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Origem da raça bretão

O cavalo bretão é uma raça de cavalos de tração pesada originada em torno de 1830 na bretanha, noroeste da França. Formou-se através de cruzamentos de animais das raças de tração Norfolk (inglesa), Ardennais, e Percheron (francesas) com éguas nativas de grande porte na bretanha.

Padrão racial do cavalo bretão

O cavalo bretão é um cavalo de médio a grande porte, brevilíneo, com musculatura proeminente e maciça em todo o corpo. O porte do cavalo bretão impressiona pelo peitoral musculoso, garupa larga, membros fortes e aprumados, pêlos ao redor e atrás dos cascos, que são grandes e fortes. Têm pescoço triangular, maciço, e crina freqüentemente dupla. A coloração é alazã, castanha e rosilha. Pelagens tordilha, pampa e albina não são permitidas em animais puros.

Utilização do bretão

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São caracterísiticas do cavalo bretão a força e a vitalidade para o trabalho de tração. Também são evidentes sua docilidade, inteligência e a facilidade para o adestramento, seja para sela, atrelagem ou apresentações de volteio.

São exemplos de utilização do cavalo bretão: Tração agrícola e urbana, atrelagem esportiva, passeios turísticos em hotéis-fazenda ou em cidades, desfiles, volteio, lazer, montaria, formação de mestiços com outras raças eqüinas ou muares, leves ou de tração, ou ainda como éguas amas de leite para cavalos de hipismo, PSI e outros. Além de tudo isto, o porte do cavalo bretão "embeleza" o piquete.

As éguas bretão possuem ainda produção de leite até 60% maior que outras raças, e são boas receptoras de embriões pelo tamanho do útero e por esta produção de leite que pode chegar a 35 litros ao dia!.

O bretão sempre teve seu lugar na tração agrícola em pequenas propriedades, e em grupamentos de artilharia. Hoje está renascendo como alternativa "orgânica" ao uso de maquinário agrícola.

Adaptabilidade, ótima conversão alimentar, e rusticidade

O cavalo bretão possui boa adaptação ao clima quente e seco, vivendo bem a pasto mesmo em épocas de seca no centro oeste. Também apresenta boa conversão alimentar, e uma rusticidade que permite viver bem em sistema extensivo, sem uso de baias. Sua rusticidade lhe confere resistência natural a doenças e problemas físicos, além de boa resposta a tratamentos.

O bretão é um cavalo de tração já presente nos quatro cantos do mundo, já tendo sido exportado para países árabes, e também presente na região tropical da América do Sul. No Brasil, temos o bretão sendo criado com sucesso em regiões de temperatura média elevada, assim como também de baixa umidade e com pastos hostis a cavalos de raças "refinadas". Em Brasília, na Fazenda Antares, não temos dificuldade em criá-los sem baia. Fornecemos suplementação de forragem em períodos de seca mais intensa, e o uso de ração concentrada é restrito às fases de crescimento, trabalho, e reprodução.

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A colocação dos animais em piquetes menores, e a melhora na qualidade da alimentação, para poucos animais, não é cara e leva a resultados impressionantes em termos de ganho de pêso, conformação e altura de cernelha.

Investimentos na criação

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Ao contrário do que se imagina, os cavalos de tração pesada das raças bretão e percheron são cavalos de criação "barata". Não apenas por não necessitar de baias (são criados adaptados à criação à campo) pois gastamos mais com o trato de animais de raça leve do que com os animais de tração pesada. Com o mesmo trato (incluídos aí forragem, ração, sal e manejo sanitário) os cavalos pesados mostram uma conversão alimentar muito melhor.

Fornecendo 4 kg de ração ao dia (durante as fases de crescimento, trabalho, e reprodução), forragem durante o período de sêca intensa, sal mineral, água fresca e limpa, e medicamentos, não há outros gastos durante a criação destes cavalos. O pasto deve ser de capim adequado ao consumo de cavalos. Caso seja de capim do gênero braquiária, é recomendável que se troque o capim. Pode também ser fornecido feno (1 a 2 fardos ao dia) em casos de falta de pasto ou criação em terrenos pequenos, como casas em área urbana.

O percheron, assim como o bretão também apresenta boa capacidade de adaptação a diferentes ambientes, e excelente conversão alimentar (relação entre o alimento consumido e quanto deste alimento efetivamente se transforma em massa muscular, porte físico).

O preço dos cavalos de tração pesada no Brasil não é proibitivo. São cavalos com preço médio comparado às outras raças com registro genealógico controlado. Não são caros para seu porte, funcionalidade, adaptabilidade e qualidade. Ambas as raças - bretão e percheron têm livro de registro ativo controlado pelas respectivas associações.

Cercas

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As cercas devem, preferencialmente, ser de tábuas ou arame liso. Deve-se evitar arame farpado, pois se coçam com freqüência nas cercas. O ideal é ter ao menos um fio de arame eletrificado, o que barateia a confecção da cerca, já que o cavalo aprende a não tocá-la. Por serem cavalos de tração pesada, o cavalo bretão (assim como o percheron) é muito grande e pesado, e ao coçar nas cercas não é difícil levar ao chão os mourões, estacas e até tábuas de curral. Este problema é facilmente solucionado com o uso de cerca elétrica. Basta associar um fio elétrico entre 1,2 e 2m de altura a uma cerca convencional.

Pode-se utilizar, portanto, fios de arame liso, tábuas de curral ou até mesmo arame farpado - estes últimos preferencialmente em associação com cerca eletrificada. Postes de eucalipto não tratado ou "madeira podre" não suportam o peso do bretão ou do percheron, e partem no primeiro encontro caso não se utilize fios elétricos em associação (o que temos em nossa fazenda e funciona bem). Cavalos respeitam a cerca elétrica melhor do que o gado bovino.

Na Fazenda Antares temos algumas cercas com apenas 2 fios de arame elétrico, sustentadas por vergalhão de ½ polegada e isolante, que são respeitadas pelos cavalos. Este recurso do fio elétrico também pode ser utilizado para aproveitar cercas de arame farpado, já que com o fio elétrico o animal não vai se aproximar desta cerca, o que evitará ferimentos no couro. Assim como o bretão, o cavalo de tração percheron também respeita bem as cercas, quaisquer que sejam seus materiais de composição, desde que tenha pelo menos um fio elétrico.

Formação de mestiços

O garanhão Bretão é excelente para cruzar com éguas de outras raças mais leves para formação de mestiços mais resistentes, mais fortes e mais bonitos .

Ao contrário do que muita gente pensa, não dá problema na cobertura e nem no parto, só recomendamos que a égua esteja saudável e com boas condições físicas. Os mestiços machos têm utilidade na sela e na tração animal e as fêmeas, além dessas funções, também têm sido utilizadas como receptoras de embrião de outras raças e para matrizes de novos cruzamentos com garanhão Bretão para aumentarem o grau de sangue , pois depois de 6 gerações poderão produzir produtos P.O..

O útero das éguas limita o crescimento do feto (ao contrário do que acontece com o gado bovino, onde um touro zebuíno com vaca européia de pequeno porte pode gerar problemas no parto), cujo crescimento se dá após o nascimento.

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Fonte: www.antares.agr.br

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O Bretão é um animal nativo da região bretã francesa e foi sendo cruzado, através dos tempos, com as demais raças de tiro, como as raças Percheron, Ardenesa e Bolonhesa. Da tração de coches, após cruzas com o Hackney e o Tratador Norfolk. As cruzas com Árabe e o Puro -Sangue Inglês resultaram em um Bretão para charretes e até mesmo a montaria.


O Chamado Bretão de Tiro, que pode atingir até a altura de 1,60m, ainda usado na agricultura; o tratador ainda potente, com 1,50m de altura, serve para as carruagens e, finalmente, o Bretão, que alguns apelidaram de Corlay, com 1,52m, serve para montaria.

A herança genética do Bretão é a mesma dos demais cavalos nórdicos, ou seja, do Berbere pré-histórico que veio da Ásia para a Europa pela rota das estepes e originou os chamados cavalos da floresta. Na atualidade, o Bretão sofreu infusões de sangues oriental e Anglo - saxão.

Altura

Como vemos acima, pelas funções a que se destinam determinadas criações, o animal pesado de tiro não deve variar muito de 1,60m, assim como o de tração a trote não deve variar muito de 1,50m. Contudo, o tipo mais leve pode perder porte até cair a 1,48m.

Pelagem

Temos básicas, alazã e castanha, com grande ocorrência do ruão, mescla de pêlos vermelhos, negros e brancos. Contudo, é muito rara a aparição do castanho quase negro, como se desconhece o tordilho.

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O pescoço correspondente ao conjunto, é curto, grosso e arqueado. As orelhas são pequenas e móveis. A cabeça é quadrada e de perfil reto. A anca são largas e quadradas, com musculatura acentuada e movimentação particularmente franca e livre. As pernas são curtas e fortes, com pouco plumagem e os pés duros, bem formados e não muito grandes. A cauda, costuma-se encurtar como a do norman cob.

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Fonte: www.saudeanimal.com.br

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O bretão é originário da Bretanha Ocidental , noroeste da França, apresenta três variedades: bretão-do-norte, de tiro pesado ou grande-bretão; bretão-do-sul, postier ou norfolk, de tiro médio; e o bretão-das-montanhas, bidê ou pequeno.

No Brasil, a mais comum (no Rio Grande do Sul e São Paulo) é o bretão-do-sul. Utilizado mais para tração e trabalho, é um animal cilíndrico, com peito amplo e forte, musculatura saliente, pêlos abundantes nos membros e porção inferior. Mede de 1,60 a 1,70m. de altura, conforme a variedade.

As pelagens dominantes são alazão e castanha, sendo freqüentes as crinas claras (ruanas). Tem a cabeça quadrada e de perfil reto e as suas orelhas são pequenas e móveis.

Fonte: www.vaquejadas.com

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UM CAVALO FRANCÊS DE TRAÇÃO

O bretão é um cavalo de origem francesa sendo nos dias atuais a raça mais apreciada e a que mais vem se aprimorando entre as nove raças de tração hoje existentes na França. Seu registro genealógico é controlado pelo syndicat du cheval breton desde o ano de 1909. O Brasil, possuidor do maior plantel depois da França, é o único país que tem autorização para usar o nome breton , por permissão do syndicat, em reconhecimento ao trabalho sério da ABCCB - Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Bretão, cujo regulamento segue as orientações da França, objetivando preservar as características da raça.

O CAVALO DE TRAÇÃO NA FRANÇA

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O cavalo de tração foi a força motriz do desenvolvimento da França. Seja nas forças armadas, na agricultura, no transporte de mercadorias, no transporte de mercadores e viajantes, nas rotas postais, nas companhias de transporte coletivo etc. Como ilustração podemos afirmar que sem os 6.000 (seis mil) cavalos de tração utilizados, Luis XIV jamais teria conseguido construir o palácio de Versailles.

OS ANOS DE OURO DO CAVALO DE TRAÇÃO NA FRANÇA (1880 - 1914)

O período compreendido entre 1880 e 1914 é tido como o apogeu do cavalo de tração. Nesta época a França possuía um plantel de cerca de 3.000.000 (três milhões) de indivíduos e a agricultura em pleno desenvolvimento consumia plenamente essa força de trabalho.

A SUBSTITUIÇÃO DA TRAÇÃO ANIMAL PELA MECANIZAÇÃO

Após a segunda guerra mundial o cavalo de tração começa a perder sua importância como força de trabalho. Substituído pela mecanização perde importância econômica e caminha progressivamente para o desaparecimento. Milhares de animais são vendidos a preço vil para os matadouros e açougues e deixam de ser utilizados como geradores de riqueza e assumindo uma nova função, ou seja, fonte de alimento para a população.

O CAVALO DE TRAÇÃO NA FRANÇA DE HOJE

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A abnegação de criadores apaixonados e o extraordinário trabalho até hoje executado pelos haras nacionais conseguiu impedir não só o desaparecimento do cavalo de tração como também praticar um vigoroso melhoramento das raças existentes.

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Embora a população de hoje seja de apenas 30.000 (trinta mil) exemplares, podemos garantir que o plantel atual é de qualidade muito superior ao encontrado no passado. Apesar de tantas adversidades o cavalo de tração começa a ressurgir em importância. Os grandes concursos, as competições de atrelagem, a utilização na agricultura pelos pequenos produtores e o lazer estão, entre outras razões, atraindo os franceses novamente para os cavalos ditos "de sangue frio". Dentre eles o bretão é o que reúne as melhores qualidades, entre todas as raças pesadas, para alavancar definitivamente essa tendência.

FUNÇÕES DO CAVALO BRETÃO

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Todas as raças de cavalo sejam elas quais forem, tornam-se consagradas pela aptidão em realizar, com eficiência especial, determinadas funções. Como não poderia deixar de ser o bretão também se destaca em algumas funções a saber:

Lazer e Turismo

Puxar carruagens, troles e carroças para passeios turísticos, ou da própria família para o lazer.

Tração Pesada

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Tracionar carroções carregados e toras de madeira. É utilizado pelos fazendeiros para levar alimentação para o gado ou outros cavalos, na limpeza das cocheiras carregando o esterco etc...

Égua Ama de Leite

Adotar outro potro para amamentar. A égua bretã fornece em média 24 litros de leite por dia, enquanto as raças de sela fornecem em média 14 litros. Tem sido utilizada por criadores de PSI para amamentar os potros dessa raça através de encarte.

Égua Receptora em Transferência de Embriões

Por ter melhor qualidade de leite, útero maior e excelente habilidade materna, criam melhor o potro proveniente do embrião implantado do que as mães das raças de origem.

Trabalho Agrícola

Por ser um animal de temperamento dócil, enorme força e com enorme prazer em trabalhar, substitui com maior eficiência os burros e as mulas. Também sustitui o pequeno trator, barateando os custos de produção.

Fonte: www.harasmd.com

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BRETÃO BRETÃO PESADO

Cabeça proporcionada, de fronte larga, plana ou côncava, com uma depressão na sutura frontonasal, mais evidente no macho.

Face curta e direita, arcadas orbitárias salientes, com olhos vivos e expressivos, orelhas pequenas, queixadas separadas e bem cobertas. Pescoço: Forte, curto, um pouco rodado, provido de crina abundante.

Corpo

Grosso, curto, cilíndrico, com cernelha larga e pouco saliente. Dorso e rins curtos e musculosos.

A garupa oblíqua, musculosa, dupla, com ancas salientes e cauda, caída, de abundantes crinas. Peito saliente, costado redondo e ventre recolhido.

Membros

Os membros são curtos, sólidos, com articulações fortes e nítidas e pêlos longos e duros no machinho. Espáduas quase direitas.

BRETÃO POSTIER

Cabeça fina, antes pequena, de expressão resoluta e energética, de perfil côncavo, e com chanfro não raro convexo, com as orelhas pequenas bem colocadas, às vezes um pouco baixas, olhos grandes e vivos, narinas dilatadas.

Pescoço

Curto, espesso, rodado e elegante, com crina grossa.

Corpo

Cilíndrico, espesso, curto, com cernelha regular, longa e espessa, dorso e lombos curtos e largos garupa musculosa, freqüentemente dupla, inclinada com cauda de inserção alta e bem fornida.

O peito é largo e musculoso, o tórax largo com costado arcado, o flanco curto e o ventre recolhido.

Membros

A espádua é oblíqua, o antebraço curto, a canela fina, sem pêlos no machinho, articulações e cascos fortes.

Aptidões e outras qualidades

O tipo Grande de Bretão é mais empregado para trabalhos agrícolas, por ser um animal de tiro pesado e lento, enquanto o tipo Postier é utilizado em tiro médio a trote, principalmente na artilharia, onde é muito estimado, pois tira com a mesma facilidade cargas pesadas a passo e cargas médias a trote.

Trabalha tão bem em terrenos duros e acidentados como nas terras aradas.

Seus andamentos são o passo, o trote e o galope, rápidos, decididos e elegantes, podendo ser usado na tração de carruagens. É um animal forte, rústico, sóbrio e corajoso.

O Postier acostuma-se às intempéries e, principalmente nas regiões quentes, suplanta as outras raças de tiro neste aspecto.

Se for necessário, contenta-se com uma alimentação parca e maus abrigo sem se ressentir à muito.

Neste país, é a raça que tem dado os melhores resultados para a artilharia e produção de mulas destinadas ao mesmo fim.

Fonte: www.revistadaterra.com.br

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FORÇA E DOCILIDADE

História

Originário da província da Bretanha no noroeste da França onde as difíceis condições climáticas e as características pobres das terras, contribuíram para o aparecimento de uma raça de cavalos forte e resistente.

Características

Animal de porte médio mas muito forte, chega a pesar até 900 kg e sua cabeça pode medir 1 m.

Aptidão

Cavalo de tração com temperamento dócil e de fácil manejo também utilizados em cruzamentos para garantir mais robustez e rusticidade a outras raças.

No Brasil

O Bretão foi introduzido no Brasil pelo Exército, sendo utilizado na agricultura. O trabalho de seleção se deu a partir da década de 30 em São Paulo, dando origem a uma linhagem própria, com animais que daí se expandiram para outros criatórios e regiões.

Fonte: www.mercadodecavalos.com.br

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O bretão é originário da Bretanha Ocidental , noroeste da França, apresenta três variedades: bretão-do-norte, de tiro pesado ou grande-bretão; bretão-do-sul, postier ou norfolk, de tiro médio; e o bretão-das-montanhas, bidê ou pequeno. No Brasil, a mais comum (no Rio Grande do Sul e São Paulo) é o bretão-do-sul. Utilizado mais para tração e trabalho, é um animal cilíndrico, com peito amplo e forte, musculatura saliente, pêlos abundantes nos membros e porção inferior.

Mede de 1,60 a 1,70m. de altura, conforme a variedade. As pelagens dominantes são alazão e castanha, sendo freqüentes as crinas claras (ruanas). Tem a cabeça quadrada e de perfil reto e as suas orelhas são pequenas e móveis.

Fonte: www.vaquejadas.com

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Origem no Brasil e Presença no Mundo No Brasil, o Bretão existe desde a década de 30 e na França desde o século XIX. É considerada raça de tração pesada ou de tiro. Pelo mundo, existem mais de 50 raças de tração pesada mundo. O que prevalece é a agricultura familiar, isto é, os próprios donos e familiares é que trabalham na terra e conduzem seus animais para a lavoura, e aproveitam destes para o lazer e o turismo, duas funções que se destacam, pelos grandes investimentos em lazer e turismo.

Bretão Aqui no Brasil, temos controle, pelas respectivas associações, das seguintes raças: o Bretão (Breton), com 1.800 animais registrados desde 1989, 1200 animais em atividade e 70 nascimentos por ano e o Percheron, com 1200 animais registrados desde 1939, 600 animais em atividade e 25 nascimentos por ano. Sem controle de registros, temos duas raças: o Boulonnais, muito parecido com o Percheron, provenientes de uma importação de 22 animais da França e o Clydesdale, que possui somente 2 animais importados dos EUA. Ambas são controladas pela ABCCBretão, como também outras raças mais difundidas nos outros países e que poderão vir a serem importadas: Shire, Belgian, Comtois, Cob Normando, Ardennais e Friesian.

A França já tem cerca de 200.000 animais registrados, com 2.500 nascimentos/ano, sendo que a França é 16 vezes menor que o Brasil,. Existem pequenos plantéis na Alemanha, Itália, Espanha e Bélgica, porém, nestes países, a criação é independente da França. Aqui na América do Sul, além do Brasil, temos cerca de 20 animais entre Chile e Equador, 7 animais no Uruguai, e alguns na Argentina. O Brasil ainda possui um plantel pequeno, mas já é o segundo maior do mundo e reconhecido pela França por sua qualidade e por preservar as características originais dos animais. Este ano a ABCCBretão está integrando seu Stud Book (serviço de controle genealógico e registros) com o da França, formando um plantel único, reconhecido em todo o mundo. Todas as raças de tração têm em comum: a força, o tamanho, a docilidade e a rusticidade alimentar e física.

Características e Função As primeiras importações foram feitas pelo Exército Brasileiro e a escolha na França baseou-se nas seguintes atribuições: - Grande Vitalidade e Capacidade de Trabalho; - Melhor Força para o Tiro: por seu padrão ser de tórax amplo e próximo ao chão; - Boa Adaptação aos Diferentes Climas: principalmente aos mais quentes, comprovada pelos lotes que haviam sido exportados anteriormente para África e Emirados Árabes. - Força: equivalente a 4 mulas de 250 Kg de P.V., isto é, ao invés de puxar 1 tonelada, ele, com 850 Kg de P.V. puxa 4 toneladas num veículo com rodas (recorde mundial). Portanto, sua força é capaz de tracionar 4 vezes o seu peso (animais bem treinados para a atividade). - Rusticidade Alimentar: o Bretão apresenta boa conversão alimentar, e se mantém muito bem em sistema extensivo. - Docilidade e Inteligência: São muito mais dóceis na atrelagem de carruagens do que qualquer outra raça mais fina. - Rusticidade Física: apresentando raramente alguma doença mais séria e se fica doente, resiste e se recupera bem.

O objetivo era trazer cavalos mais fortes e mais dóceis para tracionar, na época, os veículos existentes para transporte e entrega de mercadorias e as peças de artilharia do exército, porque não havia caminhões , nem automóveis em quantidade suficiente (eram importados e caros na época). E vieram para substituir as mulas e os cavalos mais finos , que freqüentemente apresentavam problemas, ou ainda, tinham que fazer várias viagens para levar uma carga que um Bretão levaria numa viagem só. Com a chegada dos automóveis, caminhões e tratores, os animais de tração foram colocados de lado por um bom tempo, voltando com força total quando descobriram outras funções: o lazer e o turismo, que cresciam a cada dia no Brasil, e a economia agrícola na agricultura familiar, serviços que os Bretões fazem muito bem e com custos bem inferiores de manutenção em relação a um pequeno trator. O preço do cavalo Bretão às vezes chega a ser 5 vezes menor que o de um trator usado com a mesma capacidade de trabalho; a única diferença é no tempo que se leva para fazer o serviço.

Atualmente no Brasil, dependendo da região, eles são ainda muito utilizados no campo, nos trabalhos de aração e gradeação por pequenos agricultores e como ajudante parcial nos serviços diários nas grandes e médias propriedades, puxando carroças pesadas ou extraindo toras. Só não são mais utilizados porque nunca tiveram uma divulgação adequada de sua força e da sua rusticidade e também por não termos implementos agrícolas adequados à capacidade de trabalho do Bretão. Na atual conjuntura política e econômica acreditamos que daqui a 2-3 anos eles serão procurados para ajudar na diminuição dos custos na Agricultura Familiar, que está crescendo no país, e serão largamente utilizados na Agricultura Orgânica e nas Áreas de Preservação Ecológica, setores que crescem a cada dia, e onde as máquinas e tratores não são permitidos. Mas, as principais funções, que estão fazendo com que a procura seja grande hoje são: o lazer, o turismo e a reprodução. Hoje já temos todos acessórios sendo fabricados e aperfeiçoados no Brasil: carroções, troles, arreamentos, bridões , freios e ferraduras, e também já temos profissionais se especializando nestas raças pesadas, tanto na parte zootécnica de criação e alimentação, como na medicina veterinária, que também eram obstáculos para se começar a criar estas raças.

Além disso, criamos fortes intercâmbios com o país de origem, a França, que resultou, nos últimos 5 anos, na possibilidade de importarmos campeões nos grandes concursos, trazer novas técnicas, fazer novas pesquisas e melhorarmos qualitativamente nosso plantel. Constatamos também que as éguas bretãs davam muito mais leite que as outras raças (50-60% a mais), tinham o útero maior , possuíam excelente habilidade materna e que eram muito dóceis no manejo reprodutivo, o que fez com que tivéssemos mais duas funções : a de receptora de embriões, descoberta por criadores das raças Mangalarga e BH, que permitem a utilização de outras raças para serem receptoras e a de ama-de-leite, descoberta por criadores de PSI, que ainda não têm aprovado a inseminação e a transferência de embriões.

Com os excelentes resultados que vinham obtendo, estes criadores fizeram propaganda da égua bretã, o que fez com que em 1998-1999, todas as fêmeas mestiças e puras bretãs que estavam em oferta no mercado fossem adquiridas para estas funções. Hoje estes criadores de PSI, BH e Mangalarga acabaram virando criadores de Bretão, pois perceberam que o mercado estava escasso e que seria mais fácil e econômico começar a criá-los. Alguns destes criadores não registravam os Bretões, porque não precisavam vender e não tinham interesse na comercialização por serem úteis para eles.

Mas hoje, com o mercado valorizando os animais registrados, cujo pedigree comprova o grau de sangue, e com o aumento da demanda, eles começaram a registrar e regularizar seus animais e até a participar de exposições para julgamento de conformação, com o objetivo de oferecerem animais de qualidade para o mercado, que ficou mais exigente e que está aberto para exportações para as Américas, devido à alta do dólar. Tivemos um aumento significativo no interesse pelos mestiços de Bretão, que já saem muito fortes, mais dóceis que a raça utilizada para cruzamento e já na primeira geração. O preço é inferior aos dos puros e são fáceis de se criar, pois podem utilizar qualquer raça para cruzar com um garanhão Bretão, com exceção das raças de piquiras e pôneis. As éguas utilizadas agüentam bem o garanhão Bretão e não apresentam problemas no parto. Recomendamos somente que as éguas estejam bem nutridas e saudáveis. Na ABCCB já temos registrados mestiços com as seguintes raças: Mangalarga, PSI, QM, BH, Árabe, Anglo-Árabe, Campolina, Crioula, Lusitana e Appaloosa.

Os produtos servem para sela, trabalho e lida por serem mais leves e mais ágeis, e quanto maior o grau de sangue, mais dóceis e mais fortes para tração agrícola, lazer de carruagem e desfiles de sela, e as fêmeas também já produzem mais leite. Normalmente puxam o temperamento do Bretão já na primeira geração. Apresentam melhora nos tendões, na ossatura, na rusticidade alimentar e física e na maioria dos casos resulta em animais muito bonitos e bem conformados. (Fotos).

Alimentação É aí que o Bretão surpreende novamente, por ter excelente conversão alimentar. A quantidade administrada para esses animais foge à regra para as raças mais leves, que normalmente é de 1 a 1,5% do Peso Vivo. A regra para o Bretão é de 0,5 a 0,7% do Peso Vivo, isto é, um animal de 800-900 Kg vai comer entre 4 e 6 Kg de ração de ótima qualidade e um fardo de 12 Kg de gramínea por dia, isso se não estiver em manutenção e não tiver pasto à vontade, pois normalmente em sistema extensivo é que eles mostram seu vigor e sua rusticidade, e na época das águas não precisa nem de ração para manter-se fisicamente bem. O limite máximo é utilizado para éguas no terço final de gestação e animais em trabalho intenso (mais de 3 horas por dia), e recomendamos dar a porcentagem ideal para potros, que estão em fase de crescimento até os 36 meses de idade e com uma quantidade de proteína e energia adequada para cada fase e cada utilização. Para vocês terem uma idéia um potro Bretão, bem criado, desmama aos 5-6 meses com 300-350 Kg de peso em média e altura de 1,28-1,35m.

Docilidade A principal característica, a que desperta a paixão maior por estes animais, por esta raça, e que tem conquistado mais e mais apaixonados e criadores de outras raças a se interessarem em ter pelo menos um animal em seu "quintal" é a DOCILIDADE. A DOCILIDADE que cura o stress , que traz o prazer, que acalma os ânimos, que espanta a tristeza

Acho que hoje é a principal qualidade desta raça, a mais procurada pelos novos interessados , e a que acaba encantando os mais duros e mais rígidos dos criadores e, que aliada às outras aptidões, acabou caindo no gosto do meio eqüestre, no gosto dos profissionais e das pessoas de qualquer idade e nacionalidade. Deus é sábio e a Natureza é mãe, pois quem conseguiria dominar ou criar estes animais tão fortes, se não fossem dóceis?

Fonte: pets.cosmo.com.br

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