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Fila Brasileiro



Fila Brasileiro
Fila Brasileiro

É uma raça brasileira de trabalho que já conquistou numerosos adeptos em muitos países. O cão de fila, ou o Fila Brasileiro, tem uma origem obscura, como a de tantas outras raças. É possível indentificar no Fila traços de algumas raças trazidas ao Brasil pelos colonizadores espanhóis e portugueses, como o Bloodhound, o mastiff e o bulldog inglês, o que nos leva a supor sua descendência. Usado durante muito tempo para a captura de escravos, pelo ótimo olfato, resistência, temperamento impetuoso e implacável, o Fila capturava, e imobilizava a vítima, até a chegada do dono.

Hoje em dia o Fila é um excelente guarda e ótimo no trabalho com animais, mantendo sozinho a formação de rebanhos, chamando à ordem qualquer animal discolo. É um cão de grande porte, acostumado à grandes espaços, e ideal para sítios e fazendas. Um típico molosso, o Fila é desconfiado na presença de estranhos e não admite a menor familiaridade.

Os olhos são de tamanho médio, de forma ligeiramente amendoada, distantes entre si, e de cor escura. As pálpebras caídas não podem ser consideradas defeito, pois são assim por causa da pele flácida, e contribuem para aumentar a aparência "pensativa"do olhar do Fila, característica típica da raça. Sua pelagem é curta, suave, espessa e lisa. A pele é grossa e elástica, flácida sobretudo no pescoço e no tronco.

A altura do Fila Brasileiro é de 65 cm. à 75 cm. na altura da cernalha, para os machos e de 60 cm. à 70 cm., para as fêmeas. O peso mínimo para a raça é de 40 kg., para as fêmeas, e de 50 kg., para os machos.

Fonte: www.guiaderacas.com.br

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Origem da Raça

Várias teorias tentam explicar a presença do cão de Fila no Brasil. Não tem, porém, base zootécnica devidamente documentado. Baseado nas pesquisas feitas nas excelentes bibliotecas históricas existentes no Nordeste e no Sudeste do Brasil, podemos afirmar que o atual cão de Fila Brasileiro tem o seu começo em nosso país entrando pelo estado de Pernambuco, trazido pelos flamengos (holandeses) da Companhia das índias Ocidentais e apanhadores na Inglaterra. Eles dominaram o nordeste brasileiro durante os anos de 1630 a 1654, quando foram expulsos pelos naturais do país.

Cão de fila é definido no português antigo como um cão grande, bravo, de espécie vulgar. Característica, aliás, dos cães Molossos. Cão de fila, de filar, ou "filhar", significa um cão que agarra a presa e não larga. É, assim, um cão de guarda e um cão mestiço. Em inglês a palavra "mastiff", em francês "mastin" significa mestiço.

Por mais que procurássemos, não encontramos provas e documentação convincentes que mostrassem que os cães de Fila tivessem sido trazidos pelos portugueses, ingleses, franceses, ou pelos africanos, povos que mais de perto participaram da colonização do Brasil. Não encontramos menção à existência de cães de Fila por volta do século XVII, na área central do Brasil.

Dois registros importantes foram então localizados por nós

1) Viagem do naturalista e poliglota inglês capitão Richard F. Barton. Por exemplo - no rio Sabará a Santa Luzia (Minas Gerais), no Vale do rio São Francisco: "NEGA", o Mastiff, parecia uma onça, tornando-se muito brava quando presa e latia como se estivesse enjaulada. a Ela era o terror para aqueles que a viam à primeira vez e provava ser útil e, nessas partes, todos os homens viajavam com cães ferozes.

2) Maximiliam, Príncipe Wied - Neuwied, um dos mais famosos naturalistas que viajaram pelo Brasil no início do século XIX, logo após o nosso rei português D. João VI ter aberto os portos do país, permitindo a entrada livre dos estrangeiro,s relata e mostra duas gravuras:

A primeira representa cães de Fila, chamados cabeçudos onceiros ou boiadeiros, cercando um boi e, em sua volta, a cavalo, vaqueiros vestidos com roupas de couro, como no Nordeste.

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Na segunda, uma onça sobre uma árvore, "tocaiada" pelos cães de Fila. Todos os cães têm as orelhas cortadas. Maximiliam registrava o fato no sul da Bahia, fronteira com Minas Gerais.

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Vamos tentar resumir nossas pesquisas, localizando por vários achados, que o cão de Fila penetrou no Brasil pelo Nordeste (Pernambuco) seguindo pelo rio 5. Francisco e chegando ao estado de Minas Gerais. Graças à presença de colonizadores, descendentes de europeus que amaram o Fila, viram sua utilidade e à pecuária leiteira, aí existente, permitindo a alimentação do cão.

Em verdade formou-se o CICLO seguinte:

1) a floresta;
2) as onças;
3) o homem;
4) o gado;
5) o cão de Fila.

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Quadro 1
O CICLO, Floresta, Onça, Homem, Gado, integrado, garantiu a presença do cão fila no Brasil. A quebra dos cpirculos floresta e onça, tornou o cão de fila desnesessario, fez desaparecer ou escassear a comida, determinando sua quase extinção. Em Minas Gerais, um fator novo permitiu a preservação do cão de fila durante cerca de 2 séculos (Segundo Procopio do Valle, 1978)

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Quadro 2

Em Minas Gerais, os cães de fila foram chegando descendo pelo vale do Rio S. Francisco, desde o fim do século XVII. Os fazendeiros, os boiadeiros, os açogueiros mineiros valorizaram a presença dos cães de fila acolhendo-los e nutrindo-os com um alimento ali abundante - o leite e o angu de milho. Foram assim preservados, a partir da raça de origem, o "Engelsen Doggen" ou mais exatamente, o "Dogue de Fort Race", apa

Formação de Uma Raça

História Natural do Fila Brasileiro

Vamos rever a evolução em quase cinco séculos do atual FILA BRASILEIRO. De fato, sob a lei natural ou o interesse do homem, os criadores selecionaram cães Molossos de diferentes raças e origens, até a formação do cão cabeçudo ou o nosso Fila "made in Brazil". A diversidade genética é a base da seleção de nosso Fila pela mão inteligente do homem brasileiro. Houve objetivos, meios e fins.

Testemunhos de escritores, cinófilos, caçadores, fazendeiros, mascates, historiadores são objetivos e realistas. As citações são autenticas e a bibliografia não depende de influências emocionais. Elas são citadas detalhadamente na segunda edição do nosso livro sobre o Fila.

A partir do século XVII, o homem brasileiro necessitava de cães de porte para a caça de animais extremamente agressivos como as onças, de porte e ligeiros como as antas, ou animais muito espertos como os veados e o fizeram utilizando cães Molossos encontrados no país. Especialmente no Nordeste, no Centro-Oeste e no Sudeste é que houve uma mescla com raças do mesmo grupo.

Concluímos, das informações colhidas: que o atual Fila Brasileiro é um cão mestiço resultante de uma amálgama de raças "hound". Nos desenhos 1 e 2 alinhamos os grandes cães Molossos ou "cães ingleses" trazidos pelos flamengos - holandeses - da Inglaterra. E foi o núcleo de formação da raça. Pouco a pouco, mostramos a "história natural do Fila Brasileiro", que testemunha a mistura, feita ao acaso, ou pela mão do homem. Este homem brasileiro que, PhD, nem diploma de zootecnista ou geneticista sabia o que queria.

Fila Brasileiro
Desenho 1

Fila Brasileiro
Desenho 2

Uma raça serve aos interesses do homem e é a razão porque no Brasil o cão de Fila foi se adaptando diante de tarefas novas que lhe foram exigindo. É fácil entender que, no século XVII, ainda no Nordeste, em seu caminho para o Sul, pelo rio S. Francisco o homem precisava de cães robustos, com cabeça maciça, mordida violenta, coragem, afim de poder enfrentar centenas de onças que dizimavam os rebanhos. Aos poucos, a seleção foi sendo feita, ao mesmo tempo que eles passaram a servir como cães de pastoreio ou o cabeçudo-boiadeiro, quando se lhes exigiam mais faro, maior velocidade, mais inteligência.

Sabe-se que há o espírito de matilha, que os cães seguem o "onceiro-mestre", portanto aquele capaz de receber um nível de treinamento mais apurado. Logo se aperceberam da vantagem dos cruzamentos com os perdigueiros, com maior olfato, mais ligeiros e versáteis e, sobretudo, porque eram os cães que, realmente, os portugueses trouxeram para o Brasil.

As matas foram sendo brutalmente destruídas, as onças foram escasseando, bem como a caça. E, como alimentar esses grandes cães? Eles foram necessariamente sendo reduzidos. Acreditamos ser a razão de vermos, em fotos antigas, cães de Fila magros, altos, cabeças mais afiladas. Ou para serem mais ligeiros, seguindo vários tipos de caça, ou pela gracilidade dos esqueletos que acompanha os cães submetidos à desnutrição crônica.

As necessidades de caça fizeram o homem mesclar os Molossos Filas com perdigueiros (podem ser considerados corno "hound"), bem com os foxes-hounds, os galgos, os blood-hounds, a valer as descrições aqui mostradas. E mais recentemente, no século XX, utilizaram os dinamarqueses, para dar maior altura. O que deve ser retratado na FORMAÇÃO DO FILA BRASILEIRO é o objetivo do homem em manter, na mesma, o fenótipo e o genótipo do cão Molosso. Não foram cruzamentos inescrupulosos, mas uma ladina visão da destinação dos cães.

Os Padrões Normais

Destaque da Cabeça

Como deve ser visto um Fila Brasileiro, dentro dos padrões normais;

a) DESTAQUE DA CABEÇA

Veja figuras a seguir:

Fila Brasileiro

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Figura 1

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Figura 2

O Fila Brasileiro, ou "cão cabeçudo", tem em sua cabeça uma de suas principais características. Observem nas figuras: crânio, focinho, olhos, orelhas, pescoço, bordo da laringe, papada.

Proporções da cabeça

a) comprimento do crânio
b) comprimento do focinho
c) comprimento da cabeça
d) largura da cabeça

Segundo o padrão, o comprimento do focinho é 40% do comprimento total da cabeça, ou seja, 1 por 1 e meio. A trufa e as narinas são bem típicas do Fila, bem pigmentadas, negras.As narinas são amplas e a fenda mediana é bem marcada e atinge a parte superior. Os "beiços" do Fila, sua pele solta dão à boca um aspecto particular. Os lábios são serrilhados.

A pele solta das pálpebras e os seus olhos grandes e brilhantes, ao lado de uma mímica muito típica, dão ao Fila Brasileiro três característicos: curiosidade, atenção e o famoso "olhar morteiro do Fila". Dentes, mordedura, etc, ler no nosso livro.

nhados na Inglaterra, e levados pelos holandeses para Pernambuco, a partir de 1631 (Segundo Procopio do Valle)

Fotos de cabeças do Fila Brasileiro, que consideramos as ideais

Fila Brasileiro
Fila Brasileiro

a) BASTARDO DO TRAVESSÃO.

Criador - Carlos Infante Vieira Ir. Canil do Travessão, Itaipava, RJ, Brasil, 1975.

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b) Ch. ÉBANO DO SOBRADO

Famoso canil de Belo Horizonte, MG, Brasil, 1984.

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c) AMBRA vom Grünlandhof

Alemanha. Gentileza de Louise Daser.

Fila Brasileiro
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d) Ch. Gr. Ch. Ch. Intern. DELICADO DA FAZENDA POÇO VERMELHO

Propriedade - Canil Abyara, Curitiba, PR, Brasil. 
Grande reprodutor na região sul do Brasil. Gentileza de João Huczoh.

Fila Brasileiro
Fila Brasileiro

e) URUCÊ DO KIRIMÁUA

Tendo ao lado seus dois filhos Proprietário e criador: Jaime Hernantes. 
Canil EI Regato, Espanha. (Uma montagem de Jaime).

O Corpo do Fila

Fila Brasileiro

Fila Brasileiro
Fila Brasileiro

O Fila Brasileiro tem a pele muito solta. O que foi acentuado nos séculos XVII a XIX, pois a pele solta permitia uma proteção ao Fila das garras das onças, especialmente no pescoço. A foto mostra o Fila BRUTUS DO ÁS DE OURO, 14 meses, propriedade de Carlos Olguim Naschpitz, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

As Cores do Fila

Como um cão Molosso, o Fila Brasileiro, tem cores variadas, distribuindo-se nas cores seguintes, com muitas variações de tonalidade:

1) amarelo ou baio; 
2) cinza (cinza Chalmers); 
3) avermelhado; 
4) tigrado, fundo castanho ou cinzento; 
5) preto sólido, sem nenhuma lista, permitindo-se pequenas manchas brancas (em regra no peito, nos artelhos, no prepúcio, ponta da cauda).

Nas pistas de exposição há uma predominância absoluta das cores amarelo ou baio e os de cor tigrado. Em proporção muito menor vêm as outras cores. Os brancos malhados foram cortados do standard, o que é uma pena, pois nos séculos XVIII a início do século XX era uma cor preferida pelos caçadores e boiadeiros, já que permitiam rapidamente a localização dos Filas desta cor no meio das macegas, capins e na mata.

O Fila de cor preta foi perseguido por algumas pessoas. Na Europa e mesmo no Brasil, não permitiam cães desta cor nas exposições. Criadores, que conhecem as regras zootécnicas, e a nossa Homepage "Campeões de Filas Pretos" (em português e em inglês) fizeram crescer incrivelmente a procura de Filas pretos em todo mundo.

Fila Brasileiro
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a) Primeiro Fila Brasileiro a ganhar o melhor da exposição em Salvador, Bahia, Brasil, 1957. Juiz Antonino Barone Forzano, um dos sócios fundadores do BKC e juiz "all-rounder". Viajou o mundo todo julgando cães. Notem o Fila branco malhado. Ontem, campeão; hoje fora do padrão.

Fila Brasileiro
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b) Esta foto do ano 1901, feita em Mato Grosso, Brasil, é um excelente testemunho do uso do século XVII a XIX de Filas brancos ou brancos malhados. Vê-se caçadores entrando no mato e acompanhados de um Fila malhado, quase branco.

O Temperamento do Fila

Ao lado de seu aspecto de cão de porte médio para grande e aparência de cão de guarda, o Fila Brasileiro tem um temperamento muito especial, que rapidamente conquista seu dono e pessoas que o cercam. Mostra-se ser um cão dócil, amigo, um companheirão. Nos nossos livros sobre o Fila Brasileiro destacamos este característico.

O comportamento desenvolve-se e é diferenciado sob a influência de fatores genéticos e ambientais, mas nenhum deles pode agir independentemente.

"Cada um, que já possuiu um cão, sabe que existe urna ampla personalidade canina individual, que os faz diferir um do outro". O desenvolvimento do comportamento dos cães se dá fundamentalmente por adaptação.

O comportamento dos cães, incluindo o Fila Brasileiro sofre também a influencia do trato que recebe desde filhote. Wanildo Siqueira menciona as dificuldades ou impossibilidades de treinamento de um Fila, se lhe faltou carinho e cuidados nos primeiros meses de vida.

O Fila Brasileiro não é "um cão de um só dono". Mais do que isso: o Fila é um cão de uma pequena comunidade, de uma família . Um destaque a urna característica do cão de Fila: a ojeriza aos estranhos e a sua inexcedível integração aos seus donos; um cão grande e bravo e mesmo violento tem com freqüência um temperamento quase "humano".

Além da ojeriza aos estranhos, um Fila não aceita outro macho e tem forte espírito de matilha.

Vamos comentar um problema importante do temperamento dos Filas: impõe-se a idéia de retirar o "Fila de salão", ou seja, artificialmente preparado para as pistas. No mundo conturbado em que vivemos, hoje há dezenas de guerras e conflitos étnicos, os estrangeiros estão à procura de um cão de guarda e não de um bonito espécime.

Nas décadas de 1960/70, nas numerosas exposições do antigo BKC, Os Filas Brasileiros mostrados eram poucos e ficavam afastados dos outros cães. Eles não permitiam ser tocados pelos juizes ou ter seus dentes examinados. Com o tempo os Filas foram se tornando mais dóceis. Entretanto é possível preservar o temperamento dos Filas como cão de guarda. E recordamos que o Fila é o único dos cães Molossos que mantem este atributo de ojeriza aos estranhos. Mas, há a evolução, o crescimento da cidade, a falta de cerca entre as casas, corno se vê nos Estados Unidos.

Para serem apresentados em exposições os cães são submetidos a testes de ataques em cobaias humanas. Esses testes são de condicionamento. O cão repete o que lhe é ensinado. Não nos dá, realmente, idéia de seu temperamento.

Seria possível agradar a todos, apresentando Filas dentro do padrão e, ao mesmo tempo, utilizarmos os mesmos como cães de guarda? Fizemos alguns testes, tentando encontrar Filas com temperamentos diferentes, sem submete-los aos superficiais testes usados nos shows, que agradam tanto aos proprietários de cães.

Nossa sugestão se baseia no conhecimento do temperamento do Fila, com testes realizados em seu território, ou fora dele. Assim fizemos, utilizando Filas com dez meses de idade em diante. Entendido que, em verdade, começa-se a observar o Fila já desde filhote, época em que se pode identificar os mais espertos, os mais agressivos.

Descrição do nosso teste: o Fila é colocado afastado de pessoas, exceto o dono ou o tratador, contido pelo tirante.

Distinguimos quatro grupos

1 - O estranho se aproxima. Nota que o Fila fica indiferente, não mostra os dentes ou late. Maior aproximação se faz e tenta tocar o cão e ver os dentes. Se ele o permite, sem qualquer reação, receberá nota ZERO. Não é um cão de guarda, porque mantem um temperamento juvenil. Pode servir de companhia para velhos e crianças.

2 - O Fila, ao aproximar-se o estranho, mostra-se irrequieto, rosna, mostra os dentes, mas se deixa tocar. Recebe nota UM. Não e um cão de guarda.

3 - Quando o cão, com a maior aproximação do estranho começa a rosnar e a latir e não se deixa tocar, receberá nota DOIS. É um cão de guarda ideal, pois é educado, porém não aceita os estranhos.

4 - Finalmente, se o cão à aproximação do estranho a menos de dois ou três metros, procura investir, morder, impossibilitando qualquer contato, terá nota TRÊS. Este é um cão de guarda como os antigos cães de fazendas, no Brasil. Paradoxalmente ele se mostra dócil com seu dono e com aqueles que com ele convivem.

O exército de Israel, como me contou o Juiz "all rounder" Antonino Barone Forzano, na seleção de cães eficientes, escolheram Os Filas Brasileiros por não mostrar medo aos tiros e bombas.

Clélia Kruel, em seu segundo livro, escrito em inglês, destaca, mais uma vez, o temperamento do Fila. Ela chama "Filas corno cães de trenós". Trata-se de uma carta que a sra. Clélia recebeu e escrita por John Quy e Earle Magge, os quais moram em Finland, Minnesota, em lugar onde, freqüentemente faz 20 graus abaixo de zero e eles moram quatro a sete milhas do vizinho mais próximo. Os cães são usados para puxar o trenó e retornar do mercado com alimentos. Além do frio, eles tem desfavoráveis a presença de lobos e de alces com grandes chifres, esses últimos com peso de 400 quilos. Por que preferiram Os Filas Brasileiros sobre outras raças para os protegerem? Respondem: "Porque a raça Fila é superior como proteção para ambos. Não é estritamente a coragem e a ferocidade da raça, nem sua força e agilidade.

E a sua natureza de se aproximar da gente como guardas... Cães que correm loucamente para se baterem com lobos, são prontamente mortos. Nossos Filas, quando se perdem na propriedade, agem juntos como uma matilha e nunca caçam além da nossa área. Quando nossos Filas estão fora conosco eles nos mantêm sob suas vistas, como se fôssemos seu primeiro dever na vida para nos proteger e amar".

Principais Faltas e Defeitos Físicos

Observem as figuras abaixo, elas falam por si mesmas.

Fila Brasileiro

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Fila Brasileiro

 

Orelhas compridas (muito caídas)

Fila Brasileiro
Um Fila-Mastiff

Mostramos um Fila-Mastiff. Nascido no Brasil e exportado para a Finlândia. A propósito, citamos a observação de geneticista Americano, quando observa: "a herança é o conjunto dos nossos antepassados apinhados em um ônibus. De vez em quando alguém põe a cabeça para fora e nos desconcerta".

Época de Acasalamento

Reprodução

Entendido que os reprodutores devem ser escolhidos entre os melhores Filas. Faremos um sumário seguindo a Dra. Marly Milward de Oliveira, como escreveu para nosso livro. A cadela deve ter uma orientação pré-nupcial e ser no momento apropriado, preparada para o parto. Com o nascimento dos filhotes, segue-se toda uma série de cuidados. Não nos esquecemos, porém que abordamos a "época do acasalamento".

As cadelas devem ser cobertas no segundo ou terceiro cio. Nesta época ela está física e preparada para ser mãe. O padreador deve iniciar as coberturas após 15 meses de idade.

Cores dos Filhotes

A juíza de Fila Brasileiro e bióloga, Geni Barbosa de Freitas, estabeleceu possíveis cores dos filhotes e dos cruzamentos permitidos. Chegou à conclusão que as cores castanho e amarelo são dominantes ou quase dominantes - pois, em tese, castanho com castanho só daria filhotes castanhos.

Perguntamos: um Fila castanho ou amarelo, acasalado com outro castanho ou amarelo só dará filhotes destas cores?

Vamos falar de cores de filhotes baseados em um número estatístico significativo do nosso canil KIRIMAUA: 363 filhotes nos anos de 1960 a 1988.
Apresentamos em nosso livro 2 tabelas, onde estudamos:

a) filhotes de cor baio (amarelo) ou castanhos. Ascendência, cor dos pais e avós;
b) Pai e mãe de cor baio ou castanho.

Cores dos filhotes nascidos

1) 10 filhotes baios ou castanhos tiveram origem em pais e avós de cores diversas, com predomínio da cor castanha ou amarela;
2) Em 13 casais, com pai e mãe de cor amarelo ou castanho houve nascimento de filhotes amarelos e tigrados, predominando o amarelo.

E concluímos: não existe urna dominância da cor castanho ou amarelo esim estas cores são co-dominantes ou dominantes incompletos.

Curvas de Crescimento Ponderal e da Estatura do Fila Brasileiro

Os filhotes de Fila nascem com peso aproximado de 700 a 900 gramas.
Comecemos por avaliação feita por Ênio Monte em cães de Fila de sua criação (Canil ABC), baseando-se no aumento ponderal. (ver gráfico 1).

Fila Brasileiro
Gráfico 1

A seguir traçamos uma curva ponderal e uma curva da estatura do Fila Brasileiro. Este é um estudo de simulação, baseado, porém, em informações do nosso canil e de numerosos criadores idôneos :
(4410 filas).

Fila Brasileiro
Gráfico 2

Observamos o DESENVOLVIMENTO PONDERAL, distribuindo os valores com um desvio standard (gráfico

2). O que se observa;
a) - rápido ganho de peso a partir do nascimento até cerca de 6 meses; a seguir, apesar desta ascensão continuar presente, ela é um pouco mais lenta, até os 12 meses. Nessa idade os cães (machos e fêmeas), passam a ter, junto ao crescimento estatural, um ganho de massa, maior estrutura óssea e da massa muscular e o desenvolvimento da dentição.

Dos 12 aos 18 meses o ganho de peso continua, atingindo o peso do cão adulto, em torno dos 24 meses.
Segundo a distribuição da curva (gráfico 2), podemos plotar os dados encontrados em nossos Filas, observando três tipos de ganho ponderal:

1) Os cães mais franzinos (em baixo);
2) Os cães que se situam em torno de uma mediana;
3) Os cães mais robustos e que vão caminhar em torno da linha superior (aos quais deveríamos dar preferência).

DESENVOLVIMENTO DA ESTATURA

Seguindo os mesmos critérios descritos, os Filas Brasileiros crescem como se vê (gráfico 3):

Fila Brasileiro
Gráfico 3

1 - a velocidade de crescimento é rápida até o sexto mês de idade. A seguir há uma nítida diferença entre os cães franzinos e os cães verdadeiramente Molossos: em baixo, os cães seguem uma curva em "movimento lento", vão crescendo até os 12 meses e pouco mais a seguir. Eles crescem menos e não ganham massa;.

2 - Os cães oriundos de uma seleção genética bem feita, dão um "galope" de crescimento - do nascimento até os 12 meses.

Foi opinião unânime dos criadores que nos ajudaram que aos 12 meses Os Filas já tem a altura que vão ter aos 24 meses. Parece, portanto, sensato, mas não é economicamente possível, que a idade ideal para se escolher um bom filhote está entre os 5 e 6 meses.

Fonte: www.caofilabrasileiro.com

Fila Brasileiro

País de origem: Brasil
Nome no país de origem: Fila Brasileiro

Aparência Geral

Raça tipicamente molossóide. Talhe grande; massa poderosa, ossatura robusta, dando a impressão de alentada concentração de força e poder, mas sem parecer, nem ser, pesado, lerdo, apático.

Figura

Retangular, compacta, porém, harmônica, bem proporcionada, simétrica. Caracteres sexuais secundários pronunciados, destacando nitidamente machos e fêmeas.

Temperamento

Dotado de coragem, determinação e valentia notáveis. Não oculta sua ojeriza a estranhos, nem sua tradicional meiguice, obediência e felicidade aos donos e seus familiares. Conseqüentemente é nas cidades, inexcedível guarda de propriedade e, no campo, exímio boiadeiro e caçador de animais de grande porte.

Como resultado de seu temperamento, nas exposições não permite ser tocado pelo juiz, (um estranho) e, se o atacar, não deve tal reação ser considerada falta, mas apenas confirmação de seu temperamento.

Nas provas de temperamento, obrigatórias nas exposições, após 12 meses de idade, seu ataque deve ser em diagonal ascendente, à frente do apresentador, e sem deste revelar dependência.

Sistema Nervoso

Comportamento calmo, sereno, revelando segurança e confiança própria, suportando, perfeitamente, ambientes e ruídos estranhos, como tiros de festim, teste obrigatório nas exposições, nunca disparados a menos de 5 metros e sempre após 12 meses.

Movimentação

Passos - largos, elásticos, compassados, aparentemente pesados, lembrando os dos felinos, mantendo a cabeça ao nível ou baixo da linha do dorso. Principal característica do passo é a movimentação das duas pernas de um lado, e só depois as do outro, em perfeito "passo de camelo", originando balanços laterais do tórax e da garupa, acentuados pela cauda quando erguida.

Trote - fácil, suave, largo e de bom rendimento.

Galope - poderoso, alcançando velocidade insuspeitáveis em cães de tal porte e peso. A movimentação, principalmente no passo, denuncia as articulações frouxas, características da raça, principalmente no membros e no dorso, revelando se o Fila capaz de mudar de direção súbita e rapidamente.

Cabeça

Branquicéfala, grande, pesada. De perfil, mostra focinho de comprimento praticamente igual ao do crânio; e de boa profundidade; occipital saliente; orelhas grandes e pendentes, stop baixo. De frente é larga, focinho forte, de curvas bem convexas, crânio amplo, levemente curvo, como também as laterais.

Crânio

De perfil mostra suave curva do stop ao occipital, que é bem saliente. De frente é largo, amplo, levemente curvo. Suas laterais descem, em curva muito suave, quase em vertical, sem parótidas inchadas, e avançam em curva suave, nunca formando degrau, para o focinho.

Occipital

Saliente, determinando-se bem na nuca.

Stop

Visto de frente é virtualmente inexistente, em seu lugar há um sulco, em suave aclive, entre os olhos, estreitando-se até a metade do crânio. Visto de lado, é baixo, inclinado, porém perfeitamente aparente, formado que é, pelas arcadas superciliares.

Orelhas

Caídas, grandes, grossas, muito largas na raiz, estreitando-se para a extremidade arredondada. Sua raiz é inclinada, sendo o bordo anterior mais alto do que o posterior, e sua inserção é na parte mais posterior do crânio e, quanto à altura, é variável. Baixa quando o cão em repouso, alto quando em atenção. Permitidas orelhas caídas lateralmente e de rosa.

Olhos

De expressão triste quando em repouso, mas enérgica e determinada quando atentos; de tamanho médio a grande, ligeiramente ovalados, profundos,bem afastados. Coloração do castanho-escuro ao amarelo, em harmonia com a pigmentação e cor geral da pelagem. Devido a pele solta, alguns cães apresentam pálpebra inferior caída, detalhe não faltoso, pois apenas aumenta a expressão triste típica.

Focinho

De perfil, comprimento praticamente igual ao do crânio. Forma retangular, porém muito profundo. Todavia, nunca deve a profundidade igualar ou ultrapassar o comprimento. Linha anterior reta, descendo levemente inclinada, entrando, a meia altura, em curva ampla e perfeita, até alcançar a linha inferior do focinho, também definida pelos lábios superiores, que são grossos,pendentes,sobrepondo-se aos inferiores,que são firmemente fixados no queixo, porém soltos nos lados, mostrando bordos denteados.

Comissura labial aparente.

De frente, curvas do focinho (da frente, media e da raiz bem convexas, dando focinho cheio, assegurador de boa implantação as raízes dentarias, e desenhando sob os olhos, focinho bastante rotundo; daí estreita-se muito levemente, até a curva média e, depois, novamente alarga-se, também muito levemente, até a curva média anterior ou da frente, originando rima labial (abertura da boca) em curva ampla. Visto de cima não deve o focinho cinturar na região da curva média, que é apenas perceptível.

Nariz

De narinas largas, bem desenvolvidas, mas nunca ocupando toda a largura da maxila. Cor sempre negra.

Pescoço

Geralmente portado baixo, extraordinariamente desenvolvido e musculado, dando-lhe a impressão de curto. Bordo superior com leve convexidade. Garganta provida de duas dobras de pele grossa, pendentes, soltas, longitudinais e paralelas (barbelas).

Dentes e Mordedura

Dentes relativamente pequenos, porém fortes e claros. Incisivos superiores largos na raiz e afilados na ponta. Caninos poderosos e bem afastados, mordedura em tesoura, ou seja, incisivos inferiores encaixando na face interna dos superiores.

Tronco

Forte, largo, profundo. Tórax mais comprido do que o abdome.

Tórax

Costelas de perfeito arqueamento, dando peito largo e profundo, sem interferir na movimentação do ombro e descendo até a ponta dos cotovelos num ombro bem estruturado.

Flanco

Menos profundo e menos comprido do que o tórax, bem cinselados, separando suas várias partes componentes. Visto por cima, deve ser menos largo e cheio do que o tórax e a garupa, porém sem cintura.

Linha Superior

Cernelha aberta e baixa, dado o afastamento das omoplatas, todavia, deve ser perfeitamente aparente, em linha inclinada. No ponto em que termina (dobradiça) a linha superior muda de direção, ascendendo suavemente, em reta, até a ponta anterior da garupa (ílio). A linha superior é, portanto, formada por duas retas; uma até o final da cernelha, outra até a garupa.

Linha Inferior

Da ponta do peito (manúbio esternal), desce em curva ampla e perfeita, formando o antepeito; depois, em linha reta, paralela ao chão, segue até extremidade posterior do esterno (xifóide), e deste ponto eleva-se suavemente, nos machos, até a bainha do órgão genital, nas fêmeas até a aba do flanco, nelas mais desenvolvidas, impedindo a visão da ascendência abdominal e influenciando a linha inferior.

Anteriores

Ombro - estruturado por dois ossos de igual tamanho: omoplata ou escápula e úmero; aquela à 45º da horizontal e este à 90º dela. A articulação escápulo-umeral forma a "ponta do ombro", que deve situar-se ao nível da do peito, um pouco à retaguarda desta. No ideal, o ombro deve ocupar o espaço da cernelha ao esterno, e a "ponta do ombro" deve situar-se a meia altura dessa distancia.

Pernas - de ossatura poderosa e reta; carpos aparentes; metacarpos curtos, levemente inclinados.

Pés - formados por dedos fortes e bem arqueados, não muito juntos, apoiados em digitais espessas e contornando almofadas plantares largas, profundas e grossas. Em sua posição correta, os dedos devem apontar para a frente. Unhas fortes, escuras, podendo ser brancas, quando essa for a cor do respectivo dedo. Uma perpendicular imaginária, descendo da cernelha, deve atravessar o cotovelo e ir atingir o pé. O cotovelo (olcerânio) na estrutura ideal, deve coincidir com o esterno.

Posteriores

Garupa - estruturada pelo ilíaco, largo, longo, angulado a 30º da horizontal, definindo curva suave, desde a ponta anterior da garupa (ílio) até à posterior (ísquio) ou "ponta da nádega". A ponta do ílio situa-se no mesmo nível ou um pouco mais alto do que a cernelha. Uma horizontal imaginária, partindo da ponta da nádega (ísquio) deve alcançar a do ombro e, mais adiante, a do peito, determinado o comprimento do cão. Vista por trás, a garupa deve ser ampla, de largura igual a do tórax, mesmo nos machos, podendo ser ainda mais larga nas fêmeas.

Coxa - estruturada pelo fêmur, angulado à 60º, mais ou menos da horizontal, ou do chão, e a 90º do ilíaco. Larga de bordos abaulados, formados que são estes pelos músculos que descem do ílio e do ísquio, estes últimos desenhando a curva da nádega, razão de se exigir o ísquio de bom comprimento.

Perna - propriamente dita, é o trecho estruturado pela tíbia, bem angulada salientando o joelho e projetando o jarrete para trás. Tarsos fortes, bem aparentes. Metatarsos bem inclinados, mais altos do que os metacarpos. Vista por trás, as pernas devem ser paralelas, e as coxas bem musculadas nas faces internas.

Pés - um pouco mais ovalados do que os anteriores iguais a este no restante. Não deve apresentar unhas perdidas (ergots).

Cauda

Vista de lado não deve afetar a curva da garupa, ao contrario deve a ela se adaptar, não se destacando em demasia. Sua inserção é média. Estando o cão excitado, eleva-se sem porém, nunca atingir a vertical e muito menos cair sobre o dorso. Na ponta forma curva aberta (curva de anzol) e não devendo nunca se enroscar. Estando o cão em repouso, ela cai, reta, até atingir os jarretes. Vista por trás, sua raiz deve ser muito larga, forte, revelando vértebras poderosas, afirmando, gradativamente, até sua extremidade.

Pele

Representa um dos característicos rácicos mais importantes. Deve ser grossa, solta em todo tronco, principalmente no pescoço, formando barbelas na garganta que em muitos casos, prosseguem pelo peito e abdome. Alguns cães apresentam uma dobra nas laterais da cabeça e, também na cernelha e ombro. Estando o cão em repouso, a cabeça não deve apresentar rugas, excitado, a contração da pele do crânio, para erguer as orelhas, forma, entre estas, pequenas rugas longitudinais ao crânio. Testa isenta de rugas.

Pelagem

Baixa, curta, acamada; pelos rústicos, grossos, destacados individualmente, a visão e ao tato, um pouco mais vastos na cernelha.

Cor

São permitidas as seguintes cores

Amarelos, em todas as suas tonalidades, desde o baio até o vermelho;

Amarelos, em todas as suas tonalidades, do baio até o vermelho, mas com uma máscara acinzentada.

As cores anteriores, mas com máscara e orelhas pretas, ou somente máscara preta.

Rajados, tigrados, ou araçás, fundo ou cor base igual a uma das anteriores, com listas ou rajas pretas. As rajas são finas, de uma só largura em toda a sua extensão, distribuídas, por todo o corpo, irregularmente; e também de comprimento muito variado e diverso. Na linha superior do corpo, costuma-se encontrar em "V".

Rajados com máscaras e orelhas pretas.

Brancos com grande manchas rajadas, estas iguais a Quarta cor. O branco deve ser puro sem manchas escuras na pele,provocando sombras.

Cinza claro prateado. Quaisquer destas cores, com marcas brancas, geralmente no pescoço, focinho, subindo ao crânio.

Altura

Na cernelha.

Machos: mínima 65 cm, máxima 70 cm.

Fêmeas: mínima 60 cm, máxima 65 cm.

Peso

Machos

Aproximadamente por volta de 50 quilos.

Fêmeas

Aproximadamente por volta de 40 quilos.

Faltas

Tudo quanto se afasta do ideal, descrito neste padrão. A gravidade da falta estará na razão direta do afastamento.

Prova de Temperamento

Obrigatória a todos os exemplares após 12 meses de idade, para que tenha seus títulos de campeonato homologados, deverão ter o certificado de apto na prova de temperamento.

Fica expressamente proibido bater ou tocar no animal.

- Ataque com vara: o cão deve atacar a frente do apresentador, sem deste revelar dependência, permanecendo o condutor imóvel.

- Prova de tiro deverão ser dados 2 tiros de festim a distancia de 5 metros do cão, devendo este colocar-se em atenção, revelando confiança e segurança própria.

- Durante todo desenvolvimento da exposição o animal, em especial sua expressão, e durante a prova de temperamento;

- a aversão do animal a desconhecidos.

- a segurança, coragem, determinação e valentia do exemplar.

ORIGEM

Cruzamentos feitos naturalmente entre as raças trazidas por colonizadores, uma delas é que poderia ser resultante dos cruzamentos do mastiff, bloodhound e buldogue inglês. há aproximadamente quatro séculos atrás, época da escravatura no Brasil, para guarda, busca aos escravos fugitivos e manejo com os rebanhos foram os responsáveis pela formação da raça Fila Brasileiro no Brasil.

Sabe-se que a formação e fixação da raça Fila estão intimamente ligadas às fazendas do Sul de Minas e Triângulo Mineiro, onde estes animais eram empregados no manejo com o gado e na guarda das propriedades rurais.

A natureza encarregou-se de selecionar os animais mais fortes, mais rústicos e melhor adaptados ao meio, fazendo com que sobrevivessem e se reproduzissem, gerando assim, animais resistentes, corajosos, providos de pele grossa e solta, evitando os ferimentos profundos causados tanto por brigas com outros animais das matas quanto por espinhos, galhas, etc., e possuidores de articulações frouxas (responsável pelo "passo de camelo") que permitem maior liberdade de movimentos para que o cão pudesse se esquivar de coices e chifradas do gado bravio.

O Fila tornou-se então, figura indispensável nas fazendas mineiras, já que não exigia grandes cuidados e estava sempre pronto para as tarefas mais rudes.

Hoje, lutamos pela preservação desta magnífica raça que é genuinamente nacional e que tem em Minas Gerais, seu berço.

Cio

O primeiro cio da cadela se manifesta após os 8 meses de idade, com o inchaço da vulva e logo após aparecimento de sangramento, que permanece por aproximadamente 10 dias.

O cio tem seu ciclo repetido a cada seis meses, sendo aconselhável saltar um cio a cada um ou dois acasalamentos seguidos.

Cruzamento

Após escolher o macho ideal para cruzar com a cadela e combinar a condições de acasalamento, o dia, local e horário, que deve ser no período mais fresco do dia (manhã, ou noite), levar a cadela até a casa do mesmo, evitando-se com isto uma possivel inibição do macho, frustando a cobertura.

O cruzamento normalmente acontecerá ao término do sangramento, por volta do 10º dia, quando então a fêmea entrará no período mais fértil, entre o 9º ao 14º dia.

É aconselhável que após a 1ª cobertura, salte um dia e repita o cruzamento, visando garantir a pega, uma vez que os óvulos vão amadurecendo aos poucos, e como o semen sobrevive por 24h dentro da genitália da cadela, cobre-se então todo o período de fertilização.

Gestação

Após a cobertura os primeiros sinais de gravidez positiva, são o inchaço das mamas, aumento do apetite e dilatação do ventre, que ocorre após o 35º dia.

Pode-se também fazer um ultra-som após o 25ºdia.

O período completo de gestação é de 58 a 64 dias, a contar do dia do primeiro cruzamento.

Maternidade

O local para o ninho da cadela, deve ser escolhido visando sua tranquilidade, conforto e segurança. Deverá ser abrigado de sol, chuva e frio, fora de área de transito de pessoas e barulho, com instalação elétrica para iluminação e aquecimento.

A cama deve ser em cima de um tablado de madeira, forrado de carpete, que deverá ser substituido todos os dias para limpeza, medindo aproximadamente 1,50m x 1,20m, e proteção para os filhotes com abas laterais e superiores de 15cm.

Esta proteção é de grande importância para que a fêmea não amasse os filhotes ao se levantar/deitar, devendo ser retirado quando os mesmos começarem a salta-lo, o que deve ocorrer entre o 15º e 20º dia.

Nascimento

Os primeiros sintomas que anunciam a aproximação do dia de nascimento, são que a fêmea começa a arranhar sua cama , cava buracos no terreiro, rasga jornais ou panos de dormir.

24h antes do nascimento a fêmea para de comer, sua respiração fica ofegante e pode sair líquido de seu órgão genital que deverá estar totalmente dilatada.

Normalmente a fêmea sabe como proceder para cortar o cordão umbilical, limpar o filhote e coloca-lo para mamar. Mas é melhor ficar por perto para o caso de alguma eventualidade.

O período total de parição pode durar até 24h,com intervalos entre nascimentos de 15m à 2h. Se o intervalo entre um filhote e outro for superior a 2 horas, entre em contato com o veterinário de sua confiança.

O nº de filhotes pode variar de 1 a 16, sendo ideal de 8 a 10.

Geralmente os filhotes nascem escuros, mesmo sendo dourados.

1ª Semana: Os filhotes nascem aproximadamente com 500g e devem mamar o colostro até 2h do nascimento.

O cordão umbilical deve estar cortado com 4cm, e cairá dentro de 3 a 4 dias.

Neste período os filhotes mamam e dormem o tempo todo, e fêmea faz a limpeza higiênica dos mesmos.

2ª semana: No fim da segunda semana, os filhotes começam a se levantar, dando os primeiros passos e a abrir os olhos. Já triplicaram de tamanho.

3ª Semana: Nas ninhadas numerosas começar complementar a alimentação com mingau, via mamadeira ou prato. Haja paciência.

4ª Semana: Recomenda-se aplicar a primeira dose de vermífugo em suspensão, conforme recomendação do veterinário. A alimentação deve ser ração para filhotes (papinha). Peso aproximado de 4k.

5ª Semana: Separar os filhotes da mãe, juntando-os apenas para mamar, caso a cadela ainda tenha leite. Alimentar 4 vezes ao dia.

Se por algum motivo você precisar de alimentar os recèm nascidos, hoje existe leite em pó para cães que você poderá alimentá-los, com mamadeira.

Vacinas

45 dias: Vacinar contra Parvo/Corona (FIRST DOSE)

2ª dose de vermífugo

60 dias: Vacina Sextupla

(Parvo/Corona/Cinomose/Hepatite/Parainfluenza/Leptospirose)
Iniciar complementação alimentar com calcio, fósforo, vitaminas A,D,E e complexo B, conforme orientação veterinária.

70 dias: 2ª dose vacina sextupla e 3ª dose vermífugo

80 dias: 3ª dose vacina sextupla

180 dias: Vacina Anti-Rábica

REPETIR TODAS AS VACINAS ANUALMENTE, EM CASO DE DÚVIDAS CONSULTE O SEU VETERINÁRIO

TEMPERAMENTO

Uma das características que mais se destaca no Fila Brasileiro é o temperamento, porque ele é o espelho de seu magnífico caráter.

O Fila, desde filhote, gosta de muita brincadeira com as pessoas que convive diariamente. Apega-se rapidamente a estas pessoas, no entanto, desconfia dos que não conhece. Essa desconfiança faz com que, se afaste do desconhecido demonstrando que não está gostando, às vezes irritado ou rosnando.

Durante o seu desenvolvimento, o seu caráter vai se firmando. Passa a sentir mais segurança, mostrando com maior sinceridade, aos desconhecidos, sua ojeriza. Não é necessário e nem se deve adestrar o Fila para ataque.

Já com um ano de idade podemos notar o caráter definido, e que é um cão de guarda leal e amado.

A raça é dotada de uma coragem notável. O animal não recua diante de nenhuma provocação. Na prova de temperamento, quando exigida pelo regulamento dos clubes em exposições especializadas, sua reação é sempre pronta, espontânea e firme.

O Fila com pessoas que convive, seu dono e familiares, é extremamente meigo e devotado. Muito carinhoso, gosta de ficar sempre acompanhado destas pessoas.

É conviniente prender o animal sempre que algum estranho venha nos visitar.

Nas exposições caninas o juiz não deve tocá-los,pois, corre o risco de ser mordido pelo cão.

Todo esse comportamento e reações, são inerentes à raça. O bom Fila é assim. Estas características encontram-se presentes nos cães de nossa linhagem.

Como receber e cuidar de seu filhote

A intenção deste site é tentar esclarecer aos mais jovens criadores, suas dúvidas no que se refere a cuidados, alimentação, higiene, treinamento, vacinas, etc. O que gostaríamos e achamos de fundamental importância é que tenha com este novo companheiro, muita paciência e carinho, pois com ele você certamente passará bons momentos de sua vida.

A chegada do filhote

Você acaba de adquirir um cãozinho e o leva para casa. Caso ainda não tenha adquirido os utensílios básicos que irá precisar, deve faze-lo rapidamente. Vasilhas de água e comida (indicado para a idade do filhote, de preferência de alumínio).

Choro das primeiras noites

Todos normalmente reclamam das primeiras noites que o cãozinho passa no seu novo lar, pois o choro, o latido sentido se fazem ouvir quase toda a noite. O que acontece na realidade é que nesse período noturno, o filhote se sente sozinho sem a companhia de seus irmãozinhos e essa mudança, para ele é sempre um "STRESS" muito grande. Durante o dia, o movimento da casa o distrai, ao ponto de não sentir na realidade, a falta dos outros companheiros da ninhada.

Procure evitar isso, levando para casa um pedaço de pano, usados no canil de onde veio e forre com este a sua caminha. O cheiro de sua mãe e seus irmãos, impregnados no pano, faz com que tenha a impressão de sua presença naquele momento lhe transmitindo certa tranquilidade.

Definição do lugar de dormir

Prepare uma caixa espaçosa e rasa o suficiente para entrada e saída do filhote, que lhe sirva de cama de dormir. Forre com panos ou pedaço de carpete, que passam ser lavados periodicamente.

Evite locais muito frios e que recebam corrente de ar, mesmo que seja por debaixo da porta. Em dias muito frios ligar lâmpada para aquecimento.

Alimentação

Até os quatro meses de idade, a alimentação deve ser servida quatro vezes ao dia, ou seja; 8:00/12:00/17:00/22:00h.

Procure não deixa-lo à vontade, educando assim quanto aos horários de alimentação, retirando a vasilha de comida sempre que acabar de comer, não deixando de forma alguma resto de comida na vasilha, que rapidamente azeda e se ingerida pelo cãozinho causará diarréia e outras complicações.

Você deve evitar dar-lhe restos de comida caseira, pois o tempero e muitos alimentos podem ser prejudiciais à saúde, além de não suprir, na maioria das vezes, as exigências nutricionais de vitaminas, sais minerais e proteínas de que precisa.

Tome muito cuidado em lhe oferecer petiscos, pois os cães tendem a ser seletivos e podem começar a recusar a ração, querendo apenas o que agrade ao seu paladar.

Após os dois meses de idade, passar a dar ração seca.

Dos quatro aos seis meses, alimentar três vezes ao dia; 8:00/12:00/19:00h.

Após os seis meses, alimentar duas vezes ao dia; 8:00/18:00h.

Cálcio e fósforo, vitaminas A, D, E e complexo B, suplementos protéicos e sais minerais são absolutamente indispensáveis, diariamente, para que esse desenvolvimento tão rápido, que ocorre principalmente no cão da raça Fila Brasileiro, seja harmônico, seguindo sua linha exponencial. É preciso durante este período que a qualidade alimentar seja mais do que suficiente para suprir suas necessidades orgânicas sem o excesso em quantidade na alimentação, o que é prejudicial ao organismo do filhote.

O rápido desenvolvimento ósseo não é acompanhado proporcionalmente pelo enrijecimento dos ligamentos e cartilagem; assim um filhote alimentado com grande quantidade de comida, uma ou duas vezes ao dia somente, além de outros inconvenientes para seu sistema gastro-intestinal, poderá ter sua linha de dorso e sua linha inferior prejudicadas na aparência ou até dorso selado e ventre flácido.

Não se esqueça de manter a vasilha de água sempre limpa e fresca, à vontade do filhote.

Vacinas

Existem certas doenças que são comuns entre os cães, e muitas delas podem ser evitadas se neles forem aplicadas as vacinas adequadas e nos períodos corretos.
Por isso deve-se observar corretamente a programação de vacinas de seu cão.

A vacina Firstdose é para prevenir contra as doenças Parvovirose e coronavirose.

A vacina Sextupla é para prevenir das doenças parvovirose, coronavirose, letospirose, hepatite, cinomose, parainfluenza.

Anti-Rábica: prevenção contra a raiva.

Voce poderá conhecer um pouco mais sobre doenças e verminoses no tópico consultório

Verminoses

Achamos também importante chamar sua atenção para a verminose, que tem causado grandes preocupações aos criadores e sofrimento para os cães, chegando às vezes até a gravíssimas consequências, e até a morte, por isso deve-se proceder uma vermifugação adeguada, conforme recomendação veterinária.

Uma visita ao veterinário é necessário para exame clínico geral , vacinas e para possiveis indicações de suplementação vitamínicas e minerais, além de um exame de fezes para identificação da presença ou não de vermes intestinais.

Sugestão para uma boa vermifugação:

Vermifugar com 45, 90, 180 dias

Repetir semestralmente ou conforme recomendação veterinária.

Definindo o local do banheiro

Muitas pessoas queixam-se de que o filhote, nos primeiros dias, faz xixi e cocô em todo lugar. Isto é realmente verdade, pois ele tem o hábito de defecar e urinar onde tem cheiro de urina e fezes, e sempre após as refeições.

Você pode tentar uma folha de jornal embebida em um pouco de urina e colocar onde quer que ele faça suas necessidades. Depois de seca , esta folha de jornal carregará o cheiro da urina , que o atrairá. Faça isto regularmente, trocando o papel. Insista, pois este processo tem trazido bons resultados. Assim como a urina, as fezes tambem podem ser levemente "passadas" sobre o jornal, apenas para deixar o cheiro e o restante destas fezes jogadas fora. Esta folha deve ser colocada próximo à urina. Nunca deixe estas folhas de jornal enxarcadas de urina e nem com pedaços de cocô, pois o cão tem por hábito urinar e defecar onde tem cheiro, mas nunca onde tem poças de urina ou resíduos de fezes. Lembre-se de passar desinfetante nos locais em que não quer que o animal defeque ou urine. Isto ajuda a eliminar os cheiros que o atraem.

Bater, reprimir com a mão violentamente e esfregar seu nariz no chão, não é adequado para educá-lo. Ele é muito novo e como uma criança exige paciência, e é comum que defeque e urine várias vezes ao dia, pois ainda não controla estas necessidades. Saiba que os cães são extremamentes higiênicos e inteligentes, portanto nunca coloque sua privadinha perto de sua casa ou vasilhas de comida e água, e você verá que com pouco tempo ele aprenderá.

Higiene

A higiene do filhote é bastante simples, uma escova macia deve ser utilizada para escova-lo diariamente. Caso necessário, utilize talco inseticida, indicado pelo veterinário, antes da escovação, para exterminio de pulgas e carrapatos.

Além de manter o pelo em excepcional estado, escovar diariamente o filhote tem também função de já habituar a um manuseio calmo, com vistas às suas futuras apresentações em exposições.

A limpeza das orelhas deve ser feita com um chumaço de algodão úmido em álcool absoluto, com o próprio dedo, evitando que por um movimento repentino do filhote possa ser machucada sua cartilagem.

Os banhos com água e sabão somente após os quatro meses, a não ser em casos excepicionais, escolhendo-se a hora mais quente do dia. Um pano úmido em água morna, é em geral o suficiente até esta idade. Depois desta idade, os banhos serão muito variáveis na sua incidência em função da temperatura, do ambiente de moradia, etc, mas não aconselhamos mais de um banho por mês.

Educação e treinamento

A educação caseira deve ser iniciada tão logo o filhote seja levado para nova moradia. Muito carinho, elogios verbais e afagos, sempre com as mesmas palavras. Gestos de reprimenda no caso do filhote incorrer em erros. Essas reprimendas, dependendo da gravidade das incorreções, podem ir desde um "não" firme, repetido até que o animalzinho entenda (e eles entendem muito rapidamente, pois são muito inteligentes), até um castigo mais marcante, como retira-lo de sua companhia, colocando-o em seu canil por momentos, não mais que 15 minutos, após o que a mesma pessoa deverá solta-lo.

O filhote deve ser tratado com carinho e também com controle. Lembre-se que o "filhotinho" não o será por muito tempo, pois em média, aos quatro meses tera quase trinta quilos, mas mentalmente será ainda quase um bebê, que nem a dentição completa ainda possui.

O sistema nervoso de um filhote deve ser preservado, pois a sua atuação só se dará por volta dos 18 meses. O inicio da agressividade e temperamento varia de filhote para filhote, independente de serem filhos dos mesmos pais. Muitas vezes terá de ser iniciado mais cedo o adestramento de um filhote (6 meses), que apresente excesso de atividade ou agressividade não controlável pelos donos que não possuam conhecimento adequado para o caso. Outros necessitarão, na mesma época, de outros tipos de estímulos para aumentar um índice de agressividade baixo. Outros filhotes, ainda imaturos, só mais tarde irão assimilar um correto adestramento (8 meses).

Tudo isto poderá ser conseguido com as modernas técnicas de adestramento e adestrador com conhecimentos específicos da raça, com maior sucesso no caso do sistema nervoso do cão ser sadio. Não de deve confundir sistema nervoso com temperamento; são fatores distintos, mas que ao mesmo tempo funcionalmente se interligam.

Fonte: www.unifila.org.br

Fila Brasileiro

Fila Brasileiro

Tipo de Pêlo

principalmente no pescoço onde forma uma barbela; em alguns exemplares as pregas chegam mesmo ao peito e abdómen. Alguns cães têm pregas nos lados da cabeça e também na cernelha, descendo até aos ombros. Esta estranha combinação de pregas faz com se estiver em repouso, não tenha qualquer prega. Quando alerta, e de modo a levantar as orelhas, a contracção da pele faz surgir pequenas pregas que desenham uma linha longitudinal relativamente ao crânio.

O pêlo é curto, denso e macio. A raça apresenta grande variedade de cores e marcações, podendo ser sólido ou "tigrado" e havendo restrições apenas no que concerne às cores que originem desqualificações em termos de competição (branco, cinzento, às manchas, sarapintado ou preto e castanho amarelado).

Podem ter uma máscara preta. Em todas as cores permitidas, as marcas brancas devem restringir-se aos pés, peito, e à ponta da cauda. Assim, as manchas em qualquer outra parte do corpo são indesejadas. No caso do Fila malhado, a proibição deve-se ao facto de que o cruzamento de cães malhados poder mais facilmente gerar exemplares brancos, igualmente indesejados.

Fila Brasileiro

Temperamento

É obediente e dócil com os donos mas desconfiado com estranhos pelo que constitui um guarda magnífico. Esta desconfiança com estranhos surge designada por "OJERIZA". Tem um comportamento sereno revelando segurança e autoconfiança, coragem impressionante, determinado, valente.

A sua lealdade deu origem a um provérbio brasileiro que diz "Fiel como um Fila". Não se incomoda com sons ou ambientes novos. Inigualável enquanto guarda de uma propriedade, também serve para caça grossa e para guardar rebanhos. Não é aconselhado como companheiro para crianças (apesar de puder mostrar alguma tolerância) nem para viver em zonas urbanas.

Uma das duas raças nativas do Brasil, surge como resultado do cruzamento de várias raças como são os Bloodhounds. Destes herdou as características pregas de pele (que se estendem normalmente da cabeça até ao pescoço), o olfacto apurado e o nariz comprido.

Foi usado como condutor de gado, guarda e seguidor de rastos dos então escravos que tentavam evadir-se. Quando encontra a sua presa não a ataca, encurrala-a, até que chegue o caçador. Esta capacidade invulgar fê-lo ganhar muita popularidade na época da escravatura, conseguindo trazer de volta os escravos fugitivos, sem lhes infligir um único arranhão.

Inicialmente, o próprio padrão da raça fomentava uma agressividade "extrema", fazendo com que a imagem do Fila fosse frequentemente associada à de um cão "perigoso", o que teve como consequência directa a redução da procura pela raça. Nas próprias exposições, os juizes não gostavam de julgar o Fila já que tinham receio do potencial "perigo" que corriam. No entanto, a partir de meados da década de 1970, a CBKC (entidade brasileira de cinofilia) começou a introduzir mudanças no padrão do Fila, tentando diminuir a sua agressividade. Muitos foram então os criadores que passaram a seleccionar aqueles que apresentavam um carácter menos violento a par da promoção de uma maior socialização dos cães.

Um dos elementos chave no processo de desmistificação da imagem do Fila aconteceu em Agosto de 1997, quando, o Fila Brasileiro foi um dos personagens centrais de um dos mais conceituados programas da televisão, o Jô Soares Onze e Meia, quando o criador Walter Vertuan, do Canil Tibaitá - Brenda Lee, de São Paulo, levou a este programa quatro Fila Brasileiros, soltos, e eles mantiveram-se tranquilos permitindo até que as pessoas da assistência os acariciassem. Mas nem todos os criadores concordaram com as mudanças, e dai a criação de uma nova associação - Clube de Aprimoramento do Fila Brasileiro - Cafib - que regista anualmente cerca de 200 filhotes e que manteve as características mais "violentas" do antigo padrão, especialmente no que concerne à "forte aversão aos estranhos".

As capacidades para seguir rastos e a própria presença intimidante levaram-no até à América do Norte e Europa, contudo foi banido de alguns países devido ao seu potencial agressivo. A história desta raça está tão intimamente ligada à história do próprio país que, para uma perspectiva mais abrangente, dever-se-á então aflorar os vários períodos em que o Fila desempenhou um papel de destaque.

Não está só relacionado com a história, mas ainda com o modo de vida e com os problemas quotidianos dos primeiros colonos Brasileiros que se fixaram na região do triângulo mineiro para desenvolver actividades ligadas à mineração e criação de gado.

A maioria das raças actuais foi feita pelo homem mas o Fila Brasileiro é uma das raras excepções. Surge como o resultado de uma necessidade dos primeiros colonos a desembarcar no Brasil e que precisavam de uma raça de cão trabalhadora, forte e vigorosa, que fosse simultaneamente, um condutor de rebanhos, um caçador de jaguares, um guarda e um companheiro leal. É assim o Fila Brasileiro.

Existem algumas raças que contribuíram para o desenvolvimento do Fila Brasileiro. E apesar da maioria dos cinófilos concordarem com três raças (o Bloodhound, o Mastim e o Bulldogue), alguns factos levam-nos a outra teoria que assenta unicamente em documentos históricos. Após a descoberta do Brasil em 1500, os colonos Portugueses vieram para o Brasil com tudo o que possuíam, inclusive com os seus cães. Assim, da ilha dos Açores chega o Fila Terceirense, que nada tinha em comum com o Fila Brasileiro à excepção óbvia do nome.

De qualquer modo, a eventualidade de um relacionamento não pode ser ignorada uma vez que não existem provas da existência de outros cães que não os dos colonos a par dos cães selvagens Brasileiros. 
Conta-se mesmo que foram tantos os cães que saíram da Ilha Terceira que eles ficaram quase extintos.

Alguns crêem então que o nome "Fila" descende do nome do cão Português então levado para o Brasil, mas também se deve ter em conta que "Fila" significava no Português antigo "Agarrar" e esta era a função principal da raça: "Filar = Agarrar" escravos fugitivos. 
Dos antigos cães de luta herdaram o temperamento agressivo, as cores, as pernas traseiras mais altas; a garupa mais alta que a cernelha, e a persistência.

Dos Mastins herdaram a cabeça grande e pesada, maxilares fortes, pescoço curto, a máscara preta, a garupa ligeiramente curvada, a coragem e as cores base da raça. 
Dos Bloodhounds herdou as pregas de pele, os lábios grossos e pendentes, a barbela, o faro apurado e o modo de ladrar em crescendo.

O Fila da Ilha Terceira poderá ter contribuído com a cauda curvada e a habilidade em conduzir o gado, mas tal não é definitivo uma vez que sempre se tornou difícil determinar a influência que esta raça portuguesa teve.

A origem do Fila Brasileiro é pois muito difícil de definir objectivamente. De qualquer modo há uma crença generalizada de que esta raça surge do cruzamento de Bloodhounds, com Mastins Ingleses e os antigos Buldogues (designados por Doggen Engelsen).

Continua até hoje entre as 10 mais registradas no país. A importância e a popularidade da raça pode ser medida também pelo lançamento, em 1974, do primeiro selo da América Latina com a imagem de um cão e o escolhido foi o Fila Brasileiro; simultaneamente foi lançado um postal.

Descrição

O Fila é um cão robusto, forte e maciço, possui também um faro excelente. Adaptável a qualquer clima. É um cão de temperamento forte e marcante pelo que precisa de um dono que seja simultaneamente firme e, principalmente, responsável e consciente.

O Fila Brasileiro tem um andar longo e elástico lembrando o andar dos grandes felinos. A sua característica principal é a passada (semelhante à dos camelos), movendo as duas patas de um lado primeiro, seguidas das outras duas do lado oposto; isto causa um movimento lateral rolante do tórax acentuado quando a cauda está levantada. Durante o andar mantém o cabeça abaixo da linha das costas. Demonstra um trote leve, e longo com uma passada larga vigorosa.

O seu galope pode ser muito rápido, o que se revela inesperado num cão de tão grande porte. O seu andar é extremamente influenciado pelas articulações típicas do Cão de Fila que lhe permitem mudar subitamente de direcção. A sua expressão em repouso é calma, nobre e auto-confiante, sem nunca apresentar uma expressão aborrecida ou de abstracção. Quando alerta, a expressão demonstra determinação e alerta com um olhar firme e profundo.

A Cabeça é pesada e maciça, proporcional ao corpo. Vista de cima, parece uma pêra. Vista de lado, focinho e crânio devem ter uma proporção de aproximadamente um para um, ou com o primeiro ligeiramente menor que o segundo. O crânio de perfil demonstra uma ligeira curva desde o stop até à nuca, mais evidente nos cachorros. Visto de frente o crânio é largo, com a linha de cima ligeiramente curvada. As linhas laterais seguem ligeiramente curvadas, mas quase em linha vertical, que estreita até ao focinho.

O Stop ou chanfro quando visto de frente é praticamente inexistente. Visto de lado é baixo, e virtualmente formado pela linha em que se unem as duas sobrancelhas.

O focinho é forte, largo e profundo, em harmonia com o crânio. Visto de cima curva ligeiramente relativamente ao centro do focinho e novamente quando se aproxima da curvatura frontal. Visto de lado o osso do nariz é direito, nunca em linha ascendente. Os lábios superiores grossos e pendentes sobre os lábios inferiores dão uma linha curva perfeita à parte de baixo do focinho, quase paralela à linha superior.

O nariz é bem desenvolvido com narinas largas que contudo não ocupam a totalidade da largura do maxilar. A cor é preto.

Os olhos são amendoados, de tamanho médio a grande, separados. As cores vão do avelã escuro ao amarelo, condizente com a cor do pêlo. Devido à exuberância das pregas de pele, muitos exemplares têm pálpebras pendentes que não são consideradas faltas uma vez que tal pormenor acentua anda mais a expressão melancólica pela qual se reconhece a raça.

As orelhas são pendentes, largas, em forma de V, largas na base e afuniladas nas pontas que são redondas. Estão inseridas na parte posterior do crânio em linha com o nível médio dos olhos quando em repouso. Quando erectas, as orelhas vão acima da sua posição original.

Os dentes são mais largos que compridos; são fortes e brancos. Os incisivos superiores são largos na raiz e afiados nas pontas. Os caninos são bastante fortes e bem constituídos.

O pescoço é extraordinariamente forte e musculado dando a impressão que é um pescoço curto. É ligeiramente curvado no topo e bem separado do crânio. A garganta está guarnecida com uma barbela.

Na linha superior, a cernelha, situada numa linha inclinada, passando-se posteriormente para a zona da garupa onde há uma ligeira elevação.

A garupa é larga e longa, com uma angulação de aproximadamente 30 graus na linha horizontal, descrevendo uma ligeira curvatura. Fica ligeiramente mais alta que a cernelha. Vista de trás deve ser ampla e a sua largura deve ser aproximadamente igual à do tórax, sendo que nas fêmeas pode ser ainda mais larga que o próprio tórax.

O corpo é forte, largo, coberto por uma pele grossa e solta. O tórax é mais longo que o abdómen. O comprimento do corpo é idêntico à largura da cernelha mais 10%, quando medida do ponto do ombro até ás nádegas.

No tórax as costelas estão bem constituídas, denotando-se a separação das duas partes. O peito é fundo, largo, descendente ao nível dos ombros.

O ventre é mais curto e menos profundo que o tórax, denotando-se a separação das suas duas partes. A parte mais baixa do ventre é mais desenvolvida nas fêmeas. Visto de cima, é mais pequeno que o tórax e a garupa, mas não deve formar uma linha de cintura.

Na linha inferior, o peito é longo e paralelo ao chão em toda a sua extensão. 
Os pés são formados por dedos bem constituídos que não estão demasiado próximos. A posição correcta dos pés é a apontar para a frente. As unhas são fortes e escuras, mas poderão ser brancas se esta for a cor do respectivo dedo.

A cauda é muito larga na raiz, tamanho médio, atingindo o nível do jarrete. Quando o cão está alerta, a cauda é levantada bem alto, e a curva que possui na extremidade fica mais acentuada. A cauda não deve cair sobre o corpo ou enrolar para cima.

Observações

Também conhecido como Cão de fila, cão onceiro, cabeçudo boiadeiro, mastim brasileiro ou cão de guarda brasileiro são alguns dos muitos dos nomes pelos quais foi conhecido o Fila Brasileiro, a primeira raça brasileira a ser reconhecida internacionalmente pela FCI a partir de 1968.

Precisa de treino e tratamento firme para controlar a sua agressividade.
Deve ser escovado regularmente com uma luva de sabujo.

Fonte: animais2.clix.pt

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