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Basset Hound



 

APARÊNCIA REVELA O BASSET HOUND

Os adjetivos usados para descrevê-lo envolvem conceitos de docilidade e pouca atividade: manso, bonzinho, carente, preguiçoso, lerdo, indolente ou até dorminhoco

Basset Hound
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A aparência nem sempre engana e, neste caso, além de cativar, revela a "alma"do Basset Hound, um farejador que virou um companheiro Eleger uma raça pela aparência física, levá-la para casa e surpreender-se comum temperamento bem diverso do esperado, não é algo raro de acontecer. Com o Basset Hound, esse tipo de engano praticamente não acontece.

Quem o vê, mesmo em uma primeira avaliação, costuma perceber corretamente como ele é.

Os adjetivos usados para descrevê-lo envolvem conceitos de docilidade e pouca atividade: manso, bonzinho, carente, preguiçoso, lerdo, indolente ou até dorminhoco, como aconteceu quando Cães & Cia mostrou a foto de um Basset Hound a dez pessoas que não o conheciam.

De fato, a expressão desse baixote de orelhas caídas e corpo pesadão é tão forte que é até aproveitada por quem trabalha com propaganda. "Quando queremos passar aquela idéia de indolência e mansidão num comercial, o Basset Hound é o cão ideal", define Gilberto Miranda, que em nove anos de trabalhos publicitários e 20 com cães, já adestrou mais de 45 raças para comerciais.

DE BOA PAZ

"Nunca ouvi falar de um Basset Hound ter mordido alguém", comenta o criador e handler Jorge Dias, do Canil Park Melody, em Brasília, que tem a raça há 10 anos. Não existem estranhos para esse cão. Todos são amigos. "É tão dócil que dois dos meus Basset Hounds foram roubados de casa com a maior facilidade", acrescenta Jorge.

A paciência da raça é ressaltada por Daniel Oliveira, do Canil Zuos, em Belo Horizonte. "O Basset Hound não reage nem quando maltratado pelas crianças que adoram puxar suas longas orelhas e apertar seu comprido focinho", exemplifica. Sua vocação para a não violência é marcante. "Quando agredido, prefere correr e se esconder", conta Alberto Salim Saber Filho, do Big-Long-Blue's Kennel, em São Paulo, que cria a raça há 22 anos. Uma sobrinha do criador José Schweidson Filho, do Canil Ben Canaã Bassets, em Curitiba, nunca "levou o troco" desses cães por causa de suas brincadeiras rudes.

"Montava em cima, mordia as orelhas e o pior de tudo para um cão: roubava a comida e eles sequer ameaçavam mordê-la", comenta José. "Uma criança chegou a enfiar uma agulha num Basset Hound: ele chorou, tentou fugir, mas não revidou. Não conheço outro cão com um grau tão elevado de tolerância", exalta. O corpo longo e pesado sobre pernas bem curtas não favorecem a velocidade e nem grande atividade. Correr e brincar, só às vezes. O negócio mesmo é descansar.

"O Basset Hound prefere dar suas cochiladas a se exercitar" diz Alberto. "Exercício para os meus é andar um pouco pela casa, dar no máximo uma voltinha pelo quintal e depois voltar a dormir."

Os 17 exemplares do criador Alex Franco dos Santos, que cria há seis anos pelo Big Kennel Blue, em São Paulo, não são diferentes. "Depois do almoço dormem a tarde inteira, se não forem importunados ", descreve. "O Basset Hound é assim: brinca dois minutos e dorme duas horas", compara. No canil de Jorge, os cães são soltos três vezes por dia para se exercitarem. "Andam e brincam um pouquinho, mas logo aproveitam essa liberdade ao ar livre para fazer o que preferem: dormir um pouco mais." José, que cria os seus em um terreno grande e com muita vegetação, acrescenta: "o Basset Hound quando atraído por estímulos, como o chamado do dono, e com espaço para brincar, mostra-se mais ativo do que quando fica em pequenos ambientes."

SURPRESA

Com a aparência tão reveladora, diminuem as chances de seus donos serem pegos de surpresa no convívio com o Basset Hound. Os EUA são um bom termômetro para medir o grau de enganos que a escolha de uma determinada raça pode causar, por incompatibilidade com o estilo do dono. Lá se encontra uma das maiores criações de cães do mundo e também é um país onde muitos cães são abandonados, o que motivou os americanos a criar entidades especializadas em recolocar exemplares, de quase todas as raças, em novos lares. São as chamadas Rescue. Um dos motivos freqüentes para a devolução de várias raças é a decepção com o temperamento do cão. Com o Basset Hound isso raramente acontece. É o que garante a presidente do National Bassethound Cares Incorporated, em Colorado - EUA, Libby Sallada

"Como o Basset Hound não apresenta um temperamento que dificulte a convivência, fazendo artes em excesso ou sendo agressivo, como acontece com outras raças, é difícil que o motivo da devolução esteja ligado ao comportamento", diz.

As raras exceções de Basset Hounds devolvidos são por um engano de avaliação.

Por parecer tranqüilo, pode passar a idéia de que não se incomoda de ficar sozinho. Mas ele detesta solidão

Por parecer tranqüilo, pode passar a idéia de que não se incomoda de ficar sozinho. Mas ele detesta solidão. A coordenadora do Basset Hound Club Rescue, da Inglaterra, Pat Green, país onde também há muitas entidades de resgate, endossa. "Os poucos casos de abandono relacionados com queixas do temperamento desse cão foram de pessoas que acham erroneamente que por ele parecer e ser paradão pode ficar sozinho em casa o dia todo, pois permanecerá relaxando num canto", explica Pat.

Foi o que aconteceu com Rosicler Hennel, de São Paulo, quando adquiriu um Basset Hound. "Foi amor à primeira vista. Adorei o visual baixinho e a cara sonolenta e carente e, de fato, ele é assim, mas achei que ficaria numa boa sozinho", diz. "Só que latia tanto que os vizinhos começaram a reclamar e tivemos de nos desfazer dele." Latir sem parar é típico do Basset Hound, caso permaneça sozinho por muito tempo. Mas basta ter companhia, de preferência de pessoas, que deixa de fazê-lo.

O Basset Hound é uma raça originalmente acostumada a longas caminhadas em matilha, farejando trilhas nas caçadas. Não está habituado a ficar sozinho. Vários criadores estrangeiros entrevistados chegam a dar um limite de tempo para a raça ficar só: quatro horas. Depois disso, começa a latir sem parar num tom rouco, forte e bem alto, digno de um cachorrão que transmite a agonia de sua solidão e que acaba, obviamente, incomodando a vizinhança. Como bem disse o criador Alex, "deixar um Basset Hound sozinho por muito tempo é pedir para arranjar encrenca com os vizinhos."

COMPANHEIRO

O Basset Hound pertence a um grupo de cães que se consagrou por originar excelentes companheiros - os cães de caça -, já que a função requer grande proximidade com o homem. Seu uso recente é quase que exclusivamente para companhia. Embora seja um ótimo farejador, equiparável ao Bloodhound (considerado o melhor faro do mundo), persistente na perseguição e resistente a ponto de andar horas a fio, é tido como lerdo demais na perseguição à presa. É o que ocorre na Inglaterra, que mantém a tradição da caça. Sue Ergis, secretária da principal entidade da raça, o Bassethound Club, em Poolle, Dorset, conta que as pessoas que usam o Basset Hound para esse fim são tão poucas que nem mesmo se organizam para as famosas competições de caça, chamadas de Field Trials. "Aqui não existem provas de caça para a raça, como há para as outras" diz Sue. Para manter viva a lembrança da função para a qual a raça foi desenvolvida, o clube inglês mantém uma matilha conhecida como Albany Pack, para demonstrações. Todo ano, no inverno, ela se apresenta gratuitamente uma vez por semana. São 16 cães e cerca de 30 pessoas envolvidas no evento, como proprietários e tratadores.

Seu uso recente é quase que exclusivamente para companhia. Embora seja um ótimo farejador

Os cães são acompanhados por dois caçadores a pé, cuja função é manter a matilha unida e atenta a uma única trilha. Um deles vai na frente com uma espécie de berrante, tocado para reagrupar os cães, e o outro vai atrás da matilha para apressar os retardatários. Quando os cães farejam a trilha da lebre, sua presa natural, começam a latir e correm acompanhando o odor do rastro. A lebre corre até entrar na toca. Em seguida, é cercada pela matilha. Sue explica: "se o caçador não chegar primeiro, a presa vai ser morta pelos cães. Após pegar uma lebre, a caçada continua, atrás de outra". Nos EUA, apesar de mais usado para a caça que na Inglaterra, o Basset Hound não está na lista dos caçadores preferidos. "O Beagle, o Coonhound e o Foxhound são bem mais apreciados para caça em matilha", compara o criador Ken Mc Williams, da Pennsilvania, EUA, que já participou de caçadas e que freqüenta as Field Trials há mais de 60 anos. A inglesa Sally Money, que mora em Essex e cria Basset Hounds há 30 anos, diz que até caça com eles. Aprecia vê-los seguir os rastros com o ótimo faro. "Mas, no meu país, ele é mais usado para fazer companhia, já que há outras raças mais eficientes na caça", avalia.

PARADÃO

Quando não estimulado pelas emoções de seguir trilhas, o Basset Hound faz aflorar todo o seu lado preguiçoso. Fica por conta do dono conseguir motivá-lo a se mexer. Pelo menos meia hora de caminhada diária é importante para não ficar obeso, já que é um comilão, e desenvolver a musculatura que sustenta a estrutura vertebral muito longa, típica da raça. Problemas de coluna e articulações são comuns na raça, de acordo com o veterinário Tim Phillips, de Ferndown, em Dorset, Inglaterra. Cabe ao dono, também, controlar a quantidade de comida diária, resistindo ao seu olhar "pidão". A raça requer atenção com relação à higiene. A grande produção de gordura das glândulas sebáceas da pele, favorece o aparecimento de cheiro forte e de dermatite seborréica, segundo Tim que já tratou de mais de 150 Basset Hounds, sendo que cerca de 10% deles tinham caspa. "A melhor maneira para controlar o problema naqueles que têm maior tendência a pele oleosa, são os banhos freqüentes, no mínimo quinzenais, e com xampus próprios", recomenda. As escovações podem ser diárias.

A limpeza dos ouvidos deve ser feita uma vez por semana para evitar excesso de cera e as comuns otites causadas pelo ambiente úmido e abafado típico em raças de orelhas caídas. As pálpebras caídas o tornam mais sujeito a problemas nos olhos, como a conjuntivite, o ectrópio (as membranas internas dos olhos viram para fora) e o entrópio (as membranas viram para dentro da córnea), causando inflamações e até úlceras locais, segundo o veterinário especializado em oftalmologia em Memphis, Tenessy, EUA, membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, Caio Lemmi, de Jacareí, SP. A dica é limpar os olhos diariamente com água boricada ou soro glicosado a 5% e manter o cão longe de poeira e vento.

"Não deixe o Basset Hound tomar muito vento nos olhos, evitando principalmente andar com ele no carro com a cabeça para fora da janela que pode causar conjuntivite e ceratite", alerta Caio. A conjuntivite é tratada com colírios, pomadas oculares e antiinflamatórios e o ectrópio e o entrópio são corrigidos apenas por cirurgia. A raça geralmente precisa ser auxiliada no acasalamento, pois tem dificuldade de fazê-lo sozinha.

O veterinário e criador de Basset Hounds, pelo Canil Devilô, em Curitiba - PR, José Vicente Lopes, que já tratou de mais de 100 exemplares, comenta: "O corpo muito comprido e as pernas curtas atrapalham o macho a montar na fêmea e a manter o seu equilíbrio sobre ela; além disso, ela tende a sentar por não aguentar o peso dele", explica. "Outro agravante é o excesso de pele solta na vulva e no prepúcio (pele que cobre a cabeça do aparelho genital), que dificulta o acasalamento".

PADRÃO OFICIAL

CBKC nº 163, de 26/4/94 FCI nº163 GB, de 16/3/89

País de origem: Grã-Bretanha Nome no país de origem: Basset Hound

APARÊNCIA GERAL: é um rastreador de pernas curtas, de considerável substância, bem balanceado e repleto de qualidades. É desejável que tenha uma certa quantidade de pele solta.

CARACTERÍSTICAS: cão tenaz, de antiga linhagem de caçadores pelo faro, com instinto de matilha, voz melodiosa e profunda e grande resistência no trabalho de campo.

TEMPERAMENTO: afetuoso e plácido, nunca agressivo ou tímido.

CABEÇA: crânio em cúpula, com stop moderado e occipital proeminente, arcada superciliar de largura média, afilando suavemente para o focinho. A linha superior do focinho é, quase paralelo à do crânio, do stop ao occipital e não mais longa. Pode apresentar moderadas rugas, na testa e junto aos olhos. De qualquer modo, a pele da cabeça deve ser suficientemente solta para formar rugas bem definidas, quando trazida para frente, ou quando a cabeça é abaixada. As bochechas recobrem, amplamente, os lábios inferiores. O nariz é inteiramente preto, salvo nos cães de cor clara, nos quais, pode ser marrom ou fígado.

As narinas são grandes e bem abertas. A trufa pode ser ligeiramente projetada além da linha anterior dos lábios. Olhos: em forma de losango. Inseridos no plano da pele, de cor escura, podendo ser marrom médio, nos cães de pelagem clara. A expressão é calma, séria e a conjuntiva da pálpebra inferior fica à mostra, embora não excessivamente.

Olhos claros ou amarelos são altamente indesejáveis. Orelhas: de inserção baixa, logo abaixo da linha dos olhos. Muito longas, o comprimento ultrapassa bastante a extremidade de um focinho de tamanho correto, sem exagero. Estreitas em toda a sua extensão, encurvando-se bem para dentro. Muito macia, de textura fina e aveludada. Boca: mandíbulas fortes, com mordedura em tesoura, com dentadura perfeita, regular e completa, isto é, os incisivos superiores sobrepassam os inferiores em contato estreito e de inserção perpendicular aos maxilares.

PESCOÇO: musculoso, bem arqueado, com bom comprimento, com pronunciada barbela, mas não exagerada.

ANTERIORES: escápulas bem inclinadas, ombros não pesados, membros curtos, poderosos, com ossatura robusta. Cotovelos trabalhando bem ajustados, rente ao tórax e, corretamente direcionados para a frente. A parte superior dos antebraços é, moderadamente inclinada para dentro sem, entretanto, inferior na liberdade dos movimentos ou resultar em braços tocando-se, seja parado ou em movimento. Visto de frente, o antepeito adapta-se, perfeitamente, à curvatura dos antebraços. Metacarpos cedidos é falta muito grave. A pele forma dobras nos metacarpos.

TRONCO: longo e bem profundo em toda a sua extensão. O esterno é proeminente, porém, o peito não deve ser estreito ou excessivamente profundo. Costelas bem arredondadas, bem arqueadas, sem saliências, estendendo-se bem para trás. Dorso bastante longo de nível, com o lombo e quartos traseiros na mesma altura, embora o lombo passa ser ligeiramente arqueado. A linha superior, que vai da cernelha até a inserção das ancas, não deve ser excessivamente longa.

POSTERIORES: bem musculosos, firmemente plantados, dando a impressão de quase esférico, quando vistos de trás. Joelhos bem angulados; jarretes bem curtos, quando possível; bem aprumados, quando em stay e corretamente direcionados para a frente. Podem aparecer rugas na pele entre os jarretes e as patas, assim como pequenas bolsas, resultantes da pele bem solta, na parte posterior das articulações.

PATAS: massudas com juntas fortes e bem almofadadas. As patas dianteiras podem apontar bem para a frente, ou ser ligeiramente viradas para fora, mas de qualquer modo, o cão deve ficar firmemente apoiado em suas patas, com seu peso igualmente distribuído entre dígitos e almofadas, de tal maneira que as patas deixem uma pegada de um cão de grande porte, sem que qualquer região desprovida de almofadas toque o solo.

CAUDA: bem inserida, um tanto longa, forte na base e afinando, com moderada quantidade de pêlos ásperos, na face ventral. Durante a movimentação, a cauda é portada bem para cima em curva, tipo sabre, suave, sem nunca enrolar ou cair sobre o dorso.

MOVIMENTAÇÃO: é um aspecto muito importante. Ação fluente e fácil, com bom alcance nos anteriores e poderosa propulsão nos posteriores, com o cão se movimentando livremente tanto na frente, como atrás. Os jarretes e joelhos não podem permanecer rígidos e dígito algum arrastar-se pelo chão.

PÊLO: liso, curto e cerrado, sem ser muito fino. No aspecto geral, todo o contorno do chão é bem recortado, sem qualquer franja. Os pêlos longos e os pêlos macios, com franjas, são altamente indesejáveis.

COR: preto e castanho e branco ou branco limão, mas qualquer cor reconhecida como sendo de hound, é aceitável.

ALTURA:33 a 38cm.

FALTAS: qualquer desvio, dos termos deste padrão, deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.

NOTA: os machos devem apresentar os dois testículos normais, bem acomodados na bolsa escrotal.

Fonte: www2.uol.com.br

Basset Hound


Duplamente apaixonante é o Basset Hound. Se por um lado não há quem possa resistir àquele olhar suplicante de quem está sendo inocentemente condenado aos mais severos castigos, por outro, é impossível conter o risco com as traquinagens que ele apronta, sempre a um passo de tropeçar nas próprias orelhas.

Mostramos aqui a natureza calma deste cão de caça que pode conviver muito bem no meio de outros animais de estimação e ser um grande amigo das crianças.

CAÇADOR E COMPANHEIRO

Paciência é o que não falta a um legítimo Basset Hound. Possuidor de um invejável faro, esses cães já fizeram a glória de muitos caçadores, quando dedicavam horas a fio a seguir trilhas de veados e atacavam sem temer lobos e javalis que tentassem atrapalhar o seu caminho.

De origem provavelmente francesa, onde recebeu o nome de Basset (podengo-cão para a caça de coelhos), teve como seus ancestrais os famosos cães sabujos de Saint Hubert, por volta do século VI.

Levados da França para outros países europeus, o Basset Hound chegou à Inglaterra durante o século XV onde por obra de alguns criadores sofreu sérias modificações ao ser acasalado com os Blood Hounds. Junto com os novos exemplares nascia também a polêmica: deveria o excelente caçador que tanto sucesso fez nos campos franceses e belgas ser trabalhado esteticamente e transformado em apenas um cão de companhia? Por um longo período as discussões prosseguiram até o bom senso prevalecer e estabelecer que se obtivesse um cão que unisse todas as características de um caçador, como também a de um companheiro.

Apesar das divergências iniciais, em momento nenhum a raça foi desmerecida. Ao contrário, continuava agradando a todos indiscriminadamente, tanto que até o maior dramaturgo dos tempos modernos, o inglês Shakespeare (1564 a 1616) se refere ao cão, em "Sonhos de Uma Noite de Verão", com uma das imagens poéticas mais sensíveis que já se dedicou a um animal: "possui orelhas que varrem o orvalho da madrugada

Como todos os cães de raça nobre, o Basset Hound também não passaria indiferente pelos membros da família real britânica. O rei Eduardo VII, reconhecidamente um fanático por cães, manteve matilhas de Basset Hounds, que agora além de eficientes caçadores se distinguiam por seu profundo e louvável companheirismo.

Em 1800, dois criadores franceses dedicaram-se a aprimorar o Basset Hound, desenvolvendo, assim, linhas de sangue puro.

A linhagem "Lane" apresenta olhos maiores e crânio mais pesado; enquanto que a "Le Coulteux" tinha o nariz mais romano, expressão mais entristecida por causa dos olhos mais escuros e bem profundos, cabeça arredondada e maxilar mais proeminente. Levados para a Inglaterra, o "Le Coulteux" despertou maior interesse que o "Lane", o mesmo acontecendo nos EUA.

A partir de então, a fama desse cão de características singular correria o mundo. Apresentado pela primeira vez em uma exposição canina em Paris, isto por volta de 1863, o Basset Hound ganhou de imediato o carinhoso apelido de Cirano dos Cães, já que o seu nariz é extremamente grande e carnudo, dando-lhe um ar tragicômico, tal qual o famoso personagem da literatura. Em 1875, era a vez das pistas inglesas apreciarem esse cão, levado pelas mãos de Sir Everett Millais, responsável por sua introdução em terras britânicas. Em 1880, a raça consagrou-se definitivamente na Inglaterra, ao surgir em número bem representativo na exposição de Wolverhampton.

Um bom tempo depois, em fins da década de 1960, o Basset Hound chegava ao Brasil, graças ao enorme sucesso que alcançava nos EUA, onde era largamente utilizado não só em seu ofício principal, como também em filmes, desenhos animados, campanhas publicitárias, enfim, no riquíssimo show business americano.

Aqui, teve enorme aceitação já que este além de se adaptar perfeitamente com nosso clima, é um cão que vive muito bem em casa, apartamento, fazendas e em todo lugar onde tenha alguém que queira ter ao seu lado um excelente companheiro de todas as horas.

Basset Hound

ATRÁS DO AR MELANCÓLICO, UM DIVERTIDO PALHAÇO

Basset Hound

Quem vê cara, não vê coração, já dizia o velho provérbio que se aplica muito bem ao Basset Hound.

Atrás daquela expressão melancólica, do olhar de quem é eternamente rejeitado, esconde-se um verdadeiro "palhacinho", alegre e divertido ao extremo. Essas são sem dúvida as características mais marcantes desse cão de orelhas longas e aveludadas que ultrapassam a ponta do nariz, pernas curtas e corpo tipo "salsichão".

Mas, além dessas "marcas registradas", segundo o padrão oficial da raça aprovado pela Confederação do Brasil Kennel Clube, o verdadeiro Basset Hound deve ter a cabeça grande e bem proporcionada. O comprimento da protuberância occipital ao focinho maior que a largura na fronte e o crânio bem abobadado. Todo Basset Hound que se preza ostenta olhos suaves, tristes, levemente fundos e de preferência marrons-escuros. As faces são lisas e livres de rugas nas bochechas.

A pele em toda a cabeça é solta, caindo em dobras bem definidas sobre a testa quando a cabeça é abaixada. O focinho ideal é aquele profundo, pesado e livre de afilamento. Já para o nariz se exige que ele seja de pigmentação escura, preferencialmente preta, com narinas largas e bem abertas. Grandes e sadios deverão ser os dentes e os lábios não podem deixar de possuir uma pigmentação escura e uma forma pendular que caia de um jeito quadrado na frente. Aquela pele abundante sob o pescoço, chamada barbela, tem de ser muito pronunciada. Por sua vez, o pescoço precisa ser poderoso, de bom comprimento e arqueado.

Se o peito não for profundo e cheio com o esterno (osso dianteiro que se articula com as costelas) proeminente e aparecendo claramente à frente das patas, ele foge ao padrão. Os ombros e cotovelos são bem juntos ao corpo. Mais especificamente, os ombros são bem angulares e poderosos, enquanto que o cotovelo não pode ser nada projetado. As patas curtas, potentes, como ossatura pesada possuem almofadas rijas e pesadas, bem arredondadas; como também, dedos nem muito juntos, mas tão pouco separados. O padrão é de pernas curtas, sendo que quando em movimento as dianteiras não pisam abertas e as traseiras, vistas de trás, são paralelas.

Em relação ao corpo, as costelas bem arqueadas apresentam uma estrutura longa, suave e que se estende bem para trás. Por sua vez, a linha de dorso é reta e horizontal. Quanto à cauda, que não deve ser cortada, é inserida em continuação à espinha em ligeira curvatura, sendo portada com jovialidade. Donos de um pêlo duro, liso e curto e de pele solta e elástica, nesses cães aceita-se qualquer cor reconhecida para os Hounds, entre eles a tricolor (castanho, preto e branco) e a bicolor (castanho e branco). Medindo de 28 a 35 cm, os Basset Hounds pertencem ao segundo grupo, que é o de Cães de Caça e Presa. Por isso que não é à-toa que eles caçam e prendem para sempre o coração de qualquer um.

SUA PREGUIÇA É APENAS APARENTE

Não existe um só Basset Hound que não adore ficar horas e horas instalado confortavelmente num cantinho bem aconchegante, com aquela cara "amassada" de quem está no auge de uma irrecusável sonequinha. Porém, basta um simples estalar de dedos para que ele se recomponha e volte imediatamente para suas atividades. Aliás, apesar do jeitão de preguiçoso, o Basset Hound sempre foi um ativo e irrepreensível caçador, função que exige muita vitalidade, perspicácia e inteligência. Contudo, para que não se tenha em casa um verdadeiro dorminhoco e exímio caçador unicamente de comida, é necessário que se eduque o cão para que ele desenvolva todas as suas potencialidades.

É PRECISO SER POLIDO

Um cão tão bonito e charmoso quanto o Basset Hound precisa ser exibido em exposições caninas. Quando o cão completar um pouco mais de cinco meses, procure um bom handler (profissional especializado em ensinar e apresentar cães em exposições) para que este adestre o animal para esta finalidade.

Todavia, se você desejar ter um competente cão de caça, recorra a um adestrador idôneo e especializado nessa modalidade, que se encarregará de começar a treinar o futuro caçador, quando este tiver mais que seis meses de vida e seu invejável faro estiver mais apurado.

Agora, se você pretende que o Basset Hound seja um indomável e feroz cão de guarda, perca as esperanças. No máximo, o que ele pode ser é um eficiente cão de alarme. Isto é, ao notar uma indesejável presença, ele se põe a latir persistentemente até que alguém venha acudi-lo. Infelizmente o que pode acontecer é que esse alguém seja um "convidado" nada querido.

APESAR DA CARA DE DOENTE, A SAÚDE É DE FERRO

Basset Hound

Mesmo sendo muito saudável, essa raça de cães não está de todo livre de alguns pontos fracos.

Um deles, sem sombra de dúvidas, são os olhos. Muitas vezes, por questões hereditárias e outras até por descuido dos donos, que não limpam diariamente os olhos dos cães, alguns Basset Hounds contraem sérias conjuntivites e outros são alvos fáceis, não só de cataratas como também de outros problemas mais sérios que podem trazer danos irreparáveis a esse órgão tão importante. Portanto, fique de olho nisso!

Os ouvidos também são outro grande motivo de preocupação. Por serem muito longas, as orelhas não permitem uma circulação de ar regular. Isso torna os Basset Hounds muito suscetíveis a problemas de inflamação no ouvido. A melhor providência nesse caso, é cuidar metodicamente da higiene local e, ao menor sinal de uma martirizante otite, procure um veterinário.

Gordura nunca foi sinal de saúde. Principalmente em cães. A obesidade carrega consigo os mais graves problemas digestivos e de coluna e coração, além de causar a esterilidade em machos e fêmeas, por causa do excesso de peso. Como os Basset Hounds são uns gulosos de mão cheia, cabe a você controlar a alimentação do seu e pô-lo para fazer exercícios (correr é o melhor deles!) para manter uma elegante forma física.

ACASALAMENTO

De todos esses problemas, aquele que mais aflige um Basset Hound é, com certeza, o acasalamento. Por causa de suas patas curtas e corpo comprido, raramente o macho consegue se manter sobre a fêmea, durante o cruzamento e atingir o seu intento sem ajuda (indiscreta!) do homem.

Mas também não é por causa disso que você não deve procurar a cara-metade ideal para o seu cão. Contudo, antes de ir acasalando o seu Basset Hound com qualquer um, lembre-se que os frutos dessa união só poderão ter qualidades inerentes à raça, caso tenham sido gerados por pais que apresentem compatibilidades. Um profundo e sério estudo genético do casal, através do pedigree (certidão de nascimento dos cães), é imprescindível para que não se perpetue anomalias ou taras.

A idade ideal para o "casamento" deverá ser de 24 meses para o macho e de 19 para a fêmea, época em que deverá estar entrando em seu terceiro cio. Caso você não encontre o marido ou esposa exemplar para o seu cão, não se aflija. É melhor que ele fique só do que mal acompanhado.

Fonte: www.petbr.com.br

Basset Hound

 

Basset Hound

Basset HoundBasset Hound
Basset Hound

Trata-se de uma raça recente. Foi trazida da Inglaterra no século XVII. Sua apresentação oficial, foi no ano de 1883, quando foi reconhecida pelo Kenel Clube Britânico. Havia muita divergência entre os criadores que desejavam acentuar qualidades estéticas, ou realçar algumas características de cão de caça. Este conflito, influiu na popularização da raça. O Basset Hound só se tornou popular quando introduzido nos Estados Unidos.

É um excelente farejador, de temperamento calmo e amável. É extremamente manso, apegado ao dono e carinhoso. Muito resistente no trabalho de campo, o Basset Hound é capaz de fazer grandes caminhadas.

Acostumado a viver em matilha, não é um cão agitado, agressivo, ou tímido. Gosta de uma boa soneca e não necessita de grandes doses diárias de exercício. Pequenas caminhadas são suficientes para não torná-lo um cão obeso.

É uma raça de pernas curtas, e a sua ossatura é mais pesada em relação a altura, do que qualquer outra raça. O tamanho máximo do Basset Hound, medido na altura da cernelha é de 35 cm. O pêlo é curto, liso, áspero e aderente, denso o suficiente para suportar qualquer condição climática. Todas as cores características dos hounds são aceitas. Sua pele é frouxa e elástica.

Fonte: www.guiaderacas.com.br

Basset Hound

Basset Hound

Tipo de Pêlo

Curto e liso. Podem ser brancos e castanhos ou tricolores (branco, castanho e preto).

Temperamento

Activo. É um cão bastante dócil e afectuoso, muito simpático com crianças e incapaz de morder.

Introdução

É um cão bastante antigo descendente directo do Bloodhound. Foi descrito por Shakespeare numa imagem poética: "Possui orelhas que varrem o orvalho da manhã". Foi seleccionado por criadores americanos para cão de companhia embora não descurando as suas excelentes qualidades de caçador. Facilmente identificável pelos seus curtos membros que lhe deram o nome Basset (do francês bas que significa baixo).

Embora não pareça, é um cão ágil e com movimentos desembaraçados. A sua originalidade assenta nas fabulosas orelhas compridas e pregas de pele que caem em rugas profundas. Possui uma grande paciência e um apuradíssimo faro pelo que era originalmente utilizado na caça à lebre, raposa e faisão.

As suas patinhas curtas permitem-lhe o acesso às tocas. O seu olhar melancólico, doce e triste escondem o seu carácter alegre, brincalhão e extremamente amável. É um excelente companheiro, muito fiel ao dono e muito carinhoso com todas as pessoas.

Descrição

O Basset Hound é um cão de porte médio, de estrutura forte e robusta apesar das suas curtas pernas e do seu ar melancólico. Possui uma cabeça grande e bem proporcionada, um crânio levemente abobadado e um focinho comprido. Os olhos são castanhos e de uma doçura imensa. As orelhas são muito compridas e caem pendentes para cada lado da face.

Os lábios são pendentes. Tem um pescoço forte e largo e barbelas muito bem pronunciadas.

O corpo é comprido e desproporcional em relação às patas. Os membros são curtos mas fortes e robustos, de ossos pesados, e os pés são grandes e redondos. A cauda continua a linha do dorso e é trazida alta fazendo uma ligeira curva. As pregas de pele são mais acentuadas sobre os olhos, nas patas e no pescoço.

Fonte: animais2.clix.pt

Basset Hound

 

Basset Hound
Basset Hound

Origem

A origem do basset, continua envolvida em alguma controvérsia. No entanto, a maioria dos criadores acredita que a sua origem poderá estar num cruzamento entre o Saint-Hubert e o Bloodhound.

Altura média em adulto: 35cm
Peso médio em adulto: 20kg
Cores mais comuns: Branco com manchas castanhas ou pretas

Fonte: bicharada.net

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