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Abetarda

Abetarda
Abetarda

A Abetarda é uma ave de cor marrom de contorno branco.

O seu comprimento é de 0,90 m e o macho chega a pesar 16 Kg.

Ela se alimenta de plantas, sementes e insetos.

Vive na Europa Oriental, Norte da África e Espanha.

Uma ave grande e assustada

Nome comum: Abetarda
Nome científico: Otis tarda
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Gruiformes
Família: Otididae

Características

Comprimento: até 0,90 m
Peso: Macho , até 16 kg
Plumagem: marrom. Listras pretas no dorso, peito branco
Ovos: 2 ou 3 de cada vez
Período de incubação: 24 dias

A abetarda é uma ave grande, mas com único meio de defesa: o vôo. Por causa disso, ela é extremamente esquiva e assustadiça.

A menor mudança em seu ambiente familiar provoca sua suspeita, e até mesmo simples pedra revirada pode torná-la cautelosa. Nunca se arrisca. Prefere correr, levantar vôo e ir para longe bem depressa.

A abetarda passa seu tempo escondida entre as plantações de cereais e nas estepes da Europa oriental, Norte da África e Espanha.

No inverno é encontrada também na Austrália, na Índia, no sul e no centro da África. Mas esconder-se, no caso da abetarda, não é fácil, pois é uma das maiores aves. Os machos podem chegar a mais de 90 cm de comprimento e 16 quilos de peso.

A abetarda vive em bandos de cerca de 20 indivíduos, alimentando-se plantas, sementes e insetos.

Em fevereiro, começa a estação de acasalamento e o comportamento dessa ave muda muito: os grupos se desfazem e as aves andam sem rumo, até o início da época em que vão para o campo construir ninhos.

Estranhamente, quando nascem os filhotes, essa ave cautelosa passa a atrair os intrusos.

É o seu jeito de afastá-los do ninho e assim proteger os filhotes.

Fonte: www.felipex.com.br

Abetarda

Abetarda
Abetarda

As abetardas-comuns praticamente já só podem ser observadas em liberdade na Europa, nomeadamente na Península Ibérica e em países de Leste como a Rússia, a Hungria e a Turquia, no Norte e Centro de África, e em lugares tão distantes como a Índia ou a Austrália.

O seu desaparecimento no resto da Europa foi causado pelo fato de, por um lado, terem diminuído as áreas de produção cerealífera, mas também por se terem alterado as técnicas usadas, para maior produção das áreas semeadas.

Em Portugal, estas aves podem ser observadas principalmente no Alentejo, embora não seja fácil, dado o baixo número de animais existentes, e não obstante quando se encontram estejam em bandos.

Alimentação

Quando nascem, as abetardas começam por ser principalmente insectívoras e com o crescimento adoptam uma alimentação essencialmente herbívora, consistindo principalmente de sementes, grãos e frutos. Podem, ainda que ocasionalmente, comer pequenos lagartos ou roedores de pequena dimensão.

Estado de conservação

As abetardas encontram-se de um modo geral, no que diz respeito à conservação, em Estado Vulnerável (VU), devido às alterações agrícolas europeias, mas também pela caça furtiva e pelos cabos de alta tensão que muitas vezes são um fim trágico para estas lentas e pouco ágeis aves. A espécie entrou em declínio em meados do século XIX, e os seus números ainda não pararam de cair.

Em termos mundiais, as estimativas apontam para que neste momento existam em todo o mundo menos de 40.000 destas aves sendo que destas cerca de metade estão na Península Ibérica. Em Portugal, podem ser observadas pouco mais de um milhar.

Reprodução

As abetardas põem em média entre 2 e 4 ovos, e o período de incubação são cerca de 24 dias.

Tamanho

Um macho de abetarda adulto pode medir cerca de 90 centímetros, ter uma envergadura de asa de 2,6 metros e pesar até 16 quilogramas, o que faz das abetardas as aves mais pesadas da Europa. As fêmeas são significativamente menores que os machos e bastante mais leves, pesando cerca de um quarto do peso dos machos.

Longevidade

Estima-se que os animais desta espécie possam viver cerca de 11 anos.

Fonte: www.bicharada.net

Abertarda

Abetarda
Abetarda-comum, a ave com maior peso (kg) na Europa

IDENTIFICAÇÃO E CARACTERÍSTICAS

A Abetarda-comum Otis tarda é uma ave da ordem dos gruiformes, da dimensão aproximada de um perú mas mais pernalta, apresentando um grande dimorfismo sexual: os machos são bastante maiores do que as fêmeas. Assim, enquanto que as fêmeas têm cerca de 80 cm de comprimento e 1,8 m de envergadura, os machos têm 1 m de comprimento e atingem os 2,3 m de uma ponta à outra das asas; as fêmeas pesam entre 4 e 5 kg, mas os machos adultos chegam a atingir os 16 kg. Possui tons creme, cinzento e branco, branco esse muito visível nas asas quando em voo; os machos adultos apresentam tufos de penas ao lado do bico que fazem lembrar bigodes, os quais só estão totalmente desenvolvidos a partir dos 6 anos.

É a mais tímida das aves europeias, levantando voo a várias centenas de metros do observador. Para levantar voo necessita de tomar balanço.

DISTRIBUIÇÃO E ABUNDÂNCIA

Distribui-se numa vasta área norte africana, europeia e asiática, que se estende de forma descontínua do Norte de Marrocos e Península Ibérica até à Mongólia e Leste da China, entre os 35º e os 55º N de latitude. A Península Ibérica possui a maior população europeia, com a população espanhola nidificante a atingir os cerca de 14.000 indivíduos e a portuguesa a rondar as 600-800 aves. Em Portugal a Abertarda ocorre desde o sudeste da Beira Baixa até ao norte do Algarve, sendo mais comum na região do Campo Branco (Castro Verde) onde, em cerca de 885 km2 onde se efeturam 10 contagens entre 1997 e 1999 se contou um número máximo de 702 aves em Novembro de 1998.

ESTATUTO DE CONSERVAÇÃO

A Abetarda é uma espécie ameaçada a nível mundial, tendo sofrido um forte declínio desde o século 18 devido sobretudo à modificação dos meios agrícolas extensivos em que ocorre, tanto por intensificação como por abandono agrícola, e à crescente pressão humana que conduziu a perdas de habitat e caça excessiva. Várias populações locais extinguiram-se neste período. Apesar de ter sofrido uma regressão importante em Portugal e Espanha, desde meados dos anos oitenta a população Ibérica de Abetardas ter-se-á mantido razoavelmente estável. Está, no entanto, largamente dependente da existência de áreas de agricultura cerealífera tradicional de sequeiro, ameaçadas pelo regadio e florestação e de manutenção economicamente dificil. Em Portugal é considerada uma espécie vulnerável, sendo englobada, em termos europeus, na categoria SPEC 1 (SPEC corresponde a Species of European Conservation Concern - espécies que suscitam preocupações de conservação a nível europeu), relativa a aves que possuem uma população globalmente ameaçada.

Abetarda
Abetarda

HABITAT

Originariamente a Abetarda ocorria em vastas áreas naturais cobertas por vegetação herbácea, denominadas estepes. Esta e outras espécies de aves estepárias adaptaram-se depois às pseudo-estepes criadas há muito pela agricultura extensiva. Em Portugal frequenta sobretudo vastas planícies sem árvores onde se pratica uma cerealicultura tradicional, com searas pouco densas, intercaladas com pousios e pastagens, ainda que ocorra igualmente nas orlas de montados abertos de sobro e azinho e de olivais. Tal como o Sisão, frequenta parcelas de leguminosas (por exemplo, luzerna, gão-de-bico) para se alimentar.

ALIMENTAÇÃO

Consome uma variedade de grãos, folhas, frutos e talos de diversas espécies de plantas. Alimenta-se igualmente de grandes insetos e outros invertebrados, bem como de pequenos vertebrados como lagartixas e ratos do campo.

REPRODUÇÃO

Desde o início de Março até meados de Maio, com um pico em Abril, os machos de Abetarda juntam-se em arenas de parada onde executam danças nupciais coletivas verdadeiramente espetaculares para atrair as fêmeas. No climax da parada os machos tornam-se numa bola branca ondulante de penas reviradas, uma visão impressionante. Uma vez escolhido o macho, as fêmeas aproximam-se dos locais de parada para acasalar e afastam-se de seguida. A participação do macho na reprodução da espécie termina ali. As fêmeas incubam normalmente entre 2 e 4 ovos, que são depositados num ninho situado no chão entre a erva alta, frequentemente em searas ou pousios recentes. No Alentejo começam normalmente a avistar-se os primeiros jovens do ano ( abetardotos) no início de Maio. Os recém-nascidos são nidífugos, isto é, saem do ninho e acompanham a mãe pouco depois do nascimento.

MOVIMENTOS

A Abetarda é essencialmente residente na Península Ibérica, ainda que efetue movimentos sazonais razoavelmente extensos e erráticos, sobretudo no Inverno.

Existe ainda pouca informação sobre as deslocações que efetuam uma vez terminada a época de reprodução, mas supõe-se que diversas aves provenientes de Espanha visitem o nosso País no Inverno. Algumas populações do Centro e Este da Europa são migradoras.

CURIOSIDADES

O macho da Abetarda é a mais pesada ave europeia, sendo uma das mais corpolentas aves voadoras do mundo, só suplantada pela Abetarda gigante Choriotis kori da Africa do Sul.

LOCAIS FAVORÁVEIS DE OBSERVAÇÃO

Em Portugal, é nas planícies de cerealicultura extensiva de Campo Branco, região de Castro Verde, que as abetardas são mais comuns, sendo Abril um mês particularmente apropriado para a sua observação uma vez que é nessa altura que os machos efetuam as suas espetaculares paradas nupciais.

Rui Borralho

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Alonso, J.C. e Pinto, M. (1997). Great Bustard Otis tarda. In: Hagemeijer, W.J.M. e M.J. Blair (eds) The EBCC Atlas of European Breeding Birds. Their Distribution and Abundance. T and AD Poyser, London: 244-245.
Cruz, C.M. (1996). Situação actual da população de Abetarda (Otis tarda L.) numa zona a sul de Évora. Ciência e Natureza, 2: 65-68.
Moreira, F. (1999). Relationships between vegetation structure and breeding bird densities in fallow cereal steppes in Castro Verde, Portugal. Bird Study, 46: 309-318.
Morgado, R. e Moreira, F. (1999). Aspectos da biologia reprodutora da Abetarda Otis tarda L. em Castro Verde. In: Beja, P., Catry, P. e Moreira, F. (Eds), Actas do II Congresso de Ornitologia da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves. SPEA, Faro: 12-13.
Pinto, M. (1999).Abetarda-comum Otis tarda. In: Elias, G.L., Reino, L.M., Silva, T., Tomé, R. e Geraldes, P. (coords) Atlas das Aves Invernantes do Baixo Alentejo. SPEA, Lisboa: 162-163.
Rocha, P.A e Moreira, F. (1999). Censo da Abetarda no Campo Branco no período Fevereiro 97 - Março de 99. In: Beja, P., Catry, P. e Moreira, F. (Eds), Actas do II Congresso de Ornitologia da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves. SPEA, Faro: 93-95.
Rufino, R. (1989). Atlas das Aves que Nidificam em Portugal Continental. SNPRCN, Lisboa.

Fonte: www.naturlink.pt

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