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Cavalo Pantaneiro

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O Cavalo Pantaneiro vem do norte do Mato Grosso, a região do Pantanal do Brasil.

Esta é uma raça incrivelmente resistente que se desenvolveu em uma área pantanosa, eles desenvolveram resistência a doenças que destruiriam muitas outras raças.

Esta raça está no Brasil há cerca de 3 séculos e tem sido um produto da seleção natural, já que eles sofreram muito pouca interferência humana até recentemente.

No Estado de Mato Grosso, região do Pantanal, formou-se um tipo equino com características próprias adquiridas durante quatro séculos, quando da sua formação e aclimatação ao meio complexo e hostil em que se desenvolvem.

Chamado de cavalo Pantaneiro, muito embora ele seja conhecido também como Mimoseano, Baiano e Poconeano, segundo a região onde vivem.

A origem desse cavalo está fixada ao longo de nossa história, ressaltando três fases distintas.

A primeira, quando, na terceira e quarta década do século XVI, formou-se o Pantaneiro, originário do Cavalo Crioulo Argentino, proveniente da cavalhada de Pedro de Mendoza, espalhadas nos pampas naqueles anos, após a destruição da Vila de Buenos Aires pelos silvícolas e do cavalo paulista oriundo de animais portugueses trazidos por Martin Afonso de Souza, e levados pelos bandeirantes, através de Goiás, para o Pantanal em 1736.

A segunda fase, quando a partir de 1736, proveniente de Goiás, a imensa planície mato grossense anualmente inundada pelo transbordamento do Rio Paraguai e do seu afluente, o Pantanal foi povoado por grandes manadas de cavalos.

Em conseqüência das distâncias e dificuldades de comunicação entre essa zona e o litoral, o Pantaneiro ficou isolado durante longos anos e livre dos cruzamentos desordenados que tanto tem prejudicado nossos equinos.

Na terceira fase, iniciada em 1900, verificou-se a influência do Anglo – Árabe, do Normando, do Puro-Sangue Inglês e do Árabe, visando emprestar aos rebanhos nativos de até então, melhores aspectos de conformação e beleza.

O cavalo Pantaneiro é um mosaico racial, originariamente resultante de dois troncos primitivos étnicos: “Equus Caballus Asiáticus” e o “Equus Caballus Africanus”.

O cavalo Pantaneiro é um patrimônio histórico porque cooperou na fixação do homem no Pantanal e em todo território mato grossense.

E um fator de segurança nacional porque pode ainda vir a desempenhar, nas regiões de difícil acesso, o importante papel de salvaguarda dos limites territoriais.

E um fator de econômico-social, porque a totalidade da população que habita o Pantanal, tem no Pantaneiro importante meio de transporte, sobretudo nas cheias, e sua mais importante função econômica se faz sentir junto à bovinocultura.

História

A origem do Cavalo Pantaneiro está ligada à história da colonização de uma grande região da América Latina.

Os índios Guaicurus habitantes da região do pantanal, conquistaram em batalhas com os espanhóis alguns cavalos de origem Bérbere que posteriormente foram cruzados com cavalos Célitos Lusitanos e Andaluzes dando origem a estes maravilhosos animais.

Esta raça se formou de maneira natural, pela segregação, há mais de dois séculos na região dos Pantanais de Mato Grosso, que compreende os municípios de Poconé, Cáceres, Leverger, Barão de Melgaço, Cuiabá, etc.

Segundo a procedência ele recebe diversos nomes: “Ponconeano” de Ponconé, “Mimoseano” dos campos de capim mimoso de Barão de Melgaço, “Bahia” de campina chamada Bahia, do município de Poconé.

Características

Porte médio e extraordinária sobriedade e resistência ao trabalho extremo e contínuo. Possuem uma extraordinária dureza dos cascos e capacidade de pasteio de forragens submersas, durante o período de cheia.

Aptidão

Reúne as principais características de um cavalo de sela. O andamento é o trote, macio e confortável, com tração predominantemente dianteira.

Trata-se de uma raça natural regional de cavalo campeiro, bem adaptada às condições particulares de importante região criatória do Mato Grosso. Assemelha-se um pouco ao Crioulo do sul, nos seus característicos raciais, diferindo sobretudo pelos seus membros relativamente altos e menor compacidade do pescoço, do tronco e da garupa. Seus andamentos não foram descritos, mas os poucos animais que conhecemos eram trotões. Seu temperamento é vivo, porém dócil e sua constituição robusta.

No Brasil

A Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Pantaneiro conta hoje com aproximadamente 80 criadores associados, distribuídos em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Descrição

Peso não determinado.

Aproximadamente 350Kg.

Estatura em média 1,42m segundo Domingues, encontrando-se animais de 138 a 153cm.

Pelagem: Predomina a tordilha (45%), seguindo-se a báia, pedrês, e castanha. Contudo encontram-se outras pelagens em pequena escala. O pampa e o pombo são indesejáveis.

Cabeça bem feita, proporcionada, de perfil direito ou subconvexo, às vezes um pouco grande, com orelhas curtas, olhos vivos, fronte longa e ampla, focinho antes curto, com ventas espaçadas e boca bem rasgada.

Pescoço forte, sem ser grosso, bem implantado, com pouca crina.

Corpo alongado, com boas espáduas, cernelha aparente, dorso direito (às vezes enselado ou convexo) garupa inclinada e inserção baixa da cauda.

O corpo deve ser largo e profundo, a garupa comprida e larga, a cauda curta, com crinas também curtas e órgãos genitais bem conformados.

Membros altos, limpos, de boa ossatura, geralmente aprumados, paletas inclinadas, braço e pernas longos, quartela média ou curta, cascos médios ou pequenos, lisos e pretos e curvilhão não muito aberto.

Cavalo Pantaneiro – Fotos

Fonte: www.expoanimais.com.br/www.mercadodecavalos.com.br/www.theequinest.com/www.ridingbrazil.com/br.pinterest.com

 

 

 

 

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