito é gerado pelo conhecimento.

Fonte: inema.com.br

Tsunami

Um tsunami (ou tsunâmi, do japonês significando literalmente onda de porto) é uma onda ou uma série delas que ocorrem após perturbações abruptas que deslocam verticalmente a coluna de água, como, por exemplo, um sismo, atividade vulcânica, abrupto deslocamento de terras ou gelo ou devido ao impacto de um meteorito dentro ou perto do mar. Há quem identifique o termo com "maremoto" - contudo, maremoto refere-se a um sismo no fundo do mar, semelhante a um sismo em terra firme e que pode, de fato originar um(a) tsunami.

A energia de um tsunami é função de sua amplitude e velocidade. Assim, à medida que a onda se aproxima de terra, a sua amplitude (a altura da onda) aumenta à medida que a sua velocidade diminui.

Os tsunamis podem caracterizar-se por ondas de trinta metros de altura, causando grande destruição.

Nome

O termo "tsunami" vem do japonês ?? significando tsu (porto) e nami (onda). O termo foi criado por pescadores que, vindo da pesca, encontraram o porto devastado, ainda que não tenham visto nem observado a onda no alto mar. As expressões "ondas de maré" (tidal waves) ou raz de maré (do francês raz-de-maré) são de evitar por constituírem, respectivamente, um anglicismo e galicismo desnecessários e enganadores, dado que os tsunamis nada têm a ver com as marés.

Causas

Um tsunami pode ser gerado por qualquer distúrbio que desloque uma massa grande de água, tal como um sismo (movimento no interior da terra), um deslocamento da terra, uma explosão vulcânica ou um impacto de meteoro.

Os tsunamis podem ser gerados sempre que o fundo do mar sofre uma deformação súbita, deslocando verticalmente a massa de água. Os sismos tectônicos são um tipo particular de sismo que origina um deformação da crosta; sempre que os sismos ocorrem em regiões submarinas, a massa de água localizada sobre a zona deformada vai ser afastada da sua posição de equilíbrio. As ondas são o resultado da ação da gravidade sobre a perturbação da massa de água. Os movimentos verticais da crosta são muito importantes nas fronteiras entre as placas litosféricas. Por exemplo, à volta do Oceano Pacífico existem vários locais onde placas oceânicas mais densas deslizam sob as placas continentais menos densas, num processo que se designa por subducção. Estas zonas originam facilmente tsunamis.

Tsunami
Um declive menos acentuado na beira-mar faz as ondas perderem força,
atenuando o tsunami

Tsunami
Uma maior profundidade na encosta joga as ondas para cima,
amplificando a sua potência

Deslizamentos de terra submarinos, que acompanham muitas vezes os grandes tremores de terra, bem como o colapso de edifícios vulcânicos podem, também, perturbar a coluna de água, quando grandes volumes de sedimentos e rocha se deslocam e se redistribuem no fundo do mar. Uma explosão vulcânica submarina violenta pode, do mesmo modo, levantar a coluna de água e gerar um tsunami.

Grandes deslizamentos de terra e impactos de corpos cósmicos podem perturbar o equilíbrio do oceano, com transferência de momento. destes para o mar.

Os tsunamis gerados por estes mecanismos dissipam-se mais rapidamente que os anteriores, podendo afetar de forma menos significativa a costa distante e assim acontece o tsunami.

Tsunami
Erupções vulcânicas injetam toneladas de lava no chão oceânico, gerando ondas devastadoras

Tsunami
Terremotos submarinos deslocam a crosta oceânica, empurrando a massa de água para cima

História

Um declive menos acentuado na beira-mar faz as ondas perderem força, atenuando o tsunami.
Uma maior profundidade na encosta joga as ondas para cima, amplificando a sua potência.
Erupções vulcânicas injetam toneladas de lava no chão oceânico, gerando ondas devastadoras.
Terremotos submarinos deslocam a crosta oceânica, empurrando a massa de água para cima.

Uma bolha de gás surge no fundo do oceano, com o mesmo efeito de uma explosão descomunalEmbora os tsunamis ocorram mais freqüentemente no Oceano Pacífico, podem ocorrer em qualquer lugar. Existem muitas descrições antigas de ondas repentinas e catastróficas, particularmente em torno no Mar Mediterrâneo. Os milhares de portugueses que sobreviveram ao grande terremoto de Lisboa de 1755 foram mortos por um tsunami que se seguiu poucos minutos depois. Antes da grande onda atingir, as águas do porto retrocederam, revelando carregamentos perdidos e naufrágios abandonados. No Atlântico Norte, o Storegga Slide tem a maior incidência.

Santorini

Estima-se que terá sido entre 1650 e 1600 a.C. que ocorreu uma violenta erupção vulcânica na ilha grega de Santorini. Este fenómeno devastador levou à formação de um tsunami cuja altura máxima terá oscilado entre os 100 e os 150 metros. Como resultado deste tsunami, a costa norte da ilha de Creta foi devastada até 70km da mesma. Esta onda terá certamente eliminado a grande maioria da população minóica que habitava ao longo da zona norte da ilha.

A explosão do Krakatoa

A ilha-vulcão de Krakatoa, na Indonésia, explodiu com fúria devastadora em 1883. Várias ondas tsunami geraram-se a partir da explosão, algumas atingindo os 40 metros acima do nível do mar. Foram observadas ao longo do Oceano Índico e Pacífico, na costa ocidental dos Estados Unidos, América do Sul, e mesmo perto do Canal da Mancha. Nas costas das ilhas de Java e Sumatra, a inundação entrou vários quilômetros adentro, causando inúmeras vítimas, o que influenciou a desistência da população em reabitar a costa, e subsequente êxodo para a selva.

Atualmente, esta zona é designada por reserva natural Ujung Kulon. O vulcão se desintegrou totalmente por volta de 1971, e no mesmo local do Krakatoa surgiu o Anaki Krakatoa, que cresce 5 metros por ano, hoje alcançando 800 metros de altura e frequentemente esta ativo. Suas ondas destruiram toda a vila que havia ali perto bem como o farol que orientava os navegantes, restando apenas sua base e a 50 metros dali, um novo farol foi construído.

22 de Maio de 1960: o tsunami chileno

O grande terremoto do Chile, o mais intenso terremoto já registrado,[carece de fontes?] ocorreu na costa sul-central do Chile, gerando um dos mais destrutivos tsunamis do século XX.

12 de Julho de 1993: Hokkaido

Um devastador tsunami ocorreu na costa da ilha de Hokkaido, no Japão em 12 de Julho de 1993, como resultado de um terremoto, resultando na morte de 202 pessoas na ilha de Okushiri e no desaparecimento de muitas mais.

Muitas cidades ao redor do oceano Pacífico, principalmente no Japão e Hawaii, possuem sistemas de alerta e evacuação em caso da ocorrência de tsunamis.

Os tsunamis de origem vulcânica ou tectônica podem ser previstos pelos institutos sismológicos e o seu avanço pode ser monitorizado por satélites.

26 de Dezembro 2004: tsunami do Oceano Índico

Animação exemplificativa do Tsunami do Índico, em 2004.Terremoto do Índico de 2004 disparou uma seqüência de tsunamis fatais em 26 de Dezembro de 2004, com vítimas fatais relatadas em mais de 285.000. Após a tragédia, várias organizações de ajuda humanitária e governos de vários países disponibilizaram ajuda. A maior doação particular foi feita pela guru indiana Mata Amritanandamayi, também conhecida como "Amma", a grande mãe.

Ameaças Futuras

Em 2001, cientistas previram que uma futura erupção do instável vulcão Cumbre Vieja em La Palma (uma ilha das Ilhas Canárias) poderia causar um imenso deslizamento de terra para dentro do mar. Nesse potencial deslizamento de terra, a metade oeste da ilha (pesando provavelmente 500 bilhões de toneladas) iria catastroficamente deslizar para dentro do oceano. Esse deslizamento causaria uma megatsunami de cem metros que devastaria a costa da África noroeste, com uma tsunami de trinta a cinqüenta metros alcançando a costa leste da América do Norte muitas horas depois, causando devastação costeira em massa e a morte de prováveis milhões de pessoas.

Fonte: www.achetudoeregiao.com.br

Tsunami

Tsunami
Tsunami

As ondas do mar geradas por eventos geológicos catastróficos em regiões oceânicas, como os sismos de forte magnitude com ruptura superficial, as erupções vulcânicas e os movimentos de massa (deslizamentos) submarinos, são atualmente designados por tsunamis, que em japonês significa "onda de porto".

O idiograma representativo de tsunami é constituído por dois caracteres, correspondendo o superior a "tsu" (porto) e o inferior a "nami" (onda).

Na literatura anglo-saxónica estas ondas são também designadas por "tidal waves" (ondas de maré), embora em nada estejam relacionadas com a maré, ou "seismic sea waves", embora possam ser geradas sem ser por eventos sísmicos.

Em português a designação convencional é a de maremotos, se bem que esta designação se aplique fundamentalmente às situações em que a amplitude das ondas é suficientemente elevada para causar danos significativos, e a sua aplicação transcende, consequentemente, as dos tsunamis.

O termo tsunami foi adoptado para utilização científica genérica no decurso de uma conferência internacional realizada em 1963.

Os tsunamis são ondas com períodos e comprimentos de ondas muito grandes. As ondas geradas pelo vento, no meio de oceano, e que rebentam na costa portuguesa têm frequentemente períodos de cerca de 10 segundos e comprimentos da ordem de 150m. Pelo contrário, os tsunamis têm comprimentos de onda que podem exceder 100km e períodos da ordem de 1 hora.

Devido ao seu muito grande comprimento de onda, os tsunamis comportam-se sempre como ondas em propagação em águas pouco profundas. Considera-se que uma onda se propaga em águas pouco profundas quando a razão entre a profundidade e o comprimento de onda é muito pequeno. Como em águas pouco profundas a velocidade das ondas é igual à raiz quadrada do produto da aceleração da gravidade pela profundidade, tal significa que no Atlântico ao largo de Portugal, onde as profundidades das planícies abissais é da ordem de 4 000 a 5 000 metros, a velocidade de um tsunami varia entre 700 e mais de 800 km/h (isto é, velocidade análoga à de um avião comercial).

Atendendo a que a razão a que uma onda perde energia está inversamente relacionada com o comprimento de onda, os tsunamis não só se propagam a alta velocidade como também se podem propagar através de distâncias muito grandes (transoceânicas) apenas com pequenas perdas de energia.

Nas costas do Pacífico a ocorrência de sismos tsunamigénicos é bastante frequente, existindo mesmo um sistema de monitorização e alerta específico.

Nas costas da Europa, se bem que a ocorrência de tsunamis seja muito menos frequente, os tsunamis são, desde tempos remotos, objeto de medo e de admiração por parte das populações costeiras, dando origem às mais diversas interpretações, lendas e histórias. No Mediterrâneo os casos mais devastadores foram os do tsunami gerado pela erupção do vulcão da ilha de Santorini, na Grécia, cerca do ano 1400aC, que conduziu ao desaparecimento da civilização mineana, e o do tsunami gerado pelo sismo submarino de Creta, a 21 de Julho de 365dC.

Já na Grécia antiga se encontram textos em que se procura explicar a origem dos tsunamis.

No sec. V aC Tucides dava a seguinte explicação para um tsunami que então ocorrera: "a causa (...) deve ser procurada no sismo; na altura em que o choque foi mais violento, o mar foi puxado para trás e, repentinamente, voltou com força redobrada causando a inundação".

Aristóteles, no texto "De Mundo" escrevia: "Durante os sismos abrem-se crateras no fundo do oceano e as suas águas retiram-se ou, noutras ocasiões, correm para lá; isto é por vezes seguido por um retroceder mas, por vexes, é meramente uma torrente para a frente, como a que ocorreu em Helice".

O exemplo que toca mais de perto Portugal é o do tsunami gerado pelo sismo de 1 de Novembro de 1755, que inundou a parte baixa da cidade de Lisboa e provocou grandes danos ao longo de toda a costa portuguesa, principalmente a do Alentejo e do Algarve. A baixa lisboeta foi inundada por ondas com cerca de 4 a 6 metros de altura. No Algarve, a literatura da época refere ondas de bastante maior altura. Os efeitos destruidores do tsunami foram também fortemente sentidos em todo o Golfo de Cádiz e na costa noroeste de Marrocos. Este evento foi também observado em todo o Atlântico Norte, existindo relatos de testemunhas desde a ilha da Madeira até à Cornualha e à Escócia.

Apesar da baixa taxa de ocorrência de tsunamis catastróficos nas costas europeias, as suas consequências podem ser de tal forma dramáticas que a probabilidade destes acontecimentos tem de ser contemplada em qualquer trabalho sobre riscos geológicos das zonas costeiras.

O estudo de um tsunami é, geralmente, dividido em três fases:

1 - Formação da onda devido à causa inicial e propagação próximo da fonte
2 -
Propagação em oceano aberto (águas profundas)
3 -
Propagação em águas costeiras (águas pouco profundas) onde, como resultado da baixa profundidade, se verifica forte deformação e empolamento da onda, culminando com a sua rebentação e espraio.

A amplitude do tsunami observada na costa e nas estações maregráficas é o resultado da combinação de todos estes fatores.

Fonte: w3.ualg.pt

Tsunami

Os Tsunamis ou Maremotos

Chamada de tsunami - palavra de origem japonesa que significa 'grande onda' (tsu = grande e nami = onda) -, a onda gigante e solitária forma-se em oceanos ou lagos por causa de um evento geológico. Isso quer dizer que, em geral, os tsunamis surgem após um terremoto nas profundezas dos oceanos causado pelo movimento das placas tectônicas (Para saber mais sobre placas tectônicas leia o box no final do texto). O terremoto pode desencadear uma avalanche submarina de lama e pedras, que movimenta a água de repente e com grande força. Isso intensifica o movimento das ondas e gera o tsunami.

A possibilidade de ocorrer um tsunami na Europa, na África e no Brasil é pequena. Já em continentes que são margeados pelo oceano Pacífico, as chances são maiores. Isso acontece porque há menos vulcanismos e movimento de placas tectônicas nas bordas dos continentes localizados às margens do oceano Atlântico do que em continentes com costa voltada para o Pacífico.

O fato é que a onda gigante pode viajar por centenas ou até milhares de quilômetros no oceano. Um terremoto no Chile pode provocar um tsunami na Austrália. São raros os tsunamis gigantescos que destroem vilas ou cidades costeiras. A maioria deles é muito fraco e gera ondas com poucos centímetros.

Existe a possibilidade de que a altura do tsunami aumente durante a viagem pelos oceanos. Uma onda com altura entre dois e quatro metros pode crescer ao atingir águas rasas que estejam próximas ao ponto de impacto da onda com a costa.

Tsunamis desse tipo já aconteceram na Califórnia, no Oregon e em Washington, estados localizados na costa dos Estados Unidos voltada para o oceano Pacífico. As ondas tinham entre dez e 18 metros. Existem pessoas que não sentem medo de ondas desse tamanho. Para alguns surfistas malucos, essa é a oportunidade de tentar pegar a maior onda de suas vidas.

Muitos países atingidos por tsunamis construíram centros para estudar esse fenômeno, como o Japão, os Estados Unidos, a Austrália e a Costa Rica. O objetivo é evitar catástrofes maiores. O monitoramento é feito através de sismógrafos posicionados ao redor do planeta e que emitem dados diários sobre a movimentação no interior da Terra. Os observatórios trocam esses dados e outras informações para que os pesquisadores possam prever quando um tsunami acontecerá e quanto tempo será necessário para ele chegar à costa. Com esse cuidado, as pessoas podem ser retiradas rapidamente das áreas de risco e levadas para locais seguros. Assim, o número de vítimas e os prejuízos materiais diminuem.

Há centros de pesquisa que estudam a possibilidade de o impacto da queda de asteróides nos oceanos em tempos remotos ter provocado fortes tsunamis.

Como conseqüência, mudanças drásticas na zona costeira teriam ocorrido, como o desaparecimento de algumas espécies e mudanças nos rumos da evolução de outras.

Esses fenômenos naturais mostram como a Terra é dinâmica, está em constante mudança e que é preciso aprender a conviver com eles.

Embora as ondas geradas pelos tsunamis possam se propagar a 800 Km/h, os navegadores quase não dão conta por elas. No entanto, ao aproximarem-se do litoral, essas montanhas de água erguem-se subitamente, devastando tudo à sua passagem.

Os tsunamis atravessam o oceano em poucas horas. Em 1960 um terremoto sacudiu o Sul do Chile. Menos de 24 horas depois, do outro lado do mundo, esse tremor deu origem a um tsunami que devastou as costas do Japão. Outro tsunami famoso foi o da ilha de Krakatau (antes conhecida como Krakatoa) na Indonésia, em 1883. Ele aconteceu por causa de grandes erupções vulcânicas nas Índias Orientais o que provocou nas costas de Java, Sumatra e ilhas vizinhas ondas terríveis, com 30 m de altura. Esse tsunami destruiu completamente a cidade de Merak, levando um navio 2,5 km para o interior da ilha, a 10 metros do nível do mar! Nesse tsunami, mais de 36 mil pessoas morreram. Antes disso, em 1755, ondas com mais de 20 metros de altura atingiram o litoral de Lisboa, capital de Portugal, destruindo a cidade e matando centenas de pessoas.

Tsunamis Devastadores através dos tempos

1896: um dos piores desastres provocados por tsunami engoliu aldeias inteiras ao longo de Sanriku, no Japão; uma histórica onda submergiu cerca de 26.000 pessoas.
1883:
mais de 36.000 pessoas morreram em Java devido a um tsunami causado pela erupção do vulcão Krakatoa, próximo ao estreito de Sonda (Sunda).
1946:
Um terremoto nas ilhas Aleutas enviou um tsunami para o Havaí e matou159 pessoas, sendo que só cinco morreram no Alasca.
1964:
Um terremoto no Alasca ativou um tsunami de até 20 pés de altura, matando 11 pessoas tão longe quanto na Cidade Crescent, Califórnia, e ao todo causou mais de 120 mortes.
1983:
no Japão,104 pessoas morreram devido a um tsunami provocado por um terremoto próximo.
17 de julho de 1998:
em Papua, na Nova guiné, um tsunami matou 3.000 pessoas. Um terremoto de magnitude 7.1, distante 15 milhas da praia, deu origem a uma onda de 40 pés de altura, e destruiu as aldeias de Arop e Warapu.

O mais recente deles: 26 de dezembro de 2004 - mais de 24.000 mortos contabilizados até o momento

O sismo e os maremotos de domingo (27/12), provocaram devastação em sete países do sul e sudeste da Ásia e causaram mais de 24.000 mortos, segundo números ainda provisórios.

O balanço das vítimas, até o momento (28/12, 11h60, quando escrevo esse artigo) por país é: 12.029 Indonésia; 4.491 Índia; 6800 Tailândia; 830 Malásia; 48 Maldivas; 43 Birmânia; 30 Bangladesh.

Em toda a região atingida, mais de um milhão de pessoas estão sem abrigo, os feridos são da ordem dos milhares e há também milhares de desaparecidos.

Vários países do leste europeu consideram prioritário criar pequenas unidades de saúde nos países asiáticos atingidos pelos maremotos para transferir as vítimas para hospitais não afetados pela catástrofe.

Não há muita gente para salvar neste caso, pois não é como o que ocorre num terremoto "normal". A falta de água potável e a degradação do saneamento básico são também questões essenciais.

As Placas Tectônicas

A crosta do nosso planeta é dividida em cerca de 20 pedaços, conhecidos como placas tectônicas. Essas placas encontram-se sobre o manto, a camada interior da Terra que é formada por "material gelatinoso". O núcleo da Terra aquece o material do manto, que se torna mais leve e sobe. Ao subir, ele esfria, fica mais pesado e desce. Assim acontece a movimentação do material aquecido no interior do nosso planeta, as chamadas correntes de convecção. Elas movimentam as placas tectônicas, que podem se afastar uma das outras ou chocar-se. Como os continentes encontram-se sobre as placas tectônicas, acompanham o movimento.

No hemisfério Sul, há cerca de 150 milhões de anos, no período Jurássico, as correntes de convecção dividiram em pedaços o megacontinente Gondwana. Elas fraturaram a crosta terrestre e separaram a América do Sul, África, Austrália, Antártica e Índia. Nas regiões de Gondwana, que hoje são Brasil e África, as correntes de convecção formaram fissuras e fraturas na crosta terrestre, o que gerou derramamento de lava. A ação contínua dessas forças também rompeu completamente a crosta terrestre e formou o oceano Atlântico.

Porém, ele não parecia o vasto mar que é hoje: a fragmentação de Gondwana formou apenas um pequeno oceano, que só "cresceu" quando Brasil e África começaram a se afastar de forma gradual há, aproximadamente, 135 milhões de anos.

Quem pensa que Brasil e África já encontraram sua posição no globo terrestre depois de tantos milhões de anos em movimento, engana-se. As placas tectônicas sobre as quais os dois países estão localizados continuam a se afastar com velocidade média de dois centímetros por ano. Como o movimento das placas tectônicas é bastante lento em relação às dimensões da Terra, nós não percebemos a movimentação dos continentes. Mas equipamentos sensíveis comprovam que eles se movem.

Augusto Jeronimo Martini

Fonte: www.piave.org

Tsunami

Japonês: tsu=porto; nami=onda

Grande onda ou sucessão de ondas marinhas que se desloca através do oceano até por milhares de quilômetros em alta velocidade (pode viajar a mais de 700km/h), com grande comprimento de onda (pode ter mais de 100km) de pequena amplitude (metro a poucos metros) e que torna-se catastrófica ao atingir as profundidades menores das linhas de costa onde eleva-se a grande altura (30 a 40 metros), invadindo violentamente as praias.

Um tsunami pode ter várias origens: tremores sísmicos ou terremoto no assoalho oceânico (maremoto), por diastrofismo e/ou vulcanismo principalmente; deslizamentos com grandes avalanches submarinas em áreas de talude, geralmente provocadas por abalos sísmicos; impacto meteorítico.

Devido a pequena amplitude, as ondas de tsunamis são mal percebidas por quem navega em águas profundas de oceano aberto.

Momentos antes de elevar-se e atingir catastroficamente a costa, a tsunami, devido ao grande comprimento de onda, provoca um rebaixamento do nível do mar que recua significativamente o que pode servir de aviso silencioso para a população procurar rapidamente fugir para área elevadas.

As ondas de marés e as ondas provocadas por tufões, mesmo podendo ser catastróficas, não são elencadas como tsunamis.

 

Fonte: www.unb.br

Tsunami

 

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