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Baleias



 

Anatomia

As nadadeiras de uma baleia são membros locomotores atrofiados, remanescentes do período em que seus antepassados eram quadrúpedes. A despeito de sua aparência externa, tem uma estrutura óssea interna bem semelhante à dos membros anteriores dos mamíferos terrestres.

As narinas de uma baleia localizam-se bem no alto de sua cabeça. Subindo à superfície após a submersão prolongada, expele através dela o ar quente e úmido dos pulmões, o qual se condensa em contato com a atmosfera, formando uma coluna de gotículas de água, que às vezes se ergue à altura de mais de seis metros.

A cauda é grande, e constitui o principal órgão propulsor de deslocamento da baleia. O corpo é coberto por uma camada de gordura que ajuda na flutuação do animal e a manter o calor. Essa gordura também funciona como meio para armazenar energia. A audição é o sentido mais importante das baleias. Sabe-se que produzem ao menos dois tipos de sons: os que intervêm em seu sistema de ecolocalização e as vocalizações. Os sons de ecolocalização funcionam como uma espécie de sonar biológico, enquanto as vocalizações são as conhecidas canções das baleias, que parecem ser um meio de comunicação entre os membros da mesma espécie.

A baleia pode viver 30 anos em média, porém já foi registrada uma baleia que chegou até os 50 anos. Pode chegar a 20 km/h.

Alimentação

Apesar de sua imensa boca, todas as baleias têm o esôfago muito estreito. Por isso, nutrem-se de pequenos peixes e organismos marinhos, que recolhem enchendo a boca de água e depois deixando-a escoar através de uma rede de 400 lâminas ósseas, as quais substituem os dentes - que as baleias não têm.

Respiração

A baleia é um animal de sangue quente, encontrado principalmente nas águas geladas da região antártica. Os pulmões da baleia são excelentes, mas ela é extremamente econômica em matéria de respiração: desde que inspira o ar até o momento em que o expira, às vezes transcorrem até 20 minutos. Isso lhe permite mergulhar a grandes profundidades e permanecer submersa, enganando assim os baleeiros (caçadores).
A foto abaixo mostra uma baleia Franca, que no século passado, foi muito caçada devido ao seu óleo, que chegou a iluminar a cidade de Buenos Aires. Hoje, essas baleias são patrimônio turístico e o seu único inimigo é a gaivota, que morde sua carne e deixa feridas sobre a pele da baleia.

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Baleia Franca

Da pré-história à extinção

É indiscutível que os antepassados mais remotos da baleia foram grandes mamíferos que viveram no período eoceno (50 milhões de anos atrás), os quais adotaram o mar como residência, quando lhes pareceu perigoso permanecer em terra.

A baleia que representa o ramo mais novo dessa antiga família, também enfrenta esse problema: das milhões de baleias que existiram nos mares de todo o mundo restam tão poucas que a caça de aproximadamente 55.000 animais por ano condenou toda a família à extinção. A Comissão Internacional da Baleia (que reúne 15 países) fixou o limite de caça em 1976, para 20.000 baleias por ano. No entanto, as medidas estabelecidas para a preservação do animal geralmente não têm sido respeitadas, sobretudo pelo Japão e pela União Soviética, seus maiores exploradores.

Ordem dos Cetáceos

Baleia, nome comum de qualquer um dos mamíferos marinhos que constituem a ordem dos Cetáceos. Diferenciam-se do resto dos mamíferos porque passam toda a vida na água, desde que nascem até morrerem. O termo "cetáceo" é usado para denominar, de modo geral, as 78 espécies de baleias, delfins e toninhas que existem. Em geral, as espécies que têm mais de 4 metros de comprimento são chamadas baleias, enquanto as espécies menores formam o grupo dos delfins e das toninhas. A maioria das baleias pequenas, dos delfins e das toninhas pertence à subordem das baleias com dentes. Na atualidade, existem cerca de 40 espécies de baleias e metade delas é considerada rara.

Baleia Azul

Baleia-azul ou rorqual-azul ou gigante, é a maior espécie de baleia que existe e é também o maior animal existente na Terra. Uma baleia azul já chega ao mundo com quase sete metros de comprimento e pesando perto de quatro toneladas. Depois que cresce, o exagero se acentua ainda mais: passa a medir até 34,5 metros e a pesar 150 toneladas. Suas nadadeiras ficam com 5 metros de comprimento cada uma e a cauda, com 7 metros. Para conduzir somente a sua língua, basta um caminhão médio, pois ela pesa apenas 3 toneladas. Mas para transportar toda sua carne, é preciso mais: são 60 toneladas de músculos e 30 de gordura. Muita gente imagina a baleia como a própria imagem de ferocidade, mas é uma injustiça. No fundo ela é um animal pacato e com um grande coração (430 quilogramas).

O corpo é cinza, com manchas pálidas, cuja disposição é um caráter distintivo de cada indivíduo, como as impressões digitais dos seres humanos. A tonalidade azul aparece quando está submersa e o dia é ensolarado.

Costuma caçar aos pares e se alimenta de plâncton e peixes. De maneira semelhante ao resto das baleias com barbatanas, ela abre a boca para deixar entrar a maior quantidade de água possível, força a água para que passe pelas barbatanas e o alimento fica preso.

Os sons que emite podem viajar através do oceano até distâncias de 160 km, o que lhe permite comunicar-se com outras baleias que se encontrem longe.

Família dos Balenopterídeos;

Ordem dos Cetáceos;

Subordem dos Misticetos;

Recebe o nome científico de Balaenoptera musculus.

Baleia Jubarte

Também chamada baleia-xibarte, é a baleia mais bem conhecida de todas as existentes. Realiza migrações entre as águas polares e as subtropicais; nas primeiras é onde se alimenta no inverno, enquanto nas outras dá à luz a sua única cria, denominada baleote. Pode alcançar 15 m de comprimento e o dorso é arqueado ou corcunda (daí seu nome). Costuma saltar no ar, por cima da água, deixando visível todo o seu corpo.

Lançam-se sobre grandes concentrações de suas presas (invertebrados e peixes), abrindo a boca e engolindo toneladas de água junto com elas. Depois, empurram com a língua a água pra dirigi-las com força até as barbatanas, que atuam como uma grande peneira, retendo o alimento e expulsando a água.

Família dos Balenopterídeos;

Ordem dos Cetáceos;

Subordem dos Misticetos;

É classificada com o nome científico de Megaptera novaeanglia.

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Baleia Jubarte

Baleia Cinza

Espécie de tamanho médio que atualmente habita somente a zona norte do oceano Pacífico. É um dos mamíferos que realiza uma das migrações mais longa, pois percorre uma distância de 10.000 km desde as baías do norte do México, onde a fêmea dá à luz a sua cria no inverno, até o norte do mar de Behring, onde se alimenta (no verão), de invertebrados que filtra com suas barbatanas. Sua pele, salpicada de cor negra, cinza e branca, forma um desenho característico que permite diferenciar cada indivíduo.

É a única espécie vivente da família dos Escrictídeos;

Subordem dos Misticetos;

Ordem dos Cetáceos;

É a espécie classificada como Eschrichtius robustus.

Parentes da baleia

A ordem dos cetáceos é uma confraria que reúne tipos dos mais variados:

O delfim ou golfinho (nome científico = Tursiops truncatus)
O cachalote (nome científico = Physeter catodon), que mora no mar.
Narval (nome científico: Monodon monoceros), que é bem menor, não passa de 6 metros.

A orca (nome científico = Orcinus orca), que é uma espécie de ovelha negra entre os pacíficos cetáceos. Ferocíssima, vive em bandos, que atacam as baleias e as dilaceram completamente ainda vivas, sem ligar a mínima importância ao parentesco.

Derivados da baleia

Durante quase toda a Idade Média, o objetivo principal da caça era a carne do animal. Já no século XVIII, aproveitava-se a gordura. Da gordura, parte da carne, dos ossos e até das tripas, podem extrair-se, com um sistema de pressão à vapor, perto de 25 toneladas de óleo ou 160 barris para fazer sabão e margarina. Do fígado provém o óleo riquíssimo em vitamina A, e do espermacete - substância gordurosa sólida da região frontal da cabeça - retira-se o óleo usado antigamente para a fabricação de velas e que vem sendo cada vez mais utilizado na indústria têxtil, de lubrificantes e cosméticos.

Os derivados da baleia abrangem desde marfins das barbatanas até rações animais, carne congelada comestível, extratos de carne e fígado, extratos hormonais e fertilizantes (da carcaça).

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Classificação científica

As baleias, os delfins e as toninhas pertencem à ordem dos Cetáceos. Esta ordem é subdividida em duas subordens: os Odontocetos, ou baleias com dentes, e os Misticetos, ou baleias de barbatanas.

Fonte: www.webciencia.com

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As baleias são animais que estimulam a imaginação de marujos e pescadores desde que o homem começou a navegar. Os mistérios do seu habitat , - o oceano -, seu enorme tamanho e as curiosidades de seu comportamento, fascinam os cientistas, que, ainda hoje, conhecem pouco sobre esses gigantes do planeta.

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DE ONDE VIERAM

Acredita-se que as baleias, assim como os demais cetáceos, evoluíram a partir de um ancestral comum chamado mesoniquídeo.

Ele era um mamífero quadrúpede, muito parecido com um lobo, mas com pernas curtas. Numa época de escassez de alimentos, esse habitante terrestre precisou adentrar o mar para buscar alimento. Ao longo de muitas centenas de anos, a seleção natural atuou sobre esse animal, garantindo que as características que lhe possibilitavam a vida aquática permanecessem em seus descendentes.

Os mesoniquídeos deram origem aos cetáceos pré-históricos, chamados arqueocetos, há cerca de 50 milhões de anos.

Os arqueocetos, que já apresentavam características encontradas nos golfinhos atuais, evoluíram e originaram as baleias, botos e golfinhos que hoje habitam os oceanos e rios do planeta.

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COMO SÃO HOJE

As baleias são animais do grupo dos cetáceos, palavra que vem do latim cetus (= grande animal marinho), e do grego ketos (= monstro marinho). Os cetáceos são todos os animais homeotermos (que regulam a temperatura do corpo e a mantém ao redor dos 37ºC, respiram através de pulmões (e não de brânquias, como os peixes) e são mamíferos, ou seja, seus filhotes se desenvolvem dentro do corpo da mãe, sendo alimentados, após o nascimento, pelo leite que ela produz, dependendo dela para aprender a sobreviver no ambiente marinho.
 
Os animais desse grupo passam a maior parte de suas vidas no meio aquático e possuem adaptações para viver nesse meio, sendo a forma do corpo a mais visível. O fato de passarem o maior tempo de sua vida submersos é uma das principais dificuldades encontradas para seu estudo.
 
Os cetáceos dividem-se em dois grupos: os cetáceos com dentes, ou odontocetos, e os cetáceos com barbatanas, ou misticetos.               

OS ODONTOCETOS

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Os delfinídeos (família Delphinidae)

A maioria dos cetáceos que se parecem com um golfinho típico, como a ilustração acima, está agrupada em uma divisão dentro do grupo dos cetáceos chamada família Delphinidae. Essa família abriga os chamados golfinhos verdadeiros, tanto os de vida oceânica como os que vivem próximos à costa ou em rios.

A espécie de delfinídeo mais famosa é o golfinho "flipper" (Tursiops truncatus), assim chamado por protagonizar o seriado de televisão Flipper nos anos 70 e 80. Eles são os golfinhos que melhor se adaptam ao cativeiro e por isso são encontrados em oceanários e parques aquáticos em todo o mundo. Seus outros nomes são "golfinho-nariz-de-garrafa" (do inglês "bottlenose dolphin") ou "boto-da-tainha". Outro delfinídeo famoso, que não parece um golfinho, mas é o maior deles, é a orca (Orcinus orca).

As orcas são também chamadas de "baleias-assassinas" por serem caçadoras ativas e se alimentarem de outros mamíferos aquáticos. No Brasil, outros delfinídeos bem  conhecidos são o boto-cinza ou tucuxi (Sotalia fluviatis) e o golfinho-rotador (Stenella longirostris), muito comum em Fernando de Noronha.
 
Há outras divisões entre os Odontocetos, com animais de feições um pouco diferentes das de um golfinho "típico":

os monodontídeos (família Monodontidae) - Reúne o narval (que parece o "unicórnio" dos mares) e a beluga (também chamada baleia-branca). Vivem no Oceano Ártico.

os foconídeos (família Phoconidae) - Também denominados "porpoises", em inglês; são os golfinhos sem bico. Não são muito comuns no Brasil.

os platanistóideos (família Platanistoidae) - São os golfinhos de água doce que vivem nos rios da Índia e China. Estão entre as espécies de mamíferos aquáticos mais ameaçadas de extinção em todo o planeta.

os pontoporídeos (família Pontoporiidae) - Reúne apenas uma espécie, a franciscana ou toninha (Pontoporia blainvillei). Ela é muito comum no Brasil e é, possivelmente, a espécie de cetáceo mais ameaçada em nosso país.

os kogídios (família Kogidae) - São os cachalotes anão e pigmeu. Duas espécies de águas profundas que de vez em quando aparecem encalhadas em praias no litoral brasileiro.

os fiseterídeos (família Physeteridae) - São os cachalotes verdadeiros, os maiores odontocetos. Os machos chegam a medir 18m de comprimento e pesar 80 toneladas. O cachalote mais famoso do mundo é a baleia branca do livro Moby Dick de Herman Melville.

os zifídeos (família Ziphiidae) - Representam as chamadas baleias-bicudas; são golfinhos maiores que os golfinhos verdadeiros e com bico longo. Normalmente vivem em águas profundas e afastadas da costa, sendo as espécies bem raras.

OS MISTICETOS

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Os cetáceos com barbatanas são referidos popularmente como baleias. Na verdade, este é o grupo das chamadas "baleias verdadeiras".As baleias de barbatanas se alimentam através do uso de lâminas córneas dispostas longitudinalmente na boca e que funcionam como verdadeiros filtros gigantes capazes de reter pequenos moluscos e crustáceos, a principal fonte de alimento desses animais.

MAMÍFEROS COMO NÓS

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Todos os cetáceos são mamíferos, ou seja, seus filhotes crescem dentro do corpo da mãe e são alimentados com leite produzido por ela durante os primeiros meses de vida.

A gestação varia de espécie para espécie, mas para a maioria das baleias, dura cerca de 11 a 12 meses em média. No caso dos golfinhos, a gestação é um pouco mais curta, tendo em média 10 meses.

É muito raro baleias ou golfinhos terem filhotes gêmeos. Os filhotes demandam um grande gasto energético por parte de suas mães e é pouco provável que uma fêmea conseguisse amamentar dois ou mais filhotes. Nos raros casos em que o nascimento de gêmeos ocorre, um deles normalmente não sobrevive. Essa é uma das razões pelas quais os cetáceos merecem cuidados especiais. Como as fêmeas geram um filhote por gestação e demoram bastante tempo, entre 2 e 6 anos, para ter outro filhote, as populações desses animais não crescem tão rápido e por isso são mais vulneráveis a impactos.

Os cetáceos, em geral, são animais de topo de cadeia alimentar, ou seja, não possuem muitos predadores naturais. Por isso, o crescimento populacional de baleias nos oceanos pode ser usado como indicador da saúde do meio ambiente marinho e da biodiversidade disponível para o futuro.

Assim como ocorre com outros mamíferos, as mães têm função importante na aprendizagem de comportamentos para a sobrevivência dos filhotes, principalmente nos odontocetos. Na maioria dos golfinhos, um filhote permanece com sua mãe cerca de dois anos. No caso das orcas, os filhotes ficam junto de suas mães durante toda a vida, pois essa espécie é conhecida por apresentar uma sociedade matriarcal. Ao lado da mãe, os filhotes ficam protegidos e aprendem a se alimentar, brincar e se comunicar.

Apenas os filhotes das grandes baleias aprendem a migrar com a mãe na primeira vez em que vão para as áreas de alimentação. Uma vez aprendido o caminho, esses filhotes afastam-se das fêmeas e tornam-se independentes de suas mães durante o restante de seu desenvolvimento.

Fonte: projetobaleias.com.br

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Nos contos mais famosos sobre baleias, incluindo Moby Dick, escrito por Herman Melville, os escritores destacam uma coisa em particular: o incrível tamanho das baleias. Muitas espécies, como por exemplo a baleia azul, podem pesar até 150 toneladas e medir até 30 metros, o que corresponde a altura de um prédio de 10 andares.

O coração de uma baleia é do tamanho de um carro pequeno e na sua língua existe espaço suficiente para acomodar 50 pessoas. É o maior animal da história da Terra.

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A baleia jubarte é uma espécie magnífica, conhecida pela inteligência, pela habilidade de brincar e por suas vocalizações complexas

Apesar das proporções monumentais, o fato mais extraordinário sobre as baleias é a maneira como elas vivem. As baleias são mamíferos de sangue quente que respiram ar, mas que passam a vida inteira no oceano. Neste artigo, conheceremos as notáveis adaptações que tornaram isso possível. Também exploraremos seu comportamento misterioso e investigaremos a história comercial da caça à baleia e sua preservação.

Novas espécies

Cientistas japoneses acreditam ter descoberto uma nova espécie de baleia, com base na análise de DNA feita em nove carcaças. Oito delas são de 1970. Naquele tempo, os pesquisadores acreditavam que elas eram pequenas baleias fin (a segunda maior espécie existente). Examinando uma nova carcaça coletada em 1988, os cientistas suspeitaram que tinham descoberto uma nova espécie.
Clique aqui (em inglês) para ler a história.

Há mais de 50 milhões de anos, os ancestrais das baleias andavam em terra. Ainda não está claro como era a aparência desses animais, mas alguns paleontologistas acreditam que eles eram talvez mamíferos de casco (parecidos com as vacas). Outros acreditam que eram mais parecidas com os lobos. Decorridos milhões de anos, essas criaturas antigas passaram a viver mais tempo dentro d'água e uma menor parte em terra, exatamente como os leões marinhos ou as lontras dos dias de hoje. Houve um tempo que pararam de viver em terra e vagarosamente foram perdendo as patas e pêlos, que passaram a não ser mais úteis. As evidências para essa hipótese são muito convincentes. Os paleontologistas descobriram criaturas fossilizadas parecidas com baleias e que tinham as pernas tão pequenas que mal podiam sustentar seu peso.

As baleias modernas têm amplas nadadeiras caudais, nadadeiras peitorais e, em algumas espécies, barbatanas dorsais. As baleias nadam para a frente flexionando a cauda para cima e para baixo ao invés de flexioná-la de um lado para o outro como a maioria dos peixes. Para mudar de direção, elas movimentam as nadadeiras peitorais da mesma maneira que um avião (veja Como funcionam os tubarões para maiores detalhes). Se a baleia tiver uma barbatana dorsal, esta serve para estabilizar o corpo enquanto nada.

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A nadadeira caudal da baleia estica quando ela mergulha. Os pesquisadores podem rastrear e identificar uma em particular tendo como base as marcas individuais que ficam nas caudas

Por que um mamífero especialmente adaptado para viver em terra se desenvolveria em uma criatura do mar que passa a maior parte do tempo longe do ar e da luz do sol? A melhor resposta para esta pergunta é que os ancestrais da baleia simplesmente foram atrás de alimento.

O oceano está repleto de variedades de peixes e crustáceos, enquanto que a vida em terra pode ser mais escassa. Muito provavelmente, os ancestrais das baleias se aventuraram para dentro d'água para tirar proveito disso.

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Para fazer essa transição, as baleias precisaram superar um grande número de obstáculos. O primeiro deles foi lutar contra o acesso de ar para respirar. Isso conduz a uma série de adaptações notáveis. O nariz da baleia mudou de lugar, da face para o topo da cabeça. Essa passagem de ar torna fácil a respiração das baleias porque elas não precisam sair totalmente da água. Em vez disso, ela nada perto da superfície e dobra o corpo para que as costas emerjam e então flexiona a cauda rapidamente para um mergulho mais raso.

Para respirar o ar da superfície, a baleia flexiona um músculo que abre a passagem de ar e, então, respira da mesma maneira que os outros mamíferos. Quando relaxa o músculo, a passagem de ar se fecha e é então seguro submergir novamente. Como elas só podem respirar na superfície, precisaram desenvolver uma respiração consciente. Elas não têm um processo de respiração automática igual ao dos humanos. Ao contrário do que a maioria pensa, as baleias não jorram água do mar quando respiram. O jato d´água que é visto é causado pelo ar que é exalado.

Como o ar exalado é geralmente mais quente que o ar da superfície, ele resfria rapidamente quando sai do corpo da baleia e o vapor d´água no ar imediatamente se condensa em um líquido que parece um jato d´água. Como cada espécie de baleia tem um formato diferente de passagem de ar e muitas têm até duas passagens, elas também têm jorro de água com formas diferentes. Observadores de baleias experientes podem identificar uma espécie em particular observando o jorro de água somente.

Na próxima seção aprenderemos mais sobre como as baleias respiram e descobriremos como elas dormem e sobrevivem embaixo d´água.

Fonte: www.jornallivre.com.br

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A gordura da baleia, o sono e a pressão

Para sobreviver no oceano as baleias têm que ser capazes de nadar por longos períodos de tempo sem emergir para respirar. Para fazer isso, elas desenvolveram um sistema respiratório altamente sofisticado. Os pulmões funcionam da mesma maneira que os nossos.

Em uma inspirada nosso corpo pode absorver 15% do oxigênio inalado.

A baleia pode absorver até 90% do oxigênio inalado e se levarmos em consideração o tamanho do pulmão de uma baleia com certeza é muito oxigênio! Assim como nos outros mamíferos, elas armazenam esse excesso de oxigênio em mioglobina, uma proteína encontrada na célula dos músculos. As baleias têm mais quantidade de mioglobina do que os outros animais, o que permite que armazenem uma maior quantidade de oxigênio.

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O olho desta baleia é do tamanho aproximado de uma laranja grande

As baleias também usam o oxigênio de uma maneira mais eficiente. Quando mergulham, o coração bate mais devagar e as artérias selecionadas são reduzidas. Isso diminui o fluxo de sangue para certos órgãos sem diminuir a pressão do sangue. Essa fisiologia especializada da baleia faz com que ela tenha um melhor aproveitamento do oxigênio. O sistema respiratório das baleias cachalote está entre um dos mais eficientes do mundo. As cachalotes podem segurar a respiração de 80 a 90 minutos, mas as campeãs são as baleias bicudas que podem segurar a respiração por duas horas.

Além da falta de ar respirável que existe nos oceanos, um outro elemento hostil é o frio intenso. Pouca luz penetra na superfície da água o que pode tornar a temperatura congelante mesmo com pouca profundidade. Para lidar com esse frio, as baleias desenvolveram uma grossa camada de gordura em volta do corpo.

A gordura das baleias, armazenada sob a pele e acima dos músculos, age como um cobertor para manter a sua temperatura interna. Nas estações mais frias, essa camada isoladora é o que impede que elas congelem. As baleias também usam essa gordura para armazenar energia. Algumas espécies se alimentam pesadamente durante meio ano quando existe alimento farto e jejuam o resto do ano vivendo apenas da camada de gordura acumulada.

Uma das curiosidades da vida marinha é como se obtém uma boa noite de sono. Como as baleias têm uma respiração consciente, não é possível que fiquem completamente inconscientes porque talvez não acordem a tempo de respirar. Os biólogos especialistas da vida marinha afirmam que as baleias superam esse problema colocando somente metade do cérebro para dormir a cada vez. Desta maneira, a baleia nunca está completamente inconsciente, mas obtém o descanso necessário.

Baleias
Esta baleia franca está roncando.
A comunicação das baleias" e ouvir os sons que elas fazem.

Não se sabe ao certo qual é a sensação experimentada nesse estado, mas muito provavelmente é algo parecida com o estado semiconsciente que experimentamos quando começamos a dormir: estamos muito perto do estado inconsciente, mas temos consciência suficiente para acordar completamente se for necessário. Não é incomum ver uma baleia boiando e se mexendo lentamente na superfície. Tudo indica que elas se comportam dessa maneira quando estão dormindo.

Um outro aspecto da vida marinha é a pressão da água. Devido à gravidade, a água aplica mais pressão em grande profundidades do que em baixa profundidade. Nessa situação, é possível sentir um peso grande de toda a água acima do corpo. Os seres humanos e outros mamíferos podem mergulhar somente até uma certa profundidade antes que a pressão esmague os seus corpos. Isso acontece porque o ar que os mamíferos carregam nos pulmões exerce uma quantidade limitada de pressão para fora do corpo. Quando a diferença da pressão do ar dos pulmões para fora do corpo e a pressão externa da água sobre o corpo aumenta existe uma força maior empurrando os lados do corpo para dentro. Em um dado momento essa força ultrapassaria a integridade estrutural da caixa torácica e ela se quebraria. Obviamente isso mataria um ser humano.

As baleias podem suportar essa pressão porque seus corpos são mais flexíveis. A caixa torácica das baleias é composta de cartilagens soltas e flexíveis que permitem que ela se dobre até um certo ponto quando está sob grande pressão, pressão esta que esmagaria os nossos ossos. Os pulmões das baleias também se flexionam de uma forma segura quando estão sob pressão e isso evita que eles se rompam. Quando os pulmões se flexionam, o ar dentro deles é comprimido mantendo assim um equilíbrio entre a pressão interna e a externa. Essas adaptações são particularmente importantes para as baleias cachalote que mergulham a uma profundidade de 2.100 metros ou mais para caçar lulas gigantes que vivem nessas grandes profundidades.

Baleias
Os pulmões da baleia cachalote podem se flexionar quando a baleia mergulha a grandes profundidades em busca de alimento

Além de se adaptar às difíceis condições da vida marinha, as baleias também se adaptaram a tirar proveito dos ricos recursos marinhos. Nas próximas seções veremos algumas das notáveis características que ajudam as baleias a caçar as suas presas.

Alimentação das baleias

Todas as 75 espécies de baleias são carnívoras, mas os métodos de caça variam muito. Baleias com dentes como as cachalotes e as orcas, caçam da mesma maneira que os tubarões. Elas têm uma fileira de dentes fortes e rasgam a presa ou a engolem. Muitas baleias com dentes comem somente peixes pequenos e outras presas fáceis de caçar.

As orcas, por um outro lado, podem atacar leões marinhos, focas e outras baleias (por essa razão são chamadas de baleias assasssinas, uma alteração da expressão assassinas de baleias).

Assim como os lobos, os ursos polares e outros predadores em terra, as baleias seguem e caçam as suas presas escolhendo um alvo mais fraco, como um filhote de baleia corcunda, por exemplo. As orcas e outras espécies geralmente caçam em bandos, algumas vezes cercando a presa.

Apesar dessas tendências, as orcas e a maioria das espécies com dentes são pouco ameaçadoras aos seres humanos. Na realidade muitas espécies parecem gostar da presença humana.

Baleias
Duas baleias orcas: essas baleias com dentes estão entre os mais bem sucedidos predadores do oceano, caçando em grupos e se alimentando de pequenos peixes e até de outras baleias. Também são uma das espécies mais inteligentes e brincalhonas.

Muitas espécies desenvolveram habilidades de ecolocação para ajudá-las a achar a presa e localizar obstáculos. A ecolocação é um conceito muito simples: a baleia emite uma série de sons e as ondas de som percorrem a água em volta. Quando as ondas de som atingem algum obstáculo ou um outro animal, elas ricocheteiam e retornam para a baleia. A água conduz o som muito bem e as baleias têm uma audição excelente, portanto, podem captar até mesmo os ecos mais fracos de um objeto a quilômetros de distância.

Em um volume de água com pressão consistente, o som sempre viaja com a mesma velocidade. Calculando o tempo de retorno do eco, a baleia pode saber a distância que a onda percorreu e determinar a distância em que o objeto está. Como a maioria dos animais, as baleias têm dois ouvidos, um em cada lado da cabeça. Isso permite que determinem de onde o som vem. Se o som alcançar primeiro o ouvido direito e for um pouco alto, então o objeto está do lado direito e vice-versa. No mundo escuro e submerso dos oceanos, as baleias precisam sentir o ambiente através do som. Uma grande porcentagem do cérebro delas é dedicado ao processamento da informação auditiva ao invés da informação visual. Nos seres humanos o processo é o inverso.

A ecolocação é encontrada nos cetáceos com dentes, como os golfinhos e as baleias cachalote e não nas espécies sem dentes. O grupo de baleias sem dentes inclui as corcundas, azuis e muitas outras espécies. Elas possuem uma adaptação específica para se alimentar: as barbas. As barbas consistem de uma placa larga na boca da baleia composta de centenas de lâminas finas e longas em forma de franja compostas de queratina, o mesmo material das unhas humanas. Essas lâminas formam um filtro que a baleia usa para capturar pequenos animais como o krill (crustáceos muito parecidos com o camarão), o plâncton e pequenos peixes. Devido a essa característica, as baleias sem dentes são geralmente chamadas de baleias filtradoras.

Baleias
Uma baleia corcunda esticando as barbas na superfície do oceano.

Existem dois grupos de baleias filtradoras que são distintas pela maneira que usam estes filtros. As Skimmers abrem a boca e nadam a frente pegando peixes, crustáceos e plâncton. Depois de terem filtrado bastante água, engolem o alimento inteiro que ficou preso nas lâminas. As Gulpers enchem a boca de água e então empurram a língua à frente para forçar a água através das barbas filtrando qualquer presa do lado de dentro da placa. Apesar do tamanho grande, as baleias filtradoras geralmente têm gargantas pequenas que medem apenas alguns centímetros de largura. Isso é tudo de que elas precisam para devorar o krill e outras criaturas pequenas que fazem parte da sua alimentação.

Como as baleias filtradoras não rasgam a presa do mesmo modo que as baleias com dentes, muitas pessoas têm a impressão de que são caçadoras passivas e que simplesmente cruzam os oceanos com a boca aberta engolindo o que encontram pela frente. Na realidade, a maioria delas procura por áreas que tenham uma alta concentração de comida e onde podem usar várias táticas para capturar as presas. As corcundas, por exemplo, capturam os peixes com um tipo de rede de bolhas. Quando elas localizam um cardume perto da superfície, nadam em círculo por baixo e liberam ar pelo buraco respiratório. Isso cria colunas de bolhas em volta do cardume retendo-o em uma pequena área. Depois disso, a baleia vem por baixo e captura os peixes. As corcundas podem também emitir um som alto que aparentemente serve para desorientar a presa.

As baleias corcunda e outras espécies de baleias podem produzir uma vasta gama de sons que são usados para se comunicarem entre si através de grandes distâncias. Na próxima seção exploraremos os sons que as baleias fazem.

A comunicação das baleias

Nos últimos cem anos, a atitude mundial em relação às baleias mudou bastante. Elas não são mais vistas como criaturas apavorantes como mostrado no filme "Moby Dick" e um esforço de proteção no mundo inteiro reduziu de forma considerável a caça às baleias. Através de extensa observação, os cientistas puderam concluir que as baleias são normalmente criaturas pacíficas, brincalhonas e que têm um alto nível de inteligência.

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As corcundas macho são conhecidas pelas suas longas canções, que podem durar até 30 minutos e ser ouvidas a quilômetros de distância.

Mas, as baleias ainda continuam tendo um certo mistério para nós. Muitas informações obtidas por pesquisadores levantaram algumas questões principalmente sobre a comunicação das baleias. As corcundas macho são as que mais emitem sons, produzindo uma complexa seqüência de lamentos, gritos agudos e sons ocos. Esses barulhos são algumas vezes combinados em uma música que dura até 30 minutos. O que é surpreendente sobre essas canções é que as baleias repetem literalmente esses mesmos sons várias vezes e, em uma região específica, cada macho emitirá a mesma canção fazendo pequenas mudanças de vez em quando para que evolua de uma forma diferente com o passar do tempo.

Esse comportamento parece estar relacionado com a reprodução. Durante o temporada de acasalamento, o macho começa a longa seqüência de sons, parando somente para se juntar com alguma fêmea que passa, nadando junto com ela e com o filhote. Eventualmente, macho e fêmea mergulham em direção ao fundo para acasalar. Parece lógico que a canção do macho atraia a fêmea, mas o som se propaga por muitos quilômetros atraindo também outros machos para a área. É muito estranho que o macho queira chamar a competição, a não ser que ele tente testar a sua força com os outros. Alguns pesquisadores acreditam que as canções são, na realidade, competições de força.

As baleias não produzem sons da mesma maneira que nós. As nossas cordas vocais não funcionariam tão bem debaixo d´água. As baleias produzem sons inalando ar através da cavidade nasal que fica em frente dos buracos respiratórios. Em baleias com dentes, os sistema de produção de sons envolve um arranjo complexo de tecidos de gordura. Nas baleias cachalotes e nos golfinhos, estas estruturas de som são tão grandes que elas possuem um evidente formato arredondado na testa. Os cientistas não entendem exatamente como funciona a produção de som das baleias, mas sabem que isso não se parece com nada conhecido no reino animal.

As baleias corcundas e a maioria das outras espécies produzem uma vasta gama de sons diariamente. Muitas espécies parecem formar laços estreitos entre si e os sons talvez sirvam para que as outras saibam onde estão e o que estão fazendo. A água é excelente para conduzir o som e os sons das baleias podem ser muito altos, então, elas podem se comunicar através de centenas ou talvez milhares de quilômetros. Os especialistas estão preocupados que a poluição sonora causada por plataformas petrolíferas de perfuração em alto mar e outras atividades no oceano estejam abafando esses sons e obstruindo o sistema de comunicação de longa distância das baleias.

Muitos pesquisadores acreditam que as baleias possuam uma capacidade de linguagem sofisticada. Elas têm cérebros enormes com características complexas que os biólogos associam a uma alta inteligência, mas a extensão da capacidade não está clara. Muitas espécies exibem comportamentos inteligentes tanto em cativeiro como na natureza. Elas aprendem tarefas complexas e demonstram habilidades avançadas na solução de problemas.

As baleias também têm memória excelente e isso está evidenciado nos seus padrões migratórios. Veremos na próxima seção como as baleias parecem lembrar de alguns pontos em particular ao longo da costa e através de todo o oceano, pois retornam para o mesmo local de alimentação ano após ano.

Hábitos migratórios

Um dos mais intrigantes aspectos do comportamento das baleias é o hábito migratório. No Oceano Pacífico, as baleias corcunda migram ao longo da costa americana até o Havaí retornando para as mesmas áreas ano após ano.

Elas tendem a migrar com a troca das estações tirando proveito das águas mais quentes em direção ao Equador durante os meses mais frios e da grande quantidade de alimento no Ártico durante os meses mais quentes. A maioria das espécies não migra regularmente em direção ao Equador, então devem existir grupos separados de cada espécie no hemisfério sul e no hemisfério norte.

Baleias

Os cientistas estudam a migração das baleias de várias maneiras. Em muitas espécies as baleias têm marcas distintas na cauda que possibilitam aos pesquisadores identificar tipos específicos e segui-los aos locais por que passam para se ter uma idéia de onde vão e de quando estão migrando. Os pesquisadores também usam etiquetas de satélite, que são rádio transmissores que se comunicam com os satélites, para rastrear a localização de uma baleia.

Os pesquisadores colocam o transmissor nas costas da baleia usando arco e flecha normais. Como a gordura da baleia é grossa e o transmissor é pequeno, ela não é ferida.

Os transmissores têm mostrado que algumas espécies migram distâncias muito maiores que os cientistas anteriormente estimavam. Os pesquisadores rastrearam baleias corcunda que viajam centenas de quilômetros em poucas semanas indo de latitudes extremas ao norte para latitudes equatoriais e retornando. As baleias cachalote macho parecem andarilhos indo de oceano para oceano sem um padrão específico.

Na maioria das outras espécies, a migração está relacionada à reprodução. Geralmente as baleias fêmeas acasalam no outono ou inverno, quando estão em águas mais quentes e dão à luz na mesma região cerca de um ano mais tarde. No verão, entre o acasalamento e o nascimento, a fêmea tira proveito dos ricos recursos de alimento das águas mais frias do norte. Isso fornece a energia de que ela precisa para alimentar o filhote.

Baleias
Filhote de orca alimentado pela mãe. Os filhotes bebem uma enorme quantidade de leite nos primeiros meses e engordam dúzias de quilos por dia.

Os filhotes podem nadar assim que nascem e sobem à superfície para respirar, mas precisam ser muito bem alimentados antes que possam se aventurar sozinhos.

Dependendo da espécie, os filhotes podem ficar junto com a mãe por um ano ou mais antes de se juntar às outras baleias mais jovens para brincar. Na maior parte deste período, o filhote subsiste somente do leite da mãe. As fêmeas têm duas tetas, normalmente escondidas dentro de fendas atrás do abdômen e perto da base da cauda.

O leite das baleias é excepcionalmente rico e fornece aos filhotes os nutrientes de que eles precisam. Um filhote de baleia azul bebe 189 litros de leite todos os dias e engorda 4,5kg a cada hora. Um filhote recém-nascido pode medir 7,60 metros da cabeça à cauda e pesa mais do que um elefante africano adulto.

Baleias
Há baleias de vários tamanhos.

Como o período de gestação é longo na maioria das espécies e o período de amamentação é muito exaustivo, as fêmeas têm filhotes somente em intervalos de dois a quatro anos. Essa baixa taxa de reprodução significa que qualquer caça em grande escala pode reduzir bastante a população das baleias.

Diferenças entre baleias e golfinhos

Em alguns casos os cientistas usam o termo baleia para descrever todos os animais na ordem dos Cetáceos. Isso inclui as grandes espécies, como as baleias corcunda e as baleias azuis e também as espécies menores como os golfinhos nariz de garrafa. Na maioria das vezes, as pessoas usam o termo "baleia" somente para descrever as espécies maiores e se referem às espécies menores (como golfinhos e botos) como cetáceos.

Baleias
Uma mãe golfinho nariz de garrafa e o seu filhote. Os golfinhos que compõem a família Delphinidae dentro da ordem das baleias são vistos como os animais mais inteligentes da Terra.

Os golfinhos que compõem a família Delphinidae são baleias com dentes caracterizados pelo tamanho relativamente pequeno, cabeça protuberante e focinho bicudo. As orcas e as baleias piloto estão também incluídas nessa família, embora sejam muito maiores e os bicos menos pronunciados. Os botos, membros da família Phocaenidae, são pequenas baleias com dentes que têm uma cabeça redonda em vez de um bico pontudo.

Caça e conservação

No passado, o contato que os humanos tinham com as baleias era para a caça. Em algumas culturas, a carne da baleia era uma fonte importante de alimento desde os tempos pré-históricos. As baleias eram altamente visadas porque, assim como o mamute ou o bisão, um único animal rendia uma grande quantidade de carne. Mas por volta de 1700, quando a caça à baleia realmente decolou, o foco mudou da carne para o óleo derivado da gordura da baleia. Como essa gordura era o principal combustível para as lamparinas em muitas partes do mundo, o óleo de baleia foi um grande negócio nos séculos 18 e 19.

Baleias
O deck de um baleeiro no começo do século 20. A caça à baleia era um grande negócio nos EUA, Rússia e muitos outros países.

Nesse período, a baleia filtradora era também muito valorizada. A queratina, conhecida como barba de baleia, combina força e flexibilidade. Essas qualidades fazem dela uma escolha ideal para uma variedade de produtos incluindo os espartilhos femininos, produtos de montaria e guarda-chuvas. Os dentes de baleia, entalhados com inscrições e decorações, eram também muito populares particularmente entre as classes mais altas.

O crescimento da caça nesse período teve um profundo impacto em muitas espécies. Como as baleias somente reproduzem uma vez por ano (ou, em muitas espécies, uma vez a cada dois ou três anos) elas foram devastadas pela caça excessiva. Uma baleia fêmea pode viver 50 anos ou mais e pode reproduzir dúzias de filhotes neste período, portanto, a perda de uma fêmea somente tem um efeito que atinge a população inteira. Além disso, o reduzido número de baleias afeta o equilíbrio ecológico do mar conduzindo a um excesso de krill em muitas áreas, o que pode conduzir a um rápido crescimento populacional de outras espécies que se alimentam destas criaturas.

Com a invenção do arpão e a crescente mobilidade dos barcos movidos a vapor, os baleeiros podiam mirar em espécies mais astutas que antes conseguiam escapar. Isso somado à crescente popularidade dos cosméticos à base de óleo de baleia conduziram a um período sem precedentes de caça no final do século 19 e começo do século 20. Por volta dos anos 40 estava claro que algumas espécies estavam quase extintas. Para assegurar o futuro da indústria, as principais nações que caçavam baleias se uniram em 1946 e assinaram a International Whaling Convention. Como parte desse acordo, as nações estabeleceram a International Whaling Commission, uma organização independente encarregada de pesquisar as populações de baleias e a da regulamentação da prática da caça à baleia.

Ao longo dos anos, a comissão estabeleceu regras mais rígidas para a caça porque a população das baleias continuava a diminuir. Em 1986, a comissão declarou a moratória mundial da caça à baleia porque ficou claro a espécie poderia entrar em extinção. Hoje, a comissão somente permite a caça em pequena escala por certas culturas aborígenes e para a pesquisa científica. Algumas nações como o Japão e a Noruega continuam a caçar afirmando que estão somente controlando as populações regionais.

Baleias
Essa baleia franca foi chamada de "Calvin" pelos pesquisadores do Aquário da Nova Inglaterra. Eles tentaram liberá-la de um equipamento de pesca no começo de 2001. Como não conseguiram, instalaram um rastreador via satélite no equipamento para que pudessem monitorar o percurso dela. Em junho de 2001, após o dispositivo ter falhado, a baleia foi localizada e estava livre do equipamento.

Sob essas leis, muitas espécies de baleias saíram do risco de extinção, mas outras como a baleia franca ainda estão em perigo. De acordo com as organizações de preservação das baleias, a sobrevivência dessas espécies depende de regras ainda mais rígidas e mais campanhas de vigilância contra operações de caça ilegal. Se os esforços de conservação forem bem-sucedidos, as espécies ameaçadas terão uma boa chance de repovoar as suas populações e continuar a viver em paz nos oceanos por muitos anos.

Fonte: ciencia.hsw.com.br

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