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Mastim Napolitano

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Mastim Napolitano – O que é

Mastim Napolitano, também chamado de Mastim Italiano, o Touro Italiano, o Molosso Italiano, o Mastino Napoletano, o Mastino ou simplesmente o Neo, é conhecido como o “cão de guarda gigante da Itália”.

Enquanto seus ancestrais eram usados em batalha e o combate de arena, o Mastim Napolitano de hoje evoluiu para proteger pessoas e propriedades e servir como um fiel companheiro de família.

A característica mais notável desta raça é a sua aparência notável.

Foi descrito como talvez o mais terrível de todos os cães, com um rosto tão feio que é estranhamente atraente.

Embora fisicamente menor do que o Mastiff Inglês, o Mastim Napolitano parece maior e mais imponente por causa de seu osso pesado, corpo grosso, pele tremendamente solta e cabeça extraordinária. À primeira vista, parece algo como um cruzamento entre um Dogue alemão e um Shar Pei.

O padrão da raça descreve a cabeça do Mastim Napolitano como sendo grande em proporção ao resto do cão, coberta com rugas e dobras profundas, com olhos profundos penetrantes escondidos sob pálpebras superiores pesadas, pálpebras inferiores, lábios pendentes e a pele solta sob o pescoço e queixo que cria uma aparência de queixo múltiplo.

Neo é chamado de “rei dos babados”, apesar de os criadores de raça se referirem carinhosamente à sua baba como “Neo Néctar”.

A raça também é conhecida por seu porte pesado e pesado e sua propensão a roncar.

O Mastim Napolitano foi reconhecido pelo American Kennel Club em 2004, como membro do Grupo de Trabalho.

Os machos maduros devem ficar de 66 a 78 centímetros na cernelha e pesar em média 68 Kg.

As fêmeas adultas devem ficar de 60 a 74 centímetros na cernelha e pesar em média 50 Kg. Maior peso é usual e altamente preferido.

O Mastim Napolitano tem um pelo curto e denso que vem em tons sólidos de cinza (azul), preto, mogno e fulvo.

As orelhas do Neo são tipicamente cortadas em pequenos triângulos e sua cauda pode ser ancorada em um terço do comprimento normal.

Mastim Napolitano – História

O Mastino Napoletano é descendente do grande Mastiff Romano, descrito por Columelle no século I A.D. em seu livro “De Re Rustica”. Difundido em toda Europa pelas legiões romanas, com as quais combateu, é o ancestral de numerosas raças de Mastiffs em outros países europeus.

Tendo sobrevivido por muitos séculos na zona rural ao pé do Vesúvio e, em geral, na região de Nápoles, ele foi re-selecionado desde 1947, graças à tenacidade e devoção de um grupo de amantes de cães.

Foi difundido em toda a Europa pelas legiões do império romano, ao lado das quais combateu. Contribuiu na formação de diversas raças de mastins em vários países da Europa. Conservou-se ao longo de vários séculos na região de Nápoles e arredores.

O nome Mastim Napolitano surgiu em 1947, quando a raça passou a ser resselecionada.

Em 1949, foi reconhecida oficialmente na Itália.

Mastim Napolitano – Descrição

Com certeza não é fácil e nem tampouco simples falar em poucas linhas sobre mais de quatro mil anos de história desta raça italiana. Das estatuetas de arte da Mesopotâmia, do Metropolitan Museum de Nova Iorque de 2000 anos antes de Cristo, até nosso Mastino Napoletano atual, a raça certamente evoluiu, mantendo entretanto inalteradas algumas de suas características tão peculiares que o fazem um verdadeiro ” unicum ” no vasto panorama mundial das raças caninas reconhecidas oficialmente.

Se de um lado é quase uma busca espasmódica para o redescobrimento, em diversos países de raças autoctonas, de história mais recente em comparação ao Mastino Napoletano, existe um problema oposto, ou seja, de mantê-lo, melhorando-o como fizeram cuidadosamente os ” Mastinaros Partenopeus ” no decorrer dos séculos, que devemos agradecê-los por terem preservado este verdadeiro monumento histórico da cinofilia Italiana, que todo o mundo sente um pouco de inveja.

Sobre o Mastino Napoletano, existe uma riquíssima bibliografia italiana e estrangeira, em diversos tamanhos que nos dão um bom suporte iconográfico e historiográfico do período histórico de sua origem até nossos dias.

Entre todas as obras atuais existentes, aquela que trata com maior referência é com certeza a do Prof. Felice Cesarino ” Il Molosso, Viaggio intorno al Mastino Napoletano ”, editado pela Editora Fausto Fiorentino em 1995.

Sem voltarmos para épocas mais remotas, existem notícias concretas que os Sumários se dedicavam à criação de cães de grande porte e potência que eram utilizados seja em combates contra os inimigos ou em caçadas contra os grandes mamíferos como os leões.

Suas características principais eram: cabeça possante e volumosa, com focinho curto e de grande potência ; membros fortes e possantes, suportados por uma ossatura de grande tamanho; tronco forte e sólido de tamanho muito impressionante.

Este tipo de cão, de muita potência, devia encontrar suas origens mais remotas seguramente no Mastin do Tibet, que é o progenitor de todos os molossoides.

Afirmação esta atestada por todos os grandes estudiosos da área.

Os Sumários, povo tão misterioso e ao mesmo tempo tão culto e evoluído, em suas migrações haveriam levado para a Mesopotâmia esta raça, que sucessivamente tiveram na região entre os rios Tigre e Eufrates tanta sorte e consideração para encontrar representações em diversos achados arqueológicos expostos hoje nos mais importantes museus do mundo.

É sabido que na Mesopotâmia, 2000 anos antes de Cristo, existiam grandes centros habitados ( Eridu, Susa, Ur, Uruk só para citar os mais conhecidos ) nas quais eram criados estes grandes cães, utilizados sobretudo para defender a propriedade ( e também rebanhos ) dos ataques de leões que estavam presentes nesta época em todas estas regiões.

É óbvio portanto o interesse dos artistas da época por este cão que por suas ações entravam nas lendas populares. É desta época portanto que são feitas as primeiras representações históricas artísticas de arte Mesopotâmia que testemunham a presença destes cães.

As terracotas do Metropolitan Museum de Nova Iorque e outra do Museu de Arte de Chicago representam com impressionante semelhança um cão muito próximo ao nosso Mastino Napoletano.

A primeira mostra um cão sentado com uma cabeça de grandes volumes, rica em rugas e barbelas, com uma impressionante potência de focinho e com orelhas amputadas; na segunda vê-se uma fêmea com as mesmas características de potência e volume de cabeça no ato de amamentar quatro filhotes.

É verdadeiramente impressionante a semelhança entre estes dois tipos de representações e o Mastino moderno, este mesmo de hoje, ao invés daqueles apresentados pela primeira vez na exposição de Nápoles de 1946 e que tanto impressionaram Piero Scanziani.

Para se dar conta melhor das proporções e da potência destes cães, basta observar a terracota Assíria, mais nova que as precedentes, provenientes do IX século A.C. e conservada no Museu Britânico de Londres que representa um cão conduzido pela coleira por seu proprietário.

Esta obra, de excepcional interesse histórico e artístico ( por isso é mencionada nos mais importantes textos científicos ) nos permite ter algumas medidas ainda mais certas e precisas destes grandes molossos do passado.

Primeiro de tudo: o tamanho na cernelha atinge a cintura de seu condutor, e portanto não devia ser inferior aos 80 cm.

A cabeça, de grande volume e rica em ruga, com orelhas integras e inserção alta.

A barbela é muito desenvolvida e começa das brânquias da mandíbula para acabar ao redor da metade do pescoço.

Finalmente o tronco: ele é de grandíssima potência e de grande massa, é mais longo que a altura na cernelha e é sustentado por membros de ossatura muito potente com importantes diâmetros transversais.

Perante estes testemunhos não se pode nem pensar no atual Mastino, tal é sua semelhança com os cães que hoje se vêem.

Mas retornando à história, partindo da Mesopotâmia, estes cães foram erradicados certamente seguidos pela migração ou das guerras através do ocidente seguindo três diretrizes : uma mais ao norte, através da Grécia, da Macedônia e Albânia; uma mais ao sul através do Egito e da Líbia; e a terceira através da costa mais oriental da Bacia do Mediterrâneo, naquela que era a terra dos Fenícios. Esta será uma passagem fundamental para o crescimento e expansão da raça em toda a Europa, e em particular na Itália.

Cães assim poderosos eram freqüentemente objetos de presentes entre os poderosos da época.

Alessandro Magno era orgulhoso de seus molossos, que lhes foram presenteados por um Rei, e o cônsul romano Paolo Emilio vitorioso com suas legiões nas regiões da Molossia levou para Roma alguns destes grandes cães para mostrar ao povo.

O mesmo Giulio Cesare, por volta da metade do primeiro século A.C., em sua campanha pela conquista da Britania, achou pela frente às próprias legiões cães de grandíssimo porte e de grande coragem muito parecido com aqueles descritos, e que ele mesmo definiu como ” Pugnaces Britanniae “.

Impressionado por tanta força e coragem, Giulio Cesare, levou a Roma alguns exemplares, e de contratempo nomeou na Britania um procurador destinado à criação e responsável pela transferência destes cães para Roma.

A presença destes cães na Britania confirma a hipótese que antes mesmos dos Romanos, foram os Fenícios, mestres absolutos do comercio daquela época, a difundirem na Bacia do Mediterrâneo este tipo de cão, certamente junto a outros, que sucessivamente originaram nosso Cirneco dell’Etna e todas as raças ibéricas dos Podengos.

Pode-se portanto afirmar que mesmo antes de Paolo Emilio e de Giulio Cesare, que foram trazidos pelos próprios Fenícios, existiam em nosso território alguns exemplares destes grandes molossos.

Varrone e Virgilio estudaram estes pontos de modo relativamente simples, e quem estudou e descreveu o Mastino com grande acerto e de modo detalhado foi Columella, que no primeiro século depois de Cristo selou aquilo que poderíamos definir quase como um Standard da Raça. Em seu ” De Re Rústica ”, Columella o define como um ótimo guardião da casa e da propriedade, antecipando em quase dois mil anos aquilo que é e que deve permanecer como utilização atual.

Até mesmo, como bem se sabe, na época Romana ele era utilizado ao lado das legiões na guerra, e em combatimentos contra feras em circos, e que sucessivamente se achavam nos Tribunais Renascentes do centro e do norte da Itália, protagonista de caças de grandes animais selvagens ( cervos e javalis ), o Mastino era e continuará a ser um cão de guarda, continuando assim sua função que muito tempo antes, entre os Sumários e os Mesopotâmios, o haviam tornado tão famoso.

E é por esta sua índole inata de guardião da propriedade que na época Romana os patrícios o queriam como guardião das vilas. Caído o império Romano, os cães encontraram aos pés do Vesúvio um ambiente favorável a eles, tanto para estabelecerem um estreitamento com o território assim como com o povo que o idolatrava.

E foi mesmo nesta terra, sempre aos pés do Vesúvio, que Piero Scanziani encontrou o Mastino Napoletano, e foi amor à primeira vista, ao ponto de ser lembrado, e justamente, que a ele se deve a história moderna desta magnífica raça, que hoje é requisitada por cinófilos de todo o mundo.

Mastim Napolitano – Cão

Mastim Napolitano é um enorme e poderoso guardião cuja aparência impressionante intimidou intrusos desde os tempos da Roma antiga.

Desconfortável com estranhos, o Mastino profusamente enrugado é doce, plácido e estável entre os entes queridos.

Sua Introdução no Brasil

Primeira Fase

Do que se tem registro, os primeiros exemplares da raça a chegarem ao Brasil foi em meados da década de 60. O responsável por este feito foi o Sr. Vincenzo di Cesário, até então residente no estado de São Paulo.

Após a chegada desses primeiros exemplares em nosso país, o criador Ibrahim Hercheui manteve contato com o Sr. Vincenzo e os adquiriu, despertando, deste modo, interesse em outros criadores. Os primeiros cães a pisarem em solo brasileiro oficialmente foram Ali e Babá. Por infelicidade do destino, a cadela Babá nunca conseguiu procriar.

Segunda Fase

O tempo foi passando, até que outros criadores, já em meados da década de 80, começaram a investir mais na raça; viajavam para a Itália e traziam outros tipos de linhagens, propiciando, com isso, o aprimoramento de nosso plantel.

Terceira Fase

Esta destaca-se por ser a fase em que houve o maior número de importações e na qual conseguimos realmente nos equiparar a outros países no quesito qualidade dos cães. Esta equiparação de tipos não deu-se somente devido às importações, e sim à união da nova geração recém-adquirida somada ao produto do trabalho já realizado pelos criadores da primeira e segunda fase.

Sobressaiu-se pelas importações de quase todas as linhas de sangue existentes na Itália. Linhas de sangue toscanas, napoletanas e tosco-napoletanas vieram incrementar nosso plantel e ajudar a elevar nosso nível qualitativo.

Outro fator que contribuiu bastante para o crescimento qualitativo de nosso plantel foi a importação maciça de fêmeas selecionadas, típicas, pois, até esta fase, as importações visavam somente aos machos e, como todos sabemos, a necessidade de uma boa fêmea é igual ou superior à de um bom macho.

Talvez um dos pontos favoráveis que mais ajudaram foi o conhecimento relativo à raça, pois constatamos que vários criadores não a conheciam tanto quanto deveriam conhecer. Criavam-na já havia bastante tempo, mas não tinham conhecimento preciso sobre o padrão.

Características

Peso do macho: 60-70 kg
Peso da fêmea: 50-60 kg
Altura do macho: 63-77 cm na cernelha
Altura da fêmea: 58-70 cm na cernelha
Cor: preto, variações de cinza, tigrado e fulvo
Expectativa de vida: 8-10 anos

Classificação

Nome da raça: Mastim Napolitano
Outros nomes: 
Mastino napoletano, Neapolitan mastiff
País de origem: Itália 
Nome no país de Origem:
 Mastino Napoletano.
Utilização:
 Guarda e defesa.
Grupo 2: 
Cães de tipo Pinscher e Schnauzer, molossóides, cães de montanha e boiadeiros suíços
Seção 2: molossóides, do tipo dogue

Mastim Napolitano – Fotos

Fonte: www.gregorioadestrador.hpg.ig.com.br/www.petwave.com/www.soman.org.br/www.mastino.hpg.ig.com.br/www.petwave.com/length.www.akc.org

 

 

 

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