Pássaro muito comum e fácil de ser encontrado. Mede 12 cem de comprimento tendo plumagem parda escura na parte dorsal e ferrugínea na parte ventral, com bico delgado.
Borda de matas, cerrados, caatingas, áreas alagadas, campos e áreas verdes urbanas, próximo de residências.
Toda a América do Sul
Muito gracioso e irriquieto, vive saltitando pelos muros, telhados e solo. Constrói o ninho normalmente escondido nas telhas de casas.
Pequenos frutos, sementes e insetos
Desenvolve em média 3 posturas por ano, com 3 a 4 ovos cada, normalmente de agostao a maio.
Fonte: www.vivaterra.org.br
Troglodytidae
Troglodytes aedon
12 cm
Um dos pássaros mais conhecidos do País. Presente em todo o Brasil e também da América do Norte a toda a América do Sul.
Muito comum, ocorre virtualmente em todos os hábitats abertos e semi-abertos, aparecendo rapidamente em clareiras abertas em regiões florestadas.
Habita também os arredores de casas e jardins, inclusive no centro de cidades, e ocupa ilhas na costa marítima.
É onívora, predominando em sua dieta insetos e suas larvas; come também lagartixas, sementes e frutos. Vive solitária ou aos pares; macho e fêmea cantam em dueto.
Faz ninho forrando qualquer cavidade, seja um pau oco, um buraco ou mesmo um ninho abandonado de joão-de-barro.
Põe de 3 a 4 ovos vermelho-claros, densamente salpicados de vermelho-escuro, com manchas cinza-claras.
Conhecida também como correte (Pará), Cambaxirra, garrincha, cutipuruí (Pará, Amazonas), rouxinol (Maranhão) e corruíra-de-casa.
Fonte: www.flickr.com
11,5cm
Quase inconfundível, ao menos em ambientes alterados pelo homem, as outras espécies brasileiras da família Troglodytidae são típicas de ambientes florestais ou restritas a habitats muito específicos.
Até recentemente a espécie Troglodytes aedon tinha sua distribuição registrada em todo o continente americano, exceto acima do Círculo Polar Ártico, no entanto após uma série de estudos as populações ao sul do México passaram a ser consideradas como uma espécie distinta, renomeada como Troglodytes aedon. A mudança no nome científico não mudou em nada a popularidade desta ave já muito conhecida em nosso país.
Esta pequena ave apresenta um comportamento hiperativo, pulando pelo chão a procura de pequenos invertebrados, lembrando um camundongo ( musculus = camundongo ). Também pode saltar de galho em galho com a mesma velocidade, porém raramente se alimenta muito distante do solo, empoleirando principalmente para cantar.
Sua vocalização é muito complexa e melodiosa, algo que é de se esperar para uma ave da mesma família do famoso uirapuru.
Com certeza os comportamentos mais notáveis em relação a esta espécie referem-se a sua reprodução, pois a corruíra é capaz de construir seu ninho nos locais mais improváveis. A lista de relatos de ninhos construídos em condições incomuns é grande, passando por telefones públicos, tratores, caixas de música, instalações elétricas, etc. É uma das aves que mais se aproveita dos ninhos artificiais disponibilizados pelos humanos, especialmente caixas com entrada pequena. Os ovos, de 3 a 6, eclodem após cerca de duas semanas e os filhotes demoram quase o dobro deste tempo para abandonar o ninho. Os pais se revezam nos cuidados com os filhotes.
A corruíra pode destruir ovos de outras espécies de aves sem nem mesmo alimentar-se deles. Este comportamento pode estar relacionado à eliminação de competidores de outras espécies. Há vários relatos deste comportamento para a espécie americana, e para a brasileira há uma descrição de predação em ovos do sabiá-pardo (Turdus leucomelas )
Fonte: dimaserose.blogspot.com