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Golfinho



O MITO DOS GOLFINHOS

Golfinho

A relação entre nós humanos e os Golfinhos vem desde milhares de anos atrás antes de Cristo. Na Grécia Antiga os Golfinhos eram honrados como uns Deuses, e os gregos mantinham um santuário que eles consideravam ser o Deus Golfinho. Já os Maori do Pacífico Sul, consideravam os Golfinhos como um mensageiro dos Deuses.

Atualmente, estes mamíferos, já não são considerados como Deuses, mas para muitas pessoas ainda são considerados como "Os Humanos do Mar". Alguns aquários contribuem para este ponto de vista, promovendo os Golfinhos como uma personalidade. Também o cinema, a televisão e a ficção científica contribuem para o mesmo.

Mas será que os Golfinhos são realmente super-inteligentes? Apesar dos cérebros dos Golfinhos variarem de tamanho de espécie para espécie, são relativamente grandes. Contudo o tamanho do cérebro em nada revela a natureza de sua inteligência. Então para que usam os Golfinhos tamanho cérebro? Alguns investigadores sugerem que o fato do cérebro ser tão grande é necessário para o "sonar" e o processamento do som destes mamíferos. Outros cientistas afirmam que o nível de inteligência dos Golfinhos encontra-se entre o de um cão e o de um chimpazé.

E a resposta certa é... ninguém ainda soube realmente explicar. Assim como a inteligência humana se adapta as nossas necessidades, a inteligência dos Golfinhos adapta-se às suas necessidades.

Então o que sabemos ao certo sobre os Golfinhos? Atualmente a investigação dos cientistas junto aos Golfinhos, revela apenas que eles são curiosos e aparentemente sociáveis.

A Roma Antiga contava histórias de rapazinhos que nadavam com os Golfinhos, o que é provavelmente verdade, nos últimos anos, tanto as crianças como os adultos têm nadado com os Golfinhos ao longo das costas dos Estados Unidos, Irlanda, França, Espanha, Iugoslávia, Austrália e Inglaterra. Conhecem-se também casos de Golfinhos que tem salvo vítimas de afogamento. Contudo existem vários documentos de casos de Golfinhos que puxam as pessoas para fora da zona de segurança e que os mantêm debaixo de água.

Não é conhecido nenhum Golfinho que seja selvagem, que tenha matado uma pessoa, contudo os Golfinhos são fortes e animais independentes que devem ser sempre respeitados. Em vez de lhes confiarmos o título de personalidades humanas ou o estatuto de deuses, devemos apreciar a sua independência e liberdade.

Evolução da Espécie

Golfinho

Conhecemos muito pouco sobre os fósseis de antigas espécies de Golfinhos, e o que se conhece é extremamente incerto. Supõe-se que há cerca de 50 milhões de anos atrás, uma espécie de gato pré-histórico "Mesonychidea", começou a passar mais tempo na água à procura de alimento, e que eventualmente se transformou para melhor se adaptar a esse novo meio ambiente.

O regresso à água, trouxe benefícios significantes para os carnívoros terrestres.

Os animais marinhos eram uma nova fonte de alimento inexplorada. Mesmo assim, demorou ainda milhões de anos até que os primeiros cetáceos aparecessem nos oceanos. Os primeiros cetáceos foram provavelmente os "Protocetidea", há cerca de 40-50 milhões de anos atrás. Tudo o que conhecemos acerca destes pioneiros cetáceos é que possuíam algumas características reconhecíveis da sua espécie.

O seu estilo de vida seria, provavelmente anfíbio e não completamente aquático. Há cerca de 40 milhões de anos atrás, surgiu o "Dorudontinae", que eram muito similares aos Golfinhos. Entre 24 e 34 milhões de anos atrás, surgiram dois grupos "Odontoceti" e "Mysticeti". Entre os primitivos Odontoceti o "Suqalodontae" era o mais parecido com os Golfinhos modernos, e foi provavelmente deste grupo que derivaram os Golfinhos. Mas havia ainda um aspecto primitivo que os distinguia bem dos atuais Golfinhos: os dentes.

Nos primitivos Odontoceti, os dentes eram quase todos diferentes, enquanto que nos atuais Golfinhos, os dentes são praticamente iguais. Há cerca de 24 milhões de anos atrás, uma família bastante diversa denominada de "Kentriodontidae" apareceu nos oceanos Atlântico e Pacífico. E é desta família que nasceu a super-família "Delphinoidea", cerca de 10 milhões de anos depois.

Golfinho

 

ANATOMIA DOS GOLFINHOS

Aspecto interior de um Golfinho

Golfinho

Golfinho

Aspecto exterior de um Golfinho

Golfinho

Órgãos Reprodutores

Nos Golfinhos machos, a abertura genital é em frente ao orifício retal. O longo falo, que normalmente se encontra completamente dentro do corpo, está quase sempre retraído e emerge apenas quando o Golfinho tem uma ereção. O par de testículos, encontra-se escondido dentro da cavidade abdominal, perto dos rins.

Nas fêmeas, a abertura genital também se encontra na barriga, onde se localizam os órgãos genitais e urinários. As duas glândulas mamárias estão dos dois lados da abertura genital e os mamilos encontram-se retraídos. Contudo estes se estendem durante a amamentação, pois o bebê Golfinho não consegue modificar o formato da boca de forma a "sugar" o leite, tendo por isso de formar uma passagem entre a língua e a boca, na qual recolhe o leite da mãe.

Esqueleto

O esqueleto dos mamíferos tem sofrido diversas modificações ao longo dos tempos. Os membros anteriores modificaram-se e tornaram-se nadadeiras e os ossos dos membros posteriores desapareceram por completo. Permanece ainda uma zona pélvica, como um mero vestígio da musculatura ventral. A maior parte das costelas dos Golfinhos não estão ligadas ao externo; e as que se encontram ligadas, estão juntas, permitindo que a caixa torácica se esmague a altas pressões sem provocar danos. O crânio é lançado para frente e alinha com a coluna vertebral e a coluna cervical, que na maior parte das espécies está fundida uma na outra.

Pele

A pele de um Golfinho é lisa e suave. Está constantemente a ser substituída. Além disso é extremamente sensível ao tato e cicatriza com muita facilidade. Virtualmente, cada golfinho adulto carrega parte dos registros acerca de interações com companheiros, inimigos e o meio ambiente, codificados num conjunto de cicatrizes nas suas peles. Isto tem sido útil aos investigadores e cientistas, para identificarem individualmente cada animal.

Cabeça

A face dos Golfinhos pode ser considerada deveras inexpressiva.

Os olhos podem alargar-se e escurecer com a excitação, ou estreitar abruptamente com a raiva, mas o perpétuo sorriso característico na maior parte das espécies de Golfinhos nada nos diz acerca do estado emocional. Alguns Golfinhos têm aquilo a que chamamos de "bico de ave" ... outras espécies não possuem nada na cabeça.

Não existe ouvido externo, apenas uma pequena abertura de cada lado da cabeça, que não aparenta ser usado para audição. Em frente encontram-se os olhos, cuja função é independente um do outro. Na maior parte das espécies, os maxilares são direitos, alongados e estreitos.

Na parte posterior do maxilar superior, situa-se uma área de tecido gorduroso conhecida por "Melão".

O cérebro fica mesmo na parte de trás do crânio. Muitas espécies de Golfinhos têm um grande número de dentes, alguns mais de 200. Ao contrário dos outros mamíferos, os machos com dentes, não possuem dentes de leite, mas desenvolvem um único conjunto de dentes que jamais será substituído. Situado no topo da cabeça, por detrás do melão, encontra-se um orifício de respiração. Em todas as espécies, este orifício está sempre fechado e só pode ser aberto por ação muscular.

Existem duas passagens nasais no crânio, que se junta a um único tubo que se une ao fim da traquéia.

O fato de a traquéia e o esôfago do animal estarem completamente separados, permite ao animal alimentar-se debaixo de água sem se afogar.

Golfinho

Rins

Os rins são grandes, e consistem de muitos lombos interligados e "empacotados". O mesmo tipo de rins pode ser encontrado nas focas e nos ursos, por isso não podemos avaliar o valor de adaptação para a vida na água. Os rins dos Golfinhos contêm também estruturas especiais que ajudam na filtragem enquanto mergulham. Muitos poderão pensar que os Golfinhos têm problemas em arranjar água para sobreviverem, visto viverem num meio salino, é que os rins desempenham uma importante função nesse aspecto; mas na realidade, os Golfinhos têm a maior parte da água que necessitam alimentando-se dos peixes.

Nadadeira Dorsal

Muitos Golfinhos possuem uma nadadeira dorsal, em que o tamanho varia de espécie para espécie. Ainda é desconhecido o motivo que levou ao desenvolvimento desta nadadeira. Pelo que conhecemos, não existe nada análogo nos antepassados terrestres dos cetáceos. Mas como a nadadeira dorsal não possui ossos, não é surpreendente que não apareça nos fósseis. Contudo a existência desta nadadeira não é essencial à sobrevivência do cetáceo.

Nadadeira Posterior ou Cauda

São duas nadadeiras posteriores que constituem a cauda do Golfinho. São achatadas e horizontais e consistem de tenões e fibras sem ossos. A função destas nadadeiras é servirem de pás para impulsionar o movimento do Golfinho.

Circulação Sangüínea

Existem diversas partes notáveis no sistema circulatório dos Golfinhos. Uma delas é a extraordinária rede de vasos sangüíneos. Pensa-se que esta rede fabulosa tem como função proteger os órgãos vitais dos efeitos da pressão da água e aprisionar qualquer bolha de hidrogênio que se possa formar na ascensão do Golfinho de zonas de altas pressões.

O cérebro recebe constantemente sangue, mesmo durante mergulhos profundos. Outro aspecto notável na rede sangüínea, é minimizar a perda de calor no corpo do Golfinho, pois os vasos sangüíneos são estendidos a todas as partes do corpo e mesmo dos extremos como as nadadeiras.

Mas o Golfinho também pode fazer o inverso, e a rede sangüínea também permite a diminuição do calor, em vez de obrigar o sangue a atravessar perto da espinha dorsal; contrai determinada artéria e obriga o sangue a passar mais perto da pele, libertando calor.

COMUNICAÇÃO DOS GOLFINHOS

O Sonar dos Golfinhos

O Golfinho é capaz de gerar som sob a forma de clicks, dentro dos seus sacos nasais, situados por detrás da nuca. A freqüência dos clicks é mais alta que a dos sons usados para comunicações e difere de espécie para espécie.

A nuca toma a função de lente que foca o som num feixe que é projetado para frente do mamífero. Quando o som atinge um objeto, alguma da energia da forma de onda e refletida para o Golfinho. Aparentemente é o maxilar inferior que recebe o eco, e o tecido gorduroso que lhe precede, que o transmite ao ouvido médio e posteriormente ao cérebro. Recentemente foi sugerido que os dentes e os nervos dentários transmitiam informações adicionais ao cérebro dos Golfinhos. Assim que um eco é recebido, o Golfinho gera outro click.

O lapso temporal entre os clicks permite ao Golfinho identificar a distância que o separa do objeto. Pela continuidade deste processo, o Golfinho consegue seguir objetos. Ele é capaz de o fazer num ambiente com ruído, é capaz de assobiar e ecoar ao mesmo tempo e podem ecoar diferentes objetos simultaneamente - fatores que fazem inveja a qualquer sonar humano. Observe a seguir as imagens onde você poderá ver como funciona a ecolocalização dos Golfinhos e seus sons.

Como Funciona a Ecolocalização

Golfinho

Ecolocalização

Golfinho

Rangidos Graves Taxa de Repetição Média e Variável

Golfinho

Rangidos Trens de Taxa Média

Golfinho

 

Gemidos Trens de Taxa Alta

Golfinho

Movimentação através da Ecolocalização

Golfinho

Alimentação dos Golfinhos

Golfinho

Os Golfinhos e os porcos-marinhos são caçadores, e alimentam-se principalmente de diversas espécies de peixe. Muitos caçam em grupo e procuram as grandes "escalas" de presas. Cada espécie de peixe tem um ciclo anual de movimentos, e os Golfinhos acompanham essas escalas de peixes, ou por vezes parecem saber onde interceptá-los; provavelmente eles conseguem estas informações pelos químicas dos peixes como a urina e as fezes.

Contudo alguns Golfinhos preferem lulas e outros comem moluscos e camarão. As orcas, consumem tudo o que já foi referido anteriormente e geralmente consomem mais do que qualquer outro Golfinho. Um macho adulto em cativeiro, devora cerca e 160 Km de peixe por dia, mas a média é de 79 Kg para os machos, 63 Kg para as fêmeas e 16 Kg para os bebês. Em cativeiro, as orcas alimentam-se de peixe morto, em liberdade, além de peixe também se alimentam de outros mamíferos como as focas, os leões marinhos, ou Golfinhos e por vezes baleias. Geralmente os Golfinhos não mastigam as suas presas, mas sim engolem-nos.

Os cientistas determinam a dieta dos Golfinhos examinando o estômago dos animais mortos nas praias e por vezes, mas com raridade, as suas fezes. É muito raro um cientista conseguir observar, quanto mais fotografar um Golfinho a alimentar-se, já que isto se passa dentro de água.

Provavelmente todas as espécies de Golfinhos usam o sonar para apanhar os peixes. Mas quando as orcas caçam mamíferos marinhos, têm de fazer muito mais do que utilizar o sonar, têm de esperar quietas, observar e por fim atacar. Em pleno oceano, os Golfinhos muitas vezes encurralam as escalas de peixes, obrigando-os a saltar para fora de água. Fenômeno várias vezes observado pelos investigadores e cientistas.

Inteligência dos Golfinhos

Diversos fatores afetam o que chamamos de "inteligência". O principal componente da inteligência é a habilidade que se tem de se comunicar. Um humano pode ser extremamente inteligente mas, este sempre se despende todo o seu tempo a tentar sobreviver, então não resta tempo para o pensamento. Tempo livre é então um grande fator, e os Golfinhos têm-no em abundância.

Em primeiro lugar, os Golfinhos não dormem como nós, eles são capazes de se "desligar" com apenas uma parte do seu cérebro por minutos numa determinada altura ao longo do dia.

Muito raramente "desligam" o cérebro completamente. Isto é necessário porque os Golfinhos necessitam de respirar ar pelo menos uma vez em cada 8 minutos. As únicas coisas que um Golfinho faz é comer grandes quantidades de peixe e brincar. A comunicação entre espécies é também necessária. Os Golfinhos usam uma linguagem por assobios que é 10 vezes mais rápida que a nossa fala e 10 vezes mais alta em freqüência. Para que um Golfinho falasse com a nossa velocidade, seria como se um humano tentasse falar com um trombone, muito lento.

Para um Golfinho, tentando falar com a nossa freqüência e velocidade, o resultado seria o seguinte:

nós...........fa......la........mos......... mu.......i........to............ de............ va.......... gar............

É muito difícil para nós falarmos assim tão devagar, e para os Golfinhos também. Outra particularidade na comunicação dos Golfinhos é o sonar, que lhes permitem determinar as reações internas de outros Golfinhos, humanos, peixes, etc. Imaginem sabermos como se sentem todas as pessoas à nossa volta, se estão alegres, tristes, zangadas. Ninguém poderia enganar ou mentir. Isto se deve a mudanças psicológicas que ocorrem dentro de nós quando pensamos em determinadas coisas. Também através do sonar um Golfinho consegue ver se alguém está ferido ou não. Eis um caso real: "Uma senhora que se encontrava numa piscina com Golfinhos era continuamente empurrada para fora da piscina.

Uns minutos mais tarde, ela colapsa com dores. No hospital descobriu que tinha uma hemorragia interna, que os Golfinhos muito provavelmente tinham dado conta. Como não havia mais ninguém por perto na piscina, e a distância entre a linha de água e o cimo da piscina era grande, os Golfinhos tentaram a custo impedi-la de ficar na piscina, e assim salvaram-lhe a vida." A única coisa que os cetáceos não têm é uma maneira de registrar a linguagem tal como a escrita. Uma idéia seria construir um programa de computador que permitisse traduzir os assobios dos Golfinhos em escrita e gravar; e vice-versa, passar o nosso texto para linguagem de Golfinhos.

Isto já foi feito com chimpanzés e o resultado foi surpreendente. Ora tendo em conta que os Golfinhos são muito mais inteligentes que os chimpanzés, porque não tentar o mesmo?

AS DIVERSAS ESPÉCIES DE GOLFINHOS

Chegam a 37 espécies descritas entre golfinhos e botos tanto de água salgada (oceanos), como de água doce (rios). Os Golfinhos podem viver cerca de 35 anos.

Claro que não vou falar aqui das 37 espécies escolhi algumas delas que será tratado cada item em separado.

Estudaremos Os Golfinhos dos Oceanos onde mostrarei alguns deles e suas características como também Os Golfinhos dos Rios.

Os Golfinhos são dóceis e brincalhões e apreciam a companhia humana e alguns são mais arredios.Vejamos a seguir mais detalhes de cada espécie.

As diferentes espécies de Golfinhos são:

Os Golfinhos dos Oceanos

Esta é sem dúvida a maior família de Golfinhos, são mais de 12 espécies diferentes. Muitos dos Golfinhos oceânicos passam a maior parte do tempo, deslocando-se no oceano, cobrindo vastas áreas de mar, longe da costa. Muitas espécies estão distribuídas pelo Mundo. Algumas dessas espécies, ocasionalmente, percorrem os rios e vivem lado a lado com os verdadeiros Golfinhos de rio. Os Golfinhos oceânicos, são maiores que os de rio, diferem seu tamanho conforme suas espécies.

Golfinho

O Golfinho oceânico menor tem 1.4m a 1.8m de comprimento e pesa entre 36kg e 45kg.

O Golfinho oceânico maior é a Orca, que medimos mais de 9.8m e pesa cerca de 5000Kg, sendo maior do que algumas espécies de baleias. Os fatores que ameaçam estes Golfinhos são vários e sempre variam de espécie para espécie. Os Golfinhos que vivem perto da costa sofrem o efeito da poluição, o perigo da navegação de embarcações e as redes de pesca. Aqueles que vivem longe da costa, também têm problemas... o mais grave de todos são as redes de pesca do atum, visto que os Golfinhos viajam muitas vezes com este peixe. Desconhecemos a taxa populacional destes mamíferos, contudo mesmo que um grupo destes Golfinhos esteja ameaçado, há sempre outro grupo que se mantém saudável!...
Vejamos a seguir alguns tipos de Golfinhos dessa classe:

ORCAS

As Orcas apresentam um comprimento de 8 a 10 m, pesando mais de 5,500 quilogramas. A Orca Macho é maior que a fêmea medindo entre 8,7 a 7 metros (máximo de 9,8 metros) e pesam em torno de 4 a 5 toneladas, enquanto a orça fêmea mede em torno de 5,5 a 6,5 metros (máximo de 7 metros) e chega a pesar entre 2,5 a 3 toneladas. Suas crias ao nascer chega a medir entre 208 a 276 cm.

A pele das Orcas é na maior parte preta com as zonas brancas distintas. Têm corpos esguios e uma cabeça arredondada com um bico proeminente. Vivem em grupos pequenos de 6 a 40 baleias. São animais muito sociais. As ligações entre os membros de um grupo de Orcas são muito fortes e duram para toda a vida.

Os membros de um grupo caçam em conjunto de modo sofisticado e protegem os jovens, os doentes e os feridos. Podem mergulhar a uma profundidade de 30 m a fim caçar.

Por vezes, e misteriosamente, nadam a grandes velocidades em direção à superfície a fim de se erguer acima da linha de água, para depois cair, espirrando e fazendo ruído. Golpeiam também a água com a cauda vivamente, mas para nós, sem razão aparente. As Orcas, como os golfinhos, comunicam por “cliques” e assobios. Os sons são usados com a finalidade de acoplamento, e para encontrar a rapina.

Os grupos diferentes têm “sons distintos” e pode-se reconhecer os membros dos grupos por estes sons. Elas vivem em oceanos e águas costeiras, profundas, e por vezes em estuários. Sua área de deslocamento é o mundo oceânico. As orcas macho têm um tempo médio de vida de 55 anos e as fêmeas tem um tempo médio de 90 anos. A estatística da população é desconhecida, mas provavelmente existem pelo menos 10 milhões de orcas.

Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Cetácea
Família: Delphinidae
Nome Científico: Orcinus Orca

Golfinho

Golfinho

GOLFINHO DE BOSSA

Esses Golfinhos apresentam as seguintes características:

Sousa Teuszii

Tamanho: 2 metros, 100 Kg.

Tamanho das crias: desconhecido.

Dentes: 26 a 31 dentes, cada um dos lados do maxilar superior e inferior.

Alimentação: Peixes e crustáceos.

Habitat: Águas das costas.

Área de deslocamento: África Ocidental, Camarões e provavelmente Angola.

Estatísticas: População desconhecida.

GOLFINHO COMUM

Golfinho

Apresentam as seguintes características:

Delphinus Delphis

Tamanho: 1.7 a 2.4 metros, 75 a 85 kg. Os machos são ligeiramente maiores que as fêmeas.

Tamanho das crias: 79 a 90 cm.

Dentes: 40 a 50, ás vezes 58 dentes pequenos e aguçados,de cada um dos lados do maxilar superior e inferior.

Alimentação: Peixes (variados) e camarões.

Habitat: Águas das costas.

Área de deslocamento: Trópicos, Sub-trópicos, e oceanos de temperaturas quentes, incluindo mediterrâneo e golfo pérsico.

Estatísticas: População desconhecida.

GOLFINHO ROAZ-CORVINEIRO

Golfinho

Apresentam as seguintes características:

Tursiops Truncatus

Tamanho: 2.3 a 3.1 metros, 150 a 275 kg. Os machos são ligeiramente maiores que as fêmeas.

Tamanho das crias: 98 a 130 cm.

Dentes: 18 a 26 dentes,de cada um dos lados do maxilar superior e inferior.

Alimentação: Peixes (bacalhau, anchovas e outros) e lulas.

Habitat: Águas das costas e oceano.

Área de deslocamento: Mundo oceânico com exceção dos mares polares.

Estatísticas: População desconhecida.

GOLFINHOS DE FLANCOS BRANCOS

Apresentam as seguintes características:

Lagenorhynchus acutus

Golfinho

Tamanho: 2.3 a 2.5 metros, 165 kg. Os machos são ligeiramente maiores que as fêmeas.

Tamanho das crias: 110 cm.

Dentes: 29 a 40 dentes pequenos e aguçados de cada um dos lados do maxilar superior e inferior.

Alimentação: Peixes, polvos, crustáceos e lulas.

Habitat: Oceano.

Área de deslocamento: Águas do Norte Atlântico.

Estatísticas: População desconhecida.

Lagenorhynchus albirostris

Golfinho

Tamanho: 2.5 a 2.7 metros, 180 kg. Os machos são ligeiramente maiores que as fêmeas.

Tamanho das crias: 120 cm.

Dentes: 22 a 28 dentes pequenos e aguçados de cada um dos lados do maxilar superior e inferior.

Alimentação: Peixes (bacalhau, anchovas e outros), lulas, polvos e crustáceos.

Habitat: Oceano.

Área de deslocamento: Águas do Norte Atlântico.

Estatísticas: População desconhecida.

Lagenorhynchus obliquidens

Golfinho

Tamanho: 1.9 a 2.3 metros, 150 kg. Os machos são ligeiramente maiores que as fêmeas.

Tamanho das crias: 102 a 124 cm.

Dentes: 21 a 28 dentes pequenos e aguçados de cada um dos lados do maxilar superior e inferior.

Alimentação: Peixes (anchovas e outros) e pequenas lulas.

Habitat: Oceano profundo.

Área de deslocamento: Águas do Norte Pacífico.

Estatísticas: População desconhecida.

Classificação da Ordem Cetácea

Vejamos a seguir como é feita essa classificação:

Sub-ordem ODONTOCETI

Super família Platanistoide

Família Platanistidae

Platanista gangetica
Platanista minor

Família Pontoporiidae

Sub-família Lipontinae

Lipotes vexillifer

Sub-família Pontoporiinae

Pontoporia blainvillei

Família Iniiae

Inia geoffrensis

Super família Delphinoidea

Família Monodontidae

Sub-família Delphinapterinae

Dephinapterus leucas

Sub-família Monodontinae

Monodon monoceros

Família Phocoenidae

Sub-família Phocoeninae

Phocoena phocoena
Phocoena spinipinnis
Phocoena sinus
Neophocaena phocaenoides

Sub-família Phoceonoidinae

Australophocaena dioptrica
Phocoenoides dalli

Família Delphinidae

Sub-família Steninae

Steno bredanensis 
Sousa chinensis
Sousa teuszii
Sotalia fluviatilis

Sub-família Delphininae

Langenorchynchus albirostris
Langenorchynchus acutus
Langenorchynchus obscurus
Langenorchynchus obliquidens
Langenorchynchus cruciger
Langenorchynchus australis
Grampus griseus
Tursiops truncatus
Stenella frontalis
Stenella attenuata
Stenella longirostris
Stenella clymene
stenella coeruleoalba
Delphinus delphis
Lagenodelphis hosei

Sub-família Lissodelphinae

Lissodelphis borealis
Lissodelphis peronii
Sub-família Orcaellinae:
Orcaella brevirostris

Sub-família Cephalorchynchinae:

Cephalorchynchus commersonii
Cephalorchynchus eutropia
Cephalorchynchus headvisidii
Cephalorchynchus hectori

Sub-família Globicephalinae

Peponocephala electra
Feresa attenuata
Pseudorca crassidens
Orcinus orca
Globicephala melas
Globicephala macrorhynchus

Super-Família Ziphinoidea:

Família Ziphinoidae

Tasmaetus shepherdi
Berardius bairdii
Berardius arnuxii
Mesoplodon pacificus
Mesoplodon bidens
Mesoplodon densirostris
Mesoplodon europaeus
Mesoplodon layardii
Mesoplodon hectori
Mesoplodon grayi
Mesoplodon stejnegeri
Mesoplodon bowdoini
Mesoplodon mirus
Mesoplodon ginkgodens
Mesoplodon carlhubbsi
Ziphius cavirostris
Hyperoodon ampullatus
Hyperoodon planifrons
Super-Família Physeteroidea:

Família Physeteridae

Sub-Família Physeterinae

Physeter macrocephalus
Família Koiidae:
Kogia breviceps
Kogia simus
Sub-ordem MYSTICETI:

Família Balaenidae

Sub-Família Physeterinae

Balaena mysticetus
Eubalaena australis
Eubalaena galcialis

Família Neobalaenidae

Caperea marginata

Família Eschrichtiidae

Eschrichtius robustus

Família Balaenopteridae

Sub-família Balaenopterinae

Balaenoptera acutorostrata
Balaenoptera borealis
Balaenoptera edeni
Balaenoptera musculus
Balaenoptera physalus

Sub-família Megapterinae:

Megatpera novaengliae

Super-Família

Ziphioidea e Physeteroidea, e a sub-ordem Mysticeti, são consideradas BALEIAS.

As restantes famílias da lista são GOLFINHOS e TONINHAS.

A ORDEM CETÁCEA

A Ordem Cetácea: A ordem Cetácea compreende três sub-ordens: Archaeoceti, Mysticeti (baleias) e Odontoceti (golfinhos). A primeira inclui apenas espécies que já se extinguiram e que viveram durante o Eocénio, Oligocénio e Miocénio. As outras duas distinguem-se uma da outra primariamente pelo espiráculo, dentição e estrutura dos crânios. Todas as espécies de cetáceos possuem dentes durante o período fetal, pelo menos nas gengivas.

A diferença entre os odontocetes e os misticetes neste aspecto, reside no fato de estes dentes nunca emergirem das gengivas no caso dos misticetes, sendo substituídos por uma série de lâminas córneas de origem dérmica, denominados barbas, que os animais usam como colectores de alimento.

Os odontocetes por seu lado, não possuem barbas e retêm os dentes após o nascimento. Em algumas espécies, esses dentes não chegam a emergir das gengivas durante toda a vida. Embora existam fósseis de odontocetes com dentes polifórmicos, os atuais possuem dentes uniformes e, ao contrário dos outros mamíferos, não possuem dentição de leite. Durante o desenvolvimento embriológico, também todos os cetáceos possuem pêlos. No entanto, enquanto nos misticetes estes permanecem durante a vida como órgãos sensoriais, nos odontocetes desaparecem logo após o nascimento. Outra característica que separa as duas sub-ordens atuais é o esterno, bem desenvolvido nos odontocetes e pequeno, ligando-se apenas a um ou dois pares de costelas, nos misticetes.

Mais abaixo encontramos um resumo com as principais diferenças entre as duas sub-ordens.

SUB-ORDEM ODONTOCETI

Sub-ordem Odontoceti:

Espiráculo singular.
Dentes sempre presentes.
Barbas ausentes.
Esterno comparativamente grande e estrutura esquelética do tórax completa.
SUB-ORDEM MYSTICETI:

Sub-ordem mysticeti:

Espiráculo bipartido.
Dentes ausentes após o nascimento.
Existência de barbas.
Esterno comparativamente pequeno e estrutura esquelética do tórax mais simples.

Golfinho

OS GOLFINHOS E A MEDICINA

Golfinho

Os golfinhos são úteis na terapia de crianças com comportamentos autistas e com atrasos psicomotores. Várias crianças já recorreram a este tratamento em diversas partes do mundo, como por exemplo, na Espanha, Irlanda, Estados Unidos e recentemente em Portugal, no estuário do Sado. Os resultados são visíveis, embora não cientificamente comprovados.

A maioria dos terapeutas e biólogos concorda que a interação com os golfinhos favorece pessoas com problemas de saúde mental, depressão, stress, etc. Mas estes progressos têm de ser documentados e analisados individualmente. O ponto mais polêmico entre biólogos e terapeutas incide no beneficio do sonar no tratamento das crianças com deficiências.

O sonar é um feixe de energia que os golfinhos utilizam para localizar comida. Ele lhes dá uma imagem mental de tudo o que existe ao seu redor e pode remover lesões do corpo. Sabe-se que o sonar é quatro vezes superior àquele que é utilizado na eliminação de células renais. Conclui-se, portanto, sem discórdia, que ao sermos atingidos por esta energia algo mudará, pois são cento e cinqüenta mil vibrações por segundo, porém tal mudança ainda é alvo de pesquisas. Porém se essas mudanças serão boas ou ruins as opiniões se dividem. Uns afirmam que o sonar dos golfinhos tem respostas curativas.

Os russos, por exemplo, afirmam que tiveram sucesso em pessoas com cancro, embora não exista comprovação científica. Já outros especialistas rejeitam que os sons emitidos pelos golfinhos sejam benéficos para a saúde humana, já que os golfinhos, na sua vida social, evitam emitir esses sons na direção do corpo uns dos outros; supõe-se que é uma regra de boas maneiras, principalmente quando esses sons têm uma intensidade elevada.

Ainda não consegui nenhuma fotos desses locais, porém tenho algumas fotos enviadas pelo meu amigo Romário de sua viagem a Cuba na cidade de Varadero, onde existe um Delfinário ao qual as pessoas podem mergulhar, nadar e passar horas alegres e divertidas na companhia dos Golfinhos. Numa delas um dos Golfinhos veio até meu amigo e deu um “beijo” uma forma de demonstrar seu carinho.

Ah!!!... não vejo a hora de poder estar lá nesse mundo maravilhoso que habita os Golfinhos. Pois é... meu sonho e desejo atual é poder ir em breve ao DELFINÁRIO DE VARADERO e poder estar bem próxima dos meus Golfinhos.

REPRODUÇÃO DOS GOLFINHOS

Golfinho

Acasalamento e nascimento de golfinhos

Os mais íntimos detalhes de acasalamento e nascimento de golfinhos, têm permanecido escondidos da observação humana. Muitos investigadores possuem apenas uma vaga idéia dos hábitos reprodutivos dos golfinhos. Pensa-se que o acasalamento será sazonal. Observando golfinhos em cativeiro, os cientistas determinaram o tempo de gravidez exato para algumas espécies. Por exemplo, para as orcas é de 17 meses e meio. Mas o período de gestação continua desconhecido para a maior parte das espécies de golfinhos. Os cientistas crêem também que quase todas as espécies são promiscuas (partilham as fêmeas). O acasalamento é realizado de barriga para barriga como as baleias e muitas fêmeas não reproduzem todos os anos. Geralmente os bebês começam por sair de cauda para fora. Por vezes existe uma fêmea a ajudar no processo.

O pai do golfinho bebê não participa na vida ativa e tratamento do seu filho, porém algumas espécies, há fêmeas cuja função é a de baby-sitters. Ao nascer, o bebê Golfinhos já é bem grandinho, mas, ainda assim, dá um trabalho enorme à mãe. Nos primeiros tempos, além de amamentá-lo, ela precisa levá-lo de vez em quando à superfície para respirar. Passada essa fase inicial, o pequeno passa a usar a narina que tem no alto de sua cabeça, mas continua a depender da mãe para se alimentar por cerca de um ano.

Golfinho

Fonte: www.golfinhos.kit.net

Golfinho

Características

Golfinho

Também chamado de "delfim", o golfinho é um mamífero perfeitamente adequado para viver no mar, podem mergulhar a bastante profundidade e se alimentam de peixes e sobretudo de lulas. Nos aquários aprendem a alimentar-se. Podem viver de 25 a 30 anos.

É possível treiná-lo e executar grande variedade de tarefas - algumas de certa complexidade. Outra característica que torna o golfinho interessante, é a sua capacidade de brincar. Nenhum animal, exceto o homem, tem uma variedade tão grande de comportamentos que não estejam diretamente ligados às atividades biológicas básicas - alimentação, reprodução e proteção.

Viver em grupos e sua inteligência são traços característicos. Todos são nadadores privilegiados e, às vezes, saltam até cinco metros acima da água. Podem nadar a uma velocidade de 61 km/h.

Anatomia

Não tem orelhas: apenas dois pequenos orifícios que ficam junto aos olhos. Entretanto, sua sensibilidade auditiva é extraordinária. Eles descendem de mamíferos terrestres. Seus membros dianteiros, em forma de nadadeiras, conservam por dentro a ossadura dos mamíferos de terra, inclusive a mão de cinco dedos. Sua cabeça é pequena em relação ao corpo, e os olhos são bem grandinhos para o tamanho da cabeça. Apesar de seus 80 a 100 dentes em cada maxilar, os golfinhos não mastigam. Engolem tudo e o estômago faz o resto.

GOLFINHO FLIPPER

Nome que recebe a espécie mais conhecida e mais estudada de delfim. Também é a espécie mais comum em zoológicos e aquários de todo o mundo. Costuma ser cinzento ou negro nas partes superiores e um pouco mais claro nas inferiores. Seu crânio apresenta um prolongamento que forma uma espécie de focinho ou bico. São animais muito sociáveis, que se comunicam por meio de um rico repertório de sons; no entanto, parece que em algumas populações, os indivíduos emitem um som próprio e característico, que os diferencia dos demais. Para explorar e investigar seu ambiente, fazem uso da ecolocalização e são capazes de detectar com precisão objetos muito pequenos.

Gestação e filhotes

Golfinho

A fêmea do golfinho passa 12 meses esperando seu rebento. Ao nascer, este já é bem grandinho, mas, ainda assim, dá um trabalho enorme à mãe. Nos primeiros tempos, além de amamentá-lo, ela precisa levá-lo de vez em quando à superfície para respirar. Passada essa fase inicial, o pequeno passa a usar a narina que tem no alto de sua cabeça, mas continua a depender da mãe para se alimentar por cerca de um ano.

Respiração

Exibicionistas e brincalhões, os golfinhos parecem até bandos de meninos em recreio. Em parte, tais acrobacias são puras demonstrações de agilidade e força; em parte, devem-se a necessidade que têm em respirar periodicamente. Saindo da água, eles expelem o ar pela única narina que possuem, tomam fôlego de novo e voltam a mergulhar.

Boto

Os golfinhos são animais que geralmente preferem viver em alto mar. Mas o boto, outro animal bem conhecido que pertence à família dos Delfinídeos, vive na água doce em certas partes da Amazônia. O boto branco, vive no rio amazonas e é venerado pelos índios sob o nome de "Iara".

Classificação Científica

Gênero - Globicephala
Família - Delfinídeos
Subordem - Odontocetos
Ordem - Cetáceos.

Sons

Os golfinhos nadam livremente pelas águas escuras e agitadas, orientando-se somente pelos ecos dos sons que produz. O formato de sua cabeça funciona como uma caixa acústica. O sonar dos golfinhos opera com uma precisão de detalhes maior do que o sonar eletrônico.

Golfinho

Fonte: www.webciencia.com

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