Cegonha

Cegonha

Cegonha

Classe: Aves
Ordem: Ciconiformes
Família: Ciconiidae
Nome Científico: Ciconia ciconia
Dimensões: Comp. 100-115cm; Env. 155-165cm

Alimentação

A alimentação da Cegonha branca é muito variado. Baseia-se especialmente em pequenos animais que são capturados vivos. Inclui insectos, vermes e pequenos vertebrados ( mamíferos, peixes, repteis e anfíbios ). Para além disso, as Cegonhas recorrem também com alguma frequência a desperdícios gerados pelo Homem e que são obtidos em lixeiras. O alimento é procurado em terrenos abertos ou em zonas de água pouco profunda, caminhando ou correndo com o bico apontado para o chão.

As cegonhas brancas associam-se também com frequência a máquinas agrícolas, capturando os pequenos animais que estas afugentam.

Localização dos ninhos

As Cegonhas brancas podem instalar os seus ninhos em árvores, falésias e num vasto leque de estruturas artificiais ( telhados, chaminés, postes de electricidade ).

Podem criar isoladamente ou formar colónias, por vezes em associação com outras espécies de aves nomeadamente garças.

Reprodução

A época de reprodução estende-se de meados de Março a princípios de Abril.

As paradas nupciais são bastante elaboradas. O comportamento mais característico consiste em bater ruidosamente com o bico inclinando a cabeça para trás.

Esta acção é efectuada pelos dois sexos e ocorre quando as aves estão pousadas no ninho. Estes são defendidos de forma bastante aguerrida contra potenciais rivais.

O ninho é uma estrutura bastante grande composta por ramos entrelaçados e é utilizado em anos sucessivos. Na sua construção participam ambos os membros do casal. O trabalho é começado pelo primeiro a regressar na primavera, normalmente o macho, podendo ficar pronto em apenas 8 dias.
As cegonhas brancas fazem só uma postura anual, composta normalmente por 3 a 5 ovos, raramente de 1 a 7. O período de incubação dura de 29-30 dias. As crias são protegidas e alimentadas pelos pais, encontrando-se a voar ao fim de 2 mêses.

A Cegonha branca em Portugal : É sobretudo uma espécie de ocorrência estival no nosso País, passando o Inverno no continente Africano. Apesar disso, muitas delas podem permanecer entre nós ao longo de todo o ano, especialmente no sul. As aves estivais começam a regressar de África em finais de Novembro e começam a partir em meados de Julho. As Cegonhas brancas podem considerar-se relativamente comuns em Portugal. No entanto, nem sempre foi assim. Até meados dos anos 80 a espécie passou por um período durante o qual a sua população diminuiu bastante. Actualmente pode dizer-se que estamos a assistir a uma fase de recuperação. Em 1994, a população Portuguesa foi estimada em 3302 casais a maior parte dos quais localizados na metade Sul do País.

Como já foi referido, um número aparentemente crescente de indivíduos passa o Inverno em Portugal. Para além das aves locais, a população invernante inclui também aves procedentes do resto da Europa. De acordo com informação obtida em 1997, a população invernante é composta por cerca de 1700 aves que se distribuem sobretudo pelos distritos de Faro e de Setúbal.

Migração

Muitas espécies de aves que criam na Europa durante a Primavera e o Verão deslocam-se para África no Outono e no Inverno. Essas viagens periódicas chama-se migrações e são essencialmente provocadas pela busca de melhores fontes de alimento.

A maior parte das cegonhas europeias são migratórias passando o Inverno em África, a sul do deserto do Saara.

É uma viagem longa, de milhares de quilómetros, durante a qual, as aves têm que enfrentar inúmeros perigos. A caça, em Marrocos, a travessia do deserto e o mau tempo são apenas alguns deles.

As cegonhas, tal como as aves de rapina, utilizam essencialmente o voo planado para se deslocar. Têm por isso as asas largas e compridas que lhes permite voar durante bastante tempo, quase sem as bater; aproveitando as correntes de ar ascendentes que se formam sobre a superfície terrestre.

Essas correntes formam-se quando o ar frio da atmosfera entra em contacto com a superfície terrestre aquecida pelo sol, aquecendo também, tornando-se mais leve e subindo.

Esta forma de viajar permite às aves percorrerem grandes distâncias com pouco consumo de energia. Tem no entanto um pequeno inconveniente: as correntes térmicas só se formam sobre a superfície terrestre quase não existindo sobre as grandes massas de água. Em termos práticos isto quer dizer que as aves planadoras não podem atravessar grandes extensões de mar. A passagem da Europa para a África tem pois que ser efectuada nos sítios onde os dois continentes se aproximam mais. As cegonhas que viajam para África no período pós nupcial ( final do Verão ) tendem assim a concentrar-se em grande número no estreito de Gibraltar; na Península Ibérica, e no estreito de Bósforo, na Turquia. No primeiro local, passam anualmente entre 30 e 40 mil aves enquanto no segundo esse número ascende a 300 mil.

Estatuto de conservação e factores de ameaça: No nosso País a Cegonha branca é tradicionalmente respeitada e acarinhada pelas populações. Apesar disso, ocasionalmente ainda se verificam alguns casos de aves abatidas. A principal causa de mortalidade em Portugal deverá ser no entanto a electrocução em linhas de média e alta tensão. A contaminação com pesticidas, especialmente em zonas de arrozal, e o derrube de ninhos poderão constituir ameaças potenciais.

O que fazer para ajudar a Cegonha branca?

Ajudar a Cegonha branca é uma tarefa que está ao alcance de todos nós.

Vejamos algumas das coisas que podem ser feitas nesse sentido:

A sensibilização das pessoas que estão à nossa volta para a importância de conservar as cegonhas é um acto relativamente simples e que pode ser feito no dia a dia.

Por vezes pode ser preciso derrubar ninhos para construir estradas ou por qualquer outro motivo. Sempre que esse problema se colocar, deverá ser solicitada uma autorização ao Instituto de Conservação da Natureza. Este, mediante o parecer dos seus técnicos especializados, decidirá se tal é possível e, em caso afirmativo, qual a melhor altura para o fazer e quais as contrapartidas necessárias para não prejudicar a espécie. Convém recordar que o derrube não autorizado dos ninhos de cegonha é um crime.

Em alguns locais, a instalação de estruturas artificiais que facilitem a instalação dos ninhos pode ser um óptimo incentivo para a fixação das cegonhas.

Centros de recuperação

Por vezes aparecem Cegonhas brancas feridas pelos mais diversos motivos, seja por choques com linhas de alta tensão seja por disparos de armas de caça ( sim, ainda há gente que dispara contra elas ): Nesses casos deve-se avaliar a gravidade do ferimento e recolher a ave com o máximo de cuidado. Não nos devemos esquecer que as cegonhas têm um bico comprido que nos pode causar ferimentos irreparáveis na cara se não houver atenção no seu manuseamento. As aves devem ser acalmadas e imobilizadas. Para isso, recomenda-se a colocação de um pano sobre a sua cabeça. Depois de imobilizadas, devem ser colocadas numa caixa, onde fiquem confortáveis mas onde não possam efectuar grandes movimentos e deverão ser remetidas para o Centro de Recuperação de Aves mais próximo onde o pessoal especializado lhe dará toda a assistência possível.

Fonte: www.zoolagos.com

Cegonha

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Ciconia ciconia

A cegonha-branca é uma das aves mais conhecidas da nossa fauna, sendo reconhecíveis por quase todos a sua tonalidade branca e preta e o seu característico bico vermelho.

Identificação

Inconfundível, a cegonha-branca mostra uma das silhuetas mais facilmente identificáveis da nossa avifauna. O seu pescoço e patas compridas, a tonalidade branca do corpo, com as pontas das primárias e secundárias pretas, e a cor vermelha viva do bico e das patas, tornam esta ave emblemática no nosso território.

Cegonha

Abundância e calendário

A cegonha-branca é comum, sobretudo na metade sul do país.

Existe um contingente residente, embora a maioria das aves seja migradora. A melhor altura para observar a espécie é durante a Primavera, quando os ninhos se encontram ocupados. Como se trata de uma ave bastante associada a meios humanizados, a sus detecção afigura-se bastante facilitada.

Onde observar

Fácil de encontrar, devido à conspicuidade dos seus ninhos, é sobretudo a sul do Tejo que a cegonha-branca é mais comum.

Fonte: www.avesdeportugal.info

Cegonha

Ave pernalta de um metro de altura, corpo robusto, cabeça grande e redonda, bico comprido, recto e cónico, e patas muito compridas nuas.

A sua plumagem é branca, exceptuando as rémiges e as guias grandes das asas, que são negras; o bico e as patas são de cor vermelha mais ou menos viva. Encontra-se na Europa, N. da África e Ásia, sendo em toda a parte ave de passagem, à procura sempre das localidades temperadas ou quentes.

Alimenta-se de répteis, batráquios e insectos. Constrói os seus ninhos, que se assemelham a enormes cestos, no alto das torres sineiras.

Fonte: br.geocities.com

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Cegonha-branca

Cegonha-branca (Ciconia ciconia)

Em 1958/59, quando o Prof. Dr. Santos Junior fez um recenseamento do número de ninhos de cegonha no Distrito de Bragança, existiam 115 ninhos. Em 1894 restavam apenas 20. Nessa altura iniciou-se um esforço de preservação da espécie, nomeadamente com campanhas nas escolas e sensibilização das comunidades, e através da construção de ninhos artificiais, até porque um dos grandes problemas com que a cegonha se debateu foi o desaparecimento dos negrilhos, o principal suporte dos seus ninhos, devido à grafiose dos ulmeiros. Assim, embora muito lentamente, a cegonha está a regressar ao nordeste transmontano.

Ave de grande envergadura (entre 95 e 105 cm de comprimento), é facilmente identificável pela elegância com que voa e por ser toda branca, à excepção das asas (pretas) e do bico e patas (vermelhas). Construía habitualmente o seu ninho no alto dos negrilhos, mas devido ao desaparecimento dos mesmos, utiliza torres (por exemplo a chaminé da antiga fábrica de telha de Mirandela), postes telefónicos ou estruturas artificiais construídas pelo homem para esse efeito. A postura, apenas uma por ano, ocorre entre Março e Maio, e é composta por três a cinco ovos brancos. A cegonha alimenta-se essencialmente de insectos, anfíbios e pequenos mamíferos.

Fonte: www.bragancanet.pt

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