
Arara Azul de Lear
Psittaciformes
Psittacidae
Arara-azul-de-lear
Indigo macaw
Anodorhynchus leari
Bahia, na cidade de Canudos.
Caatinga, em áreas de canyons e rochedos.
Principalmente sementes de licuri, mas também pinhão, umbu mucumã.
Período de incubação de 25 a 28 dias, botando de 1 a 3 ovos.
Em cativeiro aproximadamente 60 anos.
Criticamente ameaçada de extinção.
Fonte: www.zoologico.sp.gov.br

Arara Azul de Lear
Esta espécie habita uma região próxima à área de ocorrência da Ararinha-azul. Embora também viva na região de caatingas do norte baiano, esta espécie ocupa um tipo diferente de caatinga.
Existem, hoje, cerca de 60 araras desta espécie na natureza. Conhecemos lá alguns detalhes sobre a vida desta espécie, mas até a década de 70 não sabíamos praticamente nada. Descoberta para a ciência no século passado, esta arara esporadicamente apareceu no comércio de aves vivas ao longo deste século, sem que sua origem fosse conhecida.
Nunca foi freqüente no comércio de animais vivos e somente poderemos especular uma caça pelo homem como alimento, já que não existem registros desta atividade sobre a arara.
Extinta provavelmente no final do século passado, foi a primeira ave brasileira a desaparecer da face da terra. Pouco é conhecido de sua vida em liberdade, sabendo-se unicamente que vivia nos paredões rochosos do Rio Paraná, onde provavelmente nidificava, como faz nas barrancas do nordeste a arara Anodorhynchus leari e algumas populações de Anodorhynchus hyacinthinus.
Como as outras duas araras do gênero Anodorhynchus, possuía a cor azul como dominante, embora fosse um azul-acinzentado fosco, sem o brilho da plumagem de Anodorhynchus hyacinthinus ou do corpo e cauda de Anodorhynchus leari.
A maior de todas as araras e de toda a família dos psitacídeos (a que engloba papagaios, araras, periquitos e assemelhados) no mundo. Dentre as araras azuis, é a que possui distribuição geográfica mais ampla, ocupando no passado todo o Centro- oeste e parte do nordeste brasileiro, além de penetrar em faixas do sul da Amazônia, chegando ao extremo noroeste do Estado de São Paulo.
A situação de conservação da Arara-azul é bastante problemática devido à pressão humana. Sua antiga área de ocorrência foi extremamente alterada por desmatamentos, especialmente nos últimos 50 anos. A perda do ambiente significa a extinção da espécie nos locais onde ocorre. Ao mesmo tempo, há o comércio ilegal de aves vivas tanto no País quanto no exterior para onde são contrabandeadas.
Caso não haja uma firme tomada de consciência tanto internamente quanto no exterior, a manutenção deste mercado ilegal levará à extinção a maior Arara da face da terra em poucos anos.
Referências
PAULO DE TARSO ZUQUIM ANTAS Biólogo Centro de Pesquisas para a Conservaçãode Aves Silvestres
PAULO DE TARSO ZUQUIM ANTAS Biologist Research Center for Preservation of Wild Birds CEMAVE/IBAMA
Fonte: www.escolavesper.com.br