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Arara Azul de Lear

 

Arara Azul de Lear
Arara Azul de Lear

Ordem

Psittaciformes

Família

Psittacidae

Nome popular

Arara-azul-de-lear

Nome em inglês

Indigo macaw

Nome científico

Anodorhynchus leari

Distribuição geográfica

Bahia, na cidade de Canudos.

Habitat

Caatinga, em áreas de canyons e rochedos.

Hábitos alimentares

Principalmente sementes de licuri, mas também pinhão, umbu mucumã.

Reprodução

Período de incubação de 25 a 28 dias, botando de 1 a 3 ovos.

Período de vida

Em cativeiro aproximadamente 60 anos.

Situação atual

Criticamente ameaçada de extinção.

Fonte: www.zoologico.sp.gov.br

Arara Azul de Lear

Arara Azul de Lear
Arara Azul de Lear

Esta espécie habita uma região próxima à área de ocorrência da Ararinha-azul. Embora também viva na região de caatingas do norte baiano, esta espécie ocupa um tipo diferente de caatinga.

Existem, hoje, cerca de 60 araras desta espécie na natureza. Conhecemos lá alguns detalhes sobre a vida desta espécie, mas até a década de 70 não sabíamos praticamente nada. Descoberta para a ciência no século passado, esta arara esporadicamente apareceu no comércio de aves vivas ao longo deste século, sem que sua origem fosse conhecida.

Nunca foi freqüente no comércio de animais vivos e somente poderemos especular uma caça pelo homem como alimento, já que não existem registros desta atividade sobre a arara.

Arara-azul (Anodorhynchus glaucus)

Extinta provavelmente no final do século passado, foi a primeira ave brasileira a desaparecer da face da terra. Pouco é conhecido de sua vida em liberdade, sabendo-se unicamente que vivia nos paredões rochosos do Rio Paraná, onde provavelmente nidificava, como faz nas barrancas do nordeste a arara Anodorhynchus leari e algumas populações de Anodorhynchus hyacinthinus.

Como as outras duas araras do gênero Anodorhynchus, possuía a cor azul como dominante, embora fosse um azul-acinzentado fosco, sem o brilho da plumagem de Anodorhynchus hyacinthinus ou do corpo e cauda de Anodorhynchus leari.

Arara-azul (Anodorhynchus hyacinthinus)

A maior de todas as araras e de toda a família dos psitacídeos (a que engloba papagaios, araras, periquitos e assemelhados) no mundo. Dentre as araras azuis, é a que possui distribuição geográfica mais ampla, ocupando no passado todo o Centro- oeste e parte do nordeste brasileiro, além de penetrar em faixas do sul da Amazônia, chegando ao extremo noroeste do Estado de São Paulo.

A situação de conservação da Arara-azul é bastante problemática devido à pressão humana. Sua antiga área de ocorrência foi extremamente alterada por desmatamentos, especialmente nos últimos 50 anos. A perda do ambiente significa a extinção da espécie nos locais onde ocorre. Ao mesmo tempo, há o comércio ilegal de aves vivas tanto no País quanto no exterior para onde são contrabandeadas.

Caso não haja uma firme tomada de consciência tanto internamente quanto no exterior, a manutenção deste mercado ilegal levará à extinção a maior Arara da face da terra em poucos anos.

Referências

PAULO DE TARSO ZUQUIM ANTAS Biólogo Centro de Pesquisas para a Conservaçãode Aves Silvestres

PAULO DE TARSO ZUQUIM ANTAS Biologist Research Center for Preservation of Wild Birds CEMAVE/IBAMA

Fonte: www.escolavesper.com.br

Arara Azul de Lear

Nome popular: Arara-azul-de-lear
Nome científico: Anodorhynchus leari
Comprimento: 71 a 75 cm.
Peso: 940 g.

Coloração

Possui coloração semelhante a A. hyacinthinus, porém nitidamente menor. A diferença entre as duas espécies reside no tom de cores: a cabeça e o pescoço possuem coloração azul-esverdeados, a barriga possui a cor azul-desbotado, com asas e caudas num tom de azul cobalto. Possuem o anel em volta do olho de cor amarelo claro, com as pálpebras brancas ou levemente azuladas. A diferença mais significativa está na forma da barbela (pele em torno da mandíbula). Em A. hyacinthinus tem a forma de uma fita, quanto que em A. leari possui a forma de nódoa (gota).

Distribuição Geográfica

Encontrada no norte da Bahia, especialmente na Reserva Ecológica do Raso da Catarina e na Reserva Biológica de Canudos.

Habitat

Na região da caatinga, utilizando áreas de paredões e cânions de rochas sedimentares para dormir e nidificar e alimentando-se nas áreas com palmeiras.

Alimentação

Sementes de palmeira licuri (Syagrus coronata), flores de sizal (Agave sp), frutos de pinhão (Jatropha pohliana) e Spondias tuberosa. E quando a escassez de alimento é grande, as araras se alimentam de milho (Zea mays) plantado pela população local. Em 2006, sob a coordenação do IBAMA, a Parrots International e Fundação Lymington ressarciram o milho para a população que teve plantação atacada pelas araras-azuis-de-lear.

Status

Ave criticamente ameaçada de extinção (CITES I). O principal motivo é o tráfico ilegal dessas aves para criadouros particulares e a destruição do seu habitat, afetando principalmente as áreas de alimentação. Existe um Programa de Conservação da Arara Azul de Lear (www.proaves.org.br), realizado pelo Cemave, Pro-Aves, Fundação Biodiversitas e coordenado pelo IBAMA, bem como um comitê internacional para recuperação da espécie na natureza e em cativeiro. População silvestre atual estimada em torno de 600 indivíduos.

Fonte: www.projetoararaazul.org.br

Arara Azul de Lear

Arara Azul de Lear
Arara Azul de Lear

A arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari) é uma das espécies de aves menos conhecidas e mais ameaçadas de extinção no Brasil. Estima-se que atualmente existam apenas cerca de 450 indivíduos na natureza, além de 38 em cativeiro. Esta ave é endêmica da caatinga baiana, e encontra-se protegida na Estação Biológica de Canudos.

Criada pela Fundação Biodiversitas, a Estação abriga os paredões que servem de dormitório e área de nidificação para a arara. Entre as causas de ameaça à arara-azul-de-lear, destacam-se a captura para o comércio ilegal de animais silvestres e a destruição de seu habitat, especialmente as palmeiras licuri, cujo fruto é a principal fonte de alimento da espécie.

A urgência em proteger a espécie justificou a criação, pelo Ibama, em 1992, do "Comitê para o Manejo e Conservação da Arara-Azul-de-Lear", com o objetivo de propor e implementar estratégias de conservação. Compõem o Comitê o Ibama, a Fundação Biodiversitas, além de pesquisadores e mantenedores de diversos países.

O "Programa para Conservação da Arara-azul-de-lear", desenvolvido pela Fundação Biodiversitas desde 1989, contempla uma série de ações de proteção ao habitat, educação ambiental, manejo do licuri e estudos biológicos.

Alguns resultados desse Programa:

  • Mapeamento da área de alimentação e identificação do comportamento alimentar da arara
  • Realização de censos e monitoramento das populações
  • Proteção do local de dormitório e reprodução
  • Atividades de educação ambiental não formal
  • Cursos de capacitação (a partir da demanda dos professores).
  • Entre 1997 e 1998 a Fundação Biodiversitas desenvolveu um amplo projeto de levantamento de informações sobre biologia, dinâmica populacional e comportamento reprodutivo da arara. Os trabalhos foram coordenados pelo Comitê de Proteção da Arara-Azul-de-Lear, com financiamento do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA).

    Fonte: biodiversitas.org.br

    Arara Azul de Lear

    Arara Azul de Lear
    Arara Azul de Lear

    A Arara-Azul-de-Lear (Anodorhunchus leari) é uma das aves mais ameaçadas do mundo, estando presente no apêndice I da CITES (Convenção Internacional sobre o Comércio de Espécies da Fauna e Flora Ameaçadas de Extinção), no qual lhe é dado o maior grau de proteção. Sua população hoje encontra-se estimada em 170 indivíduos na natureza, tendo relato de 19 em cativeiro.

    São bem semelhantes à Arara-Azul-Grande (Anodorhunchus hyacinthinus), sendo menores que estas. Sua plumagem apresenta um azul pálido, mas nem por isso seu preço no comércio ilegal é inferior a outra espécie.

    Hoje a espécie está restrita ao estado da Bahia (Raso da Catarina), onde predomina a caatinga, com clima semi-árido e chuvas raras mal distribuídas. Encontram-se abrigadas em paredões de arenitos onde passam a noite. São nas cavidades destes paredões que na época reprodutiva constróem seu ninhos.

    O principal alimento da Arara-Azul-de-Leaar é o coco da palmeira de licuri (Syagrus coronata), nativa da região. Cada Arara consome em média de 300 a 400 cocos por dia. Sendo a criação de gado a principal atividade agrícola da região, o licuri está cedendo lugar para as pastagens, impossibilitando também o desenvolvimento de mudas devido o pisoteio do gado, além disso, elas são usadas também como alimento para o mesmo, principalmente na época de seca.

    O comércio ilegal tem sido o maior motivo de seu declínio. A população diminuiu cerca de 95% nos últimos dez anos, e acredita-se que se nada for feito, a espécie sumirá da natureza em aproximadamente 2 anos. Por ser uma espécie rara, sua procura no mercado ilegal vem sendo cada vez maior. Para garantir a sua preservação, foi criado em 1992 o Comitê para Recuperação e Manejo da Arara-Azul-de-Lear, que é responsável pelo desenvolvimento de planos e programas educacionais para a preservação da espécie.

    Estão sendo mantidas em cativeiro pelo IBAMA no Zoológico de São Paulo, onze exemplares, e há projetos sendo desenvolvidos para a criação de centros de reprodução próximos à caatinga. A intenção do governo é que o Comitê trabalhe com a reabilitação e possível soltura das aves apreendidas em seu habitat natural.

    O tráfico de animais silvestres é o maior responsável pelas espécies como a Arara-Azul-de-Lear e o Mico-Leão-Dourado estarem sumindo de nossas matas. Este é um problema que não apresenta fronteiras entre os países, é necessário que eles se aliem para combater este grande comércio. Quem sabe assim, um dia os animais silvestres, principalmente os mais raros, terão o direito de uma vida segura em seu próprio hatitat.

    Fonte: www.speedmax.com.br

    Arara Azul de Lear

    Arara Azul de Lear
    Arara Azul de Lear

    Travessia de rio, caminhada na caatinga, entre mandacaru, escalada, carro preso na areia... não é fácil encontrar a arara-azul-de-Lear. Da capital, Salvador, até Jeremoabo e Canudos, no sertão baiano, são 370 quilômetros. Ainda é preciso seguir andando entre a mata branca da caatinga, na região conhecida como Raso da Catarina; escalar paredões de arenito, com 300 e até 800 metros de altitude; madrugar para acompanhar os pesquisadores e funcionários do Cemave - Centro Nacional de Pesquisas para Conservação das Aves Silvestres -, do Proaves e da Fundação Biodiversitas.

    O período é de reprodução das araras, que vai de novembro a março. Três horas da manhã é a hora da partida com destino aos paredões da Serra da Toca Velha, em Canudos, um dos dois dormitórios e áreas de reprodução da Lear. O trabalho é de contagem dos casais, um monitoramento da população e dos ninhos. Ações de campo do projeto que tem por objetivo preservar uma das aves com maior risco de extinção do planeta.

    A redescoberta

    Mesmo com os primeiros raios de sol, a escalada é difícil. Mas não se pode reclamar dessa maratona. Se ainda hoje não é fácil chegar até a região da lear, imagine há vinte e oito anos! Foi quando o ornitólogo Helmut Sick, doutor em Ciências Naturais pela Universidade de Berlin, chegou à Toca Velha. Até aquele ano, a arara-azul-de-Lear era tida como extinta. Alguns exemplares encontrados em museus da Europa traziam a origem, o Brasil. Mas não informavam a região.

    O ornitólogo decidiu vir ao Brasil em expedição para localizar a Lear. Uma procura que durou mais de dez anos. Ao final, o menino Eurivaldo Macedo Alves, estava lá, ao lado do pesquisador famoso. Caboclo, como é conhecido, hoje tem 33 anos. Mas lembra de cada detalhe da descoberta que acabou dando identidade à espécie.

    ¨No final dessa expedição, o pesquisador já estava em Salvador para ir embora. Ele perguntou para o meu pai, Eliseu, se tinha possibilidade de procurar onde tava o dormitório. Meu pai disse que sim. E todo mundo ficou alegre quando viu o bicho e foram tirar foto¨, relembra o Cabloco.

    Hábitos e costumes

    Diferente das outras araras-azuis, a Lear não dorme empoleirada. Procura abrigo nas fendas ou na vegetação no alto dos paredões. Basta o sol sair e começa uma barulhenta revoada.

    Ela é uma das quatro espécies de arara-azul no Brasil. Duas delas já são consideradas extintas. A Lear é muito parecida com a arara-azul-grande - ou una - que habita principalmente na região Central do Brasil. Mas é menor, tem no máximo 70 centímetros e a plumagem é de um azul mais pálido. Quando estão acasaladas, se separam do bando e passam a freqüentar o ninho nas grotas dos paredões.

    O casal que fica mais tempo no buraco está, provavelmente, com o ninho pronto e já tem filhotes. Eles se revezam nos cuidados e na vigília e chegam a criar três filhotes por temporada. Mas a média de sobrevivência é de duas ararinhas por casal.

    Um casal vizinho tem comportamento diferente. Permanece por mais tempo fora, porque ainda deve estar formando o ninho. O solitário que acompanha é um viúvo. É a característica das espécies dessa família, os psitacídeos. Os casais formados são fiéis até a morte.

    Os guardiões

    A observação e os censos realizados mensalmente, sempre no mesmo dia do mês, em Serra da Toca Velha e no outro dormitório, a Serra Branca, servem exatamente para os pesquisadores conhecerem melhor a espécie e fazer descobertas. ¨Nesta visita chegamos a contar 15 aves. Mas a gente pode observar que em determinadas épocas elas se mudam, então, uma das conclusões é que elas realmente são migratórias¨, explica a veterinária Débora Malta Gomes, pesquisadora do Cemave.

    As araras disputam espaço e defendem o ninho. Basta um piado de gavião e elas partem aos gritos. Débora, com ajuda de binóculos, observa tudo. Aos olhos de Caboclo também não escapa nada. Observando, parado entre os paredões, o guardião da Toca Velha está em casa, como as araras.

    A redescoberta deixou a Lear ainda mais vulnerável. Apanhadores de araras, como são chamados os que trabalham para os contrabandistas, escalam os paredões e retiram os filhotes, alimentando o tráfico internacional de animais. A mobilização en favor da espécie começou em 92. Hoje existe um comitê para conservação e bases para a pesquisa. Uma delas bem perto da Serra Branca, outro dormitório e área de reprodução das araras, no município de Jeremoabo.

    O fruto da vida

    A base de campo fica numa propriedade particular, uma fazenda que leva o mesmo nome da serra. Biólogos, veterinários e funcionários do projeto partem para o trabalho de rotina. Em 2001, o trabalho de campo passou a ser coordenado pelo Cemave, em parceria com a Proaves, a Associação Brasileira para Conservação das Aves, e a Biodiversitas, uma organização não governamental.

    Seo Moacir, funcionário do Cemave, é o responsável pela alimentação das araras. Duas vezes ao dia, em tempo mais seco e escasso de alimento, ele se embrenha na caatinga para apanhar cachos de licuri. O coquinho de palmeira nativa das regiões semi-áridas de Pernambuco e Bahia é o principal alimento dela. A palmeira tem de estar à mostra, com árvore alta ao redor que os pesquisadores chamam de sentinela. As árvores sentinelas servem para a vistoria do lugar. Enquanto uma vigia, a outra busca o alimento.

    E a maneira como a Lear come o fruto impressiona. Ela limpa o coco num só giro, abre e, com a ajuda da língua, retira o alimento. A animada refeição atrai outros bichos, numa rica interação. O chão fica ocupado por pássaros de todo tipo e até um tatu-peba vem buscar a sobra.

    Terminado o licuri, Seo Moacir trata de pendurar espigas de milho no licurizeiro encontrado e em outras palmeiras ao redor. Na falta do licuri, a notícia é que lavouras de milho foram destruídas, distantes das áreas de alimentação natural das araras. Uma viagem muitas vezes sem volta. ¨Esta é a forma de manter as araras na região¨, explica seo Moacir.

    E as araras comprovam o gosto pelo milho, sai até briga! Elas pegam o alimento e partem para a árvore sentinela, o lugar da refeição. Sobra muito pouco para o jumento e os pássaros que terminam a limpeza das espigas. O trabalho do Seo Moacir não termina. Agora ele caminha na direção de um grande viveiro, que aqui é chamado de voadeira. Lá estão os dois filhotes que cairam do ninho, encontrados durante o censo de março de 2003.

    Um dos filhotes nem espera o tratador terminar o trabalho e o cacho quase cai em cima dele. Passado o susto, logo as duas araras estão quebrando o coco. Os filhotes aprenderam depressa a matar a fome. Aqui as ararinhas ganham tempo... No recinto de quinze metros de altura, os primeiros vôos e exercícios para fortalecer a musculatura.

    A liberdade ainda não tem data prevista. O bando fica à espera, entre os paredões da Serra Branca. Mas para participar das grandes revoadas no final do dia, os filhotes ainda têm muito o que aprender.

    O Senhor Natureza

    Plantio irrigado do licuri para garantir o alimento às futuras gerações. Os censos mensais e simultâneos na Serra Branca e Toca Velha. O monitoramento e mapeamento dos ninhos. São algumas iniciativas do Projeto Arara-Azul-de-Lear no trabalho para a conservação da espécie.

    Um esforço que não é só governamental e de entidades ambientalistas. Moradores hoje fazem parte de um contingente que, voluntariamente ou depois de participarem de programas de educação ambiental, vêem a arara-azul com outros olhos.

    Otávio Manuel de Farias é um deles. Na década de 80, ele comprou 20 mil hectares de caatinga com o objetivo de preservar. Dono da fazenda Serra Branca, área de reprodução da Lear, ele abriu 60 quilômetros de trilhas e estradas para facilitar o trabalho de preservação.

    Do alto dos paredões da Serra, enquanto se contempla a dimensão do vale, uma grande surpresa! O ururbu-rei. Na verdade, um abutre, dos mais coloridos. De tão caçado, é raro no Brasil. Mede 79 centímetros e tem uma envergadura de um metro e oitenta. O rei não tem garras, mas um bico tão forte capaz de rasgar o couro do boi.

    A três mil metros de altura, ele enxerga uma presa de 30 centímetros. Mas prefere animais grandes e só depois que termina de comer deixa os outros urubus se aproximarem. Ele é outro animal que está salvo, nos domínios do senhor Otávio. O agropecuarista tem 60 anos, mas se tornou um preservacionista ainda jovem.

    Seo Zequinha é outro guardião da natureza. Nascido e criado ao pé da Serra da Toca Velha, em Canudos, a casinha onde vive com a mulher é feita de barro até o teto. Mas o avô, o primeiro a chegar aqui - isso em 1907 - morava no paredão da serra. O avô foi caçador, mas seo Zequinha garante que sempre defendeu as araras: ¨A arara tem que manter¨.

    Zequinha acompanha Caboclo pra todo lado. Este sim, Um representante das novas gerações de defensores. Se depender de Caboclo, a arara-azul-de-Lear tem vida eterna na Toca Velha. ¨Não quero sair da toca nem quando eu morrer. Quero ficar por aí, porque de alguma forma pelo menos assusto o povo. Vou ficar assombrando¨.

    Assombrando o povo e zelando, eternamente, pela arara-azul-de-Lear.

    Fonte: www.terradagente.com.br

    Arara Azul de Lear

    Arara Azul de Lear

    A arara-azul-de-Lear (Anodorhynchus leari) é uma espécie cuja área de ocorrência na natureza foi descoberta há apenas três décadas e já consta entre as mais ameaçadas de extinção do país.

    Pouco se conhece a cerca de sua biologia e, ações visando sua conservação, têm caráter urgente em virtude de sua reduzida área de ocorrência, baixo número de indivíduos, destruição de seus habitats, intensa pressão pelo tráfico de animais silvestres e redução da oferta de alimento. Sua dieta é altamente especializada em coquinhos de licuri, Syagrus coronata. Estas características levaram a espécie ao status de criticamente ameaçada, sendo incluída no Apêndice I da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES) e consta da lista oficial de espécies da fauna brasileira ameaçada de extinção (MMA 2003). Com o objetivo de estabelecer estratégias para a conservação desta arara, foi criado pelo IBAMA, em 1992, um grupo de trabalho para elaborar, discutir e implementar ações para a conservação da espécie e de seu ambiente. A iniciativa evoluiu para o atual Comitê para Conservação e Manejo da Arara-azul-de-Lear Anodorhynchus leari.

    População em cativeiro

    O trabalho com aves em cativeiro, tem como objetivo revigorar a população selvagem, contemplando duas linhas de ação: a reprodução de matrizes em cativeiro para reintrodução dos filhotes na natureza e a readaptação e reintrodução de indivíduos apreendidos, recentemente capturados na natureza.

    Para alcançar estes objetivos, é desejável que se criem vários centros de reprodução, em diferentes localidades do Brasil, com o intuito de formar populações reprodutivas isoladas, evitando assim que catástrofes naturais ou doenças dizimem os exemplares de cativeiro.

    Para início deste trabalho, previu-se a criação de um centro de quarentena, adaptação e reprodução de araras, que serviria como ponto de dispersão das matrizes para os outros centros menores.

    Por se tratar de uma espécie de clima quente, o local escolhido para tal empreendimento foi a Praia do Forte, contando com a estrutura necessária para manutenção do quarentenário e com boas condições de acesso, inclusive em relação ao Aeroporto da capital (Salvador), o que facilita muito a entrada e saída de aves, bem como de técnicos e equipamentos necessários para a execução dos trabalhos.

    Fonte: www.rio.rj.gov.br

    Arara Azul de Lear

    Anodorhynchus leari

    Classe: Aves
    Ordem: Psittaciformes
    Família: Psittacidae
    Nome científico: Anodorhynchus leari
    Nome vulgar: Arara-azul-de-lear
    Categoria: Ameaçada

    Arara Azul de Lear

    Características

    Porte franzino, malgrado, bico possante e sem dente. Cabeça e pescoço azul-esverdeados, barriga azul desbotado, apenas as costas e lado superior das asas e cauda azul-escura (cobalto).

    Anel perioftálmico amarelo relativamente claro, pálpebra azul clara, branca ou levemente azulada, íris castanha. Na barbela forma uma nódoa amarela- enxofre clara, mais pálida que o anel perioftálmico, quase triangular, situada de cada lado da base da mandíbula. A barbela é saliente na ave viva, dando muito na vista e nunca desaparece abaixo da plumagem; quando observamos a ave de frente, a barbela apresenta-se como dois bojos superpostos, separados por uma prega a qual desaparece quando o bico é aberto.

    Na ave morta, a barbela é plana e poço impressionante. A barbela é delimitada inferiormente por uma porção de penas dirigidas para diante, as quais ocultam por completo uma faixa amarela bem estreita que orla a base da mandíbula. A borda superior da maxila, meio escondida pelas penas frontais, pode ser também amarela como na supracitada espécie. Interior da boca negro, lados da base da língua extensamente amarelos, aparecendo como uma continuação das barbelas quando a ave abre o bico. Utiliza-se, como moradia, de locas de pedras situadas nas mais íngremes paredes de canyons.

    Alimentação Predileta

    Cocos de licuri (Syagrus coronata).

    Parte de sua área esta dentro da "Estação Ecológica do Raso da Catarina", criada em 1975 pela SEMA. A preservação da espécie é assim garantida, teoricamente. Anodorhynchus leari é um substituto geográfico de Anodorhynchus glaucus; ambos, sendo largamente separados por Anodorhynchus hyacinthinus, formam uma superespécie. Retriz central 40 cm.

    Peso

    940 gramas.

    Comprimento

    71 a 72 cm.

    Ocorrência Geográfica

    Região semi-árida do nordeste da Bahia. Pedras situadas nas mais íngremes paredes dos canyons. Esta ave é endêmica da caatinga baiana, e encontra-se protegida na Estação Biológica Canudos.

    Categoria/Critério

    Ameaçada.

    Cientista que descreveu

    Bonaparte, 1856.

    Observações adicionais

    Tamanho populacional reduzido ou em declínio com probabilidade de extinção na natureza em pelo menos 50 por cento em 10 anos ou 3 gerações. É uma das espécies de aves menos conhecidas e mais ameaçadas de extinção: estima-se que atualmente existem apenas cerca de 180 indivíduos na natureza além de 20 em cativeiro. Muito rara, durante muitos anos não era encontrada na natureza. Em 1978 foi localizada no Raso da Catarina, nordeste da Bahia. É a única arara da região. Vive geralmente em pedras íngremes de canyons.

    Fonte: MMA/SINIMA

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