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Baleia Franca

 

Baleia Franca

NOME POPULAR: Baleia-franca, Baleia-franca-do-sul, Baleia-franca-austral, Baleia-preta, Baleia-lisa, Baleia-verdadeira
NOME CIENTÍFICO: Eubalena australis
TAMANHO: 15 a 18 metros de comprimento
PESO: 40 a 80 toneladas

Uma das mais impressionantes baleias do mundo e como todas as outras, sabemos muito pouco sobre a espécie. Pesquisadores acreditam que a fêmea tenha filhotes de 3 a 4 anos. Alimenta-se basicamente de krill. Vivem geralmente em grupos de 3 indivíduos. Encontra-se distribuída em todos os oceanos do Hemisfério Sul. No Brasil, pode ser observada especialmente a poucos metros da costa durante os meses de inverno e primavera desde o Rio Grande do Sul até o sul da Bahia. O litoral de Santa Catarina representa uma importante área de concentração durante seu período migratório de reprodução devido as suas inúmeras baías e enseadas de águas calmas, que propiciam um habitat ideal para fêmeas acompanhadas de filhotes. As fêmeas são ligeiramente maiores que os machos.

Devido a sua maneira lenta de nadar, foi uma das espécies mais predadas em todo o mundo. Caracteriza-se por suas calosidades brancas e regiões ásperas na pele. Pode carregar pequenos animais presos a seu corpo, como piolhos de baleia e cracas, que aderem-se à sua cabeça e na região maxilar. Sua boca é grande e arqueada. A coloração é preta com manchas brancas no ventre. Possui de 205 a 270 pares de barbatanas que medem cerca de 2m de comprimento.

Vários machos copulam alternadamente com uma só fêmea. Sua gestação dura cerca de 10 meses. As fêmeas dão à luz a um único filhote que ao nascer mede entre 4m a 6m. A amamentação dura aproximadamente um ano. O intervalo entre as crias é de 2 a 5 anos.

Apresenta geralmente hábitos costeiros, chegando a poucos metros da arrebentação, o que pode dar a falsa impressão de que está encalhando. Devido a espessa camada de gordura seu nado é lento e elas podem ficar horas boiadas na superfície. No entanto, podem surpreender com saltos e batidas de nadadeiras. Tem como seus principais inimigos naturais a orca e tubarões.

Geralmente, nada sozinha ou em pares de fêmea e filhote. Grupos maiores, de até 12 indivíduos, podem ser observados durante o período reprodutivo. São curiosas e se aproximam de embarcações. A baleia-franca foi um dos principais alvos da caça baleeira, o que levou a uma drástica redução de suas populações.

Fonte: www.pick-upau.org.br

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Alcançam entre 13,5m a 16,5m de comprimento. As fêmeas são ligeiramente maiores que os machos. Não possem nadadeira dorsal nem pregas ventrais e a grande cabeça é coberta por calosidades ou "verrugas" que abrigam crustáceos, pequeninos animais, invertebrados, como as cracas e os "piolhos-de-baleia", que vivem na pele das baleias. Essas "verrugas" nascem com cada baleia franca e são diferentes de um indivíduo para outro, permitindo aos pesquisadores conhecer "pessoalmente" várias delas e assim estudar sua reprodução e suas migrações. Sua boca é grande e arqueada.

A coloração é preta com manchas brancas no ventre. Possui de 205 a 270 pares de barbatanas que medem cerca de 2m de comprimento cada uma. As vocalizações incluem gemidos e estalos.

A cauda muito larga, a nadadeira peitoral em formato de trapézio (meio "quadrada") e o "esguicho" em forma de "V", bem visível quando a baleia respira (na verdade é o ar quente que sai rápido dos pulmões, e não água), também são características que ajudam a identificar essa espécie de baleia.

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Fonte: projetobaleias.com.br

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Como as baleias-jubarte, as francas também migram para águas brasileiras no inverno e na primavera. Porém, as francas têm preferência pelas águas costeiras de Santa Catarina, em algumas vezes seguindo para o litoral norte paulista e para o litoral carioca.

Chegam a cerca de 15 metros de comprimento na idade adulta, sendo que os filhotes nascem com cerca de 4 metros. Alimentam-se de pequenos crustáceos no extremos sul da América do Sul e na Antártica. Apresentam as nadadeiras peitorais em forma de trapézio e não possuem nadadeira dorsal.

São escuras no dorso e brancas no ventre. Apresentam calosidades na cabeça, que são pequenas cracas (uma espécie de crustáceo) que se fixam em seu corpo, sem causar mal à baleia. A disposição das cracas pela cabeça da baleia-franca permite aos pesquisadores reconhecer diferentes indivíduos em uma determinada área e ao logo do tempo. Foi uma espécie caçada em grandes proporções no hemisfério sul, porém a população remanescente começa a dar os primeiros sinais de recuperação.

Características

As baleias francas são cetáceos de grande tamanho, podendo atingir, segundo registros históricos, mais de 17 metros de comprimento nas fêmeas e pouco menos nos machos, muito embora participantes da caça à baleia franca no litoral do Estado de Santa Catarina nas décadas de 1950/60 afirmem categoricamente que animais com mais de 18 metros foram capturados nas imediações de Garopaba e Imbituba. O corpo é negro e arredondado, sem aleta dorsal e a cabeça ocupa quase um quarto do comprimento total, nela destacando-se a grande curvatura da boca, que abriga, pendentes,

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cerca e 250 pares de cerdas da barbatana, que são ásperas e na sua maior extensão negro-oliváceas. O ventre apresenta manchas brancas irregulares. As fêmeas trazem mamilas na região inguinal e glândulas mamárias que podem ser bastante espessas, até cerca de 10cm.

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As fêmeas adultas, segundo registros de captura, podem chegar a pesar mais de 60 toneladas, enquanto que para os machos pesos acima de 45 toneladas não são incomuns. A identificação de sexo nas baleias adultas por padrão comportamental é apenas possível no caso de fêmeas adultas acompanhadas de filhotes em suas áreas de reprodução; em outros casos, somente a observação da morfologia da região anogenital é determinante, as fêmeas possuindo fendas mamárias em ambos os lados da fenda

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genital e os machos apresentando ausência destas fendas e orifício retal bastante afastado, distinguível, da fenda genital. A camada de gordura que reveste o corpo das baleias francas é notável, podendo chegar a 40cm de largura em alguns pontos.

O "esguicho" das baleias francas é bastante característico, em forma de "V", resultante do ar aquecido expelido muito rapidamente quando da respiração e da vaporização de pequena quantidade de água que se acumula na depressão dos dois orifícios respiratórios quando o animal emerge para respirar. A altura do esguicho pode chegar a atingir de 5 a 8 metros, sendo mais visível em dias frios e com pouco vento, e o som causado pela rápida expelida de ar pode ser ouvido muitas vezes a centenas de metros.

A mais marcante característica morfológica da espécie, entretanto, é o conjunto de calosidades ou "verrugas" que apresentam as baleias francas no alto e nas laterais da cabeça. Trata-se de estruturas notáveis formadas por espessamentos naturais da pele, que nascem já com o animal e são relativamente macias em fetos e filhotes recém-nascidos, mas tornam-se mais rígidas com o crescimento do animal; entretanto, seu

tamanho relativo e forma não se alteram ou alteram-se pouquíssimo, permitindo seu uso para identificação visual dos indivíduos. As "verrugas" são geralmente acinzentadas ou branco-amareladas, neste último caso - o mais freqüentemente observado - tendo sua cor aparente influenciada pela cobertura maciça de ciamídeos, crustáceos anfípodos que colonizam as "verrugas" dos filhotes pouco após o nascimento, provenientes da pele da própria mãe, e acompanham a baleia franca por toda sua vida. Destes crustáceos, Cyamus ovalis que é branco vive em grande quantidade sobre as calosidades; C. erraticus, alaranjado, vive na base das calosidades ou em depressões da pele, sendo facilmente observado em grandes massas sobre a pele de baleotes pequenos; e C. gracilis, amarelado, forma grupos menores nas calosidades. O papel desempenhado por estes crustáceos acompanhantes das baleias francas - se de parasitas alimentando-se da pele ou meros comensais - ainda não se encontra perfeitamente estabelecido, muito embora não causem dano aparente às baleias.

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As nadadeiras peitorais em formato de trapézio também são típicas das baleias francas.

Até o presente a função exata destas calosidades tão características do gênero Eubalaena são objeto de controvérsia, muito embora se tenha demonstrado que elas são utilizadas em interações agressivas entre machos, que portam não raro marcas na pele correspondentes aos arranhões de calosidades de outros indivíduos. Além de agressão intraespecífica, especula-se que o padrão das calosidades, bem como o das manchas brancas ventrais, possa auxiliar no reconhecimento de indivíduos entre os próprios animais.

Filo: Chordata

Classe: Mammalia

Ordem: Cetacea

Família: Balaenidae

Subordem: Mysticeti

CARACTERÍSTICAS

Apresentarem o corpo totalmente negro uma mancha branca na barriga apresenta verrugas (calosidades) na cabeça

Em média: 40 toneladas, podendo alcançar até 100 toneladas

Estimativa de vida: Aproximadamente 60 anos

Comprimento adulto: Máximo de 14 m o macho e 17 m a fêmea

Comprimento médio do filhote ao nascer: 5 metros

Peso médio do filhote ao nascer: 4 toneladas

Fonte: www.achetudoeregiao.com.br

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Baleia Franca

A Baleia Franca é uma das espécies de cetáceos mais ameaçada de extinção no planeta.

Desde o período colonial tem-se notícia do interesse dos conquistadores e das populações costeiras pelas Baleias Franca, devido a sua espessa capa de gordura que servia para a produção de óleo destinado à iluminação. O pouco que sabemos hoje sobre estas baleias nos assegura que a espécie, apesar de seu tamanho gigantesco (até 18 metros de comprimento), é muito sensível à degradação ambiental provocada pelo homem.

Cinco séculos depois, a história do contato entre o homem e a Baleia Franca está sendo escrita de outra forma.

Todos os anos, de junho a novembro, as Baleias Franca visitam em grande número o sul do Brasil. Neste período, elas encontram refúgio na região costeira que vai de Florianópolis - SC a Torres no Rio Grande do Sul. As baleias procuram esta região em busca de águas mais quentes, para procriar e amamentar os seus filhotes. Até 1973, muitas vezes elas acabavam por encontrar a ameaça dos arpões dos pescadores locais. Neste ano, foi morta a última Baleia Franca em costas brasileiras.

Hoje, a mesma região onde se praticava a caça predatória abriga a APA - Área de Proteção Ambiental - da Baleia Franca. Esta APA cobre toda a região costeira que vai de Florianópolis até o Balneário do Rincão, somando cerca de 140Km. O exemplo catarinense é um marco na história da proteção da Baleia Franca. Em 1995, o estado decretou a espécie como monumento natural catarinense, possibilitando assim a interferência do governo federal em criar mais uma área protegida em nosso país, garantindo assim a sua preservação.

Fonte: Instituto Baleia Franca

Baleia Franca

Sobre as Baleias

O que é uma Baleia Franca?

A baleia franca é um mamífero marinho pertencendo ao grupo o qual engloba baleias, botos e golfinhos. Uma das diferenças entre uma baleia franca e um golfinho é que os golfinhos têm dente, enquanto as baleias francas possuem barbatanas no lugar de dentes.

Que tamanho tem uma Baleia Franca?

As fêmeas podem atingir mais de 17 metros de comprimento, e os machos, um pouco menos.

Como diferenciar uma Baleia Franca de outras baleias?

O corpo é negro e arredondado, sem nadadeira dorsal, e a cabeça ocupa quase um quarto do comprimento total, nela destacando-se a grande curvatura da boca. O ventre (região da barriga) apresenta manchas brancas irregulares.

Na região da cabeça encontramos as verrugas, que são um conjunto de "calos" que possuem alguns ocupantes que moram ali. O tamanho e forma dessas verrugas não se altera ou se altera pouquíssimo, permitindo seu uso reconhecermos uma determinada baleia como a "Queixinho".

O esguicho ou borrifo também é bastante característico, em forma de "V". A altura do esguicho formado por partículas de ar condensado (e não água como parece) pode chegar a cinco metros. Funciona do mesmo modo que quando está muito frio conseguimos "ver" nossa respiração como uma fumacinha!

Quanto pesa uma Baleia Franca?

Cerca de 50 toneladas. A camada de gordura que reveste o corpo das baleias francas pode chegar a 40 centímetros de largura em alguns pontos.

A qual velocidade podem as Baleias Franca nadar?

São animais relativamente lentos, atingindo cerca de 12 quilômetros por hora em deslocamento normal. Velocidade que poderíamos alcançar andando de bicicleta.

Qual o alimento das Baleias Franca?

Alimentam-se "filtrando" o alimento na superfície, num comportamento que se assemelha ao arrasto superficial de uma rede, em que o animal nada lentamente com a boca aberta, deixando a água fluir por entre as barbatanas expostas que capturam aí os pequenos organismos, como o Krill (pequeno crustáceo semelhante a um camarãozinho) que constituem seu alimento.

Como é a reprodução das Baleias Franca?

Estima-se que a gestação da espécie esteja em torno dos 12 meses. O acasalamento ocorre com diversos machos cortejando uma única fêmea. Os órgãos sexuais de baleias e golfinhos são internos para facilitar a natação.

Nascem normalmente entre junho e dezembro, já com cerca de 5 metros de comprimento e um peso entre 4 e 5 toneladas. Nas primeiras semanas de vida podem adquirir cerca de 50 quilos de peso e 3,0 centímetros de comprimento por dia. Podem chegar a ingerir cerca de 200 litros de leite ao longo de um dia. O leite das baleias é muito gorduroso, chegando a ter 10 vezes mais gordura do que o leite de vaca, assemelhando-se em consistência a um leite condensado, o qual não se mistura à água, facilitando assim a "amamentação" do filhote.

Os filhotes passam todo o ano seguinte ao nascimento na companhia da mãe. Nas primeiras semanas de vida, o filhote passa cerca de 90% do tempo ao redor da mãe.

Quanto tempo vive uma Baleia Franca?

Como em todos os grandes cetáceos, não se sabe ao certo a idade máxima a que podem chegar as baleias francas. No entanto vários estudos comprovaram que muitas chegam a mais de 80 anos.

Onde as Baleias franca passam o verão? O que fazem?

As baleias francas passam os meses de janeiro à junho na Antártida, onde alimentam-se do krill.

Por que as Baleias Franca migram até Santa Catarina no inverno?

O litoral centro-sul catarinense é a maternidade e o berçário das baleias francas. Elas encontram nas praias da região águas calmas e temperaturas amenas para terem e cuidarem de seus filhotes.

Quantas baleias existiam antes da caça? E agora?

Existiam em média 100 mil baleias francas no Hemisfério Sul. Hoje existem cerca de 7 mil, espalhadas pela costa da África do Sul, Argentina, Austrália, Brasil e Nova Zelândia.

Por que caçavam as Baleias Franca?

Para retirar a gordura que era transformada em óleo para iluminar as cidades e construir casas.

Onde eram caçadas as Baleias Franca?

Em vilarejos chamados de Armações.

Fonte: www.praiadorosa.tur.br

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Alimentação

Baleia Franca

As baleias francas alimentam-se "filtrando" o alimento na superfície, num comportamento que se assemelha ao arrasto superficial de uma rede, em que o animal nada lentamente com a boca aberta, deixando a água fluir por entre as cerdas expostas que capturam aí os pequenos organismos que constituem seu alimento. A espécie é seletiva, buscando principalmente pequenos copépodos (Calanus, Microcalanus, Pseudocalanus, Oithoma e Metridia), além do krill Euphasia superba e Munida gregaria.

A alimentação das baleias francas ocorre basicamente durante o verão, nas águas próximas da Convergência Antártica, sendo que há registros de concentrações alimentares a Oeste da Península Antártica de dezembro a abril, entre os 60º 40’ e os 64º 17’ de latitude Sul (o registro mais austral conhecido) e nas proximidades das ilhas Geórgias do Sul, estas aparentemente mais freqüentadas no final do verão até abril. Observações realizadas por baleeiros japoneses em cruzeiros de avistagens indicaram padrões de distribuição sazonal de outubro a abril correspondentes a áreas situadas entre a Convergência Subtropical e a Convergência Antártica, "limites" fluidos que definem fronteiras entre zonas de características oceanográficas e ecológicas bastante distintas.

Há, ainda, registros históricos de concentração sazonal de verão de baleias francas nos Bancos do Brasil, elevações do fundo marinho que se situam ao largo da costa do Sul do Brasil e onde os baleeiros norte-americanos buscavam a espécie até o século XIX. O comportamento de nadar com a boca aberta na superfície é raramente observado nas áreas costeiras de reprodução, inclusive em Santa Catarina, mas parece não estar associado à alimentação, já que ocorre na ausência das concentrações das espécies-presa; especula-se que tal comportamento nas zonas mais quentes possa estar associado à necessidade de termo-regulação, na qual o animal busca reduzir sua temperatura corporal pela exposição do tecido ricamente irrigado do céu da boca.

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Reprodução

Ao findar-se o verão, as baleias francas deixam as áreas de alimentação nas latitudes mais frias e buscam as regiões costeiras onde se concentram para o acasalamento, a parição e amamentação dos filhotes nascidos no ano subseqüente à fecundação. Na costa do Brasil, tal área deve ter atingido em períodos históricos desde a divisa com o Uruguai no Arroio Chuí até pelo menos a Baía de

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Todos os Santos. Atualmente, a área de concentração restringe-se à Região Sul, com registros de alguns indivíduos efetuando-se, regularmente, ao longo do litoral Sudeste e em anos recentes no Banco dos Abrolhos (BA) pela equipe de pesquisa do Instituto Baleia Jubarte. Outras áreas de concentração reprodutiva conhecidas para a espécie no Atlântico Sul são a costa da Província de Chubut, Argentina, em especial os golfos da Península Valdés; a costa ocidental da África do Sul; o entorno das Ilhas Tristan da Cunha e a NE das ilhas Falkland/Malvinas. As baleias francas são animais relativamente lentos, atingindo cerca de 12 Km/h em deslocamento normal.

Estima-se que a gestação da espécie esteja em torno dos 12 meses, que corresponderia à sazonalidade de sua migração de retorno às áreas de reprodução, onde permanecem no inverno e primavera. A reprodução é poliândrica, ou seja, o acasalamento ocorre com diversos machos cortejando uma única fêmea, que tenta evitar a cópula posicionando-se na superfície com o ventre para cima, sendo que em águas brasileiras grupos de acasalamento são comumente avistados ao longo da costa do Rio Grande do Sul.

Nos machos, os testículos (internos como em todos os cetáceos) podem ser muito pequenos em indivíduos juvenis (1 a 2 Kg), mas em adultos chegam a pesar cerca de 1.000 Kg - os maiores registrados no reino animal, provável conseqüência evolutiva de um regime de procriação em que o macho a deixar descendentes será o que conseguir, literalmente, lavar o esperma de outros machos competidores para fora do aparelho reprodutivo da fêmea, deixando apenas o seu depositado. A maturidade sexual é alcançada aproximadamente aos 6-7 anos e estima-se que a fêmea tenha o seu primeiro filhote aos 8-9 anos.

Os filhotes nascem normalmente entre junho e dezembro, já com cerca de 5 metros de comprimento e um peso entre 4 e 5 toneladas; nas primeiras semanas de vida o filhote pode adquirir cerca de 50 Kg/dia de peso, graças ao leite rico em gordura proporcionado pela mãe. Pesquisas recentes realizadas na África do Sul indicam que a taxa de crescimento médio dos filhotes do ano está estimada em 2,8 centímetros/dia (+ 0,7 cm) e já na metade de outubro do ano de nascimento os filhotes podem atingir a metade do tamanho de suas mães.

Em média, as fêmeas conhecidas nas áreas de reprodução têm um filhote a cada 3 anos. As fêmeas e seus filhotes permanecem em zonas costeiras de pouca profundidade até o final da temporada reprodutiva; na Península Valdés, Argentina, as fêmeas acompanhadas de filhotes mantém-se preferencialmente ao longo da isóbata de 5 metros, o que deve ter equivalência no comportamento de pares mãe/filhote observados em Santa Catarina mesmo no interior da faixa de

ondas. Alguns filhotes passam todo o ano seguinte ao nascimento na companhia da mãe, separando-se desta somente no retorno à área de reprodução. Nas primeiras semanas de vida, o filhote passa cerca de 90% do tempo no entorno imediato da mãe, e apenas no final da temporada de inverno de seu nascimento passam a distanciar-se mais desta, explorando de forma mais independente o ambiente das proximidades; os filhotes de um ano, que retornam com a mãe para as áreas de reprodução, desligam-se dela nesta fase, com a mãe aparentemente tomando a iniciativa de afastar-se do filhote que então já é funcionalmente independente.

Na Península Valdés, fêmeas conhecidas por foto-identificação retornam regularmente às mesmas áreas, um fenômeno recorrente em diversas áreas de reprodução da espécie e possivelmente observável na costa brasileira, mas ainda não comprovado formalmente dada à escassez de observadores e ampla dispersão geográfica dos poucos animais remanescentes na subpopulação.

Aspectos comportamentais diversos

Os mergulhos mais demorados observados na espécie estão em torno de 20 minutos, muito embora quando de sua permanência nas áreas de reprodução a freqüência de emersão seja muito maior, assim como mais freqüente o repouso ou lenta movimentação à superfície, principalmente na companhia do filhote. As velocidades de deslocamento variam, embora estime-se que durante a migração sazonal estejam entre 5 a 12Km/h.

As baleias francas produzem sons registrados na faixa entre os 50 e 5000 Hertz e seu repertório acústico é composto por oito padrões sonoros básicos, com diferentes funções no contexto etológico da espécie, incluindo a comunicação inter-indivíduos; embora ainda indecifrados no seu significado particular, sabe-se que diferentes sons servem a distintos eventos de interação entre os animais e entre estes e seu ambiente. Usam sons na faixa dos 100 a 200Hz para comunicação de longa distância ou, no caso de pares de mãe e filhote, manter contato mesmo a distâncias menores. Tais sons podem atingir intensidades de 170-187dB(re 1mPa). Outros sons complexos, de finalidade ainda indefinida, são produzidos entre 50 e 1000Hz, e a sua emissão é mais intensa quando os animais estão mais ativos. No tocante à capacidade auditiva, é de se notar que as informações referentes a misticetos como a baleia franca ainda são fragmentárias e preliminares.

Sabe-se, entretanto, que tais baleias são bastante sensíveis a sons inferiores a 1kHz, mas podem ouvir freqüências muito mais altas. É provável que possam não apenas reconhecer-se entre si pelos sons que emitem, mas ainda que possam reconhecer locais específicos do mar e da costa pelas qualidades específicas da acústica física desses locais. Longevidade Como em todos os grandes cetáceos, não se sabe ao certo a idade máxima alcançável pelas baleias francas. Entretanto, a avançada idade a que podem chegar as espécies da família Balaenidae é confirmada pelo achado de pontas de arpões primitivos no corpo de cinco baleias

Bowhead (Balaena mysticetus) capturadas por esquimós do Alaska entre 1980 e 1993, neste último ano sendo encontradas duas pontas 1980 e de arpão de pedra numa baleia macho de 16,7 metros de comprimento, capturada próximo à localidade de Wainwright a 30 de maio de 1993.

Tais pontas de arpão não são mais utilizadas pelos baleeiros aborígenes desde 1920, significando que a baleia de Wainwright teria certamente mais de 73 anos e possivelmente cerca de 80 anos; não há razão plausível para supor que as baleias francas austrais tenham longevidade menor. No Atlântico Norte, vale mencionar, uma baleia franca boreal (Eubalaena glacialis) identificada por fotografias em 1935 e novamente em 1992 comprovou uma idade mínima de 62 anos.

Fonte: www.baleiafranca.org.br

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