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O ALGO MAIS DESTE PERSA

Ser o único Persa com uma pitada de Siamês dá ao Himalaio alguns destaques. Conheça-os.

O Himalaio é um Persa especial. Não só por reunir os detalhes mais sedutores da raça à sofisticação do colorido em dégradé do Siamês, mas também por ser o única variedade não percebida como tal por muita gente - apesar de ter a cara e o corpo do Persa e de se reproduzir sem perder essa tipicidade. A questão é que a pitada de sangue Siamês que carrega acabou por causar rebuliço na criação, com reflexos presentes até hoje.

"Muita gente associa a denominação Himalaio a um gato fofo e bonito, mas desconhece que se trata de uma variedade de cor do Persa como as outras", comenta a criadora de Persas Alecssandra Navarro Polillo, do Gatil Naianson, de Guarulhos, São Paulo. Ela e mais 11 criadores de Persa, entre os 15 de gatis brasileiros ouvidos nesta reportagem, são unânimes em afirmar que perdem procura se não esclarecerem na divulgação de seus Persas que têm Himalaios a oferecer (veja Gatis e estratégias de comunicação).

É só conferir nos classificados da Cães & Cia. Setenta por cento dos 30 anúncios veiculados nas edições 272 a 274 por criadores de Persa que trabalham também com a variedade ponteada destacam ter Himalaios, mas dificilmente citam as demais cores disponíveis. Reflexo desse fenômeno, a seção Cotações da Cães & Cia sempre informou os valores do Persa e do Himalaio em separado.

Desafio de comunicação semelhante ao dos criadores brasileiros é vivido na maior gatofilia do planeta, a dos Estados Unidos. "Muitos norte-americanos desconhecem que o Himalaio é um Persa e, por isso, precisamos dar destaque a ambos quando divulgamos a criação", comenta Karen Swan, do gatil Ahmischi, de Nova York, especializado em Persas.

A confusão começou nos Estados Unidos, em 1957, quando um Persa com coloração de Siamês, ou seja, com a marcação ponteada responsável pelo requintado clareamento da cor a partir das extremidades e pelos lindos olhos azuis, foi apresentado para registro à Cat Fanciers' Association (CFA) pela criadora norte-americana Margherita.

Em 1979, antecipando-se a um movimento nos Estados Unidos de crescente revisão da separação racial, a The International Cat Association (Tica), atual segunda maior entidade gatófila norte-americana, foi fundada e chegou com uma novidade: a classificação do Himalaio como Persa e, ao mesmo tempo, como raça diferente.

Não foi magia. Na verdade, a Tica agrupou de maneira engenhosa a raça Himalaia com outras duas - Persa e Exótico (Persa de pêlos curtos) - no então recém-criado, por ela mesma, grupo Persa.

As três raças tinham padrões diferentes, mas o acasalamento entre elas era livre.

"Com essa saída diplomática reconhecemos, na prática, o gato Himalaio como Persa", comenta a diretora genética da Tica, Solveig Pflueger. "Em maio de 2001 demos mais um passo e unificamos os três padrões."

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Cinco anos depois da novidade da Tica, a CFA reviu a sua posição e reclassificou o Himalaio como variedade de Persa.

Ou seja, tornou Himalaio sinônimo de Persa ponteado. "Mudamos porque, na prática, Persas e Himalaios vinham sendo acasalados rotineiramente entre si e dividi-los em raças diferentes deixou de fazer sentido", explica Michael Brim, da CFA.

Apesar de a mudança ter ocorrido há quase 20 anos, e de a CFA e a Tica registrarem mais de 80% da criação dos Estados Unidos, a influência dos 27 anos anteriores em que a CFA reconheceu o Himalaio como raça à parte continuou firme a ponto de os reflexos estarem ainda fortes nos Estados Unidos e no Brasil.

Na Europa, por outro lado, a denominação Persa ponteado sempre prevaleceu. Aliás, o primeiro esforço bem-sucedido de criação do Persa ponteado no mundo teve início na Grã-Bretanha, com o reconhecimento da cor ponteada pelo Governing Council of the Cat Fancy (GCCF), em 1955, a pedido do criador Brian Stirling-Webb.

Há ainda quem insista em não reconhecer o Himalaio como Persa.

É o caso de quatro associações gatófilas que juntas registram menos de 20% da Há ainda quem insista em não reconhecer o Himalaio como Persa.

É o caso de quatro associações gatófilas que juntas registram menos de 20% da criação norte-americana. 
Para elas, Himalaio e Persa são gatos diferentes, mas permitem que o criador do Himalaio o cruze com o Persa. Nessas entidades, os filhotes de Himalaio com Persa sem aparência de Himalaio recebem tratamentos diferenciados. A United Feline Organization (UFO) os registra como Himalayan Reflections (Reflexos de Himalaia).

Já a American Association of Cat Enthusiasts (AACE), a American Cat Fanciers Association (ACFA) e a Cat Fanciers' Federation (CFF) os considera Himalaios. "Para nós vale a carga genética, não a aparência", comenta Donald Finger, presidente do comitê da raça da ACFA.

Mas há sinais de que o quadro poderá mudar. "Nas duas últimas votações, a proposta de tornar praticamente iguais os padrões do Persa e do Himalaio, que atualmente têm pequenas diferenças de texto, quase foi aprovada", acrescenta Donald.

"Mudanças como essas precisam de 60% dos votos dos criadores em nossa associação e os resultados foram de 50% e 58%, em 1997 e 2000."

É a disputa do argumento de que o Himalaio não é Persa por resultar do cruzamento com o Siamês contra o de que cruzar uma raça com outra só para obter uma nova cor é praxe na gatofilia e não implica no aparecimento de uma terceira raça.

A tendência dos criadores brasileiros, europeus e da maioria norte-americana de juntar Persa e Himalaio como um só gato chega agora à seção Cotações da Cães & Cia.

O preço de mercado de ambos, a partir desta edição, será informado em um único item denominado "Persa (inclusive Himalaio)".

Fonte: www.becodosgatos.com.br

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HISTÓRIA

O desenvolvimento desta raça (algumas associações consideram os himalaios uma variedade do persa) teve início em 1931 nos Estados Unidos, quando a criadora Virgina Cobb (Gatil Newton) e o Dr. Clyde Keeler (faculdade de Medicina de Harvard) iniciaram um programa experimental de criação, com o propósito de conseguirem gatos de pelo longo com o padrão colorpoint.

Após 5 anos de tentativas produziram o primeiro filhote himalaio que foi chamado de "Newton's Debutante". Na mesma época foi publicado um artigo a respeito da nova variedade no American Journal of Heredity (Jornal Americano de Hereditariedade) com uma fórmula detalhada de como haviam conseguido produzir um filhote colorpoint de pelo longo. Após a publicação do trabalho o programa de criação foi abandonado.

Somente em 1950 ouviu-se falar novamente em colorpoints(himalaios) de pelo longo, com o aparecimento da gata "Bubastis Georgina " no gatil Briarry .

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Animados com a aparência da gata Georgina, dois gatis se uniram (gatil Briarry e gatil Mingchiu) para dar início a um novo programa de criação voltado para o desenvolvimento da nova variedade.

No mesmo ano um criador canadense (Ben Borrett-Chestermere) também iniciou um programa de criação com a mesma finalidade, importando vários colorpoints do gatil Briarry. Também em 1950 na Califórnia, Marguerita Goforth (gatil Goforth) conseguiu com uma amiga que estava de mudança um gato colorpoint de pelo longo que havia sido adotado por sua amiga na instituição San Diego Humane Society; o gato era uma fêmea seal point que foi batizada de "Princess Himalayan Hope".

Marguerita conseguiu com a amiga permissão para usar "Hope" em seu próprio programa de criação.

Em 1955, o clube britânico de criadores de gatos GCCF reconheceu o Himalaio (colorpoint longhair) como uma variedade da raça persa.

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Nos anos seguintes, Himalaios apareceram em diversas exposiçòes em vários países tendo grande aceitação.

Em 1957, Marguerita fez uma petição ao CFA (Cat Fanciers Association - USA) requerendo o reconhecimento do Himalaio como uma nova raça, porém alguns anos mais tarde ela voltou atrás em sua decisão, reconhecendo ela mesma que os Himalaios eram uma variedade do Persa.

Inicialmente, apenas as cores seal point, chocolate point, blue point, and lilac point eram reconhecidas, mas em 1964 as cores flame point and tortie point também foram reconhecidas pelo CFA. Nos anos subsequentes muitos Himalios apareceram em exposições e em 1966 "Chestermere Kinuba of Nevah-Tep", um himalaio blue point foi o primeiro gato da variedade himalaio a receber o título de Grande Campeão pelo CFA.

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A partir de 1972 outras cores também foram sendo reconhecidas, blue-crem point (1972); cream point(1979); seal lynx e blue lynx points (1982) e outras cores em lynx point foram sendo reconhecidas nos 10 anos seguintes.

Em 1984, o CFA separa os Himalios e os persas,colocando- os em uma divisão separada da raça persa, abrindo deste modo uma porta para que os hibridos (CPC- Color Point Carriers)fossem exibidos em sua própria classe de cor.

Em 1987, as cores chocolate tortie point e lilac cream point também foram reconhecidas.

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Em 1989 "CH Westpoint Brigadier of Thesaurus", um blue point recebeu o prêmio DM (Distinguish Merity). Este prêmio havia sido criado em 1984 .

Hoje os himalaios são apreciados e reconhecidos em todo mundo por todas as associações de registro de felinos, sendo uma das varidades do gato persa que mais registra filhotes em todo o mundo.

COMPORTAMENTO

Os Himalaios são gatos muito dóceis, saudáveis e brincalhões que nutrem grande afeição pelo dono e convivem muito bem com outros gatos, crianças e até mesmo com cães. Quase não vocalizam (emitem sons), inclusive na época do cio (no caso das fêmeas).

HIGIENE

Como todo animal de pelos longos, é necessário um cuidado extra para evitar que se formem nós nos pelos. Recomenda-se que sejam escovados ao menos uma vez a cada dois dias.

PADRÃO DA RAÇA

O Himalaio é basicamente um Persa colorpoint (pontas coloridas).

Cabeça - Maciça, com bochechas pronunciadas, olhos grandes e redondos, sempre azuis e bem afastados entre si.

As orelhas devem ser pequenas colocadas lateralmente.

O nariz deve ser colocado na linha dos olhos com narinas bem desenvolvidas .

Corpo - o corpo deve ser Cobby (curto, formando um quadrado)e musculoso.

Pernas - Curtas e fortes, proporcionais ao corpo de forma que formem um conjunto quadrado.

Cauda - Curta, provida de grande quantidade de pelos.

Pelagem - farta, exuberante, com extremidades coloridas (face, orelhas, cauda e ponta das patas)

Se você está querendo comprar de um gatinho deve tomar alguns cuidados na hora de escoher:

O filhote deve ter no mínimo 2 meses de idade, estar comendo sozinho e já ter recebido a primeira dose de vacina, além de já ter sido vermifugado.

Gatinhos saudáveis são espertos, brincalhões, têm olhos brilhantes, pelagem bonita e sem falhas de pelo ou parasitas

Fonte: mypet.terra.com.br

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