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Cavalo



A origem do cavalo

O cavalo tem sido a milhares de anos um dos animais de maior utilidade para o homem. Em tempos passados proporcionava o mais rápido e seguro meio de transporte em terra. Caçadores a cavalo perseguiam animais a fim de matá-los para alimentar-se de sua carne, ou por esporte. Nas batalhas, os soldados lançavam-se à luta montados em fortes cavalos de guerra. Em muitos países os cavalos serviam de montaria para penetração no interior, tração das diligências, ou no serviço de correios.

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Hoje o cavalo não tem a mesma importância de antigamente. Na maioria dos países, o "cavalo de ferro" (as ferrovias) e a "carruagem sem cavalos" (automóveis) substituíram quase inteiramente o cavalo. Mas este animal ainda é usado tanto para esporte como no trabalho. Crianças e adultos montam a cavalo por prazer ou exercícios. Grandes multidões vibram ao assistir corridas de cavalo nos hipódromos (pistas especiais para este tipo de corridas ). Cavalos são apresentados em circos, rodeios e outras exibições. Ajudam os vaqueiros a reunir os grandes rebanhos de gado, e puxam arados e outros equipamentos agrícolas.

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O cavalo é bem conformado para o trabalho e a corrida. Por exemplo, as narinas grandes facilitam-lhes a respiração. Os cavalos tem um apurado sentido de olfato, ouvido sensível e uma boa visão (sentido dos eqüinos). Tem dentes fortes, mais só comem cereais e plantas, jamais carne. As pernas compridas e musculosas dão-lhes força para puxar grandes cargas ou para correr em alta velocidade. Os cavalos também usam as pernas como principal arma. O coice de um cavalo pode ferir gravemente um homem ou outro animal.

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Estrutura muscular do cavalo

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Estrutura óssea do cavalo

Os cientistas acreditam que o mais antigo antepassado do cavalo era um pequeno animal com 25 a 50cm de altura. Dão a esse animal o nome científico Eohippus - em português, eoípo. O eoípo viveu a cerca de 55 milhões de anos na parte do mundo que é hoje a Europa e a América do Norte. Esses cavalos pré-históricos tinham o dorso arqueado (curvo) e o nariz em forma de focinho. Pareciam mais cães de corrida, do que o moderno cavalo de dorso reto e cara comprida. Tinham 4 dedos nos pés dianteiros, e três dedos no pé traseiro. Cada dedo terminava com um pequeno casco separado. Grandes almofadas resistentes, evitavam que os dedos tocassem o chão. Eram essas almofadas que sustentavam o peso do animal.

O mais importante antepassado do cavalo, a seguir, foi o Mesohippus - ou em português mesóipo. Ele viveu a cerca de 35 milhões de anos atrás. O mesóipo tinha em média 50cm de altura, e suas pernas eram cumpridas e finas. Cada pé tinha três dedos, sendo que o do meio era o mais longo. A cerca de 30 milhões de anos o mesóipo deu lugar ao Miohippus - em português miópio . Este tinha cerca de 60 a 70cm de altura, e seu dedo médio era mais cumprido e mais forte do que o de seus antepassados.

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Animais parecidos com o cavalo continuaram a se desenvolver, e há cerca de 26 milhões de anos o Merychippus se desenvolveu, tinha cerca de 1m de altura. Como o miópio ele tinha três dedo, entretanto os laterais eram quase inúteis. Terminava em um casco curvo que sustentava o peso inteiro do animal.

Há cerca de 1 milhão de anos, os cavalos tinham provavelmente a mesma aparência do cavalo moderno sendo que eram maiores do que seus antepassados. Os dedos laterais se transformaram em ossos laterais das patas e deixaram com que o casco central, grande e robusto, sustentassem o peso do animal. Os dentes também mudaram, passaram a ser mais aptos a comer capim. Os cientistas agrupam esses cavalos junto com seus antepassados em um gênero chamado Equus.

Não se sabe onde se originaram os cavalos, mais fósseis indicam que na era glacial eles viviam em todos os continentes, exceto na Austrália. Grandes manadas vagavam pela América do Norte e Sul. Posteriormente, por uma razão desconhecida, eles desapareceram do hemisfério ocidental.

Estágios do sono

Como você se sente depois de uma noite ruim e de dormir pouco? Péssimo, não é? O seu cavalo também precisa ter uma boa noite de sono e pode acordar de mau-humor!

Portanto, não o perturbe! Ainda mais por possuírem diferentes níveis de relaxamento durante o sono, e podem até sonhar.

O seu cavalo só dormirá tranqüilo se tudo estiver seguro, portanto, o fator mais importante é a segurança. Pois seu instinto de defesa requer que esteja sempre pronto para fugir quando surpreendido.

Observa-se que cavalos domésticos, acostumados a dormir protegidos em baias, quando soltos em pastos, lugares abertos e grandes, eles tornam-se agitados e dormem pouco até se acostumar com a rotina do local e ter certeza que está seguro para dormir profundamente. Mas quando é solto um grupo de cavalos, as coisas ficam mais fáceis, mas ainda há um período de adaptação. Enquanto um grupo dorme, um dos membros fica de sentinela.

Saiba que os cavalos podem dormir em pé, e até possuem ligamentos especiais nos membros posteriores, que os permite sustentar-se enquanto dormem. Sabendo as posições dos cavalos, você pode saber em que estágio está o sono e em que estágio está o relaxamento do animal, pois se refletem na posição em que dormem. Portanto quando se encontra o cavalo em pé podemos dizer que está cochilando, e permanece fazendo alguns movimentos com o pescoço, vibrações na pele, abanando o rabo e alternando o membro posterior que se encontra em repouso.

De acordo com o estágio de sono, o animal recebe diferentes estímulos cerebrais. Um estágio bem interessante é o do sono médio pois, durante o estágio as ondas cerebrais atuam como se o animal ainda estivesse acordado e seus olhos parecem piscar mesmo estando fechados. Neste período do sono o corpo descansa enquanto o cérebro continua em atividade.

Detectando o sono

Sono Profundo

No sono profundo o animal deita-se totalmente sobre um dos lados do seu corpo, mantendo inclusive um dos lados da cabeça e do pescoço encostados no chão, numa postura de completo relaxamento.

Sono Médio

No sono médio o cavalo deita-se sobre a coxa e a paleta do mesmo lado, flexionando os membros colocando as patas quase debaixo do corpo e a cabeça pode estar erguida ou com focinho apoiado no solo. O período desse sono é importantíssimo para o descanso e a tranqüilidade do seu animal. O estágio que o corpo repousa enquanto o cérebro continua em atividade.

Sono Superficial

O sono superficial é quando o cavalo se encontra numa dormência muito leve. Ocorre com maior freqüência com os cavalos adultos, que passam grande parte do seu sono em pé, por possuírem os ligamentos especiais.

Entre esses três estágios de sono, o cavalo gasta em média 6 a 8 horas por dia. Não se sabe exatamente a duração de cada estágio de relaxamento, mas pode-se dizer que, em devidas condições de conforto, o período de sono médio tem uma duração de 2 horas no total, somadas em 4 ou 5 pequenas sessões. Mas, enquanto o cavalo descansa o cérebro continua trabalhando. Uma das regiões do cérebro que continua em atividade é o córtex. O animal só relaxa completamente durante o sono profundo, quando se deita sobre um dos lados do seu corpo. È importante lembrar que para que os cavalos tenham boas horas de sono e um pouco de sossego para o descanso precisam ter seu próprio espaço, limpo, organizado e confortável, isso faz parte do ciclo vital.

Súplica do cavalo ao seu dono

A ti, dono meu, elevo está súplica:

Dai-me regularmente , de comer e beber.

Terminado meu trabalho, proporciona-me abrigo confortável para que eu descanse e recupere as energias.

Examina continuamente, meus pés e escova meu pelo.

Se eu recusar alimento examina minha boca; pode ser uma úlcera que me empeça de comer ou meus dentes me doam.

Fala-me calmamente. Tua voz incentiva, não o chicote ou o bridão. Acaricia-me, de quando em quando; pagar-te-ei todo o carinho, aprendendo e servindo-lhe melhor, pagando, em suma, amor com amor.

Não cortes minha cauda, pois com ela espantos insetos que costumam atormentar-me.

Não puxe violentamente as rédeas, nem me apliques fortes relhadas, ao eu ter dificuldade em subir ladeiras sob carga pesada.

Não me maltrates com os calcanhares, nem me batas, quando não entender seus desejos; faz com que compreendas teu pensamento.

Dou-te sempre tudo que puder. Se acaso, me recusar a obedecer, verifica se não estou mal ensilhado ou se meu freio não me perturba, ou ainda se algo molesta meus pés, causando-me dor.

Se eu assustar não me castigues; verifica, se minha vista apresenta algum defeito.

Não me obrigues a carregar ou arrastar um peso superior as minha forças, nem a trotar velozmente em estradas ou pisos escorregadios.

Se eu cair ajude-me a levantar; se eu tropeçar não me culpes por isso.

Não acrecentes ao meu medo diante de suas fortes chibatadas.

Defende-me dos causticantes raios solares, se fizer frio, cobre-me, quando eu estiver repousando.

Quando a velhice tornar-me inválido, lembra-te dos serviços que te prestei; não me vendas, nem me deixes morrer a mingua; sacrifica-me, então, sem padecimentos, tu mesmo, ser-te-ei grato por isso!

Rogo-te tudo isto em nome daquele que quis nascer em um estábulo.

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Pelagem tordilha clara
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Pelagem tordilha
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Castanho médio
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Castanho escuro
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Palomino
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Alazão
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Pelagem preta
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Ruão
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Malhado
Cavalo
Malhado
Cavalo
Baio
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Pelagem pintada

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Orelhas para trás indicam raiva ou medo

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Orelhas para frente indicam interesse pelo que ocorre no ambiente

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Uma orelha para trás e outra para a frente indicam certa incerteza

Os cavalos tem os sentidos da visão, audição e olfato mais desenvolvidos do que o homem. A face longa característica do cavalo não é necessária apenas para conter seus grandes dentes: ela também abriga os sensíveis órgãos do olfato. Os olhos ficam mais para o alto do crânio, nos lados da cabeça, propiciando aos cavalos boa visão periférica, mesmo quando pastam. As orelhas são grandes, capazes de se movimentar e apontar em direção ao mais leve ruído. Por natureza, o cavalo vive em rebanhos e demonstra grande afetividade em relação aos outros membros do grupo, sendo esta lealdade facilmente transferida ao seu dono. Uma vez desenvolvida a ligação afetiva , o cavalo se esforça muito para executar ordens, por mais difíceis que sejam. Por isso esses animais tem sido vítimas de abusos cruéis, mas também são muito amados, talvez mais que qualquer outro animal na história da humanidade. Apesar de sua forte associação com seres humanos, o cavalo ainda conserva seus instintos naturais de comportamento. Defendem seus espaço e amamentam os filhotes, e precisam sempre de companhia.

Cavalo

Rolar no solo como este pônei é parte importante do toalete dos cavalos. Relaxa os músculos e ajuda a remover os pelos soltos, a sujeira e os parasitas.

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Ao repuxar os lábios como este garanhão, após cheirar a urina de uma égua, ele está procurando saber se ela está no cio, ou seja pronta para acasalar.

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Muitas vezes dois cavalos permanecem com seus corpos encostados uma ao outro, da cabeça à cauda, afocinhando amigavelmente as crinas e o dorso. Dependendo da estação, essas sessões de limpeza são mais ou menos freqüentes, e não duram mais que três minutos.

Passo (ANIMAÇÃO)

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Todos os cavalos, independentemente da raça, andam a passo, mesmo que ainda não tenham sido domesticados. Por isso se diz que está é a andadura natural. No passo, o cavalo movimenta um membro de cada vez, mantendo pelo menos dois deles apoiados no chão.

Trote (ANIMAÇÃO)

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No trote, o cavalo movimenta duas pernas de cada vez, sempre na diagonal, havendo, em alguns casos, um momento de suspensão.

Galope (ANIMAÇÃO)

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O galope, diferentemente do passo e do trote, é uma andadura de três tempos, ou seja, enquanto dois membros se movimentam juntos, os outros dois podem se mover separadamente.

Recorde de Salto em Altura

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O Record Mundial em altura (vide foto), vem se mantendo até hoje desde 5 de fevereiro de 1949. Na foto vemos o Cap. Alberto Larraguibel Morales, chileno, que conseguiu a incrível marca de 2,47 m, montando HUASO (ex-Faithfull).

Recorde de Salto em Largura

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Consta que o Record Mundial EM LARGURA, foi obtido por André Ferreira, quando saltou 8,40 m em 1975.

O cavalo foi, talvez, o animal que mais radicalmente mudou de utilidade. Quando o homem o dominou e adestrou pela primeira vez, usou-o como meio de transporte e para fazer a guerra. Hoje, no entanto, já é utilizado como ajudante em terapias para crianças deficientes. Pelo meio, serviu (e serve) como animal de trabalho e de companhia.

O cavalo é um caso raro de sucesso, que faz parte do imaginário de todos nós, e em especial das crianças. Quem não gostaria de ter um? No entanto, trata-se de um animal que requer do dono e/ou tratador muito tempo e dedicação.

Se é criador ou possuidor de um cavalo e quiser partilhar com os outros utilizadores as suas experiências e opiniões, participe! Teremos todo o gosto em procurar uma forma de as publicar.

Fonte: bicharada.net

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Morfologia do Cavalo

O cavalo é um animal onde se conjugam a estrutura e a função. O seu corpo é adaptado para a velocidade e para a grande dimensão, e é esta combinação que nos ajuda a compreender a sua estrutura.

Os seus membros são especializados, têm um número de dedos muito reduzido, e são acompanhados pela perda dos músculos - os que permitem a outros animais agarrar objectos.

O cavalo apenas move os membros para a frente e para trás o que lhe dá excelentes meios de propulsão. A força de que necessita é dada por músculos muito desenvolvidos que estão ligados aos ossos das coxas, tronco e antebraços.

O esqueleto

O cavalo é constituído por cerca de 210 ossos (não tendo em conta os da cauda). O esqueleto tem como função suportar os músculos e os órgãos internos mas dá também mobilidade suficiente, devido às articulações, para que o animal se deite, paste e se desloque a diversas velocidades. As articulações são formadas por ossos, que são cobertos por cartilagem e são ainda constituídas por uma cápsula que produz um lubrificante sinovial e por ligamentos que seguram os ossos.

No cavalo o esqueleto adapta a sua estrutura aos seus requisitos por exemplo: crânio alongado dá espaço para os dentes enquanto que as órbitas estão posicionadas de maneira a que o ângulo de visão do cavalo seja amplo, podendo este animal aperceber-se dos perigos durante a pastagem.

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Os músculos

Os músculos do cavalo consistem em massas musculares ligadas aos ossos por um lado e aos tendões por outro. Os tendões são protegidos por bainhas sinoviais que são constituídas por películas finas e fibrosas e que protegem os tendões do risco de fricção com o osso.

Os ligamentos, assim como os tendões, são relativamente curtos, tal como os reforçadores de articulações. No entanto há ligamentos especiais: o restritor, que se liga ao ligamento por detrás da articulação do joelho e junta-se ao tendão flexor digital profundo na sua parte mais baixa atrás do osso da canela; e o suspensor, que tem a extremidade superior ligada à parte superior traseira da canela e na fila inferior dos ossos do joelho, a extremidade inferior ligada aos sesamóides, por baixo do boleto. Este sistema é semelhante nos membros anteriores e posteriores.

A pele

A pele do cavalo possui três camadas:

Camada celular, que têm a capacidade de, à medida que a sua superfície se desgasta, se auto-reparar;

Camada sub-epitélial em que se encontram os sensores da dor e outras estruturas sensitivas e que alimenta a camada superficial;

Camada sub-dérmica que tem como função isolar a pele do osso ou do músculo que fica por baixo dela e onde se situam os folículos capilares.

O sebo, substância gordurosa, é segregado por glândulas sudoríperas que se encontra na pele e permite a formação de uma camada impermeável que protege o cavalo da humidade e do frio.

Cores da Pelagem

A cor do pelo dos cavalos é determinada por uma combinação de 39 genes, sendo por isso possíveis imensos tons de pelagem. Apesar de todas as associações de criadores insistirem em que a capacidade funcional de movimento e a conformação correcta são os aspectos mais importantes num cavalo, a cor é considerado um factor muito relevante em algumas raças. Alguns cavalos com pintas ou manchas como os Pintos, Paints, Appaloosas Albinos, são muitas vezes considerados “pelagens” em vez de “raças”. A maioria das cores destas raças - pelagens tem origem nos cavalos ibéricos mas, no entanto, já não existem nos Lusitanos e espanhóis modernos. Nos puro sangue árabes, não existe pelagem multicolor, palomina, pampa. As pelagens típicas são a castanha, a tordilha e alazã.

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Cavalo Cavalo

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Fonte: www.tudosobrecavalos.com

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Características dos cavalos

"Cavalo" (do latim caballus), é um mamífero ungulado de grande porte. Portador de uma cauda vertebral muito curta, mas prolongada por longos pêlos, o cavalo é reconhecido também pelas orelhas curtas, eretas, e a crina pendente. A dentição apresenta longos incisivos, cujo grau de desgaste indica a idade do animal, e grandes molares.

Um grande casco envolve totalmente a última falange do único dedo em que termina cada membro, esse casco chega a pesar até 500 g. O cavalo é herbívoro, granívero e corredor, e não tem outra arma além dos cascos, sua rapidez e fuga evita muitas vezes os confrontos. A fêmea (égua) tem um filho (potro ou poldro) por gestação, e essa gestação dura 11 meses.

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Evolução

A evolução do cavalo foi marcada pelo aumento de tamanho, a redução e, depois, o desaparecimento dos dedos laterais, ao mesmo tempo que ocorreu o crescimento do dedo médio, a molarização dos pré-molares e o desaparecimento dos caninos.

História

A domesticação dos cavalos foi muito importante para o desenvolvimento das civilizações asiáticas e européias. Isso ocorreu a 3 mil anos atrás.

Na Europa Ocidental, até a Idade Média, a posse e o uso do cavalo eram exclusivos da casta aristocrática dos cavaleiros, que o empregava na guerra, no jogo e na ostentação social. Além de seu emprego militar (cavalaria), o cavalo foi usado como animal de carga e de sela, como animal de atrelamento (carroça, charrete, barco, trenó, máquina agrícola), para bater cereais ou para a movimentação de mecanismos destinados a moer (moinho de farinha, extrator de óleo, amassador de frutas), bater os grãos ou elevar a água (nora).

No séc. XIX, a modernização da agricultura, o desenvolvimento da mecanização e o melhoramento dos transportes provocaram uma procura crescente do cavalo. A criação se organizou para responder a essa procura. As grandes raças de prestígio começaram a individualizar-se sob a dupla tutela dos haras e das autoridades agrícolas.

Os cavalos aumentaram de peso e tamanho, mas conservaram em geral sua aptidão para o deslocamento rápido, pois muitos deviam puxar, em grande velocidade, cargas cada vez mais pesadas. O cavalo foi empregado em diversos trabalhos, nas mais diversas condições, às vezes, muito duras. Porém, com bom trato, o cavalo provou ter boa adaptabilidade ao trabalho.

No Brasil, o cavalo começou a substituir o boi na aração e nos transportes no séc. XVIII e vem sendo substituído pelos meios mecânicos.

Raças brasileiras

As principais raças brasileiras são o comum, descendente do berbere (Minas, Nordeste e Rio Grande do Sul); o Guarapuara ou Guarapuavano (Santa Catarina, Paraná e São Paulo); o Mangalarga paulista, o Mangalarga mineiro e Mangalarga Marchador (este em Minas); o Pantaneiro (fixado no Pantanal há três séculos); o Crioulo (Rio Grande do Sul); o Campeiro (Santa Catarina) e o Nordestino. O rebanho brasileiro é calculado em 5,4 milhões de cabeças (1984).

Curiosidade

O Cavalo pode viver em média 25 anos, porém, foi registrado um cavalo com 40 anos.

O cavalo de corrida chega a correr até 68 km/h.

Veja abaixo algumas das principais raças de cavalos.

ANDALUZ BRASILEIRO

Origem

Formada com o cruzamento de reprodutores puro sangue lusitanos e pura raça espanhola, aqui no Brasil.

Características

Muito dócil e nobre, com temperamento muito vivo. Sua altura média é de 1.55 m. Cabeça de perfil reto ou subconvexo, orelhas médias, pescoço forte e arredondado na linha superior, garupa arredondada, com movimentos ágeis e elevados.

Aptidões

Grande facilidade para o aprendizado, presta-se para o adestramento, passeios, enduro, hipismo rural e trabalhos com o gado.

ÁRABE

Origem

Formada com as mais importantes linhagens européias de cavalos de salto e adestramento, tais como Hanoverana, Holsteiner, Oldenburger, Trakehner, Westfalen e Sela Francesa, através do cruzamento entre si ou com magníficos exemplares Puro Sangue Inglês da América do Sul.

Características

Leve, ágil e de grande porte, com altura superior a 1.65 m. Perímetro torácico de 1.90 m. e perímetro de canela de 21cm. Cabeça média de perfil reto ou subconvexo; pescoço médio bem destacado do peito e espáduas; cernelha destacada; dorso bem ligado ao lombo e a garupa; membros fortes e andamentos briosos, relativamente elevados e extensos. Possuem excelente mecânica de salto, coragem, inteligência e elegância nos movimentos. São admitidas todas as pelagens.

Aptidões

Aptos para quaisquer modalidades de salto, adestramento, concurso completo de equitação, enduro, hipismo rural ou até mesmo atrelagem.

CRIOULO

Origem

Primeira raça sul-americana formada nos campos úmidos da Bacia do Prata, descendendo em linha direta dos cavalos ibéricos trazidos pelos espanhóis e portugueses ao longo do século XVI para as regiões que formariam a Argentina, Paraguai e Brasil.

Características

Pequeno porte, com altura média de 1.45m., muito forte e musculado, porém ágil e rápido em seus movimentos. São admitidas todas as pelagens. Cabeça de perfil reto ou convexo; orelhas pequenas; olhos expressivos; pescoço de comprimento médio ligeiramente convexo na linha superior, provido de crinas grossas; peito amplo; cernelha pouco destacada; dorso curto; lombo curto e garupa semi-obliqua; membros fortes e providos de cascos muito rígidos.

Aptidões: É um cavalo de trabalho, ideal na lida com o gado, para passeio e enduro.

HOLSTEINER

Origem

Norte da Alemanha, região de Schleswig e Holstein, através do cruzamento de garanhões Puro Sangue Inglês com éguas de grande porte existentes na região.

Características

Grande porte, com altura média de 1.70m., ótima estrutura e de bom caráter. Linhas harmoniosas; cabeça de comprimento médio, de preferência com perfil reto; pescoço bem lançado e levemente arredondado na linha superior; cernelha destacada; linha dorso-lombar média; garupa forte; membros fortes; com andamentos cadenciados, elevados e extensos, tendo excelente mecânica e grande potência para o salto. São admitidas todas as pelagens, porém a predominante é a castanha e a tordilha.
Aptidões: Esportes hípicos de salto e adestramento.

MANGALARGA

Origem: Formada no Brasil com o cruzamento de um cavalo de origem andaluza, da Coudelaria Real de Alter, trazido por D. João VI e presenteado ao Barão de Alfenas, Gabriel Francisco Junqueira, cruzado com éguas nacionais também de origem ibérica, trazidas pelos colonizadores. A raça Mangalarga dividiu-se em duas: Mangalarga em São Paulo e Mangalarga Marchador em Minas Gerais.

Aptidões

Passeio; enduro; esportes e trabalhos com o gado.

PURA RAÇA ESPANHOLA

Origem

Típica do sul da Península Ibérica, análogo ao berbere do norte da África. É o mais antigo cavalo de sela conhecido na civilização ocidental e o mais importante na história eqüestre do mundo civilizado, sendo considerado como rei dos cavalos do mundo ocidental, pois entrou na formação das principais raças modernas, tais como: Puro Sangue Inglês, Hanoverana, Trakehner, Holsteiner, Lipizzanos, Quarter Horse, Appaloosa, Palomino, Crioulo, Mangalarga, Campolina...

Foi conhecido como Cavalo Andaluz depois da invasão dos mouros e posteriormente registrado no Stud Book espanhol como Pura Raça Espanhola.

Características

Porte médio com altura média de 1,55m. É inteligente, afetuoso, nobre, altivo, fogoso e alegre. Tem muita facilidade para o aprendizado. Seus movimentos são ágeis, elevados, extensos e enérgicos, porém suaves. Pelagem quase sempre tordilho, podendo ser preto. Cabeça de perfil reto ou subconvexo, olhos grandes e expressivos, orelhas médias, elegantes, sustentadas por um pescoço forte e cristalo. Andamento - Trote

Aptidões

Aptos principalmente para o adestramento, onde executam quaisquer movimentos de “alta escola” com grande elegância e beleza, sendo também imbatíveis na lida com os touros bravos.

PURO SANGUE INGLÊS

Origem

Selecionada na Inglaterra pelo cruzamento de três garanhões orientais, Beverly-Turk e Darley Arabian árabes, e Godolphin Barb de origem berbere, com éguas existentes na Inglaterra e as “Royal Mares” de origem da Península Ibérica. O objetivo da seleção do Puro Sangue Inglês era o de obter cavalos de corridas para grandes percursos.

Características

Muita finura, beleza e grande classe, com altura média de 1.60m, linda cabeça, perfil reto ou levemente ondulado, fronte ampla, olhos grandes, narinas elípticas e dilatadas, orelhas médias, pele fina, cernelha destacada e musculosa, dorso reto comprido e lombo curto, garupa inclinada, peito estreito e tórax profundo. Espádua inclinada, membros fortes, joelhos baixos e canelas curtas. Pelagem de preferência uniforme, castanha, alazã ou tordilha.

Corridas planas ou com obstáculos, salto, adestramento e Concurso Completo de Equitação.

PURO SANGUE LUSITANO

Origem

Raça típica das planícies quentes e secas do sudoeste da Península Ibérica. É o mais antigo cavalo de sela do mundo, tendo sido conhecido como Bético-lusitano, Andaluz e, finalmente, a partir de 1967, por Lusitano, com a fundação do Stud Book da Raça Lusitana, posteriormente passou a chamar-se Puro Sangue Lusitano.

Características

Altura média de 1,52m a 1,62m, com porte grande. É importante dizer que o Lusitano cresce até os sete anos, só aí atinge a maturidade, quando estará totalmente formado, lindo, cheio de brio e postura. Na pelagem, a predominante é a tordilha, seguida da castanha, sendo também admitidas as pelagens baia, alazã, e preta. Cabeça com perfil subconvexo e orelhas de tamanho médio e expressão vigilante. Andamento - trote.

Aptidões

Inteligente, receptivo, obediente e corajoso, é um cavalo versátil cuja docilidade, agilidade e coragem lhe permitem atualmente competir em quase todas as modalidades do moderno desporto eqüestre: adestramento, alta escola, salto, enduro e tração ligeira, sendo, no entanto, imbatíveis no toureio eqüestre.

QUARTO DE MILHA

Origem: Selecionada nos Estados Unidos da América, a partir dos cavalos selvagens "Mustangs" de origem berbere e árabe, introduzidos na América pelos colonizadores espanhóis.

A partir de 1611, com a chegada de algumas éguas vindas da Inglaterra, cruzadas com os garanhões "Mustangs", deu como resultado animais compactos, extremamente dóceis e muito musculosos.

Atualmente cruzados com o Puro Sangue Inglês dão excelentes animais de corrida, imbatíveis nas curtas distâncias. O Quarto de Milha foi introduzido no Brasil em 1954, por iniciativa da empresa King Ranch, na região de Presidente Prudente.

Características

Muito versáteis, dóceis, rústicos e inteligentes com altura média de 1.52 m, cabeça pequena, fronte ampla, perfil reto, olhos grandes e bem afastados. Pescoço piramidal com linha superior reta, dorso e lombo curtos, garupa levemente inclinada, peito profundo, membros fortes e providos de excelente musculatura.

Aptidões

Utilizado nas corridas planas, salto, provas de rédeas, tambores, balizas, hipismo rural e lida com o gado.

Coalheira

Até o séc. X, o cavalo ainda era atrelado de tal maneira que, ao puxar a carroça, ficava em perigo de morrer asfixiado. É que a coalheira era presa ao redor do pescoço, forçando a garganta durante a marcha. Desse modo, o rendimento do animal era bastante reduzido, e um cavalo não podia puxar mais de 500 kg. Quando se passou a colocar a coalheira à altura das espáduas, cresceu a capacidade de tração do cavalo.

Classificação

Família dos Equídeos

Fonte: www.webciencia.com

Cavalo

Até hoje, muito embora algumas tentativas, o cavalo ainda não pode ser substituído por máquinas nas lidas de campo.

Estas ajudam muito, mas ainda não podem fazer o que o cavalo faz, como por exemplo, um aparte no rodeio ou numa porteira de mangueira. Além disso, o cavalo é o ingrediente que maiores belezas e alegrias produzem dentro dos trabalhos de uma estância. Ë belo, é ágil, é inteligente, é dócil, é veloz, é vaidoso, é forte, enfim nos proporciona momentos de verdadeiro encantamento, principalmente quando, em seu lombo, praticamos as mais difíceis, porém mais emotivas e alegres lidas, como o tiro de laço e o aparte, que hoje os "Crioulistas"apelidaram de "Paleteada" .

Convença-se, pois, que você jamais poderá deixar de possuir alguns, porá apoder desempenhar a contento suas atividades e, sobretudo, para poder usufruir a felicidade que eles sem dúvida alguma vão proporcionar-lhe. Confira e verá!

Existem muitas raças. Aqui no Estado do Ro Grande do Sul cria-se:1) Inglês, 2)Árabe, 3)Crioulo, 4)Quarto de Milha, 5) Manga larga, 6)Percheron, etc.

Suas principais características são:

Inglês: Muito altos, extremamente velozes, não se prestam muito para a lida campeira, são apropriados para carreiras de tiro longo;

Árabe: Altos, muito ágeis, finos de corpo, belíssimos, porém também não são aconselháveis para o campo porque são extremamente nervosos e exageradamente delgados;

Crioulo: São os mais rústicos dos aqui enumerados, engordam em qualquer campo, são pequenos, mas grossos e fortes, favorecendo as manobras rápidas e em espaços reduzidos, não dependem de trato suplementar além do campo. São os cavalos ideais para serviços com o gado;

Quarto de Milha: Muito velozes em tiros curtos de até 400 metros, prestam-se muito bem para o tiro de laço, porém perdem para o Crioulo na rusticidade porque dependem sempre, de alguma ração suplementar além do campo. São um pouco maiores que os Crioulos;

Manga Larga: Boníssimos para longas viagens, em face do seu bom cômodo e da velocidade que desempenham, geralmente são "marchadores" o que os fazem perder para o Crioulo num espaço vital: o pique da arrancada. O Crioulo, por ser geralmente de trote arranca com mais rapidez em face da posição das patas que, no trote, estão mais próximas umas das outras;

Percheron: Insuperável na força são apropriados para tração.

Diante das principais características enumeradas acima você naturalmente já deduziu a raça que mais lhe convém.

Ao iniciar sua nova atividade você, deveria adquirir algumas éguas, que, além de servirem para o trabalho também servirão para dar-lhe novos cavalos, assim sua estância faria naturalmente a renovação da cavalhada. No entanto não exagere na quantidade, porque um eqüino come por 2 ou 3 vacas, além de pastar noite e dia, ainda arranca algum pasto com a raiz.

O conceito generalizado entre os estancieiros antigos era de possuírem centenas e até milhares de eqüinos. Conheci uma proprietária, em Mostardas, Maria Joaquina Osório Velho, que chegou a possuir 2.000 animais cavalares. Meu pai, enquanto criador de certa escala, nunca teve menos de 200 eqüinos, apenas por puro prazer e um certo orgulho.

Hoje, salvo em Cabanhas especializadas em criação de cavalos, isto é absolutamente anti-econômico.

Pêlos

Já que dedicamos um capítulo aos Cavalos, seria imperdoável não falarmos sobre os seus variadíssimos pêlos. Dado a sua grande importância, dedico-lhe em capítulo especial.

O assunto é polêmico porque encerra muitas diferenças entre as várias regiões do Rio grande. Além disso, existe ainda, enorme discrepância entre as linguagens militar ou turfistas e a da gauchada campeira, que jamais chamou o cabalo zaino de castanho...

Por outro lado alguns animais possuem em seu corpo mais de uma pelagem, o que dificulta a identificação.

É oportuno lembrarmos, também, que até um ano e meio a dois anos de idade alguns eqüinos mudam a pelagem, só atingindo a definitiva a partir daí.

Como me propus, neste modesto trabalho, a transmitir aos leigos alguns ensinamentos, coerentemente permanecerei dentro desta linha, respeitando sempre o regionalismo crioulo.

São, pois, os seguintes pêlos:

ALAZÃO: vermelho – claro alaranjado.

AZULEGO: azulado, com uma ou outra mancha branca.

BAIO: cor de café com leite fraco.

BAIO CABOS – NEGROS: com pernas, crina e cola pretas.

BAIO ENCERADO: café com leite forte e manchas arredondadas e levemente mais escuras.

BAIO CEBRUNO: café com leite forte e argolas pretas nas quatro patas.

BAIO RUANO: café com leite bem desmaiado e crina e cola brancas.

BRANCO: totalmente branco

BRAGADO: totalmente coberto de manchas brancas, vermelhas ou pretas embaralhas e indefinidas, dando a apar6encia de um buquê de flores.

COLORADO: vermelho.

COLORADO PINHÃO: vermelho carregado, quase encarnado.

DOURADILHO: vermelho bem claro, que brilha quando exposto ao sol

GATEADO: café com leite forte ou marrom fraco.

GATEADO ROSILHO: com pintinhas brancas.

LUBUNO: cinza

MALACARA: geralmente cavalos vermelhos que tiverem, à frente da cabeça, uma mancha vertical, dos olhos até o focinho (outros pêlos que tiverem a mesma macha normalmente não são tratados como Malacara).

MOURO: pequenas pintas brancas sobre o fundo preto.

OVEIRO: manchas grandes, brancas, vermelhas ou pretas, arredondadas.

PAMPA: o cavalo que tiver toda a cabeça branca.

PANGARÉ: café com leite, com barriga e focinho brancos.

PICAÇO: todo preto com qualquer mancha branca e em qualquer lugar.

PRETO: totalmente preto

ROSILHO: pintas brancas sobre o fundo vermelho.

ROSILHO PRATEADO: rosilho, com a anca quase branca.

ROSADO: é como na Serra denominam o Bragado.

RUANO: vermelho claro e crinas e cola brancas.

TOBIANO: faixas largas e bem definidas, brancas e vermelhas ou brancas e pretas, em geral dispostas verticalmente.

TOBIANO ROZILHO: quando as faixas forem rosilhos.

TOBIANO MOURO: quando as faixas forem do pêlo mouro.

TORDILHO: fundo branco com pintas levemente mais escuras de um branco sujo.

TORDILHO NEGRO: fundo branco com pintas de um preto desmaiado.

TORDILHO VINAGRE: fundo branco sob pintas marrons.

TOSTADO: cor de castanha madura.

TOSTADO RUANO: A cor de castanha madura e crinas e cola brancas.

ZAINO: marrom escuro

ZAINO CRUZADO: marrom escuro e duas patas brancas desencontradas.

ZAINO NEGRO: quase preto.

ZAINO PINHÃO: puxado à cor de pinhão maduro.

ZAINO TAPADO: o que não tem qualquer pinta branca.

Alguns animais possuem de 1 a 4 canelas brancas, independente da sua pelagem geral, estes são chamados de "calçados" (gateado calçado da 4 patas, etc.).

Classificação das Pelagens

Os trabalhos conhecidos que enfocam a questão das pelagens seguem habitualmente a classificação francesa que, em parte, também seguimos.

A pelagem é o conjunto de pêlos, de uma ou de diversas cores, espalhados pela superfície do corpo e extremidades, em distribuição e disposição variadas, cujo todo determina a cor do animal. Apesar de haver muitos matizes diferentes, todas as pelagens agrupam-se inicialmente em três modalidades ou categorias - simples, compostas e conjugadas ou justapostas, cada uma delas com suas divisões e, que no total, forma 76 pelagens diferentes.

SIMPLES

São as pelagens formadas por pêlos e crinas da mesma cor.

Tipo branco

Cavalo

Sujo - é um branco encardido, levemente amarelado.

Porcelana - quando a pele é escura, dando um reflexo azulado, que faz lembrar a louça de porcelana.

Pombo ou leite - quando a coloração é fosca, sem brilho.

Tipo alazão

Cavalo

É formado por um grande número de matizes, que vão de uma coloração aloirada clara até uma avermelhada, lembrando a canela, ou de uma coloração vermelho escura, queimada, lembrando a cutícula da castanha, tendo sempre as crinas e as extremidades da mesma cor do corpo ou mais claras, nunca escuras.

Claro - quando a cor é loira, clara e pálida.

Ordinário - quando a cor é de canela.

Escuro ou tostado - quando é da cor do café torrado ou do mogno.

Aleonado -quando é de um tom amarelo-claro, com as extremidades mais carregadas, lembrando o leão.

Queimado - quando a coloração lembra o café torrado, bastante carregado.

Careja - quando a coloração lembra a cereja madura.

Gateado, lavado ou sopa-de-leite - quando a tonalidade amarelo-clara desce uniformemente para os membros, geralmente acompanhada de "gateaduras" pelas canelas, antebraços e jarretes, bem como de lista de mulo e banda crucial (quase sempre apagadas).

vermelho, sangüíneo ou colorado - quando a coloração é de um vermelho vivo, lembrando o sangue de boi.

Tipo baio simples (crina, cola e extremidades claras)

Cavalo

Obs. Todas as variedades do baio simples podem apresentar ou deixar de apresentar listra de mulo, banda crucial e zebruras, embora, algumas vezes, sejam um tanto apagadas.

Claro ou palha - quando se parece com a cor da palha do trigo.

Ordinário - quando o amarelo é o intermediário entre o palha e o escuro.

Escuro - quando a tonalidade do amarelo é mais carregada.

Encerado - quando a coloração amarela é mais sombria, lembrando a cera bruta.

Camurça ou Isabel (encardido) - com coloração baia um pouco encardida, lembrado peça íntima do vestuário da princesa austríaca, Isabel Carla Eugênia, filha de Filipe II, que governou os Países Baixos de 1601 a 1604, quando se deu o cerco de Ostente. A princesa fez a promessa de que só trocaria de roupa depois do rendimento da praça, o que só aconteceu após oito meses - daí ter surgido a pelagem Isabel (lenda).

Amarelo ou amarilho - quando a coloração amarela é dourada, lembrando a gema do ovo e apresentando, obrigatoriamente, crina e cola bem mais claras que o pêlo do corpo, razão pelo que também é conhecido como baio ruano. O baio amarelo ou baio amarilho é ainda mais conhecido, em certas regiões da Zona Sul do Estado de São Paulo, por baio marinho, portanto, uma corruptela da palavra amarilho. Também é chamado "palomino".

Tipo gateado

Cavalo

As variedades do tipo gateado simples (membros, crina e cola da mesma cor) vão desde o matiz claro palha de milho até as nuanças mais carregadas, apresentando quase sempre listra de mulo, banda crucial e gateaduras.

Tipo preto

Cavalo

Formado por pêlos pretos, que vão de um preto desbotado até um preto com intenso brilho.

Maltinho, pezenho ou macaco - quando dá a impressão de desbotado, com laivos ruços, lembrando o pez negro e por esta razão é conhecido pela designação de pezenho.

Ordinário - quando não mostra reflexos.

Murzelo ou franco - com laivos arroxeados, como a amora madura.

Azeviche - quando a coloração preta dá um reflexo brilhante. Obs. - alguns hipólogos consideram o preto-azeviche, não como tipo e, sim, como particularidade do preto murzelo ou preto franco.

*obs.: os gaúchos consideram o gateado como tipo e não como variedade do baio simples

COMPOSTAS

Pêlos bicolores misturados, com crina e cola diferentes.

GRUPO A

Tipos de pelagem formados por pêlos bicolores (amarelo na base e preto na extremidade)

Lobuno, libuno ou lobeiro

Cavalo

Formado por pêlos bicolores, isto é, amarelos na base e pretos na extremidade, de modo que dão ao conjunto uma coloração pardo-acinzentada. Um cavalo lobuno, submetido à tosquia, de maneira que as extremidades negras dos pêlos sejam tosadas, tornar-se-á baio pela coloração amarela da base dos respectivos pêlos.

Claro -quando é acinzentado.

Ordinário - quando é pardo.

Escuro - quando é pardo carregado.

GRUPO B

Tipos de pelagem com pêlos de uma só cor no corpo e com crineira, cola e extremidades escuras.

Castanho

Cavalo

Formado por pêlos avermelhados no corpo, com intensidade diversa, semelhante à cutícula da castanha e caracterizada pela coloração negra da crineira, cola e membros.

Claro - quando o vermelho é pouco intenso, parecendo mesmo um tanto amarelado.

Ordinário - quando da a idéia da cor da castanha madura.

Escuro cereja ou zaino - quando se aproxima do preto pezenho, mas difere pelas tonalidades bem mais claras de certas regiões, como o focinho (afogueado ou bornal branco), axilas, ventre, flancos e períneo. A designação "zaino", embora contrariando o significado dos autores clássicos, significa ausência de pêlos brancos e, é muito vulgarizada nos Estados do Sul e até mesmo na classificação do Jóquei Clube, como sinônimo de castanho-escuro.

Pinhão - quando se parece com o matiz particular do pinhão (freqüente nos muares).

Vermelho, sangüíneo ou colorado (RS) - quando se lembra o sangue de boi.

Baio-cabos-negro

Cavalo

Formado pela gama de pêlos claros amarelados da cor da palha de trigo até a gama bem escura do bronzeado.

Claro ou palha - quando é da cor da palha de trigo.

Ordinário - quando se parece com o brim cáqui.

Escuro - quando a tonalidade amarela é bem carregada.

Encerado - quando o amarelo é sombrio, lembrando a cera bruta.

Camurça (Isabel) - quando o amarelo é bem claro lembrando o branco encardido.

Gateado - (com todas as nuanças)

Rato

Formado por pêlos de uma cor cinza-pardacenta, semelhante ao rato, no corpo, e extremidades escuras.

Claro - quando é de uma cor cinza-pardacenta clara.

Ordinário - quando é de uma cor cinza-pardacenta mais acentuada.

Escuro - quando é de uma cor cinza-pardacenta bem carregada.

GRUPO C

Tipos de pelagem formados por pêlos de duas ou mais cores, misturados pelo corpo, crineira, cola, membros, ou tendo as extremidades escuras

Tordilho

Cavalo

É formado pela mistura de pêlos brancos constituindo o fundo, com a mescla de pêlos pretos, cinzentos, etc., com menor ou maior intensidade da disseminação destes pêlos pelo corpo.

Claro ou pombo - quando há uma grande predominância de pêlos brancos, com um mínimo de pêlos de outras cores.

Negro - quando há forte predominância de pêlos negros, quase o tornando mouro, mas só não é por não ter a cabeça negra.

Escuro - quando há predominância de pêlos escuros sobre os brancos.

Sujo ou safra nado (asafranado) - quando há mistura de pêlos amarelos ou avermelhados, dando ao todo um aspecto cinza-amarelado de sujeira ou de açafrão.

Azulego ou cordão - quando há reflexos azulados como a flor do cardo; pode ser claro, escuro ou "andorino" (lembrando o dorso de uma andorinha).

Salpicado ou pedrês - quando há muitos salpicos de pêlos pretos sobre o fundo de pêlos brancos.

Vinagre ou sabino - quando há mescla de pêlos avermelhados sobre os brancos, dando um aspecto de ferrugem.

Rodado - quando os pêlos pretos se aglomeram, formando manchas pequenas, arredondadas e mais escuras que o todo

Mouro

Cavalo

Formado pela mistura de pêlos brancos sobre um fundo escuro, fazendo lembrar a cor mais ou menos acentuada "ardósia", caracterizado pela cabeça e extremidades negras

Claro - quando o todo toma uma cor cinzenta clara.

Ordinário - quando a cor acinzentada é intermediária entre o claro e o escuro.

Escuro - quando é bem acentuada a cor escura, pela menor presença de pêlos brancos na mistura.

Rosilho

Formado pela mistura de pêlos brancos, num fundo de pêlos amarelados ou alazões, vermelhos ou castanho-escuros, que dão ao conjunto matizes róseos. Rosilho branco, ou rosado, propriamente dito, é uma pelagem rosilha, muito clara, que não se enquadra nos dois subtipos de rosilho citados, por apresentar fundo branco (claro) com interpolação de pêlos avermelhados ou amarelados, mostrando, via de regra, despigmentação das aberturas naturais (melado) e oferecendo variedades, consoante a maior ou menor intensidade da mescla de pêlos vermelhos e amarelos.

Alazão

Cavalo

Claro - quando predominam os pêlos brancos sobre o fundo alazão desbotado, dando ao conjunto uma coloração levemente rosada.

Ordinário - quando é francamente róseo.

Escuro - quando predominam os pêlos alazões ou avermelhados.

Mil - flores - quando os pêlos brancos se distribuem em verdadeiros tufos sobre o fundo alazão, dando a impressão de flores de cor branca.

Flores de pessegueiro - quando os pêlos alazões mais claro, interpolado de pêlos brancos, lembrando a flor de pessegueiro, portanto, ao contrário do anterior.

Castanho ou ruão

Cavalo

Claro - quando os pêlos brancos, na interpolação, predominam num fundo castanho-claro (prateado)

Ordinário -quando o branco e os matizes avermelhados do fundo castanho proporcionalmente se equilibram.

Escuro - quando a interpolação de pêlos brancos se faz em menor proporção em um fundo de matizes castanhos mais carregados e predominantes.

Vinhoso - quando a interpolação de pêlos brancos ocorre em um fundo castanho-vermelho acentuado, lembrando a coloração de vinho tinto.

*Obs.: os gaúchos consideram o gateado como tipo e não como variedade do baio-cabos-negros. A Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos adota, para a resenha no registro genealógico, a pelagem gateada como tipo de pelagem com todas as suas nuanças, desde as mais claras até as mais escuras, visto tratar-se de uma característica racial importante, não só pela grande incidência nos rebanhos, mas também pela expressiva preferência entre os crioulistas.

JUSTAPOSTAS OU CONJUGADAS

Malhas e pintas de contorno irregular, mescladas com branco.

Tobiano ou pampa

Cavalo

Constituído pela conjugação de branco com outros tipos de pelagens, formando malhas extensas, irregulares ou não, mas bem destacadas. Se a cor branca predomina, a palavra "pampa" deve anteceder às cores; e vice-versa, se for o contrário. Assim, por exemplo: pampa-preto, se a predominância for o branco sobre o preto, preto-pampa, no caso contrário.

Pintado

Cavalo

Formado por pequenas malhas, ou melhor, por pintas escuras (pretas, avermelhadas, alazãs ou castanhas), justapostas no fundo predominante branco, dando a impressão de que foram artificialmente pintadas. O cavalo persa, muito apreciado como animal de circo, caracteriza-se por este tipo de pelagem, formando pintas escuras, pequenas, porém bem destacadas, justapostas no fundo branco, baio, tordilho, alazão e castanho-claro.

Nomes dados aos Cavalos

Cavalo Gavião: é arisco e não se deixa pegar.

Cavalo Fogoso: é o cavalo explosivo, que pede freio; para amansá-lo, sugere-se colocá-lo em serviços monótonos.

Cavalo Tafoneiro: só atende para um lado.

Cavalo Aporreado: é chucro e de doma impraticável.

Cavalo Passarinheiro: é assustado, se assusta a cada movimento estranho.

Cavalo Pachola: cavalo faceiro, que desfila empinando-se.

Cavalo Rufilhão: cavalo mal castrado, que desfila como garanhão mas sem poder de fecundação.

Cavalo Cabano: tem duas orelhas caídas em forma de chapéu.

Cavalo Reiuno: cavalo sem marca que anda de mão em mão.

Fonte: www.pampasonline.com.br

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