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Cavalo







Cavalo
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Características dos cavalos

"Cavalo" (do latim caballus), é um mamífero ungulado de grande porte. Portador de uma cauda vertebral muito curta, mas prolongada por longos pêlos, o cavalo é reconhecido também pelas orelhas curtas, eretas, e a crina pendente. A dentição apresenta longos incisivos, cujo grau de desgaste indica a idade do animal, e grandes molares.

Um grande casco envolve totalmente a última falange do único dedo em que termina cada membro, esse casco chega a pesar até 500 g. O cavalo é herbívoro, granívero e corredor, e não tem outra arma além dos cascos, sua rapidez e fuga evita muitas vezes os confrontos. A fêmea (égua) tem um filho (potro ou poldro) por gestação, e essa gestação dura 11 meses.

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Evolução

A evolução do cavalo foi marcada pelo aumento de tamanho, a redução e, depois, o desaparecimento dos dedos laterais, ao mesmo tempo que ocorreu o crescimento do dedo médio, a molarização dos pré-molares e o desaparecimento dos caninos.

História

A domesticação dos cavalos foi muito importante para o desenvolvimento das civilizações asiáticas e européias. Isso ocorreu a 3 mil anos atrás.

Na Europa Ocidental, até a Idade Média, a posse e o uso do cavalo eram exclusivos da casta aristocrática dos cavaleiros, que o empregava na guerra, no jogo e na ostentação social. Além de seu emprego militar (cavalaria), o cavalo foi usado como animal de carga e de sela, como animal de atrelamento (carroça, charrete, barco, trenó, máquina agrícola), para bater cereais ou para a movimentação de mecanismos destinados a moer (moinho de farinha, extrator de óleo, amassador de frutas), bater os grãos ou elevar a água (nora).

No séc. XIX, a modernização da agricultura, o desenvolvimento da mecanização e o melhoramento dos transportes provocaram uma procura crescente do cavalo. A criação se organizou para responder a essa procura. As grandes raças de prestígio começaram a individualizar-se sob a dupla tutela dos haras e das autoridades agrícolas.

Os cavalos aumentaram de peso e tamanho, mas conservaram em geral sua aptidão para o deslocamento rápido, pois muitos deviam puxar, em grande velocidade, cargas cada vez mais pesadas. O cavalo foi empregado em diversos trabalhos, nas mais diversas condições, às vezes, muito duras. Porém, com bom trato, o cavalo provou ter boa adaptabilidade ao trabalho.

No Brasil, o cavalo começou a substituir o boi na aração e nos transportes no séc. XVIII e vem sendo substituído pelos meios mecânicos.

Raças brasileiras

As principais raças brasileiras são o comum, descendente do berbere (Minas, Nordeste e Rio Grande do Sul); o Guarapuara ou Guarapuavano (Santa Catarina, Paraná e São Paulo); o Mangalarga paulista, o Mangalarga mineiro e Mangalarga Marchador (este em Minas); o Pantaneiro (fixado no Pantanal há três séculos); o Crioulo (Rio Grande do Sul); o Campeiro (Santa Catarina) e o Nordestino. O rebanho brasileiro é calculado em 5,4 milhões de cabeças (1984).

Curiosidade

O Cavalo pode viver em média 25 anos, porém, foi registrado um cavalo com 40 anos.

O cavalo de corrida chega a correr até 68 km/h.

Veja abaixo algumas das principais raças de cavalos.

ANDALUZ BRASILEIRO

Origem

Formada com o cruzamento de reprodutores puro sangue lusitanos e pura raça espanhola, aqui no Brasil.

Características

Muito dócil e nobre, com temperamento muito vivo. Sua altura média é de 1.55 m. Cabeça de perfil reto ou subconvexo, orelhas médias, pescoço forte e arredondado na linha superior, garupa arredondada, com movimentos ágeis e elevados.

Aptidões

Grande facilidade para o aprendizado, presta-se para o adestramento, passeios, enduro, hipismo rural e trabalhos com o gado.

ÁRABE

Origem

Formada com as mais importantes linhagens européias de cavalos de salto e adestramento, tais como Hanoverana, Holsteiner, Oldenburger, Trakehner, Westfalen e Sela Francesa, através do cruzamento entre si ou com magníficos exemplares Puro Sangue Inglês da América do Sul.

Características

Leve, ágil e de grande porte, com altura superior a 1.65 m. Perímetro torácico de 1.90 m. e perímetro de canela de 21cm. Cabeça média de perfil reto ou subconvexo; pescoço médio bem destacado do peito e espáduas; cernelha destacada; dorso bem ligado ao lombo e a garupa; membros fortes e andamentos briosos, relativamente elevados e extensos. Possuem excelente mecânica de salto, coragem, inteligência e elegância nos movimentos. São admitidas todas as pelagens.

Aptidões

Aptos para quaisquer modalidades de salto, adestramento, concurso completo de equitação, enduro, hipismo rural ou até mesmo atrelagem.

CRIOULO

Origem

Primeira raça sul-americana formada nos campos úmidos da Bacia do Prata, descendendo em linha direta dos cavalos ibéricos trazidos pelos espanhóis e portugueses ao longo do século XVI para as regiões que formariam a Argentina, Paraguai e Brasil.

Características

Pequeno porte, com altura média de 1.45m., muito forte e musculado, porém ágil e rápido em seus movimentos. São admitidas todas as pelagens. Cabeça de perfil reto ou convexo; orelhas pequenas; olhos expressivos; pescoço de comprimento médio ligeiramente convexo na linha superior, provido de crinas grossas; peito amplo; cernelha pouco destacada; dorso curto; lombo curto e garupa semi-obliqua; membros fortes e providos de cascos muito rígidos.

Aptidões: É um cavalo de trabalho, ideal na lida com o gado, para passeio e enduro.

HOLSTEINER

Origem

Norte da Alemanha, região de Schleswig e Holstein, através do cruzamento de garanhões Puro Sangue Inglês com éguas de grande porte existentes na região.

Características

Grande porte, com altura média de 1.70m., ótima estrutura e de bom caráter. Linhas harmoniosas; cabeça de comprimento médio, de preferência com perfil reto; pescoço bem lançado e levemente arredondado na linha superior; cernelha destacada; linha dorso-lombar média; garupa forte; membros fortes; com andamentos cadenciados, elevados e extensos, tendo excelente mecânica e grande potência para o salto. São admitidas todas as pelagens, porém a predominante é a castanha e a tordilha.
Aptidões: Esportes hípicos de salto e adestramento.

MANGALARGA

Origem: Formada no Brasil com o cruzamento de um cavalo de origem andaluza, da Coudelaria Real de Alter, trazido por D. João VI e presenteado ao Barão de Alfenas, Gabriel Francisco Junqueira, cruzado com éguas nacionais também de origem ibérica, trazidas pelos colonizadores. A raça Mangalarga dividiu-se em duas: Mangalarga em São Paulo e Mangalarga Marchador em Minas Gerais.

Características

Altura média de 1.55m.; cabeça de perfil reto ou subconvexo; olhos grandes; orelhas médias; pescoço de comprimento médio, musculoso; cernelha não muito destacada; dorso não muito curto; garupa semi obliqua; membros fortes; canelas curtas e quartelas com mediana inclinação que lhe permitem uma marcha trotada sem muita elevação e, portanto, cômoda. A pelagem predominante é a alazã e castanha, sendo porém admitidas todas as outras.

Aptidões

Passeio; enduro; esportes e trabalhos com o gado.

PURA RAÇA ESPANHOLA

Origem

Típica do sul da Península Ibérica, análogo ao berbere do norte da África. É o mais antigo cavalo de sela conhecido na civilização ocidental e o mais importante na história eqüestre do mundo civilizado, sendo considerado como rei dos cavalos do mundo ocidental, pois entrou na formação das principais raças modernas, tais como: Puro Sangue Inglês, Hanoverana, Trakehner, Holsteiner, Lipizzanos, Quarter Horse, Appaloosa, Palomino, Crioulo, Mangalarga, Campolina...

Foi conhecido como Cavalo Andaluz depois da invasão dos mouros e posteriormente registrado no Stud Book espanhol como Pura Raça Espanhola.

Características

Porte médio com altura média de 1,55m. É inteligente, afetuoso, nobre, altivo, fogoso e alegre. Tem muita facilidade para o aprendizado. Seus movimentos são ágeis, elevados, extensos e enérgicos, porém suaves. Pelagem quase sempre tordilho, podendo ser preto. Cabeça de perfil reto ou subconvexo, olhos grandes e expressivos, orelhas médias, elegantes, sustentadas por um pescoço forte e cristalo. Andamento - Trote

Aptidões

Aptos principalmente para o adestramento, onde executam quaisquer movimentos de “alta escola” com grande elegância e beleza, sendo também imbatíveis na lida com os touros bravos.

PURO SANGUE INGLÊS

Origem

Selecionada na Inglaterra pelo cruzamento de três garanhões orientais, Beverly-Turk e Darley Arabian árabes, e Godolphin Barb de origem berbere, com éguas existentes na Inglaterra e as “Royal Mares” de origem da Península Ibérica. O objetivo da seleção do Puro Sangue Inglês era o de obter cavalos de corridas para grandes percursos.

Características

Muita finura, beleza e grande classe, com altura média de 1.60m, linda cabeça, perfil reto ou levemente ondulado, fronte ampla, olhos grandes, narinas elípticas e dilatadas, orelhas médias, pele fina, cernelha destacada e musculosa, dorso reto comprido e lombo curto, garupa inclinada, peito estreito e tórax profundo. Espádua inclinada, membros fortes, joelhos baixos e canelas curtas. Pelagem de preferência uniforme, castanha, alazã ou tordilha.

Corridas planas ou com obstáculos, salto, adestramento e Concurso Completo de Equitação.

PURO SANGUE LUSITANO

Origem

Raça típica das planícies quentes e secas do sudoeste da Península Ibérica. É o mais antigo cavalo de sela do mundo, tendo sido conhecido como Bético-lusitano, Andaluz e, finalmente, a partir de 1967, por Lusitano, com a fundação do Stud Book da Raça Lusitana, posteriormente passou a chamar-se Puro Sangue Lusitano.

Características

Altura média de 1,52m a 1,62m, com porte grande. É importante dizer que o Lusitano cresce até os sete anos, só aí atinge a maturidade, quando estará totalmente formado, lindo, cheio de brio e postura. Na pelagem, a predominante é a tordilha, seguida da castanha, sendo também admitidas as pelagens baia, alazã, e preta. Cabeça com perfil subconvexo e orelhas de tamanho médio e expressão vigilante. Andamento - trote.

Aptidões

Inteligente, receptivo, obediente e corajoso, é um cavalo versátil cuja docilidade, agilidade e coragem lhe permitem atualmente competir em quase todas as modalidades do moderno desporto eqüestre: adestramento, alta escola, salto, enduro e tração ligeira, sendo, no entanto, imbatíveis no toureio eqüestre.

QUARTO DE MILHA

Origem: Selecionada nos Estados Unidos da América, a partir dos cavalos selvagens "Mustangs" de origem berbere e árabe, introduzidos na América pelos colonizadores espanhóis.

A partir de 1611, com a chegada de algumas éguas vindas da Inglaterra, cruzadas com os garanhões "Mustangs", deu como resultado animais compactos, extremamente dóceis e muito musculosos.

Atualmente cruzados com o Puro Sangue Inglês dão excelentes animais de corrida, imbatíveis nas curtas distâncias. O Quarto de Milha foi introduzido no Brasil em 1954, por iniciativa da empresa King Ranch, na região de Presidente Prudente.

Características

Muito versáteis, dóceis, rústicos e inteligentes com altura média de 1.52 m, cabeça pequena, fronte ampla, perfil reto, olhos grandes e bem afastados. Pescoço piramidal com linha superior reta, dorso e lombo curtos, garupa levemente inclinada, peito profundo, membros fortes e providos de excelente musculatura.

Aptidões

Utilizado nas corridas planas, salto, provas de rédeas, tambores, balizas, hipismo rural e lida com o gado.

Coalheira

Até o séc. X, o cavalo ainda era atrelado de tal maneira que, ao puxar a carroça, ficava em perigo de morrer asfixiado. É que a coalheira era presa ao redor do pescoço, forçando a garganta durante a marcha. Desse modo, o rendimento do animal era bastante reduzido, e um cavalo não podia puxar mais de 500 kg. Quando se passou a colocar a coalheira à altura das espáduas, cresceu a capacidade de tração do cavalo.

Classificação

Família dos Equídeos

Fonte: www.webciencia.com

Cavalo




Até hoje, muito embora algumas tentativas, o cavalo ainda não pode ser substituído por máquinas nas lidas de campo.

Estas ajudam muito, mas ainda não podem fazer o que o cavalo faz, como por exemplo, um aparte no rodeio ou numa porteira de mangueira. Além disso, o cavalo é o ingrediente que maiores belezas e alegrias produzem dentro dos trabalhos de uma estância. Ë belo, é ágil, é inteligente, é dócil, é veloz, é vaidoso, é forte, enfim nos proporciona momentos de verdadeiro encantamento, principalmente quando, em seu lombo, praticamos as mais difíceis, porém mais emotivas e alegres lidas, como o tiro de laço e o aparte, que hoje os "Crioulistas"apelidaram de "Paleteada" .

Convença-se, pois, que você jamais poderá deixar de possuir alguns, porá apoder desempenhar a contento suas atividades e, sobretudo, para poder usufruir a felicidade que eles sem dúvida alguma vão proporcionar-lhe. Confira e verá!

Existem muitas raças. Aqui no Estado do Ro Grande do Sul cria-se:1) Inglês, 2)Árabe, 3)Crioulo, 4)Quarto de Milha, 5) Manga larga, 6)Percheron, etc.

Suas principais características são:

Inglês: Muito altos, extremamente velozes, não se prestam muito para a lida campeira, são apropriados para carreiras de tiro longo;

Árabe: Altos, muito ágeis, finos de corpo, belíssimos, porém também não são aconselháveis para o campo porque são extremamente nervosos e exageradamente delgados;

Crioulo: São os mais rústicos dos aqui enumerados, engordam em qualquer campo, são pequenos, mas grossos e fortes, favorecendo as manobras rápidas e em espaços reduzidos, não dependem de trato suplementar além do campo. São os cavalos ideais para serviços com o gado;

Quarto de Milha: Muito velozes em tiros curtos de até 400 metros, prestam-se muito bem para o tiro de laço, porém perdem para o Crioulo na rusticidade porque dependem sempre, de alguma ração suplementar além do campo. São um pouco maiores que os Crioulos;

Manga Larga: Boníssimos para longas viagens, em face do seu bom cômodo e da velocidade que desempenham, geralmente são "marchadores" o que os fazem perder para o Crioulo num espaço vital: o pique da arrancada. O Crioulo, por ser geralmente de trote arranca com mais rapidez em face da posição das patas que, no trote, estão mais próximas umas das outras;

Percheron: Insuperável na força são apropriados para tração.

Diante das principais características enumeradas acima você naturalmente já deduziu a raça que mais lhe convém.

Ao iniciar sua nova atividade você, deveria adquirir algumas éguas, que, além de servirem para o trabalho também servirão para dar-lhe novos cavalos, assim sua estância faria naturalmente a renovação da cavalhada. No entanto não exagere na quantidade, porque um eqüino come por 2 ou 3 vacas, além de pastar noite e dia, ainda arranca algum pasto com a raiz.

O conceito generalizado entre os estancieiros antigos era de possuírem centenas e até milhares de eqüinos. Conheci uma proprietária, em Mostardas, Maria Joaquina Osório Velho, que chegou a possuir 2.000 animais cavalares. Meu pai, enquanto criador de certa escala, nunca teve menos de 200 eqüinos, apenas por puro prazer e um certo orgulho.

Hoje, salvo em Cabanhas especializadas em criação de cavalos, isto é absolutamente anti-econômico.

Pêlos

Já que dedicamos um capítulo aos Cavalos, seria imperdoável não falarmos sobre os seus variadíssimos pêlos. Dado a sua grande importância, dedico-lhe em capítulo especial.

O assunto é polêmico porque encerra muitas diferenças entre as várias regiões do Rio grande. Além disso, existe ainda, enorme discrepância entre as linguagens militar ou turfistas e a da gauchada campeira, que jamais chamou o cabalo zaino de castanho...

Por outro lado alguns animais possuem em seu corpo mais de uma pelagem, o que dificulta a identificação.

É oportuno lembrarmos, também, que até um ano e meio a dois anos de idade alguns eqüinos mudam a pelagem, só atingindo a definitiva a partir daí.

Como me propus, neste modesto trabalho, a transmitir aos leigos alguns ensinamentos, coerentemente permanecerei dentro desta linha, respeitando sempre o regionalismo crioulo.

São, pois, os seguintes pêlos:

ALAZÃO: vermelho – claro alaranjado.

AZULEGO: azulado, com uma ou outra mancha branca.

BAIO: cor de café com leite fraco.

BAIO CABOS – NEGROS: com pernas, crina e cola pretas.

BAIO ENCERADO: café com leite forte e manchas arredondadas e levemente mais escuras.

BAIO CEBRUNO: café com leite forte e argolas pretas nas quatro patas.

BAIO RUANO: café com leite bem desmaiado e crina e cola brancas.

BRANCO: totalmente branco

BRAGADO: totalmente coberto de manchas brancas, vermelhas ou pretas embaralhas e indefinidas, dando a apar6encia de um buquê de flores.

COLORADO: vermelho.

COLORADO PINHÃO: vermelho carregado, quase encarnado.

DOURADILHO: vermelho bem claro, que brilha quando exposto ao sol

GATEADO: café com leite forte ou marrom fraco.

GATEADO ROSILHO: com pintinhas brancas.

LUBUNO: cinza

MALACARA: geralmente cavalos vermelhos que tiverem, à frente da cabeça, uma mancha vertical, dos olhos até o focinho (outros pêlos que tiverem a mesma macha normalmente não são tratados como Malacara).

MOURO: pequenas pintas brancas sobre o fundo preto.

OVEIRO: manchas grandes, brancas, vermelhas ou pretas, arredondadas.

PAMPA: o cavalo que tiver toda a cabeça branca.

PANGARÉ: café com leite, com barriga e focinho brancos.

PICAÇO: todo preto com qualquer mancha branca e em qualquer lugar.

PRETO: totalmente preto

ROSILHO: pintas brancas sobre o fundo vermelho.

ROSILHO PRATEADO: rosilho, com a anca quase branca.

ROSADO: é como na Serra denominam o Bragado.

RUANO: vermelho claro e crinas e cola brancas.

TOBIANO: faixas largas e bem definidas, brancas e vermelhas ou brancas e pretas, em geral dispostas verticalmente.

TOBIANO ROZILHO: quando as faixas forem rosilhos.

TOBIANO MOURO: quando as faixas forem do pêlo mouro.

TORDILHO: fundo branco com pintas levemente mais escuras de um branco sujo.

TORDILHO NEGRO: fundo branco com pintas de um preto desmaiado.

TORDILHO VINAGRE: fundo branco sob pintas marrons.

TOSTADO: cor de castanha madura.

TOSTADO RUANO: A cor de castanha madura e crinas e cola brancas.

ZAINO: marrom escuro

ZAINO CRUZADO: marrom escuro e duas patas brancas desencontradas.

ZAINO NEGRO: quase preto.

ZAINO PINHÃO: puxado à cor de pinhão maduro.

ZAINO TAPADO: o que não tem qualquer pinta branca.

Alguns animais possuem de 1 a 4 canelas brancas, independente da sua pelagem geral, estes são chamados de "calçados" (gateado calçado da 4 patas, etc.).

Classificação das Pelagens

Os trabalhos conhecidos que enfocam a questão das pelagens seguem habitualmente a classificação francesa que, em parte, também seguimos.

A pelagem é o conjunto de pêlos, de uma ou de diversas cores, espalhados pela superfície do corpo e extremidades, em distribuição e disposição variadas, cujo todo determina a cor do animal. Apesar de haver muitos matizes diferentes, todas as pelagens agrupam-se inicialmente em três modalidades ou categorias - simples, compostas e conjugadas ou justapostas, cada uma delas com suas divisões e, que no total, forma 76 pelagens diferentes.

SIMPLES

São as pelagens formadas por pêlos e crinas da mesma cor.

Tipo branco

Cavalo

Sujo - é um branco encardido, levemente amarelado.

Porcelana - quando a pele é escura, dando um reflexo azulado, que faz lembrar a louça de porcelana.

Pombo ou leite - quando a coloração é fosca, sem brilho.

Tipo alazão

Cavalo

É formado por um grande número de matizes, que vão de uma coloração aloirada clara até uma avermelhada, lembrando a canela, ou de uma coloração vermelho escura, queimada, lembrando a cutícula da castanha, tendo sempre as crinas e as extremidades da mesma cor do corpo ou mais claras, nunca escuras.

Claro - quando a cor é loira, clara e pálida.

Ordinário - quando a cor é de canela.

Escuro ou tostado - quando é da cor do café torrado ou do mogno.

Aleonado -quando é de um tom amarelo-claro, com as extremidades mais carregadas, lembrando o leão.

Queimado - quando a coloração lembra o café torrado, bastante carregado.

Careja - quando a coloração lembra a cereja madura.

Gateado, lavado ou sopa-de-leite - quando a tonalidade amarelo-clara desce uniformemente para os membros, geralmente acompanhada de "gateaduras" pelas canelas, antebraços e jarretes, bem como de lista de mulo e banda crucial (quase sempre apagadas).

vermelho, sangüíneo ou colorado - quando a coloração é de um vermelho vivo, lembrando o sangue de boi.

Tipo baio simples (crina, cola e extremidades claras)

Cavalo

Obs. Todas as variedades do baio simples podem apresentar ou deixar de apresentar listra de mulo, banda crucial e zebruras, embora, algumas vezes, sejam um tanto apagadas.

Claro ou palha - quando se parece com a cor da palha do trigo.

Ordinário - quando o amarelo é o intermediário entre o palha e o escuro.

Escuro - quando a tonalidade do amarelo é mais carregada.

Encerado - quando a coloração amarela é mais sombria, lembrando a cera bruta.

Camurça ou Isabel (encardido) - com coloração baia um pouco encardida, lembrado peça íntima do vestuário da princesa austríaca, Isabel Carla Eugênia, filha de Filipe II, que governou os Países Baixos de 1601 a 1604, quando se deu o cerco de Ostente. A princesa fez a promessa de que só trocaria de roupa depois do rendimento da praça, o que só aconteceu após oito meses - daí ter surgido a pelagem Isabel (lenda).

Amarelo ou amarilho - quando a coloração amarela é dourada, lembrando a gema do ovo e apresentando, obrigatoriamente, crina e cola bem mais claras que o pêlo do corpo, razão pelo que também é conhecido como baio ruano. O baio amarelo ou baio amarilho é ainda mais conhecido, em certas regiões da Zona Sul do Estado de São Paulo, por baio marinho, portanto, uma corruptela da palavra amarilho. Também é chamado "palomino".

Tipo gateado

Cavalo

As variedades do tipo gateado simples (membros, crina e cola da mesma cor) vão desde o matiz claro palha de milho até as nuanças mais carregadas, apresentando quase sempre listra de mulo, banda crucial e gateaduras.

Tipo preto

Cavalo Tipo Preto

Formado por pêlos pretos, que vão de um preto desbotado até um preto com intenso brilho.

Maltinho, pezenho ou macaco - quando dá a impressão de desbotado, com laivos ruços, lembrando o pez negro e por esta razão é conhecido pela designação de pezenho.

Ordinário - quando não mostra reflexos.

Murzelo ou franco - com laivos arroxeados, como a amora madura.

Azeviche - quando a coloração preta dá um reflexo brilhante. Obs. - alguns hipólogos consideram o preto-azeviche, não como tipo e, sim, como particularidade do preto murzelo ou preto franco.

*obs.: os gaúchos consideram o gateado como tipo e não como variedade do baio simples

COMPOSTAS

Pêlos bicolores misturados, com crina e cola diferentes.

GRUPO A

Tipos de pelagem formados por pêlos bicolores (amarelo na base e preto na extremidade)

Lobuno, libuno ou lobeiro

Cavalo

Formado por pêlos bicolores, isto é, amarelos na base e pretos na extremidade, de modo que dão ao conjunto uma coloração pardo-acinzentada. Um cavalo lobuno, submetido à tosquia, de maneira que as extremidades negras dos pêlos sejam tosadas, tornar-se-á baio pela coloração amarela da base dos respectivos pêlos.

Claro -quando é acinzentado.

Ordinário - quando é pardo.

Escuro - quando é pardo carregado.

GRUPO B

Tipos de pelagem com pêlos de uma só cor no corpo e com crineira, cola e extremidades escuras.

Castanho

Cavalo

Formado por pêlos avermelhados no corpo, com intensidade diversa, semelhante à cutícula da castanha e caracterizada pela coloração negra da crineira, cola e membros.

Claro - quando o vermelho é pouco intenso, parecendo mesmo um tanto amarelado.

Ordinário - quando da a idéia da cor da castanha madura.

Escuro cereja ou zaino - quando se aproxima do preto pezenho, mas difere pelas tonalidades bem mais claras de certas regiões, como o focinho (afogueado ou bornal branco), axilas, ventre, flancos e períneo. A designação "zaino", embora contrariando o significado dos autores clássicos, significa ausência de pêlos brancos e, é muito vulgarizada nos Estados do Sul e até mesmo na classificação do Jóquei Clube, como sinônimo de castanho-escuro.

Pinhão - quando se parece com o matiz particular do pinhão (freqüente nos muares).

Vermelho, sangüíneo ou colorado (RS) - quando se lembra o sangue de boi.

Baio-cabos-negro

Cavalo

Formado pela gama de pêlos claros amarelados da cor da palha de trigo até a gama bem escura do bronzeado.

Claro ou palha - quando é da cor da palha de trigo.

Ordinário - quando se parece com o brim cáqui.

Escuro - quando a tonalidade amarela é bem carregada.

Encerado - quando o amarelo é sombrio, lembrando a cera bruta.

Camurça (Isabel) - quando o amarelo é bem claro lembrando o branco encardido.

Gateado - (com todas as nuanças)

Rato

Formado por pêlos de uma cor cinza-pardacenta, semelhante ao rato, no corpo, e extremidades escuras.

Claro - quando é de uma cor cinza-pardacenta clara.

Ordinário - quando é de uma cor cinza-pardacenta mais acentuada.

Escuro - quando é de uma cor cinza-pardacenta bem carregada.

GRUPO C

Tipos de pelagem formados por pêlos de duas ou mais cores, misturados pelo corpo, crineira, cola, membros, ou tendo as extremidades escuras

Tordilho

Cavalo

É formado pela mistura de pêlos brancos constituindo o fundo, com a mescla de pêlos pretos, cinzentos, etc., com menor ou maior intensidade da disseminação destes pêlos pelo corpo.

Claro ou pombo - quando há uma grande predominância de pêlos brancos, com um mínimo de pêlos de outras cores.

Negro - quando há forte predominância de pêlos negros, quase o tornando mouro, mas só não é por não ter a cabeça negra.

Escuro - quando há predominância de pêlos escuros sobre os brancos.

Sujo ou safra nado (asafranado) - quando há mistura de pêlos amarelos ou avermelhados, dando ao todo um aspecto cinza-amarelado de sujeira ou de açafrão.

Azulego ou cordão - quando há reflexos azulados como a flor do cardo; pode ser claro, escuro ou "andorino" (lembrando o dorso de uma andorinha).

Salpicado ou pedrês - quando há muitos salpicos de pêlos pretos sobre o fundo de pêlos brancos.

Vinagre ou sabino - quando há mescla de pêlos avermelhados sobre os brancos, dando um aspecto de ferrugem.

Rodado - quando os pêlos pretos se aglomeram, formando manchas pequenas, arredondadas e mais escuras que o todo

Mouro

Cavalo

Formado pela mistura de pêlos brancos sobre um fundo escuro, fazendo lembrar a cor mais ou menos acentuada "ardósia", caracterizado pela cabeça e extremidades negras

Claro - quando o todo toma uma cor cinzenta clara.

Ordinário - quando a cor acinzentada é intermediária entre o claro e o escuro.

Escuro - quando é bem acentuada a cor escura, pela menor presença de pêlos brancos na mistura.

Rosilho

Formado pela mistura de pêlos brancos, num fundo de pêlos amarelados ou alazões, vermelhos ou castanho-escuros, que dão ao conjunto matizes róseos. Rosilho branco, ou rosado, propriamente dito, é uma pelagem rosilha, muito clara, que não se enquadra nos dois subtipos de rosilho citados, por apresentar fundo branco (claro) com interpolação de pêlos avermelhados ou amarelados, mostrando, via de regra, despigmentação das aberturas naturais (melado) e oferecendo variedades, consoante a maior ou menor intensidade da mescla de pêlos vermelhos e amarelos.

Alazão

Cavalo Alazão

Claro - quando predominam os pêlos brancos sobre o fundo alazão desbotado, dando ao conjunto uma coloração levemente rosada.

Ordinário - quando é francamente róseo.

Escuro - quando predominam os pêlos alazões ou avermelhados.

Mil - flores - quando os pêlos brancos se distribuem em verdadeiros tufos sobre o fundo alazão, dando a impressão de flores de cor branca.

Flores de pessegueiro - quando os pêlos alazões mais claro, interpolado de pêlos brancos, lembrando a flor de pessegueiro, portanto, ao contrário do anterior.

Castanho ou ruão

Cavalo

Claro - quando os pêlos brancos, na interpolação, predominam num fundo castanho-claro (prateado)

Ordinário -quando o branco e os matizes avermelhados do fundo castanho proporcionalmente se equilibram.

Escuro - quando a interpolação de pêlos brancos se faz em menor proporção em um fundo de matizes castanhos mais carregados e predominantes.

Vinhoso - quando a interpolação de pêlos brancos ocorre em um fundo castanho-vermelho acentuado, lembrando a coloração de vinho tinto.

*Obs.: os gaúchos consideram o gateado como tipo e não como variedade do baio-cabos-negros. A Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos adota, para a resenha no registro genealógico, a pelagem gateada como tipo de pelagem com todas as suas nuanças, desde as mais claras até as mais escuras, visto tratar-se de uma característica racial importante, não só pela grande incidência nos rebanhos, mas também pela expressiva preferência entre os crioulistas.

JUSTAPOSTAS OU CONJUGADAS

Malhas e pintas de contorno irregular, mescladas com branco.

Tobiano ou pampa

Cavalo

Constituído pela conjugação de branco com outros tipos de pelagens, formando malhas extensas, irregulares ou não, mas bem destacadas. Se a cor branca predomina, a palavra "pampa" deve anteceder às cores; e vice-versa, se for o contrário. Assim, por exemplo: pampa-preto, se a predominância for o branco sobre o preto, preto-pampa, no caso contrário.

Pintado

Cavalo

Formado por pequenas malhas, ou melhor, por pintas escuras (pretas, avermelhadas, alazãs ou castanhas), justapostas no fundo predominante branco, dando a impressão de que foram artificialmente pintadas. O cavalo persa, muito apreciado como animal de circo, caracteriza-se por este tipo de pelagem, formando pintas escuras, pequenas, porém bem destacadas, justapostas no fundo branco, baio, tordilho, alazão e castanho-claro.

Nomes dados aos Cavalos

Cavalo Gavião: é arisco e não se deixa pegar.

Cavalo Fogoso: é o cavalo explosivo, que pede freio; para amansá-lo, sugere-se colocá-lo em serviços monótonos.

Cavalo Tafoneiro: só atende para um lado.

Cavalo Aporreado: é chucro e de doma impraticável.

Cavalo Passarinheiro: é assustado, se assusta a cada movimento estranho.

Cavalo Pachola: cavalo faceiro, que desfila empinando-se.

Cavalo Rufilhão: cavalo mal castrado, que desfila como garanhão mas sem poder de fecundação.

Cavalo Cabano: tem duas orelhas caídas em forma de chapéu.

Cavalo Reiuno: cavalo sem marca que anda de mão em mão.

Fonte: www.pampasonline.com.br

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