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Arara Azul Grande



 

Arara Azul Grande

O Ibama acaba de criar um comitê de especialistas para cuidar especificamente dos assuntos relacionados à conservação e ao manejo da arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacintinus). Até hoje, esta arara (foto) dividia com outra do mesmo gênero - a arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari) - um único comitê. A espécie, também conhecida como arara-una, está ameaçada de extinção e deverá constar da nova lista vermelha do Ibama na categoria de vulnerável. Com um comitê exclusivo, a arara-azul-grande deverá receber mais atenção das instituições envolvidas no manejo e conservação da espécie.

Além do Ibama, que coordenará as ações do comitê, fazem parte do novo grupo a Sociedade de Zoológicos do Brasil (SZB) e a Sociedade Brasileira de Ornitologia (SBO). Entre os especialistas que discutirão as diretrizes para a arara-azul-grande, estão os biólogos Neiva Guedes ? coordenadora do Programa Arara-Azul, Yara de Melo Barros, do Ibama, Ricardo Bonfim Machado, da Conservation International e o ornitólogo Pedro Scherer Neto, do Museu Capão da Imbuia.

O comitê, de caráter consultivo, terá como uma das principais atribuições o estabelecimento de estratégias para estudo, manejo e conservação da arara-azul-grande com o objetivo de alcançar o estabelecimento de populações geneticamente viáveis da espécie. A meta é evitar que a arara atinja o mesmo grau de ameaça que já levou ao desaparecimento da natureza a ararinha-azul (Cyanopsitta spiixi) e reduziu a população de araras-azuis-de-lear (Anodorhynchus leari) a cerca de 400 indivíduos em estado selvagem.

A arara-azul grande se destaca pela sua beleza e por ser o maior dos psitacídeos (papagaios, periquitos, araras, maritacas, etc) existentes, chegando a medir um metro da ponta do bico à ponta da cauda, com peso de 1,3 kg.

Prioridades

A arara-azul-grande se tornou símbolo do Pantretal matrogrossense, graças, sobretudo, ao trabalho desenvolvido nos últimos anos pela equipe da bióloga Neiva Guedes, do Projeto Arara-Azul, que conseguiu reverter a trajetória de ameaça de extinção em que a ave se encontrava. Além dessa região, a arara-azul-grande também pode pode ser localizada nos estados de Tocantins, Pará, Maranhão e região norte da Bahia.

Todavia, a única população sobre a qual se tem maior conhecimento e controle é a que habita o Pantretal. Nas demais regiões de ocorrência da ave, o levantamento sobre as populações, bem como as pesquisas seus hábitos e sua ecologia estão apenas no começo. Os projetos de conservação para as araras dessa espécie nas respectivas regiões deverão ser uma das discussões mais imediatas do comitê.

Além disso, é preciso saber exatamente quantas aves dessa espécie estão em poder dos criadouros científicos e conservacionistas, para que se estabeleça uma política de manejo dessas aves em cativeiro. Assim como ocorre para outras espécies ameaçadas, a população cativa representa um patrimônio importante para pesquisas genéticas, de comportamento e mesmo para programas de reintroduções na natureza.

Fonte: www.mma.gov.br

Arara Azul Grande

Arara Azul Grande

Nome Científico: Anodorhynchus hyacinthinus
Habitat: Buritizais em cerrados, matas ciliares e florestas de galerias.
Alimentação: Sementes, frutas, insetos e pequenos vertebrados.
Peso: 1,5 kg
Tamanho: 98 cm a 1,135m
Período de Vida: 30 a 40 anos
Incubação: 30 dias.

Distribuição Geográfica

Pará, Maranhão, Bahia, Mato Grosso e Minas Gerais.

Curiosidades

Menos dotada que seus parentes, os papagaios, a arara só é capaz de aprender algumas palavras isoladas. Desde o século XVI as araras são muito procuradas como bichos de estimação e, antigamente, possuir uma arara era sinal de grande riqueza. É o maior representante da família em todo o mundo.

Esta espécie está disponível para adoção. Saiba mais sobre o programa Adote um Bicho.

Espécie ameaçada de extinção. Caça; Comércio clandestino, a partir da captura de filhotes ainda no ninho; Habitat natural alterado através da destruição antrópica. (Lista das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçada de extinção - normativa n° 3 27 de maio de 2003 IBAMA/MMA)

Fonte: www.ulbra-to.br

Arara Azul Grande

Arara Azul Grande

Nome comum: Ararinha Azul
Nome científico: Cyanopsitta spixii (cyano = azul escuro; psitta = psitacídeo)
Nome em inglês: Spix's macaw
Nome em espanhol: Guacamayo Spixii
Nome em italiano: Ara di spix
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Psittaciformes
Família: Psittacidae
Comprimento de 27 a 56 cm
Comprimento da cauda: 35 cm
Cor: Azul
Peso: por volta de 350g
Reprodução: Sua postura é de 3 a 4 ovos, e a maturidade sexual observada em aves cativas - é de 4 a 5 anos.

Ovos

Seus ovos, medem aproximadamente 35 mm de diâmetro.

Alimentação: sementes das caraibeiras (T. caraiba), de pinhão (Jatropha mollissima), faveleira (Cnidoscolus phyllacanthus) e de baraúna (Schinopsis brasiliensis). Em cativeiro é composta de grãos, frutas diversas, ração comercial para psitacídeos, suplementação mineral e polivitamínica.

Causas da extinção

Esta espécie foi desaparecendo e sua população, que já era restrita desapareceu.

Isso devido à captura para o tráfico de animais para servir como ave ornamental ou de estimação e também a destruição de seu habitat original.

Considerada extinta pelo IBAMA, em julho de 2002, é a Arara mais rara do mundo! O último exemplar selvagem conhecido dessa espécie e que habitava a região de Curaçá, no sertão da Bahia, desapareceu em outubro de 2000. Este macho de tão solitário (pois sua espécie é gregária, vivendo em grupos) acabou acasalando com uma fêmea de Maracanã (Ara maracana), que também vive no mesmo habitat. Logicamente, mesmo com o casal tentando reproduzir, não houve filhotes. A Ararinha Azul vivia no extremo norte da Bahia ao sul do Rio São Francisco, na Caatinga, onde ocorrem caraibeiras, pinhões e faveleiras (plantas que ela utilizava). De hábitos sociais selvagens pouco conhecidos, faz seus ninhos em caraibeiras (Tabebuia caraiba), substituídos em cativeiro pelos ninhos de madeira. Atualmente (2002), existem apenas 60 exemplares em cativeiro no mundo, o Brasil detém a propriedade de apenas oito.

As demais estão em poder de mantenedores que integravam o grupo e de colecionadores particulares estrangeiros. Como se pode ver pela foto, esta Arara é também única na sua aparência.

O azul é de um tom diferente. chegando em algumas penas a tornar-se cinzento, cores menos apelativas do que a maioria das Araras que conhecemos. O bico é menor em relação as outras espécies e tem uma particularidade única, tem uma parte de pele nua de cor cinzento escura que vai desde a parte superior do bico até ao olho, esta parte cinzenta deixa sobressair a cor amarela da íris do olho. É uma ave muito difícil de procriar em cativeiro. Mesmo antes de se encontrar em extinção, foram poucos os registros de criações com grandes sucessos.

Fonte: www.felipex.com.br

Arara Azul Grande

Arara Azul Grande

Nome Vulgar Arara-Azul
Nome Científico: Anodorhynchus hyacinthinus
Ordem: Psittaciformes
Família: Psitacídeos

Habitat

Encontram – se nas florestas e prados tropicais das Américas do Sul. É uma das aves que habita o Pantretal.

Características

São as maiores araras e as mais coloridas, destacam-se pelo cor azulada da sua plumagem, pela cor amarelada do mento e do anel orbital. Chegando a medir 1 m comprimento, é maior que as suas parentes (papagaios, periquitos, araras, maritacas, etc.),. Pesa cerca de 1,3 kg e possui um bico forte, língua carnosa e cauda longa em forma de espada.

Comportamento

Alimenta-se de semente e larvas de insecto. O bico forte permite-lhe escavar o tronco das árvores para comer larvas de insectos. A época de reprodução é de Novembro-Janeiro, o período de incubação é de 28-30 dias. Nidifica no interior dos troncos das árvores, onde põe 1-3 0vos. Os ovos são postos na Primavera, os adultos alimentam as 2 crias, regurgitando a comida. Com seis meses de idade as araras já são adultas, atingem a maturidade aos 3 anos. Voa em pequenos bandos ou aos pares. Têm um voo lento, contudo, são capazes de descrever curvas fechadas. Longevidade: 30 a 40 anos.

Distribuição: ocorre do centro-norte ao centro-sul do Brasil, noroeste do Paraguai e leste da Bolívia

Ameaça: vulnerável

Fonte: profs.ccems.pt

Arara Azul Grande

Arara Azul Grande

Nome popular: Arara Azul Grande

Nome Científico: Anodorhynchus hyacinthinus

Distribuição geográfica: Norte e Nordeste do Brasil. Vive nas matas do interior do Brasil: Maranhão, Bahia, Mato Grosso, Minas Gerais e Goiás. Hoje é raro encontrá-la em liberdade. Mas, no interior da Bahia, ainda podemos encontrar alguns espécimes em liberdade.

Habitat natural: Florestas tropicais.

Hábitos alimentares: É omnívora. Alimenta-se de sementes e frutas. Em cativeiro, é comum comer amendoim, girassol, milho verde e frutas.

Tamanho: Até 1,10 metro. É a maior ave da família dos psitacídeos.

Peso: Cerca de 500 g

Período de gestação: O período de incubação dura 30 dias.

Número de crias: Costumam nascer 2 crias de cada vez. São alimentadas pelos adultos, que regurgitam a comida. Elas chegam à idade adulta aos 6 meses.

Tempo médio de vida: 30 anos.

Estado de conservação da espécie: Esta espécie está em extinção, principalmente devido à destruição do seu habitat natural e à expansão humana para os territórios que antes eram “propriedade” das araras e que agora se “humanizaram”.

Fonte: animaisdomundo.com.sapo.pt

Arara Azul Grande

Reino:Animali
Filo: Chordata
Classe: aves
Ordem: Psittaciformes
Família: Psitacidae
Gênero: Anodorynchus

Arara Azul Grande

Espécie

Anodorhynchus hyacintinus (Latham, 1790), Anodorhynchus leari (Bonaparte, 1856) e Anodorhynchus glaucus (Vieillot, 1816)/ Cyanopsitta spixii (Wagler, 1832)

Nome binominal (inglês)

Anodorhynchus + espécie

Nome vulgar (popular)

Arara-azul, sendo que a 'arara-azul-pequena' também é conhecida pelos nomes de arara-azul-claro, arara-celeste, arara-preta, araraúna e araúna. Quanto a ararinha-azul também é conhecida pelos nomes de arara-celeste, arara-do-nordeste e arara-spixi. Seu nome específico é uma homenagem ao naturalista alemão Johann Baptiste von Spix.

Distribuição Geográfica

Anodorhynchus é uma género de aves psitacídeas que inclui três espécies de arara, exclusivas das florestas tropicais da América do Sul e que podem ser observadas no Brasil: A arara-azul de Lear (Anodorhynchus leari), hoje é vista raramente e o seu estado de conservação é crítico. Pode ser encontrada no interior do estado da Bahia. A arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus) também originalmente encontrada nas matas brasileiras, Pode ser encontrada no Complexo do Pantretal onde projetos de preservação garantiram no ano de 2001 uma população de 3.000 exemplares. A ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) é uma arara restrita ao extremo Norte do estado brasileiro da Bahia ao Sul do rio São Francisco, ou seja, é uma espécie endêmica (que só ocorre na região) do Nordeste brasileiro, em especial nos estados da Bahia, Piauí e Maranhão e áreas úmidas do sertão, onde riachos temporários permitem a existência de árvores mais altas, característica típica da região de Curaçá, no extremo norte da Bahia, ao sul do rio São Francisco.

Habitat

Hábito alimentar

Anodorhynchus enquanto vivendo livremente, consiste em sementes, frutas, insetos e até de pequenos vertebrados. A ararinha-azul é herbívora, mas em cativeiro é alimentada com uma ração especial que tem todos os elementos necessários para a sua sobrevivência. Gosta de frutos, tendo preferência pelo buriti.

Reprodução

A arara-azul de Lear Anodorhynchus leari) torna-se madura para a reprodução aos 3 anos e sua época reprodutiva é entre janeiro e novembro. Normalmente nascem 2 filhotes por vez e a gestação dura em torno de 30 dias. Depois do nascimento das araras azuis, elas ficão cerca de 3 meses no ninho sob cuidado dos pais, até se aventurarem no primeiro vôo. A arara-azul-grande torna-se madura para a reprodução aos 3 anos e sua época reprodutiva ocorre entre janeiro e novembro. Nascem 2 filhotes por vez e a encubação dura cerca de 30 dias. Depois que nascem, as araras-azuis ficam cerca de três meses e meio no ninho, sob o cuidado dos pais, até se aventurarem no primeiro vôo. A convivência familiar dura até um ano e meio de idade, quando os filhotes começam a se separar gradativamente dos pais. A arara-azul-pequena (Anodorhynchus glaucus) é uma arara encontrada na baixa bacia dos rios Paraná e Uruguai, na Argentina, Paraguai, Uruguai e sul do Brasil. a ararinha-azul Tal espécie chega a medir até 57 cm de comprimento, com plumagem azul, com asas e cauda muito longas e mais escuras, bico negro com grande dente maxilar e íris amarelo-mostarda.

Período de vida

Aspectos gerais: As araras são um tipo de papagaios coloridos, pertencentes a alguns géneros da família Psittacidae. O grupo encontra-se num estado de conservação ameaçada, graças à caça furtiva devida à sua procura como animais de estimação, e ao desaparecimento do seu habitat. As araras-azuis são aves de grande porte, com comprimento variável entre os cerca de 70 cm da arara-azul-pequena e os 100 cm da arara-azul-grande, o maior representante da ordem Psittaciformes.

A Anodorhynchus leari constata em sua plumagemuma uniformidade, em tons de azul ou azul-esverdeado. O bico é poderoso e preto. Estas araras distinguem-se dos membros do género Ara, pela presença de manchas amarelas na cabeça, na zona da bochecha e em torno dos olho. A arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus) possui uma plumagem azul com um anel amarelo em torno dos olhos, e fita da mesma cor na base da mandíbula. Seu bico é desmesurado parecendo ser maior que o próprio crânio.A arara-azul-pequena é uma espécie de pequeno porte, com cerca de 68 cm de comprimento, plumagem azul-esverdeada clara, garganta anegrada, bico muito grande e grosso com barbela amarelo-enxofre clara.

Os psittaciformes apresentam características especiais, pois ao longo de sua vida têm apenas um parceiro, formando casais fiéis por toda a vida. Se algum deles morre, o outro permanece sozinho ou apenas se integra a um novo grupo. A ararinha faz ninho em ocos de árvores bem altas e antigas. Em decorrência de corte indiscriminado de árvores da caatinga, aonde restam apenas árvores mais jovens, não tão desenvolvidas e altas, têm dificultado em muito a reprodução desta espécie, inclusive sua adaptação às novas condições. Esta ecologia peculiar levou a que o seu número de efectivos fosse decrescendo, sendo em 2000 considerada extinta na natureza quando o seu último exemplar livre conhecido foi capturado.

Estado de Conservação da Espécie

Todas as espécies de arara-azul encontram-se em ameaçadas de extinção, devido à caça e à degradação de habitat. a arara-azul-pequena é considerada extinta por muitos pesquisadores por não ser avistada na natureza há mais de 80 anos, sendo que não existem exemplares em cativeiro. A ararinha-azul também ameaçada de extinção. O último indivíduo observado na natureza, um macho, morreu após ter batido numa linha de alta tensão.

Atualmente existem 68 exemplares da ararinha-azul no mundo. Destes, apenas oito podem ser encontrados no Brasil, sendo que dois estão em exposição no Zoológico de São Paulo. Apesar de serem um casal, as ararinhas da Fundação Parque Zoológico de São Paulo, ainda não tiveram filhotes, pois são jovens.

Mesmo com intensas campanhas de educação ambiental e inúmeros projetos de ecologia e conservação, esta espécie não vive mais solta na natureza, restando algumas em cativeiro, onde é extremamente rara a sua reprodução. Em 2006, decorria um programa para libertar alguns casais em uma área específica bem guardada e adequada para a sobrevivência da espécie, a fim de evitar o cruzamento entre indivíduos consangüíneos, do mesmo sangue ou pais. Recentemente, no ano de 2001, foi visto um exemplar macho solto na natureza. Mas tudo indica que foi libertado por alguma pessoa.

Economia animal

Essas aves estão atualmente ameaçadas de extinção, sendo as principais causas a caça, o comércio clandestino, no qual as aves são capturadas enquanto filhotes, ainda no ninho e a degradação em seu habitat natural através da destruição atrópica. em relação a ararinha-azul podemos dizer que maior responsável pelo desaparecimento desta ave é o ser humano devido ao intenso tráfico. Os compradores são atraídos pela sua bela cor azul e principalmente pela ganância de possuir uma espécie tão rara. Um exemplar da ararinha-azul chega a custar no mercado negro cerca de U$S 100.000,00. As décadas de 70 e 80 foram as mais críticas para a espécie, num período em que o tráfico actuava fortemente para fora do Brasil.

Referências

(en) BirdLife International (2004). Cyanopsitta spixii. 2006 IUCN Red List of Threatened Species. IUCN 2006. Acesso a 18.10.2007.

(en) BirdLife International (2004). Anodorhynchus glaucus. 2006 IUCN Red List of Threatened Species. IUCN 2006. Acesso a 18.10.2007.

(en) BirdLife International (2004). Anodorhynchus hyacinthinus. 2006 IUCN Red List of Threatened Species. IUCN 2006. Acesso a 06.11.2007.

(en) BirdLife International (2004). Anodorhynchus leari. 2006 IUCN Red List of Threatened Species. IUCN 2006. Acesso a 06.11.2007.

Fonte: bioparqueamazonia.com.br

Arara Azul Grande

Características

Também conhecida como araraúna é o ma ior de psitacídeo do mundo, medindo 93 cm de comprimento, penas centrais da cauda com 55 cm, 1,5 kg de peso. A plumagem é predominatemente azul cobalto, mais escura nas asas, o bico é cinza escuro, muito grande, aparentando ser maior que o próprio crânio, sem dentes na maxila, porém com pronunciado entalhe na mandíbula, com mandíbula e pele do contorno dos olhos amarelos. A língua é negra com uma tarja amarela longitudinal.

Não há distinção entre machos e fêmeas. Os machos normalmente são mais robustos, principalmente no bico, com a cabeça mais quadrada. A cauda também é maior. Podem atingir de 30 a 40 anos de idade.

Habitat

Buritizais, pantretal, matas ciliares e cerrados adjacentes.

Ocorrência

No Brasil nos estados do Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Bahia, Sul do Piauí e do Maranhão e no Pará.

Hábitos

Espécie é monógama, permanecendo unidos por toda a vida. São animais muito sedentários e gregários, cuja população está relacionada a existência de árvores para nidificação e aos cocos de poucas espécies de palmáceas. A falta de um destes fatores impede a sobrevivência da ave. Na natureza, observam-se as araraúnas em famílias, pares ou bandos de até 63 indivíduos (no Pantretal, até julho de cada ano). No Pantretal, é comum observar araraúnas próximas às sedes de fazendas; isto ocorre porque as sedes são construídas nas partes mais elevadas e onde se localizam os acuris e as bocaiúvas (palmáceas). Têm o vôo pesado, no entanto são capazes de descrever curvas fechadas.

Alimentação

Sementes e frutos

Reprodução

Atingem a maturidade aos 3 anos. Época reprodutiva vai de novembro a janeiro.

Fazem ninhos em árvores e nos buritis. P ostura de 01 a 3 ovos e i ncubação dura de 27 a 29 dias. Os ovos são redondos. Os filhotes nascem medindo 10 a 12 cm e pesando 20 a 27 gramas. Ganham peso e crescem rapidamente. Os filhotes abandonam o ninho com 15 semanas de idade. Produzindo em média dois filhotes a cada dois anos, mas com a sobrevivência de apenas um filhote na maioria dos casais, a arara-azul também tem baixa taxa reprodutiva. Além disso, 20 a 40% dos ovos são predados a cada: ano e 10 a 15% dos filhotes que nascem, são predados ou morrem antes de completar cinco dias de vida. As árvores para a nidificação, no Pantretal, é a ximbuca (Enterolobium cortisiliquun), o angico-branco (Albizia niopoides) e, principalmente, o manduvi (Sterculia striata). São árvores de grande DAP (diâmetro na altura do peito) e por isso possuem ocos compatíveis com os ninhos ideais para a araraúna. Esta ave nunca inicia um oco, porém pode aumentá-lo. O preparo do ninho, a postura e o cuidado com os filhotes são ações que demonstram a cooperação do casal.

As araraúnas são fiéis a seus pares e na perda do macho ou da fêmea, seu par fica sozinho, não se compondo novamente com outro indivíduo. Os ninhos são disputados com outras espécies de aves como: arara-vermelha (Ara chloroptera), gavião-relógio (Micrastur semitorquatus), urubu (Coragyps atratus) e pato-do-mato (Cairina moschata) e, mais raramente, por marreca-cabocla (Dendrocygma autumanalis) , Falco refigulares e tucano (Ramphastos toco). Outros animais como porco-espinho (Coendou prehensilis) e abelhas (Melis apiphera) também podem ocupar os ninhos da araraúna.

Arara Azul Grande

Predadores naturais

Os prováveis predadores de seus ovos são: gralha (Cyanocorax sp.), tucano (Ramphastos toco), carcará (Poliborus plancus), quati (Nasua nasua), irara (Eira barbara) e gambá (Didelphis albiventris). Os prováveis predadores de filhotes são: gavião-relógio (Micrastur semitorquatus), gavião-pernilongo (Geranospiza caerulesncens), gavião-preto (Buteogallus urubutinga) e irara.

Ameaças

Ameaçada de extinção. Hoje a população é diminuta por causa da destruição dos habitats (desmatamentos e queimadas), do tráfico e do baixo sucesso reprodutivo. O pisoteio do gado dificulta o crescimento e a manutenção da população da bocaiúva, o que dificulta a oferta de alimentos para a araraúna. O manejo da pastagem para o gado é feito através de queimadas, as quais se alastram e queimam as cordilheiras e capões, onde existem o alimento e os ninhos das araraúnas. A caça que foi intensa até a década de 80 e hoje ainda é uma ameaça para as populações Norte e Nordeste do Brasil, juntamente com a coleta de penas para cocares e colares nas áreas indígenas.

Fonte: www.vivaterra.org.br

Arara Azul Grande

Nome Científico Anodorhynchus hyacinthinus
Família: Psittacidae
Ordem: Psittaciformes

Distribuição

Bolívia, Paraguai e Brasil (Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Maranhão, Bahia, Piauí, Pará, Tocantins e Goiás).

Habitat

Regiões pantaneiras, várzeas ricas em palmeiras e regiões de floresta úmida.

Alimentação

Sementes e cocos de palmeiras.

Reprodução

Postura de 1 a 2 ovos. Incubação de 30 dias.

Conservação

Vulnerável. Ameaçada de Extinção

A arara-azul é a maior espécie da família Psittacidae no planeta. Da ponta do bico até a ponta da cauda, um indivíduo adulto pode atingir 1m de comprimento e pesar 1,3 kg. A arara-azul ou arara-grande, como todo psitacídeo, vive rigorosamente aos casais.

Quando não estão juntos no ninho, buscam as áreas de alimentação. As árvores mais procuradas são as frutíferas (jabuticabeira, goiabeira, mamoeiro e outros). Os cocos de muitas palmeiras também são muito procurados pela arara-azul, sendo que a espécie desce ao solo para apanhá-los (buriti, tucum e carandá).

A arara-azul é uma espécie ameaçada de extinção no Brasil e vulnerável de acordo com a União Mundial para a Conservação da Natureza (IUCN, sigla em inglês). Também está listada no apêndice I do Comércio Internacional de Espécies de Fauna e Flora Selvagem Ameaçadas de Extinção (Cites), ou seja, o risco de extinção está associado ao comércio e sua comercialização só é permitida em casos excepcionais, mediante autorização expressa.

Fonte: eptv.globo.com

Arara Azul Grande

Características

Arara Azul Grande

Nome popular

Conhecida como arara-azul, arara-azul-grande, arara-preta, araraúna e arara hiacinta. Em inglês: Hyacinth Macaw ou Hyacithine Macaw. Alemão: Hyacinthara. Francês: Ara Bleu, Ara Hyacinthe, Ara Jacinthe. Espanhol: Guacamayo Azul, Guacamayo jacinto, Paraba Azul. Sueco: Hyacintara, Större Hyacintara.

Nome Científico

Anodorhynchus hyacinthinus. Descrita por Latham em 1790. A etimologia da palavra anodorhynchus refere-se ao bico sem dentes, de maxila sem entalhe e o nome hyacinthinus é dado pela cor, predominantemente azul.

Classificação

a arara-azul pertence ao Reino Animalia, Filo Chordata, Classe das Aves, Ordem Psittaciformes, a família Psittacidae e gênero Anodorhynchus.

Status

Arara-azul é uma espécie ameaçada de extinção no Brasil (MMA, 2003), Listada no Apêndice 1 do CITES (Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção) e vulnerável de acordo com a IUCN (União Mundial para a Conservação da Natureza).

Características: as araras azuis são aves sociais que vivem em família, bandos ou grupos. É difícil encontrá-las sozinha em vida livre. Elas são aves conspícuas e que apresentam certa fidelidade aos locais de alimentação e reprodução. Jovens e casais não reprodutivos se reúnem em dormitórios, que além de proteção, parecem funcionar como verdadeiros "centros de troca de informações". Estão entre as aves mais inteligentes do grupo das aves.

Tamanho

Comprimento: até 1 m (da ponta do bico a ponta da cauda). Sendo a maior espécie no mundo da família Psittacidae. Peso: Adulto até 1,3 kg porém filhotes podem atingir até 1,7 kg no período de pico de peso.

Coloração

Possui plumagem na cor azul cobalto, degradê da cabeça para a cauda, sendo preta a parte inferior da penas das asas e cauda. Possui amarelo intenso ao redor dos olhos (anel perioftálmico), pálpebras e na pele nua em torno da base da mandíbula. O bico é grande, maciço, curvo e preto, formando quase um círculo com a cabeça. A língua espessa e preta chama atenção pela faixa amarela nas laterais.

Distribuição Geográfica

Antigamente comum em grande parte do Brasil, hoje é encontrada no Pantretal, abrangendo pantretal Boliviano, Paraguaio e Brasileiro, nos estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, bem como no norte do Brasil, nos estados do Amazonas e Pará e na região de “Gerais” que incluem territórios do Maranhão, Bahia, Piauí, Tocantins e Goiás. Infelizmente não existem informações suficientes para afirmar se as araras azuis estão formando uma população única, interligadas e cruzando entre si ou se as mesmas estão desconectadas, geograficamente separadas, formando três populações: Pantretal, Amazônia e “Gerais”. Em estudos recentes desenvolvidos pelo Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências da USP em parceria com o Projeto Arara Azul e outros foram encontrados marcadores diferentes que sugerem uma variação na composição genética da população. Agora esses estudos estão sendo ampliados para confirmar ou não esta informação.

Habitat

Na região do Pantretal, são encontradas em áreas abertas, nas matas que possuem palmeiras, enquanto seus ninhos estão localizados na borda ou interior de cordilheiras e capões, bem como em áreas abertas para o pasto. Na região do Pará, utiliza as florestas úmidas, preferindo locais de várzeas ricas em palmeiras. Nas regiões mais secas (TO, PI, MA e BA), é comum encontrá-las em áreas sazonalmente secas, preferindo os platôs e vales dos paredões rochosos, nesta região faz ninhos em ocos de palmeiras (TO), árvores emergentes (PA) ou em falhas de paredões rochosos (PI).

Alimentação

Araras-azuis são um dos psitacídeos mais especializados na alimentação constituída basicamente de sementes de palmeiras, que elas consegue quebrar facilmente com a potência do seu bico. Na região pantaneira, alimenta-se de acuri (Scheelea phalerata) e bocaiúva (Acrocomia aculeata). Na região paraense alimenta-se de inajá (Maximiliana regia), babaçu (Orbiguya martiana) e tucumã (Astrocaryum sp). Nas regiões secas, alimenta-se de licuri ou catolé(Syagrus coronata), piaçava (Attalea funifera), buriti (Mauritia vinifera) e Orbiguya eicherii.

O local mais frequente de alimentação tem sido o chão, seja no campo ou nas proximidades das sedes de fazendas. Nestes casos, elas estão se alimentando da castanha-do-acuri, cujo mesocarpo (polpa) já foi retirado por outros animais, principalmente o gado e outros animais silvestres. No período de frutificação das bocaiúvas, elas são vistas se alimentando diretamente nos cachos.

A alimentação geralmente é feita em grupos, como forma de aumentar a proteção. Sempre há um indivíduo de sentinela que, a qualquer barulho ou movimento estranho, dá um grito e todas as araras saem voando. Os horários de forrageamento são mais frequentes no início da manhã, entre 06:00 e 10:00 horas, e no final da tarde, entre 14:30 e 17:00 horas.

Reprodução e Conservação

Comportamento

Na natureza, as araras-azuis podem ser observadas voando ou com mais facilidade andando pelo chão, penduradas nos cachos de frutos das palmeiras ou pousadas em galhos secos das árvores ou ainda nos mourões de cercas e mangueiros.

São encontradas em bandos de 10 a 30 araras, especialmente nas áreas de alimentação e nos locais denominados dormitórios (locais para descansar e dormir), como também em pares reprodutivos. Quando esses bandos são observados podemos verificar a alta socialização (interação) entre os indivíduos. É muito comum observarmos as araras vocalizando (parece que conversam umas com as outras), executam preening (um indivíduo coçando ou fazendo limpeza de penas no outro), brincam umas com as outras e com os galhos, flores, folhas das árvores que estão pousadas. Já na época reprodutiva é possível observar os casais alimentando-se e voando juntos, geralmente são fiéis ao parceiro e dividem a tarefa de cuidar dos ovos e filhotes.

Sítios de Nidificação

As araras-azuis não parecem selecionar ninhos com características padronizadas, como forma e tamanho das cavidades, orientação das aberturas, etc, mas mostram preferência por árvores que se destacam da vegetação, localizadas nas bordas de cordilheiras ou capões e com cavidades mais acessíveis.

Na região do Pantretal, 90% dos ninhos são encontrados nas árvores de manduvi. Essas árvores de tronco grosso e cerne (interior) macio, facilita a formação do ninho. As araras-azuis são escavadores secundários. Elas aproveitam pequenas cavidades abertas por pica-paus, cupins ou fungos, como também locais onde houve a quebra de um galho para aumentar a cavidade e depois forrando com serragem, constroem o seu ninho. Por esta característica elas podem ser chamadas de engenheiras ambientais. Ao fazerem os seus ninhos, as araras acabam fazendo ninhos para outras espécies como tucanos, gaviões, corujas, pato-do-mato e outros. No entorno do Pantretal, na região de Aquidauana e Rio Negro e no Piauí, na Chapada das Mangabeiras foram encontrados ninhos de araras-azuis nas falhas de paredões rochosos. No Pantretal tem aceitado e se reproduzido nos ninhos artificiais, confeccionados em caixa de madeira, pelo Projeto Arara Azul.

A maioria dos ninhos podem ser reutilizados de ano para ano. Elas sempre forram a base do ninho com serragem que beliscam da própria árvore. Isto faz com que a base dos ninhos, fique cada vez mais funda. O Projeto já encontrou ninho cuja base estava distante a quatro metros da abertura. Nesse caso, o filhote não conseguiu sair, ficando preso dentro do ninho durante um ano, sendo alimentado pelos pais até que o ninho foi manejado, com a abertura de uma janela mais próxima da base do ninho. O filhote foi retirado e como estava com as penas da cauda e das asas danificadas, não podendo voar, foi levado para o CRAS – Centro de Reabilitação em Campo Grande até que se recuperasse.

Reprodução

Após a formação do casal, passam a maior parte do tempo juntos dividindo todas as tarefas. Em julho começam a inspecionar e reformar as cavidades, para o período de reprodução que está começando. O pico de reprodução pode variar, mas em geral acontece de setembro a outubro, sendo que a criação dos filhotes pode se estender até janeiro ou fevereiro do ano seguinte. Nesta época é comum ver a disputa por ninhos entre as araras-azuis e também com outras espécies. Cerca de outras 17 espécies ocupam ninhos artificiais desenvolvidos pelo Projeto Arara Azul. A taxa de reprodução é baixa e alguns casais só se reproduzem a cada dois anos.

A fêmea costuma botar de 1 a 3 ovos em dias diferentes, a média encontrada é de 2 ovos. É ela que fica no ninho, chocando os ovos, sendo nesse período alimentada pelo macho. O período de incubação do ovo é de 28 a 30 dias. Estudos mostram que a taxa de eclosão do ovo (nascimento do filhote) é de 90%. Os ovos podem ser predados por caracarás, quatis, tucanos, gralhas e gambás, e a taxa de predação varia de 20 a 40%.

Os filhotes nascem em média com 31,6 gramas e 82,7 mm. Nessa fase, os pais saem para buscar alimento para que os filhotes cresçam e ganhe peso rapidamente. Até 45 dias de vida, os filhotes estão sujeitos a predação por formigas, tucanos e gaviões. Entretanto, o maior índice de mortalidade, ocorre até o quinto dia de vida do segundo filhote. Quando a diferença de idade entre o primeiro e o segundo filhote é maior que cinco dias, geralmente, o segundo filhote não sobrevive.

Aproximadamente com 107 dias de vida (3 meses), os filhotes voam. Não voltam mais para dentro dos ninhos mas podem ficar nas proximidades ou voar para longe acompanhado os pais. Nessa fase ainda são alimentados pelos pais, mas também é quando começa o aprendizado dos filhotes. Aprendem onde e o que comer, onde podem dormir, a se defender de predadores. A partir dos 9-10 meses de vida, os filhotes já estão aptos a se alimentarem sozinhos, mas alguns ainda acompanham os pais por 12 ou 18 meses, quando então eles entram para os bandos de jovens e deixam os pais livres para se reproduzirem novamente. Somente com 7-9 anos de vida é que esses filhotes iniciarão a sua vida reprodutiva, formando casais e criando a sua família.

Para exemplificar a baixa taxa reprodutiva das araras-azuis, dos 106 ninhos naturais monitorados em 1997, 70% (N=74) foram ativos 50 casais botaram ovos, dos quais 09 foram predados. O restante produziu 57 filhotes dos quais 44 voaram com sucesso.

Tamanho da população

É impossível saber quantas araras havia originalmente, mas sabe-se que era uma espécie abundante no início do século. Infelizmente, hoje devem existir mais araras-azuis em cativeiro que em vida livre. Atualmente indícios da ocorrência de araras-azuis na natureza são encontrados em três locais: Pantretal, “Gerais” ou Brasil Central (nos estados de TO, GO, PI, MA e BA) e norte do Brasil.

Resultados de alguns levantamentos de campo totalizam uma população de aproximadamente 6500 indivíduos assim distribuídos: 1) Pantretal com cerca de 5000 araras é a que se encontra em melhor situação na natureza. No Mato Grosso do Sul Guedes (2003) estima 4000 araras sendo que a população tem aumentado e expandido. No Mato Grosso, trabalho de Pinho (1998) estima cerca de 800 indivíduos. Na Bolívia tinha praticamente acabado e voltou a aparecer, com cerca de 150-200 indivíduos, segundo Dammermann (2000, comunicação pessoal e relatório não publicado). No Paraguai só há relatos de alimentação na região vizinha ao Pantretal Brasileiro.

No Brasil Central com cerca de 800-1000 araras-azuis, segundo levantamento realizado por Bianchi et al (2002). Esta população é uma das mais críticas no momento, pois é afetada pelo tráfico, em especial no Sul do Piauí e Maranhão. Retiram ovos, filhotes e adultos e há um avanço da fronteira agrícola com retirada da vegetação nativa para plantio de soja.

Na região Norte do Brasil, aproximadamente 500 araras-azuis, incluindo os estados do Amazonas e Pará, podendo haver uma lacuna entre as populações do dois estados. Nesta região as araras-azuis não têm sido estudadas nos últimos 20 anos. Levantamento mais recente foi realizado por Sherer-Neto (2004, comunicação pessoal). Até recentemente, as araras eram afetadas pela coleta de penas para confecção de artesanato indígena e pelo desmatamento para pecuária e agricultura. As referências completas destas bibliografias são encontradas em Guedes (2004), artigos complets em publicações técnicas em pdf.

Ameaças encontradas pela espécie: os principais fatores que levaram as araras-azuis a ameaça de extinção foram: 1) a captura ilegal para o comércio nacional e internacional de aves de estimação, que foi intensa até a década de 80 (ovos, filhotes, adultos); 2) a destruição do habitat (perda, fragmentação, descaracterização) principalmente com a implantação de pastagem cultivada no Pantretal, agricultura e colonização em outras regiões; 3) a caça e coleta de penas para artesanato indígena (no Brasil está proibida desde 2005, sendo permitido apenas para cerimônias e outros usos dentro das reservas indígenas). A estes fatores, acrescentam-se populações pequenas, baixa taxa reprodutiva e especialização na dieta e no hábitat.

O tráfico de araras: Até a década de 80 estima-se que mais de 10 mil araras-azuis foram retiradas da natureza. Hoje, o tráfico de araras-azuis diminuiu bastante, mas ainda continua. No Mato Grosso do Sul se não acabou reduziu muito, graças ao trabalho de divulgação e envolvimento da população efetuado pelo Projeto Arara Azul.

Entretanto, o tráfico continua intenso em outras regiões do Brasil. No período de 2004 a 2006 cerca de 60 filhotes de araras-azuis foram retirados dos ninhos para o comércio de animais silvestres. Só para se ter uma idéia, desses dez filhotes com menos de três meses de idade foram apreendidos pela Polícia Federal em Corumbá. O destino era a Bolívia, Peru e posteriormente outros países. Os filhotes estavam anilhados porque filhotes nascidos em cativeiro recebem, com menos de 20 dias, uma anilha fechada numerada a qual é controlada pelo IBAMA junto aos criadores. Por isso poderiam receber um certificado de “nascido em cativeiro” o que daria aspecto legal à comercialização. Só que as anilhas eram falsificadas. Assim que a equipe do Projeto Arara Azul viu os filhotes, verificou que eles não eram do Pantretal, informação esta que foi posteriormente confirmada pelos exames realizados pelo Departamento de Genética do IB/USP. Esses filhotes viajaram mais de 1500 km pelas rodovias do Brasil e apreensão só foi possível, porque a população está mais atenta, como resultado do trabalho de educação ambiental, divulgação e envolvimento da população local que fizeram a denúncia.

Fonte: www.projetoararaazul.org.br

Arara Azul Grande

 

Nome comum: Arara Azul Grande
Nome científico: Anodorhynchus hyacinthinus

Região onde é encontrado

As araras pertencem à ordem Psittaciformes, família Psittacidae, gênero Ara. Existem aproximadamente 30 espécies de araras, que ocorrem naturalmente da América do Sul à América do Norte (México).

O bico é recurvado e forte, capaz de quebrar sementes. A língua é grossa, sensível, cheia de papilas gustativas (portanto o sentido do paladar é desenvolvido) e manobra facilmente o alimento na boca. As araras têm papo, onde o alimento é armazenado durante horas. A visão é desenvolvida. São zigodáctilos, ou seja, têm dois dedos para frente e dois para trás nas patas, o que facilita a manipulação do alimento. Observe que as araras prendem o alimento com as patas e abocanham pedaços do alimento.

Alimentação

Os alimentos preferidos incluem legumes semicozidos (feijão, lentilha, ervilha, grão-de-bico), milho, verduras, brotos, frutas (tomate, mamão, maçã, frutas cítricas, frutas de época), cereais, proteína de soja, óleos vegetais, sementes de boa qualidade e em pequena quantidade (girassol, castanhas), proteína animal (queijo magro, ovo cozido), aminoácidos essências, cálcio, vitaminas, minerais e probióticos. Adaptar as aves a esse cardápio variado não é uma tarefa fácil e requer a ajuda de um veterinário ou um zootecnista especialista em nutrição animal. Para resolver esse problema, surgiram as rações balanceadas para psitacídeos, que vêm prontas para uso. A ração peletizada ou extrusada pode ser comparada em seu formato e facilidade de uso às rações para cães, gatos e outros animais domésticos . A ração de araras é palatável e contém todos os nutrientes que a ave necessita em doses corretas. Não devemos confundir a ração balanceada com as misturas de sementes, que permite à ave separar os itens alimentares que mais gosta dos que não gosta, tal qual uma criança que separa no seu prato somente o alimento que mais lhe agrada.

Criação

O arara atinge a maturidade sexual com quatro a seis anos. O período de incubação varia de 24 a 28 dias. Fazem postura de três a quatro ovos. Para reprodução é melhor mantê-los em casais. É preciso fazer a sexagem das aves reprodutoras (ver identificação do sexo e idade). Na natureza fazem ninho em ocos de árvores e outras aberturas. Em cativeiro utiliza-se ninho tipo caixa de madeira. Os filhotes nascem nus e dependem completamente dos cuidados dos pais. A alimentação dos filhotes é feita artificialmente com papinha própria para filhotes

Porte

É um pássaro de porte grande, medindo em média 80 cm de comprimento.

Fonte: Aves da Mata

Arara Azul Grande

Nome científico: Anodorhynchus hyacinthinus
Quanto mede: chega a medir 1 metro de comprimento
Onde vive: Pantanal
Filhotes: 2 ovos - incubação 28 dias

 

A arara azul grandese destaca pela sua beleza e por ser o maior dos psitacídeos (papagaios, periquitos, araras, maritacas, etc) existentes. No verde que caracteriza a paisagem pantaneira, a arara azul se destaca por voar em pares ou em grupo de até 60 indivíduos.

No final da tarde, elas se reúnem em locais chamados “dormitórios”, que funcionam como “centros de troca de informação”.As araras-azuis nascem frágeis e somente com três meses de vida se aventuram em seus primeiros vôos. Apenas com sete anos de idade a arara azul começará sua própria família.

Em média, a fêmea terá dois Filhotes e passará a maior parte do tempo no ninho, cuidando da incubação dos ovos que têm o tamanho de um ovo de galinha. O macho se responsabilizará por alimentá-la. A dieta da arara azul é bastante energética. A espécie se alimenta das castanhas retiradas de cocos de duas espécies de palmeira: acuri e bocaiúva.

Fonte: www.ecologiaonline.com

Arara Azul Grande

Nome popular: Arara Azul Grande

Nome Científico: Anodorhynchus hyacinthinus

Distribuição geográfica

Norte e Nordeste do Brasil. Vive nas matas do interior do Brasil: Maranhão, Bahia, Mato Grosso, Minas Gerais e Goiás. Hoje é raro encontrá-la em liberdade. Mas, no interior da Bahia, ainda podemos encontrar alguns espécimes em liberdade.

Habitat natural

Florestas tropicais.

Hábitos alimentares

É omnívora. Alimenta-se de sementes e frutas. Em cativeiro, é comum comer amendoim, girassol, milho verde e frutas.

Tamanho

Até 1,10 metro. É a maior ave da família dos psitacídeos.

Peso

Cerca de 500 g

Período de gestação

O período de incubação dura 30 dias.

Número de crias

Costumam nascer 2 crias de cada vez. São alimentadas pelos adultos, que regurgitam a comida. Elas chegam à idade adulta aos 6 meses.

Tempo médio de vida

30 anos.

Estado de conservação da espécie: Esta espécie está em extinção, principalmente devido à destruição do seu habitat natural e à expansão humana para os territórios que antes eram “propriedade” das araras e que agora se “humanizaram”.

Fonte: www.gforum.tv

Arara Azul Grande

Arara Azul Grande

Você sabia que a maior arara do mundo é brasileira? Brasileira e bonita como só ela! A arara-azul-grande tem penas de um azul muito escuro, tanto que, de longe, elas parecem pretas. Além disso, sua cabeça é cheia de detalhes em amarelo: há um anel em torno dos olhos e, perto deles, na parte inferior do bico, uma faixa em forma de meia-lua.

Os machos e fêmeas da arara-azul-grande são muito parecidos. Por conta disso, é difícil dizer quem é quem. Mas não se engane: a semelhança só é problema para nós. Para as aves, ela não causa confusão. Na hora de se reproduzir, quem disse que a arara-azul-grande se confunde? Machos e fêmeas se encontram e... iniciam o namoro!

No Pantretal do Mato Grosso, o período de reprodução da arara-azul-grande vai de julho a março. Os ninhos são construídos em cavidades encontradas nos buritis ou em outras árvores que têm o tronco oco, podendo ser reutilizados em outros anos. Ali, a arara-azul-grande põe de um e três ovos, que são chocados, aproximadamente, por um mês. E que ninguém tente se aproximar do ninho desta ave! Seja homem, seja bicho, o resultado é o mesmo: um ataque muito agressivo!

A arara-azul-grande alimenta-se de sementes de frutas, principalmente, de cocos de palmeiras. Mas isso não impede que ela seja atraída também por árvores frutíferas como mangueiras, jabuticabeiras, goiabeiras, laranjeiras e mamoeiros. No Pantretal do Mato Grosso, essa ave desce ao chão para colher coquinhos de um tipo de palmeira conhecida como acuri. A arara-azul-grande também tem o costume de abrir os cocos da macaúba, uma palmeira muito freqüente no Brasil Central, usando um pedaço de madeira, que fixa ao seu bico.

O desmatamento e o comércio ilegal da arara-azul-grande são os motivos que a colocam na lista dos animais ameaçados de extinção. Embora sua compra e venda sejam proibidas sem licença especial, essa ave, por ser tão bonita e colorida, costuma ser procurada por pessoas que querem criá-la em cativeiro. A destruição de árvores que abrigam os ninhos da espécie e que servem como fonte de alimento para a arara-azul-grande também contribui para agravar a situação da espécie. A boa notícia, no entanto, é que você e seus amigos podem, sim, ajudar a impedir a extinção desse belo animal. Como? Protegendo a natureza para que essa arara tenha sempre o que comer e onde fazer os seus ninhos.

Fonte: cienciahoje.uol.com.br

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