Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Craciformes
Família: Cracidae
Gênero: Penelope
Nome científico: Penelope superciliaris
Nome popular: Jacupemba
Categoria: PROVAVELMENTE EXTINTA
O jacupemba é uma ave craciforme da família dos cracídeos, que ocorre do sul do estado brasileiro do Amazonas ao estado do Rio Grande do Sul e Paraguai.
Vive em matas, capoeiras, cerrados e caatingas, chegando a medir até 55 cm de comprimento, com a barbela nua e vermelha, mais proeminente no macho, topete rudimentar, plumagem das asas com bordas ferrugíneas, peito esbranquiçado e íris vermelha. Também é conhecido pelos nomes de jacucaca, jacupeba, jacupema e jacu-velho.
Fonte: www.sindicatotrescoroas.com.br
É uma das aves mais impressionantes da Floresta Atlântica. É negra com riscas brancas por todo o corpo. As penas do alto da cabeça (píleo) são brancas, além de bastante alongadas e eriçáveis. Possui a face toda emplumada de negro, com região perioftálmica nua, branco-gesso. Ainda, possui a base do bico azulada. A barbela, provida de pouquíssimas penas é vermelha em sua porção posterior, enquanto que a anterior é dividida em uma área lilás superior e outra azul brilhante, inferior. O colorido da barbela torna-se bastante acentuado durante o período reprodutivo, enquanto que fora deste, as cores ficam esmaecidas e mesmo a barbela encolhe.
Floresta atlântica primitiva sendo bastante exigente quanto a esse ambiente.
Típico da região Sudeste do Brasil, era encontrada na região da Serra do Mar em qualquer altitude, em locais acidentados, semeados de rochas e cobertos por mata espessa, onde nidificava
Aprecia muito o fruto do palmiteiro
Como os demais representantes da família, são monogâmicos, ou seja: possuem apenas um parceiro. Podem fazer posturas sobre galhos grossos, ramificações de troncos e rochas quase sem material de construção. Os ovos são brancos e o período de incubação é de 28 dias. Os filhotes já nascem com os olhos abertos, e movimentam-se livremente apesar de sempre acompanhados pela mãe, abrigando-se sob sua cauda ou suas asas. Mesmo empoleirados, enquanto seu tamanho lhes permitir, abrigam-se embaixo das asas da mãe durante o seu desenvolvimento.
Em decorrência da caça, do tráfico de animais selvagens e da inclemente destruição de seu habitat natural, notadamente a Floresta Atlântica, a espécie desapareceu da maioria dos locais onde era encontrada habitualmente. Está ameaçada de extinção. Atualmente, apesar de admitir-se que a espécie tenha sua distribuição para o Brasil desde o sul da Bahia até o Rio Grande do Sul, é na verdade de ocorrência bastante pontual.
Fonte: www.vivaterra.org.br
Cracidae
Mede 55 cm, seu peso é 850 g. Apresenta um rudimentar topete; asas com largas bordas ferrugíneas bem distintas; peito com desenho esbranquiçado; íris vermelha em ambos os sexos.
Habita mata, também capoeira baixa, capões de mata no cerrado.
Ocorre do sul do Amazonas e Madeira, pelo Brasil central, Nordeste e Brasil merídio-orienta, até o Paraguai.
O sinal de excitação é abrir e fechar impetuoso da cauda. Têm o tique de sacudir a cabeça. À tardinha, antes de empoleirar-se, tornam-se muito inquietos, sendo tal nervosismo - aparentemente ansiedade para achar um bom lugar de dormida. Gosta de lugares quentes.
Frutas, folhas e brotos. Bebem na beira dos rios. O ato de beber se assemelha ao dos pombos, é um processo de sugar, com o bico mantido dentro d'água, notando-se a ingestão do líquido pelo movimento rítmico da garganta.
Monógamos. os machos dão comida à sua fêmea, virando e abaixando gentilmente a cabeça, como os pais alimentam os filhos. O casal acaricia-se na cabeça. Conhece-se pouco sobre as cerimônias nupciais dessas aves.
O par faz um ninho pequeno nos cipoais, às vezes no alto das árvores ou em ramos sobre a água ou ainda em troncos caídos; aproveitam também os ninhos abandonados de outras aves.
Os ovos são grandes, uniformemente brancos. O período de incubação é de 28 dias. As ninhadas são de dois a três filhotes.
Voz: rouca "häoo", "gogo", "hahaha"; rufa as asas.
Pertencem às mais importantes aves cinergéticas, continuando a ser relevantes na alimentação da população rural da Amazônia, apesar de terem a carne escura.
O desmatamento e a caça indiscriminada reduziram drasticamente estas aves.
É necessário aproveitar-se da boa potencialidade de reprodução em cativeiro para se obter espécimens a serem utilizados em programas de repovoamento.
Bibliografia
Helmt Sick, 1988. "Ornitologia Brasileira" .
Marco Antonio de Andrade, 1997. "Aves Silvestres - Minas Gerais".
Fonte: www.faunacps.cnpm.embrapa.br