São aves grandes. Pernas compridas, finas e vermelhas, possuindo o pescoço longo e o bico bem comprido e curvo, num corpo robusto, abrutalhado, como um “nariz de papagaio”, de cor amarelada e parte terminal negra.
A cor geral da plumagem é rósea com tendências ao vermelho. Rêmiges negras. Em pé, pode medir 1,5 m e pesar em torno de 1,8 Kg. A fêmea é um pouco menor que o macho. As asas são grandes e a cauda é curta. A face é nua.
Lagos, lagunas rasas, águas salobras, sem vegetação, à beira-mar e pântanos
Brasil, Peru, Chile, Uruguai, e Argentina

Vivem em grandes bandos. São aquáticos. São diurnos e noturnos. Quando o flamingo dorme imóvel, mantém uma das pernas encolhida junto ao peito, só a outra, fina e longa, sustenta o corpo com surpreendente estabilidade. Já o pescoço é mais difícil de equilibrar, sobretudo por causa do peso do bico. Para acomoda-lo o flamingo o apóia, curvado, sobre o dorso e encaixa a cabeça entre a asa e o tronco. Mas quando está em atividade, as pernas compridas logo demonstram sua adaptação aos hábitos alimentares do flamingo.
Com elas, o bicho pode vadear águas rasas e parar enquanto revolve a lama do fundo a procura de alimento. O vôo em conjunto em linha oblíqua ou em forma de cunha, produz um rumor que lembra uma trovoada. A ave da frente é a cada momento substituída por outra. Boa parte do tempo os flamingos ficam ao sol entregues à remoção de lama da plumagem. Ao mesmo tempo, impermeabilizam as penas com a substância oleosa que é segregada por uma glândula anal.
Pesca em água rasa com o pescoço curvado para baixo, de tal maneira que a maxila fica voltada para o fundo lodoso. Filtra com o bico o alimento composto de pequenos animais aquáticos, tais como larvas de moscas, moluscos, pequenos crustáceos e algas.
Na primavera, os bandos de flamingos se reúnem em colônias para construírem seus ninhos, cada um deles um cone truncado de lama, amassada com o bico. P ostura de 2 ovos azulados, medindo 85 x 55 mm, e i ncubação durando de 28 a 32 dias. Pela dificuldade em se abaixar, constrói seu ninho em altura de 10 a 40 cm. Os filhotes ao nascerem são brancos, mas após os primeiros dias apresentam cor cinzento-escuro. São ariscos e prevenidos, evitando regiões cobertas, onde se ocultam seus inimigos.
É muito procurado para ser domesticado o que contribui para a captura voltada para o tráfico de animais. A poluição e a destruição do habitat são também ameaças para a espécie.
Fonte: www.vivaterra.org.br

Flamingo
Ordem: Phoenicopteriformes
Família: Phoenicopteridae
Nome popular: Flamingo
Nome em inglês: Scarlet ibis
Nome científico: Phoenicopterus ruber
Distribuição geográfica: Norte do continente e Antilhas até Florida.
Habitat: Lagunas rasas e salobras sem vegetação e beira mar.
Hábitos alimentares: São onívoros mas comem principalmente larvas, moluscos, pequenos crustáceos e algas.
Reprodução: 1 ovo e raramente 2, incubação de 27-31 dias.
Período de vida: Em cativeiro podem viver aproximadamente 40 anos.
Fonte: www.zoologico.sp.gov.br
UMA gritaria estridente enche o ar, ressoando de um lado a outro do lago remoto. Milhares de aves cor-de-rosa caminham nas cintilantes águas verde-esmeralda. No alto, outras descrevem círculos num vôo gracioso, batendo as estreitas asas compridas e deixando entrever coberteiras alares de tom rosa-coral. O enorme ajuntamento de aves de cores exuberantes é uma vista magnífica. É possivelmente o maior espetáculo do mundo alado — os flamingos róseos do vale da Grande Fenda.
Desde os tempos mais remotos o flamingo tem sido admirado por sua bela e delicada silhueta. Gravuras de flamingos, com seu característico pescoço alongado, foram entalhadas em rocha e podem ser vistas em hieróglifos egípcios. A exótica ave era tão admirada que os egípcios a reverenciavam como a encarnação do deus Rá. Desenhos primitivos nas cavernas também retratam o flamingo com seu pescoço delgado e arqueado, e pernas finíssimas e elegantes.

Flamingos-anões | Flamingos-rosados
Atualmente, existem quatro espécies de flamingos em regiões da África, da América do Sul, do Caribe e da Eurásia. O flamingo-anão é o menor de todos. Ele possui uma bela plumagem rosa-escuro e pernas e pés vermelho-vivos. O flamingo-rosado tem o dobro do tamanho do flamingo-anão e mede 1,40 metro de altura. Todas as espécies têm uma característica em comum — o harmonioso bico ligeiramente curvo na segunda metade, que lhe confere um ar imponente.
Para alçar vôo, a ave bate graciosamente as asas e corre sobre as águas com as pernas ágeis, obtendo assim o impulso necessário para voar. No ar, ela bate as asas majestosamente, estica o longo pescoço e a cabeça para frente e estira as pernas para trás. Calcula-se que haja uma população de quatro milhões de flamingos no vale da Grande Fenda da África.
A enorme colônia de flamingos que habita o vale da Grande Fenda se aglomera nos lagos ricos em carbonato de sódio, típicos da região. A concentração de carbonato de sódio é tão grande que a água chega a ser oleosa e causticante. A temperatura ao redor desses lagos pode atingir 65 graus Celsius. O forte cheiro de enxofre e de água salobra ascende das águas borbulhantes, saturando o ar quente. O teor de compostos alcalinos e de sais na água é tão grande que eles se cristalizam, formando crostas de depósitos brancos nas margens.
São poucas as criaturas que conseguem viver em águas tão cáusticas. No entanto, alguns microorganismos — as algas verde-azuladas — conseguem esse feito. O sol quente, tropical, aquece as águas alcalinas, criando condições ideais para a proliferação dessas algas, que dão ao lago um tom esverdeado. Como esmeraldas incrustadas num belo colar, o conjunto desses lagos confere um encanto especial aos vales e montanhas ao longo do vale da Grande Fenda.
É impressionante que uma criatura tão delicada como o flamingo possa sobreviver num ambiente tão inóspito e hostil. E, no entanto, o flamingo se dá muito bem nesse ambiente. Suas pernas esguias são resistentes às águas cáusticas, e os pés palmados fazem com que ele não afunde no lodo mole e viscoso. O flamingo-anão é perfeitamente adaptado para a vida nesse ambiente hostil. O bico é dotado de minúsculas lâminas que aspiram e depois filtram microorganismos concentrados perto da superfície das águas. Para se alimentar, a ave mantém o bico em posição horizontal, virado para trás, logo abaixo da superfície. A língua atua como uma bomba-aspirante-premente, absorvendo a água e fazendo com que ela saia através das lâminas que filtram e retêm os microorganismos.
O amanhecer sobre as águas cor de jade apresenta um cenário deslumbrante — o enorme bando de flamingos brilha à luz do sol como chamas de fogo sobre a superfície do lago. As aves ficam bem próximas umas das outras. Com o pescoço esticado, elas marcham imponentes em grupos, jogando o bico de um lado para o outro.
Ao passo que grupo após grupo marcha em direções opostas, o reflexo do sol sobre as asas delicadas forma um mosaico de tons contrastantes de escarlate e rosa. As aves balançam e dançam, abrindo bem as asas e exibindo o tom vermelho-vivo da plumagem. Ostentando suas cores vibrantes, elas correm na água e alçam vôo, depois pousam e recomeçam o ritual. O bando fica tão compacto que as aves não conseguem alçar vôo individualmente; elas precisam esperar que as que ficam nas beiradas voem primeiro. Seus gritos estridentes produzem um clamor ensurdecedor.
Então, de repente, ao anoitecer, as aves levantam vôo em massa e partem. Sulcando o ar numa formação retilínea ou em V, percorrem centenas de quilômetros até chegar ao destino — um lago de carbonato de sódio, ideal para a nidificação e a criação de filhotes. Curiosamente, essa migração ocorre ao mesmo tempo que a dos flamingos dos outros lagos de carbonato de sódio do vale da Grande Fenda.
Os flamingos constroem o ninho em lagos remotos e inacessíveis. Esse isolamento é importante, visto que a colônia de nidificação é extremamente sensível. Quando perturbados, os pais podem abandonar os ovos e nunca mais voltar.
A vida na colônia de nidificação é bem agitada. Os pais constroem o ninho com bastante empolgação. Curvando o longo pescoço, eles recolhem lodo, esterco de ave e penas e constroem uma plataforma cônica de uns 40 centímetros de altura. No alto da plataforma há uma pequena depressão que mantém o único ovo longe do alcance das águas rasas e alcalinas. Logo, centenas de milhares de ovos eclodem ao mesmo tempo. Os pais fazem incessantes viagens de ida e volta ao ninho para alimentar os filhotes famintos.
Quando os pequenos já conseguem andar, os pais de repente os abandonam e vão para outra parte do lago, onde as algas verde-azuladas são mais viçosas e mais abundantes. Ali, longe dos pedidos incessantes dos filhotes, os pais se alimentam e recuperam as energias. A grande ninhada de filhotes é então reunida num berçário por algumas aves adultas. Sob os cuidados dessas “babás”, os filhotes barulhentos são conduzidos pelos charcos de água salobra até onde estão os pais. Surpreendentemente, no meio de toda essa confusão barulhenta, os pais reconhecem seus filhotes e continuam a cuidar deles.
Os filhotes são desengonçados e não lembram em nada a imponência dos pais. As pernas e o pescoço são curtos, o bico é reto e a plumagem é branca. Depois de um tempo as pernas começam a crescer, o pescoço vai ficando mais longo e curvo, e o bico passa a formar o ângulo característico dos flamingos. O filhote desajeitado leva de dois a três anos para se transformar numa bela ave adulta de asas flamejantes. Ela então encontrará um parceiro e integrará os grandes bandos de flamingos róseos que tanto embelezam os lagos de sódio carbonato do vale da Grande Fenda.
A beleza e a graça do flamingo é um exemplo notável de projeto inteligente. Observar essa bela criatura na natureza é uma experiência fascinante e inspira gratidão e amor pelo maravilhoso Criador, Jeová Deus.
Fonte: www.watchtower.org
O flamingo é uma ave pernalta e corpulenta de bico poderoso e beleza inconfundível, que pode ser observada em vários locais do território do Centro e Sul de Portugal. Pode ainda ser encontrado em todos os países do Sul da Europa e do Norte de África, bem com em alguns territórios mais a Oriente.
As suas grandes patas são de cor rosácea, e as suas penas podem ser brancas ou cor de rosa, podendo por vezes atingir uma coloração quase laranja.
Esta ave pode ser observada nos estuários dos rios Tejo, Sado, Arade e Guadiana, existindo também grandes bandos na Ria Formosa.
Para poder observar estes animais, nunca deve aproximar-se muito, já que ao mínimo ruído começarão a correr, para ganhar velocidade, voando depois para zonas onde se sintam seguras.
Os flamingos são aves migradoras, voam até ao norte de África, quando os dias arrefecem no sul da Europa, para voltarem na Primavera seguinte.
O flamingo alimenta-se de pequenos crustáceos, peixes e bivalves, razão pela qual procura as zonas onde a água tem pouca profundidade e as zonas de lama ou sapais.
As fêmeas fazem ninhos altos onde depositam dois ovos, que vão demorar cerca de 30 dias a eclodir.
Os flamingos podem atingir os 1,3 m de altura e pesar cerca de 12 kg
Fonte: bicharada.net
O flamingo já foi descrito como um ganso espetado no alto de duas longas pernas e realmente o animal é estranho, com as patas de dedos muito longos, para não afundar na lama, as pernas fininhas e compridas, o corpo rosa quase vermelho e um bico grosso, torto para baixo e com uma espécie de rede do lado de dentro.
Para comer, o flamingo enfia o bico na água rasa das lagoas, até enchê-lo de água e usa a língua como uma bomba, para empurrar a água contra as barbatanas que filtram os bichinhos, os quais o flamingo engole em seguida. Essas barbatanas e a maneira de filtrar o alimento são extremamente semelhantes às das baleias que se alimentam de plâncton, e os ornitólogos acham curioso como dois animais tão diferentes evoluíram de uma forma quase idêntica no que se refere à nutrição.
O ninho dessa ave parece um penico de barro, bem alto, onde a fêmea põe um ovo só. É um ninho tão estranho que foi desenhado numa rocha do Rio Grande do Norte pelos índios que lá viviam há 5 mil anos, mas no Brasil o flamingo só se reproduz no Amapá e três dias depois de o filhote ter nascido ele já abandona o ninho e passa a andar atrás dos pais, procurando comida. Quando o flamingo se alimenta na natureza, ingere muitas algas ricas em carotenóides, o que lhe dá a cor avermelhada, mas, logo que é levado para o cativeiro e passa a receber alimentação artificial, começa a desbotar.
Fonte: www.jperegrino.com.br