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Rottweiler



Rottweiler

História

O Rottweiler é um cão de linhagem muito antiga que se pensa ter surgido numa cidade chamada Arae Flaviae fundada pelos Romanos, aquando das suas incursões no território alemão. Neste contexto, pensa-se que descende de um Mastim, não só pela sua notável inteligência, mas também pela vincada capacidade de trabalho.

A Arae Flaviae corresponde hoje a Rottweill, localizada perto da Floresta Negra. Este cão acompanhou o desenvolvimento da cidade que lhe deu o nome e nela evoluiu, desempenhando diferentes tarefas. Conta-se que inicialmente trabalhou como cão de carga entregando carne, daí que também seja conhecido por Metzgerhund (Cão do Carniceiro). Revelou-se igualmente útil na condução do gado e a puxar pequenos veículos com cargas de leite. Diz-se que alguns comerciantes tinham por hábito guardar, nas coleiras destes cães, o dinheiro que faziam nas feiras, por segurança.

A prosperidade desta raça foi no entanto ameaçada quando, no séc. XVIII, o Governo estabeleceu que o transporte de gado fosse feito por comboio. Tal afectou o “stock” da estirpe naquele país, já que o Rottweiler ao perder uma das suas mais importantes tarefas, deixou de ser tão cobiçado e consequentemente tão largamente criado. Ainda assim, o primeiro registo de um exemplar teve lugar numa exposição canina em Heilbronn, no ano de 1882.

Em 1901, surge um clube que agrupa duas raças: o Rottweiler e o Leonberger. Apesar do seu curto tempo de existência, esta entidade ofereceu-nos o primeiro standard da raça. A partir de então, a história desta raça toma um rumo diferente. Em 1907, surge o Deustcher Rottweiler Klub, em Heiderberg, filiado na Associação Alemã de Cães Polícia e o Internacional Rottweiler Klub, cuja linha de acção privilegiava a beleza da estirpe. A fusão destes dois clubes origina, em 1921, o aparecimento do Allegmeiner Deutscher Rottweiler Klub (ADRK), que publica, em 1924, o primeiro Livro de Origens da raça.

Por volta da I Guerra Mundial, a sua popularidade já há muito que havia sido estabelecida no meio policial, que a nomeara “cão-polícia”, em 1910. Os dois conflitos mundiais foram (tal como nas demais raças) momentos particularmente difíceis para o seu desenvolvimento, mas os esforços que foram sendo realizados pelos seus admiradores revelaram-se bastante positivos.

Em 1935, a raça foi oficialmente reconhecida pelo Kennel Club americano e, no ano seguinte chega á Grã-Bretanha. Em 1966, recebe um registo separado da parte do Kennel Club britânico.

Temperamento

O Rottweiler é uma companhia calma, silenciosa e obediente. Existem porem linhas de cães com temperamentos totalmente opostos. O seu nível de agressividade está muito dependente do tipo de treino que recebe, e é altamente desaconselhável estimulá-lo para o ataque.

Deve ser educado desde pequeno de uma forma sistemática e positiva, para que se torne num companheiro seguro. É aconselhável que o seu o dono possua alguma experiência em lidar com este tipo de perfil, já que estes cães são bastante inteligentes e têm uma personalidade forte. Como cães de guarda são extremamente atentos e são hostis para com os intrusos.

Na sua relação com a família, são animais alegres que gostam de receber atenção do seu dono. Lidam bem com as crianças e com outros animais de estimação, se forem devidamente habituados a conviver com estes.

Descrição

Rottweiler é um cão de porte musculoso e robusto, mas com linhas elegantes e bonitas. Os machos medem nas espáduas cerca de 60 cm e as fêmeas cerca de 56 cm. O seu peso atinge os 50 kg nos primeiros, e os 40 Kg nos segundos.

A pelagem é de tamanho médio e apresenta-se rija. O subpêlo é abundante, curto e denso. As cores permitidas são o vermelho, cinzento lobeiro e o preto (que pode ou não ter marcas mais claras).

A cabeça de raposa é grande e larga entre as orelhas e possui um chanfro acentuado. Os olhos amendoados são castanhos, de expressão calma e segura e as orelhas são pequenas e triangulares, pendendo dobradas para a frente, ligeiramente afastadas da cabeça. O pescoço é vigoroso, terminando num peito largo e forte de costelas bem arqueadas. Os membros anteriores têm os jarretes levemente descaídos. Os posteriores são largos e musculosos e têm os pés ligeiramente maiores que os anteriores. A cauda é amputada curta.

Observações

A esperança média destes cães ronda, aproximadamente, os 10 anos de idade. A sua saúde requer toda a atenção já que são susceptíveis de desenvolver displasia da anca, problemas de visão, epilepsia, hipotireoidismo e cancro.

A manutenção do seu pêlo deve ser efectuado semanalmente com uma escova de arame ou de borracha.
Não são animais exigentes em termos de exercício físico. Apreciam nadar, passeios moderados ou simplesmente brincar. É aconselhável que possam sair pelos menos durante 2 horas por dia.

Estes cães normalmente adaptam-se a viver em espaços menos amplos, mas o ideal é que tenham sempre acesso a uma área devidamente cercada.

Fonte: animais2.clix.pt

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Hoje a raça Rottweiler no Brasil já está estabilizando naturalmente, após o "bum" de anos atrás, no entanto, ainda existem muitos cães com desvio de temperamento e principalmente de estrutura.

Nós criadores e mesmo proprietários devemos ter sempre o padrão oficial da raça em mãos, para que não criemos tipos muito fora do mesmo, pois no meu entender, criar uma raça é como pintar um quadro, e todo artista tem seu estilo, sendo assim, cada criador dá mais ênfase a determinados detalhes, fazendo sua assinatura em seus filhotes, mas nunca podemos nos desviar do padrão.

Tenho ouvido muito, algumas pessoas perguntarem se minha criação é padrão Alemão ou Americano, isto não existe, pois esta diferença é apenas a assinatura do artista, os americanos preferem cães "show" que se apresentem com movimentação exuberante, sendo assim, o cão deve ser um pouco mais leve e com angulações de posterior e anterior mais acentuados, já os europeus gostam de cães mais robustos, pra "trabalho", sendo assim, cães menores e mais troncudos. Porém quem não conhece bem a raça não percebe a diferença.

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Outra polêmica que em 2001 estará em cartaz será a proibição do corte de cauda, pois, quando cortamos a cauda, podemos estar escondendo defeitos que somente com ela poderíamos perceber; mas vamos aguardas as novas normas de criação da nossa Confederação para que possamos detalhar os problemas que surgirão.

Criar é uma arte, então vamos fazê-la com o máximo de bom senso possível, para que todos possamos seguir a mesma linha de pensamento.

Freqüentemente somos abordados por pessoas interessadas em adquirir um cão de guarda "de raça pura ", infelizmente quando dizemos o preço do filhote, as pessoas exclamam "tudo isso? mas eu não quero pedigree".

Desconhecem que não é o pedigree que aumenta o preço do cão e sim o trabalho genético que o criador faz.

Essas pessoas acabam comprando um cão sem pedigree "linhagem desconhecida", portanto, futuramente elas não poderão reclamar com o "criador", pois não têm como provar que o seu cão é de criação do mesmo.

Nós criadores nos preocupamos muito com isso, pois, quando acontecem acidentes graves e até mesmo fatais, infelizmente quem sai perdendo é a raça e não o seu criador ou proprietário.

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Devemos deixar claro que um cão de guarda, dentro do seu temperamento descrito no padrão da raça é totalmente equilibrado, basta o criador se preocupar com a "qualidade" de sua criação e não a "quantidade" de filhotes. As pessoas interessadas em adquirir qualquer cão, seja guarda, companhia, devem procurar orientação com o Kennel Club de sua cidade, só ele poderá informar a idoneidade de um criador.

Fonte: mypet.terra.com.br

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Origem da raça

Sabe-se que a raça origina-se da Roma antiga onde desempenhava a função de boiadeiro de tribos indígenas. Os cães foram usados para conduzir o gado, que serviria de alimento aos soldados, durante a expedição de conquista do exército romano a um local chamado " ARAÉ FLAVIAE " , que corresponde a uma região do sul da Alemanha, aproximadamente em 74 DC.

Nesta ocasião também ter-se-ia descoberto as qualidades de guarda, pois a eles era acumulada a tarefa de vigiar os suprimentos durante a noite.

Cerca de 260 DC , os Swabianos deslojaram os Romanos da cidade acima, tomando conhecimento da raça e mantendo a utilização dos cães boiadeiros. Descobriu-se também, antecessores do Rottweiler nos séculos III e IV como companheiro e protetor do homem. Em torno de 700 DC o Duque local construiu uma igreja cristã no local de uma antiga Termas Romana. Em escavações recentes foram encontradas telhas, em terracota vermelha, típicas das antigas vilas Romanas. Para diferenciar de outras cidades , os arqueólogos denominaram o local de "Das Rote Wil" ( A telha vermelha ), denominação essa que é conhecida como sendo a origem da atual Rottweil.

A cidade de Rottweil , no estado de Wurttemberg, ao sul da Alemanha, era o local onde Metzgerhund ( cão de açougueiro ), como era conhecido, aparecia com maior frequência. A hegemonia de Rottweil como um centro de cultura e comércio consolidou-se em meados do século XII. Os descendentes dos cães pastores romanos trabalharam no auxílio do comércio de gado até meados do século XIX, quando a utilização de cães para conduzir gado tornou-se fora da lei. Nessa época, as tarefas do Metzgerhund mudaram para cão de tração, tendo sido utilizado como tal até ser substituído pelo jumento quando surgiram as rodovias.

Era conhecido, então, como cão de açougueiro de Rottweil, mais tarde, abreviando, foi chamado " o cão de Rottweil " como é conhecido até hoje. Em alemão: Rottweiler

Esses cães pertenciam a classes trabalhadoras que tinham grande dificuldades para alimentá-los. Como sua função havia sido severamente reduzida e ele era grande demais para ser usado como cão de companhia, a raça começou a passar por grandes dificuldades.

O número de Rottweilers declinou tão radicalmente que em 1892 a exposição de HEILBRONN, na Alemanha, registrou somente um pobre exemplar da criação presente. Os anais da cinologia não fazem referência da criação até 1901 quando foi formado o LEONBERGER KLUB que teve vida curta, porém notável, pois pela primeira vez foi descrito o Rottweiler em forma de padrão de raça. Nessa época foram iniciados os primeiros movimentos para sua utilização no serviço policial.

Graças a sua prodigiosa inteligência, caráter firme, temperamento forte e coragem frente ao perigo, além das qualidades físicas, tornou-se um dos cães ideais para tal serviço.

Em 14 de agosto de 1921 foi fundado o Algemelner Deutscher Rottweiler Klub e.V. ( ADRK ). Finalmente, em 1924, o ADRK publicou o primeiro Zuchtbuch ( Stud Book ) da raça.

Características gerais

O Rottweiler é um cão acima do tamanho médio, nem pesado nem leve. Seu corpo é relativamente curto, compacto e robusto; sua inteligência é notável possuindo devoção e dedicação ao trabalho extraordinárias, como são também sua obediência e incorruptibilidade; é de uma força notável e sua tenacidade admirável. O aspecto geral demonstra, à primeira vista, espontaneidade e coragem ; seu olhar tranquilo denota suavidade e fidelidade absolutas. O seu caráter está isento de inquietação e nervosismo; não tem malícia, perfídia nem falsidade.

Altura

A altura desejada até as cruzes é de 60 a 68 cm para os machos, e para as fêmeas de 55 a 65, sempre em harmonia com a estrutura geral.

Cabeça

Medianamente longa, com crânio amplo entre as orelhas. Nariz bem formado, um pouco largo, com fossas nasais bem proporcionais. Os lábios, cujas bordas são negras, caem uniformemente. As bochechas são musculosas, mas não muito salientes. A dentadura é forte, em forma de tesoura. A pele da cabeça é tensa; forma rugas quando o cão está atento.

Olhos

De tamanho médio e cor castanho escuro, expressam fidelidade e ternura, as pálpebras são muito aderentes.

Orelhas

Pequenas, triangulares, distanciadas entre si o mais possível, inseridas no alto, tanto que parecem alongar a parte superior do crânio; levadas muito para frente, de modo que cobrem os orifícios auriculares.

Pescoço

Forte, redondo, largo, com musculatura robusta, apresenta uma curva ligeira desde a origem no ombro até a nuca. É fino sem barbela visível nem pele frouxa.

Membros anteriores

Os ombros são longos e oblíquos, braços muito aderentes ao corpo, mas não pegados. Ante-braço muito desenvolvido e musculoso. Pés redondos, bem fechados e arqueados, com plantas duras e unhas escuras, curtas e fortes. Os menbros anteriores, vistos de qualquer lado, estão em aprumo correto e não devem se apoiar rigidamente ao solo.

Membros posteriores

Fêmur curto, largo, com musculatura robusta. O perônio e a tíbia são longos, com forte musculatura na parte superior, bem formados e robustos na inferior. Jarretes muito angulosos, não muito flexíveis, mas de nenhum modo, muito rígidos. Pés um pouco mais longos que os anteriores, bem fechados, com dedos fortes, sem ergots.

Temperamento

Tamanha força de temperamento tem sua contrapartida. O convívio feliz com o Rottweiler exige mais que um dono - é preciso ser aceito por ele como líder. Essa condição está ao alcançe da maioria das pessoas, de forma bastante simples. Basta disciplinar o comportamento do Rottweiler desde pequeno e ele terá tudo para crescer como um amigão companheiro da família, e também ganhará maior equilíbrio no desempenho da sua vocação principal: a guarda.

Conhecer as técnicas para alcançar esse resultado é uma garantia de êxito na educação e socialização dele. Além do mais, é a melhor forma de evitar erros cujas consequências vão desde um desenvolvimento de atitudes desagradáveis no convívio até ataques sem motivo, inclusive ao dono e a seus familiares.

Pulso

É importante não se deixar intimidar pelo Rottweiler e saber controlá-lo. O Rottweiler tem um instinto de dominância particularmente desenvolvido ao atingir a maturidade. Antes de optar por um Rottweiler, as pessoas devem refletir sobre sua capacidade de se impor a ele. Comprar apenas por modismo, sem obter informações sobre a raça é um grande erro.

A firmeza do dono tem de começar na infância. Ao chegar na casa nova, o Rottweiler deve perceber que não pode fazer tudo o que quer e que precisa respeitar as ordens dos familiares. Se o cão não interromper a ação com o comando "não", reforce-o em tom pausado e enérgico. Se não houver resultado, afaste-o do local e repita o comando com voz mais enérgica e mais pausada. Conduza-o com as mãos a fazer o pretendido, repetindo o "não", mas sem violência , para não traumatizá-lo nem provocar uma reação agressiva.

Mas mesmo após essa idade, os donos devem exigir obediência.Ou o Rottweiler pode se achar o dono do "mundo". E o problema de um Rottweiler dominador, criado fazendo o que quer, é um dia, ao ser obrigado a obedecer uma ordem, se recusar e até morder. Para ser líder é preciso conviver e trabalhar com o Rottweiler, senão o dono se restringirá a ser simplesmente um proprietário.

Além da imposição de limites nos acontecimentos rotineiros, que deve ocorrer desde a chegada do filhote, a melhor forma de deixar claro a um Rottweiler o domínio do dono é condicioná-lo. Ou seja: proporcionar exercícios diários de obediência básica. E ele gosta, pois é ávido ao trabalho. O Rottweler não é um cão para ser comprado e largado no jardim, ele tem de ser lapidado e por isso quem opta por ele precisa de tempo livre para fazê-lo trabalhar. Aconselha-se ao dono , no mínimo quinze munutos diários com o Rottweiler para haver uma estabilidade na relação entre cão e dono.

A verdadeira estória de como surgiu o Rottweiler

Era uma vez, há muito tempo, quando o gênero humano e canino ainda não tinham aprendido a se amar, o Grande Conselho Canino dos Oito, que governava o destino de todos os cães, convocou uma importante assembléia.

Na assembléia, os cães foram informados que o grande Conselho havia decidido que - para maior facilidade no manejo - eles deveriam se agrupar por semelhança, selecionar características mais apreciadas e escolherem um nome para designar cada grupo. Este nome seria então o nome de sua raça, para todo e sempre.

Esta decisão foi considerada de vital importância, pois a humanidade se uniria aos cães na esperança de serem úteis uns aos outros.

No dia combinado, os representantes de cada grupo se reuniram muito ordenadamente, todos com seus nomes já escolhidos. A mesa coordenadora do Conselho, apresentou então um catálogo de características, a fim de que cada representante de grupo, escolhesse as que mais lhe agradassem.

À medida que as horas passavam, tornou-se evidente que não havia características suficientes para satisfazer a todos os grupos, havendo especial escassez em tipos de orelhas e rabos. Assim, estando os representantes organizados em fila, os que estavam nos últimos lugares começaram a demonstrar sinais de desespero.

Um galgo que se encontrava atrás de um mastiff, disse angustiado:

_" Por favor, amigo Rottweiler, me deixa trocar de lugar contigo na fila, pois se eu ficar no final, não conseguirei mais rabos e - sem rabos compridos que atuem como leme - nós galgos correremos tortos."

_"Não tem problema"disse o Rottweiler, trocando de lugar com o feliz galgo."

A fila andava lentamente e o Rottweiler, agora mais no final, aguardava pacientemente, quando escutou uma voz forte atrás de si que dizia:

_" Você se importaria de trocar de lugar comigo? É que nós da raça São Bernardo necessitaremos de um tamanho grande, pois um cão pequeno não conseguiria resgatar pessoas na neve. Pense em todas essas crianças e viajantes perdidos."

O Rottweiler suspirou e se colocou então no final da fila.

E assim continuou a seleção. Um tamanho pequeno para o grupo que devia entrar em tocas; o terrier pediu e foi atendido não só com tamanho pequeno, mas também levou agilidade e velocidade. Outro solicitou uma pelagem espessa para poder trabalhar junto as ovelhas e também foi atendido. O representante do grupo miniatura precisava de um pêlo sedoso para agradar aqueles que os pegassem no colo. Prontamente levou.

Finalmente chegou a vez do Rottweiler. Com tristeza o representante folheou os catálogos e descobriu que a maioria das características já tinham sido escolhidas.

"_Suponho que nosso largo amarelo antepeito harmonizará com nossas finas cadeiras sempre que nos virem com as orelhas em pé."

"_Sinto muito, disse um membro do Conselho."

"_Não há mais orelhas em pé???" uivou o consternado Rottweiler.

"Não." Disse o membro. " Podemos oferecer orelhas largas e compridas ou médias quase pequenas, porém sempre caídas. É tudo que restou."

'_Levarei as médias quase pequenas". Disse o desiludido Rottweiler. "Afinal, nem serão tão notadas com uma cor clara e brilhante ."

"_ Não há mais cores claras " exclamou outro membro do Conselho. " Só ficou a cor preta."

"_Mas não fique triste" falou o primeiro membro do Conselho, " pois ficaram algumas manchas cor de fogo, que podem se esparramar sobre a cara e as patas. Pode desenhar - com elas - uma borboleta no antepeito, uma flor de lis no traseiro e ainda sobra um pouquinho para colocar em baixo das orelhas."

"_Não é o que planejávamos" argumentou o Rottweiler. " " Porém, um abundante e formoso rabo seria um consolo ideal."

"_Seria", falou o representante do conselho, " mas não há mais rabos."

Com um rugido de indignação, o Rottweiler se dirigiu aos membros do Conselho dizendo:

"_Pretendem vocês que eu me apresente perante o meu grupo vestido de preto, com manchas cor de fogo e orelhas caidas e sem rabo???!!"

"_É lamentável " respondeu alguém, " mas ainda temos dois olhos amarelos que combi..."foi quando o olhar de lado, escuro e profundo do Rottweiler, o fez desistir de continuar a frase.

Neste momento, o presidente do conselho apareceu, e notando que o Rottweiler havia cedido seu lugar diversas vezes na fila, mesmo sendo um dos primeiros a chegar, ordenou que - ante a ausência de características disponíveis, fosse concedido ao Rottweiler uma qualidade pertencente a cada um dos membros do Conselho.

Sendo asssim, o Rottweiler saiu da reunião e se apresentou não só ao seu grupo mas para toda a humanidade, vestindo de preto, com manchas de fogo, orelhas caidas , sem rabo e com VALENTIA, INTELIGÊNCIA, DOÇURA, FORÇA, LEALDADE, SERENIDADE, NOBREZA e um grande, verdadeiramente imenso CORAÇÃO.

Fonte: andrecp.sites.uol.com.br

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Origem da Raça

A hipótese mais provável sobre a origem do Rottweiler, remonta do século I D.C., quando as tropas romanas, extremamente numerosas, em expedições de conquista, realizaram a travessia dos Alpes e utilizaram um cão boiadeiro para cuidar do rebanho que serviria de alimento à tropa. Esta expedição terminou onde hoje é o sul da Alemanha, às margens do Rio Neckar.

Foi nesta região que surgiu a atual cidade de Rottweil, a qual o Rottweiler herdou o nome, Metzgerhund Rottweil (Cão de Açougueiro de Rottweil), uma vez que a cidade de Rottweil era um importante centro de comércio de gado, em meados do século XII. Posteriormente, seu nome foi abreviado para "o cão de Rottweil". Em alemão, Rottweiler. Ele foi utilizado como cão boiadeiro e cão de tração até meados do século XIX.

O fim do comércio de gado em Rottweil e o advento das rodovias quase extinguiram a raça no início do século XX. Mas graças às suas qualidades físicas, elevada inteligência, seu caráter firme, temperamento forte e sua coragem frente ao perigo, tornaram o Rottweiler o parceiro ideal para o serviço policial. Assim também surgiram clubes dedicados à preservação da raça. Em julho de 1921 foi fundado o Algemeiner Deutcher Rottweiler Klub (ADRK), que rege, até os dias de hoje, o padrão alemão da raça.

Com tantas virtudes, o Rottweiler logo conquistou admiradores pelo mundo. Chegou aos Estados Unidos da América ainda na década de 30, sendo reconhecido pelo American Kennel Club em 1935. E conquistou também o mais antigo clube cinófilo do mundo, o The Kennel Club, na Inglaterra, em 1936.

No Brasil o Rottweiler só chegou na década de 70, no estado do Rio de Janeiro. Posteriormente, foi se espalhando pelo país, sendo que hoje, os mais importantes centros de criação situam-se nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná. A região nordeste tem crescido muito em qualidade nos últimos tempos.

Crescente também tem sido o número de filhotes de Rottweiler que nascem todos os anos no Brasil. Por vários anos consecutivos, tem sido a raça mais registrada na CBKC, chegando, em 1997, a 26.000 filhotes registrados, ou seja, de cada 5 filhotes registrados, pelo menos 1 era de Rottweiler. A história diz que ser "o cão da moda" pode levar à degeneração da raça no país, o que preocupa criadores e admiradores do Rottweiler. Pois ser o "cão da moda", atrai "fabricantes de cães", de olho no lucro fácil da venda de filhotes, deixando de lado a diretriz fundamental de qualquer criador sério: "Produzir filhotes com qualidade, dentro do padrão da raça, buscando o aprimoramento do cão."

Características

O Rottweiler é um cão completo. É robusto, de porte médio-grande, forte, compacto e de aparência nobre. E possui um caráter muito especial. Sua autoconfiança elevada está associado a um forte instinto de liderança, responsáveis por uma determinação e coragem extraordinárias.

A personalidade do Rottweiler engloba o conjunto de qualidades, habilidades e os atributos físicos e mentais inatos e adquiridos, que determinam o seu comportamento no meio ambiente. Psicologicamente, sua atitude é amistosa e pacífica. Ante um estímulo desagradável, ele age com dureza. Diante de uma real ameaça, porém, seu instindo de defesa é acionado, em virtudo do alto desenvolvimento de seu espírito de luta e proteção, resistindo sem medo ou hesitação a experiências dolorosas. Uma vez cessada a ameaça, o instinto de luta se extingue relativamente rápido e retorna normalmente à sua atitude pacífica.

Um temperamento tão forte exige do dono uma atitude de líder perante o Rottweiler. Essa condição está ao alcance da maioria das pessoas, de forma bastante simples, desde que se saiba fazê-lo. Basta disciplinar o comportamento do Rottweiler desde pequeno e ele aceitará os donos como líderes naturalmente e então terão um companheiro fiel e carinhoso para com a família. Esta troca de afeto e contato é de extrema importância para um Rottweiler, pois ele é extremamente apegado à sua família, tornando-o também mais equilibrado para desempenhar sua principal vocação: a guarda. Este convívio entre o dono (líder) e o Rottweiler (liderado) é o fator fundamental para a educação e socialização dele. Um Rottweiler mal-educado e/ou anti-social pode trazer uma série de problemas, desde destruir objetos do quintal, por causa da solidão, até tornar inviável um passeio pela rua, pois, desabituado com outros animais e pessoas, pode tornar-se agressivo com eles. Este problema não é exclusivo da raça, mas torna-a uma vítima comum se for criado isolado da família e do convívio com outros animais.

Uma característica importante que ajuda na educação do Rottweiler é sua elevada inteligência e impressionante memória. Considerada a nona raça mais inteligente, dentre 133 analisadas, no livro A Inteligência dos Cães, de Stanley Coren, um Rottweiler raramente é culpado por ser desobediente. Por isso reforça-se tanto a necessidade de um adestramento básico para o cão. São séculos de aprimoramento da raça para trabalhar junto com seu dono, seja como guarda, boiadeiro e até, em alguns casos, resgate de pessoas. Essa avidez por trabalho do Rottweiler não pode ser negligenciada. Um adestramento básico necessita apenas de uma guia, coleira e boa vontade do próprio dono e o Rottweiler adora ser adestrado. Existe uma bibliografia extensa de livros que ensinam a educar seu cão.

Rottweilers podem (e devem) ser controlados utilizando apenas reprimendas verbais. Além disso, trancos e machucaduras nem sempre funcionam para se obter obediência, porque a resistência à dor é elevada na raça. Evite adestradores demasiadamente ríspidos. Deve-se evitar o confronto físico com seu Rottweiler, pois bem sabemos que não podemos com a força de um adulto, mas ele nunca deve saber disso. Por isso, é de extrema importância que ele nos obedeça prontamente a um comando de voz.

Um Rottweiler obediente vem quando é chamado, segue as normas, senta, deita, aceita ordens e uma bronca moderada, acompanha (e não reboca) o dono nos passeios, tem hábitos de higiêne absolutamente sob controle, deixa o dono dar banho, remédio e fazer curativos e não late desnecessariamente.

Os machos medem aproximadamente entre 60 e 68 cm e pesam entre 45 e 60kg. As fêmeas são um pouco menores, medindo aproximadamente entre 55 e 63cm, pesando algo entre 35 e 45 kg. A altura é relativa à cernelha (nuca) do cão, não levando em conta o pescoço e a cabeça. O Rottweiler é muito forte para o seu tamanho, pois era originalmente um cão de tração também. Por isso um cão adulto pode facilmente derrubar uma pessoa, mesmo durante uma brincadeira. Por isso, não de deve deixá-lo sozinho com crianças muito pequenas (aliás, nenhum cão médio ou grande deve ser deixado só com uma criança pequena) e ter um cuidado maior quando em contato com pessoas muito idosas.

A sua cor predominate é sempre o preto, com marcas variando do marron claro ao ferrugem ou mogno, seus olhos e lábios são escuros e suas orelhas são "caídas" e de tamanho pequeno-médio. Sua cauda é cortada curta.

Por sua origem, o Rottweiler tolera melhor o frio que o calor. Os cães nunca devem ser deixados fora, com o sol direto, durante o verão. A insolação é provocada rapidamente em virtude da cor preta. Por esse mesmo motivo, durante o calor, os passeios devem ser feitos nos horários menos quentes do dia. Os cães devem sempre ter um abrigo, independente do clima.

Assim como em todas as raças, o temperamento varia levemente de indivíduo para indivíduo. Existem aqueles extremamente brincalhões, que se afeiçoam a quase todos e também aqueles mais reservados, cães de um só dono. Mas no geral devem ser companheiros calmos e alertas. Normalmente seguem seus donos de lugar para lugar na casa, mantendo uma vigilância constante e por vezes obstrutiva.

O Rottweiler tem um instinto protetor elevado, o que é um benefício e uma responsabilidade. Estranhos nunca devem entrar na propriedade guardada por um Rottweiler sem aviso. A seguinte situação deve ser evitada (e outras semelhantes):

Seus amigos vem lhe fazer uma visita e você os recebe no portão juntamente com seu Rottweiler, que os recebe normalmente, permitindo até um afago dos amigos. Quando estão entrando na casa, um de seus amigos se lembra que esqueceu algo no carro e volta para buscar. Alguns minutos depois, com você já dentro de casa e seu Rottweiler no jardim da frente, este amigo retorna e, por ter sido bem recebido pelo cão da primeira vez, acha que pode entrar na casa sozinho. Ledo engano. Embora raramente mordam sem provocação, ser aprisionado ou encurralado por um Rottweiler rosnando é uma experiência extremamente desagradável para pessoas que ingressam no território na ausência de alguém da família.

Um Rottweiler não sabe se um estranho é um ladrão ou um parente distante ou amigo da família. Ele cumpre a sua função, que é guardar o terrotório e o dono.

Outra característica comum à raça é a facilidade e tendência natural a pular, herança do tempo em que era utilizado para pastorear gado, pois tinham que se esquivar de investidas do gado, além de mantê-los reunidos. Por isso o Rottweiler possui uma característica ímpar, que é o "salto lateral", onde o cão salta lateralmente com as quatro patas. Essa esquiva era fundamental para escapar de chifradas e coices do gado. Atualmente, é uma defesa excepcional contra chutes de pessoas, por exemplo. A tendência a saltar ocorre quando o Rottweiler "pastoreia", no dias de hoje, uma criança, um adulto ou outros animais de estimação da casa. Por isso, ele pode, mesmo sem a intenção de machucar, derrubar alguma criança pequena ou idoso, durante seu "pastoreio", com seus pulos.

Os filhotes, quando chegam a sua nova casa, normalmente se adaptam bem a outros cães e gatos mais velhos, que ali já residiam. Rottweilers adultos podem ser mais difíceis de se integrar em uma nova casa com outros animais. O contrário também pode ocorrer, quando um Rottweiler adulto é o "dono do pedaço" e um novo animal de estimação chega em casa. Geralmente, cães do mesmo sexo costumam se estranhar. A agressividade com outros cães por parte do Rottweiler depende da socialização, linhas de sangue e, como dito, serem do mesmo sexo. Nesse quesito, a socialização do cão, desde jovem, com outros cães é extremamente importante para acostumar o Rottweiler (não só ele, mas qualquer outra raça) a outros cães.

A necessidade de espaço se faz mais pela disposição pelo trabalho do Rottweiler do que pelo seu tamanho. Um quintal grande, com muro (ou grade) de 2,0m de altura, é suficiente para ajudar o cão a queimar suas energias, principalmente os filhotes e jovens, evitando assim, algum comportamento destrutivo. O nível de destrutividade (cavar, roer, etc) varia conforme a idade, treinamento, temperamento e principalmente, nível de atividade do cão. Normalmente, filhotes e cães com menos de dois anos de idade são os mais "elétricos" e, se não educados e exercitados, os mais destrutivos, principalmente quando deixados solitários por longos períodos. Orientação, educação e companhia normalmente resolvem o problema.

Por ser uma raça de tamanho médio-grande e físico pesado, o Rottweiler também está sujeito a sofrer de displasia coxo-femural, que é um "mal encaixe" entre a cabeça do fêmur e o acetábulo (espaço onde ela se encaixa) da bacia. Conforme a sua gravidade, pode tornar os movimentos do cão limitados e até incapacitá-lo de movimentar as pernas traseiras devido à dor. Por ser uma doença genética e apenas ser diagnosticada com o cão já quase adulto (pelo menos com 8 meses de idade) através de exame radiológico (raio X da bacia), recomenda-se comprar filhotes apenas de canís que façam o controle de displasia nos cães da criação.

Outras de suas virtudes são: é apegado à casa e ao quintal, instinto de guarda e possui boa rastreabilidade. Ele gosta de água, mas não possue uma paixão expressiva para a caça.

Fonte: www.canil.org

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