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Rouxinol

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Rouxinol – O que é

Rouxinol, qualquer um dos vários pequenos pássaros do Velho Mundo, pertencentes à família Turdidae (ordem Passeriformes), conhecida por sua música.

Pode ser encontrado nas florestas, matas densas e parques da Europa e da Ásia.

O nome refere-se em particular ao rouxinol (Erithacus, ou Luscinia, megarhynchos), um pássaro marrom de 16 centímetros de comprimento, com uma cauda roxa. As fêmeas são ligeiramente menores que os machos.

Sua canção forte e variada, em que os efeitos crescentes são proeminentes, é proferida por dia ou noite a partir de poleiros em arbustos.

Rouxinóis podem realmente cantar uma música – às vezes em volumes mais altos do que o zumbido de uma motosserra – mas o que você pode estar ouvindo são machos tentando atrair parceiros e marcar seu território.

Rouxinóis querem ser ouvidos sobre os machos rivais, e às vezes eles também precisam aumentar suas vozes para serem ouvidos acima do barulho da paisagem urbana atual.

O rouxinol muitas vezes pode ser ouvido cantando ao amanhecer, mas como o próprio nome sugere, os pássaros também estão ativos à noite.

Rouxinóis são facilmente ouvidos, mas eles não são tão facilmente encontrados. Eles preferem se manter fora de vista na folhagem densa.

Rouxinol – Canto

O rouxinol é um excelente cantor, sendo mais frequentemente ouvido do que observado. O seu canto é uma extensa canção de longos trinados fluidos, com um piiuu no começo, que terminam em crescendo.

É normalmente ouvido depois do escurecer, mas também se ouve com frequência durante o dia. Está quase sempre oculto pela vegetação, embora por vezes o macho se empoleire a descoberto para cantar um pouco após a sua chegada.

Quando canta, abre a cauda.

Os adultos são castanho avermelhados na parte superior, cor que se funde com tons creme na parte inferior.

Os juvenis são mais claros na parte superior e apresentam um escamado na parte inferior.

Mede 16/17 cm e alimenta-se sobretudo de insetos.

Nidifica entre Maio e Junho num ninho em forma de taça, numa árvore, onde põe entre 4 e 5 ovos com manchas avermelhadas, que são incubados pela fêmea durante 13/14 dias.

Rouxinol – Identificação

Castanho e algo incaracterístico, o rouxinol-comum não é uma ave muito fácil de identificar visualmente.

A longa cauda arruivada, visível sobretudo em voo, contrasta com os tons acastanhados do dorso.

É sobretudo pelo canto que o rouxinol-comum se faz notar e pode ser identificado. Este canto é muito variado, contendo diferentes sequências de notas.

Uma das mais características é o tu-tu-tu-tu-tu em crescendo.

Rouxinol – Pássaro

Maio.

A Primavera está ao rubro e neste preciso momento – em que escrevo ou em que você lê este texto – as nossas amigas aves já estão empenhadas em cuidar da sua prole, satisfazendo assim uma das mais elementares leis da Natureza: a perpetuação da espécie.

Esta primeira homenagem é dedicada, precisamente, a uma ave migradora que, voando centenas de quilômetros, se desloca desde o continente africano até ao europeu, para aqui nidificar.

Chegando a Portugal em finais de Março, trata-se de uma ave muito discreta (já que raramente se deixa ver) mas cuja presença é facilmente detectada (pois o seu canto facilmente a denuncia). Esta aparente contradição deve-se ao fato de ser uma ave frequentemente ouvida e raramente observada.

Preferindo como habitat pequenas matas ao longo das margens de rios e ribeiros, frequentando silvados, arbustos e bosques úmidos, é a partir daí, escondido nos recônditos da vegetação, que nos enche ouvidos e alma com o seu canto, escutado durante o dia e, sobretudo, bastante depois de anoitecer. Este último fato, levou a que muitos noctívagos (dos quais destaco os poetas românticos) o encarassem não só como fonte de inspiração, mas também como confidente de desventuras amorosas e existenciais.

Provavelmente, já saberá a que ave dedico este artigo, verdade?

Trata-se, pois, do Rouxinol (luscinia megarhynchos).

Como ave muito furtiva que é, deixo-lhe, contudo, duas ou três dicas para a sua identificação:

A primeira, é sem dúvida o seu canto: forte e muito melodioso. Numa das próximas noites, quando tiver oportunidade de se deslocar pelo nosso meio rural, experimente dirigir-se até junto de um qualquer curso de água com vegetação densa e, no silêncio da noite, com certeza ouvirá um dos mais magníficos cantos de aves;

Uma outra, diz respeito à sua descrição. Trata-se de uma ave com cerca de 16-17 cm, cujas partes superiores são de um castanho-ferrugíneo, as inferiores bege e com uma cauda arredondada e de um ruivo vivo;

Por fim, e já no que se refere à sua observação, garanto-lhe que a melhor maneira de poder ver a nossa avis rara, será permanecendo imóvel e em silêncio nas imediações do arbusto ou do silvado em que a ave se encontra. A sua curiosidade leva-lo-á a procurar verificar qual o ser que o perturba. Miguel Gaspar

Rouxinol comum (Luscinia megarhynchos)

O rouxinol (Luscinia megarhynchos) ou filomela (do grego Philomêla, “amiga dos rebanhos”) é um passarinho da família dos Muscicapideos, restrito ao Velho Mundo.

Seu nome em português vem do provençal antigo roussinhol, derivado do latim vulgar lusciniolus. É chamado nightingale em inglês; ruiseñor em castelhano; reiseñor em galego; nachtegaal em holandês; rossignol em francês; Nachtigall em alemão; usignolo em italiano; näktergal em sueco; ad, aêdon em grego; solovej em russo; bülbül em turco, uguisu em japonês.

No Brasil, não existe o verdadeiro rouxinol europeu, mas o nome de rouxinol é dado a aves nativas como o corrupião (Icterus jamacaii croconotus) e encontro (Icterus cayanensis); no Maranhão, à cambaxirra (Troglodytes aedon) e na Bahia, ao garrinchão-de-bico-grande (Thryothorus longirostris).

A Ave

O rouxinol tem uma plumagem discreta, acastanhada e mortiça. Os adultos são castanho-avermelhados na parte superior, cor que se funde com tons creme na parte inferior. Os juvenis são mais claros na parte superior e apresentam um escamado na parte inferior. Têm olhos grandes e pretos, realçados por um fino anel branco. A cauda é castanha-avermelhada, alongada e arredondada e as patas são longas e robustas. Mede 16 a 17 cm e pesa 18 a 27 gramas.

Frequenta charnecas, matas, bosques, parques e jardins. Visita toda a Europa no verão (salvo o extremo norte) e migra para a África, até à latitude do norte de Angola, de julho-agosto a março-abril. Encontra-se também em toda a Ásia, migrando no inverno para sul. Passa muito tempo no solo em busca de alimento, principalmente insetos que captura no solo ou na vegetação baixa. Por vezes come também bagas. É uma ave solitária, exceto na época de reprodução, em que os casais se juntam até as crias se tornarem autônomas.

O macho é um excelente cantor, com extenso repertório, com trinados fluidos terminando em crescendo. É normalmente ouvido depois do escurecer, sendo um dos poucos pássaros a cantar à noite (em inglês é por isso chamado de nightingale, cantora noturna), quando seu canto se torna mais notável pela ausência de outros pássaros canoros, mas também se ouve com frequência durante o dia. Fica quase sempre oculto pela vegetação, embora por vezes o macho se empoleire a descoberto para cantar.

A fêmea põe 4 a 5 ovos azuis claros com manchas avermelhadas, numa só postura entre maio e junho que são incubados pela fêmea durante 13 a 14 dias. O ninho em forma de taça, é feito num arbusto baixo ou mesmo no solo, quase nunca acima de 30 cm. As crias têm a penugem completa ao fim de 11 dias mas só se tornam independentes ao fim de mais 3 semanas.

Rouxinol no Mito e folclore

O rouxinol é famoso em toda a Europa e Ásia pela perfeição de seu canto. Foi, segundo Platão, o emblema de Tamiras, bardo da Trácia antiga.

É particularmente apreciado no Japão, onde seu canto é tido como capaz de repetir o título do Hokekyo, o Sutra do Lótus da Boa Lei (Saddharmapundarika-sutra), especialmente caro à seita Tendai.

Na famosa cena 5 do 3º ato de Romeu e Julieta, o rouxinol, como cantor do amor na noite que finda, é oposto à cotovia como mensageira da aurora e da separação. Se os dois amantes escutam o rouxinol, permanecem unidos, mas expõem-se à morte. Se creem na cotovia, salvam suas vidas, mas devem separar-se.

Pela beleza de seu canto, que enfeitiça as noites de vigília, o rouxinol é o mágico que faz esquecer os perigos do dia.

John Keats exprimiu essa melancolia engendrada pelo canto, não obstante tão melodioso, do rouxinol. A perfeição da felicidade que ele evoca parece tão frágil ou tão remota, na sua excessiva intensidade, que torna mais intolerável o sentimento doloroso de sermos incapazes dela, ou de ficarmos privado dessa ventura, pela chegada fatídica do Sol (Ode a um Rouxinol).

Esse pássaro, que é para todos os poetas o cantor do amor, mostra, de modo impressionante, em todos os sentimentos que suscita, o laço íntimo entre o amor e a morte.

Filomela

Segundo um mito grego, Filomela (“amiga dos rebanhos”) e Procne (de perknos, “pintada”, “manchada”), eram filhas de Pandíon (“Todo-divino”), rei de Atenas.

Tendo havido guerra, por questões de fronteira, entre Atenas e Tebas, comandada esta última por Lábdaco, Pandíon solicitou o auxílio do rei da Trácia Tereu (“Vigilante”) e com sua ajuda conquistou a vitória.

O soberano ateniense deu ao aliado sua filha Procne em casamento, com a qual teve um filho, Ítis (em grego Itys, onomatopéia do canto do rouxinol). Mas o trácio apaixonou-se pela cunhada Filomela. Convenceu-a a viajar até a Trácia, violou-a e, para que ela não pudesse dizer o que lhe acontecera, cortou-lhe a língua. A jovem, todavia, bordou numa tapeçaria o próprio infortúnio e assim conseguiu transmitir à irmã a violência de que fora vítima.

Procne, enfurecida, resolveu castigar o marido: matou o filho Ítis e serviu-lhe as carnes ao pai. Em seguida, fugiu com a irmã. Inteirado do crime, Tereu, armado com um machado, saiu em perseguição das filhas de Pandíon, tendo-as alcançado em Dáulis, na Fócida. As jovens imploraram o auxílio dos deuses e estes, apiedados, transformaram Filomela em andorinha, que é muda e Procne em rouxinol, que canta ity, ity, lembrando o filho perdido. Tereu foi metamorfoseado em mocho e pia à noite puu, puu, que em grego significa “onde”. Em outra versão, os papéis de Filomela e Procne são trocados, inclusive quanto às suas transformações – razão pela qual o rouxinol tem também o nome poético de “filomela”.

Há ainda outra versão do mito, de origem milésia, na qual Filomela é chamada Aédon (“rouxinol”, em grego) e Ítis nada sofreu.

Características

Tamanho: cerca de 17 cm
Plumagem: marrom por cima, branca por baixo, cauda vermelha
Alimentos: insetos, vermes, aranhas
Número de filhotes: de 4 a 5 ovos por vez.
Período de incubação: 13 dias
Onde vive:
 Matas e bosques.
Alimentação:
 Onívoro – frutas e pequenos insetos.
Peso: De 18 a 27 gramas.

Classificação científica

Nome científico: Luscinia megarhynchos Brehm, 1831
Nome popular:
 Rouxinol, Rouxinol-comum.
Reino: 
Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Família: Turdidae
Gênero: Luscinia flaba
Espécie: L. megarhynchos

Rouxinol – Fotos

Fonte: www.geocities.com/www.britannica.com/www.wisegeek.com/www.vivaterra.org.br/www.beautyofbirds.com/static.independent.co.uk/lh5.ggpht.com

 

 

 

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