Pássaro com 10,5 cm comprimento. É uma das espécies canoras mais cobiçadas, sendo seu canto um dos mais finos e melodiosos de nossa avifauna. A coloração do bico varia entre o negro, o cinzento e o amarelo. Plumagem de cor cinzenta, cauda e asas mais escuras tendendo para o preto. Asas ornadas por um espelho branco
Orla da mata baixa intercalada com campo, cerrado, vegetação ribeirinha, buritizais.
Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Bahia, Pará e Roraima.
Granívoro
Primavera-verão
Caça, destruição do habitat e tráfico de animais silvestres
Fonte: www.vivaterra.org.br
Cambarazal, Campo, Cerradão, Cerrado, Mata Seca.
O macho é único no grupo dos coleiros da RPPN, devido ao tom cinza levemente azulado do dorso e cabeça, contrastando com o branco das partes inferiores. O bico róseo também chama a atenção e permite sua identificação com maior facilidade.

Na asa fechada, a mancha branca lateral, transformada em uma faixa dessa cor, ao levantar vôo. A fêmea e o macho juvenil são pardos em cima, com as partes inferiores mais claras e tom levemente alaranjado. Embaixo da garganta, uma pequena área esbranquiçada. Devido ao bico grande e negro, pode ser confundida com a fêmea de Sporophila collaris ou do curió.
Em relação à primeira, não possui as leves listras sobre a asa. Para diferenciar da fêmea do curió, além do tamanho, é importante notar que o tom da plumagem é menos avermelhado.
Caso o macho não esteja nas proximidades, o ambiente também ajuda, já que a patativa-chorona não fica próxima das áreas brejosas.
No período reprodutivo os machos emitem seguidamente o característico canto, origem do nome comum. São duas sílabas próximas (fi-fiu), repetidas seguidamente e aumentando de volume conforme vai cantando. O tom é melancólico, sendo mais parecido a de uma perereca do que uma ave.
Além de todo o Pantanal, ocorre no centro-oeste, boa parte do nordeste e na região sudeste. Residente o ano inteiro, é encontrado em casais ou grupos familiares, sem associar-se aos bandos de coleiros e tizius.
Fonte: www.avespantanal.com.br
Nomes Vulgares: patativa, patativa-do-campo
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Família: Emberizidae
Categoria proposta para o Estado do Paraná
VU A1cd; B2a; C2a(i); D1
São Paulo (1998): A-EP (em perigo)
Rio Grande do Sul (2002): em perigo
Esta espécie é muito visada para a captura, manutenção em cativeiro e comércio ilegal, com visível declínio populacional em decorrência de tais atividades. Apesar de ocorrer em diversos estados brasileiros, com destaque para o Brasil Central onde é mais comum, apresenta uma distribuição regional restrita às paisagens abertas do planalto, especialmente nos Campos Naturais e no Cerrado.
A distribuição de Sporophila plumbea é pouco conhecida, mas se concentra nas regiões nordeste (Jaguariaíva, Sengés e Arapoti) e central (Ponta Grossa, Castro, Piraí do Sul, Ventania e Tibagi) do Paraná, em vegetações do tipo Campo Natural e principalmente Cerrado (Carrano & Ribas, 2000; com. pess.
E. Carrano em 2003); os dados do Planave também a acusam para Curitiba e Londrina. É uma distribuição pontual que acompanha o padrão igualmente localizado desses tipos vegetacionais e se repete em várias outras espécies típicas de áreas abertas.
A espécie foi registrada no Parque Estadual do Cerrado, no Parque Estadual do Guartelá e no Parque Estadual de Vila Velha (com. pess. E. Carrano, P. Scherer-Neto e C. F. Ribas), mas é grande a possibilidade de que ocorra também na RPPN Fazenda Monte Alegre, na APA Estadual da Escarpa Devoniana e em certos pontos da APA Estadual da Serra da Esperança.
Trata-se de um pássaro com aproximadamente 10 cm, sendo os machos adultos cinza-azulados, com cores mais claras nas partes inferiores, apresentando uma curta estria malar (típica da espécie) e abdômen e espéculo brancos, bem como, freqüentemente, uma mácula branca logo abaixo do olho.
No Estado do Paraná ocorrem exemplares de bico anegrado e menos robusto ou amarelado mais robusto - eventualmente acinzentado, que são pouco freqüentes.
Dentro da variação individual da espécie, há exemplares com a parte superior negra e a inferior amarela. As fêmeas e jovens são pardos, mais claros nas partes inferiores, ambos com o bico anegrado. Possui um canto bastante melodioso, sendo que costuma imitar outras espécies e, por esse motivo, é muito perseguida em várias partes do Brasil, como na região nordeste do Estado. Ocupa áreas abertas como campos (sujos e limpos), áreas de Cerrado, banhado e várzeas.
Parece habitar com mais freqüência os ambientes mais secos, diferindo nesse aspecto de S. bouvreuil e S. melanogaster. Reproduz-se no Paraná (p. ex. Jaguariaíva e Ponta Grossa), onde cria dois ou três filhotes em um ninho com forma de taça, feito de capins entrelaçados, na sua maioria em Pteridium sp. (Dennstaedtiaceae) e em ramos de Asteraceae conhecidas como vassouras.
Realiza movimentos migratórios (embora alguns indivíduos sejam observados durante o ano inteiro), sendo mais abundante na primavera e verão, quando forma numerosos bandos com outros congêneres.
Fonte: celepar7.pr.gov.br