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Condor dos Andes

 

Nome Vulgar: CONDOR DOS ANDES
Nome Científico: Vultur gryphus
Família: Vultur gryphus
Peso:12 a kg
Tamanho: 1,10 a

Descrição

Maior e mais pesada ave alada ainda viva sobre a terra, assim é conhecido este imenso animal de cor escura e hábito solitário. O Condor Andino.

O Condor andino,(Vultur gryphus), é a maior e mais pesada ave que voa, existente sobre a face da terra, pesa cerca de 12 Kg e sua envergadura pode chegar a 03 metros, quando pousado sua altura média é de 1,10 mt.

Esta imensa ave, povoa a econsta das montanhas imponentes, a mais de 5000 metros de altitude, na desolada cordilheira andina. O imáginário dos habitantes do andes e antiplanos próximos, desde que foi conhecido pelos indígenas da região, atribui-se a ele poderes mágicos, para o bem e para o mal, segundo a tradição Inca.

Com a colonização européia nos países andinos, esta ave passou a ser perseguida e morta por acreditarem que poderia atacar e matar uma pessoa ou um animal doméstico, porém o condor alimentá-se de animais mortos e não tem habilidade predadora.
Com o desaparecimento dos animais, e de seu habitat para uso em agricultura e pecuária, o único elo de ligação do homem com suas origens principalmente numa região como esta são os Zoológicos, pois pode-se reproduzir ambientes inteiros, conduzindo os visitantes e principalmente as crianças a uma viagem no tempo.

Os conceitos de exibição de animais em Zoológicos estão se alterando, radicalmente nos últimos 40 (quarenta) anos, não existe mais interesse em expor os espécimes em jaulas tradicionais com grossas barras de ferro, o próprio público visitante já espera conhecer os animais em recintos que ofereçam um visual próximo da natureza.

0 colorido da pelagem, espessa e longa, é geralmente cinza-amarelado, mas pode tender ligeiramente para o pardo, cujos tons podem variar, conforme os indivíduos. Em certos exemplares machos adultos observa-se, às vezes, forte tonalidade parda, puxando ao castanho. A pele da face é praticamente nua e bastante escura, praticamente preta.

Os recém-nascidos apresentam a cara bem mais clara. Todavia, a pele dessa área escurece rapidamente e já aos 2 meses a face está bem escura.

Formam grupos de até 50 indivíduos compostos de 30% de machos adultos, 50% de fêmeas adultas, 10% de jovens e 10% de filhotes.

Encontra-se realmente ameaçado de extinção. Todavia, teve a sorte de possuir populações, se bem que diminutas, em alguns Parques Nacionais e Reservas Biológicas, fato que poderá concorrer para sua sobrevivência. Sua gestação varia entre 7 e 8 meses, produzindo um único filhote (raramente dois) que é carregado exciusivamente peia fêmea, no ventre até os 8 meses, quando passam às costas, aí ficando até o desmame que ocorre entre 18 e 24 meses. Seu tempo de vida é de aproximadamente 20 anos.

Alimentam-se de brotos, folhas e frutos (80%) e o restante de sementes, flores e insetos. Habitaram a maior parte da Floresta Atlântica, desde o Sul do Estado da Bahia até 25° Sul em São Paulo entre 600 e 1.800 m acima do nível do mar.

Atualmente habitam pequenos resquícios de matas primárias e secundárias antigas que restam do desmatamento causado pelo homem.

Fonte: www.pesc.org.br

Condor dos Andes

Condor dos Andes
Condor dos Andes

A ficha do bicho

Nome popular: Condor, condor-dos-andes
Nome científico: Vultur gryphus
Hábitat: Montanhas andinas, desce até a Amazônia
Quanto mede: 3 metros de envergadura
Quanto pesa: Até 12 quilos.
O que come: carniça, bichos moribundos e recém-nascidos
Filhotes: Um por vez, incuba o ovo por 58 dias.

O condor é a maior ave do mundo, pois tem 12 quilos e 3 metros de envergadura, isto é, de ponta a ponta das asas abertas e é por ter asas tão grandes que ele consegue planar muito tempo, procurando com a vista aguçada os animais mortos de que se alimenta.

Durante muito tempo os estudiosos diziam, brincando, que no Brasil havia somente penas de condor, porque algumas tinham sido encontradas na Amazônia. Agora, porém, está comprovado que a distribuição dessa ave alcança nosso país, pois em 1973 os condores foram vistos numa ilha do Rio Jauru, em Mato Grosso, em busca de carniça, em 1991 a ave foi registrada no oeste do Paraná e cientistas encontraram restos de condor com 13 mil anos de idade nas cavernas de Lagoa Santa, em Minas.

Embora tenha muita fama de ave nobre, e seja símbolo de empresas, companhias de cinema e até de países, o condor não passa de um urubuzão sem graça, malcheiroso, que gosta de comer carne podre, mas é incrivelmente imponente.

Fonte: www.jperegrino.com.br

Condor dos Andes

Ordem: Cathartiformes
Família: Cathardidae
Nome popular: Condor
Nome em inglês: Andean Condor
Nome científico: Vultur gryphus
Distribuição geográfica: Oeste da América do Sul
Habitat: Regiões montanhosas
Hábitos alimentares: Carnívoro
Reprodução: 1 ovo que eclode após 58 dias de incubação
Período de vida: Aproximadamente 40 anos

O Condor é não apenas o maior representante de sua família, que inclui ainda os urubus, mas também a segunda maior ave voadora do mundo, com uma envergadura alar (comprimento de uma ponta de asa à outra) que ultrapassa os três metros! Pouco menos que o albatroz, uma ave marinha que chega até 3,6 m de envergadura alar.

Durante algum tempo perguntou-se como uma ave tão grande era capaz de voar. Estudando-o descobriram que o condor praticamente não gasta energia durante seu vôo, usando as correntes de ar quente ascendente para se manter no ar. As asas grandes e largas são perfeitamente moldadas pela natureza para este planeio, e assim permitirem ao condor usar por muito tempo sua visão telescópica para procurar lá do alto as carcaças de animais terrestres e marinhos de que se alimenta.

O condor era um animal sagrado para os antigos Incas, povos nativos que habitavam a cordilheira dos Andes. Na cidade sagrada de Machu-Pichu há diversas representações do condor, considerado “A alma dos Andes”. Seu habitat, a mais de três mil metros de altitude, o protegeu da caça excessiva, mas ainda assim ele é considerado vulnerável à extinção.

Na época da reprodução os condores reúnem-se aos pares para nidificar. Os machos diferenciam-se das fêmeas por uma crista carnuda que possuem sobre a cabeça. O casal encontra uma ponto seguro em uma montanha alta e escarpada, e lá colocam um ovo, que é incubado por dois meses. O filhote só começará a voar após seis meses, e só terá a cor de adulto após seis anos! Isso significa que, embora tenham vida longa (há quem diga que podem ultrapassar 50 anos de vida), o número de filhotes que podem ter durante a vida não é grande. Tal lentidão, comum em animais tão grandes, faz com que a espécie seja muito suscetível a impactos causados pelo homem.

O condor-californiano (Gymnogyps californianus) foi quase extinto, chegando ao alarmante número de apenas vinte exemplares vivos! Desde a década de 1980, esforços enormes têm sido despendidos para fazer com que a população se recupere, mas a espécie foi considerada extinta na natureza. Hoje, tenta-se a reintrodução de condores nascidos em zoológicos no seu habitat, mas ainda não há segurança de que ele possa sobreviver enquanto a população local não seja educada para ajudar na sua conservação.

Ricardo Avari

Fonte: www.zoologico.sp.gov.br

Condor dos Andes

Nome popular

Condor, condor-dos-andes.

Nome científico

Vultur gryphus

Habitat

Montanhas andinas, desce até a Amazônia.

Quanto mede

3 metros de envergadura

Quanto pesa

Até 12 quilos

O que come

Carniça, bichos moribundos e recém-nascidos.

Filhotes

Um por vez. Incuba o ovo por 58 dias

O condor é a maior ave do mundo, pois tem 12 quilos e 3 metros de envergadura, isto é, de ponta a ponta das asas abertas e é por ter asas tão grandes que ele consegue planar muito tempo, procurando com a vista aguçada os animais mortos de que se alimenta.

Durante muito tempo os estudiosos diziam, brincando, que no Brasil havia somente penas de condor, porque algumas tinham sido encontradas na Amazônia. Agora, porém, está comprovado que a distribuição dessa ave alcança nosso país, pois em 1973 os condores foram vistos numa ilha do Rio Jauru, em Mato Grosso, em busca de carniça, em 1991 a ave foi registrada no oeste do Paraná e cientistas encontraram restos de condor com 13 mil anos de idade nas cavernas de Lagoa Santa, em Minas.

Embora tenha muita fama de ave nobre, e ser símbolo de empresas, companhias de cinema e até de países, o condor não passa de um urubuzão sem graça, malcheiroso, que gosta de comer carne podre, mas é incrivelmente imponente.

Fonte: www.naturezaselvagem.hpg.ig.com.br

Condor dos Andes

Condor dos Andes

O Condor (Vultur gryphus) é uma ave monógama, sedentária e se alimenta principalmente de carniça. Voa sempre a grandes altitudes e possui uma visão fantástica o que lhe permite inclusive ter alguns hábitos noturnos. O macho se diferencia facilmente da fêmea porque tem uma crista que avança até boa parte do bico. É de maior tamanho e tem a íris do olho de cor marrom amarelado enquanto na fêmea a iris é meio avermelhada. Ambos, macho e fêmea, têm a cabeça destituída de plumagem. Possuem um bico muito forte e com bordas cortantes. Têm patas robustas e dedos fortes mas com unhas relativamente frágeis. Sua plumagem de jovem é de cor parda e quando adulto de cor negra azulada, ostentando um colar de plumas brancas no pescoço e grandes manchas brancas nos extremos das asas. Um macho adulto pode chegar a pesar uns 11 Kg e medir 1.30 metros desde o bico até a cauda. Sua envergadura pode chegar a mais de 3 metros o que lhe permite voar como se fosse um planador aproveitando as correntes de ar em grandes altitudes. Podem facilmente voar acima dos 6.000 metros de altura. A fêmea incuba um ou dois ovos de cor branca, somente uma vez ao ano, que deposita sobre a rocha e se reveza com o macho para chocá-lo durante mais ou menos 50 dias. O filhote demora para desenvolver-se e permanece dependente dos pais durante um ano inteiro.

O condor não é um predador feroz e nem agressivo e tem uma capacidade muito grande para resistir à fome e à sede, permanecendo até um mês sem comer ou beber, sem perder seu vigor físico. Pode deslocar-se centenas de quilômetros em busca de alimento. Geralmente se empanturra tanto de comida que depois tem dificuldade em levantar vôo novamente. Em algumas regiões do Peru a expressão "comer como um condor" equivale a dizer "limpar o prato", ou seja, consumir com tudo que foi servido. É uma forma de cortesia com quem convida.

Apesar de sua fama como uma ave das montanhas, é visto principalmente na costa onde pode encontrar comida mais facilmente. Antigamente era encontrado desde a Venezuela até a Terra do Fogo, hoje é uma espécie em perigo de extinção. Um condor pode chegar a viver até 100 anos de idade. Conta-se que ao final dessa longa vida, já cansado e debilitado, o condor levanta vôo até alcançar grande altitude e depois desce voando numa velocidade fantástica até estatelar-se de encontro à face rochosa de uma montanha, dando assim fim a uma centena de anos sobrevoando os céus andinos.

Durante o Império Inca, o condor ou "Apu Kuntur" era considerado como uma divindade muito especial e existiam diversos templos para o culto em sua homenagem, similares ao encontrado hoje em Machupicchu. Criaram-se muitas lendas ao longo da história sobre eles. Uma delas conta que um condor caiu no pátio da "Casa das Virgens do Sol" em Cuzco e isso foi interpretado como o anúncio da destruição do Tawantinsuyo ou Império Inca. Outra lenda mais recente conta que ele também adquire a forma humana. Nestes relatos, o descrevem como um homem vestido de maneira elegante e com um lindo cachecol no pescoço, assim como as plumas brancas que rodeiam o pescoço da ave. Dizem que apresenta-se como uma figura esbelta, alta estatura e boa aparência. Aparecendo desta forma, o condor enamora e rapta as jovens que são seduzidas por essa falsa aparência. O encanto se quebra quando são levadas ao seu ninho e descobrem então o que aconteceu.

Hoje em dia, em algumas localidades, ainda o consideram possuidor de poderes divinos. Nestes povoados, anualmente acontece a cerimônia denominada de "Toropukllay" ou "Yawar Fiesta" ("Festa de Sangue") para a qual é imprescindível capturar um condor vivo. Para capturar um condor, mata-se um cavalo ou outro animal de grande porte num local que seja freqüentado por condores. Abre-se o corpo do animal morto e deixa-se exposto ao ar livre. Depois de certo tempo certamente algum condor descerá para devorar os restos do animal e comerá tanto que não poderá voar facilmente, sendo então capturado. Levado ao povoado o condor será entorpecido com aguardente para que fique calmo e então será adornado com enfeites para as cerimônias em sua homenagem. No dia principal da festa as patas do condor são amarradas nas costas de um touro que será solto na praça diante de toda a comunidade. Ao sentir-se preso e desejando libertar-se, o condor irá usar seu poderoso bico contra o dorso do touro que tentará a qualquer custo livrar-se do condor. Depois de mais ou menos 20 minutos interrompe-se o espetáculo e separam-se os dois animais. As pessoas crêem que desse modo o condor que é a conexão entre o céu e a terra ficará satisfeito em haver consumido sangue e carne fresca. No dia seguinte o condor é levado a uma montanha e libertado. No ano seguinte se repetirá a mesma cerimônia e é bem possível que se capture o mesmo condor. Esta "Festa de Sangue" não tem apenas a finalidade de prestar homenagens ao condor como também é uma forma de revanche dos povos andinos simbolizados pelo condor, contra os espanhóis simbolizados pelo touro.

Fonte: www.machupicchu.com.br

Condor dos Andes

O Condor dos Andes é uma das maiores aves voadoras do mundo. No passado, esta espécie abundava, mas no presente a emblemática ave é um grande desafio porque está em perigo de extinção.

A população de condores, na América do Sul, tem vindo a decair, há décadas, principalmente por culpa de caçadas, protagonizadas por agricultores, que consideram, erradamente, que o condor é um pássaro predador.

Mas existem outros motivos. As aves morrem devido à utilização de pesticidas, à pouca quantidade de alimento, em algumas zonas, à expansão das cidades, à colisão contra postes de alta tensão e, em geral, devido à alteração do habitat dos pássaros.

Fonte: br.truveo.com

Condor dos Andes

Condor dos Andes

Condor é o nome dado a duas espécies de aves, pertencentes a diferentes gêneros, da família dos catartídeos e da ordem falconiformes. São aves de porte avantajado, coloração preta com colar branco no pescoço. As asas com manchas brancas, cabeça, nuca e pescoço nus. Os jovens são pardos.

Há duas espécies de condor: o condor-dos-Andes e o condor-da-califórnia.O condor que habita a montanhas dos Andes sul-americanos - o condor andino - é considerado a maior ave da Terra. Com as asas estão abertas, durante o vôo, chegam a medir até três metros de largura. Podem pesar até 13 kg e voar até 300 km por dia. O condor-dos-andes é uma ave da família dos catartídeos, parente próximo do condor-da-califórnia e dos urubus. Abundavam em toda a Cordilheira dos Andes, da Venezuela à Terra do Fogo. Mas seu número foi diminuindo. É uma espécie que está à beira da extinção. Vivem até os 70 anos. Os Condores alimentam-se de carniça e de animais de pequeno e médio porte, como ratos, coiotes, veados e esquilos.

A fêmea procura fazer os ninhos no ponto mais alto das montanhas. Bota um ovo por ano, raramente dois. A incubação dura aproximadamente 58 dias. Caso nasçam dois filhotes, ambos lutaram até um derrubar o outro do ninho. A mãe observa a luta sem qualquer movimento para ajudar algum deles.

O condor-da-califórnia é uma ave da família dos ciconídeos, parente próximo do condor-dos-andes , que habita os Estados Unidos. Graças ao empenho de biólogos e pesquisadores, este pássaro está resistindo ao perigo de desaparecer para sempre. É uma das maiores e mais antigas aves da América do Norte, sendo considerada praticamente extinta nos anos de 1980, quando a espécies esteve reduzida a apenas 29 aves. Hoje, o trabalho de preservação vem dando resultados. Existem 169 animais, sendo que 49 são livres e 119 vivem em cativeiro.

Classificação científica

Nome científico: Condor dos Andes: Vultur gryphus, Condor da Califórnia: Gymnogyps californianus

Fonte: www.motivu15.com.br

Condor dos Andes

Os condores ão aves de rapina gigantescas encontradas apenas no hemisfério ocidental. Duas espécies são reconhecidas: o condor-dos-andes (Vultur gryphus) na América do Sul e o condor-californiano (Gymnogyps californianus) na América do Norte.

O condor-dos-andes é maior em tamanho, com uma envergadura de até 3,2 metros, comparado aos 2,7 metros do condor-californiano (Houston, 1994). Embora os condores sejam diferentes o suficiente para serem classificados em dois gêneros, eles estão mais proximamente relacionados entre si do que outras aves (Sibley e Alquist, 1990) e sua ecologia é similar.

Os condores pertencem à família de aves Cathartidae (também chamada de Vulturidae). Esta família é conhecida popularmente como “urubus-do-novo-mundo" porque todos os seus membros são encontrados apenas no hemisfério ocidental. A Cathartidae inclui o conhecido urubu-de-cabeça-vermelha (Cathartes aura) e o urubu-preto (Coragyps atratus), além de três outras espécies. Todos têm aparência de ave de rapina e são especializados em encontrar carne de animais mortos, da qual se alimentam. Entretanto, diferentemente dos parecidos urubus-do-velho-mundo, os quais são relacionados aos gaviões e águias, os urubus-do-novo-mundo são relacionados às cegonhas (Sibley & Alquist, 1990).

Neste relatório, analisamos as várias maneiras pelas quais os condores interagem com outros organismos e o ambiente, e explicamos por que estão ameaçados de extinção.

Biologia Geral

Ambos os condores se alimentam principalmente da carniça de mamíferos. Geralmente constroem ninhos em penhascos escarpados, embora ocorram algumas exceções (veja abaixo). A ninhada geralmente é de um ovo, entretanto, se algo ocorrer, um ovo é posto em substituição. Pelo fato de os pais condores levarem mais de um ano para criar um filhote, a taxa de reprodução é extremamente baixa: geralmente de apenas um filhote, em média, a cada dois anos.

Os condores-dos-andes em reprodução procuram alimento a 200 km de seus ninhos, enquanto os condores-californianos o fazem a 180 km (Wallace & Temple, 1987b; Meretsky & Snyder, 1992). Entretanto, quando o alimento está concentrado numa pequena área, o raio de forragem do condor é menor. Por exemplo, na árida costa do Peru, onde o oceano despeja um "suprimento de alimentos impressionantemente constante" de mamíferos e pássaros marinhos mortos, alguns condores-dos-andes limitam sua alimentação às "trechos de praia de vários quilômetros de extensão (MP Wallace em Snyder & Snyder, 2000)."

Snyder & Snyder (2000) listam três exigências de habitat para os condores: (1) ventos ou termais razoavelmente confiáveis para voar alto, (2) um habitat de alimentação suficientemente aberto para que se possa descobrir e acessar alimentos putrefatos e (3) suprimentos adequados de carniça. Um estudo sobre os condores-dos-andes no sul do Chile constatou que esses pássaros voavam alto com mais freqüência sob ventos moderados (25-48 km/h), e menos freqüentemente sob ventos fortes, isto é, acima de 64 km/h (Sarno et al., 2000).

Distribuição

No início do século XIX, os condores-dos-andes reproduziam-se ao longo de toda a cordilheira dos Andes, desde o oeste da Venezuela até a Terra do Fogo. Embora ainda sejam encontrados na maior parte desta cordilheira, sofreram intensa perseguição dos seres humanos e foram exterminados de muitos locais (Ridgely & Greenfield, 2001).

Segundo Murphy (1932), o condor-dos-andes é “um pássaro da montanha”, que permanece em altas elevações em "partes chuvosas e cobertas de florestas da América do Sul", mas que "regularmente desce até o nível do mar em distritos desertos", como por exemplo ao longo da árida costa pacífica do Peru e ao norte do Chile, e também ao longo da árida costa atlântica da Patagônia, desde o sul do Rio Negro até o Estreito de Magalhães (Murphy, 1936).

Além de ocorrer nas principais cadeias da cordilheira dos Andes, o condor-dos-andes também é encontrado em algumas cadeias montanhosas próximas. Por exemplo, ocorre nas zonas temperadas e nos páramos da Serra Nevada de Santa Marta na costa caribenha da Colômbia (Norton, 1975; Hilty & Brown, 1986), na Serra de Perijá na fronteira da Colômbia com a Venezuela (Calchi & Viloria, 1991; Hilty, 2003) e na Serra de Córdoba no centro da Argentina (Hendrickson et al., 2003). Também adentra o território brasileiro, no estado do Mato Grosso, especificamente na “região do Rio Jauru a oeste de Cáceres (Sick, 1993)”.

No século XIX, o condor-californiano era encontrado ao longo da costa oeste da América do Norte, desde o sul de British Columbia até a Serra San Pedro Martir ao norte da Baixa Califórnia (Snyder & Snyder, 2000). Nessa época, o pássaro também foi encontrado em Alberta, Montana, Idaho, Utah e Arizona, mas se desconhece se os indivíduos observados estavam nidificando no interior desses estados ou simplesmente passando por lá (Snyder & Rea, 1998; Snyder & Snyder, 2000). Os primeiros ornitólogos nunca tentaram encontrar ninhos do condor-californiano ao norte de São Francisco ou fora da Califórnia; por esse motivo, o exato alcance das áreas de reprodução das espécies no século XIX é desconhecido.

Tradições orais dos índios Blackfoot relatam a observação ocasional e possíveis ninhos do condor-californiano em Montana e Alberta durante o século XIX, e sobre as visitas desse pássaro às matanças de bisões nas planícies (Schaeffer, 1951). A confirmação da ocorrência de condores em Alberta foi dada por Fannin (1897), que observou dois indivíduos entre Calgary e as Montanhas Rochosas. Em Idaho, o condor foi relatado como "não incomum" próximo a Boise antes de os pecuaristas começarem a "envenenar carcaças para matar lobos (TE Wilcox em Lyon, 1918)”.

Durante a primavera, ao longo do Rio Columbia, o condor-californiano foi “particularmente vinculado às proximidades das cascatas e cachoeiras, sendo atraído pelo grande número de salmões mortos”, dos quais se alimenta (Townsend em Audubon, 1831-39) . Ao longo do mesmo rio, o condor também foi visto “próximo a vilas indígenas [norte-americanas], tendo sido atraído pelos restos de peixes jogados próximos a suas habitações (Townsend em Audubon 1831-39)”. No Arizona, muitos ornitólogos renomados, como Elliott Coues por exemplo, observaram condores-californianos entre 1865 e 1924, e consideraram que estariam nidificando naquele estado (Snyder & Rea, 1998).

No final dos séculos XIX e XX, o envenenamento e a caça dos condores causaram um declínio maciço de muitas populações, resultando no desaparecimento dos condores de ambas as espécies de muitas partes de suas antigas áreas. A situação tornou-se especialmente difícil para o condor-californiano, que tornou-se extinto na natureza entre 1987 e 1992.

Felizmente, a reprodução em cativeiro e os programas de libertação começaram a restituir os condores à natureza em algumas áreas das antigas cadeias (por exemplo, Califórnia, Arizona, Baixa Califórnia, Colômbia e Venezuela). Contudo, pelo fato de os casais de condores em nidificação de ambas as espécies criarem apenas um filhote a cada dois anos em média, e também porque o envenenamento e a caça ainda continuam a causar a morte dos condores a índices alarmantes, serão necessários muitos anos antes que o número de condores selvagens retorne aos níveis do século XIX. Até então, as populações de ambas as espécies de condores continuarão ameaçadas.

Distribuições Pré-Históricas

Ambas as espécies de condores eram mais abundantes nos períodos pré-históricos do que no século XIX. Durante o Pleistoceno nas Américas do Norte e do Sul, por exemplo, os condores parecem ter se distribuído por ambos os continentes, desde o Atlântico até o Pacífico, ocorrendo em muitas áreas onde não se encontram hoje.

Uma possível explicação para o florescimento dos condores nesta época é que grandes manadas de ungulados, bem como outros grandes mamíferos, tais como preguiças e elefantes, cruzavam as Américas naquela ocasião, fornecendo aos condores uma abundância de carniça das quais se alimentavam. Muitos desses mamíferos pré-históricos estão em extinção, portanto a redução dos grupos de condores pode de certa forma ser relacionada a este fato (Emslie, 1987; Steadman & Miller, 1987).

Entretanto, outras explicações também são possíveis. Por exemplo, a matança de condores pelos índios americanos para fins cerimoniais (McMillan, 1968; Snyder & Snyder, 2000) pode ter aumentado desde o Pleistoceno, e apenas esta atividade pode ter causado a extinção dos condores em partes significativas de suas áreas de abrangência. Alternativamente, as condições dos ventos, que permitem que esses pássaros voem alto, podem ter ficado menos favoráveis em algumas regiões, resultando no abandono dessas áreas (Tonny & Noriega, 1998).

Fósseis de condores do Pleistoceno foram encontrados em vários locais fora das áreas de distribuição de ambas as espécies no século XIX. Por exemplo, restos de um condor-dos-andes de 13.000 anos de idade foram encontrados em cavernas em Lagoa Santa, Minas Gerais, Brasil (Alvarenga em Sick, 1993), enquanto restos do condor-californiano de 9.500 a 16.000 anos foram descobertos em Nova Iorque, Flórida, Texas, Novo México e Arizona, bem como na Califórnia e em outros estados da região oeste (Emslie, 1987; Snyder & Snyder, 2000).

Os fósseis do condor-californiano descobertos a oeste do estado de Nova Iorque, próximo à vila de Byron, no condado de Genesee, são especialmente interessantes porque datam de uma época (9.000 A.C.) quando a flora e a fauna estavam reocupando a terra após o derretimento dos glaciares. A vegetação conífera e boreal, caracterizada por píceas (Picea sp.) e pinheiros (Pinus banksiana), dominava a área naquela época e acredita-se que o clima fosse frio. Os fósseis encontrados em associação aos do condor-californiano neste local incluíam os extintos mastodontes (Mammut americanum), renas (Rangifer sp.) e veados (Cervus elaphus).

Essas constatações demonstram que o condor-californiano "conseguia viver em um clima mais frio e num ambiente boreal e conífero numa época em que o alimento adequado (carniça de mamíferos de grande porte) estava disponível (Steadman & Miller, 1987)." Synder & Snyder (2000) ressaltam que a presença dos fósseis de condores-californianos em locais tão afastados uns dos outros, como Nova Iorque, Flórida, região sudoeste e nordeste do Pacífico, sugere que esta espécie apresenta "tolerâncias climáticas e habitats muito amplos”. Sua conclusão também é apoiada pela vasta distribuição do condor-californiano no oeste da América do Norte no início do século XIX, uma extensão que incluía a região costeira do Pacífico, desde British Columbia até a Baixa Califórnia, e no interior até as regiões do Grand Canyon e das Montanhas Rochosas (veja a seção anterior).

Seleção de Locais para Ninhos

Ambas as espécies de condores nidificam principalmente em penhascos. Entretanto, informações detalhadas sobre as características do local dos ninhos estão disponíveis atualmente apenas em relação ao condor-californiano.

Os condores-californianos constroem ninhos desde a proximidade do nível do mar até uma altitude de 1.830 metros (Snyder et al., 1986). Os locais para ninhos em altas elevações diferem daqueles em baixas altitudes, uma vez que estes geralmente estão voltados para o sul; contudo não se sabe se os penhascos voltados para o sul são utilizados com maior freqüência porque são mais aquecidos ou simplesmente porque são mais abundantes (Snyder et al., 1986).

Embora a maioria dos ninhos dos condores-californianos seja construída em penhascos (em buracos, fendas, fissuras ou saliências suspensas), alguns são montados em fendas entre grandes blocos de pedra arredondadas em encostas escarpadas e em cavidades naturais de grandes árvores (Snyder et al., 1986). Na Serra Nevada, por exemplo, os condores não apenas nidificam em penhascos, mas também em cavidades da sequóia-gigante (Sequoiadendron giganteum), a maior espécie de árvore do mundo (Koford, 1953; Snyder et al., 1986). Um ninho construído numa sequóia ficava a 29 metros acima do solo, enquanto outro, situado em uma sequóia diferente, estava a 30 metros (Snyder et al., 1986). Ambos foram colocados em cavidades “produzidas pelo desgaste de ramos nos principais troncos das árvores (Snyder et al., 1986)”.

Numa pesquisa com 96 sequóias-gigantes, Snyder et al (1986) constataram que 20% dessas árvores apresentavam cavidades naturais, todas produzidas por desgastes semelhantes, demonstrando a dependência dos condores-californianos em relação aos fogo selvagem para produzir buracos para ninhos nessas árvores. Nas Montanhas de Santa Lucia na costa da Califórnia Central, um ninho de condor foi encontrado “no oco de um antigo e alto carvalho, num íngreme barranco, próximo ao cume de um dos picos mais altos (Taylor, 1859)”.

O condor-californiano macho encontrou um local para construir o ninho na cavidade de uma sequóia-gigante, sendo que, no ano anterior, havia nidificado com outra fêmea a 150 km de distância num buraco em um penhasco, demonstrando que pelo menos alguns indivíduos diversificam a escolha dos locais para nidificação (Snyder e Johnson, 1985).

Os condores-californianos parecem evitar construir ninhos em áreas onde as águias-reais (Aquila chrysaetos) são comuns (Snyder & Snyder, 2000). Entre os vários locais de nidificação estudados nos anos 80, apenas um estava situado num território onde a observação de águias-reais era freqüente (Snyder & Snyder, 2000). Felizmente para os condores, este território também apresentava numerosos ninhos de falcões-da-pradaria (Falco mexicanus), que protegiam o ninho do condor contra a predação das águias ao espantá-las (para obter mais informações, consulte a próxima seção: Associações de Ninhos para Proteção).

Conforme mencionado anteriormente, o condor-dos-andes também constrói ninhos principalmente em penhascos, entretanto, de maneira semelhante ao condor-californiano, é adaptável e pode nidificar em outros lugares. Por exemplo, ao longo da costa árida do Peru, onde o terreno é relativamente plano, alguns locais de ninhos dessa espécie são “pouco mais do que fendas parcialmente cobertas por sombra pegadas a grandes blocos de pedra arredondados em pequenas inclinações (MP Wallace em Snyder & Snyder, 2000)."

Associações de Ninhos para Proteção

Os condores e os grandes falcões às vezes constroem ninhos próximos uns dos outros. Embora os falcões sejam menores do que os condores, são melhores defensores de seus ninhos. Conseqüentemente, quando os falcões afastam agressivamente outros predadores de seus territórios de nidificação, também os afastam dos ninhos dos condores nas cercanias e, portanto, aumentam as chances de sobrevivência dos ninhos e filhotes do condor (Snyder & Snyder, 2000).

Na Califórnia, o corvo (Corvus corax) é o principal predador dos ovos do condor, enquanto a águia real é o principal predador dos filhotes dessa ave (Snyder & Snyder, 2000). Um território de nidificação do condor-californiano foi monitorado por vários anos e, durante um ano, constatou-se que pelo menos cinco casais de falcões-da-pradaria construíram ninhos "dentro de um raio de 2,4 km do centro do território", afastando a maioria dos corvos e águias-reais que o invadiram (Snyder & Snyder, 2000). Não é de se surpreender que o ovo e o filhote do condor tenham sobrevivido nesse território durante a estação de nidificação. Dois anos mais tarde, entretanto, os falcões-da-pradaria construíram ninhos mais afastados dos ninhos do condor e, conseqüentemente, não propiciaram defesa para os ninhos dos condores. Durante esta estação, os corvos invadiram o território e construíram ninhos próximos aos dos condores. Não surpreendentemente, esses corvos motivaram os "dois insucessos consecutivos da nidificação dos condores (Snyder & Snyder, 2000)”.

Obviamente, nidificar próximo aos falcões também é dispendioso para os condores, uma vez que os falcões mergulham agressivamente sobre os condores, fazendo-os perder tempo e energia para se esquivarem desses ataques. Entretanto, o custo vale a pena para os condores caso seus ninhos estejam sob a ameaça de águias e corvos (Snyder & Snyder, 2000). Para obter mais informações sobre como os pássaros aumentam o sucesso de reprodução ao construírem ninhos próximos a falcões e outras aves de rapina, leia nosso artigo especial “Gaviões, Corujas e Falcões que Protegem Ninhos de Pássaros”.

Quatro ninhos de condores-californianos também foram encontrados próximos aos ninhos ativos de abelhas mamangaba (Bombus spp.) ou abelhas melíferas (Apis melifera - Snyder et al., 1986). Não se sabe se essas abelhas protegem os ninhos dos condores contra predadores ou não, mas essa proteção tem sido reportada em relação a muitas outras espécies de pássaros que nidificam com abelhas (Haemig, 2001).

Hábitos Alimentares

Os condores se alimentam de mamíferos mortos de qualquer tamanho que encontrarem. Por exemplo, os condores-californianos se alimentam de mamíferos de porte pequeno como ratos-canguru, esquilos e coelhos, médio como coiotes (Canis latrans), lobos, pumas ou suçuaranas (Puma concolor) e grande como veados, ursos e baleias (Koford, 1953; Collins et al., 2000). A carniça de gado doméstico também serve de alimento extensivamente para os condores, uma vez que é tão abundante hoje em dia.

Em uma caverna no Grand Canyon utilizada pelos condores-californianos para nidificação de 9.000 a 13.000 anos atrás, foram encontrados ossos das seguintes espécies de presas, cujos restos devem ter servido como alimento para os filhotes de condores na época: bisão (Bison sp.), zebra (Equus sp.), mamute (Mammuthus sp.), camelo (Camelops sp.) e a extinta cabra montesa (Oreamnos harringtoni; Emslie, 1987).

Da mesma forma que os condores-californianos do Pleistoceno do Grand Canyon, os condores-dos-andes hoje se alimentam da carniça de camelos, incluindo o guanaco (Lama guanicoe) (Sarno et al., 2000), a vicunha (Vicugna vicugna) e os descendentes domesticados da lhama (Lama glama) e da alpaca (Vicugna pacos). Também se alimentam de uma grande variedade de outros mamíferos mortos (Houston, 1994)

Exploração dos Recursos Marinhos

Os condores não se limitam a alimentos terrestres, nas regiões costeiras, se alimentam extensivamente da vida marinha. A carniça de animais marinhos é especialmente importante para os condores que vivem em regiões áridas porque, nessas áreas, os mamíferos que pastam são menos abundantes e o mar geralmente produz mais alimentos para os condores do que a terra.

Por exemplo, ao longo das áridas costas do Peru e do Chile, o condor-dos-andes alimenta-se extensivamente da carniça de animais marinhos trazida pelas ondas. Os alimentos registrados em sua dieta incluem as carcaças de baleias e golfinhos, leões-marinhos (Otaria byronia), lobos-marinhos-sulamericanos (Arctocephalus australis), yuncos (Pelecanoides garnotii), pingüins de Humboldt (Spheniscus humboldti), tartarugas-verdes (Chelonia mydas), peixes e algas pardas (Murphy, 1936; Housse, 1945; Wallace e Temple, 1987a).

Durante os anos do El Niño, quando ocorreu uma alta mortalidade dos vertebrados marinhos, os condores geralmente se beneficiavam do maior suprimento alimentar quando as correntes do oceano depositavam as carcaças nas praias que sobrevoavam (Murphy, 1936). Se, entretanto, as correntes do oceano levassem os animais mortos para as praias de áreas urbanas densamente populadas, as quais os condores têm medo de visitar, eles não teriam acesso a esse alimento (Wallace & Temple, 1988).

Os condores-californianos também se alimentam de animais marinhos mortos. Durante o século XIX, por exemplo, quando as baleias eram mais comuns do que atualmente, Gambel (1846) registrou que "não era incomum" observar condores-californianos se alimentando das carcaças de baleias que haviam sido jogadas nas praias da Califórnia. Próximo a Monterey, Taylor (1859b) também observou condores “se alimentando da carcaça de uma baleia na costa".

Mais ao norte, ao longo da costa de Oregon, durante o inverno de 1805-1806, Meriwether Lewis e William Clark observaram condores-californianos se alimentando dos restos de uma baleia e de peixes que foram “lançados pelas ondas na costa marítima”. Nos meses de inverno durante os quais esses renomados exploradores permaneceram próximos ao estuário do Rio Columbia, eles encontraram o condor “mais abundante abaixo do que acima do nível da maré (Lewis & Clark [1804-1806], 1990)”.

Mesmo no final do século XX, quando o condor-californiano estava quase extinto na natureza, fragmentos de moluscos marinhos, inclusive o marisco Tivela stultorum, o Chione californiensis e conchas Polinices sp. foram freqüentemente encontrados em ninhos de condores em cavernas no sul da Califórnia (Collins et al., 2000), sugerindo a alimentação dos filhotes pelos pais na zona de entremarés.

Os condores que vivem ao longo das costas áridas também voam para ilhas em alto mar para atacar os ovos e filhotes de pássaros marinhos em colônias. Por exemplo, quando Murphy (1925) visitou a Ilha Ásia na costa do Peru central, observou condores-dos-andes, urubus-de-cabeça-vermelha e gaivotas se alimentando dos ovos de uma grande colônia de biguás, chamados de guanays (Phalacrocorax bougainvilli), contendo “inúmeros ovos e filhotes”. Segundo Murphy, os condores, urubus e gaivotas eram “mais abundantes e predatórios” do que em qualquer outro lugar que ele havia visitado. Um condor ficava no meio da colônia de corvos-marinhos, “rodeado por um círculo de ninhos abandonados e saqueados”. Quando este condor era atingido e pego pelos pés, “as claras e a maioria das gemas intactas de uma dúzia de ovos frescos saíam de sua garganta". Uma vez que praticamente não havia fragmentos da casca visíveis nesta refeição, Murphy sugeriu que “os condores devem sugar o conteúdo dos ovos com sua língua em forma de calha”.

Durante sua visita à Ilha Ásia, Murphy observou um mínimo de 18 condores “voando lentamente para lá e para cá” sobre a colônia de corvos-marinhos e, antes do meio-dia, assistiu a todos voltarem para o continente. Ele acrescentou que em Santa Rosita, uma ilha próxima, um informante confiável observou 36 condores descendo juntos sobre uma colônia de guanays. Em San Gallan, outra ilha na costa do Peru, Murphy (1925) constatou que os condores-dos-andes permaneciam próximos da saída das tocas dos petréis-mergulhadores-peruanos, arrebatando e comendo os que estavam saindo. Portanto, o condor-dos-andes não é apenas um animal que se alimenta de carniça nessas ilhas, mas também uma ave de rapina, que se alimenta de pássaros marinhos adultos e ovos, bem como de carne em putrefação (Murphy, 1925). Felizmente para os pássaros marinhos em nidificação, se um condor comer seus ovos e filhotes, eles podem botar outros ovos para substituir os desperdiçados.

Parece que o condor-californiano também se alimentava nas ilhas em alto mar. Por exemplo, durante o século XX, uma moradora de Oxnard, Califórnia, uma grande amiga da Professora Barbara B. DeWolfe (Universidade da Califórnia, Santa Bárbara), contou a DeWolfe que geralmente observava condores-californianos voando em direção às Ilhas Channel, presumivelmente para atacar os ninhos de pássaros marinhos e se alimentar da carniça de vertebrados marinhos ou de animais domésticos criados no local (Barbara B. DeWolfe, comentário pessoal para a autora nos anos 80). Os fósseis dos condores-californianos também foram encontrados nessas ilhas, sugerindo que exploravam recursos marinhos naquele local há milhares de anos (Orr, 1968; Guthrie, 1992, 1993).

Interações com Outros Pássaros que se Alimentam de Carniça

Quando os condores descem para se alimentar de uma carcaça, geralmente encontram outras espécies de carniceiros que já estão se alimentando. Às vezes os condores se juntam pacificamente a esses outros animais, com os quais se alimentarem, porém, outras vezes, lutam para afastá-los ou aguardam até que tenham terminado de comer e saído. Felizmente para os condores, o grande corpo os ajuda a vencer os confrontos com outros urubus.

No Peru, por exemplo, Wallace e Temple (1987a) estudaram as interações dos condores-dos-andes com outras espécies de urubus nas carcaças e constatou que as espécies maiores dominavam as menores. Uma vez que os condores tinham o maior tamanho corporal, ocupavam o topo da hierarquia de dominação e os outros urubus se submetiam aos mesmos. Os urubus-de-cabeça-vermelha geralmente chegavam em primeiro lugar numa carcaça, os urubus-pretos em segundo e os condores em terceiro. Mesmo assim, quando os condores chegavam, as outras espécies de urubus geralmente se rendiam aos mesmos. Os condores venceram 100% das interações agressivas com os urubus-de-cabeça-vermelha, 94% com os urubus-pretos e 100% com os urubus-reis (Sarcoramphus papa). Um urubu-rei (a segunda maior espécie) nunca iniciou um confronto com um condor. Além disso, os condores macho, cujo sexo é mais numeroso, dominavam as fêmeas da mesma idade.

Na América do Norte, o urubu-de-cabeça-vermelha também chega antes às carcaças, geralmente em primeiro lugar devido a seu olfato bem desenvolvido. Contudo, em algumas regiões, os corvos são mais abundantes do que os urubus-de-cabeça-vermelha e, portanto, geralmente chegam primeiro na carcaça, seguidos das águias-reais e dos condores-californianos (Snyder & Snyder 2000). O condor maior domina os urubus-de-cabeça-vermelha e os corvos, fazendo-os sucumbir durante confrontos.

Todavia, as interações entre o condor-californiano e a águia real são mais complexas e não seguem a hierarquia de dominância baseada simplesmente em tamanho. Os condores-californianos pesam aproximadamente o dobro das águias-reais, mesmo assim, geralmente aguardam as últimas terminarem de comer e ir embora antes de se aproximarem da carcaça, talvez temendo suas perigosas garras (Snyder & Snyder, 2000). Em algumas ocasiões, talvez quando muito famintos, os condores-californianos adultos desafiam as águias-reais e as afastam das carcaças, embora isso não tenha sido observado com condores jovens (Snyder & Snyder, 2000).

Interações com Outros Pássaros que se Alimentam de Carniça

Quando os condores descem para se alimentar de uma carcaça, geralmente encontram outras espécies de carniceiros que já estão se alimentando. Às vezes os condores se juntam pacificamente a esses outros animais, com os quais se alimentarem, porém, outras vezes, lutam para afastá-los ou aguardam até que tenham terminado de comer e saído. Felizmente para os condores, o grande corpo os ajuda a vencer os confrontos com outros urubus.

No Peru, por exemplo, Wallace e Temple (1987a) estudaram as interações dos condores-dos-andes com outras espécies de urubus nas carcaças e constatou que as espécies maiores dominavam as menores. Uma vez que os condores tinham o maior tamanho corporal, ocupavam o topo da hierarquia de dominação e os outros urubus se submetiam aos mesmos. Os urubus-de-cabeça-vermelha geralmente chegavam em primeiro lugar numa carcaça, os urubus-pretos em segundo e os condores em terceiro. Mesmo assim, quando os condores chegavam, as outras espécies de urubus geralmente se rendiam aos mesmos. Os condores venceram 100% das interações agressivas com os urubus-de-cabeça-vermelha, 94% com os urubus-pretos e 100% com os urubus-reis (Sarcoramphus papa). Um urubu-rei (a segunda maior espécie) nunca iniciou um confronto com um condor. Além disso, os condores macho, cujo sexo é mais numeroso, dominavam as fêmeas da mesma idade.

Na América do Norte, o urubu-de-cabeça-vermelha também chega antes às carcaças, geralmente em primeiro lugar devido a seu olfato bem desenvolvido. Contudo, em algumas regiões, os corvos são mais abundantes do que os urubus-de-cabeça-vermelha e, portanto, geralmente chegam primeiro na carcaça, seguidos das águias-reais e dos condores-californianos (Snyder & Snyder 2000). O condor maior domina os urubus-de-cabeça-vermelha e os corvos, fazendo-os sucumbir durante confrontos.

Todavia, as interações entre o condor-californiano e a águia real são mais complexas e não seguem a hierarquia de dominância baseada simplesmente em tamanho. Os condores-californianos pesam aproximadamente o dobro das águias-reais, mesmo assim, geralmente aguardam as últimas terminarem de comer e ir embora antes de se aproximarem da carcaça, talvez temendo suas perigosas garras (Snyder & Snyder, 2000). Em algumas ocasiões, talvez quando muito famintos, os condores-californianos adultos desafiam as águias-reais e as afastam das carcaças, embora isso não tenha sido observado com condores jovens (Snyder & Snyder, 2000).

Interferência entre Condores Individuais

Indivíduos da mesma espécie de condores também podem lutar e afastar uns aos outros. No norte da Patagônia, Donázar et al. (1999) estudaram os condores-dos-andes nas carcaças e constataram uma hierarquia de dominância baseada em tamanho, sexo e idade. Os condores macho, cujo peso era de 36 a 37% superior ao das fêmeas, dominavam as fêmeas independentemente de idade. Além disso, dentro de cada grupo de sexo, os pássaros mais velhos dominavam os mais jovens. Portanto, os condores macho adultos ocupavam o topo da hierarquia de dominância, enquanto as jovens fêmeas ocupavam o nível inferior.

Considerando que os machos e as fêmeas mais velhas as afastavam das carcaças, as jovens fêmeas tendiam a evitar a alimentação nas montanhas, onde o alimento era mais abundante e o encontro com machos e fêmeas mais velhas seria mais provável. Em vez disso, se alimentavam mais freqüentemente nas planícies, onde era menos provável encontrar alimento, porém mais provável que se evitassem confrontos com machos e fêmeas mais velhas quando de fato encontravam alimento. Os machos e fêmeas adultas preferiam se alimentar nas montanhas ricas em alimentos.

No norte do Peru, Wallace e Temple (1987) registraram resultados um pouco diferentes. Constataram que, enquanto os machos dos condores-dos-andes geralmente afastavam as fêmeas da mesma idade nas carcaças, as fêmeas às vezes afastavam os machos um ano mais novos do que as mesmas.

Por que os Condores Estão Ameaçados?

Os condores são menos abundantes atualmente do que no início do século XIX porque foram mortos e envenenados por humanos em grandes números. Há basicamente duas origens para o envenenamento: (1) venenos destinados a matar predadores como coiotes, lobos, pumas e ursos e (2) o envenenamento por munição de chumbo. Colisões com cabos de energia elétrica suspensos também têm causado algumas mortes de condores.

A maior ameaça aos condores-californianos atualmente decorre do envenenamento por chumbo (Pattee et al., 1990; Meretsky et al. 2000, 2001; Snyder e Snyder, 2000). Quando os condores se alimentam de animais mortos por caçadores com projéteis de chumbo, eles geralmente ingerem o chumbo juntamente com a carne. Ao longo do tempo, a quantidade em seu corpo aumenta porque as aves não possuem mecanismos naturais para remover o chumbo do corpo. Por fim, as concentrações de chumbo tornam-se tão altas que os condores morrem.

Durante os anos 80, a freqüência de morte por envenenamento por chumbo dos condores-californianos era tão elevada, que o governo capturou os últimos indivíduos remanescentes para a reprodução em cativeiro porque não via uma maneira prática de protegê-los do envenenamento (Bessinger, 2002). Desde o início dos anos 90 até o momento, alguns dos condores capturados e seus filhotes reproduzidos em cativeiro têm sido liberados na natureza, com a esperança de que estabelecerão novas populações viáveis.

Infelizmente, visto que a munição de chumbo continua a ser vendida e utilizada por caçadores nas áreas onde os condores são libertados, os condores selvagens estão morrendo novamente a índices altíssimos em decorrência do envenenamento por chumbo. Meretsky et al. (2001) concluíram que os índices de mortalidade atuais são tão elevados que se aproximam das “desastrosas taxas mortalidade” dos anos 80 e, portanto, são insustentáveis.

O problema do envenenamento por chumbo poderia ser resolvido ao se exigir que os caçadores utilizem munições de substâncias atóxicas, tais como compostos de TTB (estanho, tungstênio e bismuto), e proibir a venda de munições de chumbo em lojas. A eliminação gradual do chumbo na munição, como realizado para a mesma substância em tintas e gasolina, beneficiaria não apenas os condores, mas também outras espécies silvestres e os seres humanos (Beissinger, 2002).

Outra fonte principal de mortalidade dos condores é a caça (Snyder & Snyder, 2000). Sempre haverá egomaníacos que caçarão pássaros gigantes como os condores para tentar provar sua masculinidade ou simplesmente ver “o que é aquele enorme pássaro (McMillan, 1968; Snyder & Snyder, 2000)".

Embora muitas atividades de caçadores sejam prejudiciais aos condores, é errado concluir que caçadores e condores sejam necessariamente incompatíveis. Em algumas circunstâncias, a caça poderia beneficiar esses pássaros. Por exemplo, se os caçadores não atirassem nos condores, se utilizassem munições atóxicas para abater a caça e deixassem parte dos animais mortos para os condores se alimentarem, eles poderiam ajudá-los ao lhes oferecer mais alimento (Snyder & Snyder, 2000). Esses caçadores "responsáveis” poderiam até mesmo ser importantes para os condores nas áreas onde grandes predadores foram exterminados, porque esses predadores costumavam deixar carniça para os condores se alimentarem. Infelizmente, pelo fato de haver alguns indivíduos de mau caráter em cada grupo de caçadores e por ser necessário apenas alguns desses indivíduos para ameaçar toda uma população de condores, a caça em áreas de condores deve ser monitorada cuidadosamente por policiais competentes e bem equipados e todas as leis devem ser rigidamente cumpridas. McMillan (1968) forneceu relatos preocupantes sobre o que ocorre quando pessoas irresponsáveis recebem permissão para caçar sem supervisão na área de condores.

A recuperação das populações de condores também está ameaçada por um problema adicional: o comportamento ingênuo e não-natural dos condores jovens criados em cativeiro. Esses pássaros demasiadamente mansos nunca aprenderam com seus pais a sobreviver no mundo real fora dos zoológicos onde foram criados e, conseqüentemente, quando soltos na natureza, alguns se aproximas de humanos sem medo (Snyder & Snyder, 2000; Meretsky et al., 2001; Beissinger, 2002).

Haemig PD 2008 Ecologia dos Condores. ECOLOGIA.INFO #25

Fonte: www.ecologia.info

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