Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home   Voltar

Beija-Flor



Beija-Flor

Os indígenas deram nomes muito sugestivos para os beija-flores, que descreviam com perfeição esses pássaros encantadores:

Para os índios caraíbas, eles eram os "colibris", que significa "área resplandecente";

Os tupis os batizaram de "guainumbis", ou seja, "pássaros cintilantes";

Já para os índios guaranis, os beija-flores eram os "mainumbis", isto é, "aqueles que encantam, junto à flor, com sua luz e esplendor".

Seu enorme coração, que representa de 19 a 22% do peso total do corpo, facilita a rápida circulação do sangue;

Num único dia, eles são capazes de ingerir, em substâncias nutritivas, até 8 vezes o peso do seu corpo;

Alguns beija-flores desenvolvem velocidades médias que vão de 30 a 70 Km por hora e a vibração das asas pode atingir 50 a 70 batidas por segundo;

São as únicas aves que conseguem ficar literalmente paradas no ar, decolar e aterrissar verticalmente, e até dar marcha à ré em pleno vôo;

O espetacular colorido dos beija-flores origina-se do fenômeno da refração da luz, através da microestrutura das penas. As mudanças de cores, observadas numa mesma ave, variam de acordo com o ângulo de incidência da luz solar ou com a movimentação do corpo;

Dizem que Igor Sirkorski, que inventou o helicóptero, baseou suas idéias na observação contínua do vôo dos beija-flores. No entanto, o helicóptero não pode voar de cabeça para baixo. Os beija-flores podem.

Beija-Flor

Compramos um bonito bebedouro, enchemos com água e açúcar, instalamos num local propício e, ao invés de beija-flores, atraímos um monte abelhas! Este e outros problemas realmente podem ocorrer nos bebedouros. Outro problema bem comum é a fermentação da mistura, que pode até prejudicar s pássaros. Veja como é possível evitar estes problemas:

Proporção açúcar/água

A alimentação artificial complementar de beija-flores é feita com uma mistura de quatro partes de água filtrada para uma parte de açúcar, medidas em volume. Por exemplo: em 100 ml da mistura, teremos 80 ml de água e 20 ml de açúcar. O excesso de açúcar é desperdício, mas não chega a causar problema aos animais. O açúcar fornece energia, mas as aves continuam necessitando buscar insetos e pequenas aranhas para sua dieta em proteínas.

Limpeza

A falta de higiene nos bebedouros faz mal e até mesmo pode matar os beija-flores. Os bebedouros devem ser muito bem limpos e a água açucarada trocada diariamente. Assim, se evita o crescimento de um fungo que se instala na garganta da ave e pode causar sua morte por sufocação. Devemos ter dois bebedouros para usar em cada ponto de alimentação. Remove-se para limpeza o que foi usado e se coloca com mistura nova, o bebedouro já limpo no dia anterior. Como fazer a limpeza: retire o bebedouro sujo, lave com água corrente, escove onde haja depósito de sujeira e pontos pretos de fungo. Coloque de molho por 20 minutos em recipiente com água misturada com um pouco de água sanitária. Enxágüe bem e deixe secar para reutilização no dia seguinte.

Como evitar as formigas

No caso de formigas visitarem o bebedouro, é só passar vaselina no gancho e arame que o penduram, para que elas não passem.

Como evitar as abelhas

Quando abelhas começarem a visitar o bebedouro a proporção de açúcar pode ser diminuída. É que o beija-flor aceita água com menos açúcar, mas ela passa a ser desinteressante para as abelhas. As abelhas só aparecem em algumas épocas do ano, quando faltam flores no ambiente para sua alimentação. Após algumas semanas, as flores voltam à região, as abelhas não precisam mais do açúcar e desaparecem.

Repelente natural de abelhas - Se a diminuição na concentração de açúcar na mistura para os beija-flores não for suficiente para espantar as abelhas, pode-se usar um repelente natural. A receita é a seguinte: 1 colher de sopa de vinagre + 1 colher de sopa de azeite + ¼ de dente de alho. Amasse o alho com um garfo e vá juntando os outros ingredientes, homogeneizando a mistura. Encha o bebedouro limpo com a solução de açúcar e, antes de pendurá-lo no ponto de alimentação, passe o repelente com pincel onde pousam as abelhas (flores de plástico e em torno do furo). Não deixe misturar com a solução de açúcar. A sobra do repelente pode ser guardada em geladeira por alguns dias para reutilização. Antes do reuso, deixe em temperatura ambiente por alguns minutos, misture bem seus componentes (homogeneizar) e então pincele no bebedouro.

Aves

O beija-flor-tesourão (Eupetomena macroura) que mede cerca de 19cm, é escuro e de rabo comprido, às vezes se apossa do bebedouro e não deixa mais nenhuma ave ali beber. É o dono do local! Neste caso, pode-se colocar outro ponto de alimentação um pouco mais afastado, para permitir que as outras aves também tenham oportunidade. No bebedouro para beija-flores, também podemos receber a visita de muitas cambacicas ou sebinhos (Coereba flaveola), de sanhaço-de-coqueiro (Thraupis palmarum), de saí-azul (Dacnis cayana) e de outras aves que se alimentam de néctar. Podemos anexar um poleiro ao bebedouro, para facilitar o acesso a estas outras aves. Ele pode ser um palito de churrasco, ou pauzinho japonês, atravessado na base oca do bebedouro. A finalidade do bebedouro para beija-flores é atrair estas aves para os jardins, varandas, janelas.

O bebedouro não substitui as necessidades nutricionais dos beija-flores, já que o néctar tem outros nutrientes além do açúcar e, além disso, os beija-flores se alimentam também de pequenos insetos e artrópodes, de onde obtêm proteínas.

Aprenda a fazer um bebedouro com garrafa PET: Peque uma garrafa de plástico de refrigerante ou água mineral, tipo descartável (PET), de 500 ml ou menor. Esquente um prego bem fino e faça um furinho na base da garrafa. Pinte em torno do furinho com esmalte vermelho. Pendure a garrafa com um arame ou barbante forte.

Em tempo

Os bebedouros para beija-flores já foram incriminados como causadores de candidíase oral nesta aves, o que, entretanto, não está comprovado científicamente.

Fonte: www.ib.usp.br

Beija-Flor

Não há como não ficar encantando com as aparições do beija-flor. Veloz, chega como se fosse um raio. Com as asas rápidas, quase imperceptíveis, estaciona no ar. "Beija" uma flor com precisão e suavidade. Repentinamente, desloca-se até outra. Instantes depois já não está mais, mas o encanto daquele momento permanece.

Pode-se observar beija-flores apenas na América do Sul, do Norte e Central. "Das cerca de 320 espécies existentes, a maioria se concentra na América do Sul e quase a metade é encontrada no Brasil", explica Christian Dalgas Frisch, após dedicar-se oito anos a observá-los juntamente com o pai, o prestigiado ornitólogo Johan Dalgas Frisch. Do trabalho resultou o livro Jardim dos Beija-flores, aclamado internacionalmente.

O beija-flor chama a atenção a começar pelo pequeno tamanho. No livro dos recordes Guiness, é citado como menor ave brasileira. A variedade Calliplox amethystina, encontrada no Espírito Santo, tem o tamanho do dedo mindinho de um adulto (6,5 centímetros incluindo bico e cauda e peso entre 1,5 e 2,8 gramas). Outro, a abelha (Mellisuga helenae), do Caribe, é a menor ave do mundo segundo o Guiness - com apenas 5,7 centímetros e 1,6 gramas.

Admirável é o desempenho dessa ave no ar. Sua exclusiva articulação "solta" lhe permite desviar o vôo em qualquer ângulo; voar de cabeça para baixo; dar marcha a ré e não ir para a frente nem para trás, girando as asas em forma de oito. O beija-flor de chifres (Heliactin cornuta), do Espírito Santo, de Minas Gerais e Goiás, detém, de acordo com o Guiness, o recorde de velocidade em batimento de asas: 90 vezes num único segundo. Mesmo a média dos demais beija-flores, de 60, é impressionante. Tente agitar o dedo nessa velocidade: não dá para chegar nem perto.

Tudo isso precisa de muita energia e comida. Ótimo, para quem quer atraí-lo e mantê-lo por perto. Ele necessita sustentar músculos que pesam de um quarto a um terço do corpo - cerca de 50% a mais que as outras aves - , e um coração que palpita 480 vezes por minuto, em descanso, e estonteantes 1.260 em movimento. Resultado: um apetite voraz que o faz "beijar" mais de mil flores por dia para obter 6.660 calorias. Mas o consumo pode dobrar. No frio, por exemplo, para manter a temperatura normal do corpo em torno de 40 a 42°C. "Uma grama de beija-flor gasta num dia as calorias usadas em um mês, por um grama de elefante", ilustra o professor titular de fisiologia do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo, José Eduardo Bicudo. Até a digestão colabora.

É a ave que mais assimila o que come: aproveita quase todo o açúcar do néctar e digere os insetos em menos de dez minutos. Não dá para falar dessa ave sem lembrar das flores, em especial as que desenvolveram um formato alongado em função dos próprios beija-flores (veja quadro Flores Atraentes).

O néctar praticamente só é acessível aos bicos compridos deles e tem uma concentração de açúcar boa para eles ( 15 a 25%), mas fraca para as abelhas (buscam de 70 a 80%). Suas cores são as que eles melhor percebem. "Preferem as vermelhas, amarelas, alaranjadas, brancas e azuis, nessa ordem", ensina Christian. Quase nunca são perfumadas, já que o olfato deles é fraco. Para evitar perfuração por predadores de bico curto que querem "roubar" o néctar, têm base reforçada e pétalas espessas. Curiosamente, entre esses predadores estão algumas espécies de beija-flores de bico curto.

Os beija-flores são também atraídos por flores de outras numerosas plantas, além das mencionadas. Ao sorver o néctar, promovem a polinização - deslocam o pólen do órgão masculino da flor até o órgão feminino dela, fecundando-a . Cinco segundos bastam. A língua, oca no centro, funciona como um canudo e dá velocidade à aspiração. Junto com o néctar, ingerem insetos. Em outras oportunidades, caçam esse alimento rico em proteínas.

PONTO DISPUTADO

A arte de atrair beija-flores passa pelas tradicionais garrafinhas com água açucarada. Elas têm forte poder de atração e a vantagem de serem facilmente colocadas o ano todo onde mais interessa. Funcionam até no 10° ou 12° andar. Disputadíssimas, alguns beija-flores as adotam como fonte exclusiva de alimentação e as freqüentam o dia inteiro. Os mais possessivos, tanto machos como fêmeas, "apoderam-se" delas e não permitem que "intrusos" se aproximem, mesmo que sejam da mesma espécie. Recomenda-se não mudar esses bebedouros de lugar para não provocar disputas agressivas. Até nas ocasiões em que as garrafinhas são retiradas para reabastecimento, os mais dependentes ficam voando por perto. Todo esse interesse provoca o aumento da população de beija-flores nas imediações.

O ideal é ofertar o máximo possível de flores, cujo néctar favorece a saúde do beija-flor pela oferta adicional de sais minerais, proteínas e vitaminas, além de atraírem os insetos, importante complemento alimentar. Só água com açúcar provoca deficiência nutricional. Quem não tem jardim pode mantê-las em vasos suspensos, como a Brinco-de-princesa que floresce quase o ano inteiro ou a Lanterna japonesa, sempre florida. Em apenas 1m2 de terra dá para plantar um pé de Grevilea-anã, arbusto que floresce quase o ano inteiro. "Cada pé corresponde a uma garrafinha de água com açúcar" , comenta Christian. "Forma uma ótima cerca-viva quando plantada a cada metro e meio."

As garrafinhas ajudam a manter os beija-flores por perto nos períodos sem floração, quando há risco de desaparecerem temporariamente. Clima muito frio também causa afastamento. "No Brasil, as migrações em busca de variedade de flores ocorrem eventualmente no Sul e Sudeste nos invernos mais rigorosos", esclarece Christian." Comprovou-se que chegam a percorrer 300 quilômetros em direção ao litoral e Interior." No Exterior, há notícias de deslocamentos grandes, como um entre o Alasca e o México, de 4,5 mil quilômetros. Nesses vôos, os beija-flores adotam velocidade média entre 30 a 70 quilômetros por hora e a máxima de 100. Outra causa de sumiço é o ataque de predadores diurnos como aves de rapina, serpentes, camaleões e, eventualmente, gatos que levam os beija-flores a procurar outras áreas.

NAMORO SHOW

O observador dos beija-flores, com um pouco de sorte, pode assistir ao espetáculo do namoro na primavera. O macho é capaz de se instalar em algum lugar e cantar por horas para atrair uma fêmea. Mas o som desse canto é muito agudo, dificilmente captado pelos ouvidos humanos. O show mesmo fica por conta do desafio entre machos. Competem entre si, exibindo a beleza e as habilidades no vôo e no canto. Quando um consegue chamar a atenção de uma pretendente, sua apresentação evolui. Faz vôos acrobáticos, canta e mostra a plumagem, até ela pousar e aceitar o acasalamento. A participação típica do macho na reprodução resume-se ao namoro. A maioria dos machos de algumas espécies dá uma demonstração especial de interesse, ainda durante a paquera: oferece o ninho prontinho, poupando a fêmea de um trabalho normalmente executado por ela.

O nome colibri, usado para o beija-flor, significa "área resplandecente" na língua dos índios Caraíbas. Refere-se aos tons metálicos que se alternam conforme o ângulo de incidência dos raios solares, efeito semelhante ao da madre-pérola, mais perceptível quando a iluminação é direta e vem de trás do observador. Basta um pequeno movimento para esse colorido deixar de aparecer. A plumagem normalmente combina três das seguintes cores: verde, vermelho, amarelo, branco, preto, laranja, lilás, cinza, marrom e azul. Em algumas variedades as cores vermelha e laranja são típicas dos machos adultos, mais coloridos que as fêmeas e machos jovens.

Os ninhos são de três tipos, conforme a espécie. Um, em forma de tigela, é fixado em galhos - feito com folhas, paina, líquen, musgo e teia de aranha interligados com saliva. Outro, do tipo pendente ovalado, fica nas raízes de barrancos ou em fios elétricos e arames. Pode ser composto de raízes, crina e fibras. O terceiro, alongado, é instalado em folhas como as de palmeiras e samambaias. O ninho do beija-flor verbena (Mellisuga minima), da Jamaica, é o menor do mundo. Registrado no Guinness, tem cerca da metade do tamanho de uma noz. O menor ovo do mundo, lógico, é do mesmo beija-flor e também está no Guiness.

Os beija-flores botam dois ovos alongados e brancos, incubados por 12 a 15 dias. Os filhotes nascem com bico curto. Precisam de muitas proteínas. A mãe regurgita uma pasta de insetos e um pouco de néctar. Aos 20 ou 30 dias já saem do ninho. O beija-flor chega a viver até nove anos, mas a maioria não passa dos três a quatro devido ao desgaste físico, à escassez de alimentos e aos predadores.

SONO PROFUNDO

Uma característica menos perceptível é o sono do beija-flor. Ao escurecer, pousa num galho fino que possa ser agarrado por seus pés pequeninos a ponto de não permitirem andar. Para descansar tranqüilo, começa um ritual que visa economizar muita energia. Diminui gradativamente a temperatura corporal, dos 40 graus a algo próximo à do ambiente. Se atingir 15,6 graus, por exemplo, gasta cerca de 50 a 60 vezes menos energia. Uma redução como essa, de mais de 50%, seria fatal para o homem.

O coração desacelera a 36 batidas por minuto. O sono profundo o torna presa fácil de corujas, gambás e serpentes. Mesmo porque demora até uma hora fazendo reaquecimento até alcançar os 30 graus de que necessita para voar. A maneira como se reaquece ainda não está definitivamente explicada. "Sabemos, a princípio, que usa o tremor muscular", ensina Bicudo. "Mas estudamos em laboratórios a hipótese de atuação conjunta de reações bioquímicas."

Assim como algumas outras espécies de aves, os beija-flores passam por períodos de hibernação em regiões muito frias, tais como as próximas às cordilheiras nevadas dos Andes. "Até há pouco tempo, acreditava-se que o motivo era o esgotamento das reservas energéticas", diz José Eduardo Bicudo. "Embora isso também seja verdade, o processo é mais complexo; mesmo bem alimentados podem entrar nesse torpor."

Apesar de ser possível manter beija-flores em cativeiro, não há necessidade. A facilidade de atraí-los, a necessidade que têm de exercitar a musculatura e de voar em busca de néctar e insetos recomendam que a observação se restrinja aos exemplares em liberdade. Em casos que requerem o cativeiro, como nos zoológicos, o correto é que a área permita o vôo e abrigue uma boa variedade de plantas floríferas. "As dimensões mínimas de um viveiro são de 2 metros de frente por 2 de profundidade e 2 de altura, fechado com tela de vãos pequenos", define Bicudo. "Nesse caso, deve-se manter vasos com flores, fazendo um rodízio para sempre estarem à disposição dos beija-flores", explica o ornitólogo, doutor em zoologia pela Universidade de São Paulo, Herculano Alvarenga. "Pode-se complementar com cascas de banana que atraem drosófilas (mosquitinhos) e oferecer mel. As garrafinhas podem também ser oferecidas.

Como o beija-flor precisa de boa musculatura para o reaquecimento ao despertar, não deve ser submetido à vida sedentária de uma gaiola.

SEGREDOS DA GARRAFINHA

O preparo da água com açúcar exige alguns cuidados. Organizações americanas preservacionistas orietam ferver a água para esterilizá-la.

A veterinária especializada em aves, Stella Maris Benez, alerta: "O cloro da água de torneiras é prejudicial, pois pode provocar gastroenterites (inflamação no estômago e intestinos)". Quanto ao açúcar, Bicudo sugere o do tipo cristal. "É interessante por ser menos industrializado." A mistura deve ser preparada diariamente (se posta na geladeira, deve ser usada no mesmo dia). Pode ser enriquecida com um suplemento alimentar com proteínas, vitaminas e sais minerais. Stella sugere o Aminosol, vendido em farmácias veterinárias (2 a 3 gotas pingadas na mistura, por garrafinha de 100ml). "O Gevral, vendido em farmácias também pode ser usado", diz Herculano. Nada disso, porém, supre as necessidades do beija-flor. "Sem flores, poderá sobreviver apenas alguns meses."

A fermentação da água com açúcar causa fungos (invisíveis a olho nu) que matam o beija-flor. Provocam infecção bucal e asfixia por inchaço da língua.

Mel ou groselha não devem ser adicionados à mistura. Fermentam com maior rapidez. Deixe a garrafinha em local fresco, à sombra, para não acelerar a fermentação com o calor. Diariamente, jogue fora a sobra da mistura, enxágüe bem as garrafinhas e reabasteça-as. Para eliminar a formação de fungos nos recipientes, higienize-os duas vezes por semana. Limpe-os bem e mergulhe-os em água com água sanitária (uma parte de Cândida para 15 de água), por 30 minutos. A seguir, enxágüe bem para eliminar resíduos.

Coloque as garrafinhas a um metro de distância uma da outra. Água com açúcar atrai além de beija-flores, aves como Cambacicas, Saíras e Sanhaços. Caso apareçam, ponha um poleiro perto do bebedouro para facilitar a vida delas (não têm as mesmas habilidades do beija-flor).

Há também as visitas indesejáveis de formigas, abelhas e moscas. O avanço maciço de arapuás (abelhas pretas que não picam, mas entram nos cabelos e na roupa) chega a afastar os beija-flores. Nesse caso, pode-se tirar as garrafinhas e colocá-las apenas dois dias por semana para tentar fazê-las encontrar outras fontes de alimento. Se não der certo, só restará queimar a colméia. Formigas dificultam o acesso do beija-flor ao bebedouro. Podem ser mantidas longe untando o barbante ao qual está pendurado com azeite ou graxa à base de petróleo. Garrafinhas com pratinho na base evitam que a água açucarada respingue no chão e crie um novo ponto de atração de insetos.

FLORES ATRAENTES

Há várias opções para atrair os beija-flores. Procure combinar espécies que florescem em meses diferentes e adequadas ao clima da sua região. Ao formar um jardim, plante as flores mais baixas na frente e as mais altas atrás, para todas ficarem bem visíveis. "Para começar um jardim voltado aos beija-flores, plante Camarão-marrom em volta das árvores e nas jardineiras; Camarão-amarelo nos canteiros; Lanterna-japonesa ou Brinco-de-princesa nos vasos suspensos; Asistásias e Lágrima-de-Cristo rosa ao redor dos coqueiros; Asistásias em torno de Arecas e use Grevilea anã como cerca viva", sugere Christian.
Outras dicas:

TREPADEIRAS: Lágrima-de-Cristo rosa e Clerodendro vermelho.

RVORES FLORÍFERAS: ÁEspatódea, Unha-de-vaca, Mulungu, Suinã, Dombéia, Jacarandá, Paineira, Ipê e Flamboiã.
Outras ótimas opções são as plantas das famílias que evoluíram juntamente com os beija-flores. As mais comuns na América do Sul são:

ACANTHACEAE: Afelandras, Asistásisas, Planta-camarão, Erantemo, Jystícias, Capota-vermelha, Odontonema, Jacobínia-vermelha, Camarão-amarelo, Ruélia-rosa e Sanquésia.

BROMELIACEAE: Bromélias, Abacaxi, Abacaxi-vermelho, Cravo-do-Mato e Vriésia.

MUSACEAE: Bananeira e Bananeira-de-jardim.

PASSIFLORACEAE: Maracujazeiros.

RUBIACEAE: Cafeeiro, Hamélia, Ixora, Mussaendas, Pentas.

LEGUMINOSAE: Amércia, Árvore-orquídea, Bauínia-vermelha, Unha-de-vaca-Branca, Bráuneas, Sibipiruna, Flamboiã, Flamboiãzinho, Caliandras, Corticeira, Suinãs, Mulungu, Ingá, Flama-da-floresta, Cobreúva-vermelha, Glicínia.

VERBENACEA: Lágrima-de-Cristo, Clerodendro, Duranta, Gmelina, Chapéu-chinês, Lantanas, Flor-de-São Miguel.

Fonte: www.petbrazil.com.br

Beija-Flor

Beija-Flor

Os beija-flores ou colibris são os menores pássaros do mundo. Ágeis e irrequietos em suas lindas e variadas cores, encantam a todos aqueles que observam as admiráveis coreografias que eles desenham no ar. Voando sem parar, em todas as direções, estão sempre à procura do néctar de que se alimentam e para obtê-lo introduzem seu bico longo e fino em cada flor que encontram. A velocidade e a agilidade no vôo são, sem dúvida, suas características mais marcantes. Como pequeninos mísseis alados, cortam o ar em manobras inesperadas e parecem nada temer. Suas asas invisíveis, de tão rápidas, permitem grandes façanhas, até mesmo enfrentar pássaros cem vezes maiores. Por isso, são considerados campeões de vôo. Sua plumagem colorida e brilhante dá a impressão de mudar de tonalidade a cada instante, originando a grande variedade de denominações que recebem.

Alguns colibris são comparados a pedras preciosas, como rubi, safira ou esmeralda; outros têm nomes de contos de fada; há ainda aqueles que lembram corpos celestes, cometas ou raio de sol. Para atrair os beija-flores e garantir seu alimento, costuma-se colocar nos jardins bebedouros apropriados, porque facilmente esses minúsculos pássaros se aproximam dos locais floridos, sem temer a presença de estranhos: voam sobre a cabeça das pessoas e às vezes pairam no ar como se as estivessem observando. Parecem mesmo gostar de exibir sua agilidade e beleza. Em geral, esses pássaros são diminutos. O menor deles é o beija-flor-abelha, encontrado em Cuba. Mede cerca de 5 centímetros de comprimento, sendo que a metade deste tamanho corresponde ao bico e à cauda, e pesam em média 6 gramas. Existem também beija-flores maiores, embora sejam exceção.

O beija-flor-gigante, por exemplo, que vive na América do Sul e chega a medir 20 centímetros de comprimento. Pertencentes a uma das maiores famílias de pássaros, as inúmeras espécies de beija-flores apresentam uma grande variedade de cores, tamanhos, tipos de plumagem e formatos de bico. Existem beija-flores nas três Américas, tanto nas montanhas frias do Alasca como na florestas tropicais do hemisfério sul. Agitados, independentes e espertos, esses graciosos bichinhos se aclimatam a qualquer temperatura ou tipo de vegetação. E em todo o mundo, seja qual for sua espécie, o beija-flor é admirado como o pássaro mais delicado e encantador.

Beija-Flor

O minúsculo corpo do beija-flor apresenta aspectos bastantes originais. O desenho peculiar de suas asas, aliado aos poderosos músculos que as movimentam, fazem dele um dos mais exímios voadores. Em pleno ar, o beija-flor executa verdadeiros malabarismos, impossíveis a qualquer outro pássaro. As penas do beija-flor brilham como diamantes e, com seus movimentos rápidos, parecem mudar de cor a cada momento. Seu bico mais se assemelha a uma espada fina e comprida, e sua língua é ainda duas vezes mais longa. Cada uma dessas características faz do beija-flor um pássaro muito original. As asas do beija-flor se movimentam em todas as direções. Isso porque seus ossos são diferentes dos que compõem as asas das outras aves. Estas têm ossos longos, enquanto que as asas do beija-flor têm ossos curtos e flexíveis. O esqueleto do beija-flor parece um delicado brinquedo feito de palitos de fósforo, mas tem uma estrutura surpreendentemente forte. O osso maior é o do peito, que sustenta os poderosos músculos que impulsionam o vôo. Mais de um terço do peso de um beija-flor corresponde aos músculos peitorais, o maior conjunto de músculos que o pássaro possui e que é responsável pela força de seu esplêndido vôo. Para retirar o néctar do interior das flores, o beija-flor usa seu longo bico e sua língua, cuja extremidade é dividida em duas partes recobertas de minúsculos pêlos.

A grande variedade de beija-flores constitui uma riqueza do mundo animal. Com cerca de trezentas espécies, estes minúsculos animais formam uma das maiores famílias de pássaros do mundo. O beija-flor tem sua origem na América do Sul, de onde se espalhou para o resto do continente. Pode ser encontrado tanto nas florestas tropicais como nos desertos, montanhas e planícies, adaptando-se

a todo tipo de clima. Algumas espécies vivem nas regiões frias do norte do Alasca, enquanto outras se dão bem nas condições ambientais do extremo sul da América. Em qualquer recanto onde houver flores se abrindo, aparecem essas pequeninas criaturas para visitá-las e retirar seu mel. E como que para competir com a imensa variedade de colorido das flores, os colibris apresentam plumagens com um largo espectro de matizes, além de todo tipo de caudas e topetes.

São grandes comilões os beija-flores. Embora sejam muito pequenos, eles gastam uma grande quantidade de energia porque estão sempre em movimento: suas asas, por exemplo, são as mais rápidas, com cerca de setenta batidas por segundo. Para repor essas forças, eles estão sempre sugando as flores. O alimento em tal quantidade deve ser digerido rapidamente, por isso sua dieta consiste sobretudo de açúcar, que logo é transformado em energia. Esse combustível é encontrado nas várias espécies de flores. As proteínas necessárias para fortalecer seus músculos são fornecidas pelos insetos que os beija-flores apanham. Assim, o total de alimentos que eles consomem é muito grande em relação a seu peso e tamanho. Basta lembrar que, se um homem de 75 quilos gastasse energia na mesma proporção, por exemplo, do beija-flor-de-pescoço-vermelho (Archilocus colubris), teria de ingerir diariamente cerca de 150 quilos de batata. Para saciar seu grande apetite, algumas espécies de beija-flores visitam por dia cerca de 1500 flores. Embora a principal fonte de alimento desses pássaros sejam as flores, eles não dispensam o açúcar encontrado nas frutas suculentas. Enquanto o beija-flor está ocupado em obter o néctar, ele carrega o pólen de uma flor para outra, ajudando no processo de fecundação das flores. Assim eles mantém uma simbiose com as plantas. No vôo nenhum outro pássaro se compara aos beija-flores.

Eles se lançam como uma flecha para a frente e para trás, para os lados, para cima e para baixo; podem dar marcha a ré ou ficar parados no ar batendo as asas com incrível rapidez. Nesse movimento elas ficam quase invisíveis, mas chegando bem perto é possível ouvir seu zumbido. Em poucos segundos eles já estão longe, sem que os olhos possam perceber. Na época do acasalamento, os colibris costumam fazer o vôo nupcial, cujo trajeto varia de acordo com a espécie. Para levantar vôo, o beija-flor não precisa dar impulso com os pés, como os outros pássaros. Apenas bate as asas, alcançando a velocidade máxima quase imediatamente. A vida do beija-flor é muito agitada. Apesar do seu tamanho, ele costuma gastar num só dia mais energia do que qualquer outro animal de sangue quente. Grande parte do dia ele passa procurando flores para sugar seu néctar. Mas o beija-flor também gasta seu tempo em outras atividades, como tomar banho, por exemplo. Chapinhando em alguma fonte ou corrente d'água, sempre encontra maneiras variadas e criativas de tomar seu banho diário. Muitos independentes, os beija-flores costumam comer, banhar-se ou descansar sempre sozinhos. Juntos, passam a maior parte do tempo brigando ou perseguindo um ao outro, a não ser na época de acasalamento. Seu namoro é breve e com bonitos torneios de vôo.

As fêmeas têm muito trabalho porque não contam com a ajuda dos machos. São elas que constroem os ninhos, chocam os ovos e protegem os filhotes. Apesar de minúsculos, os ninhos são muito bonitos. E, por incrível que pareça, esse pequeno e frágil abrigo resiste ao vento, às chuvas e ao crescimento dos filhotes. Na verdade, os beija-flores são hábeis construtores --além de interessantes, seus ninhos são muito confortáveis. E para sorte das fêmeas, os filhotes crescem muito rápido. Nascem menores que uma mamangaba, mas, deixam o ninho poucas semanas depois. Depois de construir o ninho com grama, folhas, flores, pétalas e musgo, o beija-flor fixa isso tudo com o fio viscoso da teia de aranha, deixando o abrigo bastante firme. Geralmente, os beija-flores botam apenas dois ovos. Seus ninhos não comportam mais, e a fêmea não consegue alimentar mais que dois filhotes. Ao nascer, o beija-flor não tem penas nem enxerga.

A mãe alimenta os filhotes colocando em sua garganta o bico cheio de néctar. Na maioria das vezes, os filhotes abrem os olhos com 3 ou 4 dias. Então, já observam ansiosos a mãe, que chega para alimentá-los. No início, a fêmea protege seus filhotes com as asas, mantendo-os bem aquecidos. Mas como são incrivelmente resistentes, depois da primeira semana já estão prontos para se aquecer sozinhos no ninho aconchegante. Com duas semanas de idade, a maioria dos beija-flores já tem os olhos brilhantes e atentos, e o corpo coberto de penas. Às vezes, se levantam no ninho e batem as asas - exercícios importantes para desenvolver os músculos. Com 3 ou 4 semanas, o pequeno beija-flor já está pronto para deixar o ninho e começa a dominar o vôo com rapidez e facilidade. Mas ainda tem dificuldade para se alimentar sozinho: nesta fase de treinamento, coloca o bico em objetos coloridos julgando serem flores.

O futuro dos beija-flores está diretamente ligado à preservação da flora terrestre, sobretudo das árvores e arbustos que têm florescência abundante. Facilmente adaptáveis a qualquer ambiente, os beija-flores, na verdade, não exigem muito para sobreviver: constroem seus ninhos em todo tipo de árvore e podem encontrar alimento nas flores em geral, encontradas em diversos lugares, como jardins, hortas e parques. Além disso, não temem as pessoas e vivem nas cidades sem dificuldade. Mesmo assim, o crescimento acelerado da população e a destruição de muitas espécies de plantas nativas podem constituir um grave problema para esses pássaros: muitas vezes começam a faltar-lhes locais apropriados para construir seus ninhos ou onde possam encontrar alimento adequado. É praticamente impossível acreditar que alguém seja capaz de perseguir ou matar beija-flores. Muitos, no entanto, fazem isso sem perceber, ao derrubar matas ou eliminar famílias inteiras de plantas e flores. Tendo mais consciência da necessidade de maior equilíbrio entre a vida das plantas, dos animais e dos homens, pode-se evitar muitos danos à natureza, da qual dependemos e fazemos parte.

Ao se preservar as centenas de espécies de beija-flores conhecidas, estaremos, no mínimo, assegurando uma vida mais colorida e alegre, e nosso mundo será melhor e mais bonito.

Fonte: www.felipex.com.br

Beija-Flor

 

Beija-Flor

Prodígios da micro-engenharia, os beija-flores são os campeões dos pesos-leves entre as aves

Uma faísca safira, um frêmito de asas, e o minúsculo pássaro - ou seria um inseto? - some como miragem fugaz. Reaparece instantes depois, agora num ângulo melhor. É pássaro mesmo, um dervixe do tamanho do meu polegar com asas que batem 80 vertiginosas vezes por segundo, produzindo um zumbido quase inaudível. As penas da cauda, à guisa de leme, delicadamente direcionam o vôo em três direções. Ele fita a trombeta de uma vistosa flor alaranjada e do bico fino como agulha projeta uma língua delgada feito linha. Um raio de Sol ricocheteia de suas penas iridescentes. A cor refletida deslumbra como uma pedra preciosa contra uma janela ensolarada. Não admira que os beija-flores sejam tão queridos e que tanta gente já tenha tropeçado ao tentar descrevê-los. Nem mesmo circunspectos cientistas resistem a termos como "belo", "magnífico", "exótico".

Surpresa maior é o fato de o aparentemente frágil beija-flor ser uma das mais resistentes criaturas do reino animal. Cerca de 330 espécies prosperam em ambientes diversos, muitos deles brutais: do Alasca à Argentina, do deserto do Arizona à costa de Nova Scotia, da Amazônia à linha nevada acima dos 4,5 mil metros nos Andes (misteriosamente, essas aves só são encontradas no Novo Mundo).

"Eles vivem no limite do que é possível aos vertebrados, e com maestria", diz Karl Schuchmann, ornitólogo do Instituto Zoológico Alexander Koenig e do Fundo Brehm, na Alemanha. Schuchmann ouviu falar de um beija-flor que viveu 17 anos em cativeiro. "Imagine a resistência de um organismo de 5 ou 6 gramas para viver tanto tempo!", diz ele espantado. Em média, o minúsculo coração de um beija-flor bate cerca de 500 vezes por minuto (em repouso!). Assim, o desse pequeno cativo teria batido meio bilhão de vezes, quase o dobro do total de uma pessoa de 70 anos

Mas esses passarinhos são duráveis apenas em vida. Quando morrem, seus ossos delicados e ocos quase nunca se fossilizam. Daí o assombro causado pela recente descoberta de um amontoado de fósseis de aves que talvez inclua um beija-flor ancestral de 30 milhões de anos. Como os beija-flores modernos, os espécimes fósseis tinham o bico longo e fino e os ossos superiores das asas mais curtos, terminando em uma saliência arredondada que talvez lhes permitisse fazer a rotação na articulação do ombro e parar no ar.

A outra surpresa foi o local do achado: no sul da Alemanha, longe do território dos beija-flores atuais. Para alguns cientistas, essa descoberta mostra que já existiram beija-flores fora das Américas, mas se extinguiram. Ou quem sabe os fósseis não fossem de beija-flor. Os céticos, entre eles Schuchmann, afirmam que muitas vezes, ao longo da evolução, outros grupos de aves adquiriram características semelhantes às do beija-flor. Os verdadeiros beija-flores, diz Schuchmann, evoluíram nas florestas do leste do Brasil, onde competiam com insetos pelo néctar das flores.

"O Brasil foi o laboratório do protótipo", diz o ornitólogo. "E o modelo funcionou." O beija-flor tornou-se a obra-prima da microengenharia da natureza. Aperfeiçoou sua habilidade de parar no ar há dezenas de milhões de anos para competir por parte das flores do Novo Mundo.

"Eles são uma ponte entre o mundo das aves e o dos insetos", diz Doug Altshuler, da Universidade da Califórnia em Riverside. Altshuler, que estuda o vôo dos beija-flores, examinou os movimentos das asas do pássaro. Observou que, nele, os impulsos elétricos propulsores dos músculos das asas lembram mais os dos insetos que os das aves. Talvez por isso o beija-flor produza tanta energia por batida de asas: mais, por unidade de massa, que qualquer outro vertebrado. Altshuler também analisou os trajetos neurais do beija-flor, que funcionam com a mesma vertiginosa velocidade encontrada nas aves mais ágeis, como seu primo mais próximo, o andorinhão. "São incríveis; uns pequenos Frankesteins", compara.

Certamente eles sabem intimidar: grama por grama, talvez sejam os maiores confrontadores da natureza. "O vocabulário do beija-flor deve ser 100% composto de palavrões", graceja Sheri Williamson, naturalista do Southeastern Arizona Bird Observatory. A agressão do beija-flor nasce de ferozes instintos territoriais moldados à necessidade de sugar néctar a cada poucos minutos. Os beija-flores competem desafiando e ameaçando uns aos outros. Postam-se face a face no ar, rodopiam, mergulham na direção da grama e voam de ré, em danças de dominância que terminam tão subitamente quanto começam.

O melhor lugar para vermos tais batalhas é nas montanhas, especialmente no Equador, em que ricos ecossistemas se apresentam em suas várias altitudes. Sheri supõe que o sentido norte-sul das cordilheiras americanas também crie rotas favoráveis à migração para onde haja constante suprimento de flores. O que contrasta, diz ela, com as barreiras naturais que se estendem de leste a oeste na África, como o Saara e o Mediterrâneo.

Algumas espécies de beija-flor, porém, adaptaram-se a atravessar vastidões planas, onde o alimento é escasso. Antes de sua intrépida migração da primavera para os Estados Unidos e o Canadá, os beija-flores-de-garganta-vermelha reúnem-se no México e empanturram-se de insetos e néctar. Armazenam gordura e duplicam de peso em uma semana. Em seguida, atravessam o golfo do México, voando 800 quilômetros sem escalas por 20 horas, até a costa distante.

A região próxima à linha do equador é um reino de beija-flores. Quem sai do aeroporto de Quito, no Equador, pode ser logo saudado por um cintilante beija-flor-violeta, com pintura de guerra de manchas púrpura iridescentes nos lados da face. A leste da cidade, nas cabeceiras da bacia Amazônica, o beija-flor-bico-de-espada esvoaça na mata portando o bico mais longo de todas as aves em proporção a seu tamanho: mais de metade do comprimento total do animal. Nas encostas do Cotopaxi, um vulcão ao sul de Quito, o beija-flor-do-chimborazo foi avistado acima dos 4,5 mil metros. Ali ele passa a noite entorpecido em cavernas, pois desacelera seu ritmo metabólico o suficiente para não morrer de fome antes de amanhecer. Mais tarde, aquecido pelo Sol, ele recomeça a se alimentar.

"Quem estuda beija-flores fica irremediavelmente enfeitiçado", diz Sheri Williamson. "São criaturinhas sedutoras. Tentei resistir, mas agora tenho sangue de beija-flor correndo nas veias."

Fonte: nationalgeographic.abril.uol.com.br

Beija-Flor

A BELEZA DO BEIJA-FLOR

Não há como não ficar encantando com as aparições do beija-flor. Veloz, chega como se fosse um raio. Com as asas rápidas, quase imperceptíveis, estaciona no ar. "Beija" uma flor com precisão e suavidade. Repentinamente, desloca-se até outra. Instantes depois já não está mais, mas o encanto daquele momento permanece.

Pode-se observar beija-flores apenas na América do Sul, do Norte e Central. "Das cerca de 320 espécies existentes, a maioria se concentra na América do Sul e quase a metade é encontrada no Brasil", explica Christian Dalgas Frisch, após dedicar-se oito anos a observá-los juntamente com o pai, o prestigiado ornitólogo Johan Dalgas Frisch. Do trabalho resultou o livro Jardim dos Beija-flores, aclamado internacionalmente.

Beija-Flor

O beija-flor chama a atenção a começar pelo pequeno tamanho. No livro dos recordes Guiness, é citado como menor ave brasileira. A variedade Calliplox amethystina, encontrada no Espírito Santo, tem o tamanho do dedo mindinho de um adulto ( 6,5 centímetros incluindo bico e cauda e peso entre 1,5 e 2,8 gramas). Outro, a abelha (Mellisuga helenae), do Caribe, é a menor ave do mundo segundo o Guiness - com apenas 5,7 centímetros e 1,6 gramas.

Admirável é o desempenho dessa ave no ar. Sua exclusiva articulação "solta" lhe permite desviar o vôo em qualquer ângulo; voar de cabeça para baixo; dar marcha a ré e não ir para a frente nem para trás, girando as asas em forma de oito. O beija-flor de chifres (Heliactin cornuta), do Espírito Santo, de Minas Gerais e Goiás, detém, de acordo com o Guiness, o recorde de velocidade em batimento de asas: 90 vezes num único segundo. Mesmo a média dos demais beija-flores, de 60, é impressionante. Tente agitar o dedo nessa velocidade: não dá para chegar nem perto.

Beija-Flor

Tudo isso precisa de muita energia e comida. Ótimo, para quem quer atraí-lo e mantê-lo por perto. Ele necessita sustentar músculos que pesam de um quarto a um terço do corpo - cerca de 50% a mais que as outras aves - , e um coração que palpita 480 vezes por minuto, em descanso, e estonteantes 1.260 em movimento. Resultado: um apetite voraz que o faz "beijar" mais de mil flores por dia para obter 6.660 calorias. Mas o consumo pode dobrar. No frio, por exemplo, para manter a temperatura normal do corpo em torno de 40 a 42°C. "Umagrama de beija-flor gasta num dia as calorias usadas em um mês, por um grama de elefante".

Beija-Flor

Ilustra o professor titular de fisiologia do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo, José Eduardo Bicudo. Até a digestão colabora. É a ave que mais assimila o que come: aproveita quase todo o açúcar do néctar e digere os insetos em menos de dez minutos. Não dá para falar dessa ave sem lembrar das flores, em especial as que desenvolveram um formato alongado em função dos próprios beija-flores (veja quadro Flores Atraentes). O néctar praticamente só é acessível aos bicos compridos deles e tem uma concentração de açúcar boa para eles ( 15 a 25%), mas fraca para as abelhas (buscam de 70 a 80%). Suas cores são as que eles melhor percebem. "Preferem as vermelhas, amarelas, alaranjadas, brancas e azuis, nessa ordem", ensina Christian. Quase nunca são perfumadas, já que o olfato deles é fraco. Para evitar perfuração por predadores de bico curto que querem "roubar" o néctar, têm base reforçada e pétalas espessas. Curiosamente, entre esses predadores estão algumas espécies de beija-flores de bico curto.

Os beija-flores são também atraídos por flores de outras numerosas plantas, além das mencionadas. Ao sorver o néctar, promovem a polinização - deslocam o pólen do órgão masculino da flor até o órgão feminino dela, fecundando-a . Cinco segundos bastam. A língua, oca no centro, funciona como um canudo e dá velocidade à aspiração. Junto com o néctar, ingerem insetos. Em outras oportunidades, caçam esse alimento rico em proteínas.

Nome popular: Beija-flor ou Colibri.
Tamanho: 16 cm
Hábitos Alimentares: Néctar de flores e pequenos insetos

Características

Os beija-flores apresentam bicos longos e tubulares que facilitam a absorção do néctar, que é sua principal fonte de alimentos, e os torna importantes polinizadores.. A característica mais marcante dos beija-flores é que eles podem voar em ponto fixo, pairando no ar.

Comportamento

É uma espécie solitária da mata virgem e secundária. Visita freqüentemente as flores de bromélias, cactus e lequinosas. A dança nupcial é rica de movimentos e sons. Ao exibir a plumagem, o macho rodeia a fêmea em pleno vôo, chegando bem perto e abrindo a cauda em leque.

Ninhada do beija-flor cabe numa colher de chá

O beija-flor é a menor ave da natureza. É tão leve que pode se empoleirar em uma simples folha de capim. Seus ovos não são maiores que uma ervilha de tamanho médio. Os filhotes, logo que nascem, são menores que um gafanhoto comum. Uma ninhada cabe inteira dentro de uma colher das de chá.

Você sabia?

Você sabia que um beija-flor bate as asas de 50 a 80 vezes por segundo?

Seu coração chega a atingir 1800 batidas por segundo. E para dormir, ele pousa em um galho e entra em estado de torpor, reduzindo seu batimento cardíaco para apenas 30 vezes por minuto!

Se você gosta de deixar recipientes com água açucarada para atrair beija-flores, é fundamental lavá-los com água sanitária pelo menos uma vez por semana, para eliminar os fungos e bactérias que se acumulam. Se você não fizer isso, as bactérias passam para a língua do pequeno pássaro, e ela acaba inchando, matando o beija-flor asfixiado.

Saiba mais sobre beija-flores. O livro “O Jardim dos Beija-Flores”, de Christian Frisch, fala destes pássaros incríveis, é ricamente ilustrado com fotografias e acompanha um tape educativo sobre as plantas que os atraem.

Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Trochiliformes.
Família: Trochelidae.
Gênero: Existem vários, por exemplo o gênero Colibri.
Espécie: Existem várias espécies de beija-flores

Beija-flor

Espécie: Phaethornis idaliae
Nome em inglês : Minute Hermit

BEIJA-FLOR-BESOURINHO

O beija-flor-besourinho
é a menor ave existente
na restinga da região
dos lagos fluminense,
área da Reserva Ecológica
de Jacarepiá (REEJ).
Mede aproximadamente
8,5 cm e pesa
menos de 3 gramas.

Fonte: www.beija-flor.com.br

Beija-Flor

Entre os diversos gêneros e espécies da família Trochilidae, que engloba Colibris e Beija-flores, encontramos o Beija-flor-cauda-de-tesoura (Eupetomena macroura). Difere dos demais membros desta família devido ao seu grande porte (chega a medir 17 cm) e a sua grande cauda bifurcada, que justifica seu nome popular.

Machos e fêmeas diferem quanto à coloração, sendo esta nos machos mais intensa. O efeito fruta-cor de suas penas é obtido devido à passagem de luz através das estruturas iridescentes presentes em suas penas.

Beija-Flor

A fêmea é responsável pelas tarefas de construção do ninho, choco, alimentação e a proteção aos filhotes. Constrói o pequeno ninho nas forquilhas das árvores, utilizando líquens, musgos, folhas e painas, revestindo-os depois com teias de aranha, o que garante impermeabilização e resistência. O pequeno ninho de forma cilíndricacomporta dois pequenos ovos. Após 3 ou 4 semanas do nascimento os filhotes já estão prontos para deixar o ninho.

São extremamente territorialistas. Chegam literalmente a tomar conta de uma árvore ou fonte de alimento, dando rasantes e perseguindo quem adentrar seu território. Realizam sozinhos suas tarefas, como alimentar-se ou tomar banho. Normalmente são vistos aos pares apenas no período reprodutivo, quando realizam uma belíssima corte composta por vôos e sons.

O Beija-flor é uma das poucas aves capaz de voar para trás ou permanecer parada no ar em pleno vôo. Capazes de bater suas asas 70 ou mais vezes por segundo, dependendo da espécie, necessitam de bastante energia para esta façanha. Esta energia é obtida de insetos que capturam durante o vôo e também do néctar que retiram das flores, com o auxílio de seu fino bico e de sua língua comprida. Algumas espécies chegam a visitar mais de 1000 flores diariamente.

Na natureza são encontrados nos mais diversos ambientes: matas, cerrados e campos. Infelizmente encontram-se ameaçados, pois a destruição destes ambientes prejudicam os Beija-flores, Colibris e outros pássaros como Cambacicas (ou Sebinho) e Sanhaços, pois reduz os locais de refúgio, reprodução e alimentação.

Fonte: www.avedomestica.com

Beija-Flor

O beija-flor movimenta-se rapidamente por entre as flores para alimentar-se com o néctar que elas produzem, num vai-e-vem incessante que o faz consumir desse líquido açucarado, todos os dias, o equivalente à metade de seu peso vivo (em algumas espécies esse peso é menor do que o de uma mariposa grande). E é essa dieta rica em energia que permite ao pequeno pássaro cerca de 250 inspirações e mil pulsações a cada minuto, além de conseguir, no mesmo espaço de tempo, um batimento ininterrupto de asas que chega a um milhão de vezes (média de oitenta batidas por segundo), fazendo-o alcançar uma velocidade de vôo que pode atingir os setenta e cinco quilômetros por hora.

Mas apesar de devidamente fortalecido pelo açúcar que ingere durante suas quase sessenta refeições diárias, quando retira com a língua comprida a substância que procura nas flores, sugando-a à razão de treze vezes por segundo, o beija-flor precisa cuidar-se quanto ao reconhecimento das plantas que visitou, para só retornar a elas depois que seu suprimento de néctar estiver devidamente reposto: porque se voltar cedo demais, não conseguirá energia suficiente para compensar a viagem, mas se retardar a visita, correrá o risco de que um concorrente mais esperto tenha tirado proveito da distração e chegado lá antes dele.

Considerando-se o seu tamanho diminuto, o beija-flor consome mais combustível que um avião de caça a jato. E se por acaso um ser humano tivesse que gastar a mesma quantidade de energia queimada pela pequena ave, seu corpo se aqueceria a uma temperatura de 399° e pegaria fogo. Mas durante suas incursões aéreas esse passarinho vai cumprindo prazerosamente a tarefa de polinização que a natureza lhe confiou, pois a cada gole da solução açucarada ele também se impregna da poeira de pólen que será levada de flor em flor, possibilitando maiores chances para a reprodução das plantas. Para poupar energia durante a noite, o beija-flor reduz ao máximo seus batimentos cardíacos e sua temperatura corporal, entrando no chamado “estado de torpor”. É como se o beija-flor entrasse em uma curta hibernação. Ao amanhecer ele lentamente sai do estado de torpor, levando cerca de 20 minutos para despertar, e reinicia suas atividades normais.

Essa necessidade de alimentação constante agrupa os beija-flores em duas categorias distintas: os que percorrem diariamente longas distâncias na busca de suprimentos, e os que se mantém de forma permanente dentro um território com menor tamanho. Como os do primeiro grupo possuem asas grandes e por isso despendem menos energia durante o vôo, podem passar sem maiores problemas por flores esparsas e com pouco néctar; já os outros, de asas menores e maior consumo energético, precisam reabastecer-se com rapidez realizando um menor número de viagens. Por isso eles se dão ao luxo de gastar uma energia extra na defesa até mesmo ameaçadora das flores de sua área de alimentação, mantendo afastados, dessa forma, os vizinhos indesejáveis.

Essa necessidade de alimentação constante agrupa os beija-flores em duas categorias distintas: os que percorrem diariamente longas distâncias na busca de suprimentos, e os que se mantém de forma permanente dentro um território com menor tamanho. Como os do primeiro grupo possuem asas grandes e por isso despendem menos energia durante o vôo, podem passar sem maiores problemas por flores esparsas e com pouco néctar; já os outros, de asas menores e maior consumo energético, precisam reabastecer-se com rapidez realizando um menor número de viagens. Por isso eles se dão ao luxo de gastar uma energia extra na defesa até mesmo ameaçadora das flores de sua área de alimentação, mantendo afastados, dessa forma, os vizinhos indesejáveis.

O site www.petbrazil.com.br publica material informativo a respeito dos beija-flores. Em um dos seus itens, diz o texto que “Uma característica menos perceptível é o sono do beija-flor. Ao escurecer, pousa num galho fino que possa ser agarrado por seus pés pequeninos a ponto de não lhe permitirem andar. Para descansar tranqüilo, começa um ritual que visa economizar muita energia. Diminui gradativamente a temperatura corporal, dos 40 graus a algo próximo à do ambiente. Se atingir 15,6 graus, por exemplo, gasta cerca de 50 a 60 vezes menos energia. Uma redução como essa, de mais de 50%, seria fatal para o homem. O coração desacelera a 36 batidas por minuto. O sono profundo o torna presa fácil de corujas, gambás e serpentes. Mesmo porque demora até uma hora fazendo reaquecimento até alcançar os 30 graus de que necessita para voar. A maneira como se reaquece ainda não está definitivamente explicada. "Sabemos, a princípio, que usa o tremor muscular", ensina o professor titular de fisiologia do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo, José Eduardo Bicudo. "Mas estudamos em laboratórios a hipótese de atuação conjunta de reações bioquímicas."

“Assim como algumas outras espécies de aves, os beija-flores passam por períodos de hibernação em regiões muito frias, tais como as próximas às cordilheiras nevadas dos Andes. "Até há pouco tempo, acreditava-se que o motivo era o esgotamento das reservas energéticas", diz José Eduardo Bicudo. "Embora isso também seja verdade, o processo é mais complexo; mesmo bem alimentados podem entrar nesse torpor."

Apesar de ser possível manter beija-flores em cativeiro, não há necessidade. A facilidade de atraí-los, a precisão que eles têm de exercitar a musculatura e de voar em busca de néctar e insetos, recomendam que a observação se restrinja aos exemplares em liberdade. Em casos que requerem o cativeiro, como nos zoológicos, o correto é que a área permita o vôo e abrigue uma boa variedade de plantas floríferas. "As dimensões mínimas de um viveiro são de 2 metros de frente por 2 de profundidade e 2 de altura, fechado com tela de vãos pequenos", define Bicudo. "Nesse caso, deve-se manter vasos com flores, fazendo um rodízio para sempre estarem à disposição dos beija-flores", explica o ornitólogo, doutor em zoologia pela Universidade de São Paulo, Herculano Alvarenga. "Pode-se complementar com cascas de banana que atraem drosófilas (mosquitinhos) e oferecer mel. As garrafinhas podem também ser oferecidas. Como o beija-flor precisa de boa musculatura para o reaquecimento ao despertar, não deve ser submetido à vida sedentária de uma gaiola”.

Originário da América do Sul, o beija-flor é encontrado em todas as regiões do continente, desde as terras frias da Patagônia e do Alasca até as zonas quentes da Amazônia e Guianas, do nível do mar até quatro mil metros de altitude. Porém, das suas quinhentas espécies e subespécies conhecidas, as mais numerosas e de colorido mais belo estão nas regiões tropicais. No Brasil ocorrem 105 espécies e subespécies, das quais os estados da Bahia, Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro são os mais bem aquinhoados

FERNANDO KITZINGER DANNEMANN

Fonte: www.fernandodannemann.recantodasletras.com.br

Beija-Flor

Sempre gostei de ver os beija-flores  que freqüentavam as flores da casa da minha mãe.Eles eram incríveis, coloridos, exóticos, de comportamento curioso e brilho intenso,  verdadeiras máquinas de voar.Sempre estão com pressa,  seu vôo alcança até 100 Km por hora, gastam bastante energia mas se alimentam a todo instante, cerca de 10 a 15 vezes por hora, algumas espécies chegam a visitar cerca de 2000 flores por dia sendo que nem todas servem de alimento.

Você pode até não acreditar, mas o beija-flor tem ótima memória, podendo lembrar-se de fontes de alimentos dos anos anteriores. Estes curiosos pássaros coloridos são as únicas aves capazes de voar para trás e parar em pleno vôo, chegando a bater suas asas 70 vezes por segundo.

Conhecem a velha frase “Tamanho não é documento”? Pois é, ela se aplica perfeitamente ao beija-flor, ele é bem territorialista e não se importa com o tamanho do seu adversário, vai pra cima mesmo, dando rasantes.

Beija-flor abelha

Foto de um beija-flor abelha no ninho

O menor beija-flor do mundo é o Beija-flor Abelha (Mellisuga Helenae), originário de Cuba medindo da ponta de sua cauda até a ponta do seu bico, cerca de 6 centímetros e pesando até 2 gramas.

Beija-flor Patagona gigas

Já o o Patagona gigas é o maior beija-flor do mundo, encontrado nos Andes, pesa 21 gramas e mede de 20 a 23 centímetros, aproximadamente o tamanho de uma andorinha.

Beija-flor raro topaza pella

No Brasil, o maior beija-flor é  o Topaza pella (17 cm),  considerado uma espécie rara e conhecido como Beija-flor-brilho-de-fogo, vive na região do Amazonas e pesa 13 a 18 gramas.

 

Foto do Beija-flor espada

Existe ainda o curioso beija-flor espada (Ensifera ensifera), o único pássaro no mundo com o bico (entre 10 e 12 cm) maior do que seu corpo ( 8 cm).

O super órgão é usado para sugar o néctar de flores que têm a corola (conjunto de pétalas) muito grande e em formato tubular.

Fotos dessa beleza da natureza

Beija-flor abelha o menor do mundo

Foto beija-flor abelha

Beija-Flor Espada

Beija-flor espada

Rainbow Starfrontlet

Foto do Beija-flor Rainbow

Beija-flor sapphire

Beija-Flor no Ninho, Vale do Catimbau

Ninho de Beija-flor

Beija-Flor

Fotografia de beija-flor

Colared Beija-flor, foto tirada na Colombia

plumagem com detalhes

Detalhes da plumagens do colibri

Fonte: bocaberta.org

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal