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Macaco

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Macaco

Características

Macaco, nome genérico dos primatas antropóides, excluído o homem. Vive nas florestas, savanas e pântanos das regiões tropicais. Nas Américas do Sul e Central, habitam principalmente as florestas úmidas. A maioria dos macacos é arborícola (vivem em árvores). Apenas algumas poucas espécies, como os gorilas e mandris, preferem o solo. Alimentam-se de folhas, frutos, sementes, pequenos anfíbios, caramujos e pássaros.

A maioria vive em bandos, chefiados por um macho, que é o mais forte. A função do chefe é guiar o bando na busca por alimentos, manter a ordem interna e organizar a defesa em caso de perigo. Os filhotes permanecem longo tempo junto das mães, aprendendo quais os alimentos que podem comer, como encontrá-los, quais os animais perigosos e outras lições que lhe serão úteis na vida adulta. Vivem geralmente de 10 a 15 anos.

Os macacos do Novo Mundo caracterizam-se por ter o nariz chato, com os orifícios nasais separados e voltados para os lados (ou seja, são platirrinos); e pela cauda, que costuma ser preênsil. Os macacos africanos e asiáticos são catarrinos: a separação entre os orifícios nasais é estreita e estes são voltados para diante e para baixo. Outra de suas características é a presença de uma área pelada e calosa nas nádegas.

Chimpanzé

Mamífero antropóide da África equatorial. Pela sua estrutura física e genética, é considerado o mais aparentado com o ser humano, e são os mais inteligentes dos símios (nome comum que engloba várias espécies de primatas aparentados).

Tem o corpo robusto, os braços longos e a pelagem de cor negra. A cara e as palmas das mãos e dos pés não têm pêlos. As orelhas, os lábios e os arcos superciliares são pronunciados.

Os chimpanzés comunicam-se mediante um amplo registro de vocalizações, expressões faciais e posturas, assim como por meio do tato e do movimento corporal. São animais que mostram grande inteligência para resolver problemas e para usar ferramentas simples, como quando introduzem pequenos palitos para extrair os cupins de seus ninhos.

Classificação científica

Família – Pongídeos
Ordem – Primatas
Gênero – Pan.

Macaco-Aranha

Nome de duas espécies e quatro subespécies de macacos encontrados na Amazônia e em outros países das Américas do Sul e Central. São também chamados de coatá, têm membros desproporcionalmente longos e extraordinária agilidade, apesar de seu tamanho (1,40 m de comprimento até a cauda). Animais arborícolas, têm a cauda preênsil. Comem folhas, frutos e insetos, e para alguns caçadores, constitui a carne mais saborosa da Amazônia.

As subespécies são coatá-de-barriga-clara, de-testa-branca, de-cara-vermelha e de-cara-preta.

Classificação científica

Família – Cebídeos
Espécies são Ateles belzebuth e Ateles paniscus.

Gorila

Mamífero, é o maior e mais poderoso macaco antropóide. Um gorila macho pode alcançar uma altura de até 2 m e um peso de 250 kg. Habita a floresta ocidental da África equatorial e florestas e montanhas do Congo. Tem o pêlo grosso e de cor quase negra, que se torna cinza nas costas dos machos velhos. A cara é curta e desprovida de pêlo; o nariz é chato, com aberturas nasais largas e o arco superciliar, proeminente.

Emite um berro ululante quando está alarmado, grunhidos agudos para repreender um subordinado e grunhidos baixos para expressar prazer. Todos os gorilas golpeiam-se no peito; esse comportamento serve ao macho para demonstrar seu poder e autoridade e como intimidação. Na atualidade são considerados uma espécie ameaçada de extinção, por causa da destruição de seu habitat e da caça clandestina.

Classificação científica

Família – Pongídeos
Superfamília – Hominídeos
Ordem – Primatas
Espécie – Gorilla gorilla

Gibão

Vive na parte meridional da península de Malaca, na Birmânia e na Tailândia. São macacos pequenos (70 a 80 cm de comprimento), arborícolas (vivem em árvores), de membros anteriores muito longos e corpo coberto de um pêlo espesso de várias cores. No solo, marcham espontaneamente sobre os pés.

Orangotango

Bornéu e Sumatra são habitats do orangotango, palavra que, em malaio, quer dizer “homem da floresta”. Os machos vivem sozinhos, com uma fêmea, ou em pequenos grupos familiares.

Classificação dos Antropóides

Ordem – Primatas
Subordem – Antropóides
Superfamílias – Cercopitecóides (Catarrinos – Velho Mundo) e Hominóides.
Família dos Cercopitecóides :Cercopitecídeos.
Hominóides: Pongídeos e Hominídeos

Gêneros e Espécies dos Cercopitecídeos

Macaca nemestrina (macaco-rabo-de-porco)
Theropithecus gelada (gelada ou babuíno-leão)
Cynopithecus niger (macaco-negro)
Mandrillus sphinx (mandril)
Mandrillus leucophaeus (dril)
Comopithecus hamadryas (babuíno-sagrado)
Cercopithecus (guenon ou guereza)
Cercocebus (Mangabeys)
Erythrocebus patas
Colobus (colubus)
Semnopithecus langur (macaco-folha)
Rhinopithecus (macaco-narigudo)
Nasalis larvatus (macaco-trombudo)

Gêneros e Espécies dos Pongídeos

Hylobates sp. (gibão)
Symphalangus syndactylus (siamango)
Pan troglodytes (chimpanzé)
Pongo pygmaeus (orangotango)
Gorilla gorilla (gorila)

Gênero e Espécie dos Hominídeos

Homo sapiens (homem)

Fonte: www.webciencia.com

Macaco

Inteligente e comunicativo a ponto de apresentar, em alguns casos, recursos expressivos próximos a uma linguagem, o macaco é um dos animais que mais atraem a atenção do homem, sobretudo por despertar as emoções da identificação, pois todas as espécies de macaco se assemelham bastante aos seres humanos.

Macaco é o nome genérico de todos os mamíferos primatas da subordem dos antropoídeos, exceto o homem. Classificam-se nas superfamílias dos ceboídeos (como os macacos-prego, os guaribas e os barrigudos), cercopitecoídeos (como o reso, o babuíno e o mandril) e hominoídeos, à qual pertencem as famílias dos antropóides pongídeos (como, por exemplo, o gorila e o chimpanzé).

A maioria dos macacos vive nas regiões tropicais do globo, principalmente em florestas, mas também em savanas e pântanos, em áreas semidesérticas ou de clima temperado e frio, como no Japão, e no Himalaia. Nas Américas Central e do Sul, habitam sobretudo as florestas úmidas. Poucos vivem nos campos, caatingas e terrenos alagados, embora todos sejam capazes de nadar.

O macaco do Japão (Macaca fuscata) entra na água, e o násico ou proboscídeo (Nasalis larvatus), de Bornéu, vive junto aos manguezais e florestas alagadas.

O macaco da barbária (Macaca sylvanus), das montanhas do Marrocos e da Argélia, deve ter sido levado há séculos para o sul da Europa; vive em Gibraltar e é a única espécie que existe no continente. No Saara há duas espécies, uma das quais é o babuíno-sagrado (Papyo bamadryas).

Os macacos distribuem-se pelos andares das florestas: alguns símios africanos e os uacaris amazônicos instalam-se em árvores de quarenta metros de altura, enquanto os gorilas e os mandris preferem o solo da mata. A maioria, porém, é arborícola. Muitos assumem postura ereta, com ou sem apoio da cauda. Os sagüis e gorilas são capazes de pôr-se de pé quando se assustam.

O cérebro bem desenvolvido, os olhos próximos e situados na parte anterior da face — o que lhes facilita a visão bilateral e estereoscópica,mãos e pés dotados, respectivamente, de polegar e dedos oponíveis, e a cauda longa são algumas das características que permitem aos macacos arborícolas movimentar-se com segurança, às vezes como verdadeiros acrobatas. Vários macacos neotropicais possuem a cauda preênsil, outra adaptação à vida nas árvores.

Na maioria, os macacos possuem as unhas achatadas, em vez de garras. Os dedos são sensíveis e delicados, com o tato apurado. As mãos evoluíram da função de agarrar para a de segurar e sentir.

O macaco-aranha, o muriqui, o chimpanzé e o orangotango têm a mão em forma de gancho e polegar vestigial. Do quadrupedalismo, praticado no solo ou nas árvores, à braquiação (uso dos braços para suspender e propelir o corpo de um galho para outro), há vários graus nas formas de locomoção dos macacos. No estudo das proporções dos membros em relação ao tronco, foram divididos em três categorias: escaladores, saltadores e braquiadores.

Os primeiros cuxiús, uacaris, parauaçus, macacos-de-cheiro, macacos-prego da América Central e do Sul, bugios africanos têm corpo bem proporcionado e membros não especializados, isto é, nem alongados nem reduzidos. Deslocam-se em posição quadrúpede, assumindo às vezes a postura bípede para liberarem as mãos, que usam para apoiar-se, levar o alimento à boca ou catarem-se e pentearem-se mutuamente.

Macaco

Os saltadores guigós ou sauás, macacos-da-noite e sagüisapresentam tronco e braços curtos e membros posteriores alongados. Os braquiadores têm tronco curto, pouco flexível, e longos membros; os braços podem exceder as pernas em comprimento. Os da América, todos com cauda preênsil, que funciona como uma quinta mão, são representados pelo muriqui ou mono-carvoeiro, guariba, barrigudo e macaco-aranha, cuja cauda, especializada, tem na extremidade uma precisão de toque análoga à de um dedo. Os do Velho Mundo são os gorilas, chimpanzés, orangotangos e gibões.

Mesmo no solo ou em suporte horizontal, alguns mantêm os braços acima da cabeça.

Em geral, os macacos só se mantêm ativos durante o dia. Uma das poucas exceções é o macaco-da-noite (Aotus trivirgatus), neotropical.

Afora o homem, apenas os macacos (e mesmo os notívagos), entre os mamíferos, distinguem cores. O padrão de colorido da pelagem e do tegumento de várias espécies não possui função protetora. É útil, certamente, na identificação recíproca, até entre integrantes de um bando. O olfato é pouco sensível, especialmente nas espécies arborícolas.

Os macacos do continente americano têm as narinas separadas, com as aberturas voltadas para os lados. Os asiáticos e os africanos apresentam-nas voltadas para diante e para baixo. Segundo essas características, os primeiros são chamados platirrinos e os últimos, catarrinos.

Folhas, frutos, sementes, pequenos lagartos, anfíbios, caramujos, artrópodes, pássaros e ovos integram a variada dieta dos macacos, na maioria onívoros. Algumas espécies africanas e asiáticas, à semelhança de outros mamíferos, como os hamsters, possuem bolsas jugais, para armazenar alimentos, formadas por uma extensão da mucosa que lhes recobre a boca. O alimento é ali colocado e retirado com as mãos.

O mecanismo de reprodução dos macacos é igual ao da maioria dos mamíferos placentários. O macho, contudo, não possui um período determinado de cio e mantém-se sexualmente ativo durante todo o tempo. A fêmea tem útero bicorne e menstrua mensalmente. Como nos demais mamíferos, a unidade social básica dos macacos constitui-se da fêmea com suas crias em geral uma ou duas, raramente três. A maior parte das espécies forma grupos sociais permanentes, integrados por machos adultos, fêmeas em número duas vezes maior que o de machos e os jovens. Vários arborícolas vivem em grupos familiares constituídos por macho, fêmea e crias.

Outro tipo de grupamento é o harém, no qual um macho adulto se faz acompanhar de várias fêmeas e das respectivas crias. Estas, em todos os casos, atravessam longo período de aprendizagem.

Alguns grupos de macacos não têm território definido e defendem a área em que se encontram no momento. Outros, porém, como os sauás e os gibões, apossam-se de um território fixo, em que não permitem o ingresso nem mesmo de outros bandos da mesma espécie, recebendo-os com gritos e gestos ameaçadores. Tais áreas são marcadas com ramos, folhas e por meio da deposição, nos galhos das árvores, de secreções das glândulas cutâneas. Nos micos-leões, estas localizam-se nos lados do pescoço. Gálagos e lóris, primatas da subordem dos prossímios, usam para isso a urina, como os cães.

Os componentes de um mesmo grupo ficam juntos durante todo o tempo, mesmo quando comem e dormem, o que fazem com as caudas enroladas umas nas outras. Os macacos de florestas densas, com campo visual restrito, mantêm-se em contato por meio de variados sons vocais.

Como já notara Darwin, certas espécies, além disso, usam gestos e expressões faciais para estabelecer posição hierárquica no grupo, reclamar “direitos” ou demonstrar interesse sexual.

Nos babuínos, o bocejo é sinal de ameaça. Com finalidades semelhantes, o chimpanzé sapateia e atira ramos ao chão.

O gorila adulto macho, quando cabeça de grupo, executa imponente ritual: após bater no peito, corre pela floresta, arrancando tufos e galhos, atirando-os ao chão e batendo no solo com as mãos.

Alguns macacos são capazes de usar instrumentos, mesmo quando não treinados para isso. O chimpanzé pode defender-se de um leopardo com um galho de árvore ou um pedaço de pau, ou empregar uma vara e um caixote, postos a sua disposição, para alcançar um cacho de bananas. Alguns bugios, quando ameaçados, partem ramos e os lançam para baixo, na direção do oponente, embora sem precisão. Na Ásia, há séculos treinam-se macacos para colher cocos e, na Malásia, por ocasião de um levantamento botânico, foram utilizados na coleta de flores e frutos situados a grande altura. Por serem filogeneticamente tão próximos do homem, os macacos são usados como cobaias em pesquisas fisiológicas, biométricas, farmacológicas e comportamentais.

Fonte: www.biomania.com.br

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