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Mastim Napolitano

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Um cão imponente, robusto e protetor

O Mastim Napolitano é um cão de guarda de porte grande e aparência imponente. Tem um aspecto maciço, forte e robusto, chega a impressionar. A cabeça é grande, cheia de pregas e rugas. O peito é largo e bem desenvolvido.

Este cão tem um temperamento balanceado, exigindo do proprietário a imposição de posturas e limites, e preferencialmente adestramento profissional.Demonstra uma devoção extrema ao seu proprietário, se tornando uma excelente companhia.

É muito forte, porém não é agressivo. O impacto da mordida é de 2.500 kg a 3.000 kg e chega a separar o osso. Além disso, é leal e protetor, atacando apenas sob comando. Pesa entre 50kg a 70kg no padrão e existem ótimos exemplares com aproximadamente 100kg.A sua altura varia entre 65 e 75 cm.

A pelagem é densa, de textura áspera nas cores preto, azul, cinza, marrom e tigrado. Quando nasce, um Mastim Napolitano pesa, em média, meio quilo. E, após dois meses, esse peso já ultrapassa os 12 kg. Quando atinge seu peso ideal, por volta dos 3 anos, este cão chega a comer quase 4 kg de ração todos os dias.

Origem e História

Acredita-se que o Mastim Napolitano descenda diretamente do Molosso Romano, um cão utilizado pelas tropas romanas em sua conquista do mundo.

Existem duas correntes de cinófilos que tentam esclarecer a origem do Mastim Napolitano. Uma dessas correntes acredita que os primeiros Mastins ou Mastiffs asiáticos tenham sido trazidos à Grécia por Alexandre, o Grande, sendo então utilizados pelos romanos exaustivamente em combates e guarda.

Outra teoria diz que os ancestrais do Mastim Napolitano chegaram à Inglaterra trazidos pelos fenícios e de lá se espalharam pela Europa.

Mantido quase isolado na região da Campânia, Itália, o padrão do Mastim Napolitano se manteve quase inalterado. Em 1949, o Ente Nazionale Cinofilo Italiano reconheceu oficialmente a raça.

Fonte: www.petfriends.com.br

Mastim Napolitano

História da Raça

Mastim Napolitano

Este é um pequeno resumo, da origem do Mastim e história da raça. Na Itália é conhecido como Mastino Napoletano, aqui traduzindo para o nosso idioma o trataremos de Mastim Napolitano, como nos Estados Unidos o tratam dea Neopolitan Mastiff, na França de Mastim a Nâmples, na Espanha de Mastín Napolitano.

Todos os grandes entendidos em matéria de Mastim, como queiram, sabem sobepojamente das divergências teorias a respeito de sua origem . Muito já foi escrito a fim de se provar qual dos animais é de procedência mais antiga, o Mastiff ou o Mastim. Constata-se que em 1.946, durante exposição canina na esplendorosa cidade de Nápoles, juízes e espectadores quedaram abismados com a aparição de oito imponentíssimos Mastins Napolitanos.

Com o aparecimento daquelas singulares figuras constituía grande novidade, houve um grande reboliço entre elas . Apesar de o fato constituir novidade no momento, os cinófilos ficaram sabendo que a existência destes belos exemplares não era tanta novidade assim, uma vez que representantes daquela raça de há muito abundavam pelas pragas napolitanas. Estes cães seriam chamados então de Mastins, também conhecidos como Molossos Italianos, constando como sendo de existência assaz remota. Para alguns entendidos, eles poderiam ser até descendentes diretos dos Molossos tão apreciados pelos gregos e pelos romanos.

Poderiam também ser descendentes dos Molosssos Romanos cruzados com os combativos cães bretões, que os romanos teriam apanhado em suas andanças . Além destas probabilidades, há de se considerar que estes possam ter sido transportados pelos Fenícios até as costas da Itália, isto em tempos remotíssimos. Dentro desta hipótese, prevalecem as teorias que dizem que os Mastins sejam mais velhos que os Mastiffs.

Assim, o Mastim teria primeiramente se espalhado pela região onde fica a Itália para depois ser exportado para a Ilha Britânica. Em todo o caso, no que concerne á origem propriamente dita, qualquer que seja a hipótese aventada, temos que procurar a origem do Mastim do Tibet. Por outro lado, existem certos especialistas que defendem a hipótese de este animal ser proveniente da Europa mesmo e que esta raça antiga que é mencionada seja uma outra. Para reforçar a hipótese da origem do Mastim da Itália, existe uma descrição feita por um indivíduo de nome Columella, onde ele atesta a existência de um animal dotado das características do Mastim de uma roupagem completamente escura.

Mastim Napolitano

Além deste animal de coloração preta, existia também um outro de coloração branca. A respeito da cor deste animal de pelagem escura, diz o escritor que durante o dia o elemento inspirava medo ao eventual ladrão e a noite o cão podia agir despercebidamente sem que nenhum atacante pude-se pressentir sua presença, confundindo-o com a escuridão. A história do aparecimento do Mastim nos leva de volta a muitos séculos antes da vinda de Cristo.

Mastim Napolitano

Os egípcios nutriam grande admiração por este tipo de animal. Alexandre o Grande e mais tarde Xeres foram proprietários de Mastins. Mais uma vez citando os conhecidos Fenícios, estes em suas maratonas marítimas transportaram muitos destes animais também para a Pérsia, Assíria, Índia e Himalaia. Mais tarde, os romanos simpatizaram com este elementos e passaram a utiliza-los nas arenas para participarem de sangrentos combates com leões ou mesmo para trucidar cristãos. Aproximadamente entre o período de 200 A.C. até 400 anos mais tarde, este animal passou a ser denominado de Molasser. Este animal, além de servir na função acima citada, também era utilizado em lutas contra outros Mastins e foram por longos anos utilizados nas guerras.Muitos foram os imperadores que tiveram um deste elementos junto a eles durante as suas campanhas guerreiras. Este cão era devidamente treinado e ensinado a dar combate a guerreiros, de tal forma que, quando ele atacava uma divisão inimiga, espalhava o terror e a destruição.

Além de possuir todo aquele corpo avantajado e pesado, costumavam colocar-lhes coleiras com pontas de ferro para ferir os inimigos. Inúmeras condecorações foram concedidas a família Mastim ao longo dos séculos. Entre várias batalhas em que este animal foi empregado, temos a citar por exemplo a invasão da Helvetia pela legiões romanas. Uma delas teria ocorrido por volta de um século A.C. A segunda guerra em que também participou este animal foi alguns séculos D.C. É evidente que neste ínterim ele participou de muitas outras batalhas.

Não é fácil chegar-se a uma conclusão a respeito dos verdadeiros caminhos trilhados pelo Mastim Napolitano até assumir as formas e a estabilidade de que ele desfruta em nossos dias.

Fonte: www.mastim.com.br

Mastim Napolitano

GIGANTESCO MASTIM NAPOLITANO

Mastim Napolitano
Mastim Napolitano

Enorme e massudo. Assim deve ser o Mastim Napolitano. Conheça as regras para tanto físico.

Ele é um dos pesos pesados entre os cães. Dos poucos que se denominam como raça gigante. O Mastim Napolitano já vem ao mundo superdotado e sua multiplicação de peso é surpreendente. Nasce em média com 500 gramas e aos 2 meses – acredite se quiser – gira em torno de 12 kg. Com meio ano de vida, pode beirar 50 quilos, bem mais que um Pastor Alemão adulto. Agora, imagine a quantidade de cálcio e vitaminas necessárias para acompanhar um desenvolvimento destes! As doses diárias são o dobro em relação às indicadas para raças como o Rottweiler e o próprio Pastor. Este brutamontes só atinge seu peso máximo por volta dos 3 anos. Nesta fase, chega a comer – pasmem – quase 3 quilos de uma boa ração por dia.

Mas, afinal qual é o tamanho de um Mastim Napolitano quando chega ao auge? O objetivo da criação do Mastim é um cão largo, muito forte e não pernalta e esguio. Lurdes Souza, do Canil Di Piazza, em Valinhos – SP, afirma: “certamente um cão muito alto tende a ser estreito e perde o aspecto poderoso”. Porém, em relação ao peso, o padrão ressalta inúmeras vezes a importância de uma superossatura e musculatura bastante desenvolvida. Resultado: no mundo, os criadores lutam pelos exemplares bem robustos, com peito largo e pernas grossas. Os cães de destaque respeitam fielmente a altura pedida pelo padrão – até 77 centímetros para os machos – mas, superam em muito a marca dos 70 quilos, que também é delimitada. Os exemplares italianos, tidos como os melhores do planeta, têm uma média de 85 quilos, sendo que há alguns ótimos que beiram os 100. O italiano Guido Vandoni, juiz, criador e autor de vários livros sobre a raça, comenta que o bom Mastim deve ultrapassar o peso estabelecido, para não ter o peito estreito e um físico de aparência geral menos poderosa. Tanto que, no Brasil, a maioria dos Mastins está no peso do padrão e é considerada pouco encorpada pelos criadores nacionais e estrangeiros que vêm ao País. Não se pode negar a melhora do poderio físico do plantel nacional, mas ainda há um bom caminho para chegarmos ao ideal. “Há cinco anos a média dos machos era de apenas 50 quilos”, conta Marco Antonio Mota do Canil Montes Calabria, de Recife – PE. “Hoje subimos para uma média de 70 e há ainda uma minoria que fica acima disto”. Nos EUA, a raça não é reconhecida pelo American Kennel Club, mas há um clube especializado que tem o seu próprio padrão. Lá, não há limite máximo para o peso. É comum até que os canis americanos anunciem em revistas especializadas, ressaltando o superpeso dos seus cães.

CABEÇÃO

O Mastim Napolitano tem nada mais nada menos que a maior cabeça da espécie canina. Seu aspecto é tão peculiar que é considerada a característica mais importante na raça. O crânio é extremamente largo e achatado entre as orelhas. O focinho muito grosso e curto colabora ainda mais para a aparência gigante. Sem falar das rugas abundantes e da pele solta ao redor do pescoço (barbelas), que lhe dão um ar feroz e primitivo. No meio de tantas rugas, há uma que é considerada marca registrada e um bom exemplar em tê-la: é aquela que sai da altura dos olhos e vai até o canto da boca, formando uma expressão para lá de carrancuda.

No Brasil, há muitos cães com cabeças atípicas. Nelson Iervolino , do Canil Di Iervolino, em São José do Rio Preto- SP, e que também tem um canil na Itália, comenta que apesar da melhora brasileira nos últimos anos, ainda predominam as cabeças pequenas, com focinho longo e poucas rugas.

Mesmo que não sejam armas infalíveis, há algumas dicas para escolher um filhote com boas chances de ficar com uma cabeça como manda o figurino. Para começar, descarte o que tiver mancha branca: é desqualificante pelo padrão. Dê preferência ao de cabeça maior e mais enrugada. Quanto mais curto for o focinho, melhor. Caso seja longo, a pele tende a esticar com o crescimento e adeus rugas. Saiba ainda que estas se apresentam de quatro jeitos diferentes no filhote. Primeiro, há o que nasce com quase nenhuma – este nunca as terá em abundância . Segundo, o que nasce com elas, mas depois as perde para sempre – tendência maior dos focinhudos. Terceiro, o que nasce com rugas, as perde e mais tarde, entre 7 meses e um ano, fica enrugado de novo. Por último, o ideal, que nasce enrugado e assim permanece. O que determina estes “tipos” é a linhagem. Portanto, só tendo conhecimento de ancestrais e também de outros descendentes dos pais da ninhada é que as chances de fazer uma boa escolha aumentam.

É importante que o nariz (trufa) seja escuro, caso contrário é sinal de despigmentação e o padrão desqualifica. Os olhos podem ser azuis até os seis meses, mas depois devem escurecer, acompanhando a cor da pelagem.

HISTÓRIA

O Mastim Napolitano descende do grande molosso romano, descrito no século 1 no livro De Re Rustica. Foi difundido em toda a Europa pelas legiões do império romano, ao lado das quais combateu. Contribuiu na formação de diversas raças de mastins em vários países da Europa. Conservou-se ao longo de vários séculos na região de Nápoles e arredores. O nome Mastim Napolitano surgiu em 1947, quando a raça passou a ser resselecionada. Em 1949, foi reconhecida oficialmente na Itália.

FCI/CBKC e II Mastino Napoletano.

BOM TRATO

Para manter o seu gigante saudável, alguns cuidados devem ser tomados. Antes de mais nada, certifique-se que os pais do filhote não têm displasia coxo-femural. Como a criação brasileira de Mastim não faz o controle da doença através da tradicional chapa radiográfica, ou você faz um acordo com o proprietário do pai e da mãe para que a façam ou, pelo menos, informe-se sobre o estado de saúde deles e de filhos de outras ninhadas. Raças que crescem muito rápido têm mais chances de ficarem descalcificadas, conseqüentemente o cão fica manco e com o aspecto “torto”. Não bobeie! Além da ração de primeira qualidade, faça um acompanhamento passo a passo com o seu veterinário. Certifique-se que as dosagens de cálcio e vitaminas estão acompanhando o aumento de peso. É importante que o cão esteja sem vermes, para absorver bem os nutrientes. O chão no qual vive deve ser áspero sob pena de deixá-lo com problemas de postura. Comilão por natureza, o Mastim tem tendência à obesidade. Não dê mais comida do que o necessário e exercite-o diariamente, com caminhadas de trinta minutos.

O aumento excessivo do volume estomacal pode favorecer a torção gástrica. Percebe-se quando a barriga incha muito. O único tratamento é a cirurgia e, mesmo assim, tem que ser feita em até duas horas – na maioria dos casos é fatal, pois, até o dono perceber e levá-lo ao veterinário, já foi. Aí, é preciso duas cautelas: primeiro, não permita que o cão faça esforços físicos bruscos por no mínimo um hora depois de comer. Segundo, cuidado com a alimentação. Não dê apenas uma refeição ao dia, divida, em duas ou três, a quantidade total. Caso você dê ração seca, a sede pode fazê-lo beber muita água, o que é arriscado. Portanto, suspenda a água por uma hora.

O tipão enrugado do Mastim também merece cuidados. As pálpebras caídas expõem a conjuntiva e propiciam infecções oculares. Limpe diariamente os olhos com água boricada para evitar problemas sérios que podem exigir até cirurgias. Dermatites também são mais freqüentes em raças que têm rugas. Seque bem o cão após o banho ou exposição à chuva. Entre os 6 a 12 meses, a grande produção hormonal aumenta as chances de acne. Como prevenção, passe semanalmente um pano com álcool ou vinagre.

PADRÃO OFICIAL

CBKC n° 197a de 11/4/94
FCI n° 197f De 19/11/91
País de origem: Itália (Nápolis).
Nome no país de origem: Mastino Napolitano.
Aparência geral: de porte grande e com formação de um braquimorfo, cujo comprimento do tronco é maior que a altura na cernelha.
Proporções importantes:
Altura na cernelha: machos de 65 a 73cm; fêmeas de 60 a 68 cm (o clube especializado da raça na Itália informou a Cães & Cia que a medida 73 cm para machos está errada, valendo os dados do item Talhe)
Comprimento do tronco: 10% maior que a altura na cernelha.
Cabeça: 30% da altura, aproximadamente.
Relação crânio-focinho: 2 por 1
Comportamento e caráter: caráter firme, leal, sem ser mordaz ou agressivo, injustificadamente, defensor da propriedade e das pessoas assumindo sempre um comportamento vigilante, inteligente, nobre e majestoso.
Cabeça: braquicefálica, massuda, com o crânio largo na altura dos zigomas; seu comprimento total atinge cerca de 30 % da altura na cernelha. Pele abundante com rugas e pregas, das quais, partindo do canto distal externo da pálpebra, surge uma prega típica e bem marcada indo até a comissura labial. As linhas superiores do crânio e do focinho são paralelas.
Crânio: largo e achatado, particularmente entre as orelhas e ligeiramente convexo na região anterior. A arcadas zigomáticas são muito pronunciadas, mas com músculos planos. A largura é maior que 50 % do comprimento total da cabeça. As arcadas superciliares são muito desenvolvidas, a sutura metópica é marcada, a apófise occipital apenas marcada.

Região Facial

Trufa: sobre a mesma linha da cana nasal sem projetar-se além da linha anterior dos lábios; deve ser volumosa com narinas grandes e bem abertas. A pigmentação acompanha a da pelagem: preta nos exemplares pretos, escura nos de outras cores e marrons nos de pelagem mogno.

Focinho: muito largo e profundo, seu comprimento corresponde ao da cana nasal, sendo próximo a 33% do comprimento total da cabeça. As faces laterais são paralelas, de maneira que, visto de frente, dá ao focinho uma forma, praticamente, quadrada.

Lábios: de pele pesada, espessa e abundante. Visto de frente, os lábios superiores formam um “V” invertido. A linha inferior do focinho é formada pelo contorno do lábio superior .Sendo o ponto mais baixo a comissura labial, situada na vertical do canto esterno do olho, com as mucosas visíveis.

Maxilares: forte, com ossos mandibulares bem robustos e arcadas dentárias perfeitamente encaixadas. A mandíbula deve ser bem larga com incisivos alinhados.

Dentes: brancos, bem desenvolvidos, regularmente alinhados e numericamente completos. Os incisivos do maxilar tocam com sua face posterior, a face anterior dos incisivos da mandíbula (mordedura em tesoura).

Olhos: de inserção frontal, bem afastados e ligeiramente aprofundados, com o contorno das pálpebras tendendo ao redondo. A cor íris acompanha a cor da pelagem.

Orelhas: em relação do talhe do cão, são pequenas, de formato triangular, inseridas acima das arcadas zigomáticas. Quando inteiras, são achatadas e portadas pendentes e rentes às faces; quando operadas formam um triângulo quase equilátero.

PESCOÇO

Perfil: linha superior levemente arqueada.

Comprimento: em torno de 28% da altura da cernelha.

Forma: de tronco de cone e bem musculado, o perímetro, na metade do seu comprimento, é igual a 80% da altura na cernelha.

Pele: a linha inferior do pescoço é rica em peles soltas que formam uma barbela dupla, menos abundante, começa logo atrás da mandíbula e termina na metade do comprimento do pescoço.

Tronco: o comprimento do tronco ultrapassa a altura na cernelha em 10 %.

Linha Superior: a linha superior do dorso é reta onde a cernelha se apresenta larga, longa e não muito elevada.

Dorso: largo de comprimento em torno de 33% da altura da cernelha. A região lombar deve fundir-se harmoniosamente com o dorso, pela musculatura de largura bem desenvolvida. Caixa torácica ampla, com costelas longas e bem arqueadas. O perímetro torácico ultrapassa em 25% a altura na cernelha. (altura + 25%).

Garupa: larga, robusta e bem musculada. Com angulação em torno de 30°. Comprimento igual a 30% da altura na cernelha. Ancas proeminentes a ponto de alcançar a linha superior do lombo.

Peito: largo, amplo com os músculos peitorais bem desenvolvidos. A largura está em relação direta com a do tórax atingindo os 40% a 45% da altura na cernelha. A ponta do esterno está situada no mesmo nível da ponta do ombro.

Cauda: com base larga, grossa na raiz; robusta, adelgando-se ligeiramente, para a ponta. O comprimento atinge o nível dos jarretes. Amputada, a cerca de 66% do seu comprimento, portanto permanece 33%. Em repouso é portada pendente e em cimitarra; em movimento, eleva-se até a horizontal, ou um pouco mais alto do dorso.

Membros anteriores: em conjunto, os aprumos vistos de qualquer ângulo são verticais com uma ossatura robusta e bem proporcionada.

Ombros: de comprimento em torno de 30% da altura na cernelha fazendo um ângulo de 50° a 60° com a horizontal. A musculatura é bem desenvolvida com músculos longos e bem contornados. O ângulo da articulação escápulo-humeral é de 105° a 115°.

Cotovelos: abundantemente revestidos por uma pele frouxa, trabalhando moderadamente ajustados à parede torácica.

Antebraços: de comprimento quase igual ao do braço em posição perfeitamente vertical, dotado de uma ossatura robusta e de uma musculatura seca e bem desenvolvida.

Corpo: articulado na vertical do antebraço,bem largo, seco e liso.

Metacarpo: chato, articulado, no prumo do antebraço. Inclinado em torno de 70° a 75° com a horizontal. De comprimento aproximado de 16,5% do comprimento do membro, do solo ao cotovelo.

Pata: redonda, volumosa, com os dedos bem arqueados e bem fechados. Almofadas plantares secas, solas duras e bem pigmentadas. Unhas fortes, recurvadas e escuras.

Membros posteriores: no conjunto são robustos e poderosos, cuja proporção assegura a propulsão necessária ao movimento.

Coxa: medindo 33% da altura na cernelha fazendo um ângulo em torno de 60° com a horizontal. Larga com músculos grossos e prominentes, claramente evidenciados. Angulação coxo-femoral é de 90º.
Pernas: de comprimento um pouco inferior ao da coxa e anguladas de 50° a 55°, dotada de robusta ossatura e musculatura bem modelada.

Joelhos: angulação femoro-tibial em torno de 110° a 115°.

Jarretes: bem longos em relação às pernas, de comprimento igual a 25% da altura na cernelha; angulação tibio-tarsiana em torno de 140° a 145°.

Metatarso: robusto e seco, de forma quase cilíndrica; e perfeitamente a prumo. De comprimento em torno de 25 % da altura na cernelha. Ergôs, eventualmente presentes deverão ser amputados.

Pata: menor que a dos anteriores, redondas com dedos fechados. Almofadas plantares secas, duras e pigmentadas. Unhas fortes, recurvadas e escuras.

Movimentação: constitui uma das características típicas da raça. A passo é indolente, lento, semelhante ao do urso. O trote é caracterizado por uma forte propulsão dos posteriores e um bom alcance dos anteriores. O Mastim Napolitano raramente galopa.Andadura preferida: passo e trote. O chouto é tolerado.

Pele: espessa, abundante e solta em todo o corpo, particularmente, na cabeça onde desenha numerosas pregas ou rugas, e na linha inferior do pescoço, aonde forma barbela.

Pêlo: brilhante, denso; todos de igual comprimento, no máximo 1,5cm, uniformemente liso e fino. Sem apresentar qualquer início de franja.

Cor: de preferência cinza, cinza-chumbo e preto, com eventuais pequenas manchas brancas no centro do antepeito e na ponta dos dedos como também, mogno, fulvo e fulvo avermelhado (cervo). Todas as cores podem ser tigradas. O avelã, cor de rola (rolinha) e isabela.

Talhe: altura na cernelha: machos 65 a 75 cm e fêmeas 60 a 68 cm, com uma tolerância de mais ou menos 2 cm.

Peso: machos 60 a 70 quilos; fêmeas 50 a 60 quilos.

Faltas: qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.

Faltas que desqualificam para o julgamento: (no exame preliminar): prognatismo pronunciado (inferior); cauda enrolada; altura fora dos limites tolerados.

Desqualificações

retrognatismo ( prognatismo superior);

convergência ou divergência acentuada das linhas crânio e focinho;

cana nasal côncova ou muito arqueada;

despigmentação total da trufa;

despigmentação total da orla das duas pálpebras;

estrabismo bilateral;

ausência de rugas, pregas ou barbelas;

monorquidismo, criptorquidismo;

anurismo (ausência de cauda), braquiurismo (cauda curta); congênito ou adquirido;

manchas brancas muito extensas;

manchas brancas na cabeça.

NOTA

Os machos devem apresentar dois testículos de aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.

Fonte: www.petbrazil.com.br

Mastim Napolitano

Mastim Napolitano
Mastim Napolitano

Tipo de Pêlo

Curto, espesso, brilhante e uniforme. As cores em que pode ser visto são o preto, o cinzento, o tigrado, o chumbo e o aloirado. Pode ter manchas brancas no peito ou nos dedos.

Temperamento

Apesar do seu aspecto rude e colossal, o Mastim é um cão pacífico, bastante dócil, corajoso e fiel ao dono.

Introdução

A palavra mastim, em latim massivus , significa maciço. É uma boa descrição para este cão de grande porte, colossal e imponente. A sua cabeça é grande, maciça e esférica, com um crânio largo e achatado. Possui uma barbela que pende desde o maxilar inferior até cerca de meio do pescoço. Os lábios superiores são pendentes e cobrem os inferiores. Os olhos são em forma de diamante devido às pregas de pele que lhe caiem da testa, a cor deve ser em conformidade com a cor da pelagem. As orelhas são cortadas em triângulo (tradicionalmente em Itália) e revestidas por uma pelagem macia. O pescoço é curto, largo e robusto, o peito forte e entroncado e o dorso largo e musculoso. Os membros são fortes e de aspecto sólido. A cauda é grossa e de raiz baixa, e segundo a tradição deve ser amputada em dois terços.

Observações

O mastim é um cão que necessita de fazer bastante exercício para manter a boa forma, sendo adequado para a vida em jardim. Se for treinado para tal, é um perfeito guardião da casa.

Fonte: animais2.clix.pt

Mastino Napolitan

Um cão avassalador

História da Raça Mastino Napoletano

AS ORIGENS E A UTILIZAÇÃO

As origens do MASTINO NAPOLETANO, descendem de cães de combate, que eram conhecidos na época como MOLOSSOS DE ÉPIRO, os quais eram fornecidos aos Impérios para que desempenhassem funções de guerra e combate. Trata-se talvez, da estirpe mais antiga de cães, pois têm-se conhecimento da existência de gravuras, esculturas e estátuas datadas de 2000 Antes de Cristo.

OS MOLOSSOS desta época possuíam um fenótipo mais ou menos semelhante aos atuais MASTINO NAPOLETANOS, porém aqueles da época, eram maiores, mas a principal diferença estava no modo como eram criados e na maneira como eram utilizados.

Os grandes impérios (Romano, Grego e Assírio), que eram os maiores guerreiros da época, faziam e tinham nestes cães verdadeiras máquinas de guerra; os MOLOSSOS iam à frente dos exércitos munidos de coleiras com ferros pontiagudos, destruindo tudo que encontravam pela frente, dilacerando guerreiros e cavalos inimigos deixando atrás de si um rastro de sangue e destruição. Ao final das batalhas, recebiam condecorações de Generais e Imperadores.

Este MOLOSSO se destinava ainda a outros tipos de atividades, eram usados nas arenas para combate com leões, ursos e cães de outros tipos, os quais eram totalmente vencidos e trucidados pelos MOLOSSOS.

COMO ERAM CRIADOS E TREINADOS

Toda esta ferocidade era conseguida pela maneira como eram criados e treinados, pois desde quando eram desmamados, separavam-se os machos, que eram treinados para o combate, das fêmeas, que eram conservadas para manter o prantel.

Os machos tinham suas orelhas e caudas amputadas e desde filhotes eram alimentados apenas com carne crua, que era jogada para eles, fazendo com que já tivessem que lutar para conseguirem se alimentar e começassem a aguçar o gosto pela luta. Os mais fracos não conseguiam comer e morriam, isto acontecendo, eram jogados como alimento a outros cães; os filhotes que tinham forças para lutar travavam verdadeiras batalhas e caso algum se ferisse gravemente, também eram comido pelos demais. A partir dos cinco ou seis meses era fornecido habitualmente sangue para beber, o que lhes despertava ainda mais o instinto de matar.

As fêmeas da raça, eram usadas exclusivamente para e reprodução; não iam às batalhas, não tinham orelhas e caudas amputadas e nem o mínimo contato com as pessoas, somente conheciam seus treinadores e à eles dedicavam um carinho muito especial. Elas viviam em abrigos subterrâneos e nunca viam a luz do sol, por isso em poucos anos já se encontravam totalmente descalcificadas e praticamente inúteis, devido à total falta de raios solares, quando morriam, serviam de pasto a outros animais. Em contrapartida, os machos cresciam fortes e saudáveis, pois comiam carne e bebiam muito sangue, além dos constantes exercícios que lhes eram ministrados.

Ser treinador de um MOLOSSO DE ÉPIRO era um cargo muito importante, pois somente à estas pessoas os cães obedeciam e à elas devotavam sua fidelidade e até a própria vida.

Durante séculos foi assim a trajetória dos MOLOSSOS e depois de tantas lutas e extermínio, esta cepa de nobres e valentes cães teria que declinar em processo de extinção e foi o que aconteceu.

O RESSURGIMENTO DA RAÇA E O NOVO NOME

Embora se trate, como já dissemos, de uma das mais antigas raça de cães, ela somente ressurgiu e passou a ser conhecida à partir deste século, durante uma exposição que se realizara em Castel del’Ovo, perto de Nápoles, no dia 12 de outubro de 1946, quando a atenção do público foi despertada para um grupo de oito imponentes cães de uma raça até então desconhecida, isto também chamou a atenção de um jovem Cinófilo chamado Piero Scanziani.

Tratava-se de oito Molossos provenientes das montanhas da Itália e dentre eles havia um que se destacava dos demais, chamava-se GUAGLIONE e era descendente direto dos antigos MOLOSSOS DE ÉPIRO, Piero Scanziani quis comprá-lo, porém foi em vão; à partir deste dia o Cinófilo passou a percorrer a região do Vesúvio e as montanhas da península em busca de novos exemplares, começou a adquirir fêmeas daquela raça tão admirada, e após muita luta conseguiu finalmente, em 1949, comprar GUAGLIONE e fez dele o primeiro campeão da raça e padrão VIVO, como definiu a revista “CANI”, a partir daí, deu início o ressurgimento da raça que passou a se chamar MASTINO NAPOLETANO, pois havia sido redescoberta na cidade italiana de Nápoles.

É um cão que chama a atenção, não pode passar desapercebido, mas o que o faz sobretudo fascinante é a idéia de força e de potência que brota do seu corpo, conjuntamente com um olhar calmo e suave. Tem musculatura potente e peito amplo, o que torna sua andadura particular, tranqüila e solta, não obstante o tamanho. O corpo, e mais ainda a cabeça, dão a impressão de um maciço, de uma estrutura excessivamente forte; os maxilares podem apertar como tornos. É contudo um cão tranqüilo, que ama preguiçar, não impulsivo nem agressivo sem razão; mas quando é necessário, sabe lutar como nenhum outro e intervir com decisão e grande coragem, protegendo seu dono e a família com determinação.

O Mastino sabe destinguir o mal-intencionado: é a característica que os Napoletanos identificam como “cussienza”, a inata sensibilidade ao perigo e a capacidade de reconhecer amigos e inimigos.

Durante o dia o elemento inspirava medo ao eventual ladrão e a noite o cão podia agir despercebidamente sem que nenhum ataque pude-se pressentir sua presença, confundindo-o com a escuridão.

É generoso com as crianças e com os pequenos cães; não lhe agrada entrar em briga sem razão; mas, se é provocado, coitado do imprudente, pois não deixa que violem a sua dignidade. Na guarda da casa, das lojas, das mercadorias, é o custódio mais feroz e mais ciumento, porque prefere morrer a permitir que sejam violadas as substâncias confiadas à sua vigilância”.

Temperamento e Como ele age na guarda

Eu diria que o Mastino tem temperamento muito forte. Desde filhotinho tem caráter firme e decidido, com poucos meses de vida, já reconhe-se o dono juntamente com seus familiares e olha com desconfiança para estranhos. A despeito de seu passado manchado de sangue, hoje o Mastino é um animal de vida pacata, servindo como mascote em muitos lares.

Ele se apresenta completamente devotado e obediente ao seu mestre. Consegue assimilar com facilidade tudo o que lhe for ministrado. O Mastino pode ser mantido quieto num canto o tempo todo que o seu dono o desejar. Da mesma forma que também atacará uma pessoa se o seu proprietário assim o determinar. Um verdadeiro Mastino não é do tipo espalhafatoso, encontrando-se constantemente em posição de descanso, somente se manifestando ou se movimentando de acordo com as ordens do seu mestre. Geralmente, a maioria dos Mastins se apresentam com um corpo bastante pesado e roliço. Somente a sua presença, com seu tamanho, grande massa muscular e seu olhar frio e altivo, já são suficientes para amedrontar o invasor.

Agora se o invasor mesmo assim insistir em entrar no seu território, prepare-se para um combate mortal, pois o Mastino lutará até o fim se for preciso, fazendo valer-se de toda sua história, e vida de combates. Quando mantido tão somente como cão de guarda, este elemento se mostra altamente eficiente, uma vez que necessita somente ficar postado á entrada do local e manter-se atento a qualquer eventualidade.

O verdadeiro Mastino, ao ver se aproximar um desconhecido, esperar-lo-ia ainda dar mais alguns passos, sempre sob sua vigilância, até encontrar-se em posição adequada para ataca-lo, posição esta que seu ataque é fulminante e certeiro, não dando a menor chance de defesa ou escapada ao inimigo. No universo canino existem certas raças, que se põe a latir tão logo divisam alguma pessoa estranha, com o Mastino é diferente, ele raramente late, fica sempre observando, como uma águia em uma montanha, soberano de si, esperando o momento certo e fatal.

Padrão

CBKC n.º 197a de 11/04/94

FCI n.º 197f DE 19/11/91

País de Origem: Itália (Nápolis).

Nome no país de origem: Mastino Napolitano.

Aparência geral: de porte grande e conformação de um braquimorfo, cujo comprimento do tronco é maior que a altura na cernelha.

Proporções importantes

Altura na cernelha: machos de 65 a 73 cm; fêmeas de 60 a 68 cm.(sendo que a medida de 73 cm para machos está errada, valendo os dados do item Talhe)

Comprimento do tronco: 10% maior que a altura na cernelha.

Cabeça: 30% da altura, aproximadamente.

Relação crânio-focinho: 2 por 1.

Comportamento e caráter: caráter firme, leal. sem ser mordaz ou agressivo injustificadamente, defensor da propriedades das pessoas assumindo sempre um comportamento vigilante, inteligente, nobre e majestoso.

Cabeça: braquicefálica, massuda, com o crânio largo na altura dos zigomas; seu comprimento total atinge cerca de 30% da altura na cernelha. Pele abundante com rugas e pregas, das quais, partindo do canto distal externo da pálpebra , surge uma prega típica e bem marcada indo até a comissura labial. As linhas superiores do crânio e do focinho são paralelas.

Crânio: largo e achatado, particularmente, entre as orelhas e ligeiramente convexo na região anterior. A arcadas zigomáticas são muito pronunciadas, mas com músculos planos. A largura é maior que 50% do comprimento total da cabeça. As arcadas superciliares são muito desenvolvidas, a sutura metópica é marcada, a apófise occipital apenas marcada.

Região facial

Trufa: sobre a mesma linha da cana nasal sem projetar-se além da linha anterior dos lábios; deve ser volumosa com narinas grandes e bem abertas. A pigmentação acompanha a cor da pelagem: preta nos exemplares pretos, escura nos de outras cores e marrom nos de pelagem mogno.

Focinho: muito largo e profundo, seu comprimento corresponde ao da cana nasal, sendo próximo a 33% do comprimento total da cabeça. As faces laterais são paralelas, de maneira que visto de frente, dá ao focinho uma forma, praticamente, quadrada.

Lábios: de pele pesada, espessa e abundante, visto de frente, os lábios superiores formam um “V” invertido. A linha inferior do focinho é formada pelo contorno do lábio superior. Sendo o ponto mais baixo a comissura labial, situada na vertical do canto esterno do olho, com as mucosas visíveis.

Maxilares: forte, com ossos mandibulares bem robustos e arcadas dentarias perfeitamente encaixadas. A mandíbula deve ser bem larga com incisivos alinhados.

Dentes: brancos, bem desenvolvidos, regularmente alinhados e numericamente completos. Os incisivos do maxilar tocam com sua face posterior, a face anterior dos incisivos da mandíbula (mordedura em tesoura).

Olhos: de inserção frontal, bem afastados e ligeiramente aprofundados, com contorno das pálpebras tendendo ao redondo. A cor da íris acompanha a cor da pelagem.

Orelhas: em relação do talhe do cão, são pequenas, de formato triangular, inseridas acima das arcadas zigomáticas. Quando inteiras, são achatadas e portadas pendentes e rentes às faces; quando operadas formam um triângulo quase equilátero.

Pescoço

Perfil: linha superior levemente arqueada.

Comprimento: em torno de 28% da altura da cernelha.

Forma: de tronco de cone e bem musculado, o perímetro, na metade de seu comprimento, é igual a 80% da altura na cernelha.

Pele: a linha inferior do pescoço é rica em peles soltas que formam uma barbela dupla, menos abundante, começa logo atrás da mandíbula e termina na metade do comprimento do pescoço.

Tronco: o comprimento do tronco ultrapassa a altura na cernelha em 10%.

Linha Superior: a linha superior do dorso é reta onde a cernelha se apresenta larga, longa e não muito elevada.

Dorso: largo de comprimento em torno de 33% da altura na cernelha, a região lombar deve fundir-se harmoniosamente com o dorso, pela musculatura de largura bem desenvolvida. Caixa torácica ampla, com costelas longas e bem arqueadas. O perímetro torácico ultrapassa em 25% a altura na cernelha. (altura+25%)

Garupa: larga, robusta e bem musculada. Com angulação em torno de 30o. Comprimento igual a 30% da altura na cernelha. Ancas proeminentes a ponto de alcançar a linha superior do lombo.

Peito: largo, amplo com os músculos peitorais bem desenvolvidos. A largura está em ralação direta com a do tórax atingindo os 40% a 45% da altura na cernelha. A ponta do esterno está situada no mesmo nível da ponta do ombro.

Cauda: com base larga, grossa na raiz; robusta, adelgando-se ligeiramente, para a ponta. O comprimento atinge o nível dos jarretes. Amputada, a cerca de 66% do seu comprimento, portanto pernanece 33%. Em repouso é portada pendente e em cimitarra; em movimento, eleva-se até a horizontal, ou um pouco mais alto do dorso.

Membros anteriores: em conjunto, os aprumos vistos de qualquer ângulo são verticais com uma ossatura robusta e bem proporcionada.

Ombros: de comprimento em torno de 30% da altura na cernelha fazendo um ângulo de 50o a 60o com a horizontal. A musculatura é bem desenvolvida com músculos longos e bem contornados. O ângulo da articulação escápulo-humeral é de 105o a 115o.

Cotovelos: abundantemente revestidos por uma pele frouxa, trabalhando moderadamente ajustados à parede torácica.

Antebraços: de comprimento quase igual ao do braço em posição perfeitamente vertical, dotado de uma ossatura robusta e de uma musculatura saca e bem desenvolvida.

Carpo: articulado na vertical do antebraço, bem largo, seco e liso.

Metacarpo: chato, articulado no prumo do antebraço. Inclinado em torno de 70o a 75o com a horizontal. De comprimento aproximado de 16,5% do comprimento do membro, do solo ao cotovelo.

Pata: redonda, volumosa, com os dedos bem arqueados e bem fechados. Almofadas plantares secas, solas duras e bem pigmentadas, unhas fortes, recurvadas e escuras.

Membros posteriores: no conjunto são robustos e poderosos, cuja proporção assegura a propulsão necessária ao movimento.

Coxa: medindo 33% da altura na cernelha fazendo com ângulo em torno de 60o com a horizontal. Larga com músculos grossos e prominentes, claramente evidenciados. Angulação coxo-femoral é de 90o.
Pernas: de comprimento um pouco inferior ao da coxa e anguladas de 50o a 55o, dotada de robusta ossatura e musculatura bem modelada.

Joelhos: angulação femoro-tibial em torno de 110o a 115o.

Jarretes: bem longos em relação às pernas, de comprimento igual a 25% da altura na cernelha; angulação tibio-tarsiana em torno de 140o a 145o.

Metatarso: robusto e seco, de forma quase cilíndrica; e perfeitamente a prumo. De comprimento em torno de 25% da altura no cernelha. Ergôs, eventualmente presentes deverão ser amputados.

Pata: menor que a dos anteriores, redondas, com dedos fechados. Almofadas plantares secas, duras e pigmentadas. Unhas fortes, recurvadas e escuras.

Movimentação: constitui uma das características típicas da raça. A passo é indolente, lento, semelhante ao do urso. O trote é caracterizado por uma forte propulsão dos posteriores e um bom alcance dos anteriores. O Mastim Napolitano raramente galopa. Andadura preferida: passo a trote. O chouto é tolerado.

Pele: espessa, abundante e solta em todo o corpo, particularmente, na cabeça onde desenha numerosas pregas ou rugas, e na linha inferior do pescoço, aonde forma barbelas.

Pêlo: brilhante, denso; todos de igual comprimento, no máximo 1,5 cm, uniformemente liso e fino. Sem apresentar qualquer início de franja.

Cor: de preferência cinza, cinza-chumbo e preto, com eventuais pequenas manchas brancas no centro do antepeito e na ponta dos dedos como também, mogno, fulvo, e fulvo avermelhado (cervo). Todas as cores podem ser tigradas. O avelã, cor de rola (rolinha) e isabela.
Talhe: altura na cernelha: machos 65 a 75 cm e fêmeas 60 a 68 cm, com uma tolerância de mais ou menos 2 cm.

Peso: machos 60 a 70 quilos; fêmeas 50 a 60 quilos.
Faltas: qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.
Faltas que desqualificam para o julgamento: (no exame preliminar): prognatismo pronunciado (inferior); cauda enrolada; altura fora dos limites tolerados.

Desqualificações

– retrognatismo (prognatismo superior);
– convergência ou divergência acentuada das linhas crânio e focinho;
– cana nasal côncava ou muito arqueada;
– despigmentação total da trufa;
– despigmentação total da orla das duas pálpebras;
– estrabismo bilateral;
– ausência de rugas, pregas ou barbelas;
– monorquidismo, criptorquidismo;
– anurismo (ausência de cauda), braquiurismo (cauda curta);
– congênito ou adquirido;
– manchas brancas muito extensas;
– manchas brancas na cabe

Nota: os machos devem apresentar dois testículos de aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.

CARACTERÍSTICAS DA RAÇA

Dono de um corpo forte, musculoso e de uma aparência que intimida e desencoraja qualquer invasor, o Mastim é um cão que alia agressividade com os estranhos a uma devoção absoluta ao seu dono, a quem defende em qualquer circusntâncias.

As vezes a gente fica observando-o de longe, imaginando no que ele estará pensando, sozinho no quintal, com aquele ar de superioridade. Imponente, grande, forte, corajoso, feio e ao mesmo tempo lindo, movimentação segura, tranquilidade……”parece um marechal!”

Para delimitar o território que lhe será destinado a guarda, ele fareja o local todo, durante os dois primeiros dias, marca os cantos com urina, circula sem correr pelo ambiente, ao qual se apega em demasia. Este grande apego ao dono e ao seu território, faz com que o Mastim demonstre uma profunda aversão a estranhos.

Uma característica notável do Mastim Napolitano é a expressão de ferocidade que assume quando se vê na incumbência de defender seu dono. “A expressão é aterradora! Ele levanta a cabeça e as orelhas, fica imponente, retesa os músculos.os olhos ficam mais brilhantes, e conforme a tensão ficam mais vermelhos devido ao aumento do fluxo de sangue.”

Doenças
Distúrbio Descrição Sintomas Conseq. Prevenção Tratamento
Hipertrofia da glândula lacrimal. Pálpebra inferior exposta inflama a glândula lacrimal. Bola vermelha com sangue no canto interno do olho. Glândula cresce até obstruir a visão do olho afetado. Manter os olhos limpos. Tratar bem das conjuntivites Cirurgia (em geral não perde a produção de lágrimas).
Conjuntivite Pálpebra inferior exposta inflama a conjuntiva. Piscar muito. Olho úmido e vermelho, corrimento ocular. Se não tratar; hipertrofia da glândula lacrimal. Opacidade da córnea. Limpar os olhos com água boricada. Aplicar colírio.
Hipo-calcemia. Ossos deformados por falta de cálcio. Articulações maiores. Desvio ósseo. Movimento difícil. Não tratado até o 7º mês: má locomoção, debilidade e deformação Dar só uma boa ração. Dos 4 aos 6 meses observá-lo melhor pois gasta mais cálcio. Suplementar a dieta com orientação veterinária.
Displasia coxo-femoral. Desgaste da articulação do fêmur e bacia. Hereditário. Mancar nas patas traseiras. Intolerância a exercícios. Forte dor local. Em caso grave, o cão não fica em pé. Ver raios X dos pais antes da compra. Não acasalar o portador. Combater os sintomas. Em caso grave, cirurgia.
Hipo-
tireoidismo
Baixa produção de hormônios pela glândula tireóide. Pele flácida, oleosa, rugosa e perda simétrica de pêlos. Cresce pouco. Pata achinela. Ligamento fraco. Fica Estéril. Não há. Suplementar hormônios com comprimido diário.
Entrópio. Rugas na cabeça fazem pálpebra virar. Pálpebra fechada. Lágrimas. Conjuntiva inflamada. Se não tratar: úlcera de córnea e cegueira. Não há. Cirurgia.
Acne. Rugas causam pele úmida, oleosa, causando a erupção. Pequena erupção cutânea, as vezes com pus. Coceira. Forma feridas facilita a infecção no local. Passar mistura de álcool, vinagre e água (1/3 de cada). Manter o local bem limpo. Aplicar pomada.
Torção gástrica. Torção no trato digestivo bloqueia o estômago que dilata até matar. Abdômem inchado. Respiração ofegante. Salivação intensa. Morte em poucas horas. Dividir refeições em 2 ou 3 por dia. Após a refeição, não fazer movimento brusco. Cirurgia, de imediato.

Fonte: www.mastino.hpg.ig.com.br

Mastino Napoletano

Mastim Napolitano
Mastim Napolitano

É um excelente cão de guarda, muito dócil com a família e insuperável guardião de propriedades.

O Mastino é um cão muito equilibrado dotado de um apurado discernimento entre o bem e o mal, o certo e o errado.

Trata-se de um molosso muito antigo, descendente provavelmente do Mastim do Tibete. Registros da época da Roma Antiga, catalogaram a existência de um cão que obedece as características descritivas do Mastino.
Estes cães eram usados para guarda das casas, devido ao seu tamanho e coloração do pêlo, que amedrontava os ladrões durante o dia, e passavam desapercebidos durante a noite.

No entanto, o Mastino, tal como o conhecemos hoje, foi apresentado à cinofilia em uma exposição na cidade de Nápoles no ano de 1946.

O pêlo é curto, denso e uniforme e a pele é solta. A altura varia de 65 à 72 cm. nos machos, e de 60 à 68 cm. nas fêmeas. O peso varia de 50 à 70 kg.

Fonte: www.gregorioadestrador.hpg.ig.com.br

Mastim Napolitano

Com certeza não é fácil e nem tampouco simples falar em poucas linhas sobre mais de quatro mil anos de história desta raça italiana. Das estatuetas de arte da Mesopotâmia , do Metropolitan Museum de Nova Iorque de 2000 anos antes de Cristo , até nosso Mastino Napoletano atual , a raça certamente evoluiu , mantendo entretanto inalteradas algumas de suas características tão peculiares que o fazem um verdadeiro ” unicum ” no vasto panorama mundial das raças caninas reconhecidas oficialmente.

Se de um lado é quase uma busca espasmódica para o redescobrimento , em diversos paises de raças autoctonas , de história mais recente em comparação ao Mastino Napoletano , existe um problema oposto , ou seja , de mantê-lo , melhorando-o como fizeram cuidadosamente os ” Mastinaros Partenopeus ” no decorrer dos séculos , que devemos agradecê-los por terem preservado este verdadeiro monumento histórico da cinofilia Italiana , que todo o mundo sente um pouco de inveja.

Sobre o Mastino Napoletano , existe uma riquíssima bibliografia italiana e estrangeira , em diversos tamanhos que nos dão um bom suporte iconográfico e historiográfico do período histórico de sua origem até nossos dias.

Entre todas as obras atuais existentes , aquela que trata com maior referência é com certeza a do Prof. Felice Cesarino ” Il Molosso , Viaggio intorno al Mastino Napoletano ” , editado pela Editora Fausto Fiorentino em 1995.

Sem voltarmos para épocas mais remotas , existem notícias concretas que os Sumários se dedicavam à criação de cães de grande porte e potência que eram utilizados seja em combates contra os inimigos ou em caçadas contra os grandes mamíferos como os leões. Suas características principais eram : cabeça possante e volumosa , com focinho curto e de grande potência ; membros fortes e possantes , suportados por uma ossatura de grande tamanho ; tronco forte e sólido de tamanho muito impressionante.

Este tipo de cão , de muita potência , devia encontrar suas origens mais remotas seguramente no Mastin do Tibet , que é o progenitor de todos os molossoides. Afirmação esta atestada por todos os grandes estudiosos da área.

Os Sumários , povo tão misterioso e ao mesmo tempo tão culto e evoluído , em suas migrações haveriam levado para a Mesopotâmia esta raça , que sucessivamente tiveram na região entre os rios Tigre e Eufrates tanta sorte e consideração para encontrar representações em diversos achados arqueológicos expostos hoje nos mais importantes museus do mundo. É sabido que na Mesopotâmia , 2000 anos antes de Cristo , existiam grandes centros habitados ( Eridu , Susa , Ur , Uruk só para citar os mais conhecidos ) nas quais eram criados estes grandes cães , utilizados sobretudo para defender a propriedade ( e também rebanhos ) dos ataques de leões que estavam presentes nesta época em todas estas regiões.

É óbvio portanto o interesse dos artistas da época por este cão que por suas ações entravam nas lendas populares. É desta época portanto que são feitas as primeiras representações históricas artísticas de arte Mesopotâmia que testemunham a presença destes cães.

As terracotas , já mencionadas , do Metropolitan Museum de Nova Iorque e outra do Museum of Art de Chicago representam com impressionante semelhança um cão muito próximo ao nosso Mastino Napoletano.

A primeira mostra um cão sentado com uma cabeça de grandes volumes , rica em rugas e barbelas , com uma impressionante potência de focinho e com orelhas amputadas ; na segunda vê-se uma fêmea com as mesmas características de potência e volume de cabeça no ato de amamentar quatro filhotes. É verdadeiramente impressionante a semelhança entre estes dois tipos de representações e o Mastino moderno , este mesmo de hoje , ao invés daqueles apresentados pela primeira vez na exposição de Nápoles de 1946 e que tanto impressionaram Piero Scanziani.

Para se dar conta melhor das proporções e da potência destes cães , basta observar a terracota Assíria , mais nova que as precedentes , provenientes do IX século A.C. e conservada no British Museum of London que representa um cão conduzido pela coleira por seu proprietário.

Esta obra , de excepcional interesse histórico e artístico ( por isso é mencionada nos mais importantes textos científicos ) nos permite ter algumas medidas ainda mais certas e precisas destes grandes molossos do passado.

Primeiro de tudo : o tamanho na cernelha atinge a cintura de seu condutor , e portanto não devia ser inferior aos 80 cm ; a cabeça , de grande volume e rica em ruga , com orelhas integras e inserção alta ; a barbela é muito desenvolvida e começa das brânquias da mandíbula para acabar ao redor da metade do pescoço ; finalmente o tronco : ele é de grandíssima potência e de grande massa , é mais longo que a altura na cernelha e é sustentado por membros de ossatura muito potente com importantes diâmetros transversais.

Perante estes testemunhos não se pode nem pensar no atual Mastino , tal é sua semelhança com os cães que hoje se vêem.

Mas retornando à história , partindo da Mesopotâmia , estes cães foram irradicados certamente seguidos pela migração ou das guerras através do ocidente seguindo três diretrizes : uma mais ao norte , através da Grécia , da Macedônia e Albânia ; uma mais ao sul através do Egito e da Líbia ; e a terceira através da costa mais oriental da Bacia do Mediterrâneo , naquela que era a terra dos Fenícios. Esta será uma passagem fundamental para o crescimento e expansão da raça em toda a Europa , e em particular na Itália.

Cães assim poderosos eram freqüentemente objetos de presentes entre os poderosos da época.

Alessandro Magno era orgulhoso de seus molossos , que lhes foram presenteados por um Rei , e o cônsul romano Paolo Emilio vitorioso com suas legiões nas regiões da Molossia levou para Roma alguns destes grandes cães para mostrar ao povo. O mesmo Giulio Cesare , por volta da metade do primeiro século A.C. , em sua campanha pela conquista da Britania , achou pela frente às próprias legiões cães de grandíssimo porte e de grande coragem muito parecido com aqueles descritos , e que ele mesmo definiu como ” Pugnaces Britanniae “.

Impressionado por tanta força e coragem , Giulio Cesare , levou a Roma alguns exemplares , e de contratempo nomeou na Britania um procurador destinado à criação e responsável pela transferência destes cães para Roma.

A presença destes cães na Britania confirma a hipótese que antes mesmos dos Romanos , foram os Fenícios , mestres absolutos do comercio daquela época , a difundirem na Bacia do Mediterrâneo este tipo de cão , certamente junto a outros , que sucessivamente originaram nosso Cirneco dell’Etna e todas as raças ibéricas dos Podengos.

Pode-se portanto afirmar que mesmo antes de Paolo Emilio e de Giulio Cesare , que foram trazidos pelos próprios Fenícios , existiam em nosso território alguns exemplares destes grandes molossos.

Varrone e Virgilio estudaram estes pontos de modo relativamente simples , e quem estudou e descreveu o Mastino com grande acerto e de modo detalhado foi Columella , que no primeiro século depois de Cristo selou aquilo que poderíamos definir quase como um Standard da Raça. Em seu ” De Re Rústica ” , Columella o define como um ótimo guardião da casa e da propriedade , antecipando em quase dois mil anos aquilo que é e que deve permanecer como utilização atual.

Até mesmo , como bem se sabe , na época Romana ele era utilizado ao lado das legiões na guerra , e em combatimentos contra feras em circos , e que sucessivamente se achavam nos Tribunais Renascentes do centro e do norte da Itália , protagonista de caças de grandes animais selvagens ( cervos e javalis ) , o Mastino era e continuará a ser um cão de guarda , continuando assim sua função que muito tempo antes , entre os Sumários e os Mesopotâmios , o haviam tornado tão famoso.

E é por esta sua índole inata de guardião da propriedade que na época Romana os patrícios o queriam como guardião das vilas. Caído o império Romano , os cães encontraram aos pés do Vesúvio um ambiente favorável a eles , tanto para estabelecerem um estreitamento com o território assim como com o povo que o idolatrava.

E foi mesmo nesta terra , sempre aos pés do Vesúvio , que Piero Scanziani encontrou o Mastino Napoletano , e foi amor à primeira vista , ao ponto de ser lembrado , e justamente , que a ele se deve a história moderna desta magnífica raça , que hoje é requisitada por cinófilos de todo o mundo.

Padrão FCI

Padrão FCI n° 197g – 10 de setembro de 1992.

País de Origem: Itália.

Nome no país de Origem: Mastino Napoletano.

Utilização: Guarda e defesa.

Sem prova de trabalho.

Mastim Napolitano
Mastim Napolitano

Resumo Histórico

O Mastino Napoletano é descendente do grande Mastiff Romano, descrito por Columelle no século I A.D. em seu livro “De Re Rustica”. Difundido em toda Europa pelas legiões romanas, com as quais combateu, é o ancestral de numerosas raças de Mastiffs em outros países europeus. Tendo sobrevivido por muitos séculos na zona rural ao pé do Vesúvio e, em geral, na região de Nápoles, ele foi re-selecionado desde 1947, graças à tenacidade e devoção de um grupo de amantes de cães.

Aparência Geral

Grande, massudo e volumoso, cujo comprimento do tronco é maior do que a altura na cernelha.

Proporções Importantes

O comprimento do tronco é 10% maior do que a altura na cernelha. A relação crânio-focinho é de 2 para 1.

Comportamento / Temperamento

Firme e leal, não é agressivo, nem morde sem razão, guardião de propriedade e de seus moradores, sempre vigilante, inteligente, nobre e majestoso.

Cabeça

Curta e maciça, com um crânio largo na altura dos arcos zigomáticos. Seu comprimento é mais ou menos 3/10 da altura na cernelha. Pele abundante com rugas e dobras, das quais, a mais típica e mais bem marcada vai desde o ângulo externo da pálpebra para baixo até o ângulo labial. O eixo superior longitudinal do crânio e do focinho é paralelo.

PADRÃO FCI

Região Craniana: O crânio é largo, plano, particularmente entre as orelhas, e, vista de frente, a cabeça é ligeiramente convexa em sua parte anterior. As arcadas zigomáticas são muito pronunciadas, mas com músculos planos. As protuberâncias dos ossos frontais são bem desenvolvidas; o sulco frontal é marcado; a crista occipital é apenas visível.

Stop (Depressão naso-frontal): bem definido.

REGIÃO FACIAL

Trufa: situada no prolongamento do focinho, não deve ser proeminente além da linha vertical dos lábios; deve ser volumosa, com narinas grandes e bem abertas. Sua pigmentação varia de acordo com a cor da pelagem: preta, nos cães pretos; cinza-amarronzado escuro em exemplares de outras cores e castanha para os de pelagem marrom.

Focinho: Bem largo e profundo; seu comprimento corresponde ao da face e deve ser igual a 1/3 do comprimento da cabeça. As faces laterais são paralelas (entre si), de maneira que, vista de frente, a forma do focinho é praticamente quadrada.

Lábios: Carnudos, espessos e cheios; vistos de frente. formam um “V” invertido no seu ponto de encontro. A linha inferior do focinho é formada pelo lábio superior; a parte mais baixa é o canto dos lábios, com visíveis membranas mucosas situadas na vertical do ângulo externo do olho.

Maxilares: Poderosos, com fortes ossos e arcos dentários que se unem perfeitamente. A mandíbula deve ser bem desenvolvida na sua largura.

Dentes: Brancos, bem desenvolvidos, regularmente alinhados e numericamente completos. Mordedura em tesoura ou torquês.

Olhos: Inseridos ligeiramente profundos e em uma linha frontal nivelada, bem separados um do outro; mais para redondos. Comparada com a cor da pelagem, a cor da íris é mais escura. Os olhos nunca poderão ser mais claros, nem em tons diluídos.

Orelhas: Pequenas em relação ao tamanho do cão, de forma triangular, inseridas acima do arco zigomático, são planas e rentes às bochechas. Quando elas são cortadas, têm a forma de um ângulo quase eqüilátero.

PESCOÇO

Perfil: O perfil superior é ligeiramente convexo.

Comprimento: Mais para curto, mede mais ou menos 2,8/10 da altura na cernelha.

Forma: De tronco cônico, bem musculoso. Na metade do comprimento, o perímetro é igual a mais ou menos 8/10 da altura na cernelha.

Pele: A parte inferior do pescoço é feita de muita pele solta que forma uma dupla barbela, bem separada, mas não exagerada. Começa no nível da mandíbula e não ultrapassa o meio do pescoço.

TRONCO

(O comprimento do tronco excede em 10% a altura na cernelha).

Linha Superior: Reta; cernelha larga, longa e não muito proeminente.

Dorso: Largo e de comprimento em torno de 1/3 da altura na cernelha. A região lombar deve unir-se harmoniosamente ao dorso e os músculos são bem desenvolvidos em largura. A caixa torácica é ampla, com costelas longas e bem arqueadas. A circunferência do tórax é de aproximadamente 1/4 a mais que a altura na cernelha.

Garupa: Larga, forte e bem musculosa. Com angulação em torno de 30%. Seu comprimento é igual a 3/10 da altura na cernelha. As ancas são proeminentes a ponto de alcançar a linha superior do lombo.

Peito: Largo e amplo com músculos peitorais bem desenvolvidos. Sua largura está diretamente relacionada com a do tórax e atinge os 40-45% da altura na cernelha. A ponta do esterno está situada no nível da articulação escápulo-umeral.

CAUDA

Larga e espessa em sua raiz; forte e afinando ligeiramente até a ponta. Em comprimento, ela alcança a articulação do jarrete, mas normalmente é cortada, deixando 2/3 de seu comprimento. Em repouso é portada pendente e curvada em forma de sabre; em ação, erguida horizontalmente ou ligeiramente mais alta que a linha do dorso.

MEMBROS

Anteriores: Em seu conjunto, os anteriores, do solo até a ponta do cotovelo, vistos de perfil e pela frente, são verticais, com uma forte estrutura óssea em proporção ao tamanho do cão.

Ombros: Seu comprimento é de aproximadamente 3/10 da altura na cernelha, com uma obliqüidade de 50° a 60° com a horizontal. Os músculos são bem desenvolvidos, longos e bem definidos. O ângulo da articulação escápulo-umeral é de 105° a 115°.

Braços: De comprimento em torno de 30% da altura na cernelha. Sua obliqüidade é de 55° a 60° com significante musculatura.

Cotovelos: Abundantemente cobertos por peles soltas; não tão próximos ao tronco.

Antebraços: Seu comprimento é aproximadamente o mesmo que o do braço. Colocados em uma perfeita posição vertical, sobre uma forte estrutura óssea, com músculos limpos e bem desenvolvidos.

Articulação do metacarpo: Largo, seco e sem nódulos, continuando a linha vertical do antebraço.

Metacarpos: Planos, continuando a linha vertical do antebraço. Sua inclinação, na horizontal para frente, é de mais ou menos 70° a 75°. Seu comprimento é igual a 1/6 do comprimento da perna do solo até o cotovelo.

Patas: Redondas, largas, dedos bem arqueados e bem unidos. As almofadas são magras, duras e bem pigmentadas. As unhas são fortes, curvadas e de cor escura.

Posteriores: Em seu conjunto, devem ser poderosos e fortes, em proporção ao tamanho do cão, capazes de assegurar a propulsão desejada em movimento.

Coxas: Em comprimento, medindo 1/3 da altura na cernelha, e sua obliqüidade na horizontal é de aproximadamente 60°. São largas, com músculos grossos, proeminentes e claramente definidos. Os ossos do fêmur e da coxa formam um ângulo de 90°.

Pernas: De comprimento ligeiramente inferior ao da coxa e de uma obliqüidade de 50° a 55°, com uma forte estrutura óssea e uma musculatura bem visível.

Joelhos: Angulação fêmoro-tibial em torno de 110° a 115°.

Aticulação do jarrete: Muito longa em relação ao comprimento da perna.Seu comprimento é de aproximadamente 2,5/10 da altura na cernelha. A articulação tíbio-tarsiana forma um ângulo de 140° a 145°.

Jarretes: Fortes e magros; de forma quase cilíndrica, perfeitamente retos e paralelos; seu comprimento é aproximadamente 1/4 da altura na cernelha; eventuais ergôs devem ser removidos.

Patas posteriores: Menores que as anteriores, redondas, com dedos bem unidos. Almofadas secas, duras e pigmentadas. Unhas fortes, curvadas e de cor escura.

MOVIMENTAÇÃO

Constitui uma característica típica da raça. A passo, a movimentação é do tipo felina, com passadas de leão, lenta e assemelha-se à do urso. O trote é caracterizado por uma forte propulsão dos posteriores e um bom alcance dos anteriores. O cão raramente galopa, normalmente trota. O passo de camelo é tolerado.

PELE

Grossa, abundante e solta sobre todo o corpo, particularmente na cabeça, onde formam numerosas pregas e rugas, e na parte inferior do pescoço, onde forma uma dupla barbela.

PELAGEM

Pêlo: curto, áspero, duro e denso, do mesmo comprimento sobre o corpo todo, uniformemente liso, fino e medindo, no máximo, 1,5 cm. Não deve mostrar nenhum traço de franjas.

Cor: As cores preferidas são: cinza, cinza chumbo e preto, mas também marrom, fulvo e fulvo avermelhado (corça vermelho), com algumas pequenas manchas brancas no peito e na ponta dos dedos. Todas essas cores podem ser tigradas; castanho, cinza pombo e tons de isabela são tolerados.

TAMANHO/PESO

Altura na cernelha – Machos: 65 – 75 cm.
Fêmeas: 60 – 68 cm.

Obs.: Uma tolerância de 2 cm para mais ou para menos é permitida.

Peso – Machos: 60 – 70 Kg.
Fêmeas: 50 – 60 Kg.

FALTAS

Qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.

Faltas graves

– Prognatismo inferior pronunciado;

– Cauda alegre;

– Tamanho acima ou abaixo dos limites permitidos.

Faltas desqualificantes
– Prognatismo superior;

– Acentuada convergência ou divergência dos eixos crânio-faciais;

– Linha superior do focinho côncava, convexa ou aquelina (nariz romano);

– Total despigmentação da trufa;

– Olhos azuis;

– Total despigmentação das pálpebras;

– Vesgo;

– Ausência de rugas, dobras ou barbelas;

– Ausência de cauda, seja congênita ou artificial;

– Extensas manchas brancas;

– Manchas brancas na cabeça.

NOTAS

Os machos devem apresentar os dois testículos, de aparência normal, bem descidos e acomodados na bolsa escrotal.

Todo cão que apresentar qualquer sinal de anomalia física ou de comportamento deve ser desqualificado.

Sua Introdução no Brasil

Primeira Fase

Do que se tem registro, os primeiros exemplares da raça a chegarem ao Brasil foi em meados da década de 60. O responsável por este feito foi o Sr. Vincenzo di Cesário, até então residente no estado de São Paulo.

Após a chegada desses primeiros exemplares em nosso país, o criador Ibrahim Hercheui manteve contato com o Sr. Vincenzo e os adquiriu, despertando, deste modo, interesse em outros criadores. Os primeiros cães a pisarem em solo brasileiro oficialmente foram Ali e Babá. Por infelicidade do destino, a cadela Babá nunca conseguiu procriar.

Segunda Fase

O tempo foi passando, até que outros criadores, já em meados da década de 80, começaram a investir mais na raça; viajavam para a Itália e traziam outros tipos de linhagens, propiciando, com isso, o aprimoramento de nosso plantel.

Terceira Fase

Esta destaca-se por ser a fase em que houve o maior número de importações e na qual conseguimos realmente nos equiparar a outros países no quesito qualidade dos cães. Esta equiparação de tipos não deu-se somente devido às importações, e sim à união da nova geração recém-adquirida somada ao produto do trabalho já realizado pelos criadores da primeira e segunda fase.

Sobressaiu-se pelas importações de quase todas as linhas de sangue existentes na Itália. Linhas de sangue toscanas, napoletanas e tosco-napoletanas vieram incrementar nosso plantel e ajudar a elevar nosso nível qualitativo.

Outro fator que contribuiu bastante para o crescimento qualitativo de nosso plantel foi a importação maciça de fêmeas selecionadas, típicas, pois, até esta fase, as importações visavam somente aos machos e, como todos sabemos, a necessidade de uma boa fêmea é igual ou superior à de um bom macho.

Talvez um dos pontos favoráveis que mais ajudaram foi o conhecimento relativo à raça, pois constatamos que vários criadores não a conheciam tanto quanto deveriam conhecer. Criavam-na já havia bastante tempo, mas não tinham conhecimento preciso sobre o padrão.

Este aprendizado foi obtido através de várias palestras com árbitros especializados, conversas com criadores mais experientes, cursos e também exposições especializadas, julgadas por árbitros também especializados e italianos, que gostavam de molossos. Estas exposições eram organizadas pela SOMAN – Sociedade do Mastino Napoletano, que é nosso clube especializado brasileiro, que trabalha em prol da raça, já descrita anteriormente no link de mesmo nome.

Fonte: www.soman.org.br

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