Saiba por que esse gato tão tradicional entre britânicos e norte-americanos é tão incomum entre nós brasileiros
Ele é a raça felina de pêlo curto de maior sucesso nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha. Estamos falando do Siamês oficial, aquele de corpo bem longilíneo, orelhas grandes e cabeça triangular, e não do tipo mais encorpado, de orelhas pequenas e cabeça redonda, tão comumente visto por nós .
No mais tradicional clube britânico de gatos, o Governing Council of the Cat Fancy (GCCF), o Siamês oficial é não só o gato de pelagem curta com maior número de nascimentos registrados ao ano - são pelo menos quatro mil exemplares - como também o segundo entre todas as raças. Apenas o Persa fica à sua frente.
"O Siamês conquistou um espaço notável na Grã-Bretanha", diz a criadora inglesa Marion Broad.
"A maioria dos britânicos reconhece a raça, há também muitos criadores e, conseqüentemente, expressiva participação em exposições", acrescenta ela.
Nos EUA, a situação é semelhante. Na gigantesca Cat Fancier's Association - a mais representativa entidade felina norte-americana - esse esbelto gato de olhos azuis é o primeiro de pêlo curto no ranking de registros de nascimentos e o terceiro entre todas as raças, contabilizando, a cada ano, mais de 2.500 exemplares. À sua frente encontram-se somente os peludíssimos e encorpados Persa e Maine Coon.
"Ainda que alguns dos gatos peludos e grandes se destaquem, a criação do Siamês nos EUA é bastante forte", comenta a criadora do Texas, Billie Cobden, que se dedica à raça há 20 anos.
"Há centenas de criadores da raça, a participação dela em exposições é bem representativa e o público geral, via de regra, a conhece direitinho", explica Billie.
Em exposição ao exterior, em nosso país, o Siamês oficial está distante do glamour da popularidade.
Ainda que não exista no Brasil a divulgação do total geral de registros da raça nas grandes entidades felinas, os dirigentes de clubes locais atestam sua pequena criação:
"Há pouquíssimos registros de Siameses em nossa entidade; em 1999 foram inscritos apenas 17 exemplares", informa uma das diretoras do Clube Gaúcho do Gato, filiado à norte-americana The International Cat Association (Tica), Vera Zanon.
"De fato, o Siamês é muito pouco criado no Brasil", concorda a presidente da Federação Brasileira do Gato, filiada à européia World Cat Federation (WCF), Liane Vassimon, do Rio de Janeiro.
"Passam-se meses seguidos sem que um único exemplar seja registrado por nós", observa ela.
Não que o exterior não enfrente, a exemplo do Brasil, os usuais e já tão conhecidos complicadores da criação de gatos de raça, que prejudicam em especial os de pêlo curto.
A preferência por exemplares de raça bem peludões e encorpados é uma realidade mundial.
Assim como a enorme concorrência exercida pelos tão numerosos gatos sem raça, sempre doados ou vendidos a preços baixos.
E que, no caso do Siamês oficial, é ainda mais acirrada, em função da existência de sua versão extra-oficial, dotada dos mesmos atraentes olhos azuis e da mesma singular distribuição de cores porém com o físico mais rechonchudo, normalmente mais apelativo para o grande público do que o refinamento estilizado do tipo oficia.
"Aqui na Grã-Bretanha, esse Siamês rechonchudo é extremamente popular e sem dúvida mais numeroso do que o oficial", compara Marion.
"Mas isso não impede que o oficial tenha um fiel grupo de admiradores e continue garantindo um bom espaço; afinal, ele é o Siamês adotado pelo hobby de criar, que é bem estabelecido aqui", analisa Marion.
Nos EUA, ocorre o mesmo: "É certo que se não houvesse o Siamês extra-oficial, o oficial seria ainda mais representativo", analisa Billie.
"No entanto, o esbelto é o gato dos criadores, das exposições, das pessoas que sabem apreciar seu físico elegante e que optam por exemplares de raça como mascotes;
enfim, é o gato de um conjunto que, nos EUA, não é nada desprezível", avalia.
Traduzindo em uma única palavra: tradição. Este é o principal fator a reger o sucesso do Siamês lá fora. Nos EUA e na Grã-Bretanha,
a tradição em criar ou apenas ter gatos de raça é bem maior do que no Brasil.
Junte-se a isso o fato de que nesses países - em se falando de tradição - o Siamês tem status de precursor.
Ele pertence ao restrito time de raças que inauguraram a criação organizada no mundo, iniciada, no século 19, justamente na Grã-Bretanha e rapidamente adotada nos EUA.
Foi na mão dos ingleses que o Siamês oficial de hoje começou a ser moldado por meio de acasalamentos selecionados.
Logo em seguida, os norte-americanos aderiram ao trabalho de seus colonizadores.
"O Siamês é uma raça muito antiga entre nós britânicos, foi uma das primeiras a serem criadas, garantindo uma posição bastante privilegiada", comenta Marion.
"Quando se fala na história da criação organizada nos EUA, tem de se falar em Siamês", diz Billie.
"Trata-se de um dos gatos pioneiros e, sem dúvida, isso influi muito na força e na estabilidade da raça hoje", completa ela.
Fonte: www.petbrazil.com.br
Tem pelagem curta e coloração mais escura nas extremidades do corpo. O gato com pedigree é esguio, com o corpo longo e esbelto, diferente do comumente chamado de siamês no Brasil, devido a sua coloração, que é mais roliço. Seu pêlo é fino, curto e lustroso.
Possui muita energia e necessita de espaço para correr e brincar, é bastante afetivo e ciumento.
Suas pernas são longas e finas, e as traseiras são mais compridas que as dianteiras, suas patas são ovais e pequenas. É uma raça muito elegante. A temperatura quente altera sua coloração, fazendo com que as extremidades fiquem mais pálidas. Suas orelhas são grandes e a cabeça triangular.
Possui um temperamento forte e exige muita dedicação e compreensão do dono. Sua cauda é afilada.
Fonte: mypet.terra.com.br