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Collie



Uma de suas principais características é a inteligência, que, aliada ao seu dote físico, lhe permite desenvolver não só tarefas que lhe são próprias, isto é, as de cão pastor, mas também as de adestramento policial, guarda, caça e obediência.

A estrutura física do Collie expressa força e agilidade. Conquista imediatamente como cão de grande beleza, demonstrando dignidade e nobreza, com cada zona do seu corpo bem proporcionada ao conjunto.

A altura varia de 56 cm. a 61 cm. para os machos; de 51 cm. a 56 cm. para as fêmeas, medidos na altura da cernelha. O peso pode variar de 18 a 29 kg.

A pelagem confere harmonia à forma do cão. Na variedade de pêlo longo (Rough Collie), a pelagem é muito densa, tem cobertura áspera e subpêlo suave e compacto, quase ocultando a pele.

A coloração admitida inclui três tons: marta e branco, tricolor e azul merle.

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Fonte: www.guiaderacas.com.br

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Sucesso dentro e fora da telinha

O Collie é um cão de guarda com porte médio, de aparência nobre, expressão inteligente, extremamente leal a seus donos e muito gentil com as crianças. Sem dúvida, um verdadeiro sucesso.

Esta raça tornou-se mundialmente famosa por causa do longa-metragem "A volta de Lassie", em 1943. Este filme encantou crianças e adultos, ganhou um seriado na televisão e permanece emocionante ainda hoje.

O Collie é uma raça fácil de ser treinada, muito ágil e resistente. Necessita de exercícios e de um espaço razoável dentro de casa. OCollie é um cão de pêlos longos e densos, que devem ser escovados todos os dias. As cores da pelagem do Collie são marta (marrom) e branco, tricolor e azul merle.

Existe uma variedade de Collie com pêlos curtos, nas mesmas cores, porém é muito rara no Brasil.

O Collie faz sucesso graças ao seu temperamento dócil e prestativo. O peso pode variar entre 23 e 34 kg e sua altura entre 56 e 66 cm.

Este antigo pastor de rebanhos foi moldado para tornar-se um exímio trabalhador dos campos. Com o seu espírito protetor, fundamental para cuidar das ovelhas, o Collie procura sinais de perigo e age de imediato ao identificá-los.

A extraordinária anatomia da sua cabeça lhe favorece a visão, audição e olfato. Os seus olhos são laterais e percorrem 270 graus permitindo ver o dobro de área das raças que os têm na frente.

No Brasil, a maioria dos Collies é de linhagem americana e há um trabalho para adequar a altura ao padrão europeu.

Origem e História

Acredita-se que a raça tenha se originado de um antigo cão de pastoreio e de guarda utilizado pelos romanos em seus rebanhos. O mais provável é que eles tenham se originado a partir de cruzamentos de Greyhounds, Gordon Setters e Setter Irlandeses.

A sua origem remonta às Ilhas Britânicas, onde atingiu seu apogeu a partir de 1800. Naquela época, a criação da raça apresentou grande crescimento, inclusive com a venda de exemplares para outros países.

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Foi nos EUA, a partir de 1860, que o Collie começou sua carreira nas pistas de exposição, tornando-se um dos mais populares até hoje.

Atualmente, a raça não é mais requisitada para o trabalho de pastoreio, apesar de manter como características a inteligência, a robustez e a visão.

Até a origem do nome é uma suposição. O nome original "Coley" pode ser uma derivação da palavra anglo-saxônica, significando "preto", que era possivelmente a cor original da raça ou ainda uma apropriação do nome das ovelhas de cara preta, conhecidas como colleys, que eram pastoreadas pelos cães Collies.

O Collie pastoreava as ovelhas nas Terras Altas da Escócia, às vezes sem que o pastor o guiasse, sendo capaz de agir por conta própria, tomando decisões, e esse é um dos fatores que o difere de outras raças. São muito afetivos com crianças e muito companheiros.

Fonte: www.petfriends.com.br

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ORIGENS

Ao Norte da Escócia, em pleno Mar do Norte, a meio caminho entre a própria Escócia e a Noruega, localizam-se as Ilhas de Shetland. São formadas por aproximadamente 100 ilhas de porte médio e outras tantas ilhotas de menor importância territorial. O clima, devido à pequena proximidade com o Círculo Polar Ártico, é, na maior parte do ano de um rigor extremado o que aliado à própria aridez do solo, a ventos frios constantes, não permite o crescimento de vegetação a não ser apenas rasteira e que dificulta a sobrevivência de animais em geral, pela própria falta de alimentação natural adequada e de pastos.

Esse ambiente totalmente desfavorável permitiu o desenvolvimento nas Ilhas, apenas de espécies que se adequaram ao ambiente. Assim surgiram os Pôneis de Shetland e as diminutas ovelhas de cara preta que, devido ao seu pequeno porte exigiram para seu pastoreio cães que fossem igualmente pequenos.

Foram essas dificuldades de clima e alimentação aliadas à necessidade dos próprios habitantes das Ilhas de possuírem um cão de tamanho adequado a seu serviço que proporcionaram o desenvolvimento do Pastor de Shetland que muitos acreditam ter seu ancestral no próprio Collie, naquela ocasião um cão não tão grande quanto o atual, e que deu origem às duas raças com a ajuda das condições climáticas e do próprio homem.

Contudo, o reconhecimento oficial da raça só aconteceu no princípio do século XX e, os primeiros exemplares, como os que hoje podemos admirar, apareceram em exposição na Inglaterra apenas em 1909, embora a raça considerada já como pura existisse desde 1870 e seu tipo fixado como aproximadamente o atual já fosse conhecido entre 1890 e 1910.

A raça que era conhecida como shetland collie, somente a partir de 1914, passou a usar a atual denominação do pastor de shetland. Desde então, e principalmente após sua 

introdução nos E.E.U.U., seu desenvolvimento foi muito rápido. Ultimamente a raça alcança grande prestígio entre os criadores e juízes e vem destacando-se entre as raças do 1º grupo. Nas exposições, os pastores de shetland têm recebido inúmeras vezes a colocação de melhor do grupo e com frequência a de melhor da exposição.

A RAÇA NO BRASIL

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No Brasil, o pastor de shetland é um cão bastante recente e seu aparecimento entre nós deu-se por volta de 1960 com alguns exemplares vindos dos E.E.U.U. que, contudo, não conseguiram reproduzir-se, não deixando descendentes e, frustrando, portanto, a primeira tentativa conhecida de sua introdução no país.

No extremo sul do Rio Grande e em Porto Alegre, devido à sua proximidade com o Uruguai e principalmente com a Argentina, onde a raça já vinha se desenvolvendo razoavelmente, novas tentativas foram feitas com exemplares desses países e novos desapontamentos aconteceram, devido não somente à pequena e esporádica importação de animais, como também à falta de conhecimento sobre a raça que apenas a boa vontade e a pureza de intenções não conseguiram superar.

Foi somente a partir de meados da década de 70 que a raça conseguiu firmar-se entre nós com a aquisição, por criadores conscientes, de exemplares apropriados vindos dos principais criatórios dos E.E.U.U.. A partir daí, não sem muitas dificuldades, conseguiu-se firmar a raça no Brasil, não com a quantidade de animais que já deveríamos possuir, mas com a quantidade desejável e esperada, embora em alguns poucos exemplares.

Hoje, já possuímos Shetlands de tão boa qualidade que poderiam fazer boa figura, mesmo que competindo em países onde a raça é de grande expressão, como os próprios E.E.U.U. e Inglaterra, isso confirmado por juízes desses países que julgaram exposições entre nós e que com seu conhecimento nos auxiliaram a corrigir falhas e aprimorar nossa criação.

Realmente o reconhecimento da raça em nosso país é ainda muito restrito, deixando muito a desejar quando observado do ponto de vista de exposições oficiais, isso devido ao pouco contato que nossos juízes tiveram, até o momento, com a raça, e, portanto, premiando animais sem valor que na verdade não deveriam ser reconhecidos como legítimos representantes da raça, mas, com o tempo e com o aprimoramento que vimos observando na criação de shetlands, esse problema será sanado e a raça logo alcançará o merecido destaque entre as principais de nossas mostras.

SHELTIE - UM CÃO ESPECIAL

A quem nunca tivesse visto um shetland nós poderíamos descrevê-lo como uma combinação de instintos e atitudes, consciência, responsabilidade e inteligência, aliados à grande beleza física, que o colocam entre as mais lindas raças existentes.

O shetland, assim como o collie, é um cão onde nada deve parecer desproporcional em relação às demais partes. É um cão extremamente natural, isto é, completo pela própria natureza sem a necessidade do uso de artifícios para embelezá-lo. Seus instintos naturais são puros, sempre endereçados a um trabalho positivo o que coincide com as suas atitudes, sempre corretas e amigáveis para com todos que o cercam. A reconhecida responsabilidade em seu relacionamento demonstram a inteligência da raça. O shetland, por isso, não é um cão de todos, mas sim amável com todos, considerando sempre alguém como seu amigo principal.

Ágil, ativo, altivo e inteligente, é, por isso, um cão consciente de sua beleza e utilidade e, portanto, um animal com elevado grau de independência.

Sempre amável com crianças, convive pacificamente com outros cães sem, contudo, deixar de defender seus direitos territoriais, quando isso se torna necessário.

PADRÃO OFICIAL DA RAÇA

Aspecto geral: o Shetland é um cão de trabalho pequeno, alerta, de pelagem áspera e longa. Deve ser vigoroso, ágil e robusto, sendo os machos muito masculinos e as fêmeas bem femininas.
Proporções: o seu contorno ou silhueta deve ser tão simétrico que nenhuma parte pareça fora de proporção com o todo.

Expressão: contorno e cinzelamento da cabeça, forma, colocação e uso das orelhas, colocação, formato e cor dos olhos combinam-se para produzir a expressão. Normalmente, a expressão deve ser alerta, meiga, inteligente e interessada. Em relação aos estranhos, os olhos devem mostrar atenção e reserva, mas não medo.

Temperamento: muito leal, afetivo e dedicado ao seu dono. Entretanto, é reservado com os estranhos, mas não a ponto de mostrar medo ou encolher-se na pista de julgamento.

Movimentação: o trote do Shetland denota velocidade sem esforço e suavidade de movimentos. A movimentação não deve ser sacudida, dura, saltitante ou com oscilação para cima e para baixo. A propulsão deve ser dos traseiros, firme e reta, dependendo de angulação, musculatura e ligamentos corretos dos posteriores em seu todo, permitindo assim ao cão alcançar com o pé traseiro bem debaixo do corpo, propulsionando-se dessa forma para frente. O alcance das pernas dianteiras depende da angulação, musculatura e ligamentos corretos, aliados a uma correta largura de peito e construção da caixa torácica. Os pés devem ser levantados apenas o necessário para deixar o chão, em seu movimento oscilatório. Visto de frente, tanto anteriores como posteriores devem movimentar-se quase perpendiculares ao chão, quando a passo, inclinando-se um pouco para dentro em trote lento, até que em trote, os pés são trazidos para dentro e para a linha central do corpo que as pegadas deixadas mostram duas linhas paralelas praticamente tocando a linha central no bordo interno da pegada. Os pés não devem cruzar, nem o corpo balançar de um lado para outro.

Cabeça: deve ser refinada, e seu formato, quando vista de cima ou de lado, é longo, e de uma cunha que se afina das orelhas para o nariz.

Crânio: o topo do crânio é plano, não mostrando o occipital. Bochechas chatas e concordando bem o focinho. Crânio e focinho de igual comprimento, sendo o ponto médio o canto interno dos olhos. De perfil, as linhas do crânio e focinhos são paralelas e separadas por um leve stop.

Focinho: maxilares secos e fortes. O maxilar inferior, profundo, bem desenvolvido, arredondado no queixo, deve estender-se até a base das narinas. Lábios esticados; superiores e inferiores devem encontrar-se e adaptar-se perfeitamente em todo o contorno.

Mordedura: em tesoura, dentes alinhados e corretamente espaçados.
Nariz: deve ser preto.

Orelhas: pequenas e flexíveis, colocadas alto e portadas três quartos ereta, com as pontas quebrando para frente. Quando em repouso, as orelhas dobram-se em seu comprimento e são jogadas para trás sobre a juba.

Olhos: De tamanho médio com bordas escuras e de forma amendoada, colocados um tanto oblíquos no crânio. A cor deve ser escura, porém os olhos azuis "merle" são permitidos nos cães "merle".

Pescoço: musculoso, arqueado e de comprimento suficiente para portar a cabeça com altivez.

Tronco: a aparência do conjunto do tronco é moderadamente longa quando medida na junta do ombro (angulação omoplata/úmero) até a ponta do ísquio, mas muito desse comprimento é na realidade devido à angulação correta e a largura do ombro e quarto traseiro, porque as costas propriamente ditas são, no todo, curtas.

Linha Superior: horizontal e fortemente musculada. Leve arco no lombo e garupa inclinando-se gradualmente.

Tórax: peito profundo, atingindo os cotovelos. As costelas são bem arqueadas, mas achatadas na sua metade inferior para permitir movimentos livres das pernas e ombros.
Linha Inferior: moderadamente esgalgada.

Cauda: suficientemente longa para que a última vértebra possa alcançar a ponta do jarrete. O porte da calda com o cão em repouso é reta e para baixo ou em leve curva para cima. Quando em alerta, é normalmente levantada, mas não deve ser curvada para frente sobre as costas.

Anteriores: omoplata colocada a 45º em relação à linha superior. Os omoplatas na cernelha são separados apenas pela vértebra, mas devem inclinar-se para fora o suficiente para acomodar a caixa torácica desejada. Omoplata e úmero tanto quanto possível em ângulo reto. O cotovelo deve ser equidistante do chão e da cernelha. Pernas retas quando vistas de qualquer ângulo, musculosas e secas e de ossos fortes. Metacarpos muito fortes, musculosos e flexíveis. Ergots podem ser removidos.

Posteriores: ilíaco colocado a 30º em relação à linha superior. Coxa Larga e musculosa. O fêmur colocado em ângulo reto em relação ao ilíaco. Joelho marcadamente angulado. A tíbia deve ser de igual comprimento ou um pouco maior do que o fêmur. Metatarso curto e reto, visto de qualquer ângulo. Ergots devem ser removidos.

Pés: devem ser ovais, compactos, com dedos bem arqueados e muito juntos. Almofadas profundas e resistentes, unhas duras e fortes. Não é pé de gato, nem de lebre.

Pelagem: tipo - Deve ser dupla, o pêlo externo consistindo de pêlos ásperos, longos e retos; o subpêlo curto, cerrado e tão denso que dê à pelagem toda, a qualidade de ser "armada" ou "em pé". O pêlo da face, ponta das orelhas e pés é liso. A juba e o colar são abundantes e particularmente impressionantes nos machos. As pernas dianteiras bem franjadas, as traseiras também muito franjadas, mas lisas abaixo da ponta do jarrete. O pêlo na calda é profuso. Nota: excesso de pelos nas orelhas, pés e nos jarretes pode ser aparado para exposição.

Cor: marta e branco (dourado claro ao mogno com marcações em branco), tricolor (preto com marcações em branco e canela), azul marmorizado (mescla de pêlos pretos e brancos dando um tom azulado (com a claridade do sol) com as marcações em branco e canela), preto e branco, azul e branco e o branco (predomina o branco e pelo menos a cabeça deverá ser marta, tricolor ou azul), que não é aceito pela FCI, mas é apreciado por muitos criadores que o utilizam para reprodução. 
Tamanho: altura - de 33 a 41 cm.

Faltas: tudo o que se afaste da descrição acima.
Desqualificações: as gerais

Fonte: www.caespastores.com

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Função Original: Pastor de ovelhas.

Origem

Século XVI. Durante séculos foi um excelente cão pastor. A raça foi definida em 1860 e o nome Collie deriva de Colley, espécie de ovelha que era bravamente guardada por esses cães. Começou a ganhar status quando a rainha Vitória passou a criar filhotes no castelo de Balmoral, na Escócia.

Temperamento

Seu temperamento é interessante, pois ao mesmo tempo que é dócil e sensível é também teimoso e indolente. Possui grande senso de proteção em relação ao dono e as crianças. Deve ser adestrado com delicadeza e persuasão, caso contrário, recusa aprender os comandos mais simples.

Utilizações

Raça forte e robusta, ainda hoje é usado como cão pastor, porém, devido a sua inteligência, é utilizado como cão de salvamento nas águas e chamas e guia para crianças cegas. Pela sua beleza exuberante e temperamento dócil, atualmente é muito popular como cão de companhia.

A origem do Collie é um grande mistério e dá margem a inúmeras teorias sobre os cães que colaboraram para sua formação. Especula-se que o Collie deva ser um descendente do Gordon Setter, Terranova e mesmo Scottish Terrier. Alguns historiadores afirmam ainda que existem traços de que tenha havido cruzamentos com o Borzoi, Deerhound e Greyhound.

Independente de quais as raças que deram origem ao Collie, o que ninguém contesta é uma raça de origem escocesa, desenvolvida para o trabalho de pastoreio de ovelhas. Nesta época eles ainda não tinham a forma física atual e apresentavam também grande diferenciação quanto ao tamanho e aspecto.

Os primeiros registros do Collie são da primeira exposição canina, em 1860, quando era apresentado com o nome de Scottish Sheep Dog, mas foi em 1871 que exemplares do tipo atual do Collie foram apresentados pela primeira vez e desde então, quer por sua aparência exuberante, quer por seu temperamento amistoso, os Collies ganharam grande popularidade, tendo sido criado até pela rainha Vitória, em sua propriedade em Balmoral. No entanto, nada se compara à influência do filme Lassie, que lançado em 1941, transformou o Collie numa das raças mais admiradas em todo o mundo.

Apesar do filme ter como personagem uma fêmea, o curioso é que durante todo o tempo em que foi exibido, quer no cinema, quer nos seriados de TV, os cães eram todos machos, sendo que o primeiro deles era Pal, um cão especialmente sensível e expressivo que superou outros 300 candidatos ao papel tendo um desempenho acima das expectativas na cena de teste, tinha que atravessar um rio e cair por terra exausto. Todos os cães que se seguiram no papel eram descentes de Pal. O sucesso do cão foi tão estrondoso que poucos se lembram de Elizabeth Taylor, que também estreava no filme.

Personalidade

Assim como mostra o filme Lassie, os Collies são cães extremamente apegados ao dono e às pessoas da família, um dos traços mais marcantes da raça, certamente um resquício dos tempos em que atuava com ovelhas.

Inteligente, o Collie ocupa a 16a posição na escala de inteligência do psicólogo Stanley Coren, publicado no livro "A Inteligência dos Cães", e segundo o autor, isto significa que eles são excelentes para executar tarefas de trabalho. O treinamento de simples comandos são normalmente assimilados depois de 5 a 15 repetições e serão memorizados facilmente, embora ainda possam melhorar com a prática.

No entanto, o Collie precisa de estímulos para que possa se desenvolver adequadamente. Não é, de maneira nenhuma, um cão que possa ser deixado no fundo do quintal. Além de ser importante para o desenvolvimento mental do cão, os exercícios contribuem para que ele queime gordura evitando assim problemas com obesidade, que é facilmente escondida pelo pêlo muito cheio e denso.

Apesar de ter praticamente abandonado o trabalho no campo para ocupar posição de destaque como cão de companhia, o Collieprecisa de espaço e exercícios, o que faz com que se destaque nas competições de agility.

Extremamente pacientes com crianças, os Collies são muito tolerantes até mesmo com brincadeiras mais ‘violentas’, desde que tenham tido contato com elas desde pequeno. São relativamente reservados com pessoas estranhas e costumam adaptar-se bem a outros animais.

Alguns exemplares podem latir excessivamente e envolver-se em acidentes caso fiquem totalmente livres, pulando muros baixos para perseguir carros, ciclista, motos, corredores.

O Filhote

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Os filhotes possuem grande energia e são extremamente brincalhões. Aprendem rapidamente, característica que deve ser aproveitada pelo dono para conseguir um cão obediente e companheiro.

Até em função dessa energia, são do tipo que é ‘melhor manter ocupados’ e longe de seus móveis. Assim, a melhor coisa é proporcionar ao filhote brinquedos com os quais possa se distrair e longas sessões de exercícios e brincadeiras.

A pelagem do collie ainda filhote muda bastante até atingir a maturidade. O pelo sedoso vai se tornando áspero aos poucos até chegar à textura definitiva.

Pelagem e Cores

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A pelagem do Collie requer muitos cuidados para que seja saudável e bonita. Formada por pelo e subpelo, é extremamente adequada à proteção contra o frio. Deve ser escovada pelo menos 3 vezes por semana, de preferência com escovas de cerdas para que seja retirado todo o pelo morto, prevenindo nós e problemas de pele.

Normalmente durante o período quente os Collies trocam de pelo, o que pode causar um certo transtorno, uma vez que a quantidade é expressiva, mas com a ajuda da escovação, é um problema contornável.

Raspar os pêlos no verão é um grande erro. Embora Collies não sejam "apaixonados" pelos dias quente, o pelo denso funciona como um isolante térmico.

Segundo o padrão aceito pela cinofilia brasileira, os Collies podem apresentar-se em 3 cores distintas: Marta (na foto, deitado), Tricolor (em pé, à direita) e Azul Merle (sentado, à esquerda). Os americanos reconhecem essas mesmas 3 cores, mas acrescentam ainda o branco.

Em qualquer que seja a cor, as manchas brancas típicas da raça (na juba, patas e pés e cauda) devem estar presentes.

Os olhos azuis só são aceitos nos exemplares Azul Merle.

Problemas comuns à raça

Os collies são cães bastante sensíveis à medicações e por isso todo o cuidado é pouco e é extremamente não recomendável medicar seu cão sem o conhecimento do veterinário.

Os problemas mais comuns à raça são:

Dermatite

Collie Nose - problema característico da raça. O nariz do cão descasca e tem rachaduras dolorosas quando exposto ao sol.

Os collies apresentam uma síndrome ocular que pode levar à cegueira. Chamada em inglês de CEA - Collie Eye Anomaly, estima-se que 95% dos cães da raça transmitam a doença mesmo que não desenvolvam seus sintomas.

Atrofia Progressiva da Retina (PRA) - que pode levar o cão à cegueira.

Dermatomiosite - aparece até 1 ano de idade e só incide sobre o Collie e o Pastor de Shetland. A pele fica avermelhada e desenvolve crostas. Há forte perda de pelo. Pode desenvolver ainda atrofia muscular, dificuldades de locomoção e mastigação.

Fonte: solbrilhando.com.br

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Aspecto geral

O Collie é um antigo pastor de rebanhos que foi moldado para tornar-se um exímio trabalhador dos campos.

Seu temperamento é dócil e prestativo, tem uma vasta pelagem, é extremamente elegante e muito inteligente.

A raça apresenta duas variedades: o Rough Collie (pêlo longo) e o Smooth Collie (pêlo curto) que é muito conhecido no Brasil.

Na aparência geral o Collie de Pêlo Longo é um cão de porte médio, nobre, belo, de expressão inteligente, estrutura física sólida com cabeça afilada, focinho alongado e orelhas semi-eretas. A cauda é portada, baixa e bem franjada.

O Collie tem o espírito protetor, fundamental para cuidar das ovelhas, procura sinais de perigo e age de imediato ao identificá-los. Relatos a respeito de sua sina de defender o dono são muito comuns entre proprietários.

Collie é muito elegante dá passos longos e parece flutuar no trote. Desenvolveu este passo ao trabalhar sem a ajuda de outros cães, necessitando ser mais veloz que as raças que o fazem em grupos, como explicou a cinóloga Hilda Drumond.

Seus pés ovais, mais longos que os dos cães que os têm redondos, distribuem melhor o impacto da andadura veloz. A expressão doce e inteligente complementa a extraordinária anatomia da sua cabeça, que lhe favorece a visão, audição e olfato.

Seus olhos laterais cobrem 270 graus permitindo ver o dobro de área das raças que os têm na frente. Pode avistar de uma só vez grande parte do rebanho e um invasor que venha pelos lados.

A orelha em pé, com a ponta levemente dobrada para a frente, é uma concha acústica que capta o menor ruído. O focinho longo e quase reto, com pouco stop (ângulo entre a testa e o focinho) permite perceber partículas rarefeitas de odor vindas de predadores distantes.

Fonte: mypet.terra.com.br

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Historial do Collie

Como na maioria das raças caninas, a origem do Rough Collie, ou Collie de Pêlo Longo é algo indefinida, tudo indicando para as terras altas do norte da Inglaterra, onde um tipo similar de cães era usado no pastoreio de ovelhas e outro tipo de gado caprino e bovino. Este tipo de cães pastores eram mais pequenos do que os Collies hoje existentes, apresentando um crânio mais largo e um focinho muito mais pronunciado. Os antepassados do Collie estão por isso intimamente ligados ao pastoreio, sendo possível encontrar duas variedades:

Pêlo Longo, associados aos rebanhos. Esta variedade já era conhecida na Escócia há pelo menos dois séculos. Os cães de então não possuíam a beleza e a majestade dos actuais, mas no tipo e em suas características essenciais a raça pouco mudou.

Pêlo curto, do mesmo padrão, mas variando apenas na pelagem, utilizados principalmente para guiar o gado e os rebanhos para o mercado.

A dificuldade em se estabelecer datas definitivas para a raça Collie é devida ao facto de que até recentemente tais exemplares eram utilizados apenas no trabalho. A primeira notícia que se tem data do século passado, quando a raça foi encontrada no norte da Escócia. Estes cães possuíam cabeça larga e curta e mediam apenas 35,5 cm nos ombros. Até 1859 a raça progrediu bastante e já em 1860 passou a ser apresentada em exposições caninas. Apesar das várias opiniões a respeito, o mais certo é que o Collie, o Deerhound e o Scottish Terrier sejam provenientes de um ancestral comum. Fontes autênticas certificam-nos de que o lindo Collie de Pêlo Longo de nossos dias foi desenvolvido através de cuidadosos processos de acasalamentos selectivos. Atingiu seu talhe actual em 1886 e desde então a preocupação na criação passou a ser apenas uma questão de refinamento.

Pensa-se que o seu nome COLLIE tenha surgido devido a um tipo de ovelhas denominadas colley que existiam nas terras baixas da Escócia, sendo no entanto de referir que nos primeiros documentos escritos sobre raças caninas de pastoreio, a palavra COLL ou COLLEY era utilizada para descrever um tipo de cães negros existentes desde os tempos do domínio Anglo-Saxão.

Existem outras teorias que referem que o Collie poderá descender de uma raça de cães de pastoreio do norte das ilhas Britânicas levados para as ilhas pelos Romanos por volta dos anos 500 a.c., provavelmente cruzados com o Terranova e o Deerhound.

No século XIII existia um tipo de Collie mais baixo e com a cabeça mais larga e quadrada, e que nos princípios do século passado (por volta de 1830) foi cruzado com o Barsoi, o que melhorou a sua silhueta e a sua eficácia como cão de pastoreio.

Apesar das muitas teorias sobre as origens do Collie, o que é certo é que o ROUGH COLLIE descende dos cães de pastoreio escoceses. Existem referências com indicação de que até 1871 os Collies eram fundamentalmente de côr preta e fogo, preta e branco ou tricolor. 
Não existem arquivos oficiais sobre o Collie até 1895, isto porque até essa data não era obrigatória a inscrição das ninhadas. Os primeiros "standards" foram elaborados em 1880 e revistos em 1895 e 1910.

Existiu um cão que merece uma referência especial, e que marcou a direcção da evolução do Collie. Tratou-se do Old Cockie que apresentava uma pelagem de um dourado intenso e que demonstrou ter características dominantes, tendo dado origem ao Collie de cor Fulvo. Este macho foi intensamente utilizado como reprodutor e foi um dos responsáveis pela popularidade do Rough Collie. 
O Collie é uma criatura dotada de extraordinária inteligência e que não mostra qualquer sinal de nervosismo ou agressividade.

Como aconteceu com outras raças de cães, parte da popularidade do Rough Collie deve-se à Rainha Vitória que se encantou com esta raça de cães a quando das suas visitas às terras de Balmoral (por volta de 1860) tendo levado para o castelo de Windsor alguns exemplares, o que motivou que o Rough Collie rapidamente se tornasse num cotizado cão de companhia, tendo perdido quase na totalidade as suas características de cão de pastoreio.

Já do Collie de Pêlo Curto a primeira ilustração que temos data de 1800. Trata-se de uma talha de Thomas Bewick, onde o exemplar parece muito semelhante aos de hoje. Na sua obra History of Quadrups , Bewick descreve-o como uma raça maior, mais forte e mais feroz que o cão pastor.

O seu antepassado imediato foi provavelmente o chamado Buldog, descendente do Mastiff, ou Canis Molossus, considerado como uma das raças básicas do mundo.

Tanto a variedade pêlo longo com a pêlo curto são idênticas na forma - variando apenas na pelagem - há mais de três quartos de século. Mas há motivos que reforçam a tese de que no início erma duas raças separadas.

A verdade é que poucas raças de cães se desenvolveram e se aperfeiçoaram mais na aparência do que a Collie. Mas também é difícil afirmar-se quais os criadores que merecem tal crédito.

Caráter

O que não se poderia dizer deste fiel amigo que gerações após gerações tem acompanhado tantas famílias. Muitos identificarão o Rough Collie através da cadela Lassie, incansável amiga que encantou e encanta a adultos e crianças. Lassie ficou na memória de quantos viram os seus filmes não apenas como modelo de beleza, mas também como modelo de lealdade e inteligência.

O Rough Collie apresenta muitas das características da inesquecível Lassie. É um animal carinhoso, amigo das crianças, algo desconfiado com os estranhos mas sempre fiel e alerta ao lado dos seus donos. É um animal que se adapta bem ao lar, não apresentando qualquer tipo de nervosismo para habitar dentro dele, já que apenas necessita de umas 3 a 4 horas diárias para descontrair em espaço aberto. Esta é pois uma boa opção para um cão ocioso com um temperamento "criativo".

Cuidados e Higiene

Se bem que a larga pelagem do Rough Collie possa indicar o contrário, os cuidados a ter com estes animais são simples e fáceis, não sendo necessário despender demasiado tempo para que o cão apresente uma pelagem bonita e bem tratada.

A pelagem do Rough Collie possui uma característica única e especial que lhe permite eliminar a sujidade. Por muito sujo que nos possa parecer em determinado momento, uma simples corrida em tempo de chuva, ajudado com um pouco de talco e uma boa escovadela voltam a devolver a sua pelagem um aspecto majestoso, visto que uma vez seco o próprio pêlo repele a sujidade.

Recomenda-se, no entanto, não abusar dos banhos nem das escovagens do pêlo, isto porque tal procedimento em vez de fortalecer o pêlo, alterará a sua textura até o tornar escorrido, pouco brilhante e quebradiço. O recomendável será um banho trimestral acompanhado de um escovagem semanal, tendo especial atenção às zonas colocadas atrás das orelhas onde é frequente formarem-se nós de pêlo.

Este procedimento é suficiente, já que a genética do Rough Collie encarrega-se de dotar o Rough Collie de uma pelagem bela e de aspecto majestoso.

Também a alimentação é importante. O Collie, caracteriza-se por ser um animal tendencialmente magro. Assim, juntar um pouco de gordura na comida não terá efeitos nocivos; bem pelo contrário. Dará sim origem a uma pelagem mais brilhante e vistosa.

Características

Aspecto Geral

O Rough Collie é um animal com uma aparência de grande beleza, que se ergue com serena dignidade e em que cada parte do seu corpo está em proporção com o conjunto. A sua estrutura física deve mostrar fortaleza e actividade, sem sinais de peso ou deselegância. A sua expressão é muito importante. Ao efectuar-se uma apreciação relativa, deve-se considerar o equilíbrio e perfeita combinação do crânio e focinho, o seu tamanho, forma, cor e colocação dos olhos e o correcto posicionamento e porte das orelhas.

Temperamento

Afectuoso, sem qualquer tipo de nervosismo ou agressividade.

Tamanho

Os machos entre 56 e 61 cm e as fêmeas entre 51 e 56 cm.

Cabeça e Crânio

As características da cabeça são muito importantes e devem considerar-se em proporção com o tamanho do animal. A cabeça vista de frente e de perfil deve apresentar uma forma em cunha bem delineada, claramente truncada e de contorno liso. O crânio é aplanado, devendo os lados afunilar gradualmente desde as orelhas até ao focinho, sem que o focinho se apresente demasiado pontiagudo.

Olhos

Os olhos devem ser de tamanho mediano, um pouco oblíquos, almendoados e de cor castanho escuro, excepto nos exemplares de cor "blue-merle" que podem ser azuis.

Orelhas

As orelhas devem ser pequenas, e colocadas na parte superior do crânio. As orelhas devem estar quebradas nas extremidades.

Pescoço

Musculado, forte, de boa longitude e bem arqueado.

Extremidades

Extremidades anteriores rectas e musculadas. As extremidades posteriores devem apresentar uma boa angulação nos joelhos.

Patas

As patas devem ser ovaladas com os dedos arqueados e juntos. As patas posteriores devem ser ligeiramente menos arqueadas. As patas devem ser sempre do cor branca.

Cauda

Larga, peluda e sempre com a extremidade de cor branca.

Pêlo

O pêlo do Rough Collie é bastante denso, com uma camada externa lisa e de textura áspera ao tacto. A camada interior apresenta um pêlo mais suave, bastante compacto e que oculta completamente a pele. As cores reconhecidas pela FCI são:

Collie Fulvo DouradoCollie Fulvo FogoCollie TricolorCollie Blue Merle

Fonte: homepage.esoterica.pt

Collie

COLLIE PELO LONGO

Collie

Características Gerais

O COLLIE é um cão flexível, forte, suscetível, ativo, sem excesso de ossatura, e que para, naturalmente, reto e firme. A caixa torácica profunda e moderadamente larga denota força, os ombros inclinados e os jarretes bem angulados indicam velocidade e graciosidade, e a expressão: grande inteligência. O COLLIE exibe uma orgulhosa figura impressionante de balanceamento: cada parte está em proporção harmônica com a outra e com o todo. Exceto pela descrição técnica que é essencial para este Padrão, e sem a qual nenhum Padrão pode ser adequado como orientação para os criadores e árbitros, pode-se afirmar, em resumo, que nenhuma parte do COLLIE deve aparentar estar fora de proporção com qualquer outra parte. Timidez, fragilidade, obstinação, agressividade, falta de vivacidade, aparência grosseira e falta de balanceamento geral prejudicam a aparência geral.

CABEÇA

As propriedades da cabeça são da maior importância. Quando considerada em relação ao tamanho do cão, a cabeça inclina-se para a leveza e nunca deve parecer pesada. Um cão de cabeça pesada não possui os necessários: brilho, vigilância, e aparência cheia de inteligência que contribuem, decididamente, para a sua expressão. Vista tanto de frente, como de perfil, a cabeça tem o formato geral de uma cunha seca, bem truncada. de contorno suave e definido, e de proporções, graciosamente, balanceadas. Dos lados ela afina, de maneira suave e gradual, das orelhas para a ponta do nariz preto, sem abaular-se para fora, na região do crânio (bochechudo) ou comprimir-se no focinho (focinho pontudo). De perfil a linha superior do crânio e a do focinho estão em dois planos aproximadamente paralelos, retos e de igual comprimento, divididas por um stop, ou quebra, muito ligeiro, mas perceptível. O ponto do meio entre os cantos internos do olho (que é o local da posição correta do stop) é o centro de balanceamento do comprimento da cabeça.

A terminação do focinho suave e arredondado é truncada, mas não quadrada. A mandíbula é poderosa e esculpida; a profundidade do crânio da testa até a linha inferior da mandíbula não é excessiva. Os dentes são de bom tamanho, e dispostos numa mordedura em tesoura. Retrognatismo ou prognatismo são indesejáveis, e o último deverá ser penalizado mais severamente. Há uma proeminência muito ligeira na altura das sobrancelhas. O topo do crânio é achatado, e não é fugidio: nem lateralmente, nem para trás; a proeminência occipital não é muito pronunciada. A largura apropriada do crânio depende, necessariamente, da combinação do comprimento do crânio e do focinho; a largura do crânio é menor que o comprimento. A largura correta varia individualmente, e depende do quanto ela é influenciada pelo comprimento do focinho. Em razão da importância das características da cabeça. faltas marcantes da cabeça são muito severamente penalizadas.

Olhos - Em decorrência da combinação do crânio achatado, das arcadas superciliares arqueadas, do leve stop e do focinho arredondado, a região anterior do crânio deve ser cinzelada para formar um receptáculo para os olhos e eles são colocados, necessariamente, de forma oblíqua, para lhes dar o exigido "olhar para o infinito". Requer-se que sejam de cor uniforme, exceto no caso dos azuis-marmorizados. São amendoados, de tamanho médio, e nunca podem ter a aparência de grandes ou proeminentes. A cor é escura e o olho não deverá ter um halo amarelo ou a terceira pálpebra muito desenvolvida a ponto de afetar a expressão do cão. Os olhos tem uma aparência límpida e brilhante, expressando curiosidade inteligente, particularmente quando as orelhas estão elevadas e o cão está alerta. Nos azuis-marmorizados, os olhos marrons escuros são preferíveis, mas tanto um, como ambos, podem ser marmorizados ou azuis-claros sem que sejam penalizáveis. Um olho grande, redondo, cheio deprecia seriamente a desejável "expressão doce". Faltas relativas aos olhos são pesadamente penalizadas.

Orelhas - As orelhas são proporcionais ao tamanho da cabeça, e se são portadas apropriadamente com a indiscutível quebra natural, é raro que sejam muito pequenas. Orelhas grandes, via de regra, não podem ser erguidas corretamente, e mesmo que isto ocorra, estarão desproporcionais ao tamanho da cabeça. Quando em repouso as orelhas são dobradas ao comprido e jogadas para trás, dentro da juba. Quando alertas elas são puxadas bem para cima do crânio e portadas cerca de três quartos eretas, e com cerca de um quarto apontando, ou "quebrando", para a frente. Um cão com orelhas eretas ou orelhas baixas não pode apresentar a verdadeira expressão e é penalizado de acordo.

PESCOÇO

O pescoço é firme, bem formado, musculoso, rígido e dotado de pesada juba. É razoavelmente longo, portado alto com um ligeiro arqueamento da nuca, que confere uma aparência orgulhosa, ereta, destacada pela juba.

CORPO

O corpo é firme, sólido e musculoso, um pouco longo em proporção à altura. As costelas são bem arredondadas para trás dos ombros bem inclinados e o tórax é profundo, atingindo o cotovelo. A linha superior é forte e em nível sustentada por poderosas pelve e coxas; e a garupa inclina-se para dar uma terminação bem arredondada. O lombo é poderoso e ligeiramente arqueado. Cães muito gordos, cães com musculatura pobre, com doenças de pele, ou sem sub-pelo estão fora de condição e serão, moderadamente, penalizados de acordo.

PERNAS

As pernas da frente são retas e musculosas, com boa ossatura considerando-se o tamanho do cão. É indesejável que tenham aparência grosseira. E serão penalizadas quando estiverem muito juntas, ou muito separadas. O antebraço é moderadamente carnudo e as metacarpos são flexíveis mas não cedidos. As pernas de trás (tíbia) são menos carnudas; as coxas musculosas são de bons tendões e os jarretes e os joelhos bem angulados. Um cão com jarrete de vaca ou com joelhos retos deve ser penalizado. Os pés, comparativamente pequenos, são, aproximadamente, de formato oval. As solas são bem almofadadas e rígidas, e os dedos são bem arqueados, e bem juntos. Quando o COLLIE não está em movimentação as pernas e os pés devem ser julgados permitindo-se que o cão assuma uma parada natural na qual ambas as pernas anteriores e posteriores situam-se bem separadas com os pés estendendo-se retos para a frente. "Pose" excessiva é indesejável.

MOVIMENTAÇÃO

A movimentação é enérgica. Quando o cão se move em trote lento, observado de frente, as pernas dianteiras trabalham, relativamente fechadas, junto ao chão. As pernas da frente não expulsam os cotovelos, e não se cruzam; nem o cão deve se mover com uma andadura picada, fazer marcha, ou rebolar. Quando visto por trás as pernas de traseiras são retas trabalhando, relativamente, fechadas, junto ao chão. No trote moderado as pernas de trás são poderosas e propelentes. Visto de lado, o alcance do anterior é razoavelmente amplo, suave e uniforme, mantendo a linha superior firme e em nível.

O COLLIE faz rastro simples, à medida em que a velocidade aumenta levando as pernas da frente, desde os ombros, bem para dentro, em uma linha reta em direção à linha central do movimento; e as pernas de trás, desde a garupa, bem para dentro, em uma linha reta até a linha central do corpo. A movimentação sugere velocidade sem esforço combinada com a sua herança de pastor a qual requer que ele seja capaz de mudar de direção quase que instantaneamente.

CAUDA

A cauda é moderadamente longa - as vértebras alcançando a junta do jarrete, ou abaixo. É portada baixa quando o cão está parado, com uma curva, ou torção para cima. Quando em movimentação ou quando o cão está excitado é portada alegre, mas não por cima da linha superior.

PELAGEM

Uma pelagem bem adequada e com textura apropriada coroa de gloria a variedade COLLIE DE PELO LONGO. Ela é abundante exceto na cabeça e pernas. O pelo externo é reto e áspero ao toque. Uma pelagem macia, com pelo externo aberto ou encaracolado, independentemente da quantidade, é penalizada. O sub-pelo, entretanto é macio, abundante e tão junto que torna difícil visualizar a pele quando o pelo é afastado. A pelagem é muito abundante no manto e na juba. Na cara, ou máscara é curta. Na parte anterior das pernas da frente é curta e bem franjada na parte de trás até os carpos. Nas pernas de trás é curta abaixo da junta do jarrete. Qualquer franja abaixo do jarrete deve ser removida para fins de exposição. Os pelos da cauda são muito profusos e na garupa é longo e fechado. A textura, quantidade e extensão na qual o pelo cobre o cão são pontos importantes.

COR

As quatro cores reconhecidas são: MARTA E BRANCO, TRICOLOR, AZUL-MARMORIZADO E BRANCO. Não existe preferência entre elas. A cor

-MARTA E BRANCO é predominantemente marta (uma cor castanha-amarelada de matizes variados desde o dourado-claro até o mogno-escuro) com manchas brancas, usualmente, no antepeito, pescoço, pernas, pés e ponta da cauda. Uma lista branca pode aparecer no focinho, ou na testa ou em ambos.

- O TRICOLOR é predominante preto apresentando manchas brancas como na cor MARTA E BRANCO com matizes de canela na cabeça, e próximo a ela e nas pernas.

- O AZUL-MARMORIZADO é uma cor mosqueada ou marmorizada, predominantemente, azul-acinzentado e preto, com manchas brancas como no MARTA E BRANCO e normalmente tendo matizes de canela como no TRICOLOR.

- O BRANCO é predominantemente branco, de preferência, com manchas marta, tricolor ou azul-marmorizado.

TAMANHO

Os machos são de 61cm a 66cm (24'a 26') na cernelha e pesando de 30 a 37 quilos. As fêmeas de 56cm a 61cm (22' a 24') na cernelha e pesando de 25 a 32 quilos. Um Collie abaixo ou acima do tamanho deverá ser penalizado de acordo com a extensão do desvio.

EXPRESSÃO

A expressão é um dos pontos mais importantes e de maior consideração, quando da avaliação do Collie. Expressão, como o termo "caráter" é difícil ser definida em palavras. Ela não é um ponto fixo como cor, peso, altura e é alguma coisa que os principiantes só podem compreender, apropriadamente, através da ilustração visual. No geral, entretanto, pode-se dizer que ela é o produto combinado: da forma e do balanceamento do crânio, e do focinho, colocação, tamanho, formato e cor dos olhos, e a posição, tamanho e porte das orelhas. Uma expressão que traduza obstinação ou que lembre alguma outra raça é totalmente estranha. O Collie não pode ser julgado adequadamente enquanto a sua expressão não for cuidadosamente avaliada.

PELO CURTO

A variedade COLLIE DE PELO CURTO é julgada pelo mesmo Padrão que o COLLIE PELO LONGO, exceto no que se refere a quantidade e distribuição da pelagem que não são aplicáveis na variedade Pelo Curto, a qual tem uma pelagem curta, áspera, densa, assentada, de boa textura e com abundância de sub-pelo.

Fonte: www.acb.org.br

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