Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Mangalarga Marchador  Voltar

Mangalarga Marchador



Mangalarga Marchador

A raça passou a ser cultivada a partir da crianção do barão de Alfenas, cruzando um garanhão Alter Real, presente de D. Pedro II, com o rebanho mineiro dos Junqueira, de origem também ibérica.

Seu nome deve-se ao seu andamento, ou mais provavelmente ao nome de uma fazenda no Estado do Rio de Janeiro, onde esses animais, por volte de 1845, passaram a ser conhecidos e cobiçados por todos os homens de posse da então capital do Império.

É a mais antiga raça zootecnicamente formada na América Latina.

Tendo a Associação de Criadores de Mangalarga de São Paulo estabelecido preferência para o andamento denominado "marcha trotada" em contraposição à preferência dos criadores mineiros para a marcha picada, resolveram estes últimos organizar sua própria Associação, com livros separados de registro, a partir de 1950, de acordo com o padrão seguinte, modificado em 1951.

Descrição

Peso de 350 a 400 quilos no macho (menor do que o Paulista).

Estatura de 150cm no garanhão, com uma média de 151 e um mínimo de 146cm. Na fêmea 144cm, com um mínimo de 138cm.

Perímetro torácico de 175cm no macho e 173cm na fêmea.

Pelagens - As dominantes são a castanha e a tordilha . São também freqüentes a báia e alazã, ocorrendo em menor proporção a negra, a branca, a rosilha, a lobuna e a pampa.

Cabeça de tamanho médio e harmoniosa, com fronte larga e plana, de perfil retilíneo, tolerando-se o subcôncavo, ganachas delicadas e afastadas . Os olhos devem ser afastados, grandes, vivos, e de pálpebras finas. As orelhas são de tamanho médio, bem implantadas, atesouradas e móveis. A boca ser medianamente rasgada, com lábios finos, iguais, móveis e firmes. As narinas devem ser abertas e flexíveis.

Pescoço leve, de comprimento médio, com crina rala e sedosa, harmoniosamente ligado à cabeça e de inserção bem definida. Deve ser piramidal e bem pôsto, tolerando-se o ligeiramente rodado.

Corpo de porte médio, um pouco musculoso, entretanto prefere-se que seja de aparência leve e de musculatura bem proporcionada.

A cernelha, deve ser comprida, alta, musculosa e bem definida. O tórax profundo e amplo com costelas longas e arqueadas, o dorso e lombo curtos e direitos. Os flancos cheios e arredondados.

A garupa longa, musculosa e bem ligada ao lombo e tão horizontal quanto possível. A cauda bem implantada, de inserção não alta, de sabugo curto e firme, ligeiramente curvada para cima na ponta, quando o animal se movimenta, com crina rala e sedosa. Órgãos genitais perfeitos.

Membros fortes, com articulações salientes, firmes e bem aprumados. A espádua é musculosa; sem excesso e oblíqua.

O braço curto e musculoso, o antebraço longo e musculoso, os joelhos direitos, largos e chatos, as coxas cheias, as pemas longas, fortes e bem aprumadas; os jarretes secos e aprumados; as canelas curtas, secas, limpas, com tendões fortes e bem delineados; os boletos devem ser largos e bem definidos; as quartelas médias, oblíquas e fortes e os cascos, arredondados, lisos, escuros, com a sola côncava e a ranilha elástica.

Fonte: www.saudeanimal.com.br

Mangalarga Marchador

RESISTÊNCIA, DOCILIDADE E NOBREZA

História

É considerada a raça mais antiga formada na América Latina, sendo resultado do cruzamento de cavalo Andaluz com éguas nacionais, cujo resultado foi combinado depois com Puro Sangue Inglês, Árabe, Anglo-Árabe e American Saddle Horse para aperfeiçoar suas habilidades para a lida com o gado e para as práticas esportivas, na época, a caça ao veado.

Características

Cavalo de porte médio, bons andamentos, de marcha trotada, dócil, ágil e muito inteligente. Perfil reto, olhos grandes e com expressão inteligente.

Apatidão

Cavalo de sela por excelência perfeito para passeios, cavalgadas e trabalho com gado.

No Brasil

O plantel brasileiro conta com mais de 180 mil cavalos distribuídos em todo país.

Mangalarga Marchador

Fonte: www.mercadodecavalos.com.br

Mangalarga Marchador

Mangalarga Marchador

É uma raça de cavalos cuja origem remonta à coudelaria Alter Real (Lusitano), que chegou ao Brasil por meio de nobres da Corte portuguesa e, após, cruzada com cavalos de lida, em sua maioria de raças ibéricas (bérberes), que aqui chegaram na época da Colonização do Brasil.

Em 1812, Gabriel Francisco Junqueira (o barão de Alfenas) iniciou sua criação de cavalos cruzando garanhões da raça Alter com éguas comuns da Fazenda Campo Alegre, situada no Sul de Minas Gerais. Como resultado desse cruzamento, surgiu um novo tipo de cavalo que acreditamos foi denominado Sublime pelo seu andar macio.

Esses cavalos cômodos chamaram muito a atenção, e logo o proprietário da Fazenda Mangalarga trouxe alguns exemplares de Sublimes para seu uso em Paty do Alferes, próximo à Côrte no Rio de Janeiro. Rapidamente tiveram suas qualidades notadas na sede do Império - principalmente o porte e o andamento - e foram apelidados de cavalos Mangalarga numa alusão à fazenda de onde vinham.

Mangalarga Marchador

Fonte: www.hipismobrasil.com.br

Mangalarga Marchador

De origem mineira e com base na raça Alter, o cavalo Mangalarga Marchador reúne elegância com docilidade, inteligência, rusticidade e qualidade da marcha.

Mangalarga Marchador

O Mangalarga Marchador é uma raça de cavalos tipicamente brasileira, tendo surgida há cerca de 200 anos, no sul do Estado de Minas Gerais. O cruzamento dos cavalos Alter, trazidos da Coudelaria de Alter do Chão, em Portugal, com animais selecionados pelos criadores da região mineira, deu este belíssimo espécime de animal. Quanto aos cavalos Alter, sua base de formação é a raça espanhola Andaluzia.

A Fazenda Campo Alegre, no Sul de Minas Gerais é considerada o berço da raça Mangalarga Marchador. Seu proprietário de então, Gabriel Francisco Junqueira, o Barão de Alfenas, ficou conhecido como o responsável pela formação desta raça de cavalos. Seu sobrinho, José Frausino Junqueira, foi outro fazendeiro importante para a história da raça, já que, como caçador de veados, valorizava os cavalos marchadores, porque eram resistentes e ágeis para transportá-lo em suas longas cavalgadas.

Hoje, o maior número de proprietários de cavalos Mangalarga Marchador se encontra em Minas Gerais, seguido pelo Rio de Janeiro e São Paulo.

O que mais encanta nesse cavalo é sua docilidade e suavidade de sua marcha. Um Mangalarga Marchador costuma pesar em torno de 450 kg (macho) e 400 kg (fêmea), com uma estatura de 155 cm para os cavalos e 146 para as éguas. As pelagens são castanha, alazã, em sua maioria, com pelos finos e macios, crinas longas e onduladas.

Fonte: pets.cosmo.com.br

Mangalarga Marchador

A raça Mangalarga Marchador, segundo a história, tem seus troncos de origem na Criação do Barão de Alfenas - Sr. Gabriel Francisco Junqueira - abastado proprietário rural nos campos do Sul de Minas Gerais.

Os precários e reduzidos meios de comunicação existentes entre o campo e a cidade exigiam uma atenção especial dos proprietários das fazendas para o principal e quase único meio de transporte daquela época, o cavalo.

Utilizado intensamente nas lidas do campo, meio de transporte das famílias, e para o intercâmbio social entre elas, o cavalo desempenhou uma marca no papel da vida rural em Minas Gerais. Havia uma consciência firmada entre proprietários rurais de manter e aprimorar um criatório de cavalo capaz de suprir todas aquelas necessidades da fazenda.

O cavalo ideal deveria apresentar uma comodidade de andamento para conforto do patrão e do peão nas lidas do campo e nas viagens necessárias às cidades e vilas.

Ao lado dessa qualidade era desejável que tivesse um temperamento dócil ao ser montado pelas mulheres e crianças e vencesse, com rapidez e resistência, os longos e sinuosos caminhos através das encostas e vales.

Com o conceito de versatilidade para uma futura raça, o prestigioso Barão de Alfenas acasalou intensamente as suas éguas crioulas com um cavalo da raça Alter que recebera de presente do Príncipe Regente D.João VI.

O acasalamento desse garanhão de raça nobre com éguas crioulas deu nascimento a um tipo de animal melhorado e que a observação do Barão de Alfenas dirigida para o cavalo de andamento marchador, cômodo, ágil, resistente e dócil o fez conduzir a sua seleção dentro desses parâmetros que representavam a aspiração de todos os fazendeiros da época.

Criadores do Estado do Rio, especialmente proprietários da Fazenda Mangalarga, situado no Município de Pati dos Alferes (hoje Teresópolis) eram os principais compradores dos cavalos de Minas Gerais, e, por isso, tomaram aquela raça em formação conhecida com esse nome, prontamente aceito pelos seus percussores.

Do sul de Minas Gerais a nova raça partiu para formar outros núcleos no Estado e hoje está espalhada por todo o território nacional.

Fonte: www.criareplantar.com.br

Mangalarga Marchador

Mangalarga Marchador

RAÇA QUARTO DE MILHA

A raça Quarto de Milha foi a primeira a ser desenvolvida na América, por volta do ano de 1600. Os primeiros animais que a originaram foram trazidos da Arábia e Turquia à América do Norte pelos exploradores e comerciantes espanhóis. Os garanhões escolhidos eram cruzados com éguas que vieram da Inglaterra, em 1611. O cruzamento produziu cavalos compactos, com músculos fortes, podendo correr distâncias curtas mais rapidamente do que nenhuma outra raça. Com a lida no campo, na desbravação do Oeste Norte-americano, o cavalo foi se especializando no trabalho com o gado, puxando carroças, levando crianças à escola. Nos finais de semana, os colonizadores divertiam-se, promovendo corridas nas ruas das vilas e pelas estradas dos campos, perto das plantações, com distâncias de um quarto de milha (402 metros), originando o nome do cavalo.

Com o passar do tempo, essa mania virou parte integrante na vida dos criadores. Preocupados com a preservação da raça, registros e dados dos cavalos, um grupo de criadores norte-americanos e da República Mexicana resolveram fundar, em 15 de março de 1940, a American Quarter Horse Association (AQHA), em College Station, Texas.

No ano seguinte, foi registrado o primeiro eqüino pela associação norte-americana: Wimpy (Solis x Panda), nascido na King Ranch (Kingsville, Texas) em 1937, morrendo em agosto de 1959

A Origem da Raça

Wimpy, precursor da raça

No ano de 1946, a AQHA se transferiu para Amarillo, Texas, onde se encontra até hoje, tornando-se a maior associação de criadores do mundo, com cerca de 305 mil sócios e mais de 2,96 milhões de cavalos registrados

QM no Brasil

Tudo começou em 1955, quando a Swift-King Ranch (SKR) importou seis animais dos Estados Unidos para o Brasil. Entre eles, veio Saltilo Jr, com a finalidade de melhorar os animais das fazendas que a empresa possuía no Estado de São Paulo. Posteriormente, a SKR importou mais seis animais, com a mesma finalidade, sempre de sua matriz norte-americana, a famosa King Ranch, no Texas, a maior fazenda dos EUA.

À medida que vários pecuaristas, banqueiros e homens de negócios tiveram a oportunidade de conhecer os animais Quarto de Milha, começaram a pressionar a SKR para que lhes vendessem alguns exemplares. A companhia atendeu a poucos criadores, vendendo um número reduzido de potros. Entre os primeiros compradores, estavam Washington Junqueira Franco, Carlos Eduardo Quartim Barbosa, José Oswaldo Junqueira e Francisco Carlos Furquim Correia, de Araçatuba (SP), o grande divulgador inicial da raça.

A pressão dos interessados aumentou muito junto à SKR. Até que, em maio de 1968,em Presidente Prudente, a Companhia realizou seu primeiro leilão, levando a remate, sob o martelo de Trajano Silva, quatro potros puros e sete mestiços. Os puros leiloados foram: Clarim Brasil, Barravento, Comandante Brasil e Cacareco Brasil, adquiridos respectivamente por Francisco C. Furquim Correia, José Macário Perez Pria, Roberto Reichert e Heraldo Pessoa. O remate foi um sucesso e o marco inicial da disseminação da raça no Brasil.

Em 15 de agosto de 1969, foi fundada a Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha (ABQM), no Parque da Água Branca, em São Paulo, mas a sede foi transferida para Bauru, no escritório de Heraldo Pessoa, sendo o primeiro presidente José Eugenio Resende Barbosa.

O primeiro animal registrado na ABQM foi Caracolito, nascido em 10 de março de 1957, no Texas (EUA), filho de Caracol, por Wimpy. Importado pela Swift King Ranch, serviu 9 éguas na temporada e 139 em toda a sua vida reprodutiva, gerando produtos puros e mestiços, morrendo em 17 de setembro de 1974.

Hoje, o plantel brasileiro é composto por 242 mil animais registrados, sendo 62 mil puros, com 30 mil proprietários e criadores cadastrados, conforme números do Stud Book da ABQM. O presidente atual é Ovídio Vieira Ferreira.

RAÇA PANTANEIRO

Esta raça se formou de maneira natural, pela segregação, há mais de dois séculos na região dos Pantanais de Mato Grosso, que compreende os municípios de Poconé, Cáceres, Leverger , Barão de Melgaço, Cuiabá, etc. Segundo a procedência ele recebe diversos nomes: "Ponconeano" de Ponconé, "Mimoseano" dos campos de capim mimoso de Barão de Melgaço, "Bahia" de campina chamada Bahia, do município de Poconé.

Conforme os estudos do prof. O Domingues, a quem devemos quase todas as informações, esta população originou-se de cavalos de Goiás levados para o norte de Mato Grosso, cujo tipo era o Bético-Luzitano, uma mistura de cavalos Árabe e Barbo.

Há entretanto quem admita à participação dos cavalos dos indígenas, procedentes do Paraguai, do mesmo tipo que deu origem ao Crioulo.

Descrição

Peso não determinado. Aproximadamente 350Kg. Estatura em média 1,42m segundo Domingues, encontrando-se animais de 138 a 153cm. Pelagem - Predomina a tordilha (45%), seguindo-se a báia, pedrês, e castanha. Contudo encontram-se outras pelagens em pequena escala. O pampa e o pombo são indesejáveis.

Cabeça bem feita, proporcionada, de perfil direito ou subconvexo, às vezes um pouco grande, com orelhas curtas, olhos vivos, fronte longa e ampla, focinho antes curto, com ventas espaçadas e boca bem rasgada. Pescoço forte, sem ser grosso, bem implantado, com pouca crina. Corpo alongado, com boas espáduas, cernelha aparente, dorso direito (às vezes enselado ou convexo) garupa inclinada e inserção baixa da cauda . O corpo deve ser largo e profundo, a garupa comprida e larga, a cauda curta, com crinas também curtas e órgãos genitais bem conformados.

Membros altos, limpos, de boa ossatura, geralmente aprumados, paletas inclinadas, braço e pernas longos, quartela média ou curta, cascos médios ou pequenos, lisos e pretos e curvilhão não muito aberto.

Aptidões

Trata-se de uma raça natural regional de cavalo campeiro, bem adaptada às condições particulares de importante região criatória do Mato Grosso. Assemelha-se um pouco ao Crioulo do sul, nos seus característicos raciais, diferindo sobretudo pelos seus membros relativamente altos e menor compacidade do pescoço, do tronco e da garupa . Seus andamentos não foram descritos, mas os poucos animais que conhecemos eram trotões. Seu temperamento é vivo, porém dócil e sua constituição robusta.

RAÇA MANGALARGA MARCHADOR

De origem mineira e com base na raça Alter, o cavalo Mangalarga Marchador reúne elegância com docilidade, inteligência, rusticidade e qualidade da marcha.

O Mangalarga Marchador é uma raça de cavalos tipicamente brasileira, tendo surgida há cerca de 200 anos, no sul do Estado de Minas Gerais. O cruzamento dos cavalos Alter, trazidos da Coudelaria de Alter do Chão, em Portugal, com animais selecionados pelos criadores da região mineira, deu este belíssimo espécime de animal. Quanto aos cavalos Alter, sua base de formação é a raça espanhola Andaluzia.

A Fazenda Campo Alegre, no Sul de Minas Gerais é considerada o berço da raça Mangalarga Marchador. Seu proprietário de então, Gabriel Francisco Junqueira, o Barão de Alfenas, ficou conhecido como o responsável pela formação desta raça de cavalos. Seu sobrinho, José Frausino Junqueira, foi outro fazendeiro importante para a história da raça, já que, como caçador de veados, valorizava os cavalos marchadores, porque eram resistentes e ágeis para transportá-lo em suas longas cavalgadas.

Hoje, o maior número de proprietários de cavalos Mangalarga Marchador se encontra em Minas Gerais, seguido pelo Rio de Janeiro e São Paulo.

O que mais encanta nesse cavalo é sua docilidade e suavidade de sua marcha. Um Mangalarga Marchador costuma pesar em torno de 450 kg (macho) e 400 kg. (fêmea), com uma estatura de 155 cm para os cavalos e 146 para as éguas. As pelagens são castanha, alazã, em sua maioria, com pelos finos e macios, crinas longas e onduladas.

RAÇA MANGALARGA PAULISTA

O Mangalarga Paulista foi formado pelo Tenente-Mor Francisco Antônio Diniz Junqueira e seus descendentes, que se estabeleceram com fazendas, em 1812, onde é hoje o Município de Orlândia, para onde levaram cavalos, entre os quais "Fortuna", do mesmo sangue do Mangalarga mineiro. Outras introduções de Minas foram feitas no século passado por outros membros da família Junqueira, buscando o aperfeiçoamento das formas, agilidade, resistência, robustez, etc. Estes animais e seus produtos eram testados em longas caçadas pelos campos sujos, de maneira a proceder a uma seleção verdadeiramente funcional. Aqueles que não satisfaziam às exigências dos criadores criadores eram eliminados da reprodução.

O padrão desta raça é descrito em outro capítulo, porém como para as demais raças, faremos uma ligeira descrição e comentários de seu valor. A sua conformação muito se assemelha à do Andaluz, ou por outra, assemelhava-se, pois desde alguns anos para cá a orientação da Associação de criadores é de torná-lo um cavalo mais esguio, mais ágil, do que o tipo primitivo, de pescoço, tronco e ancas musculados um pouco em excesso à semelhança do Andaluz, ou Alter. O Mangalarga Paulista tem hoje o pescoço levemente rodado, bem mais leve, um trem anterior menos pesado, antebraço mais longo, garupa menos inclinada, cernelha mais alta, ângulo do jarrete mais aberto, membros mais altos e com melhores aprumos.

O antigo andamento característico, uma marcha tripedal, foi modificado para a marcha trotada (trote interrompido), que não chega a ser tão áspera como o trote nem tão macia como a marcha picada do Mangalarga mineiro.

Embora existam animais com cabeça tipicamente Árabe, provavelmente por influência de cruzamentos, a cabeça do atual Mangalarga Paulista é caracteristicamente de Bérbere: orelhas de tamanho médio, finas, não muito afastadas; olhos afastados oblíquos, pouco salientes revelando mansidão e vivacidade: chanfro fino ligeiramente convexo; focinho fino, boca bem rasgada, narinas regularmente abertas. A cabeça e pescoço conservam-se numa posição distinta, de nobreza.

A diminuição do peso do trem anterior, deslocando o centro de gravidade mais para trás, permitiu torná -lo um animal mais ágil isto é, um animal para qualquer serviço inclusive para o polo, um esporte que requer não só agilidade, como maneabilidade da montada. De conformidade com estudos de Trivelin (1954), a estatura nos machos é de 151cm e das fêmeas 145cm, e as pelagens mais freqüentes, pela ordem são Alazã, Castanha e Tordilha

RAÇA CRIOULO

A primeira raça sul-americana de cavalos moldou-se nos campos úmidos da Bacia do Prata. Descendia em linha direta dos ibéricos, trazidos por espanhóis e portugueses ao longo do século XVI para as regiões que formariam a Argentina, o Paraguai e o Brasil, submetidos agora à topografia dos pampas, das várzeas e das serras, e às transformações climáticas que alternavam enchentes e secas, geadas e temperaturas escaldantes, alimentação farta na primavera e escassez absoluta no verão e nos rigores do inverno.

O cavalo crioulo, imbatível nas distâncias curtas, mas também de extraordinário galope nos percursos mais longos, tornou-se assim um animal de músculos de ferro e tendões de aço. Fez-se indispensável nas estâncias, no trabalho com o gado: sua velocidade de arrancada, suas esbarradas, a volta nas patas, desenvolveram-se ao longo dos séculos nos rodeios do gado bagual, nas mangueiras, nos bretes e nos apartes.

A raça crioula expandiu-se ao mesmo tempo no Brasil, na Argentina, no Uruguai, no Paraguai e no Chile. São estes países os cinco principais criadores, sendo que o Rio Grande do Sul tem a melhor seleção de todos eles.

Este crioulo ideal tem características próprias, bem definidas. Pesa entre 400 e 450 quilos, com altura média de 1.45m.

A medida de seu tórax é geralmente de 1.75, o que os faz, capaz de carregar um peso de 127 quilos, o mesmo que se costumava exigir de um bom cavalo de guerra. Sua pelagem é extremamente variada: gateada, moura, rosilha, alazã, zaina, escura ou tordilha. Sua musculatura é forte e bem desenvolvida. Seus cascos são de volume proporcional ao corpo, duros, densos, sólidos e negros.

Fonte: www.acrimat.com.br

Mangalarga Marchador

Mangalarga Marchador

O cavalo Mangalarga descende de um cavalo Alter, recebido de D. João VI pelo Barão de Alfenas, cruzado com éguas crioulas escolhidas.

Esse trabalho foi iniciado em 1812. A seleção foi continuada pelo seu sobrinho, tenente-mor Francisco Antônio Junqueira, que se estabeleceu no Estado de São Paulo, no atual Município de Orlândia, com fazendas de criar, para onde trouxe dois dos quatro cavalos que constituíram os pilares da raça.

Após sua morte em 1855, seus filhos, João Francisco Diniz Junqueira e Francisco Marcolino (Capitão Chico), continuaram o trabalho, trazendo de Cristina "Telegrama" (1867) e de Cachoeira do Ratis "Jóia" (1873).

O melhoramento foi continuado pelos descendentes desses pioneiros e por outros paulistas entusiastas, tendo havido esporadicamente infusões de sangue Árabe, Inglês, Morgan, Andaluz, etc., visando conferir certas qualidades apreciáveis. O Mangalarga encontra-se no Estado de São Paulo e Estados limítrofes.

O Mangalarga de Minas corresponde ainda ao nosso tipo primitivo e não ao atual "standard" do paulista.

CARACTERÍSTICAS DA RAÇA

Descrição

Peso de 450 Kg no garanhão e 400 na égua.

Estatura

De 154 cm no garanhão (em média 150 cm) e 146 cm nas éguas (em média 144 cm).

Perímetro torácico

As pelagens predominantes são a castanha e a alazã. Ocorre o tordilho em menor proporção, e ainda menos o baio, o negro e o pampa. Os pêlos são finos e macios e as crinas freqüentemente longas e onduladas.

Cabeça

Média, de perfil direito, com tendência a convexo.

Os olhos são pouco salientes, afastados, expressivos, revelando mansidão e vivacidade. As orelhas são médias, bem implantadas e móveis.

A fronte é ampla, as ganachas delicadas, as narinas afastadas, amplas e firmes. Boca medianamente rasgada com lábios iguais.

Pescoço

Musculoso e levemente rodado (pretende-se piramidal), harmoniosamente ligado a cabeça e ao tronco, com crineira abundante e ondulada.

Corpo

Compacto, de aspecto reforçado, porém bem proporcionado.

A cernelha é de tamanho médio e regularmente saliente. As espáduas: são obliquas, longas e musculadas.

O peito

É amplo, musculoso e o tórax profundo, com as costelas arcadas.

O dorso

E rins curtos e fortes.

Os flancos

São as vezes demasiado grandes, o que é um defeito a corrigir

O ventre

É redondo, a garupa ampla, longa, musculosa, inclinada, melhor do que as do outros cavalos nacionais, com cauda implantada a baixo, de crinas abundantes.

Membros

Fortes, com articulações salientes e nítidas. As coxas são cheias e musculosas

. O ângulo do jarrete é um pouco fechado, amortecendo o andar.

As canelas são secas e limpas, as quartelas bem inclinadas e de bom tamanho e os cascos circulares, largos e duros. Aptidões e outras qualidades: como tipo, o Mangalarga primitivo deveria ser enquadrado na classe do Hackney ("Roadster"), como cavalo de sela e carruagem, pois é um pouco reforçado para cavalo de sela.

A tendência moderna, e que vem sendo seguida de 40 anos para cá, entretanto, é de torna-lo mais esguio, menos compacto, e por tanto conferir-lhe maior agilidade, que deve ser um dos característicos do cavalo de sela.

É um cavalo sóbrio, rústico, vigoroso, de muita resistência para as longas caminhadas, dócil, muito elegante, apresentando muito do garbo de seu antepassado, o andaluz. Seu andar característico era a marcha tripedal, porém ultimamente tem-se procurado a diagonal (marcha trotada) e recrimina-se marcha lateral, variação da andadura, tão característica dos cavalos mineiros.

Essa orientação tem reduzido a maciez do andar, que era um dos atributos mais estimados do Manga-larga, porque a marcha trotada é sempre mais áspera que as outras.

Em compensação cansa menos o cavalo e permite sua utilização para a remonta militar, o que é um dos objetivos de seus melhoradores. Sua multiplicação é feita principalmente para fins esportivos (pólo, caça, etc.), e para cavalo de viagem e serviço de fazendas, mas é possível que venha a ser ainda um cavalo militar, adaptado ás condições do Brasil central, pois anda com muita segurança em terrenos sujos e cheio de obstáculos, devido ao seu andamento alçado, sendo ainda muito bom saltador.

Constituem defeito as largas braçadas laterais, devendo as mãos ser atiradas diretamente para frente, num melhor aproveitamento da potência do animal.

Fonte: www.revistadaterra.com.br

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal