Mede 19 cm de comprimento com bico de 40 cm. Corpo compacto, asas curtas, cauda cheia e pouco alongada e pernas curtas com 4 dedos, sendo 3 voltados para frente e 1 para trás. Pescoço curto com cabeça grande e bico longo, forte e grosso. Existe dimorfismo sexual. No macho, a parte superior do corpo é verde-bonzeada, asas e cauda pintadas de branco. Parte inferior com a garganta branca como na barriga.Peito ferrugíneo-castanho. Lados verdes pintados de branco. A fêmea tem garganta e peito de cor ocre claro, sendo o peito pintado de verde.
Ao longo de rios, lagos e orla marítima, mangues, embocaduras de rios, em florestas ou áreas abertas, onde haja árvore para o pouso.
Brasil central e este meridional, do Espírito Santo ao Rio Grande do Sul.
Espécie solitária, muito boa voadora, podendo manter-se fixa num ponto de vôo quando caçando na água ou nos campos.
Peixes, insetos, pequenos répteis, anfíbios, jovens pássaros e mamíferos como camundongos.
Ninho construído nas barrancas dos rios e de estradas pouco movimentadas, constituindo-se de um buraco de 10 cm de diâmetro com profundidade que pode chegar a 1 m, com curva terminando em uma concavidade onde coloca algumas folhas para proteção da postura. A postura consiste em 2 a 4 ovos brancos com 25 x 20 mm em seus eixos e a incubação faz-se em 21 dias. Os filhotes nidícolas permanecem por 32 dias até deixarem o ninho.
Poluição e destruição do habitat.
Fonte: www.vivaterra.org.br
Das 84 espécies de martins-pescadores que existem no mundo, apenas 5 ocorrem no Brasil, sendo o Martin-pescador-grande, ou matraca (Ceryle torquata; Ringed Kingfisher) a espécie mais conhecida da família alcedinidae, não só pelo seu tamanho já que é a maior espécie desta família no Brasil, como por se comum e muito barulhento pois seu canto parece uma “matraca” estalando.
As aves desta família (Alcedinidae) estão associadas a ambientes aquáticos, vivendo à beira de lagos, rios, lagoas e espelhos d’água, pois dependem deste ambiente para se alimentar, já que comem pequenos peixes, insetos aquáticos etc.
Costumam ficar pousados em um galho próximo a água observando possíveis presas, as quais alcançam em certeiro vôo rápido e muitas vezes vertical. Também pairam no ar (“peneirar”) sobre o espelho d’água, para então cair sobre a presa na água, o que é mais comum no Martim-pescador-grande (Ceryle torquata; Ringed Kingfisher).
Já o Martin-pescador-pequeno (Chloroceryle americana; Green Kingfisher) vive em rios e lagos menores e faz vôos rasantes sobre a água seguindo as curvas do rio, as vezes percorrendo centenas de metros.
O menor dos Martins-pescadores brasileiros é o Ararimbinha (Chloroceryle aenea; Pygmy Kingfisher) com apenas 12,5cm, enquanto o Martim-pescador-grande (Ceryle torquata; Ringed Kingfisher) chega a 42cm
Todos eles nidificam em buracos que fazem em barrancos quase sempre à beira de um rio ou lago. O ninho é comprido e na cama incubadora são colocados os ovos e criados os filhotes sem muita limpeza.
Vivem aos casais e os machos diferem das fêmeas pela mancha marron no peito que varia de tamanho conforme a espécie.
Bibliografia consultada
DUNNING, J. S. 1987. South American Birds: A photographic
aid to identification. Newtown Square: Harrowood Books.
HOFLING, ELIZABETH; CAMARGO, HÉLIO F. DE A. . Aves do Campus, EDUSP,
3ªedição.1999.
HOWARD, RICHARD and MOORE, ALICE. A complete checklist of the birds of the
world. Academic Press.1991.
SCHAUENSEE, RODOLPHE MEYER DE. A guide to the birds of South America. The
Academy of Natural Sciences of Philadelphia. 1970.
SICK, H. 1997. Ornitologia Brasileira. Edição revista e ampliada
por J. F. Pacheco. Rio de Janeiro: Ed. Nova Fronteira.
SOUZA, DEODATO. Todas as aves do Brasil. Editora DALL. 1998.
Fonte: www.aultimaarcadenoe.com
Muito comum em margens dos rios, o martim-pescador permanece à espera de que lhe passem a seu alcance os pequenos peixes que captura em mergulhos certeiros, com o bico pontiagudo.
Martim-pescador é uma ave da família dos alcedinídeos que ocorre do México à Terra do Fogo. Além de peixes, come insetos como abelhas, vespas e formigas aladas. Vive aos casais, revezando-se o macho e a fêmea na escavação de tortuosas galerias, de um metro de extensão, nos barrancos dos rios, onde nidificam. Seus dedos dianteiros, unidos na base, prestam-se à perfeição para isso. A fêmea põe de dois a quatro ovos. O tempo médio de incubação, apurado no caso do martim-pescador-pequeno, é de 22 dias.
O martim-pescador-grande (Ceryle ou Megaceryle torquata) mede 42cm e às vezes apresenta matizes encarnados. O martim-pescador-verde ou ariramba-verde (Chloroceryle amazona), de 29,5cm, tem as partes superiores verde-metálicas e as inferiores brancas (amareladas na fêmea).
Semelhante nas cores é a espécie mais comum, o martim-pescador-pequeno (C. americana), de 19cm, de um verde mais escuro nas partes superiores, em contraste com uma faixa branca e sedosa que liga a base do bico à nuca. O martim-pescador-da-mata ou martim-pescador-pintado (C. inda), de 22cm, vive em áreas recolhidas, à beira de córregos em matas fechadas: tem as partes inferiores cor de ferrugem, a fêmea com uma faixa peitoral mesclada de branco e preto. O martim-pescador-anão ou arirambinha (C. aenea), de 12,5cm, é uma miniatura do martim-pescador-da-mata, mas com o centro da barriga branco.
Fonte: www.biomania.com.br

Chloroceryle amazona
Junho a setembro
Brejos, Mata ciliar rio Cuiabá, Mata ciliar rio São Lourenço, Rios, corixos e baías.

Maior do que as espécies seguintes, mas bem menor do que o matraca. Plumagem do dorso e cabeça verde metálica brilhante. Macho com uma grande faixa avermelhada no peito, separando o colar e barriga brancos (foto). Na fêmea, essa área é ocupada por uma listra verde, larga nos lados e estreita, quase interrompida, no meio do peito. Nos dois sexos, os flancos são estriados de verde.

Costuma ficar pousado nas galhadas sobre a água, meio escondido pela vegetação ou nas cabeceiras de pontes. Ocasionalmente, “peneira” sobre a água. Voa muito próximo da superfície, seja quando é assustado, seja na maioria dos deslocamentos. Os territórios de pesca são mantidos livres de outros martins-pescadores, com rápidos movimentos verticais de cabeça e cauda precedendo qualquer atitude mais belicosa. Saindo ou chegando ao pouso, fora das tentativas de pesca, emite uma risada longa e cortante, característica da espécie. Assustado, dá o alarme com um grito curto e forte, enquanto movimenta cabeça e cauda.

A baixa das águas do Pantanal é o período de reprodução, com os casais formando grupamentos de ninhos em alguns barrancos. Como os outros martins-pescadores, cavam os ninhos com os pés, algumas vezes usando tocas abertas por peixes no período de cheia. O casal cuida do choco e dos filhotes.
Aparece em todos os corpos d’água da RPPN, com maior freqüência nas mesmas áreas do que o matraca. Pode ser visto pescando no embarcadouro do hotel em Porto Cercado.
Fonte: www.avedomestica.com