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Arara Azul de Lear

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Arara Azul de Lear – O que é

arara do Lear é um papagaio muito grande, coberto principalmente de plumagem azul brilhante. Tem círculos de anel de olho amarelo ao redor de olhos pretos grandes e amarelo na região de queixo. Sob as asas e cauda é preto. O peito é verde-azulado. Como outros papagaios, a arara do Lear tem um bico fortemente viciado e pés zigodátilos (dois dedos que apontam para frente e dois dedos que apontam para trás).

Arara Azul de Lear – Espécie

Esta espécie habita uma região próxima à área de ocorrência da Ararinha-azul. Embora também viva na região de caatingas do norte baiano, esta espécie ocupa um tipo diferente de caatinga.

Existem, hoje, cerca de 60 araras desta espécie na natureza. Conhecemos lá alguns detalhes sobre a vida desta espécie, mas até a década de 70 não sabíamos praticamente nada. Descoberta para a ciência no século passado, esta arara esporadicamente apareceu no comércio de aves vivas ao longo deste século, sem que sua origem fosse conhecida.

Nunca foi freqüente no comércio de animais vivos e somente poderemos especular uma caça pelo homem como alimento, já que não existem registros desta atividade sobre a arara.

Arara Azul de Lear (Anodorhynchus leari) é uma das espécies de aves menos conhecidas e mais ameaçadas de extinção no Brasil.

Arara-azul (Anodorhynchus glaucus)

Extinta provavelmente no final do século passado, foi a primeira ave brasileira a desaparecer da face da terra. Pouco é conhecido de sua vida em liberdade, sabendo-se unicamente que vivia nos paredões rochosos do Rio Paraná, onde provavelmente nidificava, como faz nas barrancas do nordeste a arara Anodorhynchus leari e algumas populações de Anodorhynchus hyacinthinus.

Como as outras duas araras do gênero Anodorhynchus, possuía a cor azul como dominante, embora fosse um azul-acinzentado fosco, sem o brilho da plumagem de Anodorhynchus hyacinthinus ou do corpo e cauda de Anodorhynchus leari.

Arara-azul (Anodorhynchus hyacinthinus)

A maior de todas as araras e de toda a família dos psitacídeos (a que engloba papagaios, araras, periquitos e assemelhados) no mundo. Dentre as araras azuis, é a que possui distribuição geográfica mais ampla, ocupando no passado todo o Centro- oeste e parte do nordeste brasileiro, além de penetrar em faixas do sul da Amazônia, chegando ao extremo noroeste do Estado de São Paulo.

A situação de conservação da Arara-azul é bastante problemática devido à pressão humana. Sua antiga área de ocorrência foi extremamente alterada por desmatamentos, especialmente nos últimos 50 anos. A perda do ambiente significa a extinção da espécie nos locais onde ocorre. Ao mesmo tempo, há o comércio ilegal de aves vivas tanto no País quanto no exterior para onde são contrabandeadas.

Caso não haja uma firme tomada de consciência tanto internamente quanto no exterior, a manutenção deste mercado ilegal levará à extinção a maior Arara da face da terra em poucos anos.

Características

Porte franzino, malgrado, bico possante e sem dente. Cabeça e pescoço azul-esverdeados, barriga azul desbotado, apenas as costas e lado superior das asas e cauda azul-escura (cobalto).

Anel perioftálmico amarelo relativamente claro, pálpebra azul clara, branca ou levemente azulada, íris castanha. Na barbela forma uma nódoa amarela- enxofre clara, mais pálida que o anel perioftálmico, quase triangular, situada de cada lado da base da mandíbula. A barbela é saliente na ave viva, dando muito na vista e nunca desaparece abaixo da plumagem; quando observamos a ave de frente, a barbela apresenta-se como dois bojos superpostos, separados por uma prega a qual desaparece quando o bico é aberto.

Na ave morta, a barbela é plana e poço impressionante. A barbela é delimitada inferiormente por uma porção de penas dirigidas para diante, as quais ocultam por completo uma faixa amarela bem estreita que orla a base da mandíbula. A borda superior da maxila, meio escondida pelas penas frontais, pode ser também amarela como na supracitada espécie. Interior da boca negro, lados da base da língua extensamente amarelos, aparecendo como uma continuação das barbelas quando a ave abre o bico. Utiliza-se, como moradia, de locas de pedras situadas nas mais íngremes paredes de canyons.

Classificação científica

Classe: Aves
Ordem: Psittaciformes
Família: Psittacidae (verdadeiros papagaios)
Nome científico: Anodorhynchus leari
Nome popular: Arara Azul de Lear
Categoria: Ameaçada
Comprimento: 
71 a 75 cm.
Peso: 940 g.
Distribuição geográfica: 
Bahia, na cidade de Canudos.

Reprodução: Período de incubação de 25 a 28 dias, botando de 1 a 3 ovos.

Período de vida: Em cativeiro aproximadamente 60 anos.

Situação atual: Criticamente ameaçada de extinção.

Cientista que descreveu: Bonaparte, 1856.

Ocorrência Geográfica

Região semi-árida do nordeste da Bahia. Pedras situadas nas mais íngremes paredes dos canyons. Esta ave é endêmica da caatinga baiana, e encontra-se protegida na Estação Biológica Canudos.

Habitat: Caatinga, em áreas de canyons e rochedos.

Hábitos alimentares: Principalmente sementes de licuri, mas também pinhão, umbu mucumã.

Hábitos e costumes

Diferente das outras araras-azuis, a Lear não dorme empoleirada. Procura abrigo nas fendas ou na vegetação no alto dos paredões. Basta o sol sair e começa uma barulhenta revoada.

Ela é uma das quatro espécies de arara-azul no Brasil. Duas delas já são consideradas extintas. A Lear é muito parecida com a arara-azul-grande – ou una – que habita principalmente na região Central do Brasil. Mas é menor, tem no máximo 70 centímetros e a plumagem é de um azul mais pálido. Quando estão acasaladas, se separam do bando e passam a frequentar o ninho nas grotas dos paredões.

O casal que fica mais tempo no buraco está, provavelmente, com o ninho pronto e já tem filhotes. Eles se revezam nos cuidados e na vigília e chegam a criar três filhotes por temporada. Mas a média de sobrevivência é de duas ararinhas por casal.

Um casal vizinho tem comportamento diferente. Permanece por mais tempo fora, porque ainda deve estar formando o ninho. O solitário que acompanha é um viúvo. É a característica das espécies dessa família, os psitacídeos. Os casais formados são fiéis até a morte.

Arara Azul de Lear – Aves

Arara Azul de Lear (Anodorhynchus leari) é uma das aves mais ameaçadas do mundo, estando presente no apêndice I da CITES (Convenção Internacional sobre o Comércio de Espécies da Fauna e Flora Ameaçadas de Extinção), no qual lhe é dado o maior grau de proteção. Sua população hoje encontra-se estimada em 170 indivíduos na natureza, tendo relato de 19 em cativeiro.

São bem semelhantes à Arara-Azul-Grande (Anodorhynchus hyacinthinus), sendo menores que estas. Sua plumagem apresenta um azul pálido, mas nem por isso seu preço no comércio ilegal é inferior a outra espécie.

Hoje a espécie está restrita ao estado da Bahia (Raso da Catarina), onde predomina a caatinga, com clima semi-árido e chuvas raras mal distribuídas.

Encontram-se abrigadas em paredões de arenitos onde passam a noite. São nas cavidades destes paredões que na época reprodutiva constroem seu ninhos.

O principal alimento da Arara-Azul-de-Lear é o coco da palmeira de licuri (Syagrus coronata), nativa da região. Cada Arara consome em média de 300 a 400 cocos por dia. Sendo a criação de gado a principal atividade agrícola da região, o licuri está cedendo lugar para as pastagens, impossibilitando também o desenvolvimento de mudas devido o pisoteio do gado, além disso, elas são usadas também como alimento para o mesmo, principalmente na época de seca.

O comércio ilegal tem sido o maior motivo de seu declínio. A população diminuiu cerca de 95% nos últimos dez anos, e acredita-se que se nada for feito, a espécie sumirá da natureza em aproximadamente 2 anos. Por ser uma espécie rara, sua procura no mercado ilegal vem sendo cada vez maior. Para garantir a sua preservação, foi criado em 1992 o Comitê para Recuperação e Manejo da Arara Azul de Lear, que é responsável pelo desenvolvimento de planos e programas educacionais para a preservação da espécie.

Estão sendo mantidas em cativeiro pelo IBAMA no Zoológico de São Paulo, onze exemplares, e há projetos sendo desenvolvidos para a criação de centros de reprodução próximos à caatinga. A intenção do governo é que o Comitê trabalhe com a reabilitação e possível soltura das aves apreendidas em seu habitat natural.

O tráfico de animais silvestres é o maior responsável pelas espécies como a Arara Azul de Lear e o Mico-Leão-Dourado estarem sumindo de nossas matas. Este é um problema que não apresenta fronteiras entre os países, é necessário que eles se aliem para combater este grande comércio. Quem sabe assim, um dia os animais silvestres, principalmente os mais raros, terão o direito de uma vida segura em seu próprio habitat.

Arara Azul de Lear – Fotos

Fonte: MMA/SINIMA/abcbirds.org/www.escolavesper.com.br/www.zoologico.sp.gov.br/biodiversitas.org.br/www.speedmax.com.br/seaworld.org

 

 

 

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