Facebook do Portal São Francisco
Google+
+ circle
Home   Voltar

Sabiá Laranjeira



 

Sabiá Laranjeira

Turdus rufiventris

Nome: Sabiá laranjeira
Nome científico: Turdus rufiventris
Nome em inglês: Rufous-bellied Thrush
Outros nomes: sabiá peito-roxo, sabiá gongá, sabiá vermelha, e sabiá amarelo.
Ordem: Passeriformes
Família: Turdidae

Localização: Estado litorâneos, Mato Groso (ambos) e Goiás. Sua distribuição ocorre em quase todo o território brasileiro à exceção da floresta amazônica.

Tamanho: cerca de 25 cm
Longevidade: em torno de 30 anos

Filhotes

Número de ovos de cada postura é quase sempre 2, às vezes 3. Cada fêmea choca 3 vezes por ano, podendo tirar até 6 filhotes por temporada.

Tempo do choco

O filhote nasce aos treze dias depois de a fêmea deitar e sai do ninho também aos treze dias de idade e pode ser separado da mãe com 35 dias.

Vamos falar sobre a criação de sabiás. Embora haja inúmeras outras formas, vamos nos restringir à espécie que consideramos a mais popular e a mais cultivada pelos passarinheiros, o sabiá laranjeira. Conhecido também como sabiá peito-roxo, sabiá gongá, sabiá vermelha, e sabiá amarelo. O macho pode ser o sabiá ou a sabiá, tanto faz. Sem dúvida, são dos melhores cantores que existem em todo o mundo. Foi motivo - com muito merecimento - de inspiração para renomados poetas elaborarem seus famosos versos, como escreve Gonçalves Dias "minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá - as aves que aqui gorjeiam não gorjeiam como lá" e nosso poeta e músico maior, Chico Buarque "vou voltar para o meu lugar - e é lá - que eu hei de ouvir cantar - uma sabiá". São belos pássaros de médio tamanho cerca de 25 cm e por isso precisam de gaiolas e viveiros adequados para poderem sobreviver com plena saúde. A grande maioria dos passarinheiros que os mantém não costumam levá-los para passear como os bicudos, coleiros e curiós.

O sabiá tem muita dificuldade em adaptar-se em ambientes estranhos, não se acostuma facilmente com objetos diferentes, a gaiola é muito grande e por isso é desaconselhável retirá-lo de locais de onde está ambientado. Além do que, uma vez assustado bate a cabeça nas hastes e nos ponteiros das gaiolas e chega a se ferir gravemente e cada vez com mais intensidade, e se matar se não for socorrido em tempo. Para evitar isso, é bom que se coloque uma proteção de pano ou papel nos lados da gaiola para que ele se acomode melhor. Não há torneio de canto para esses pássaros, na realidade ficam restritos a conviver na residência dos mantenedores. Muita pessoas - 20% dos lares brasileiros tem aves - querem tê-los perto de si e escutar o seu canto mavioso, é proibido capturar na natureza, então procriá-los em larga escala é única solução para atender a demanda. Temos que ser realistas e deixar de poesia, produzir domesticamente pássaros não é falar ou dizer é praticar efetivamente a preservação.

Nada como ter-se o prazer de criar uma vida nova e é uma obrigação que temos, a de preservar de todas as formas possíveis os nossos pássaros nativos, os nossos pássaros autenticamente brasileiros. Se forem pássaros mansos e acomodados, especialmente a fêmea, reproduzem com muita facilidade em ambientes domésticos, dessa forma poderemos conseguir preservar os dialetos de canto de mais qualidade, esse é o principal estímulo. A Portaria 118 do IBAMA, está aí para possibilitar criadouros comerciais e incrementar a reprodução doméstica, ganhar dinheiro de uma forma gratificante e fazer o que gosta, como é bom. Nos dias de hoje, para nossa sorte e surpresa a população da sabiá laranjeira - à medida da cessação/diminuição da caça predatória - tem aumentado muito, especialmente nas grandes cidades.

A degradação das densas florestas, por incrível que pareça, tem favorecido a reprodução na natureza dos sabiás laranjeiras que apreciam florestas ralas e esparsadas. Podemos vê-los, em densas populações nas cidades de Belo Horizonte, Brasília, São Paulo, Curitiba, Campo Grande, Cuiabá, Porto Alegre, Rio de Janeiro, talvez pela falta de inimigos naturais ou muitas árvores frutíferas nos quintais. Nesses locais, infelizmente, os respectivos cantos são de péssima qualidade. Sua distribuição ocorre em quase todo o território brasileiro à exceção da floresta amazônica. A coloração de suas costas é cinza-escuro, peito esbranquiçado, gola raiada de tons preto e branco e abdome vermelho alaranjado que pode mudar de tom conforme a região, a do nordeste brasileiro é bem mais claro, bem mais amarelado.

Não há disformismo sexual, a fêmea é exatamente igual ao macho, não se consegue separar um do outro, facilmente. Na natureza, procria entre os meses de setembro e janeiro. Preferem as beiradas de matas, pomares, capoeiras, beiras de serras e estradas, praças e quintais, sempre por perto de água abundante. É um pássaro territorialista, e demarca uma área geográfica quando está em processo de reprodução e não aceita a presença de outras aves da espécie, a fêmea também é muito valente. Ao iniciarem-se as chuvas ao final do mês de agosto, cantam muito para estimular suas fêmeas e fixarem sua morada, notadamente ao amanhecer e ao entardecer. Quando não estão em processo do choco ou na fase do fogo e que a libido está em alta, quase não cantam e podem ser vistos agrupados, especialmente no chão a comerem frutos e insetos. Consomem quase todas as frutas de pomares com preferência para o mamão e abacate e de árvores silvestres abundantes em nosso País.

Apreciam também pimenta, amora, mariana e alguns legumes. Seu canto é longo e melodioso assemelhado ao som de uma flauta e dependendo do local pode-se escutá-lo a mais de um quilômetro de distância. Alguns repetem o canto e chegam a passar até dois minutos emitindo-o, sem parar. A frase musical de qualidade varia de 10 a 15 notas, sendo que ele costuma variar a seqüência das notas modificando-as para dar maior beleza ao canto, inserindo inclusive os curiangos "krom-krom" ou os joão-de-barro "quel-quel-quel". Uma maravilha da natureza, uma sinfonia, o canto do sabiá laranjeira. Existe uma infinidade de dialetos, cada região possui o seu próprio. A maioria são lindíssimos, os mais importantes são: o "cai-cai-balão", o camboriú, o "to-to-ito" e o "piedade". Este último é o mais solicitado de todos, oriundo de Minas Gerais na região de Carmo do Paranaíba, Patrocínio e Patos de Minas.

Nesse canto, o sabiá diz claramente:

Piedade-sinhô/piedade/tendó-de-nós/piedade/sinhô..... Muitos criadores estão procurando conservar este canto e a tendência, quem sabe, é considerá-lo futuramente como padrão. Existe também o canto "trinta e oito", de frase curta e muito repetitivo são poucos os que gostam dele, muito comum, porém, no Estado do Rio de Janeiro. Toda sabiá laranjeira emite ainda os cantos:

a) peruzinho, em volume baixo quando está com raiva, assim: siri-fririri-serere-siriri-friri-sriri.... às vezes dura mais de dois minutos, estufa-se toda, vira uma bola, pula de um lado para outro e o emite para mostrar sua valentia ao rival e se for o caso partir para vias de fato

b) a castanhola, assemelhado a um tá-tá-tá-tá, também é um canto provocativo

c) a corrida, em um volume alto, muito emitida no início do acasalamento - serve para marcar o território e desafiar pretensos rivais - seria um til-til-til-til-til-til bem forte. E o miado, o macho diz muito claro, parecendo um gato, "minhau" "minhau" várias vezes, é o sinal de sua presença para a fêmea.

Tem-se que ter muito cuidado, no entanto, para ensinar canto aos filhotes, senão ele aprende a chamar cachorro e repetirá "tui-tui-tui-tui-tui......."- sem parar, é horrível escutar este tipo de canto. O sabiá é uma ave longeva, vive até trinta anos, dependendo de sua saúde e do trato que se lhe dispensa, há registro de um que viveu 32 anos. A alimentação básica deve ser de ração, complemente com frutas como maçã, pêra, banana prata/marmelo verdoengas e abacate pouco amadurecido. É salutar que de disponibilize, também, farinhada tipo broa com ovo e adicionando Mold-Zap® à base de 1 gr. por quilo. Três dias por semana administrar polivitamínico tipo Orosol®, Rovisol® ou Protovit®, este à base de 2 gotas para 50ml d'água.

Já sua alimentação especial para a fase de reprodução deverá ser a seguinte: quando houver filhotes no ninho, em uma vasilha separada, colocar 3 vezes ao dia, farinhada assim preparada: 5 partes de milharina, 1 parte de farelo de soja torrado,/ 1 parte de germe de trigo, / premix F1 da Nutrivet® (4 colheres de sopa para 1 quilo), / sal 2 gr. por quilo, / Mold-Zap® 1 gr. por quilo, / Mycosorb® 2 gr. por quilo. Após tudo isso estar muito bem misturado, coloque na hora de servir, para duas colheres dessa farinhada, uma gema de ovo cozido e uma colher cheia de "aminosol®". Dar-se larvas, utilizando a chamada Tenébrio molitor, oferecer até o filhote sair do ninho, à base de 5 de manhã e 5 à tarde para cada filhote. Excelente também a utilização de minhocas, dessas da Califórnia e de fácil criação. Muito importante, oferecer-se o Calcigenol 3 gotas junto com 5 de Aminosol em 50 ml para a fêmea enquanto os filhotes estiverem no ninho. Outra questão relevante diz respeito ao lugar adequado para que eles possam exercer a procriação. Esse local deve ser claro mas com setor bem sombreado, arejado e sem correntes de vento. A temperatura ideal deve ficar na faixa de 25 a 30 graus Celsius e umidade relativa entre 40 e 60%.

O sabiá não gosta de muito sol direto, por isso deve-se ter muito cuidado com o calor excessivo que pode ser fatal. A época para a reprodução no Centro Sul do Brasil é de setembro a fevereiro, coincidente com o período chuvoso e com a choca na natureza. Pode-se criá-los em viveiros, grandes ou pequenos, todavia, não o aconselhamos. O manejo é difícil e controle do ambiente impossível, ali os filhotes costumam cair do ninho e morrem. Nunca coloque outros pássaros juntos com eles, são super agressivos e costumam matar sem piedade, sem dó qualquer outro pássaro, ainda mais se estiverem em processo de reprodução. Para quem optar por utilizar gaiolas - que tem a relação custo/benefício menor - elas devem ser de puro arame, com medida de 1m comprimento X 40cm largura X50 cm altura, com quatro portas na frente, comedouros pelo lado de fora para dentro da gaiola, e com um passador lateral.

A do macho pode ser a metade disso. No fundo, ou bandeja da gaiola, colocar papel, tipo jornal, para ser retirado todos os dias logo que a fêmea tomar banho, momento que se deve retirar a banheira para colocá-la no outro dia bem cedo. Entretanto, da época da reprodução, coloca-se uma vasilha com terra molhada bem limpa misturada com raiz de capim de 12 cm., deixar a banheira, também, com água sempre à disposição para que ela se molhe na água e depois utilizar a terra molhada para fazer o ninho com barro e raízes que lhe estão disponibilizadas. Coloque vasos limpos e desinfetados de xaxim tamanho médio e certamente ela utilizará esse recipiente para fazer o ninho, tipo taça. Assim que ela botar os ovos, depois de dois dias que estiver deitada sobre eles, observe se o ninho não estiver bem feito - é comum que fique pontiagudo e cheio de ferpas, o que poderá ferir os filhotes -, nesse caso, arranje desses ninhos de belga dos grandes 14/15 cm de diâmetro (canários franceses ondulados) para colocar e proteger melhor os ovos, e tornar o ninho macio ela gostará e aceitará tranqüilamente. O número de ovos de cada postura é quase sempre 2, às vezes 3. Cada fêmea choca 3 vezes por ano, podendo tirar até 6 filhotes por temporada. As sabiás fêmeas podem ficar bem próximas umas das outras separadas por uma divisão de tábua ou plástico, mas não podem se ver, de forma alguma. Senão, matam os filhotes ou interrompem o processo do choco, se isto acontecer.

No manuseio do macho, o melhor, é colocá-lo para galar e imediatamente afastá-lo da fêmea. O filhote nasce aos treze dias depois de a fêmea deitar e sai do ninho também aos treze dias de idade e pode ser separado da mãe com 35 dias. Com 9 meses, já poderão procriar. As anilhas serão colocadas do 7O ao 10º dia, com 4,5 mm de diâmetro - bitola 7 a ser adquirida do Clube onde seja sócio. Pode-se trocar os ovos e os filhotes de mãe quando estão no ninho. Fundamental, porém, é que se tenha todo o cuidado com a higiene. Lembremos que os fungos, a coccidiose e as bactérias são os maiores inimigos da criação, e têm as suas ocorrências inversamente relacionadas com a higiene dispensada ao criadouro. Armazenar os alimentos fora da umidade e não levar aves estranhas para o criadouro antes de se fazer a quarentena, são cuidados indispensáveis.

A título de informação para reproduzir o sabiá bahiano (Turdus fumigatus) e o sabiá coleira (Turdus albicollis) os procedimentos são praticamente idênticos. Outra questão a mais importante na criação doméstica é que podemos produzir os cantos, isto é, escolher um determinado dialeto e encartá-lo nos filhotes nascidos, dando mais qualidade aos nascituros, aí é que está o segredo do sucesso. Isso é que nos anima. Muitos quererão possuir um pássaro diferenciado e que cante o seu dialeto preferido.

Fonte: www.felipex.com.br

Sabiá Laranjeira

Na natureza, onde vive em torno de 30 anos, ele ocorre em todas as regiões do Brasil, sendo encontrado em bordas de matas, parques, pomares, capoeiras, e até mesmo em centros de cidade, desde que neles exista alguma arborização, mas em regiões mais secas prefere a beira de rios e lagoas. São vistos pousados em galhos, descendo muitas vezes ao solo, especialmente em áreas úmidas, para caçar minhocas e insetos sob as folhagens. Também adoram frutinhas moles de época, como pitangas, aroeira e laranjas, frutos esses que após caírem no chão se decompõem criando larvas de moscas e de outros insetos, tornando-se, assim, pratos fartos para sua alimentação.

Sendo um pássaro territorial, já que demarca uma área geográfica quando está em processo de reprodução, não aceita a presença de outras aves da espécie. O sabiá-laranjeira vive em torno de 30 anos.

Não há diferença visível externamente entre o macho e a fêmea, que medem 25cm de comprimento. Ambos constroem o ninho utilizando gravetos, fibras vegetais e barro. A postura é de 3 a 4 ovos em média, de cor esverdeada com pintas cor de ferrugem, e o período de incubação gira em torno de 14 dias. Os filhotes deixam o ninho após 20 dias, porém continuam sendo alimentados pelos pais por mais uma semana. As fêmeas emitem pequenos trechos melodiosos e os jovens são iguais aos adultos, apenas com a plumagem mais opaca. Existem cerca de quatorze espécies desses pássaros no Brasil, e entre as mais populares estão o sabiá da mata, sabiá ferreiro, sabiá branco, e o sabiá coleira. Sua nutrição se compõe basicamente de insetos, lavas, minhocas, e frutas maduras, incluindo frutas cultivadas como o mamão,a laranja e abacate. É uma ave que convive bem com ambientes modificados pelo homem, seja no campo ou na cidade, desde que tenha oportunidades de encontrar abrigo e alimento. Pode inclusive fazer seu ninho - uma tigela profunda de argila e folhas secas - em beirais de telhados.

Nos criatórios comerciais, permitidos pela portaria 118 do Ibama, o Sabiá precisa de gaiola ou viveiro apropriados para que possam viver bem e com saúde. A gaiola deve ter no mínimo 100cm x 45cm x 50cm, e.deve ser posta em um local que receba sol, porém com uma parte sombreada. Deve-se, também, evitar a movimentação da gaiola e a colocação de objetos estranhos dentro da mesma, pois estes pássaros assuntam-se facilmente, podendo vir a se machucar. Limpar sempre os recipientes de água e comida, bem como a gaiola. Evitar locais com calor excessivo e expostos a correntes de ar, garantem melhores condições de vida a esses pássaros.

FERNANDO KITZINGER DANNEMANN

Fonte: www.fernandodannemann.recantodasletras.com.br

Sabiá Laranjeira

2) Nome científico : Turdus rufiventris

3) Onde pode ser encontrado em vida livre na cidade: Residente abundante em parques da cidade, jardins. Uma das aves mais comuns da cidade, principalmente onde há disponibilidade de frutos.

4) Biologia: Habitat Florestas, matas abertas, capoeiras, cercas-vivas, áreas urbanas arborizadas. Nas florestas é encontrado com mais frequência no estrato médio e em jardins no chão.

Comportamento Vivem aos casais e, às vezes, em pequenos grupos. Colocam seus ninhos em pomares.

Alimentação

Alimenta-se de várias espécies de frutos carnosos.

Gostam muito de furar as laranjas maduras em busca do seu suco.

Buscam alimentos vivos como insetos, moluscos e minhocas.

Reprodução O ninho é feito de fibras vegetais e barro. Enquanto a fêmea incuba seus 3 a 4 ovos, o macho tem o hábito de cantar incessantemente.

Grau de ameaça no Estado de S.Paulo e no Brasil

5) Relação com a cidade (adaptação, impacto, doenças)

Cospem os caroços de frutos contribuindo com a desseminação espontânea de espécies vegetais.

6)Curiosidades(tamanho, coloração, etc)

Inconfundível por sua coloração ferrugínea-laranja no ventre.

7) Histórico e fatosinteressantes de animais atendidos.

8) Fontes consultadas Arquivos da Divisão de Fauna *Sick, Helmut. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro, Ed. Nova Fronteira, 1997.

Santos, E. Amador de pássaros. Ed. Itatiaia Limitada. Belo
Horizonte, 1990.

Belton, William. Aves do Rio Grande do Sul: Distribuição e
Biologia. São Leopoldo. Ed. Ursinos, 1994.

Fonte: www.prefeitura.sp.gov.br

Sabiá Laranjeira

Nome

Sabiá-laranjeira, conhecido também por sabiá amarelo ou de peito roxo.

Nome científico

Turdus rufiventris.

O que come

Insetos, larvas, minhocas, frutas maduras, incluindo frutas cultivadas como o mamão, laranja e abacate.

Onde vive

Prefere ambientes abertos como bordas de matas, pomares, capoeiras, em torno de estradas, praças e quintais, sempre por perto de água abundante.

Habitat

Brasil (estados litorâneos, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás).

Reprodução

Põe ovos.

O número de ovos a cada postura é quase sempre 2, às vezes 3. Cada fêmea choca 3 vezes por ano.

O filhote nasce 13 dias depois da fêmea deitar.

Características do corpo

Mede aproximadamente 25 cm, tendo plumagem vermelho-ferrugem no ventre, levemente alaranjado, sendo o restante do corpo de cor parda, com bico amarelo-escuro.

Fonte: www.cecgodoy.pro.br

Sabiá Laranjeira

Turdus rufiventris

O Sábia-laranjeira é conhecido pelo seu canto forte, melodioso e agradável, denominado por alguns de “canto piedade”. Tem a parte superior do corpo pardo-acinzentado escuro, penas das asas e cauda mais escuras. O mais importante na sua identificação é a cor ferruginosa ou avermelhada na parte ventral.

Os olhos são negros com uma orla amarelo-ouro, bico amarelo e pés plúmbeos. A fêmea é um pouco maior e mais escura, com as estrias do pescoço mais juntas. Os jovens se diferenciam dos adultos por apenas algumas manchas no dorso e no peito.

É um pássaro muito encontradiço nas árvores de pomares, nos quintais, nos parques , nas capoeiras, saltitando pelo chão a procura de insetos entre folhas ou pegando minhocas. Dentre as suas predileções alimentares, estão as frutas como laranja, tangerina, manga, e outros frutos silvestres.

Costuma fazer seu ninho em arbustos, árvores e cachos de banana e próximo a residências humanas, criando de 2 a 3 filhotes. O ninho é em forma de tigela, feito por pequenos ramos.

E bastante comum no Brasil, sua área de maior incidência e sudeste do Brasil.

Encontrado também em outros países como Argentina, Paraguai, e Bolívia. Atinge cerca de 23 cm : 76-79 gramas.

Obs.:O mais triste, e ao vermos livros sobre aves , informações sobre a criação desse lindo pássaro em cativeiro, que afirma que o ninho pode ser substituido por um pequeno vaso de xaxim.

Fonte: www.animalnet.com.br

Sabiá Laranjeira

É a ave símbolo do Brasil, título concedido pela sua presença constante na cultura popular seja em poemas ou músicas. Há quem questione a escolha desta ave como símbolo nacional, especialmente pelo fato de não ser endêmica do Brasil, ocorrendo também em países vizinhos, mas atualmente o título já está oficializado.

Apesar de estar distribuído por quase todo o Brasil não amazônico é mais comum no litoral próximo a ele. Quando comparado a outro sabiá muito comum, o sabiá-pardo ( Turdus leucomelas ), é mais frequente em regiões úmidas. Ocorre em pomares, bordas de mata e é especialmente comum em parques urbanos, sendo muito freqüente onde quer que haja uma área verde, mesmo em grandes metrópoles como Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro.

Assim como outros sabiás alimenta-se de invertebrados que captura revirando o solo e folhas caídas no chão. Também consome pequenos frutos que pega diretamente nas árvores ou caídos no chão. Aceita alguns alimentos oferecidos pelo homem, especialmente frutos como o mamão e a goiaba.

Seu canto possui uma estrutura pré-determinada, mas parte de sua melodia é aprendida, portanto há grande variação individual e conforme a localidade. O canto verdadeiro só pode ser ouvido na primavera, que é o início da época reprodutiva. A partir de Setembro os machos cantam incessantemente o dia inteiro e muitas vezes até mesmo a noite. Em meados do verão cessa a cantoria e as únicas vocalizações emitidas por estas aves são aquelas de alerta, especialmente ao entardecer quando disputam os melhores poleiros para pernoitar.

O ninho é geralmente feito em forquilhas de árvores de porte médio. É construído basicamente de gravetos e folhas finas, podendo ser reforçado com barro. Os pais se revezam na alimentação dos filhotes, que levam cerca de 3 semanas para abandonar o ninho.

Realiza migrações sazonais, indo para o norte ou para altitudes mais baixas nos meses mais frios.

Fonte: www.giau.ib.unicamp.br

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal