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Shar-Pei

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O que é um Shar-Pei?

Shar-Pei é uma raça de cão de tamanho médio a grande, conhecida por sua pele enrugada, estrutura robusta e cor da língua azul-preto.

Originalmente do sul da China, a raça do cão foi usada pela primeira vez para atividades agrícolas, como pastoreio e guarda de gado.

O Shar-Pei cresce para cerca de 50,8 cm de altura e cerca de 27 kg de peso.

A pele frouxa pode ter se desenvolvido na raça do Shar-Pei como resultado de uma vantagem obtida ao lutar contra outros animais. Isso faz com que o cão seja difícil de agarrar e pode permitir que o cão se agite facilmente quando preso no punho de outro animal.

Os chineses Shar-Pei foram eventualmente criados como cães de combate na China antiga, parcialmente como resultado de sua pele enrugada.

A constituição muscular do cão se desenvolveu a partir do seu uso como animal de fazenda.

Em termos de temperamento, os chineses Shar-Pei são tímidos em torno de pessoas que não conhecem e acalmam-se em torno dos membros da família.

É importante que os cães fiquem bem socializados desde cedo para controlar sua personalidade e garantir que eles respondam bem ao treinamento.

Devido à linhagem, Shar-Pei geralmente é treinado facilmente como guarda e vigia os cães.

Descrição

O Shar-Pei é um cão de porte médio, de corpo compacto e ágil.

A sua grande característica, e motivo de admiração, são as inúmeras pregas de pele que lhe revestem o corpo, e que são mais abundantes em cachorros.

Tem um nariz largo e relativamente comprido.

As orelhas são pequenas e triangulares, mantidas dobradas e junto à cabeça.

Os olhos são escuros e amendoados, e por vezes estão escondidos pelas pregas de pele!

Possui um pescoço curto e forte, muito pregueado, e um peito largo e robusto.

A cauda é de comprimento médio, de raiz alta e ligeiramente enrolada sobre o dorso.

Shar-Pei – Raça

O Shar-Pei será provavelmente o resultado do cruzamento de raças nórdicas com mastins.

Esta raça, considerada uma das mais estranhas do mundo devido à sua pele enrugada, muito sofreu ao longo dos anos.

Proveniente da China, quase não resistiu à Revolução Chinesa e às novas regras impostas pelo regime de Mao Tsé Tung (em que os cães eram considerados um luxo e que portanto deveriam ser executados) e ao estranho hábito de usarem estes animais para alimentação humana.

Relegado então para último plano, aqueles cães que resistiam começaram a ficar subnutridos, a alterarem os seus hábitos de alimentação procurando pequenos animais (como ratos) para se alimentarem. Isto fez com que ao longo dos anos esta raça fosse perdendo as suas características originais.

Em tempos, o Shar-Pei foi também utilizado em lutas, tendo sido um feroz cão de combate.

Foi nos EUA que esta raça voltou a recuperar as suas origens graças a um grupo de admiradores da raça e de outros tantos que retiraram os cães da China procurando um melhor futuro para estes.

Por último, o Shar-Pei é um excelente animal de companhia integrando-se facilmente na vida doméstica sendo um fiel parceiro do seu dono.

Shar-Pei – História

O compacto chinês de tamanho médio Shar-Pei é um amálgama de estranhas características físicas: um amplo focinho de “hipopótamo”.

Uma língua azul-negra.

Olhos pequenos e encovados com uma expressão carrancuda; minúsculos ouvidos triangulares; abundantes pregas de pele solta na cabeça, pescoço e ombros; a cauda afunilada – tudo coberto por um casaco áspero de papel de areia. (Uma tradução literal de Shar-Pei: “pele de areia”.)

Shar-Pei são guardiões fortes, reais e independentes, famosos pela inteligência e lealdade. Eles suspeitam de estranhos e outros cães.

Shar-Pei são cães serenos, mas eles vão enfrentar uma ameaça percebida com tenacidade e vigor.

O treinamento e a socialização precoces são essenciais – um adulto dominante, o Shar-Pei, sem eles, é um problema sério que está prestes a acontecer.

Shar-Pei – Origem

A origem do Shar-Pei e incerta. Pode ser um descendente do Chow Chow, a quem assemelha-se pela língua azul.

É possível que tenha surgido inicialmente no Tibete ou no Norte da China ha 20 séculos, sendo que os primeiros exemplares da raça eram bem maiores do que os atuais. Existem obras de arte antiqüíssimas (Dinastia Han, 206 a.c) que retratam o Shar-Pei.

No passado esse excelente caçador de javalis e guardador de rebanhos, era também utilizado para combates, esporte extremamente popular na China. Sua pele solta dificultava o abocanhar dos adversários de combate e ha quem diga que eram utilizadas drogas para instigar sua agressividade, já que se trata de um cão afável e dócil.

O tipo físico original do Shar-Pei foi se perdendo na própria China, a partir do final da década de 40. Foi o preço pago pelo mundo canino em conseqüência da Revolução Comunista no país em 1949. Nessa época, a raça quase foi extinta. A posse de cães e outros animais de estimação virou um luxo proibido. Abriu-se uma exceção para os cães de camponeses que comprovadamente os usavam para caça. Os demais só poderiam ter o direito de existir se seus proprietários arcassem com multas altíssimas. Caso contrario, a sentença era a execução, cumprida pelos soldados de Mão Tse Tung. Os cães não trabalhadores do pais viram alimento para o povo esfomeado.

Por sorte, o Shar-Pei original era um excelente caçador. Por azar, o numero de caçadores era relativamente pequeno, restando poucos exemplares vivos. E mesmo entre esses nem todos escaparam da morte, e desta vez por uma seleção dos próprios caçadores, que utilizavam apenas os serviços dos exemplares considerados bons na caça. Os outros eram servidos a mesa.

Os poucos Shar-Peis sobreviventes tiveram que enfrentar ainda outro problema: os efeitos da desnutrição. Alimentando-se apenas com sobras das mesas dos camponeses, começaram a diminuir gradativamente de tamanho. A desnutrição impede que o tamanho ideal determinado pelo potencial genético seja atingido.

Os filhotes de pais desnutridos tendem a nascer menores e mais fracos, e assim sucessivamente, ate que o problema da desnutrição seja resolvido. Porem, mesmo quando a desnutrição acabou, o tamanho das novas gerações continuou menor. O fator responsável por isso provavelmente foram os acasalamentos consanguíneos e inter-raciais, já que havia pouquíssimos exemplares.

Os Shar-Peis diminuíram dos cerca de 58 centímetros para aproximadamente 45. Os malefícios da reprodução entre parentes e da mistura de raças perduram ate hoje. Apesar de o padrão pedir tamanhos maiores, a maioria dos cães não os atingem.

E ate o texto do padrão novo se mostra complacente quanto a tal realidade: se um exemplar não estiver bem dentro dos parâmetros de tamanho descritos, não deve ser severamente penalizado. Ha de se compreender que o Shar-Pei perdeu seu talhe por volta de 1949.

A Mudança

Em 1974, o Shar-Pei figurou no Livro Guiness dos Recordes como o cão mais raro do mundo.

Um ano antes, alguns chineses, encabeçados por Matgo Law, de Hong Kong, lançaram um apelo de salvação a raça, publicado em revistas americanas: quem sabe se conseguirmos enviar alguns dos nossos cães para o seu país, eles poderão, algum dia, se tornar tão populares como o Pequinês ou o Chow-Chow” escreveu ele. Deu certo. Vários criadores americanos mostraram grande interesse pela raça. Mas havia um problema. A maioria dos exemplares disponíveis era aquela vinda da consangüinidade e da mestiçagem. Portanto, não tinha as características originais do Shar-Pei pre-revolução comunista. De acordo com Robert Horsnell, que mora na China e na época criava a raça, entre 1970 e 1976 foram enviados aos Estados Unidos cerca de 100 exemplares, poucos deles com o físico do tipo original.

O padrão com data oficial de 1981, o que sofreu as alterações, foi na verdade redigido pelos criadores chineses na década de 70. Daí terem feito, hoje, tantas mudanças em suas descrições, já que refletiam direitinho as características da maioria dos cães existentes na época, que eram frutos de acasalamentos incorretos.

Em 1994, a Federação Cinologica Internacional (FCI) promoveu diversas alterações no padrão da raça, e a mais importante foi justamente a redução das pelancas do cão adulto no tronco e no dorso. Segundo o novo padrão, as pelancas devem se concentrar na cabeça e no pescoço. Foram alteradas ainda as proporções de peso e altura do cão. Na versão antiga do padrão da raça estabelecia-se que a cabeça deveria ser bem grande em comparação com o resto do corpo, o que pelo novo padrão da raça e desabonador, assim como o excesso de peso e de altura.

Se anteriormente as medidas estabelecidas variavam entre 40 e 51 centímetros (medidos na parte mais alta do dorso, a cernelha), hoje o padrão pede altura entre 48 e 58,5. Vale dizer que houve um engano na tradução brasileira do novo padrão, na qual consta que a medida deve variar entre 47,5 e 57,5.

Na pratica, a mudança e radical. O Shar-Pei que antes podia ser um pouco maior que o Cocker, pode, agora, ter a altura de um Dálmata. O peso que antes simplesmente não era determinado, passou a ser limitado entre 18 e 29 quilos.

O resultado do Shar-Pei descrito pelas regras atuais e um cão menos robusto e atarracado. Ele e mais alto e tem limite Maximo de peso, o que exige uma ossatura mais leve e traz uma aparência mais longilínea, ainda que essa palavra seja um pouco exagerada para descrever a raça.

De aparência exótica e bastante singular, o Shar-Pei é um cão compacto, ágil e forte, caracterizado pela pele solta que forma pregas pelo corpo. Tem orelhas pequenas e retangulares, dobradas em direção aos olhos. Sua cauda e vertida em direção ao tronco e sua pelagem e curta e eriçada. Parece estar sempre um pouco triste, mas e um cachorro alegre e que se adapta bem a casa. Tranqüilo e leal, tem particular facilidade em se relacionar com as crianças.

A principal característica física da raça – a abundancia de rugas – foi recentemente alterada pelos chineses, mas quando filhote o Shar-Pei ainda e considerado o cão mais enrugado do mundo.

As rugas da cabeça podem também causar problemas de vista, especialmente se caem na frente dos olhos, pois acabam fazendo com que as pálpebras e cílios entrem nos olhos (entropio), causando uma irritação que pode evoluir para lesões na córnea, levando a cegueira. Para evitar isso, recomenda-se que se de 3 pontos nas pálpebras do cão ainda filhote a fim de que se formem pregas que impedem que as pálpebras caiam sobre os olhos. Esse procedimento só surte efeito quando o cão e filhote, pois a musculatura esta em processo de desenvolvimento, o mesmo não cabendo para o cão adulto, com a musculatura desenvolvida.

Neste caso, o único recurso e uma cirurgia definitiva, que retira parte de pálpebra. Assim, ao primeiro sinal de irritação nos olhos e conveniente procurar um veterinário para um diagnóstico preciso.

Existem alguns também exemplares com mordedura prognata (dentes da frente da arcada de baixo fecham acima da arcada superior). Apesar de não ser uma doença, e considerado um defeito originado pelas miscigenações. O padrão pede mordedura em tesoura (igual a humana).

O ronco e uma característica típica da raça, causada pela passagem do ar pelo palato (céu da boca), que possui conformação mais alongada que a comum. Em alguns casos e necessária uma cirurgia corretiva para que o cão possa respirar melhor. Normalmente, não costuma provocar problemas para os exemplares. Como e de praxe, os cães que apresentem quaisquer desses problemas não devem ser acasalados para evitar que a tendência genética se expanda.

Como dica de acasalamento, vale lembrar que o Shar-Pei pode ter a pelagem ate 2,5 centímetros de comprimento na região da cernelha. Quando vai ate 1,5 e chamada de horse coat. já a mais longa recebe o apelido de brusch coat. A recomendação do clube americano e não cruzar por muitas gerações seguidas exemplares brush, evitando que os pelos se alonguem demais ou percam a textura áspera

Padrão Oficial

Aparência Geral: forte e compacto. Shar-Pei significa Pele de Areia. A pele deve ser flexível e áspera, enquanto a pelagem é curta e eriçada. Na sua infância, ostenta pesadas pregas por todo corpo. No cão adulto, as pregas pronunciadas, ficam limitadas à cernelha.

Proporções importantes: o comprimento do tronco, do esterno à nádega, é, aproximadamente, igual à altura na cernelha; as fêmeas podem ter o tronco sutilmente, mais longo. O comprimento do focinho e, aproximadamente, igual ao do crânio.

Temperamento: ativo e ágil. Calmo e independente leal e afeiçoado às pessoas.

Cabeça e Crânio: o crânio é arredondado e largo na base, mas achatado e largo na frente. O Stop é moderado.

Pregas: as pregas da pele, na cabeça, devem ser profundas sem, entretanto, obstruir os olhos. A descrição chinesa da forma da cabeça é “Who Lo Tau”, que significa, cabaça. Essas rugas fazem, na fronte, uma marca, que reporta ao Símbolo da Longevidade, aparece, apenas em felinos, como os tigres e os leões. Em cães, apenas nas raças do tipo mastiffe.

Trufa: grande, larga, preferencialmente preta, sendo permitidas, as tonalidades mais claras, em cães de pelagem mais clara.

Focinho: de comprimento moderado, largo na base, reduzindo, suavemente, para a trufa.

Boca: língua e gengivas preferencialmente, preto-azulado. Somente aos exemplares de pelagem clara é permitido a língua rosa ou apresentando pontos rosa, por exemplo, fulvo ou creme claro. Maxilares fortes. O formato da boca, vista de cima, também, é de céu da boca arqueado, conhecida como “Roof Title Mouth” ou, com maxilar amplo, em forma de boca de sapo, conhecidas como “Toaf Mouth”. Ambos os tipos de boca destinam-se a conferir uma mordida firme.

Dentes: mordedura de tesoura, perfeita, regular e completa, isto é, os dentes da arcada superior, ultrapassam os da arcada inferior, bem próximo, sendo inseridos, ortogonalmente aos maxilares.

Olhos: tamanho médio, formato amendoado, o mais escuro possível. Olhos claros são indesejáveis. Tanto a visão, quanto o funcionamento das pálpebras não podem sofrer interferência da pelagem ou das dobras da pele. Qualquer sinal de irritação do globo ocular, conjuntiva ou pálpebras é altamente indesejável.

Orelhas: pequenas, finas, de formato triangular equilátero, com a ponta suavemente arredondada. As extremidades caídas, apontando para o crânio, na direção dos olhos. Inseridas afastadas e portadas próximo ao crânio; orelhas eretas são menos desejáveis mas permitidas.

Pescoço: forte, musculado, com alguma barbela. A pele solta deve ser moderada.

Tronco: pele em excesso no tronco, em exemplares adultos, é indesejável.

Cernelha: apresenta ligeira dobra de pele.

Dorso: muito forte e reto

Peito: largo e profundo.

Garupa: Ilíaco forte.

Cauda: existem diversos tipos. O mais comum é a enroscada, e a duplamente enroscada, podendo fazer uma rosca grande ou pequena. A causa deve ficar firme e deitada sobre a garupa.

Membros Anteriores: ombros musculados, bem acoplados e inclinados. Anteriores de comprimento moderado, sutilmente, mais longos que a profundidade do peito. Boa ossatura. Metacarpos suavemente inclinados, fortes e flexíveis.

Membros Posteriores: fortes e musculados, moderadamente angulados e jarretes fortes.

Patas: tamanho médio, compactas, com dedos bem arqueados, bem almofadadas.

Movimentação: vigorosa, fluente e equilibrada.

Pelagem: Pelo curto, duro, eriçado e o mais reto possível. Sem subpelos. O comprimento máximo é de 2,5 cm. Jamais é tosado.

Cor: unicolores, preto, preto azulado, preto com insinuações em marrom e fulvo (dourado). Creme é aceitável porém, menos desejável.

Talhe: altura na cernelha, 47,5 a 57,5 cm.

Faltas: qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta, e penalizada na exata proporção de sua gravidade.

Nota: os machos devem apresentar os dois testículos, visivelmente normais, bem acomodados na bolsa escrotal.

Características

Tamanho: Mediano
Peso do macho:
 24-29 kg
Peso da fêmea: 18-24 kg
Altura: 46-51 cm na cernelha
Altura ao garrote machos: 
De 40 a 51 cm
Peso machos: Aprox. 20 kg
Altura ao garrote fêmeas: De 40 a 51 cm
Peso fêmeas: Aproximadamente 20 kg
Utilização:
 Segurança, defesa, companhia
Temperamento: Calmo, Leal, Independente
Pelo:
 Possui pelagem curta e dura, sem subpelo.
Cor: Todas as cores sólidas são aceitas exceto o branco.
Expectativa de vida:
 9-11 anos

Classificação

Nome da raça: Shar-Pei
Nome de origem: 
Shar-Pei
País de origem:
 Ásia, China
Grupo 2: 
Cães de tipo pinscher e schnauzer, molossoides, cães montanheses e boieiros suíços
Seção 2: Molossos, tipo Dogue

Shar-Pei – Fotos

Fonte: www.racoeslourenco.hpg.ig.com.br/animais2.clix.pt/www.astaroth.vet.br/www.akc.org/bowwowinsurance.com.au/www.vet.cornell.edu

 

 

 

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