Arara
Arara

Arara

As araras são um tipo de papagaios coloridos, pertencentes a alguns géneros da família Psittacidae.

O grupo encontra-se num estado de conservação ameaçada, graças à caça furtiva devida à sua procura como animais de estimação, e ao desaparecimento do seu habitat.

Fonte: pt.wikipedia.org

ARARA

ARARA: CRIAR PARA PRESERVAR

Atraentes pelo belo colorido e por imitar sons, as Araras costumam fascinar as pessoas.

Esta ave, quando criada desde filhote em cativeiro e alimentada na mão, fica mansa com conhecidos e afeiçoa-se especialmente à pessoa que cuida dela, mas com estranhos mostra-se arredia e, às vezes, até agressiva. Pode aprender a dançar, imitar latidos, assobios e a voz humana.

Na natureza emite apenas sons e gritos peculiares. Vive em pequenos grupos exceto na época de reprodução, quando se separa aos casais. Adora tomar banho de chuva e faz ninho em árvore oca ou escava um buraco em barrancos ou o aproveita em pedras. Pode percorrer diariamente até 100km na busca de alimentos: flores e brotos de árvores, larvas, sementes, frutas e partes tenras do caule e das raízes de plantas. "Rói" madeira, como as cascas de árvores, para exercitar o bico e manter ativa a musculatura mandibular.

Há 7 espécies de porte grande que é o preferido para criação doméstica (variam de cerca de 70 a 90cm), originários da América Central e do Sul. A maioria está em extinção, por isso sua criação deve ser feita sempre visando a reprodução. Quatro são de nossa fauna, sendo que a Canindé (Ara Ararauna), e a Arara vermelha (Ara Chloroptera) são as únicas não consideradas em extinção. Todas as espécies já são criadas em criadouros comerciais, o que aumenta a possibilidade de sua perpetuação estando os maiores produtores nos EUA e Europa, onde um exemplar vale de 1.200 a 15 mil dólares. A importação é permitida com autorização do Ibama, que a concede se o criador do exterior enviar uma licença (Cites) fornecida no país de origem, geralmente para aves nascidas em criadouros registrados.

No Brasil, o IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, está autorizando criadouros comerciais da espécie Canindé e vermelha e, neste caso, os primeiros casais poderão ser obtidos através do próprio Ibama, desde que seja atendida a legislação para criadouros comerciais, ou seja, instalações adequadas em ambiente adequado, por exemplo, uma chácara e um veterinário responsável.

FICHA

Instalações

Pode-se juntar várias espécies diferentes, desde que elas se dêem bem e sejam do mesmo tamanho. Viveiros amplos que permitam voar, de tela resistente e estrutura metálica. Três quartos do teto coberto com telhas de amianto ou de barro, onde ficarão: poleiros de galhos (vários tamanhos, todos permitindo à ave fechar os dedos), alguns perto do comedouro; o ninho, um cubo (de alvenaria, madeira ou PVC com um buraco de entrada de tamanho tal que a Arara consiga passar e com as seguintes medidas - 55de alt., 60 de larg. e 80 de comp.), a 1 m do chão, apoiado em 4 pés de alvenaria ou suspenso; o comedouro de concreto a 80cm do chão, apoiado em 2 pés de concreto e com 6 buracos rasos: um para água e os outros para demais alimentos. No outro ¼, o solarium com mais poleiros. Piso cimentado com inclinação de 5% para escoar lavagem da sujeira. Fechar todo o fundo e todos os ¾ inferiores e superiores das duas laterais com alvenaria para proteger de ventos.

Para um casal, viveiro de 2,2m de alt., 2,5 larg. E 8m de comp. Para criar solta, desde pequena cortar as penas da asa e deixar assim até cerca de 1 ano. Quando a asa cresce de novo ela voa, mas volta, pois já se acostumou ao local. Precisa de abrigo: um chapéu protetor ou telhadinho próximo a uma árvore baixa e isolada, que servirá como poleiro, e ninho igual ao descrito.

Alimentação em cativeiro

Diariamente frutas, sementes de girassol e mais, 3 vezes por semana, 6 pedaços de ração para cães por ave e 1 vez por semana, bolachas de água e sal. Adicionar, alternando na semana 3 dos itens: cana-de-açúcar em pedaços, arroz integral cozido, coco maduro, milho verde ou duro, pão, verduras com talos grossos, como couve e repolho. Picar quadrados de 2cm - facilita pegar e evita desperdícios. Testar a quantidade observando se há sobras. Deixar ao alcance um tijolo embebido em salmoura (1 copo de sal grosso para 1 l de água) por um dia, para "roer" até acabar. Água trocada diariamente.

Reprodução

Fácil em cativeiro. A partir dos 3 anos. De setembro a março. Casal identificado por sexagem por veterinário de aves ( o macho alimenta a fêmea no bico, especialmente nessa época). De 2 a 3 ovos, chocados por cerca de 28 dias. Condições para reproduzir: lugar sossegado, boa alimentação, um casal que não brigue, por viveiro.

Saúde

Sensível a verminoses, especialmente a Capilariose, transmitida por excrementos de aves. Necessidade de controle com exames periódicos de fezes e de manter o viveiro limpo.

Tempo de vida em cativeiro: mais de 40 anos.

Fonte: www.petbrazil.com.br

ARARA

Esta ave tem a sua origem na América Central e na América do Sul.

Trepadora por natureza, a Arara gosta de ter poleiros resistentes ou paredes rochosas, onde possa usar toda a força que tem nas patas.

Brincalhona e afável, é uma óptima companhia para toda a família, ao contrário de outras, que elegem um dono apenas.
Para quem pensa adquirir um animal destes, é bom saber que estas aves se tornam muito grandes em adultas, com cerca de 85cm de altura, e podem viver cerca de 40 anos.

Mais importante que tudo isso é o facto de poder estar a entrar em extinção, devido ao grande número de exemplares capturados e à crescente desmatação a que se vem assistindo nesta área do globo.Portanto, se pretende adquirir um animal desta espécie, saiba de onde vem, se de um criador certificado, e aí recomendamos a sua aquisição, ou se foi capturada na natureza, e aí, não só deve negar a sua aquisição, como informar as autoridades competentes, este é um dever que todos temos, para não alimentar um negócio sem regras e proibido pelas leis internacionais.

Este é um animal que necessita de acompanhamento rigoroso. Quando se sentem sozinhas arrancam as penas do corpo, ficando com vastas áreas completamente descobertas.

A sua alimentação em cativeiro deve ser feita à base de amendoim, girassol e milho verde.Como suplemento alimentar, gostam de comer fruta, particularmente banana, mamão e coco, e algumas destas aves apreciam alguns gomos de laranja, se bem que esta possa ter algum efeito negativo no aparelho digestivo.

Desaconselha-se vivamente manter estas aves fechadas em gaiolas.

Tamanho médio em adulto: 75cm.

Fonte: bicharada.net