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Vulcões

 

Vulcões
Vulcão

No ano 79, Pompéia, Herculano e Estábia gozavam de prosperidade nas encostas do vulcão Vesúvio, que se supunha extinto. Subitamente, o cone vulcânico entrou em erupção, e a lava, o pó, as cinzas e o vapor d'água expelidos formaram uma massa barrenta que arrasou as cidades e matou seus habitantes. O estudo das atividades vulcânicas permite hoje prever possíveis erupções, para retirar a tempo a população.

Vulcão é toda greta ou abertura da crosta terrestre pela qual se projetam gases, material clástico e magma procedentes do interior da Terra. Ocorre tanto nas regiões continentais como nas submarinas, mas sabe-se que os magmas se originam a altas temperaturas e pressões, e que essas condições se encontram principalmente nas regiões de contato das placas que formam a litosfera.

A capacidade de ascensão de um magma na crosta é determinada por sua densidade e a pressão que atua na fonte. Alguns magmas não ascendem diretamente de sua fonte ao ponto de erupção, mas são coletados numa câmara magmática de profundidade intermediária. O interesse crescente da ciência pelos fenômenos geológicos permitiu estabelecer, com a disciplina denominada vulcanologia, as causas da atividade vulcânica observada em determinadas áreas do planeta.

As erupções vulcânicas aparecem ligadas à produção de magma fundido sob a crosta superficial. Seus focos se localizam a algumas dezenas de quilômetros de profundidade, o que contradiz a crença antiga de que as erupções lançavam materiais das camadas centrais do interior da Terra. O surgimento do magma se deve principalmente às fricções produzidas entre as placas litosféricas, capazes de fraturar a crosta terrestre em conseqüência de suas colisões internas. Daí a freqüente associação observada entre os fenômenos sísmicos e os vulcânicos.

A atividade dos focos vulcânicos apresenta, no entanto, uma variabilidade acentuada, com períodos inativos de até séculos ou milênios entre duas erupções consecutivas.

Materiais de origem vulcânica. Os produtos das erupções vulcânicas são lavas e rochas piroclásticas.

O aspecto da lava varia de acordo com o grau de fluidez, a composição química, a temperatura, o grau de oxidação, o conteúdo em gases e o tempo de esfriamento, que depende da espessura do derrame e do ambiente aéreo ou aquoso. Todos esses fatores são interdependentes, porque a fluidez é função da composição química e da temperatura, do mesmo modo que o teor de gases, retidos em maior quantidade nas lavas mais viscosas. O aspecto das lavas também varia de acordo com o grau de inclinação do terreno onde se dá o derrame.

Certas lavas têm aparência vítrea, enquanto outras se parecem com escórias de fundição. As lavas mais ricas em sílica são as mais viscosas. Alguns tipos de lava podem reter tal quantidade de gases que se apresentam como verdadeira espuma solidificada, que recebe o nome de púmice, ou pedra-pomes.

Os vidros vulcânicos recebem o nome de obsidiana e, na verdade, são lavas mais ricas em sílica.

Um dos tipos mais interessantes de lava é o ignimbrito, formado por aglutinação de partículas expulsas em estado ainda líquido em nuvens ardentes que se espalham sobre grandes áreas e se soldam, formando embaixo os tufos soldados que gradualmente passam a tufos menos soldados mais acima, até chegar a tufos sem o menor sinal de aglutinação no ponto mais alto do depósito. Esse tipo de lava existe no estado do Rio Grande do Sul e está relacionado a atividades magmáticas da era pré-cambriana superior.

O conjunto dos produtos formados pela fragmentação das rochas adjacentes à adutora vulcânica e lançados pelo vulcão denomina-se material piroclástico.

Os fragmentos maiores acumulam-se junto ao edifício vulcânico, e os menores podem depositar-se a longas distâncias.

Constituem-se de lava formada em atividades anteriores, de eventuais fenocristais intratelúricos expulsos durante a erupção, bem como de blocos de rocha encaixante, ou seja, rocha adjacente ao aparelho vulcânico.

Conforme o tamanho dos fragmentos, pode ser enorme a distância que atingem. Os fragmentos com mais de cinco centímetros são chamados blocos; entre cinco centímetros e cinco milímetros denominam-se lapíli; e abaixo dessa dimensão recebem o nome de cinza, que não tem relação alguma com o fenômeno da combustão.

Classificação dos vulcões

Fundamentalmente, distinguem-se dois tipos de vulcões:

Ativos
Extintos

No primeiro grupo se enquadram cerca de 600 vulcões dos quais se conhece historicamente algum período eruptivo, enquanto no segundo se incluem cerca de cinco mil crateras das quais se desconhece a freqüência dos períodos de atividade. Essa contagem, porém, exclui numerosos focos submarinos cuja atividade não se percebe na superfície do oceano.

Uma classificação mais detalhada distingue quatro estados na atividade de um vulcão:

O repouso, fase de esgotamento do vulcão, que freqüentemente sucede a uma erupção prolongada; a fase solfatárica -- termo derivado do italiano solfatara, abertura da crosta terrestre que desprende gases sulfurosos -- que se caracteriza pela emanação de gases e vapor em forma de fumarolas a cerca de 1.000° C de temperatura; a atividade de regime, com rios de lava ou lançamento de escória; e a fase eruptiva propriamente dita, de tipo explosivo.

A atividade de regime, também denominada erupção permanente moderada, e a fase eruptiva são dois aspectos de um mesmo fenômeno, determinados pela proporção da lava, materiais silicosos e produtos gasosos. A maior acidez da lava provoca aumento de sua viscosidade e a faz apresentar maior resistência à saída dos gases da erupção. As lavas básicas e quentes, próprias do Havaí, pelo contrário, permitem uma erupção lenta, permanente e não explosiva que forma carreiras de vários metros de espessura, com superfície solidificada e interior fluido.

Outra manifestação da atividade de regime é o lançamento de escórias, como se pode observar, por exemplo, no vulcão italiano Stromboli.

Esse fenômeno se deve a uma menor fluidez da lava, que provoca maior resistência à saída de gases. Esta se torna intermitente e mais explosiva.

As erupções violentas, chamadas também paroxismos vulcânicos, se produzem com intervalos muito variáveis e projetam lavas a temperaturas de 735 a 1.225°C. Distinguem-se vários tipos de paroxismos, mas os que se revestem de piores conseqüências são as erupções explosivas, como a produzida em 1883 no vulcão Krakatoa, que lançou à atmosfera dois terços da massa da ilha sobre a qual se assentava, no arquipélago indonésio.

A erupção pode ser central, quando se produz na cratera principal; lateral, sobre aberturas secundárias do vulcão; e excêntrica, em pontos distanciados da cratera. Neste último caso, a lava é expelida pelas fendas que surgem nas encostas, e raramente pelas crateras.

Principais formas vulcânicas

As formas vulcânicas distinguem-se em quatro tipos principais:

1) platô de lava
2)
vulcão de escudo
3)
estrato-vulcão
4)
depósitos vulcanoclásticos acamados.

Todos esses tipos contêm lava, rochas piroclásticas e intrusões, mas em proporção e composição diferenciadas.

Os platôs de lavas são acúmulos de lençóis de lava, geralmente basáltica. Alguns exemplos são as lavas recentes e terciárias da Islândia e as camadas basálticas mesozóicas da bacia do Paraná, no Brasil, relacionadas com a abertura do oceano Atlântico. As ilhas do Havaí são exemplos de vulcões de escudo, estruturas cônicas que consistem basicamente de lava.

Os vulcões mais conhecidos, como o Vesúvio, na Itália; o monte Santa Helena, no sul do oceano Atlântico; e o Fujiyama, no Japão, classificam-se como estrato-vulcões, formas vulcânicas compostas de lava e material piroclástico.

Esse tipo de vulcão geralmente tem sua forma modificada devido à natureza explosiva. Finalmente, os depósitos vulcanoclásticos são acumulações de rochas piroclásticas como aquelas da ilha Norte, na Nova Zelândia, ou do Parque Yellowstone, nos Estados Unidos.

Conforme sua situação tectônica, os vulcões recentes podem ser agrupados em três categorias, segundo ocorram nas bacias oceânicas, nos arcos de ilhas e margens continentais, e nos continentes.

Nas bacias oceânicas, a atividade vulcânica ocorre ao longo das cristas das montanhas formadas pelo contato distensivo das placas litosféricas e em ilhas vulcânicas isoladas.

Os arcos de ilhas e margens orogênicas continentais são o lugar de maior concentração da atividade vulcânica e reúnem dois terços dos vulcões ativos da Terra.

Zonas de atividade vulcânica

As regiões de atividade vulcânica do planeta se ligam principalmente a forças tectônicas submarinas.

As áreas de fratura se denominam cinturões, e entre elas se destacam as seguintes:

1) o círculo de fogo do oceano Pacífico, que inclui o leste da Ásia desde a península de Kamchatka e as ilhas do Japão até as Filipinas, além do oeste do continente americano
2)
a zona mediterrânea, causadora de violentas erupções em regiões tão distantes como o Cáucaso e o Mediterrâneo, principalmente nos arquipélagos do Egeu e nas ilhas italianas
3)
as fossas submarinas dos oceanos Atlântico e Índico, e os vulcões africanos
4)
a região havaiana, com os vulcões Mauna Loa, Mauna Kea e Kilauea, dos quais já se registraram mais de setenta erupções não-explosivas.

A vulcanologia pretende, a partir do conhecimento das características e da origem de cada uma dessas zonas de atividade, prever as erupções. Desse modo se poderia evitar a repetição das catástrofes que, no passado, causaram a destruição de cidades inteiras.

Vulcano

Da mesma forma que Hefesto para os gregos, o deus Vulcano era reverenciado pelos romanos com o objetivo de aplacá-lo em sua ira, de modo a torná-lo protetor dos mortais quanto aos efeitos nocivos do fogo.

Vulcano, segundo a mitologia romana, era filho de Júpiter e Juno, o rei e a rainha dos deuses. Único deus romano fisicamente imperfeito, casou-se no entanto com Vênus.

Deus do fogo, sobretudo nos aspectos destrutivos como vulcões ou incêndios, Vulcano também era cultuado como deus das forjas nos lugares de metalurgia desenvolvida.

Seu culto, muito antigo, teve provável origem etrusca e se estendeu às regiões vulcânicas como a Sicília e parte da Campânia. Em Óstia o culto adquiriu particular importância.

Os epítetos de Vulcano, Quietus e Mulciber (mitigante do fogo), sugerem que era invocado para ajudar a debelar incêndios. O culto do deus tinha lugar em templos afastados das cidades.

Sua principal festa, as Vulcanais, realizava-se a 23 de agosto e era marcada por rito de significado desconhecido: os chefes das famílias romanas lançavam peixinhos vivos ao fogo, talvez como oferenda de criaturas normalmente fora do alcance do deus.

Vulcanismo

O vulcanismo ocorre em formações geológicas diversas, mas quase sempre em regiões de contato entre as placas rígidas que compõem a litosfera.

Por vulcanismo entendem-se os vários processos e fenômenos associados ao derrame superficial de rocha fundida ou de água quente e vapor, por vulcões ou gêiseres.

Acredita-se que o fenômeno tenha sido importante na evolução de planetas como Mercúrio, Vênus e Marte, além de alguns satélites.

Cerca de oitenta por cento dos vulcões terrestres ativos e os fenômenos a eles relacionados ocorrem no ponto em que uma placa tectônica se superpõe a uma outra, que é reabsorvida pelo manto num processo denominado subducção.

Outra área de vulcanismo se dá ao longo das cristas médio-oceânicas, onde as placas se afastam umas das outras. O magma ascende e cria um novo assoalho oceânico ao longo das bordas das placas. Essa atividade vulcânica ocorre sob a água, mas em alguns lugares as cristas se elevam até a superfície e dão origem ao vulcanismo subaéreo, cujos exemplos mais conhecidos estão na Islândia.

Alguns vulcões ocorrem em pontos distantes das bordas das placas, como nas ilhas vulcânicas do Havaí, situadas no interior da placa do Pacífico.

Fenômeno relacionado ao vulcanismo é o plutonismo.

A ação vulcânica corresponde ao extravasamento do magma, ou seja, da rocha fundida, para a superfície da Terra, e a ação plutônica ocorre abaixo da superfície. O termo plúton designa qualquer corpo extrusivo de rocha magmática, ou seja, formado por resfriamento de magma.

Como nasce um vulcão

Sob a crosta terrestre, a profundidade de 30 a 90 km, existem "lagos" de rochas fundidas pela elevada temperatura existente (até 1500°C). Essas rochas recebem o nome de magma (em grego, "material pastoso") e o local onde se encontram denomina-se reservatório magmático.

O magma é circundado por rochas sólidas, como se estivesse submetido a enorme pressão. Nessas paredes de rocha, sujeitas aos movimentos internos da crosta terrestre, podem surgir algumas fendas, fazendo com que a pressão no interior da bolsa magmática diminua; em consequência, o magma torna-se mais fluido e capaz de penetrar pela fissura aberta. Pode ocorrer também que o magma abra caminho até a superfície pelos pontos em que as rochas são mais frágeis; nesse caso, ocorrerá o nascimento de um vulcão.

A passagem aberta pelo magma é uma espécie de túnel que se denomina conduto vulcânico ou chaminé.

Esse túnel termina na cratera do vulcão, por onde sai a lava (nome do magma quando atinge a superfície).

A lava e os detritos expelidos pela cratera depositam-se em suas bordas: o material grosso e pesado nas proximidades e os materiais mais leves a distância maiores.

Acumulando-se nas sucessivas erupções, as lavas e os detritos vão construindo o cone vulcânico.

Vulcões ativos e extintos

Os vulcões ativos se manifestam por meio de erupções contínuas ou intercaladas com períodos de repouso. Extinguem-se quando esgota o material do reservatório magmático.

Vulcões aparentemente extintos podem constituir perigo. Às vezes, a cratera está só parcialmente obstruída pela lava que, ao esfriar, solidificou; no interior do vulcão, porém, a pressão dos gases aumentada consegue vencer a resistência da lava solidificada, e o vulcão explode com violência.

Lava, cinza e escórias

Além da lava fluída, a cratera de um vulcão expele outros materiais:

Gases: podem atingir quantidades incríveis. São perigosos porque contêm substâncias tóxicas, como o ácido clorídrico e o dióxido de enxofre.
Vapor de água: f
orma-se durante a erupção. Oferece riscos devido às altas temperaturas que atinge.
Cinzas:
partículas muito finas, resultantes da pulverização da lava pela explosão dos gases. Alcançam grandes alturas e pontos longínquos.
Areias:
fragmentos maiores que, por isso, se depositam a distância menores.
Escórias:
ou lapíli, são fragmentos de lava, cujo o tamanho varia de 5mm a 5cm.
Bombas:
pedaços de lava semi-sólida que assumem forma esférica pelo movimento de rotação que adquirem. Às vezes, explodem ao atingir o solo, devido aos gases que contêm.
Pedaços de rocha e blocos de lava sólida:
materiais que permanecem na cratera quando cessa a erupção.

Os vulcões sobre a Terra

Embora uma erupção vulcânica seja um fenômeno que não passa despercebido, não se sabe quantos vulcões existem na Terra.

Calcula-se que 450 vulcões já estiveram em atividade desde a Pré-História e todos eles podem ser considerados ativos ou latentes. Sabe-se ainda que a maior ocorrência de vulcões se verifica nas proximidades das costas marítimas.

Muitos vulcões não são percebidos porque se encontram no fundo dos mares. Só se manifestam durante a erupção e, mesmo assim, se a profundidade não é muito grande.

Quando um vulcão marítimo irrompe a pouca profundidade, o contato da lava ardente com a água fria pode provocar violentas explosões.

Se o tempo de erupção for longo, as escórias depositadas podem formar montanhas tão altas que chegam a emergir, dando origem a ilhotas. Um exemplo disso aconteceu na Itália em 1831.

Entre a Sicília e a ilha de Pantelleria surgiu uma ilhota, de origem vulcânica, que recebeu o nome de Ferdinandea. Constituída de cinzas e escórias, durou poucos meses, pois foi destruída pelas ondas.

Vulcões e Terremotos

Nas regiões em que há vulcões ocorrem também terremotos. Os cientistas constataram que esses terremotos se originam à mesma profundidade em que se encontram as camadas de rochas fundidas que alimentam os vulcões.

Há, pois, uma coincidência entre zonas vulcânicas e regiões sísmicas. Além disso, muitas erupções vulcânicas são percebidas de movimentos e vibrações do subsolo. Em alguns casos, a superfície pode elevar-se em consequência da ação dos gases e da lava que se expandem no subsolo.

Durante a erupção do vulcão Usu, no Japão, entre 1944 e 1945, o terreno das vizinhanças ergueu-se cerca de 50m.

Falsos vulcões

Existem ainda outros fenômenos que, embora apresentem características semelhantes, não estão relacionados em absoluto com atividades vulcânicas.

Chamam-se, por isso, pseudovulcões.

Fontes ardentes

São emanações de gás natural, bastante inflamável. Quando esse gás pega fogo pode queimar durante anos.

Vulcões de lama

São em geral pequenos cones de lama borbulhante. Têm origem em bolsões de lama existente no subsolo e que assoma à superfície por efeito de gases nela dissolvidos.

Alguns vulcões de lama próximos ao mar Cáspio, na União Soviética, atingem 300m de altura, mas constituem exceções.

Aproveitamento da catástrofe

Na encosta do vulcão Etna, na Itália, a 2942m acima do nível do mar, localiza-se um reservatório, onde especialistas pesquisam permanentemente o gigante encapotado de neve e enchapelado de fumaça. Devido à altitude, apesar da contínua atividade da cratera e das fumarolas, a temperatura é muito baixa.

Para resolver o problema de aquecimento, os estudiosas desenvolveram um processo muito econômico, pois aproveita as condições locais: canalizaram para o observatório o vapor de água que se desprende de uma das fumarolas ali existentes.

O aproveitamento do calor vulcânico vem sendo explorado também no Japão e na Nova Zelândia.

Entre outros benefícios dos catastróficos fenômenos vulcânicos podemos referir a exploração do enxofre produzido pelas solfataras; ou do gás carbônico das exalações, aproveitado industrialmente na França e na Alemanha.

Notemos ainda que os solos vulcânicos, ricos em sais minerais, são favoráveis à agricultura.

Vulcões
Vulcão

Vulcão a fúria da natureza

Os vulcões são aberturas no solo, através das quais emergem à superfície rochas quentes, em fusão, e gases.

Grande parte da crosta terrestre e muitas das montanhas resultam dos vulcões.

Os vulcões são terríveis indicativos de grande calor e pressão existentes nas camadas mais profundas da Terra, isto é, das forças turbulentas que aí se agitam.

Manifestam-se nos pontos onde a crosta se encontra mais fraca, especialmente onde duas placas (seções da crosta terrestre) se encontram ou se separam. Aí, a pressão pode forçar a rocha fundida e outras substâncias do manto a emergir à superfície da Terra.

Quando há erupções vulcânicas, é ejetada a rocha em fusão, chamada magma, que se forma a grandes profundidades. À superfície, o magma pode explodir no ar em fragmentos, que vão desde poeira fina e quente, até grandes pedras chamadas bombas vulcânicas, ou poderá derramar-se sob a forma de torrentes de lava.

Vulcões
Vulcão

Vulcanologia

O estudo dos vulcões faz-se desde há muitos e muitos anos. Os romanos pensavam que o fumo e o fogo que emergia de um vulcão situado a norte da Sicília, vinham da forja do Deus do Fogo, localizada nas profundezas da Terra e onde ele e as assistentes trabalhavam. Por essa razão, esse Deus passou a chamar-se Vulcão.

A erupção do Vesúvio em 79 d.C. foi consideravelmente reproduzida ao pormenor por Pliny the Tounger.

Foram muitos os cientistas que, mesmo na antiguidade se dedicaram a esse estudo tais como Aristóteles, Píndaro e Derruau. Embora nessa época não houvesse um rigor científico nas descobertas, elas já retratavam a realidade da atividade vulcânica.

Esse estudo continuou embora não fossem efetuados sistematicamente até ao início do século XIX. A partir daí surgiu a Vulcanologia, ciência que estuda os vulcões, tudo o que deles advém e a localização dos mesmos. Tornou-se um ramo importantíssimo da Geologia Física. Especialistas do campo usando os princípios e métodos da Geofísica e Geoquímica e os utensílios da Sismologia adquiriram mais conhecimentos dos processos que ocorrem no interior da Terra.

A Vulcanologia envolve também pesquisas nas relações entre erupções vulcânicas e outros processos geológicos de grande envergadura, como a origem de montanhas e sismos.

Esta ciência está dividida em três blocos que investigam: a atividade vulcânica e classificação dos vulcões; a origem e natureza dos magmas; as erupções vulcânicas e a sua previsão.

Os vulcões são sempre uma ameaça latente, em especial aqueles que durante largo tempo se mantiveram inativos e cuja entrada em erupção apanhou desprevenidos, e sem experiência desses fenômenos, os habitantes da região. Não se encontram igualmente distribuídos na superfície terrestre.

Há regiões em que é maior o risco de ocorrerem estes acidentes naturais. A atividade vulcânica tem um grande impacto sobre a Natureza e sobre o Homem, pois sendo uma força da Natureza, o Homem não a pode parar. As consequências podem ser desastrosas. Então, é fundamental que se saiba o que fazer antes e durante a sua ocorrência, de forma a minorar os seus efeitos. Os indícios da ocorrência da atividade vulcânica são perceptíveis, podendo assim ser prevista.

No plano científico, o estudo dos vulcões tem fornecido informações fundamentais aos geofísicos sobre a constituição e condições da Terra inacessível e sobre a dinâmica da litosfera.

Atividade Vulcânica

O vulcão é um aparelho que põe em comunicação, de maneira temporária ou permanente, os focos magmáticos do interior da crosta com a superfície da Terra.

Apresenta-se, no seu aspecto mais habitual, como um monte de forma cônica, o cone vulcânico constituído pela acumulação dos produtos emitidos.

O vulcanismo é uma manifestação do constante geodinamismo, constituindo o mecanismo central da evolução do nosso planeta, cujas erupções subaérias constituem apenas um dos seus aspectos. Para além de erupções espetaculares como a que aconteceu na ilha do Fogo em 1995 e a que aconteceu no vulcão Unzen, no Japão em 1991, muitas outras mais suaves ocorrem a cada momento, a maioria nas profundezas dos oceanos e por isso não perceptíveis.

A atividade vulcânica influencia de um modo nefasto ou benéfico as populações humanas. Quantas e quantas vezes as erupções provocam destruição e mortes, tomando muitas vezes aspectos catastróficos. A atividade dos vulcões não é contínua e homogênia, alternando a projeção de materiais piroclásticos (fase explosiva) com a emissão de produtos fundidos (fase efusiva). Tudo depende da temperatura e da composição química do magma, pois são eles que determinam a viscosidade e as condições de expulsão dos gases existentes no magma.

A atividade vulcânica pode ter também uma fase mista.

Nas regiões onde há atividade vulcânica podem encontrar-se, a muitos metros de profundidade, acumulações de vapor de água ou lençóis de água líquida, a temperaturas muito elevadas (superiores a 200º) devido ao contato com rochas aquecidas pelo calor emanado de uma câmara magmática próxima. Estas águas podem representar uma fonte de energia importante. O vapor de água é captado sob pressão e conduzido para uma central elétrica onde aciona turbinas. Então o magma despedaça-se e dá origem a piroclastos e a correntes piroclásticas, emulsões gasosas carregadas de súbita violência.

Vulcanismo Ativo

Podemos dizer que um vulcão está em atividade quando são emitidos materiais no estado de fusão ígnea, a lava, pela libertação de gases e muitas vezes pela expulsão de materiais sólidos de dimensões variáveis. Ocorrem outras erupções em que a lava é pulverizada devido a grandes explosões, sendo então expulsa sob a forma de pequenos fragmentos incandescentes.

Quando se dá um aumento de pressão na câmara magmática, o magma é obrigado a subir através das fendas existentes na crosta. Na maior parte dos casos, nos vulcões ativos, forma-se uma chaminé central, cilíndrica, mas por vezes há outras emissões feitas através de aberturas nos flancos do cone vulcânico.

A lava resulta do magma e entra então em contato direto com o ar ou com a água, consoante sejam erupções subaéreas ou subaquáticas.

As erupções podem ser, como já foi dito atrás, efusivas, explosivas e mistas, consoante o tipo de magma, a sua temperatura e composição química.

Qando uma subida de magma muito viscoso, originário de magmas ácidos, ricos em sílica, é acompanhada de uma explosão brutal dos gases, dá-se a erupção explosiva. É acompanhada por grandes explosões com a emissão de piroclastos e formação de nuvens de cinzas (poeiras e gases incandescentes). O magma despedaça-se. As lavas, como são muito viscosas, não formam escoadas e solidificam na cratera, formando as agulhas e os domos ou cúpulas. As primeiras são acumulações de lava com formas alongadas e pontiagudas que consolidaram no interior da chaminé e as segundas são acumulações de lava consolidada na cratera, com formas arredondadas. Os domos lávicos ou agulhas de lava chegam a atingir muitos metros de altura (300 m de altura na montanha Pelada, em 1902).

Os magmas básicos, menos ricos de sílica, como os magmas basálticos, são os mais fluidos. Os gases dissolvidos que eles contêm escapam-se facilmente e o magma derrama-se, acontecendo a erupção efusiva, em correntes com alguma velocidade e podendo percorrer centenas de quilómetros, pois a lava está a altas temperaturas, está bastante fluida. Se for emitida lentamente, forma escoadas. Pode também formar correntes de lava ou mantos de lava se, o terreno for, respectivamente inclinado ou plano.

A erupção mista dá-se quando, durante a erupção, ocorrem períodos explosivos e efusivos, isto é com explosões violentas e libertação de piroclastos e gases e com alguma calma e formação de escoadas.

As erupções vulcânicas são, em regra, precedidas por abalos de terra, os quais resultam provavelmente da fraturação do teto da câmara magmática em consequência dos movimentos ascensionais do magma. Relacionado com as erupções, notam-se frequentemente variações locais no campo magnético terrestre e feno menos meteorológicos especiais, tais como um aumento de pluviosidade (por condensação do vapor de água em torno dos grãos de poeira) e formação de nuvens carregadas de eletricidade.

Com o tempo as erupções cessam. Se cessarem definitivamente, os cientistas consideram os vulcões extintos. Mas alguns vulcões estão apenas adormecidos, podendo permanecer inativos durante centenas de anos, e entrar em erupção com súbita violência.

Vulcões
Erupção do Vesúvio em 79 d.C

Tipos de Atividades Vulcânicas

Segundo Lacroix os tipos de atividades vulcânicas eram quatro:

Havaiana
Estromboliana
Vulcaneana
Peleana

No entanto Alwyn Scarth adicionou dois tipos de atividades vulcânicas à classificação de Lacroix:

Pliniana
Surtseyana ou fissural

O tipo surteyseano ou fissural, ocorre no mar, é caracterizado por efusões de lava basáltica que escorre através de fissuras paralelas, originando por vezes placas de lava.

Vulcões
Vulcão

Tipo de magma – Ácido

Vulcões
Vulcanismo do tipo Havaiano

O tipo Havaiano, é caracteristicamente silencioso e semelhante ao surteyseano. No entanto, neste caso a lava fluida escorre por fissuras podendo formar agulhas ou domas.

Tipo de magma - Básico

O tipo estromboliano envolve pequenas explosões e emissão de gases que ejeta piroclastos do interior do vulcão.

As erupções são em pequena escala, mas acontecem de forma cíclica. Devido à emissão de lava encandeceste, o vulcão Stromboli, na costa oeste de Itália (vulcão que deu o nome a este tipo de erupções), é chamado “o farol do mediterrâneo”.

Tipo de magma - Básico e ácido

O tipo vulcaneano, cujo nome provém da ilha de Vulcano, envolve geralmente explosões muito ruidosas acompanhadas pela emissão de cinzas. Estas cinzas podem ficar suspensas no ar durante anos.

Tipo de magma – Ácido

O tipo peleano, cujo nome derivou do Mt. Pelée em Martinique, está associado a explosões muito violentas e ruidosas e é neste tipo que encontramos variadas formas de vulcanismo atenuado: nuvens ardentes, emissão de piroclastos (desde cinza até bombas) e avalanches indescritíveis que, por vezes, ultrapassam os 100 Km/h.

Vulcões
Vulcão Vesúvio em Pompeia (Itália)

Tipo de magma - Muito ácido

O tipo pliniano é caracterizado por explosões intensamente violentas, expulsão de gases a alta pressão e por vezes a libertação de um grande jato de água quente e consequente destruição do cone vulcânico ou a formação de uma enorme nuvem em forma de cogumelo que por vezes chega atingir a estratosfera e suspendendo-se durante horas. Este tipo de erupção foi nomeado com base no Vulcão Vesúvio em Pompeia (Itália).

Vulcões
Vista aérea do Vulcão Vesúvio

Tipos de erupções

As erupções vulcânicas variam de acordo com o tipo de magma, sua temperatura e composição química.

Com base nestas características, podemos afirmar que existem pelo menos dois tipos de erupções:

Explosivas: Nas quais as lavas são muito viscosas, com origem em magmas ácidos (ricos em sílica).Como são muito viscosas, estas lavas não formam escoadas e solidificam na cratera, formando as agulhas (acumulações de lava com formas alongadas e pontiagudas que consolidaram no interior da chaminé) e os domos ou cúpulas (acumulações de lava consolidaram na cratera, com formas arredondadas) são erupções muito violentas, devido à acumulação de gases, acompanhadas por grandes explosões, com a emissão de piroclastos e formação de nuvens de cinzas (poeiras e gases incandescentes).
Efusivas:
Nas quais as lavas são fluídas, sendo a sua emissão lenta, com a formação de escoadas. Estas podem percorrer centenas de quilômetros com uma velocidade reduzida. Os magmas que originam estas lavas são básicos (pobres em sílica).

Tipos de Lava

Magma Ácido

Percentagem de sílica: > 70%
Composição:
Riolítica
Viscosidade:
Grande
Manifestação externa:
Formação de piroclastos

Densidade e ponto de fusão sem escoadas

Quanto maior é a percentagem de sílica, maior é a sua viscosidade, mais baixa é a temperatura menor é a tendência para formar lavas e maior para formar piroclastos.

Quanto menor for a percentagem de sílica, menor é a sua viscosidade, mais alta é a temperatura, maior é a tendência para formar lavas e menor para formar piroclastos.

Lavas básicas

São compostas á base de basalto daí a sua semelhança com o mesmo, são pouco viscosas, atingem temperaturas entre 1100ºC a 1200ºC.

Cerca de 80% das lavas expelidas por vulcões são básicas, percorrem grandes distâncias movendo-se lentamente.

A fração volátil, além de ser relativamente reduzida, liberta-se facilmente. É nas erupções efusivas que, de moda geral, se liberta este tipo de lava.

Lavas ácidas

Apresentam temperaturas compreendidas entre 800ºC e 1000ºC, possuem alta viscosidade, fluem mais lentamente e solidificam dentro da própria cratera ou muito perto da mesma.

Devido à sua viscosidade os gases têm dificuldade em libertar-se originando grandes tensões e conseqüentes explosões extremamente violentas.

A violência dessas explosões pode originar a destruição parcial ou total do aparelho vulcânico e pulverizar a lava, solidificada ou ainda pastosa, que se acumula na cratera.

Os fragmentos são projetados, solidificando os que ainda estão pastosos, no seu trajeto pelo ar e acabando por cair devido ao próprio peso. Estes fragmentos sólidos são designados por piroclastos e entre eles podem estar presentes fragmentos da rocha encaixante da chaminé. Quanto mais violenta for a explosão, menores são as dimensões dos piroclastos. Estes podem classificar-se de acordo com as dimensões dos fragmentos.

O magma à superfície

Lava encordoada: Quando a superfície externa da lava é relativamente lisa mas contorcida em pregas ou dobras lembrando cordas.
Lava escoriácea:
A superfície externa da lava rompe-se durante o arrefecimento, tornando-se extremamente rugosa, irregular e formada por fragmentos porosos.
Lava em almofada (Pilow Lavas):
Formam-se nas erupções subaquáticas marinhas. A lava solidifica em contato com a água adquirindo um aspecto característico em forma de massas arredondadas revestidas por uma película de vidro vulcânico devido ao rápido arrefecimento.

Durante o arrefecimento, a contração da lava basáltica pode ocasionar o aparecimento de fendas de retração designadas por diácleses. Em certas condições, essas diácleses dispõem-se de tal forma que determinam um conjunto de estruturas prismáticas regulares conhecidas por tubos de órgão.

Vulcanismo Atenuado

Chamamos por vulcanismo atenuado às manifestações que aparecem antes ou depois de uma erupção, sem que seja libertado magma, e que funcionem como um possível alerta.

Alguns dos exemplos de vulcanismo atenuado são:

As fumarolas têm temperaturas muito elevadas, que têm tendência a ir baixando ao longo do tempo. Algumas somente libertam vapor de água, mas outras, podem também libertar outros compostos químicos. São atribuídos nomes consoante o tipo de gases que são libertados. Às fumarolas em que abundam os compostos de enxofre atribui-se o nome de sulfataras, e aquelas em que predomina o dióxido de carbono denominamos por mofetas.

As águas termais são águas subterrâneas que são aquecidas devido ao calor dissipado nas regiões vulcânicas ou simplesmente devido ao aumento de temperatura com a profundidade. Quando estas águas quentes brotam à superfície constituem as nascentes termais. Se as águas têm origem magmática, designam-se por águas juvenis.

As águas termais possuem um grande poder dissolvente, por isso, algumas delas são ricas em sais minerais. É por esta razão que as águas termais têm um valor medicinal tão elevado, sendo assim procuradas principalmente por pessoas idosas.

Em Portugal existem bastantes fontes termais situadas em várias regiões do país.

Os géiseres são jatos intermitentes e periódicos de água e vapor de água, a elevadas temperaturas típicos de algumas regiões vulcânicas.

A água expelida tem origem nas camadas freáticas, que se localizam próximo da bolsada magmática. Depois de aquecidas, forma-se vapor de água, que ascende à superfície através das fissuras (fendas das rochas encaixantes).

Crateras, caldeiras e fissuras vulcânicas

A parte superior da chaminé vulcânica termina, muitas vezes, numa depressão afunilada, no topo do cone vulcânico, chamada cratera, por onde os materiais são ejetados.

Por vezes acontece que, na parte superior de muitos vulcões, se formam de pressões de dimensões muito maiores que as das crateras, às quais chamamos caldeiras.

As caldeiras têm forma grosseiramente vários quilômetros de diâmetro. Formam-se devido a afundamentos da parte central do vulcão, após forte erupções em que grande quantidade de magma e piroclastos são rapidamente expelidos, esvaziando a câmara magmática. O colapso do teto e o seu conseqüente afundamento são provocados não só pelo peso das camadas superiores, mas também pela existência de fraturas circulares.

Muitas das vezes o afundamento é mais acentuado, devido a fenômenos de reajustamento isostático com descida da parte central e elevação dos flancos centrais.

Após as erupções vulcânicas, quando os vulcões deixam de estar em atividade, é freqüente que, as crateras ou as caldeiras sejam preenchidas por água das chuvas, do degelo ou do solo, formando lagos ou lagoas que muito embelezam a paisagem.

Existem também situações em que a lava é expulsa não através de uma chaminé cilíndrica, mas sim, através de fendas alongadas que por vezes atingem quilômetros de comprimento.

Estas erupções fissurais estão caracteristicamente associadas a magmas basálticos. A nível dos continentes a lava espalha-se formando mantos basálticos com enormes extensões, como os típicos mantos de lava do Decão, na Índia.

Os mais extensos sistemas de erupções fissurais verificam-se nos fundos oceânicos, a nível dos riftes. Por essas fissuras são expelidas grandes quantidades de magma que, solidificando, geram fundos oceânicos.

Os vulcões no Mundo

Durante o último milênio forma observadas erupções em cerca de 520 vulcões terrestres.

A distribuição dos vulcões á superfície do Globo não é uniforme. Como se pode observar no mapa, há zonas de grande atividade, que contrastam com outras onde, na atualidade, não há manifestações vulcânicas.

No globo terrestre a distribuição da atividade vulcânica relaciona-se mutuamente com as zonas de atividade sísmica.

Atualmente, as principais concentrações de vulcões ativos são:

Ao longo das margens do Pacífico

É a zona do mundo com mais vulcões. É de tal forma concentrada em atividade vulcânica que é conhecida por “anel de fogo”.

Coincide também com uma zona fortemente sísmica.

Destacam – se no lado americano os vulcões do Alasca e Aleutas, a cordilheira das Cascatas, onde fica o vulcão de Sta. Helena e mais para o Sul, no México o célebre Paricutin. A partir do México, a faixa vulcânica desdobra-se, formando a Cordilheira da América Central e o arco das Antilhas, onde se destaca o vulcão da montanha Pelada.

Do lado asiático encontram-se os vulcões da Camechatca e das Curilhas, seguindo-se o Japão onde há uma bifurcação que dá o arco das Marianas e o arco das Filipinas. Seguem-se os vulcões da Nova Guiné, que se estendem pelos vulcões de numerosas ilhas até à Nova Zelândia, prolongando-se para a Antarctica.

Os vulcões circumpacíficos são muito explosivos.

Sistemas de cristas montanhosas do Atlântico e Pacífico

Nesta zona dá-se o derramamento de lavas e conseqüentemente a formação de crosta oceânica. Aqui destacam-se os vulcões da Islândia, Açores, Canárias, Cabo Verde e Tristão da Cunha.

Cintura Mediterrânea e África Oriental

A cintura mediterrânea abrange o Sul de Itália, as ilhas do mar Egeu, o Cáucaso meridional, e segue até aos Himalaias (onde na atualidade não vulcanismo ativo).

Há ainda a destacar a Indonésia onde existe vulcanismo muito intenso e, quase sempre, exclusivamente explosivo, sendo uma das regiões da Terra com atividade mais violenta. O Krakatoa, o Merapi e Tambora são entre outros, vulcões importantes na Indonésia.

Em Portugal atualmente a zona de maior atividade vulcânica é no arquipélago dos Açores. A última erupção ocorreu em Serreta no mês de Dezembro de 1999.

Furnas, Água de Pau e Sete Cidades são três dos mais importantes vulcões da ilha de São Miguel. As manifestações mais frequentes são a emissão de fumarolas e nascentes de água ebuliente. São Jorge é um vulcão linear.

Na ilha Terceira destaca-se o vulcão de Santa Bárbara na parte ocidental. Embora o arquipélago da Madeira seja de origem vulcânica, o vulcanismo é considerado extinto nestas ilhas. Admite-se que as erupções se verificaram há 1,7 milhões de anos.

Na parte central da ilha da Madeira existe um maciço montanhoso onde se situam os grandes os grandes centros vulcânicos que foram fundamentais para a formação da ilha.

Em Portugal Continental existem rochas vulcânicas na Estremadura, Alentejo e Algarve o que denuncia a existência de vulcanismo ativo no passado.

Cinturas escaldantes

Cadeia Aleutana: Os vulcões expelem cinza a grande altura regularmente.
Monte de Santa Helena (E.U.A):
Fez 60 mortos quando, em 1981, entrou em erupção.

Vulcões
Vulcão Santa Helena - USA.

Vesúvio (Itália): Vulcão ativo, embora adormecido desde de 4 de Abril de 1994.
Etna (Sicília): Vulcão ativo
. Entrou em erupção pela última vez a 4 de Fevereiro de 1999.
Alasca e Rússia:
As cinzas emitidas pelos vulcões das cadeias montanhosas de Kamchatka afetaram os motores dos aviões que os sobrevoavam.
Kilauea (Havai):
A última vez que entrou em erupção foi a 17 de Março de 1999.
Popocatepetl (México):
A última vez que entrou em erupção, a Março de 1999, projetou cinza até cinco quilómetros de altura.
América Central:
Cordilheira vulcânica de mil quilómetros (80 vulcões) que vai desde a Guatemala até ao Panamá.
Serreta (Açores): Vulcão submarino
em atividade desde Dezembro de 1998.
Capelinhos (Faial-Açores):
Esteve em erupção de 1957 a 1958. Metade dos emigrantes da ilha emigrou.
Cadeia Indonésia:
Há 127 vulcões ativos. Só a ilha de Java tem 35.

Correntes de Convexão

As diferenças dos fluxos térmicos, por exemplo no fundo dos oceanos, são explicadas pelas correntes de convecção. Dá-se a transferência do calor vindo do manto, porque o material aquecido das zonas mais profundas é menos denso e sobe, enquanto que o material da superfície é mais frio e desce pois é mais denso.

Os materiais estão no estado sólido, embora as altas temperaturas os façam ter um aspecto viscoso e assim ocorrem os movimentos de convecção que têm origem no manto (Astenosfera) e funcionam como a «força» que faz deslocar a litosfera.

Cada circuito regular de subida de fluido quente e descida de fluido mais frio constitui uma célula de convecção. Estas células são contínuas e contornam circuitos fechados. As zonas de ascensão e de descida são respectivamente, as dorsais ou cristas médio-oceânicas (zonas de divergência de placas) e as fossas oceânicas, nas zonas de subducção (zonas de Benioff ou de convergência de placas).

A origem das correntes de convecção no manto superior é ainda desconhecida, embora tudo indique que haja uma inter-relação entre estas correntes de convecção mais superficiais e outras que se desenvolvem ao nível do manto inferior e do próprio núcleo externo, que é líquido.

O fenômeno de convecção é muito freqüente e explica, por exemplo, a subida de gases quentes através das chaminés, a subida do fumo do tabaco ou a subida do vapor de água na atmosfera num dia quente. Em determinadas condições, as correntes de convecção podem também ocorrer em sólidos, só que serão muito mais lentas.

Vulcões como Fonte de Riqueza

Alguns dos solos mais férteis do nosso planeta existem devido à presença de materiais vulcânicos recentemente libertados (com condições atmosféricas favoráveis). A sua cultivação produziu alimentos em abundância e conseqüente desenvolvimento das civilizações que habitavam essas terras.

Os vulcões podem evidentemente causar o caos e a destruição mas, por outro lado, têm beneficiado a humanidade. Há milhares de milhões de anos a desintegração física dos vulcões, e o consequente contato das rochas vulcânicas (cuja composição química é rica em minerais) com os solos, tornou-os mais férteis.

Nas regiões tropicais e chuvosas como o noroeste da ilha do Hawai, a formação de solo fértil e o crescimento de vegetação pode demorar apenas umas centenas de anos. Algumas das primeiras civilizações (por exemplo, a Grega, Etruscana e a Romana) instalaram-se nos ricos e férteis solos vulcânicos da região de Aegean-Mediterrâneo. Algumas das melhores culturas de arroz da Indonésia estão na periferia de vulcões ativos.

Á semelhança, muitos dos melhores solos no Western dos Estados Unidos são de origem vulcânica.

A crosta terrestre, na qual vivemos e da qual dependemos, é na sua maioria, o resultado de milhões de vulcões, antes ativos, e de enormes quantidades de lava que não emergiu á superfície e acabou por solidificar por baixo da superfície.

Muitos dos mais valiosos recursos naturais no mundo deve-se ao vulcanismo persistente e extenso.

A cinza vulcânica espalha-se sobre milhares de quilômetros quadrados de solos adicionando-lhe nutrientes e atuando como se fosse estrume, aumentando o seu nível de fertilidade.

Numa zona chuvosa, as áreas subterradas por lava recuperam rapidamente: A revegetação pode começar num espaço de tempo inferior a um ano depois da erupção. A erosão e desmoronamento dos vulcões fertilizam solos durante dezenas a milhares de anos. Esses solos ricos aumentam o desenvolvimento da agricultura que nalgumas zonas é crucial para a sobrevivência.

Energia Geotérmica

A água subterrânea aquecida pelo magma pode ser aproveitada para produzir energia - energia geotérmica.

O calor do interior da Terra associado com vulcões ativos ou recentemente inativos, mas que ainda produzem calor, vêm sendo aproveitados para produzir energia geotérmica.

O vapor de fluídos geotérmicos a alta temperatura são usados para mover turbinas e gerar eletricidade, enquanto que os fluídos a menores temperaturas são utilizados no aquecimento de água para fins de aquecimento-espacial, calor para as estufas e uso industrial. Além de serem um recurso energético, algumas águas geotermais também contém sulfúreo, ouro, prata e mercúrio que podem ser aproveitados como um acessório na produção de energia.

O parque geotermal The Geysers perto de Santa Rosa, no Norte de Califórnia produz eletricidade suficiente para fornecer São Francisco. The Geysers é a maior área geotermal do mundo.

Recursos Minerais

A maior parte dos minerais metálicos, como o cobre, o ouro, a prata, o chumbo e o zinco, estão associados com magmas encontradas perto de vulcões extintos localizados por cima das zonas de subducção.

O magma encandescente nem sempre atinge a superfície, pode arrefecer lentamente debaixo do vulcão formando uma enorme variedade de rochas cristalinas às quais chamamos rochas plutônicas ou graníticas. Alguns dos melhores exemplos de rochas graníticas, estão magnificamente expostas no California's Yosemite National Park. Normalmente os minérios depositam-se á volta dos corpos de magma presentes no vulcão.

Os metais, no princípio disseminados em percursos amontoados de magma ou á volta das rochas, concentram-se em fluídos e podem ser redepositados se encontrarem temperaturas e condições de pressão favoráveis, formando veias de minerais.

As fissuras de um vulcão ativo ao longo do extenso meio-oceano criam o ambiente ideal para a circulação de fluídos ricos em minerais e para o depósito de minério. Água á temperatura de 380º C transborda das fontes geotermais. A água foi aquecida durante a circulação por contato com as rochas vulcânicas a alta temperatura formando uma cordilheira.

O fundo da fontes geotermais é abundante em minérios negro-coloridos (sulfitos) de ferro, cobre, zinco, níquel e outros metais chamados "black smokers". Em raras ocasiões esses depósitos de minérios são mais tarde expostos na restante crosta oceânica que foi “despedaçada” e transportada para a crosta continental durante os processos de subducção.

O Massif de Troodos na Ilha do Chipre é talvez melhor exemplo que se conhece desta crosta oceânica anciã.

Exploração turística

Todavia não há dúvida de que os vulcões podem representar um pólo de interesse turístico, acarretando, neste caso, a fixação humana.

Um caso flagrante é a cidade de Nápoles (Itália) que vive “à sombra” do Vesúvio, vulcão que já foi responsável pela destruição de Pompeia e de mais duas ou três localidades, mas cuja região se reveste de interesse turístico, de tal forma que é intensamente habitada. O Vesúvio mantém-se em repouso desde 1944 mas não está extinto, podendo, de um dia para o outro, entrar em atividade.

Produtos Industriais

Os materiais vulcânicos são usados por pessoas na construção de edifícios ou estradas, nomeadamente transformados para o efeito de abrasivos e agentes de limpeza. O material bruto é usado para fins químicos e industriais.

A pedra-pomes é um exemplo de um material pouco denso, resultante da consolidação de um magma ácido.

Conclusão

Os vulcões são a prova da existência das forças turbulentas que se agitam no interior da Terra.

Quando há erupções vulcânicas, é ejetada a rocha em fusão, chamada magma, que se forma a grandes profundidades. À superfície, o magma pode explodir no ar em fragmentos, que vão desde poeira fina e quente, até grandes pedras chamadas bombas vulcânicas, ou poderá derramar-se sob a forma de torrentes de lava.

A maior parte dos vulcões está perto do rebordo de placas. Alguns encontram-se sobre cordilheiras oceânicas, enquanto outros se situam ao longo de fossas oceânicas, quando uma placa é forçada a passar por baixo de outra. A placa descendente é fundida e o magma resultante pode elevar-se à superfície sob pressão.

Alguns vulcões, no entanto, encontram-se longe dos rebordos das placas.

O magma para estes vulcões é provavelmente provocado pelo calor radioativo no manto.

Os vulcões podem ser um bem para a humanidade se o Homem souber aproveitar as suas «riquezas».

Contudo também pode ser uma enorme catástrofe. Desse modo, o trabalho dos vulcanólogos é muito importante para que possa ser feita a previsão de uma erupção vulcânica e assim que aconteça uma catástrofe e que, além dos prejuízos materiais, muitas vidas se possam perder.

Fonte: geocities.yahoo.com.br

Vulcões

Formação dos vulcões

Os vulcões são responsáveis pela liberação de magma acima da superfície da crosta. Eles funcionam como válvulas de escape do magma (rocha em estado ígneo) e dos gases que existem na camadas mais interiores da Terra. Tais materiais encontram-se sob altíssima pressão, assim como sob elevadas temperaturas. Diz-se, ainda, que o movimento das placas tectônicas pode causar as erupções vulcânicas.

Os vulcões resultam de uma fusão parcial, sob condições específicas, dos materiais das profundas camadas do interior do Planeta, fusão que produz o magma, expelido através de uma cratera ou fenda. As zonas onde ocorre esta fusão parcial estão ligadas à dinâmica do globo, e a distribuição dos vulcões na face da Terra é explicada de modo coerente pela teoria das placas tectônicas.

Em alguns casos os vulcões ocorrem em "ponto quente" no meio das placas tectônicas, como o caso do campo vulcânico no parque nacional de Yellowstone nos Estados Unidos ou das ilhas Havaianas.

Os vulcões marcam os grandes acidentes da litosfera e sua localização é classificada em função dos movimentos gerados pelo deslocamento das placas: zonas de divergências ou de abertura, como as dorsais oceânicas ou certas bacias de afundamento, zonas de convergências ou de subducção, que dão origem aos arcos insulares (Japão, Ilha de Sonda) e às cordilheiras de limites de placas (Andes); zonas "intraplaca", delimitadas pela existência de fissuras locais na crosta terrestre.

A profundidade e a composição dos materiais submetidos à parcial determinam a composição das magmas. Assim, o magma resultante de vulcanismo ligado às zonas de divergências é de natureza toleítica; o proveniente de vulcanismo ligado à subducçaõ é calco-alcalino; e o originado de vulcões intraplaca é essencialmente alcalino.

Os produtos vulcânico são classificados segundo a composição química e mineralógica ou segundo propriedades físicas. Distinguem-se assim, as lavas, as projeções e os gases.

As lavas é a parte líquida do magma; ela forma o derramamento ou a extrusão, de acordo com sua maior menor viscosidade. Em geram, as lavas básicas são mais fluidas que a ácidas, que se solidificam rapidamente e são freqüentemente cheias de bolhas.

As projeções resultantes das fases explosivas são classificadas em função de suas dimensões em: bombas, escórias, lapíli (produtos sólidos provenientes das erupções vulcânicas, do tamanho da avelã), cinzas e poeiras. A cimentação dessas projeções forma os tufos vulcânicos (qualquer dos produtos de projeção vulcânicas que se hajam consolidado). Os gases dissolvem-se na água ou na atmosfera, interferindo sobremaneira na evolução destas.

Onde duas placas movem se afastando, as erupções vulcânicas não são tão explosivas, gerados apenas rios de lavas mais fluida com entre 1 e 10 metros de espessura que se espalham por vastas áreas. Neste caso formam-se vulcões com bases maiores e mais inclinados. Os vulcões na Havaí e Islândia são exemplos típicos desse tipo de vulcão.

O mesmo não acontece quando as placas colidem. Nesse caso as erupções são violentas. A lava é grossa e viscosa, e nuvens de gás, poeira e fragmentos de lava podem ser lançados na atmosfera. O magma esfria rapidamente e acumula-se em volta da fenda, formando vulcões mais altos com os lados íngremes e com o diâmetro do cone central menor.

A colisão da placas na crostas oceânicas produziu arcos de ilhas, como as Antilhas e as ilhas japonesas.

A maioria dos mais altos são, na verdade, uma composição dos dois tipos descritos acima. São formados por um ciclo de pequenas erupções de lava fluida, que cria uma base resistente e extensa, seguida de erupção explosiva que forma um cone central resistente.

No passado grandes explosões de lava fluida de complexos sistemas de fissuras aconteceram e formaram extensos platôs de até 130,000 Km², como é o caso Platô Columbia nos estados de Oregon e Washington nos Estados Unidos. Erupções ainda mais volumosas, embora quietas acontecem até hoje no fundo dos oceanos, onde o pavimentos está em constante formação.

Vulcões com erupções são chamados ativos, e aquele onde ocorrem mais erupções são os extintos. Os vulcões apresenta, períodos de "repouso" (fase de letargia) mais ou menos longos (de100 a 10 mil anos podendo chegar a até 100 mil anos).

Os vulcões são responsáveis pela formação de rochas ígneas, também chamadas eruptivas, magmáticas ou vulcânicas. Elas nada mais são do que a lava solidificada. A lava geralmente sai do vulcão a uma temperatura de 850º a 1250º C. Normalmente a lava inclui alguns cristais flutuantes no material líquido. Se a lava esfria devagar os cristais podem ter tempo para crescer.

Os vulcões também são responsáveis pela formação de montanhas.

A forma dos edifícios vulcânicos depende da dinâmica, isto é, das propriedades físicas dos produtos emitidos, assim como da profundidade (entre 5 a 20 Km) e do volume da câmara ou reservatório magmático.

As erupções vulcânicas podem ser brutais. Dentre as mais mortíferas, destacam-se as erupções do Krakatoa, na Indonésia (1883); a do monte Pelée, na Martinica (1902) e a do Nevado del Ruiz, na Colômbia (1985).

Importância do Vulcanismo

O vulcanismo é um fenômeno naturais mais importantes que acontecem na crosta terrestre e principalmente no fundo dos oceanos, que cobrem 2/3 da superfície de nosso planeta são totalmente formados de lavas, onde também encontramos a mais colossal cadeia montanhosa com cerca de 70000 Km de comprimento, 1000 de largura e 3000 de altura a grande dorsal suboceânica, que é formada por uma ininterrupta sucessão de vulcões. Sua importância torna-se ainda mais visíveis quando levamos em consideração que as lavas constituem o principal da crosta terrestre, os movimentos das placas rígidas que esta crosta e formada e que está estreitamente relacionada aos fenômenos vulcânicos, participando tanto dos tremores de terra como do fundo oceânico, da deriva dos continentes e na participação do erguimento de montanhas.

O vulcanismo teve papel determinante nos primórdios da formação geológica de nosso globo, além disso ele também é responsável pelo aparecimento de novas terras e na subsistência de milhares de pessoas que vivem e cultivam as ricas terras de seus arredores. Sem a poeira e as cinzas vulcânicas , os solos seriam bem mais pobres e menos férteis, e sem fumarolas sulfurosas, existiriam menos jazidas metalíferas como as de cobre, zinco, magnésio, chumbo, mercúrio e outros, das quais a humanidade se aproveita.

Os vulcões provêem uma grande riquezas de recursos naturais. Emissão de pedra vulcânica, suprimento de gás a vapor são fontes de materiais industriais importantes e de substâncias químicas, como púmice, ácido bórico, amônia, e gás carbônico, além do enxofre. Na Islândia a maioria das casas em Reykjavik tem água aquecida proveniente dos vulcões. Estufas são aquecidas da mesma maneira podem prover legumes frescos e frutas tropicais para esta ilha de clima sulbático. Também é explorado o vapor geotermal como uma fonte de energia para a produção de eletricidade na Itália, Nova Zelândia, Estados Unidos, México, Japão e Rússia.

O estudo científico dos vulcões provê informação útil sobre os processos de mudança da Terra.

Apesar do constante perigo e do destrutivo do vulcões, as pessoas continuam a viver próximas aos mesmos devido à fertilidade do solo vulcânico. Elas também são atraídas pela energia geotérmica, abundante nestas regiões, além de fonte de turismo.

Lava e Magma

Fundida, quente ou liquefeita, as rochas localizadas profundamente debaixo da superfície da Terra são chamadas de magma. Quando um vulcão estoura ou uma funda rachadura acontece na Terra, o magma sobe e transborda. Quando flui para fora do vulcão ou fenda, normalmente misturado com o vapor e suprimento de gás, é chamada de lava.

A lava fresca varia de 1,300º a 2,200º F (700º a 1,200º C) em temperatura e brilhos vermelho a branco quando flui.

Quantidades enormes de lava, bastante para inundar a zona rural inteira, pode ser produzida pela erupção de um vulcão principal.

Durante a erupção do vulcão Mauna Loa no Havaí em 1887, aproximadamente 2,3 milhões de toneladas métricas de lava por hora foi despejada para mais de seis dias.

Algumas lavas são bastante líquidas para fluir em declivo a 55 quilômetros por hora. Outros movem-se à taxa de só poucas polegadas por dia. A velocidade do fluxo depende da temperatura e composição do material da lava.

Todas as lavas contem uma alta porcentagem de sílica, uma combinação composta de elemento químico, silicone e oxigênio.

Dependendo da quantidade de sílica existente na lava, ela pode ser classificada de seguinte forma:

Lavas que contem de 65 a 75% de sílica são chamadas rhyolites. As lava rhyolites derretem a mais baixas temperaturas e estão mais leves em peso e cor que as formadas de balsatos. Lavas de Rhyolites são bastante viscosas, ou espessas, e contém grandes quantidades de gás. O gás ferve frequentemente e é lançado para fora com a força explosiva e expele quantias grandes de cinzas.
As lavas com 50 a 65% de sílica são andesites
As lavas com menos de 50% de sílica são basaltos.

Porem, às vezes quando a lava é lançada mais lentamente surgem bolhas em sua superfície ou até mesmo quando a lava endurece. Quando estas bolhas são minúsculas e acumuladas muito próximas, formam-se um tipo de rocha mais leve chamada púmice, conhecida por nós como pedra pomes. ualquer tipo de lava pode se transforma em púmice, mas a maioria delas desenvolve-se em rhyolites.

A púmice é comercialmente usada para limpar e polir madeira, metal, e outras superfícies. Mais recentemente ela é usada em argamassa para a construção, revestimento de concreto, isolante, forração para paredes acústicas e gesso.

Parte de um vulcão

Geralmente o vulcão é constituído pelas seguintes partes: Cone ou edifício vulcânico – É a montanha formada pelas sucessivas erupções, que provocaram o acúmulo de materiais sólidos, tais como cinzas e lavas petrificada oriundas do interior da Terra. O cone tem forma afunilada, terminada na cratera.

Cratera

Boca afunilada que se forma devido às explosões que ocorrem na fase inicial da atividade, é a parte côncava situada no topo do cone e está ligada a cratera ao ponto de origem do vulcão.

Chaminé ou conduto

Abertura ou fenda através da qual os materiais são expelidos do interior da Terra para superfície, ligando a cratera ao ponto de origem do vulcão.

Caldeira ou câmara magmática

Bolsões profundos preenchidos pelo magma em encandeceste ebulição.

Durante as erupções são expelidos materiais gasosos, líquidos e sólidos. Muitas vezes o material gasoso é expelido junto com partículas sólidas(cinzas), que podem atingir quilômetros de altura. Outras vezes, podem formar fumarolas, nuvens densas e opacas que deslizam pelos do vulcão, formando as nuvens ardentes, cuja temperatura pode atingir 1000ºC, queimando tudo que encontram.

Entre os gases expelidos em maior quantidade acham-se os gases sulfurosos, com forte cheiro de enxofre, hidrogênio e grande quantidade de vapor d’água(80 a 95% do total).

A parte líquida é constituída pelas lavas, material magmático, em estado de fusão, devido às altas temperaturas, superior a 1000 ºC, que se deslocam pelos lados do cone vulcânico. Muitas vezes, ao solidificar, as lavas formam colunas prismáticas, cujo exemplo mais significativo é a denominada "Calçada dos gigantes", na Irlanda.

A matéria sólida ou piroclástico, constitui-se de pedaços das paredes das chaminés, da base do vulcão, ou mesmo pedaços de lava resfriada ao ser lançada para o alto através da atmosfera, conhecidas como pedra pomes.

A cinza é a mais comum dos materiais sólidos. Juntamente com os fragmentos, as cinzas podem causar grandes catástrofes, soterrando de cidades, quando se depositam em camadas de grande espessura, como aconteceu no ano de 79 d.C, quando inesperadamente o monte Vesúvio entrou em erupção e suas cinzas soterrou as cidades de Pompéia e Herculano do antigo império Romano.

Sob a crosta terrestre, a uma profundidade de 30 a 70 Km, existe uma camada de rochas, composta de silício e magnésio, e por isso chama-se Sima. A uma temperatura de mais ou menos 1330ºC e sob enormes pressões, essa camada de rocha mantém-se constantemente em estado pastos (magma). As enormes pressões ainda provocam fendas na crosta, pelas quais o magma pode aflorar à superfície da Terra.

Não se sabe ao certo o que impele o magma para cima. Supõe-se que seja a pressão ou gases ou do peso da crosta.

No próprio depósito de magma, origina-se a chaminé, uma das partes que compões o edifício do vulcânico. É uma espécie de funil por onde passa os materiais de erupção. Estes vão Ter á cratera coca afunilada que se forma nas primeiras explosões do vulcão. Fica geralmente no topo da montanha vulcânica, parte externa do vulcão, em formato de cone. Nem todos os vulcões tem cone. Na ausência deste, a lava e os materiais de erupção são expelidos através de uma fenda solo.

Mas também existem alguns vulcões que apresentam duas ou mais crateras que são chamadas de crateras secundárias e outros apresentam, além da cratera principal, fissuras ou rachaduras no solo por onde saem fumarolas e lava.

As maiores erupções vulcânicas e mais explosivas lançam dezenas a centenas de quilômetros cúbicos de magma sobre a superfície da Terra. Quando um grande volume de magma é removido de baixo de um vulcão, o solo abaixa ou se desmorona no espaço esvaziado, forma uma depressão enorme chamada caldera.

Algumas caldeiras estão a vários quilômetros de profundidade medindo mais de 25 quilômetros de diâmetro. A caldeira agora preenchida pelo Lago da Cratera –Crater Lake, no estado americano do Oregon foi produzido por uma erupção que destruiu um vulcão do tamanho do Monte Sta. Helens e sua cinza vulcânica enviada ao leste distante como Nebraska.

Processos de erupções vulcânicas

Um vulcão quando inicia sua fase de atividade começa com a liberação de gás de enxofre(altamente tóxico), seguido de explosões que lançam lavas. A lava é composta basicamente de ferro e silicato de alumínio em estado pastoso. A composição química do magma ou lava e a quantidade de gás que contém determina a natureza da erupção vulcânica.

Basaltos carregados de gás produzem cones de lava. Erupções mais violentas ocorrem quando grandes nuvens de lava entram em contato com a água, produzindo cinza finamente granulada. Quando andesitas, um tipo de mineral, estão carregadas com gás, elas explodem violentamente.

Nuvens incandescentes são extremamente destrutivas. Elas são produzidas pelo magma que rompe de forma explosiva na superfície , expelindo gases e derramando lavas derretida pelas encostas das montanhas, a grande velocidade.

Nem todas as erupções são iguais, distingue-se oito tipos de atividade vulcânica:

Erupção inicial
Atividades explosivas
Expulsão rítmica de cinza
Lagos de lavas
Efusão lenta
Formação de nuvens ardentes
Erupção linear
Erupção submarina

A erupção inicial, caso muito raro, ocorre em lugares onde nunca existiram vulcões, ou onde os vulcões existentes há muito tempo não entram em erupção. Este é o caso do Paricutin no México em 1945. O qual foi estudado de perto e detalhadamente. Primeiro houve fortes tremores de terra. Depois, formou-se repentinamente uma fenda no chão, com meio metro de largura. Desta fenda iniciou-se, logo em seguida, a expulsão de gases e cinzas. Dois dias mais tarde, começou o derramamento de lava. Atividades explosivas na chaminé, e também em parte na cratera, pode haver lava em fusão. A expansão de gases no interior do vulcão provoca explosões, projetando fragmentos de lava, que muitas vezes se solidificam no ar.

Assumem, então, a forma de bombas, isto é, blocos de material sólido ou parcialmente pastoso, que apresentam o aspecto de fuso retorcido, e ou de rapilhos, pedrinhas ou cinzas, se os fragmentos são de dimensões menores.

Expulsão ritimica de cinzas também chamada estrambolina, pois que o vulcão porque o vulcão Strombolino, na Itália, é um dos melhores exemplos deste tipo. O fenômeno se inicia com emanações de vapores, seguida de expulsão de lavas e de fragmentos de material quebrado pelas explosões que são projetadas no espaço e tronam a cair no interior da cratera. Sobrevêm cerca de uns quinze minutos de calma, após reinicia o ciclo, que dura um ou dois minutos.

Lagos de lavas ou também chamado atividade do tipo havaiano. São bem poucos os vulcões que se enquadram nesta categoria e um desses casos raros é o Kilauea, localizado no monte Mauna Loa (cerca de 4200 metros), no Havaí. Tem uma vasta cratera, e em seu interior está o lago de lavas fundida e incandescentes, com a temperatura de cerca de 1050º C na superfície.

Efusão lenta representa um estágio muito comum, e ocorre ocasionalmente no Vesúvio e no Etna (Itália). A lava sai da cratera ou dos flancos, e derrama-se lentamente pelos lados da montanha vulcânica.

As nuvens ardentes são provocadas pela grande quantidade de gases que podem ficar na lava sob forte pressão. A força expansiva dos gases, que se exerce sobre o teto, acaba por rompê-lo. Então a pressão bruscamente decresce, e ocorre a explosão, acompanhada de lava e fragmentos incandescentes e gases superaquecidos. Juntamente com os gases, essas partículas formam uma espécie de nuvem e, sob pressão gasosa, explodem no interior da própria nuvem.

A erupção linear verifica-se em algumas regiões da crosta, sujeitadas a grande tensão, podem abrir-se largas e profundas fendas. Quando estas atingem a área magmática, e são novamente abertas pela repetições de pressões, ocorrem atividades vulcânicas de natureza explosiva ou efusiva e ocorrem com maior frequência na Islândia.

As erupções submarinas, como o próprio nome está dizendo, ocorrem nas profundezas de mares e oceanos no que, não raro, faz elevar-se novas terras e surgir uma ilha do dia para a noite.

Após uma erupção, lentamente a lava se resfria, se solidifica e obstrui a chaminé. Se a obstrução for completa, diz-se que o vulcão está extinto. Se é incompleta, deixando uma abertura por onde passem as fumarolas ou gases, o vulcão está temporariamente inativo. Passando alguns anos, costuma-se suceder que reservatório de magma se enche novamente, e começa a empurrar o obstáculo formado pela lava solidificada. Quando essa pressão vence a resistência, verifica-se na erupção, precedida de tremores da terra, ruídos, fendas e fumaça.

Tipos de vulcões

Vulcões
Vulcão

Tipo de vulcão

Características

Exemplos

Solo ou Platô de Bassalto.
Lava muito líquida; fluxo muito expandido emitido da fatura Platô do Rio Columbia
Vulcão Escudo ou de Proteção.
Lava líquida emitida da abertura central; grande; às vezes tem caldera de colapso. Monte Larch, Monte Sylvania, Montanhas Butte, Vulcões Havaianos.
Cone de Cinza
Lava líquida explosiva; pequeno; de longa atividade; pode construir um vulcão de proteção Monte Tabor, Monte Zion, Colina Chamberlain Hill, Pilot Butte, Lava Butte, Crateras da Lua.
Vulcão composto ou Stratovolcano.
Lava mais viscosa; muito explosivo;grande; emissão de lava da abertura central. Monte Baker, Monte Rainier, Monte Santa Helena, Monte Hood, Monte Shasta.
Cúpula Vulcânica
Lava muito viscosa; relativamente pequeno; pode ser explosivo; frequentemente acontecem adjacentes. Novarupta, Monte Santa Helena na Cúpula de Lava, Monte Lassen, Shastina, Mono Crater.
Caldera
Vulcão composto muito grande que entra em colapso após períodos de erupção explosiva. Crater Lake (Lago Cratera), Newberry, Kilauea, Long Yalley, Medicine Lake, Yellowstone.

Vulcão cone cinza

Vulcão cone cinza é o tipo mais simples de vulcão. Ele é construído de partículas e gotas de lavas resfriadas lançadas de uma única abertura (cratera). Quando a lava impregnada de gás é atirada violentamente ao ar, ela se rompe em pequenos fragmentos que solidificam e caem como cinzas ao redor da abertura e forma um cone circular ou oval. A maioria dos vulcões cones de cinzas têm uma cratera amoldada em forma de tigela no ápice e raramente sobem a mais de mil pés sobre o ambiente circundante. Cones de cinza são numerosos na América do Norte do lado ocidental como também ao longo de outros terrenos vulcânicos do mundo.

Vulcões Compostos ou Stratovolcano

Algumas das principais montanhas da terra são vulcões compostos às vezes chamados de stratovolcano. Eles são tipicamente íngremes, de cones simétricos com grandes dimensões, construídos de capas sobrepostas de fluxos de lava, cinza vulcânica, blocos e bombas podendo subir tanto quanto 8,000 pés sobre suas bases.

Algumas das mais proeminentes e belas montanhas do mundo são vulcões compostos, como por exemplo:

Monte Fuji no Japão
Monte Cotopaxi no Equador
Monte Shasta na Califórnia
Monte Hood no Oregon
Monte Santa Helena no estado de Washington nos E.U.A
Monte Rainier, no estado de Washington, E.U.A

A maioria dos vulcões compostos tem uma cratera no ápice que contém uma abertura central ou um grupo de várias aberturas. A lavas ou fluem pela abertura do muro da cratera ou sai das fissuras nos flancos do cone. A lava, solidificada dentro das fissuras, formam diques que agem como apoio e fortalecem muito o cone do vulcão. A característica essencial de um vulcão composto é um sistema de canal pelo qual o magma do fundo da crosta terrestre da Terra sobe para superfície.

O vulcão é construído pelo acúmulo de material que flui pelo canal e aumenta o vulcão em tamanho com mais lava, cinzas, e outros materiais vulcânicos, etc.., que são adicionados as suas rampas. Quando um vulcão composto fica inativo ou adormecido, a erosão começa a destruir o cone. Quando o cone é destruído, o magma endurecido que enche o canal(tampa a cratera) e as fissuras(os diques) é exposto, e também é lentamente reduzido através da erosão. Finalmente, todos os restos remanescentes voltam tapar o complexo de diques que projeta sobre a superfície das terra – uma sobra que lembra o desaparecimento do vulcão.

Caldeiras

Caldeiras são depressões normalmente grandes, cercadas com escarpas íngreme, amoldadas em forma de bacias formadas pelo colapso de uma grande área em cima e ao redor de uma ou aberturas vulcânicas. As Caldeiras variam em forma e são classificadas segundo os tamanhos das depressões aproximadamente circulares medindo de 1 a 15 milhas de diâmetro e para as enormes depressões alongadas medindo tanto quanto 60 milhas de comprimento.

Vulcão de proteção ou vulcão escudo

Os vulcões de proteção ou escudo são construídos quase exclusivamente por fluxos de lavas fluidas que desce em todas as direções de um cume central ou grupos de aberturas, construído um largo cone suavemente inclinado em forma de sino. Este perfil muito comum em vulcões de proteção. Eles são lentamente construídos pela acúmulo de milhares de fluxos de lavas altamente fluídas chamada lava de basalto que amplamente se espalha atingindo grandes distâncias, e então esfria formando finas camadas que vão se sobrepondo.

Frequentemente também há surgimento de lavas de aberturas ao longo das fraturas (zona de fenda) que se desenvolvem nos flancos de cone. Algum dos maiores vulcões do planeta são de proteção. Ao norte da Califórnia e do Oregon existem muitos vulcões de proteção com diâmetros de 3 ou 4 milhas e medindo 1,500 a 2,000 pés de altura.

As ilhas havaianas estão compostas de cadeias lineares desses tipos de vulcões, inclusive o Kilauea e o Mauna Loa no Havaí, dois dos maiores vulcões ativos da Terra.

O chão do oceano está a mais de 15,000 pés de profundidade nas bases das ilhas. O vulcão Mauna Loa, o maior de todos os vulcões de proteção, é também o maior vulcão ativo do planeta, projeta-se a 13,677 pés sobre o nível do mar, seu topo tem mais de 28,000 pés sobre o fundo do chão do oceano.

Em algumas erupções, a lava basáltica se despeja calmamente de longas fissuras em vez de aberturas centrais e inundam a zona rural circunvizinha com fluxo de lava, formando largos planaltos. Podem ser vistos planaltos de lava deste tipo na Islândia, sudeste de Washington, Oregon oriental, e Idaho meridional. Ao longo do Snake River (Rio da Serpente) em Idaho, e do Rio Columbia em Washington e Oregon estes belos fluxos de lava expostos medem mais de uma milha de espessura total.

Cúpula de lava Cone de lava

Vulcões Cones ou Cúpulas de lava são formadas por massas relativamente pequenas, bulbosas com lava muito viscoso para fluir a grande distância por conseguinte, em extrusão, a lava vai se empilhando em cima e ao redor sua abertura. Uma cúpula cresce em grande parte através de expansão. Quando cresce sua superfície exterior esfria e endurece, então quebra e derrama fragmentos soltos abaixo de seus lados. Algumas cúpulas formam escarpas ou "espinhas" em cima da abertura vulcânica, considerando que outros formam pequenos cones, íngremes de lava fluida conhecido como "coulees" (barrancos).

As cúpulas vulcânicas acontecem frequentemente dentro das crateras ou nos flancos dos grandes vulcões compostos. A Cúpula do Novarupta no Alasca é quase circular foi formada em 1912, durante a erupção do Vulcão Katmai, Alasca, mede 800 pés de largura por 200 pés de altura. A estrutura interna desta cúpula definida por layering de lava (camadas de lavas) que vais para cima no centro da estrutura externa indica que, em grande parte, cresceu por dentro através de processo de expansão.

Exemplos de Vulcões de Cúpulas de Lava:

Monte Pelée na Martinica
Lassen nas Antilhas
Lassen Pik no E.U.A
Novarupta no Alasca
Mono Domes na Califórnia
Katmai no Alasca
Shastina no E.U.A
Mono Craters no E.U.A
Monte Santa Helena no E.U.A .

Uma erupção extremamente destrutiva acompanhou o crescimento de uma cúpula no Monte Pelée em 1902. A cidade litorânea de St. Pierre, aproximadamente a 4 milhas em declive para o sul, foi demolida e quase 30,000 habitantes foram mortos por um incandescente fluxo de cinza de alta velocidade e gases quentes associados ao pó vulcânico.

Geidson da Silva Neves

Fonte: www.profissionalizando.org

Vulcões

O que são vulcões?

Vulcão é toda greta ou abertura da crosta terrestre pela qual se projetam gases, material elástico e magma procedentes do interior da Terra. Ocorre tanto nas regiões continentais como nas submarinas, mas sabe-se que os magmas se originam a altas temperaturas e pressões, e que essas condições se encontram principalmente nas regiões de contato das placas que formam a litosfera.

A capacidade de ascensão de um magma na crosta é determinada pela sua densidade e a pressão que atua na fonte. Alguns magmas não ascendem diretamente da sua fonte ao ponto de erupção, mas são coletados numa câmara magmática de profundidade intermediária.

Erupções vulcânicas

As erupções vulcânicas são uma das manifestações mais grandiosas e espetaculares da crosta terrestre, são a emissão de materiais do interior da Terra, no estado de ignição. Até há pouco tempo, ao ver que a maioria destas emissões tinham lugar nas proximidades do mar, supôs-se que dependiam da infiltração de águas marinhas.

Hoje em dia acredita-se que estas erupções são devidas a deslocamentos da crosta terrestre que alteram o estado de equilíbrio do chamado magma, isto é, dos materiais da parte inferior da crosta terrestre, submetidos a temperatura muito elevada e a consideráveis pressões. Com o deslocamento de grandes massas da crosta, alteram-se as pressões a que está submetido o magma, o que facilita a fusão dos magmas profundos e a evaporação dos gases que eles contêm.

Esta emissão de materiais para o exterior, em estado ígneo, constitui uma erupção vulcânica. Os produtos voláteis sobem a grande altura na atmosfera. Os líquidos e sólidos depositam-se em volta do orifício de saída, formando o chamado cone vulcânico, em cujo cimo existe uma cavidade com o nome cratera, prolongada na sua parte inferior por uma chaminé, pela qual sobem gases, vapores e matérias em fusão.

O magma líquido de rochas fundidas constitui a lava que desliza pelos flancos do cone vulcânico em forma de corrente.

Uma erupção começa quando a pressão na câmara magmática fica grande demais, expulsando a rocha incandescente armazenada lá dentro. O tamanho da erupção depende da quantidade de lava que é lançada para a superfície e da sua composição.

Esses fatores variam muito, não só de um vulcão para outro, mas entre as próprias explosões na mesma cratera. O principal ingrediente da lava é a sílica, em baixa concentração ela produz um magma quase líquido, como o dos vulcões do Hawai. Em excesso, aumenta sua viscosidade, deixando-o quase sólido - o que causa erupções explosivas.

Outro fator é a quantidade de gases dissolvidos no magma. Eles aumentam a pressão no conduto. Se há escombros tampando a cratera, os gases estouram como uma garrafa de champanhe depois de sacudida.

Materiais de origem vulcânica

Os produtos das erupções vulcânicas são lavas e rochas piroclásticas. O aspecto da lava varia de acordo com o grau de fluidez, a composição química, a temperatura, o grau de oxidação, o conteúdo em gases e o tempo de esfriamento, que depende da espessura do derrame e do ambiente aéreo ou aquoso. Todos esses fatores são interdependentes, porque a fluidez é função da composição química e da temperatura, do mesmo modo que o teor de gases, retidos em maior quantidade nas lavas mais viscosas. O aspecto das lavas também varia de acordo com o grau de inclinação do terreno onde se dá o derrame.

Certas lavas têm aparência vítrea, enquanto outras se parecem com escórias de fundição. As lavas mais ricas em sílica são as mais viscosas. Alguns tipos de lava podem reter tal quantidade de gases que se apresentam como verdadeira espuma solidificada, que recebe o nome de púmice, ou pedra-pomes. Os vidros vulcânicos recebem o nome de obsidiana e, na verdade, são lavas mais ricas em sílica.

Classificação dos vulcões

Fundamentalmente, distinguem-se dois tipos de vulcões: ativos e extintos. No primeiro grupo enquadram-se cerca de 600 vulcões dos quais se conhece historicamente algum período eruptivo, enquanto no segundo se incluem cerca de cinco mil crateras das quais se desconhece a frequência dos períodos de atividade. Essa contagem, porém, exclui numerosos focos submarinos cuja atividade não se percebe na superfície do oceano.

Uma classificação mais detalhada distingue quatro estados na atividade de um vulcão: o repouso, fase de esgotamento do vulcão, que frequentemente sucede a uma erupção prolongada; a fase solfatárica que se caracteriza pela emanação de gases e vapor em forma de fumarolas a cerca de 1.000° C de temperatura; a atividade de regime, com rios de lava ou lançamento de escória; e a fase eruptiva propriamente dita, de tipo explosivo.

Vulcões no mundo

A erupção pode ser central, quando se produz na cratera principal; lateral, sobre aberturas secundárias do vulcão; e excêntrica, em pontos distanciados da cratera. Neste último caso, a lava é expelida pelas fendas que surgem nas encostas, e raramente pelas crateras.

Vulcões famosos

Etna - Situado na ilha mediterrânea da Sicília, o Etna, com 3.200m, é o mais alto vulcão ativo da Europa. Entrou em erupção várias vezes nos séculos XIX e XX, o que provocou a destruição de diversas aldeias.

Ao longo da história, o Etna entrou em erupção inúmeras vezes. Na antiguidade, os gregos criaram a lenda segundo a qual no interior do vulcão se encontrava a forja de Vulcano e dos Cíclopes. Também se acreditava que abaixo de seu cone havia um gigante, Tífon, cujos movimentos faziam tremer a terra.

Uma das erupções mais antigas de que se tem referência é a do ano 396 a.C., que dissuadiu os cartagineses do intento de conquistar a região da Catânia. Ficaram famosas a erupção de 1381, quando o rio de lava chegou até o mar; a de 1669, que atingiu a parte sul da cidade de Catânia e na qual, pela primeira vez, se tentou desviar a lava, com a construção de um canal; a de 1852, que causou muitas mortes; a de 1928, que sepultou a aldeia de Mascali; e a de 1983, quando fracassou a tentativa de desviar a lava por meio de sulcos abertos com dinamite.

Vesúvio - As erupções do Vesúvio tem causado enorme perda de vidas humanas ao longo da História, e foi de estudos sobre ele, a partir do final do século XVIII, que surgiu a ciência da vulcanologia.

O Vesúvio é um vulcão ativo, junto da baía de Nápoles, no sul da Itália. A sua altura modifica-se a cada erupção e, no fim do século XX, era de 1.280m. No cume do Vesúvio há uma grande cratera de 600m de diâmetro e 300m de profundidade, proveniente da erupção de 1944. Uma escarpa semicircular, o monte Somma, envolve o cone principal do vulcão pelo lado norte, a partir dos 1.057m de altura. Entre as duas elevações encontra-se o vale do Gigante.

Vesúvio em erupção

O Vesúvio surgiu no pleistoceno, provavelmente há menos de 200.000 anos. Esteve adormecido durante séculos até a violenta erupção do ano 79, que sepultou Pompeia, Herculano e Estábia. Plínio o Moço, que se achava numa localidade a oeste de Nápoles, relatou detalhadamente a catástrofe em duas cartas a Tácito.

A partir de então, registraram-se diversas erupções, até 1036. Seguiu-se longo período de latência, quando florestas cresceram na cratera, de solo muito fértil.

Três lagos davam de beber aos rebanhos que pastavam por ali. Terramotos precederam uma nova erupção grave, em 1631.

A partir de então, a atividade do vulcão tornou-se cíclica, com estágios de repouso durante os quais a boca do vulcão fica obstruída. Os estágios eruptivos variaram, entre 1660 e 1944, de seis meses a quase 31 anos; os períodos de latência, de 18 meses a sete anos e meio.

Fonte: www.minerva.uevora.pt

Vulcões

Vulcões
Vulcão

Vulcão é uma estrutura geológica criada quando magma, gases e partículas quentes (como cinzas) escapam para a superfície terrestre. Eles ejetam altas quantidades de poeira, gases e aerossóis na atmosfera, podendo causar resfriamento climático temporário. São frequentemente considerados causadores de poluição natural. Tipicamente, os vulcões apresentam formato cónico e montanhoso.

Vulcão-escudo

O Havai e a Islândia são exemplos de locais onde podemos encontrar vulcões que libertam enormes quantidades de lava que gradualmente constroem uma montanha larga com o perfil de um escudo. As escoadas lávicas destes vulcões são geralmente muito quentes e fluidas, o que contribui para ocorrerem escoadas longas. O maior vulcão deste tipo na Terra é o Mauna Loa, no Havai, com 9000 m de altura (assenta no fundo do mar) e 120 km de diâmetro. O Monte Olimpus em Marte é um vulcão-escudo e também a maior montanha do sistema solar.

Cones de escórias

São os tipos mais simples e mais comuns de vulcões. Esses vulcões são relativamente pequenos, com alturas geralmente menores que 300 metros de altura. Formam-se pela erupção de magmas de baixa viscosidade, com composições basálticas ou intermediárias.

Estratovulcões

Também designados de "compostos", são grandes edifícios vulcânicos com longa atividade, forma geral cónica, normalmente com uma pequena cratera no cume e flancos íngremes, construídos pela intercalação de fluxos de lava e produtos piroclásticos, emitidos por uma ou mais condutas, e que podem ser pontuados ao longo do tempo por episódios de colapsos parciais do cone, reconstrução e mudanças da localização das condutas.

Alguns dos exemplos de vulcões deste tipo são El Teide na Espanha, o Monte Fuji no Japão, o Cotopaxi no Equador, o Vulcão Mayon nas Filipinas e o Monte Rainier nos EUA Por outro lado, esses edifícios vulcânicos são os mais mortíferos do nosso planeta, envolvendo a perda da vida de aproximadamente 264000 pessoas desde o ano de 1500.

Vulcões submarinos

São aqueles que estão abaixo da água, muitas vezes são bastante comuns em certos fundos oceânicos, principalmente na dorsal meso-Atlântica. São responsáveis pela formação de novo fundo oceânico em diversas zonas do globo. Um exemplo deste tipo de vulcão é o vulcão da Serreta no Arquipélago dos Açores.

Fonte: www.malhatlantica.pt

Vulcões

Vulcões e a Tectônica de Placas

Localização dos vulcões de acordo com os limites das placas tectônicas

A superfície terrestre é dividida em uma série de placas tectônicas, que movem-se umas em relação às outras acima de uma zona mais quente, profunda e mais móvel - o manto - a uma velocidade de alguns centímetros por ano. Vulcões ocorrem tanto nas zonas limítrofes como no interior das placas tectônicas .

A maior parte dos vulcões estão localizados ao longo ou perto dos margens das placas tectônicas e por conseqüência são chamados de vulcões de "limites de placas". As áreas periféricas do oceano Pacífico são pontuadas por muitos vulcões de "limites de placas" ativos que formam o assim chamado "Círculo de Fogo". Entretanto, alguns vulcões não estão associados com limites de placas, e sim, são localizados no interior de algumas placas tectônicas oceânicas.

Esse vulcões são denominados de vulcões "intra-placa". As ilhas havaianas talvez sejam o melhor exemplo de uma cadeia vulcânica originada no interior de uma placa tectônica.

Os vulcões de limites de placas ocorrem em zonas tanto de divergência como de convergência da crosta terrestre.

Nas zonas de divergência, as placas tectônicas são separadas devido ao movimento convetivo do manto e movimentam-se em sentido contrário nas cordilheiras meso-oceânicas. Quando isto acontece, o magma localizado no manto ascende, descompressiona, funde, erupciona e preenche o espaço formado quando as placas se deslocaram em direções contrárias, como por exemplo na cordilheira meso-Atlântica (uma cadeia de vulcões localizada entre as Placas Sul-Americana e Africana).

Estes magmas são armazenados em câmaras magmáticas crustais onde periodicamente ascendem através fraturas verticais que provém os condutos para a rápida subida do magma em direção a superfície. A grande maioria do vulcanismo no planeta Terra - talvez mais de 80% - ocorre em profundidades abaixo das ondas oceânicas. Geralmente, não podemos ver esse tipo de atividade vulcânica no fundo oceânico, mas em certas regiões, tal como a Islândia, a cordilheira meso-oceânica aflora na superfície.

Normalmente, nas cordilheiras meso-oceânicas as erupções são efusivas, devido as elevadas pressões existentes, possuem composições basálticas e criam vastos fluxos de lava.

A lava resfria muito rapidamente quando entra em contato com água do mar produzindo caracteristicamente formas de almofada (pillow) no fundo oceânico.

Nessas profundidades, a pressão é tão elevada que água do mar não expande explosivamente quando entra em contato com a lava quente.

Por outro lado, quando a cordilheira meso-oceânica atinge profundidades rasas, como no caso da Islândia, o estilo da atividade eruptiva varia dramaticamente.

Quando o magma entra em contato com a água do mar em profundidades superficiais, a água transforma-se rapidamente em vapores superaquecidos provocando explosões violentas que arremessam para o ar grandes quantidades partículas vulcânicas de todos os tamanhos (bombas, lápilis e cinzas) e gases vulcânicos.

Vulcanismo em ambientes submarinos de cordilheiras meso-oceânicas gera uma importante atividade hidrotermal (água + calor) próximo aos condutos vulcânicos.

Este processo tem deixado a sua marca ao longo do tempo geológico na composição química dos oceanos, resultando na adição e remoção de certos elementos químicos da água do mar. A injeção de magma na crosta vulcânica fraturada coloca em funcionamento um vigoroso sistema hidrotermal, que atua como se fosse um radiador para uma grande máquina chamada magma.

O sistema hidrotermal faz com que a água do mar circule através da crosta fraturada, onde ela encontra rochas vulcânicas quentes em profundidade. Desse modo, a água é aquecida, fazendo com que iniciem trocas químicas entre a água quente e as rochas. A água quente deixa alguns elementos químicos na rocha (por exemplo, o magnésio e sulfatos) e pega outros das rochas (como o cálcio, potássio, ferro e manganês).

A água aquecida transporta, então, os elementos químicos retirados da rocha em direção à superfície. Fluídos hidrotermais também transportam metais em solução para a superfície. Após emergirem no fundo do oceano, as soluções resfriam e precipitam metais, levando a formação de sedimentos ricos em manganês e ferro. Localmente, as soluções hidrotermais emergem em condutos vulcânicos no fundo do oceano a temperaturas muito altas (aproximadamente 350 graus C).

Estas soluções carregam elevadas concentrações de metais e precipitam sulfetos, sulfatos e óxidos em torno do conduto, formando chaminés vulcânicas com até mais de 10 m de altura que expelem soluções quentes de cores escuras. Estas soluções também são muitas ricas em sílica (SiO2), sulfeto de hidrogênio (H2S), manganês (Mn), dióxido de carbono (CO2), hidrogênio (H) e metano (Ch2), bem como, potássio (K), lítio (Li), rubídio (Rb) e Bário (Ba).

Os minerais precipitados no fundo do oceano por este processo incluem a pirita (FeS2), calcopirita (CuFeS2) e a esfalerita (ZnS). As elevadas concentrações de sulfeto de hidrogênio nestes condutos favorecem o desenvolvimento de uma assembléia biológica incomum, que são a base da cadeia alimentar, incluindo bactérias que alimentam-se de sulfetos.

Por outro lado, zonas de convergência, também chamadas de zonas de subducção, são lugares onde duas ou mais placas tectônicas convergem em uma mesma direção, provocando o choque das placas e fazendo com que a placa mais densa (normalmente uma placa contendo litosfera oceânica) mergulhe por baixo da placa menos densa (uma placa com litosfera continental ou outra placa com litosfera oceânica) adjacente em profundas fossas oceânicas.

A grande maioria dos vulcões que estão localizados em arcos vulcânicos estão posicionados acima de zonas de subducção. Ainda que os arcos vulcânicos representem somente em torno de 10-20% do vulcanismo na Terra, eles são muito importantes devido ao seu impacto sobre nossa sociedade, pois como estão localizados na superfície terrestre e, portanto, emitem partículas vulcânicas diretamente na atmosfera, suas erupções podem afetar nossa atmosfera.

Além disso, as regiões em torno de arcos vulcânicos são muitas vezes densamente povoadas e assim podem ser regiões de elevado risco para a vida humana.

O processo de subducção é um componente dominante na grande máquina geológica que processa e recicla a crosta oceânica e o manto superior. A placa mergulhante é composta principalmente de crosta oceânica e rochas do manto superior, mas também contém sedimentos e minerais hidratados, como por exemplo argilo-minerais, que possuem água, dióxido de carbono e outros elementos voláteis.

A água, ainda que em quantidades muito pequenas, promove o rebaixamento do ponto de começo da fusão das rochas mantélicas e, conseqüentemente, a fusão parcial dessas rochas. A água também decresce a densidade do manto abaixo do arco magmático, incentivando a flutuabilidade do material mantélico parcialmente fundido e assim produzindo vulcanismo na superfície. Quando o magma ascende produz um cinturão linear de vulcões paralelos a fossa oceânica chamado de arco de ilhas (se construído sobre litosfera oceânica) ou arco vulcânico (se formado em cima de crosta continental).

O Japão, a Indonésia, as Filipinas e as ilhas Marianas, são exemplos de ilhas vulcânicas formadas em um limite convergente entre placas oceânicas. Os vulcões dos Andes Sul-Americanos são exemplos de atividade vulcânica promovida pelo consumo de uma placa oceânica (Nazca) sob uma placa continental (Sul-Americana).

O magma produzido em zonas de subducção varia em composição desde basaltos até andesitos. Arcos de ilhas tendem a ter composições mais basálticas, ao passo que arcos vulcânicos tendem a possuir composições mais andesíticas.

Diferentemente dos edifícios vulcânicos localizados nos limites de placas tectônicas, os vulcões intra-placa são relacionados a locais anomalamente "quentes" nos interiores das placas. Atualmente não há um entendimento completo desse fenômeno, mas a maioria dos cientistas imaginam esses locais como uma coluna de magma, denominada de pluma mantélica, que eleva-se lentamente por convecção do manto.

Dados experimentais sugerem que as plumas mantélicas ascendem como uma massa plástica que possui uma porção superior com forma de um "bulbo" alimentada por uma cauda estreita e comprida. Quando a porção superior atinge a base da litosfera, espalha-se em uma forma de cogumelo. Essas porções superiores da pluma mantélica possui diâmetros entre aproximadamente 500 até 1.000 km. Fusão por alívio de pressão dessa fonte mantélica produz grandes volumes de magmas basálticos.

O magma mantélico que ascende neste "ponto quente" extravasa na superfície (acima ou abaixo do nível do mar) formando um vulcão.

Enquanto que o ponto quente é fixo, a placa tectônica está em contínuo movimento. Assim, quando a placa tectônica move-se, o vulcão anteriormente ativo em um determinado local é movimentado junto com a placa e torna-se extinto, devido a falta de conexão entre a montanha vulcânica e o manto terrestre.

Entretanto, no local da placa que está no momento acima do ponto quente ocorre novo extravasamento de lava, começando assim a construção de um novo vulcão. Deste modo, ao longo do tempo, com a movimentação da placa tectônica sobre o ponto quente, há formação de uma cadeia linear de vulcões extintos (denominados de montes submarinos) e um (ou mais) vulcões ativos. São exemplos deste tipo de ilhas vulcânicas o arquipélago do Havai no oceano Pacífico e a Ilha de Reunião no oceano Índico.

Referência bibliográfica

Sigurdsson, H. 2000. Introduction. In: Encyclopedia of Volcanoes. Sigurdsson, H. (Ed.), p. 1 -13.

Fonte: www.vulcanoticias.hpg.com.br

Vulcões

A Fúria Adormecida

Nas profundezas da Terra, entre o centro de ferro fundido e a fina camada na superfície, há uma parte de pedra sólida chamada de manto, ainda quente por causa da formação do nosso planeta há cerca de 4.6 bilhões de anos. Como as pedras são grandes isolantes, o calor demora para se dissipar.

Quando as pedras do manto se derretem, elas se transformam em magma, que chega à superfície através da crosta externa da terra, e libera os gases contidos.

Quando a pressão é muito forte, vulcões entram em erupção. A pressão aumenta se a quantidade de magma que vai do manto da terra até o vulcão é alta. Por outro lado, a pressão pode aumentar dentro do cone de magma do vulcão. Isso acontece porque quando o magma no cone começa a esfriar, ele libera gases que se expandem, aumentando a pressão. Quando a pressão é muito forte, as rochas que formam o vulcão racham, e o magma escapa pela superfície — é a erupção.

Em alguns vulcões, a quantidade de magma que sai da terra é relativamente constante, então as erupções são freqüentes; em outros, o magma sobe em bolhas a cada 100 ou até mesmo 1000 anos, por isso as erupções são raras.

Quando ainda é subterrâneo, este manto rochoso é chamado de magma. Assim que atinge a superfície e se derrama pelos lados de um vulcão, passa a se chamar lava. Geralmente, quanto mais quente a lava, mais fluida ela é, e mais rapidamente ela escorre. As lavas havaianas tendem a ser as mais quentes da escala.

Quando entram em erupção, elas chegam a 1.175º C.

Em agosto de 1883, Krakatoa (ou Krakatau, em javanês), uma ilhota encravada no estreito entre as ilhas de Sumatra e Java, foi pulverizada numa das maiores explosões já registradas na história.

Saldo da catástrofe: mais de 36.000 mortos, na maioria afogados por gigantescas paredes de água, os tsunamis, que invadiram as ilhas próximas. A hecatombe é contada em minúcias pelo geólogo inglês Simon Winchester em Krakatoa, o Dia em que o Mundo Explodiu (Editora Objetiva; 432 páginas).

Alinhavando relatos sobre o cotidiano da região, documentos oficiais e dados científicos, Winchester delineia um quadro completo da situação social, econômica e política das então chamadas Índias Orientais, e mostra como um fenômeno geológico de grandes proporções pode afetar uma sociedade, e até mesmo toda a humanidade, por várias gerações. No caso do Krakatoa, o autor credita à explosão um fortalecimento do misticismo e da religiosidade das populações atingidas, um dos componentes da fórmula que resultou na independência da Indonésia em 1949, até então uma colônia holandesa.

A origem e o funcionamento dos vulcões só foram compreendidos de fato a partir de 1965, quando o canadense Tuzo Wilson apresentou sua teoria das placas tectônicas. Pela teoria — hoje comprovada —, a camada mais externa do planeta é formada por blocos rochosos que se encaixam como num quebra-cabeça e flutuam sobre uma camada interna de rocha derretida.

Os vulcões nascem nos pontos onde essas placas se chocam ou se afastam, liberando material incandescente — o magma — do subterrâneo. É assim que a ciência explica a construção do arquipélago havaiano sobre uma fresta aberta no solo oceânico, no meio do Pacífico.

Vulcões
Vulcão Pinatubo - Filipinas

A erupção do Vulcão Pinatubo, nas Filipinas, em 1991, lançou na atmosfera 20 milhões de toneladas de dióxido de enxofre — substância responsável pela chuva ácida —, mais do que é emitido nos Estados Unidos durante um ano inteiro.

Os milhares de ilhas da Indonésia, que repousam sobre uma zona em que duas placas tectônicas se encontram, são um dos melhores cenários para grandes detonações, como a do Krakatoa. O choque entre as placas pode ativar qualquer um dos cerca de 130 vulcões da área.

Como válvulas mal reguladas de uma imensa panela de pressão, vez por outra um deles estoura, lançando ao ar milhões de toneladas de magma. O Krakatoa até que foi modesto. Em 1815, outro monte indonésio, o Tambora, deu seu espetáculo de destruição com uma intensidade dez vezes maior — essa, sim, a mais colossal explosão já registrada.

Calcula-se que a erupção e seus efeitos posteriores tenham causado a morte de 70.000 pessoas. As cinzas e os gases liberados na atmosfera resfriaram o planeta e provocaram grandes perdas na agricultura. A Europa viveria no ano seguinte, 1816, uma era de fome e crises sociais, no que se chamou de "ano sem verão".

Os vulcões têm outras armas de destruição em massa — uma delas, a perigosa combinação de água com o magma. Uma geleira ou um lago acomodados na cratera de um vulcão entram facilmente em ebulição com a saída do magma. Então, uma avalanche mortal de lama fervente, chamada lahar, escorre encosta abaixo. Foi isso, uma locomotiva de toneladas de pedras, cinzas, terra e água, que matou 23.000 pessoas, em 1985, na erupção do Nevado del Ruiz, na Colômbia.

O número de vítimas do lahar só foi menor — 350 — na erupção do filipino Pinatubo, em 1991, porque houve tempo de evacuar as centenas de milhares de moradores dos arredores. Tão ou mais perigosos do que o lahar são os fluxos piroclásticos — golfadas de gases e lascas de material vulcânico, que avançam a mais de 200 quilômetros por hora, queimando tudo pela frente. Foi um desses que soterrou Pompéia e Herculano, no sul da Itália, no ano 79, legando para a posteridade um museu calcinado do cotidiano da civilização romana no início da era cristã.

Os vulcões ativos, porém, não deixam em seu rastro apenas morte e trauma. Poucos anos depois da explosão do Krakatoa, que eliminou qualquer animal ou vegetal da área, as ruínas da ilha já eram recolonizadas por sementes, grãos de pólen, esporos e minúsculos insetos, arrastados pelos ventos. Terras férteis, aliás, constituem um dos principais subprodutos das erupções vulcânicas — e um grande atrativo para milhões de pessoas, no mundo todo, que se arriscam vivendo ao pé desses montes sempre à beira de um ataque de nervos.

Há teorias, aliás, que dizem ser eles as fornalhas em que se criou toda a água do planeta. Segundo esse raciocínio, em tempos primordiais, o magma continha grandes quantidades de oxigênio e hidrogênio em sua composição. A cada erupção, esses gases eram liberados na atmosfera em forma de vapor — o qual, ao se resfriar, se condensava e virava água.

Aos efeitos físicos imediatos da revolução tectônica seguem-se as conseqüências indiretas — ambientais, sociais, econômicas e culturais, traduzidas em mitos que perduram pelos séculos. As explosões vulcânicas ressoam no cinema — em filmes como Krakatoa — Inferno de Java, Stromboli e Inferno de Dante — e na literatura. Atribui-se ao mau tempo criado pelo Tambora, por exemplo, o poema Darkness (Trevas), de Lord Byron. Foi esse mesmo mau tempo que trancafiou o poeta Percy Shelley e sua mulher, Mary, no verão de 1816, numa vila à beira de um lago suíço, em cuja reclusão Mary Shelley gestou a novela gótica Frankenstein.

Vulcões

O Monte St. Helena, no Estado de Washington (EUA), entrou em erupção em 18 de maio de 1980. Uma avalanche de lava incandescente jorrou da montanha a uma velocidade de mais de 480km/h, lançando fragmentos e cinzas a uma altura de 16km. As cinzas caíram a uma distância de até 1.500km e a explosão foi ouvida na Califórnia e Montana. Cinza superaquecida, gases e lava devastaram as áreas próximas e causaram várias mortes.

Desde então, cientistas têm monitorado de perto atividades no vulcão, esperando pelo desastre novamente. Em setembro de 2004, a montanha começou a mexer e ganhar vida novamente, com erupções que levaram cinzas a quilômetros de distância nas Cascades. A partir daí, a lava vem escapando por dentro da cratera e o teto formado ainda está crescendo. O vulcão foi colocado em alerta nível dois, o que significa que pode haver mais erupções. Então, será que o Monte St. Helena está prestes a explodir?

A erupção vulcânica mais famosa de todos os tempos foi a do Vesúvio, que enterrou em cinzas e lavas as cidades de Pompéia e Herculano no ano 79 da nossa era. Os cientistas aprenderam muito sobre o comportamento dos vulcões ao analisar as evidências encontradas nas ruínas da cidade. Eles acreditam que o Vesúvio deve entrar em erupção a cada 2.000 ano.

Índice de Explosividade Vulcânica

O Índice de Explosividade Vulcânica (VEI) compara a violência de diferentes erupções vulcânicas. Considera diversos fatores como a altura da pluma ou coluna da explosão, o volume do material emitido e a duração da erupção.

VEI 0: Erupções não explosivas com plumas inferiores a 100 m de altura; emissão inferior a 1000 m3 de piroclastos; duração variável; ex. Kilauea, Havaí, 1983.
VEI 1:
Erupção suave com pluma entre 100-1000 m altura; emissão inferior a 10000 m3 de piroclastos; explosões até 1 h; ex. Stromboli, Itália.
VEI 2:
Erupção explosiva com pluma entre 1-5 km de altura; emissão até 0,01 km3 de piroclastos; duração entre 1-6 h; ex. Colima, México, 1991.
VEI 3:
Erupção intensa com pluma entre 3-15 km de altura; emissão de 0,01-0,1 km3 de piroclastos; duração entre 1-12 h; ex. Nevado del Ruiz, Colômbia, 1985.
VEI 4:
Erupção catastrófica com pluma entre 10-25 km de altura; emissão de 0,1-1 km3 de piroclastos; duração entre 1-12 h; ex. Sakura-Jima, Japão, 1914.
VEI 5:
Erupção catastrófica com pluma superior a 25 km de altura; emissão de 1-10 km3 de piroclastos; duração entre 6-12 h; ex. Monte St. Helens (Monte Santa Helena), EUA, 1980.
VEI 6:
Erupção colossal com pluma superior a 25 km de altura; emissão de 10-100 km3 de piroclastos; duração superior a 12 h; ex. Krakatoa, Indonésia, 1883.
VEI 7:
Erupção super-colossal com pluma superior a 25 km de altura; emissão de 100-1000 km3 de piroclastos; duração superior a 12 h; ex. Tambora, 1815.
VEI 8:
Erupção mega-colossal; emissão superior a 1000 km3 de piroclastos; Yellowstone, EUA, há 640000 anos.

Erupção do Vesúvio atingiria 3 milhões de pessoas

Um estudo conjunto de cientistas americanos e italianos alerta que a próxima erupção do vulcão Vesúvio, na Itália, pode ser muito pior do que as autoridades italianas estão esperando.

Atualmente, o país tem planos para a evacuação de 600 mil pessoas da cidade de Nápoles, vizinha ao vulcão.

Com base na nova pesquisa, os cientistas dizem que até 3 milhões de pessoas estariam em risco.

O Vesúvio é mais conhecido por sua erupção no ano 79 d.C., quando as lavas encobriram a cidade de Pompéia.

Passado

Os planos atuais das autoridades para evacuação de Nápoles são baseados no tamanho de uma erupção ocorrida em 1631.

O estudo diz, porém, que o Vesúvio entrou em erupção oito vezes antes disso e com força ainda maior.

Essas erupções causaram devastações que atingiram áreas bem além do que hoje é Nápoles.

A pesquisa, publicada pela Academia de Ciências dos Estados Unidos, mostra que em uma erupção na Idade do Bronze, a mais recente delas, rios de lava quente e cinzas correram até 25 km a noroeste do vulcão, bem além de Nápoles dos dias de hoje.

Tudo o que estava nos primeiros 12 km foi levado embora pela força da torrente.

Dezenas de centímetros de pedras, brasas e cinzas "choveram" na região a leste do vulcão e o peso derrubaria os telhados das casas modernas.

Risco de erupção

Segundo os autores da pesquisa, se forem acompanhados os ciclos vulcânicos do Vesúvio, a repetição dessa erupção é tão provável quanto a repetição do evento de 1631 e Nápoles precisa saber como poderá ser.

Michael Sheridan, um dos cientistas, diz ter sido motivado pela experiência do furacão Katrina nos Estados Unidos, no ano passado, quando as autoridades não se prepararam de forma adequada para o desastre.

No pior cenário, o Vesúvio seria muito mais feroz e não haveria nada depois da erupção.

Poucos vulcões do mundo são tão monitorados quanto o Vesúvio, e os cientistas acreditam que saberão quando ele estiver prestes a entrar em erupção.

Placa assinala vulcão extinto

O município de Casimiro de Abreu, no litoral do Norte Fluminense, ganhou no dia 1 de abril de 2006 uma placa geológica contando a história do Morro de São João, formação vulcânica de 60 milhões de anos. A placa, que fica às margens do Rio São João, indica que o morro é parte do Caminho dos Vulcões, corredor de estruturas geológicas no Estado do Rio que se estende de Itatiaia até Arraial do Cabo. A iniciativa é parte do projeto Caminhos Geológicos, que pretende incentivar o ecoturismo no estado.

O projeto Caminhos Geológicos já instalou 54 placas em 20 municípios do estado desde 2001. O vulcão mais bem preservado do Rio fica em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e a mais importante placa geológica do estado é a instalada no Pão de Açúcar.

Os vulcões extintos do estado formaram-se entre 80 milhões e 40 milhões de anos atrás, ao longo de uma área que abrange o Parque Nacional do Itatiaia, a Serra do Mendanha, Tinguá, Itaúna e Rio Bonito, entre outras localidades.

Terremoto

Um terremoto é um tremor de terra que pode durar segundos ou minutos. Ele é provocado por movimentos na crosta terrestre, composta por enormes placas de rocha (as placas tectônicas). O tremor de terra ocasionado por esses movimentos é também chamado de "abalo sísmico".

Essas placas se movimentam lenta e continuamente sobre uma camada de rocha parcialmente derretida, ocasionando um contínuo processo de pressão e deformação nas grandes massas de rocha.

Quando duas placas se chocam ou se raspam, elas geram um acúmulo de pressão que provoca um movimento brusco.

Há três tipos de movimentos: convergente (quando duas se chocam), divergente (quando se movimentam em direções contrárias) e transformante (separa placas que estão se deslocando lateralmente).

Alterações no relevo

Os movimentos convergente e divergente das placas provoca alterações no relevo. A cada choque, a placa que apresenta menor viscosidade (mais aquecida) afunda sob a mais viscosa (menos aquecida). A parte que penetra tem o nome de zona de subducção.

No oeste da América do Sul, por exemplo, o afundamento da placa de Nazca sob a placa continental originou a cordilheira dos Andes.

Os geólogos acreditam que o aumento do nível do mar trará implicações que provarão ser mais decisivas do que as condições meteorológicas. O peso extra de milhões de quilômetros cúbicos de água pode causar estresse nos pontos fracos da crosta terrestre — chamada pelos especialistas de litosfera.

Isso poderia induzir a terremotos e erupções vulcânicas ao longo das falhas, causando devastação local e lançando detritos e gases prejudiciais na atmosfera.

Também aumenta o perigo dos tsunamis. Essas ondas gigantes são geradas pelos terremotos debaixo d’água , que podem viajar por milhares de quilômetros através de um oceano, a velocidades de até 800km/h. Eles aparecem sem avisar e trazem ondas de até 30m de altura. Geólogos prevêem que o vulcão Cumbre Vieja, na zona sul de La Palma, nas Ilhas Canárias, pode entrar em erupção no futuro. A conseqüência seria uma tsunami gigante, de 500m de altura, que atravessaria o Atlântico e poderia engolir parte do Reino Unido, dos Estados Unidos, da África e do Brasil.

O aquecimento global é um fenômeno mundial. Continentes, países, condados e comunidades podem estar a milhares de quilômetros de distância, mas ninguém vive em completo isolamento. As conseqüências do comportamento irresponsável do homem, e os desastres naturais que resultam disso, afetam e afetarão a todos nós.

A medida da intensidade

A intensidade dos terremotos é medida pela escala Richter, criada em 1935 pelo cientista norte-americano Charles Francis Richter. O terremoto de maior intensidade já registrado marcou 8.6, mas, teoricamente, não há limites.

Magnitude 1: Não é sentido pelas pessoas. Só os sismógrafos registram.
Magnitude 2:
Sentido nos andares mais altos dos edifícios.
Magnitude 3:
Lustres balançam, a vibração lembra um caminhão passando.
Magnitude 3.5:
Carros parados balançam, louça vibra e faz barulho.
Magnitude 4.5:
Pessoas acordam, portas se abrem, relógios de pêndulo param, cai reboco de paredes.
Magnitude 5:
Sentido por todos. Pessoas caminham com dificuldade, livros caem das estantes, mobília virada.
Magnitude 5.5:
Difícil caminhar, paredes racham, sinos tocam nas igrejas, louças quebradas.
Magnitude 6.5:
Difícil dirigir veículos, chaminés e torres desabam, casas de madeira são arrancadas das fundações. Algumas paredes caem.
Magnitude 7:
Pânico geral, danos às fundações dos prédios, encanamentos rompidos, fendas no chão, danos em represas, queda de pontes.
Magnitude 7.5:
Maioria dos prédios desaba. grandes deslizamentos de terra, rios transbordam, represas e diques destruídos.
Magnitude 8.5:
Trilhos retorcidos nas estradas de ferro, tubulações de água e esgoto inteiramente destruídas.
Magnitude 9:
Destruição total, grandes massas de rocha deslocadas, objetos lançados no ar.

Fonte: www.starnews2001.com.br

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