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Cavalo Berbere

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O Berbere perde apenas para o Árabe como um dos fundadores da população eqüina no globo. O cavalo Espanhol, dele derivado, serviu de base às principais raças européias e a muitas das americanas. O Berbere desempenhou também papel na evolução do Thoroughbred inglês (PSI).

Criação

A raça é originária de Marrocos, na África do norte. Acredita-se que se tenha formado de cavalos selvagens sobreviventes da era glacial. Se isso for exato, o Berbere é tão antigo quanto o Árabe. Em algum momento da evolução, deve ter recebido uma infusão de sangue Árabe, mas a sua conformação nada deve ao ideal Árabe – o que indica a existência de um gene poderoso, maciçamente dominante.

Nos últimos anos tem havido um grande refinamento do Berbere tradicional – montaria suprema dos cavaleiros Berberes que tiveram parte tão saliente nas conquistas muçulmanas na Idade Média. Embora não haja respostas definitiva à controvertida questão da origem do cavalo Berbere, é pacífico existirem diferenças fundamentais entre o Berbere e o Árabe.

Características

O Berbere não impressiona à primeira vista: tem a garupa caída, a cauda de implantação muito baixa, e uma cabeça sem nada de especial, com formação craniana que se assemelha a dos cavalos primitivos. O perfil é reto, e o chanfro às vezes, romano.

Não obstante, a resistência e o vigor do Berbere são ilimitado, indicando uma disposição à toda prova. É cavalo de excepcional agilidade, capaz de cobrir com grande velocidade distancias curtas.

Altura

Cerca 1,50m.

Cores

Tordilho, castanho, alazão

Usos

Sela

Fonte: www.felipex.com.br

Cavalo Berbere

HISTÓRICO

O cavalo Berbere, Barbo ou Norte-Africano é de origem antiga no litoral do norte da África, para onde foram trazidos seus antepassados há muitos séculos, do planalto central asiático, possivelmente pelos protomongóis.

Sem dúvida, os maometanos, nas suas conquistas, trouxeram para a mesma região o Árabe que com ele se misturou. Assim cruzado, ou, melhor, mais ou menos cruzado, foi introduzido na Península Ibérica e trazido para o Brasil, onde formou o maior contingente de nosso cavalo comum.

Na Espanha, contribuiu para a formação do Andaluz. Teve grande participação na formação do Puro sangue-inglês. Encontra-se no Egito, Líbia, Trípoli, Argélia, Marrocos, sob a denominação de Berberisco.

Tamanho médio de 1.40m a 1.60m com peso de 400 kg a 500 kg.

Pelagem – Na ordem decrescente, o tordilho, o castanho, o alazão, o negro, etc. As crinas são finas e abundantes.

Cabeça bem proporcionada, levemente longa, bem posta, um pouco acarneirada. Seu chanfro é mais longo que o do Árabe, com belo focinho, narinas finas e dilatadas. A fronte é longa e estreita. As orelhas são um pouco compridas, aveludadas e atentas. As órbitas pouco salientes e com olhos expressivos e inteligentes, não proeminentes. As ganachas são grossas e espaçadas.

Pescoço proporcionado, piramidal, mais musculoso que o do Árabe, porém reto, não rodado, com crinas abundantes, onduladas e sedosas.

Corpo curto é menos harmonioso e vistoso que o do Árabe, mais estreito, com cernêlha bem feita, alta e larga. O dorso é direito, o rim curto, reto, às vezes convexo, a garupa curta, estreita, angulosa e um pouco caída. A cauda é baixa, com abundantes e suaves crinas. Seu peito é cerrado, as espáduas longas, menos oblíquas que no Árabe. Costelas pouco arcadas, mas longas, afastadas, dando um tórax profundo.

Cavalo Berbere

Membros – são mais compridos que os do Árabe, fortes, pouco musculados, com tendões pouco pronunciados, articulações um pouco estreitas, a parte posterior do joelho são fracas e aproximadas. As quartelas são longas e os cascos pequenos e sólidos.

APTIDÕES E OUTRAS QUALIDADES

O Berbere é um cavalo de sela sem a harmonia e a distinção do Árabe, apresentando as mesmas qualidades de resistência, sobriedade, força e mansidão. É menos nervoso que o Árabe, mas suficientemente vivo e enérgico quando solicitado.

Na França suas colônias foram consideradas o melhor cavalo militar. É excelente corredor no galope e no trote. Secundariamente presta-se para tiro leve. Contribui na formação dos Trotadores.
Seu interesse para nós mais histórico e científico, visto ter contribuído em grande parte para a formação de nossos cavalos comuns e raças nacionais melhoradas. Todas as raças de cavalos de sela européias têm um pouco de seu sangue, inclusive o andaluz (espanhol) e sua variedade portuguesa, o Atler, que contribuíram para a formação das mais belas raças nacionais.

Associação Brasileira dos Criadores de Cavalos Berbere

Fonte: expoanimais.com.br

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