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Anatomia externa de um cão

Cão (Canis familiaris), é um mamífero doméstico do qual existem diversas raças adestradas, como cães de guarda, policiais, pastores, de tiro, de caça e de luxo. Vivem aproximadamente até os 20 anos. Suas características são muito variadas, de modo que se tornou impossível descrever o cão.

Pré-História

Pinturas pré-históricas encontradas na Espanha demonstram que o cão era usado como animal de caça há cerca de 7 mil anos. O historiador Heródoto conta que, no Egito, quando morria um cão, o dono e sua família ficavam de luto. O cão é o mais antigo dos animais domésticos, e tem uma altura variável entre 20 cm (Chihuahua) e 1 metro (São-Bernardo). Pesa no mínimo 1.500 g e, no máximo, quase 100 kg.

Depois, ao longo dos séculos, especializou as raças nas funções mais diversas: para a guarda (o cão tem uma aguda noção de território), a vigilância de rebanhos, a participação em diferentes modalidades de caça, a tração de trenós, a orientação de cegos, as competições (corridas de galgos) ou simplesmente para fazer companhia ao dono.

O cães aprendem a nadar, a dar saltos, a aproximar-se de uma presa em silêncio, a identificar um cheiro determinado, etc.

Dentes

Todos cães tem algo em comum entre todas as raças, a mesma fórmula dentária, que têm 42 dentes, 12 incisivos, 4 caninos, 16 pré-molares e 10 molares. Os dentes caninos mais agudos e mais fortes nos canídeos selvagens aferram a presa; os molares servem para cortar a carne.

Pernas

Os canídeos andam sobre as pontas dos dedos. As patas anteriores possuem cinco dedos e as posteriores, quatro. Todos terminam em unhas muito fortes, que não se retraem, ocultando-se, como as dos gatos.

Pertencentes à família dos Canídeos

A família dos canídeos é bem variada, pertencem animais ferozes como o lobo ou o dingo, astutos como a raposa e o animal mais fiel ao homem: o cão.
Veja alguns exemplares dos canídeos mais comuns, além do cão: o Chacal, o Coiote, o Lobo, o Dingo, a Raposa, o Feneco e a Hiena. Acredita-se que o cão descenda do lobo e do chacal, espécies com as quais é capaz de cruzar-se perfeitamente. Da raposa, a distância que o separa é maior.

Reprodução

A reprodução do cão é rápida, com 2 meses de gestação, seis semanas de amamentação, dentição definitiva aos cinco meses e maturidade sexual com um ano (dois períodos fecundos por ano, geralmente em Janeiro e Agosto).

Fonte: www.webciencia.com

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Pode-se chamar o indivíduo da espécie Canis familiaris (FILO : Chordata ; Classe : Mammalia ; Ordem : Carnivora ; Família Canidae) de cão ou cachorro. A palavra "cão" é tida como mais polida, sempre sendo usada nas publicações científicas.

Origem dos cachorros atuais

De onde vieram os cachorros?

Alguns pesquisadores acreditam que todos eles tiveram um mesmo ancestral comum, um canídeo (membro da família do cão) já extinto. Outros afirmam que várias espécies de canídeos, com tipos físicos diferentes, deram origem aos cachorros modernos.

Nesse caso, não haveria apenas um ancestral para eles, mas três ou quatro, sendo estes diferentes entre si, como um lobo é diferente de um coiote, por exemplo.

Os cachorros possuem 39 pares de cromossomos. Com essa matéria prima genética os humanos foram selecionando os cruzamentos iniciando o processo de formação das raças.

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Crânios de algumas raças caninas

Embora não se saiba exatamente qual foi o "avô" dos cachorros de hoje, sabe-se que sua estrutura social é muito semelhante a dos lobos atuais. Os cachorros estabelecem relações hierárquicas e se empenham muito para conseguir posições de liderança uns sobre os outros.

Embora seja algo dirigido para seus semelhantes, isso também ocorre na sua relação com humanos, embora em menor escala. Por isso, para conviver harmonicamente com esses animais, entender esta sua característica é fundamental.

Os cachorros expressam suas vontades e sentimentos através de vários modos : produzem sons com significados específicos (grunhir, latir, rosnar...) e adotam posturas corporais também carregadas de significados. Apesar da grande variação de tamanho e forma entre as várias raças, a linguagem corporal de todas elas é a mesma, embora um Rotweiller não consiga expressar seus sentimentos através da cauda simplesmente porque ela é amputada.

O formato das orelhas também é muito diferente (imagine e orelha de um Cocker Spaniel e a de um Pastor Alemão), mas a maneira como os músculos trabalham na formação da expressão facial do cachorro é a mesma.

Vocalizações variam de raça para raça, embora algumas sejam universais para todas elas, tais como um ganido de dor, por exemplo.

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Esqueleto de Dachshund (note os membros locomotores encurtados).

Informações sobre os dentes

Os cachorros possuem 42 dentes definitivos, sendo 12 incisivos, 4 caninos, 16 pré-molares e 10 molares. Nos filhotes, os dentes nascem ao redor dos vinte dias de vida, começando a aparecer na parte da frente da boca para trás. São os dentes-de-leite, que possuem pontas afiadas que arranham nossa pele e destroem nossos móveis e objetos. Ao redor do quarto mês de vida, esses dentes caem, dando lugar aos dentes definitivos, que têm as bordas mais rombudas e são mais resistentes em sua estrutura geral.

Os dentes molares e pré-molares, que ficam nas laterais e fundo da boca são usados para quebrar ossos, e o fazem com eficiência. Muitas vezes, principalmente nas raças pequenas, o canino de leite não cai quando deveria, e sua raiz, bastante longa, fica ao lado da raiz do dente definitivo.

Nesses casos, recomenda-se a extração por veterinário, pois, além do aspecto estético há também um grande acúmulo de alimento entre os dois dentes. A melhor idade para fazer esse procedimento é a de seis meses de vida.

Tártaro canino

Os dentes ficam propícios a acumular tártaro à medida que o indivíduo fica mais velho. A progressão do problema leva à inflamações gengivais, proliferação bacteriana, problemas nos ossos onde os dentes estão implantados, amolecimento dos dentes e muito provavelmente dor (indicada pela dificuldade em se alimentar em casos avançados).

O mal-hálito é um problema sempre presente em um cachorro com tártaro. Há um risco de infecções provocadas por bactérias vindas da boca em outros pontos do organismo, como as válvulas cardíacas, ou rins, por exemplo.

Cães menores têm mais tártaro do que os maiores e o hábito de roer ossos em estado natural (não me refiro a palitos ou ossinhos de couro bovino) pode manter os dentes limpos e sem acúmulo de placas do tártaro (repare na boca dos cachorros que vivem no interior com acesso a ossos e compare-a com a dos que vivem na cidade e comem apenas ração). Escovar os dentes dos cachorros todos os dias previne o tártaro, desde que ele já não esteja instalado, pois o tártaro é difícil de remover, salvo pelos métodos de extração usados pelos veterinários. Feita a limpeza pode-se tentar a escovação para evitar que o processo se repita.

Também se pode avaliar qual tamanho e tipo de osso natural poderia ser oferecido para que sirva como uma medida de profilaxia contra o tártaro sem representar risco. Biscoitos não retiram o tártaro.

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Um pouco de História

Acompanhando os grupos humanos desde tempos imemoriais, o cachorro foi o animal doméstico que mais assimilou o humano como parte da sua família. Isso fez dele uma proteção contra outros animais ou seres humanos estranhos. A função de sentinela é bem realizada por praticamente qualquer cachorro, parece ser nata para todas as raças. Mas é claro que nem tudo são flores, e a presença dos cachorros também provocou e provoca problemas sérios. É um tema difícil. Humanos amam e odeiam os cachorros, em proporções variáveis, e há razões plausíveis para ambos sentimentos.

Há mais ou menos quinhentos anos, quando os espanhóis chegaram à América, encontraram um cão, que vivia em estado selvagem e que não possuía pêlos no corpo, a não ser pequenos tufos na cabeça. A população o tinha como um ser místico, que era muito homenageado através de esculturas e pinturas. Também servia de alimento, pois se comia sua carne. Este animal curioso era chamado pelo impronunciável nome "Xoloitzcuintle" (também conhecido por Sholo). Hoje a raça ainda existe, mas é bastante rara.

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Este é um jarro moldado na forma do "Sholo"
feito pela Civilização Colima, entre 100 AC e 250 DC

Fonte: www.cachorrosegatos.com

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O CRIADOR

Criador na tradução literal da palavra é aquele que cria. Existem os comerciantes, os idealistas e o misto dos dois. No inicio, os custos para uma boa criação são muito altos, envolve importações, acasalamentos no exterior e demora algum tempo para que se tenha retorno, não só em termos de qualidade como financeiro. É muito bom quanto se pode "financiar" a criação, mas existem os casos de raças pouco vendáveis, tornando quase impossível esse “empate” no balanço anual.

Antes de mais nada, a criação séria tem que ser feita por pessoas sérias. Alguns trocam pedigree, outros cruzam suas matrizes com cachorros do vizinho para evitar o trabalho e os custos. O mais importante é que se programe os acasalamentos, seja honesto em reconhecer quando a ninhada nasce com problemas hereditários graves e afastar os maus exemplares não só de registro como da reprodução. No caso das exposições, leve sempre exemplares de boa qualidade. Podem não ter grandes resultados, mas os juizes começam a respeitar os criadores que trazem cachorros bons às pistas. Quando você conquista o status de criador sério, os juizes te procuram para tirar dúvidas, comentar sobre o padrão e isso é um grande parâmetro para se ter credibilidade.

Seja sempre o mais honesto que puder quando externar suas opiniões. Muitas vezes um cão pode vencer, mas não é o melhor. Quando se entende essa diferença o criador está atingindo o caminho sério da criação

SELECIONANDO A RAÇA

A seleção de uma raça para um bom criador depende exclusivamente do fascínio que você tem por ela. Quando se ama uma raça, fazemos tudo para conhecê-la, estudá-la e trabalhar em prol de seu desenvolvimento e reconhecimento. Os cães, nos dias atuais, podem ser empregados de várias maneiras. para guardar a propriedade (em tempos de violência urbana), para fazer companhia as crianças, para praticar esportes com seu dono ... Penso que todas as raças servem para essas funções, desde um rottweiler ao yorkshire, todos amam seus donos, guardam-nos e praticam atividades se lhes oferecem. Por isso não posso dizer qual a raça ideal, penso que todas são maravilhosos e devem apenas atender ao "fascínio", em primeiro lugar.

Mas, existem raças rentáveis em termos de vendas, existem raças com grande destaque em exposições... É preciso decidir o que mais lhe interessa. Se você quer um ganhador, procure freqüentar exposições e veja a incidência de resultados positivos de uma determinada raça.

SELECIONANDO O FILHOTE

Antes de escolher o filhote anatomicamente, deve-se escolher o pedigree, ele é à base de tudo. Um bom pedigree geralmente te leva a um bom filhote. É difícil, mas quem tem um "bom olho" acaba selecionando por intuição um bom filhote.

De acordo com a raça, deve-se levar em conta alguns detalhes relativos a formato de olhos, inserção e porte de orelhas, os pés, etc... O mais importante quando se seleciona um filhote é saber se a ninhada é homogênea, se os pais são de qualidade e tipicidade, enfim, tudo que se puder levar em conta.

Passada a fase da escolha certa da raça, de ter avaliado o padrão oficial e descobrir que a ninhada está nos moldes descritos, tenho um segredinho: olhe os pés, se eles tem bom formato, o cachorro em cima deve ser balanceado e estar com a anatomia certa. Oscachorros que desviam aprumos apresentam pés abertos, jarretes se aproximando, geralmente tem problemas anatômicos indesejáveis. E isso vale para qualquer raça.

INICIANDO A CRIAÇÃO

Para se fundar um canil não é preciso ter quantidade. Com apenas uma matriz se funda um canil. Ela vai ter dar o registro junto ao Kennel Clube. Quando se tem uma cadela de boas características formológicas e com um bom pedigree, basta que você procure um bom padreador fora para poder acasalá-la. Você pode ficar com uma filha, que pode também ser acasalada fora e te dar uma outra cadela... E assim sucessivamente. A partir de uma matriz você pode montar seu plantel. Existem criadores de excelente padrão que mantém suas boas matrizes em co-propriedade morando com seus proprietários, programam seus acasalamentos e selecionam os filhotes para darem continuidade ao trabalho.

Alguns criadores iniciam sem darem grande importância às matrizes. Acham que se ela for de poucas qualidades, mas acasalar com um grande reprodutor, vai resolver a criação, mas não é bem assim... Pode-se ter a sorte, eu disse sorte, de conseguir numa primeira geração produtos de qualidade, mas o certo é investir numa matriz típica, de excelente temperamento e, principalmente, que guarde as características de função da raça. Para mim, iniciar acertando é muito bom, o mais difícil é um criador experiente manter a qualidade do plantel. Depois de algum tempo, com as gerações se fixando, é preciso acertar os erros e não incorrer em perder os tipos. Portanto, boas matrizes são importantes para quem inicia e para quem está criando há muito tempo. Tanto é que dificilmente bons criadores têm mais de um ou dois padreadores em casa. A maioria do investimento está nas matrizes.

Um bom reprodutor é um fator fundamental na criação, mas precisamos considerar muito a matriz que vamos acasalar. Muitas vezes aquele determinado macho gera filhos excepcionais com determinadas matrizes, mas pode provocar horrores com outra linha diferente. Bons padreadores, para mim, são aqueles que geram filhos tipicos, homogêneos e, principalmente, passa aos seus descendentes qualidades necessárias à raça. Por exemplo: muitas raças têm problemas de anteriores, ombros mal dispostos, pouca profundidade de peito, contudo, as outras características são regulares. Quando se pode usar um reprodutor que corrija essas frentes, sem desmontar o resto, para mim é um exemplar importante para a raça.

Acho que qualquer ponto é importante na criação: as matrizes, os padreadores, as instalações adequadas, um bom funcionário para manejar e alimentar os animais. Todo esse trabalho de base é fundamental para se ter bons resultados na criação.

Sem isso não se pode nada. Pessoas que criam raças de pelagem devem, ainda, contar com profissionais que possam lhe promover bons groomings, strippings, banhos, ou então terá que pegar duro para manter o plantel em ordem em sua aparência estética.

Com relação às características da raça, acho fundamental a perseguição pela tipicidade, temperamento e movimentação.

Não crie pensando em defeitos, procure uma harmonia de qualidades e que as faltas passem sem "gritar" com o resto do conjunto. Exemplo: você pode ter um cão com angulações de ombros um pouco abertas. Não adianta ele ser bem angulado de posteriores, pois com certeza vai cometer erros graves na movimentação, enquanto que, se tiver angulações posteriores compatíveis com as anteriores, vai apresentar mais harmonia e conseqüentemente um movimento melhor de se apreciar.

Alguns criadores fazem importações para injetar sangue novo na raça. Trazem um belíssimo cão, com uma campanha boa no exterior e começam a levá-lo às exposições. O cachorro ganha muito, traz projeção para a raça, começam então os acasalamentos.

Como esse cachorro acasala muito, ele pode gerar muitos filhotes. Nesse Caso, filhotes bons, filhotes ruins. Naturalmente que se leva às pistas somente aqueles que são melhores. Diz-se então que o cachorro é um grande reprodutor. Mas é preciso saber se os outros filhotes são tão bons quanto aqueles, se foram dois bons e 200 horríveis. Um padreador da moda pode detonar a criação em primeira geração e para consertar pode demorar muito tempo. Quando o cachorro é ruim na reprodução, ele vai determinar um monte de problemas na raça. Para mim, a pior coisa no plantel é o retrocesso. Se o cachorro é bom, ele vai dar uma avançada e provavelmente modernizar a raça.

DOMINANTE E RECESSIVO

Vou explicar o que é, exemplificando.

GEN DOMINANTE PARA COR PRETA - PP (os genes vêem em pares)

GEN RECESSIVO PARA COR PRETA (pode ser branca, amarela, marrom) - pp.

GERAÇÃO 1 - Quando você acasala uma cadela preta dominante PP com um macho amarelo recessivo pp, você tem o seguinte resultado: 100% de filhotes pretos Pp (ele vai carregar o gene recessivo para amarelo).

GERAÇÃO 2 - Então você acasala uma cadela dessa ninhada preta Pp com um macho amarelo pp (você está procurando tirar cor amarela). Veja o que vai acontecer: 50% pretos Pp e 50% amarelos pp.

GERAÇÃO 3 - Se continuar a procura pelo amarelo total, voce acasala esse produto amarelo pp com um amarelo pp, ai você consegue: 100% amarelo pp. Entendeu agora o que é recessivo e como se busca para conseguir fixar? Você só usou três acasalamentos para conseguir o recessivo puro.

Existem a dominância intermediária, a co-dominância, o hibridismo, mutação, mimetismo, seleção natural e outros fatores genéticos que aparecem durantes os acasalamentos. É preciso acompanhar gerações para estabelecer os fatores que se fixam na reprodução. Exemplo simples: você pega uma flor vermelha e acasala com uma flor branca, se você tiver uma flor branca salpicada de vermelha ou vice-versa, houve a co-dominancia. Se tiver uma flor rosada, você atingiu um outro trabalho genético, dominância intermediária, misturando as cores. Pode-se ter dois resultados e ao longo dos anos você pode separar as flores que acasaladas dão o resultado salpicado e as flores que determinam a cor rosa. Experiência, mais experiência.

TIPOS DE ACASALAMENTO

Qualquer dos acasalamentos que vamos falar a seguir devem ser utilizados pelos criadores. O line-breeding serve basicamente para manter os tipos e não desmontar o que já foi feito. O inbreeding serve, principalmente, para fixar alguma qualidade constante na criação e o outbreeding ou outcross serve para diluir o fechamento e tentar tirar algumas falhas que estão se fixando. Essa última opção forma pedigrees diluídos e só deve ser feita entre cães que sejam produtos de line-breeding ou in-breeding. Um outcross de cães outcross provavelmente não vai gerar nada para se nortear em seguida. É preciso considerar muito o fenótipo também. Não pense que se tiver uma cadela leve e cruzar com cães de estrutura pesada vai nascer o Intermediário. O mais provável é que nasça produtos leves e produtos pesados e na geração seguinte se acasala em line-breeding ou até in-breeding para poder tirar algum resultado que se esteja procurando. Talvez ai consiga um produto estruturado com refinamento.

PARA SE FIXAR UM TIPO

Penso que trabalhando com cachorros semelhantes, de pedigrees semelhantes, você pode fixar o tipo rapidamente.

Não existe numero de vezes para se utilizar um padreador para se fixar um tipo. Muitas vezes você pode fechar e não determinar um tipo. É preciso trabalhar com cachorros semelhantes em aparência física e em pedigree. Ficar insistindo em fechamentos com um mesmo padreador para um criador iniciante é muito perigoso, pode acentuar defeitos e problemas sérios para a raça.

Criadores jovens devem ter cautela até que dominem bem a linhagem. Procure ouvir sempre quem tenha larga experiência na raça.

Tem pessoas que tem sorte de criar bons exemplares, tem outros que estudam profundamente as linhagens e sabem todos os problemas que ela pode acarretar e as vantagens em investir nelas. Para quem ta começando, o ideal é ouvir muito, de todos os lados, assim você aproveita um pouco da experiência de quem já está nisso há mais tempo.

Acho fundamental para o desenvolvimento de uma raça que exista diversos tipos, isso é muito importante para a evolução no aspecto geral. Mas é importantíssimo que dentro de sua criação os cachorros sejam semelhantes.

Você pode começar adquirindo uma fêmea de um canil que tenha exemplares que mais te agrada no geral. Analise o pedigree e procure dentro desse mesmo canil alguma opção de acasalamento que possa coincidir com os nomes que aparecem no pedigree de sua cadela. Siga trabalhando com pedigrees mais fechados até que se defina a homogeneidade de sua criação. Em seguida, comece a abrir com outras linhas para conseguir os outros pontos que você gosta. Se você trabalhar com critério, talvez consiga um ou outro ponto que buscaria em outra linha, dentro de seu próprio plantel.

Com certeza os primeiros produtos não seriam muito homogêneos, deve-se continuar insistindo com aqueles que reunirem as características desejadas ou se servirem de parentes próximos.

Eu tenho ouvido muitas vezes criadores importantes dizerem que a matriz que melhores produtos dá, é a irmã da super campeã, que é espetacular. A que se deve isso?

Isso é uma exceção. O certo é produtos de qualidade dar produtos de qualidade. Eventualmente acontece de alguma cadela menos favorecida que a irmã dar melhores produtos, mas a genética te pega de surpresas muitas vezes. Você pode fazer um acasalamento muito bem sucedido com uma cadela espetacular x padreador espetacular e ter filhotes espetaculares. Alguns criadores repetem entusiasmados com o resultado e a segunda ninhada desses mesmos produtos é uma coisa desastrosa.

Por isso que os grandes criadores diversificam padreadores regularmente. Eles testam opções para conseguir coisas novas e dificilmente eles repetem o mesmo acasalamento. O que eles estudam são possibilidades com pedigrees semelhantes, mas não necessariamente o mesmo padreador com a mesma matriz.

Quando se tira bom produto de determinados acasalamentos, o criador quer tentar outra coisa mais moderna, um padreador que já desponta no ano seguinte e já tem previsão de acasalar a filha com outro determinado cachorro, não se perde tempo, olha-se para o futuro.

ACASALAMENTOS ENTRE PARENTES

Os cruzamentos in línea tem a função de manter os tipos e não desmontar o que se está fazendo, considero os ideais. Tia com sobrinho, meio irmãos, mas às vezes podemos ter, por exemplo, problemas de mordedura. É preciso então descobrir de onde está vindo e injetar um sangue novo, num acasalamento aberto para poder corrigir.

O acasalamento entre meio-irmãos é menos arriscado que o acasalamento entre irmãos inteiros. É preciso conhecer a linha de sangue muito bem para poder fazer esse acasalamento de uma maneira programada. Se você tiver um acidente de acasalamento entre irmãos inteiros, procure tirar proveito. Sou totalmente contra o aborto. Você pode observar o que se fixou, o que está errado e verifique principalmente se gerou faltas desqualificastes pelo padrão da raça. Caso tenha tido sucesso (que significa não ter tido fracasso), procure verificar o que se fixou de bom. Você poderá usar esse exemplar em acasalamentos abertos para fixar qualidades em seu plantel ou, ainda, usá-la em line e in breeding (esse último meio arriscado), se perceber que não houve faltas graves e que o que se buscava voce obteve.

Você pode gerar dois irmãos numa ninhada onde um seja o super campeão e o outro mais modesto, com um bom conjunto, mas sem a "estrela" dos campeões. A genética trabalha com porcentagem. É preciso saber se os irmãos são semelhantes entre si. Geralmente, se eles possuem um pedigree em line ou in breeding e apresentam morfologia semelhantes, muito provável que passem fatores semelhantes. Mas, independente disso, é importante usar esse cachorro não tão maravilhoso com filhas do cachorro bom para realizar o in breeding, que é o programa mais aconselhável para fixar as qualidades (tio com sobrinho).

Os acasalamentos entre pai e filha e entre mãe e filho podem dar resultados diferentes. Na verdade esse tipo de acasalamento é igual em se tratando de Pedigree. Mas, quando se conhece bem a linhagem, sabe-se que fatores de transmissão estão associados ao gen materno e outros ao gen paterno. Dependendo do que você persegue, esse cruzamento pode lhe dar retornos diferentes. Os estudos genéticos em cães são muito poucos abrangentes. Se você tem possibilidade em casa, faça os dois, comece a estudar os resultados e os fatores que se fixam em cada acasalamento. A partir da observação das ninhadas você poderá saber quais fatores estão associados à mãe e ao pai. O certo é que vocês terão exemplares semelhantes, contudo, os detalhes de anatomia variam de um acasalamento para outro.

Os acasalamentos entre parentes próximos devem ser feitos depois que se conhece bem os problemas da linhagem. Pode-se até arriscar um acasalamento entre pais e filhos ou até entre irmãos inteiros, mas é preciso prever os problemas que podem acarretar e ter a solução e provavelmente para corrigir será preciso o out cross.

Exemplo: a cor recessiva. Se acasalar irmãos inteiros você fixa a cor em primeira geração, mas pode acarretar mordedura em torques. Você tem que ter um cachorro para corrigir problemas de mordedura antes de pensar nesse acasalamento e que seja fatorado na cor recessiva, senão de nada adianta você conseguir a cor de primeira e acasalar com um cachorro que corrija a mordedura, mas não tem fator da cor para passar. O trabalho foi em vão.

ACASALAMENTOS ABERTOS

Servem para corrigir os problemas que estão se fixando, é preciso cuidar para não diluir o tipo e resolvida a questão que está causando o problema, seguir com acasalamentos fechados baseados em sua linhagem.

Não faz abertura nos acasalamentos preocupado com o numero de gerações que você já vem fazendo fechamentos. Muitos criadores trabalham com parentes próximos e vão fechando a linha por várias gerações. A abertura serve apenas quando esses fechamentos começam a apresentar problemas graves que dentro da própria linha não se consegue corrigir. Alguns criadores permanecem 10 gerações sem abrir a linha, mas na formação do plantel conseguiu linhagens diversificadas, foram fixando as qualidades e conseguiram não deixar os problemas diluídos e ocasionais se manifestarem.

Existem cachorros que fixam fatores, mesmo sendo de acasalamentos abertos. Geralmente é uma casualidade, mas você pode pegar o pedigree desses cães e dar uma olhada em 5, 6, 7 gerações. Talvez apareça alguns cães que são o motivo de se estar fixando os caracteres. Se você descobrir vários cães em comum nas gerações atrás, você não está abrindo, você está resgatando.

PROBLEMAS NA CRIAÇÃO

Algumas raças têm problemas altamente transmissíveis e já fixados. Surdez, catarata precoce, etc. É um trabalho muito difícil de se realizar, mas o certo seria afastar da reprodução exemplares que transmitam essas doenças e tentar buscar acasalamentos mais abertos e entre animais que não possuam problemas e nas gerações seguintes fazer o mesmo procedimento. O grande problema é que podemos gerar animais que apresentem características anatômicas e comportamento indesejáveis para a raça e até mesmo, ao longo dos anos, levar a raça a ficar atípica.

Acho que deve ser preservada toda a função original, mesmo que nos tempos modernos não se aplique. O criador deve ter consciência que está com ele a responsabilidade de manter a raça com tipicidade e para isso as funções são fundamentais para a preservação. E isso vale para todas as raças. Quando se despreza esse item, a movimentação do cachorro muda, a anatomia sofre alterações, o tamanho reduz ou aumenta. As funções que os cães desempenhavam nas origens fizerem com que eles sobrevivessem através dos tempos, encantaram as gerações seguintes de criadores e fizeram com que a raça estivesse entre nós nos tempos atuais.

Dentre os animais que conhecemos, o cão foi o animal que mais evoluiu com o homem, talvez pela proximidade do relacionamento tenha possibilitado isso. As raças sofreram grandes modificações desde suas origens, tiveram que se adaptar como o homem à vida moderna e o único elo de preservação são as origens.

Nos Estados Unidos, os cães não caçam como nas origens, mas além das provas de beleza, existem provas de Lure Coursing, hunting, aonde eles vão para o campo e fazem uma perseguição por um tempo determinado a uma presa artificial e podem mostrar sociabilidade, espírito de grupo, além do instinto de farejar, perseguir, acuar. Graças a isso, podemos continuar mantendo a anatomia que possibilite as raças a desempenharem essas funções e assim não perderam a tipicidade.

Provavelmente, o uso fechado de parentes deve afetar o VIGOR HIBRIDO. Quanto mais você apura uma espécie, uma raça, uma linhagem, um determinado cão, Você começa a gerar os problemas de fragilidade. Talvez seja isso que explique a grande resistência dos cães mestiços. A miscigenação proporciona a diluição dos fatores que são transmitidos geneticamente. Quando você começa a acasalar fechando as linhagens, você pode fixar qualidades, mas os defeitos também podem vir acompanhados e alguns muito graves. Só se acasalam parentes quando se conhece muito bem a linhagem e os problemas que você tem nela. Quando se busca a seleção e fixação de tipos ou estabelecer uma linhagem, pode ser afetado o vigor hibrido, como outros componentes do animal, como temperamento, equilíbrio mental, anatomia, movimentação, etc. Quando você adquire experiência e aprende a fazer os acasalamentos corretos, as coisas vão melhorando.

ACASALANDO SUA MATRIZ

Algumas cadelas jovens, principalmente na primeira cobertura, fazem um pouco de resistência. Nesse caso uma ajuda nossa pode propiciar o acasalamento. Outras cadelas são muito humanizadas, vivem muito com seus donos e muitas vezes nem sabe o que é um cachorro. Vivem deitadas em poltronas e tapetes. Ficam meio "histéricas" quando vão acasalar. Também nesse caso é aconselhável uma intervenção humana. Antes disso, procure deixá-la um pouco com o macho, afaste-se e deixe que eles se entendam por um período.

A inseminação artificial precisa ser realizada por pessoas e bancos de sêmen especializados. Aqui no Brasil as coisas estão meio antigas. Em caso de Esperma congelado, a possibilidade de fecundação é em torno de 35%. No caso de inseminação direta, sem congelamento, os resultados são mais favoráveis, em torno de 70%, mas precisa ser realizado por profissionais especializados.

Sempre que ceder seu macho para cobertura, exija o exame de brucelose da cadela. Isso evita alguns processos de contaminação. Com relação à primeira monta, cuide apenas para que ele não se desgaste muito antes da cópula. Geralmente os machos inexperientes perdem muito tempo para conseguir cobrir, muitas vezes dão o nó fora da vulva, mas a natureza é sábia. Se deixarmos que ele resolva, as coisas acontecem mais facilmente.

Antes de acasalar uma matriz, procure vermifugá-la e vaciná-la. Após 1 mês de coberta, se confirmada a gravidez, procure dividir a porção alimentar em 2 vezes e acrescente polivitaminicos e cálcio.

Nascido os filhotes, procure dar um antiácido à mãe nos 3 primeiros dias. Ela come muitas placentas e gera acidez. Procure alimentar a mãe quatro vezes ao dia com a ração balanceada e carne. Quando fizer 15 dias os filhotes estarão abrindo os olhos. Procure vermifugá-los.

A partir de 20 dias, inicie a alimentação dos filhotes com uma ração especial para essa idade. Acrescente carne e ricota, eles adoram. A partir de 30 dias, alimente-os com rações balanceadas de filhote. Procure vermifugá-los mensalmente e dar antiprotozoários também.

O segredo de uma ninhada forte, saudável, livre de viroses é a alimentação regular e a limpeza do intestino dos parasitas. As vacinas devem ser dadas a partir dos 45 dias. Procure um veterinário sério para lhe dar instruções sobre dosagens de medicamentos, aplicação de vacinas, etc.

A boa matriz cuida da ninhada sozinha até os 15 dias de vida.

O que é necessário para que os filhotes cresçam fortes e saudáveis é fazer um bom pré-natal e alimentar bem a mãe, pelo menos 4 vezes ao dia com comida de qualidade para que tenha bastante leite para alimentá-los.

O NASCIMENTO DA NINHADA

O parto inicia entre 58 a 62 dias após o acasalamento. Se você tem outros cães, retire a fêmea do convívio para que ela não fique irritada com a presença dos outros, isso pode atrapalhar o parto. Faça uma caixa quadrada de madeira e forre com bastante jornal. Coloque-a num lugar tranqüilo e se for o primeiro parto, procure estar perto dela na hora do nascimento para que se sinta segura.

Quando a cadela é inexperiente pode ter dificuldades para tirar a pele que envolve o filhote ao nascer. Você pode removê-la e cortar o cordão umbilical com uma tesoura esterilizada até 4 dedos de onde ele começa.

Assim que os filhotes forem nascendo, coloque-os nas tetas para que estimule a contração e facilite a saída dos outros filhotes. Quando perceber que está saindo um novo filhote, coloque os demais numa caixinha de sapato, mas dentro da própria caixa de parto. A mãe gosta de ter os filhos por perto.

Se tiver muito calor, coloque um ventilador a alguns metros de distância. Se tiver frio, coloque um abajur por cima da caixa para que aqueça diretamente os filhotes.

Procure posicionar a caixa de parto num local onde exista uma Jane a envidraçada e que bata o sol da manhã, assim, receberão sol indireto. Mesmo em dias quentes, é preciso que recebam um pouquinho de sol. Conforme eles começam a se deslocar, a partir dos 15 dias, eles se posicionam na caixa para receberem ou evitarem o sol. Não se esqueça do abajur para aquece-los.

PROCURE SEMPRE UM VETERINÁRIO EXPERIENTE PARA LHE AUXILIAR NOS PRIMEIROS PARTOS.

SELECIONANDO UM CAMPEÃO

Campeões são uma loteria. Muitas vezes eles acontecem ao acaso. Nasce de uma ninhada de cachorros ruins e na reprodução não passam nada. Para mim isso não é correto. O mais importante é ter ninhadas homogêneas e ao longo dos anos produzir exemplares que tenham características essenciais à evolução da raça na sua criação, na sua cidade, no seu país e no mundo.

Se quiser saber como seleciono um filhote para show, ai vai:

1°) Entre 45 e 60 dias, olho toda a ninhada e procuro aquele (ou aquela) que se destaca, que tenha temperamento e que tenha "estrela" (a estrela é fundamental para um campeão).

2°) Avalio cada filhote em stay numa mesa (o campeão geralmente tem postura, arma-se facilmente), fotografo e faço uma súmula detalhada de todos os itens do padrão. Procuro verificar o que se fixou em cada um deles e comparo. Exemplo: as angulações posteriores boas, cabeças estruturadas.

Só considero que um fator passou quando a taxa é acima de 50%. O mesmo com os defeitos. Se a maioria tem mau temperamento, deve-se pensar em corrigir na geração seguinte.

3°) Geralmente seleciono um ou dois numa ninhada, independente de sexo. Acompanho seu crescimento e quando completam 4 meses levo à exposição para ver o comportamento.

4°) Finalmente, rezo todos os dias para ele não desmontar...

Quando um juiz criador avalia a raça que está julgando, ou no máximo o grupo em que a raça dele se enquadra, talvez apresente um critério mais cuidadoso. Nem todos bons juizes são bons criadores. Alguns são péssimos juizes e péssimos criadores e outros são bons criadores e péssimos juizes. Prefiro a opinião de bons criadores a receber avaliação dos meus cães numa exposição. Só os levo para fechar o campeonato e dar visibilidade à raça. Alguma vezes admiro a conduta de julgamento e geralmente essas pessoas me procuram depois para falar sobre a raça, ou seja, julgam bem porque se Interessam ela raça.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Existem literaturas, a maioria estrangeira, mas, sem dúvida, a grande fonte de informação é realmente o bom criador, especialmente quando se trata de determinada raça.

O que deve-se fazer é a aplicar esses preceitos e desenvolver estatísticas para acompanhamento das ninhadas, estudar minuciosamente os pedigrees e com as experiências e ninhadas constantes, voce começara a entender um pouco de criação.

Portanto, converse com quem entende. O tema GENÉTICA é muito complexo e precisa-se trilhar um caminho de experiências aliado à determinação. Daqui a Alguns anos tenho certeza que você estará entre os bons criadores. Se for interessado, humilde, inteligente, busca se informar e investir corretamente terá grandes resultados.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Você que está iniciando na criação de cães de raça pura e teve a paciência de acompanhar esse manual e ler todos os seus itens, acho que merece uma palavra de estimulo ao final.

Criar é muito oneroso e criar regras em excesso podem dificultar a adesão de pessoas novas. O sistema já tem um vício e o melhor a fazer para quem esta começando e tentar acompanhar as regras que pessoas muito experientes já colocaram em prática.

Procure fundar seu canil procurando o kennel clube de sua cidade. Registre seus filhotes. Eles lhe fornecerão o formulário próprio e as instruções como preenchê-lo. Faça isso mesmo que tenha apenas uma fêmea e só registre uma ninhada, você precisa contribuir com isso.

Estamos num sistema de informações globalizado e a internet oferece possibilidades de se integrar a grupos de todo o mundo com os mesmos interesses Š desenvolver cães de raça pura.

Não existe algo mais bonito do que ver um exemplar que você programou para nascer alimentou, escovou, preparou, cuidou de suas doenças, desfilar num ring com toda a beleza, comportamento, tipicidade e especialmente, poder dar alegrias a tantas famílias Š isso enche a gente de orgulho.

Pode parecer romântico, mas a partir do momento que você é proprietário de um cão de raça pura, você já está participando do processo de evolução da raça que possui. Ao se incluir no rol de criadores você está podendo, com seu talento, levar a raça a se perpetuar, evoluir, se transformar e contribuindo para que possa ser preservada. Num futuro distante, lá estarão iniciantes como você tendo a possibilidade de possuir um lindo representante, graças ao seu esforço e de seus companheiros idealistas que fizeram a diferença numa determinada época, num determinado País.

Saiba que todos nós fazemos diferença pode acreditar.

Fonte: www.blacklab.com.br

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