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Agnatos

 

O que são

Uma classe de cordados em forma de enguia com um esqueleto cartilaginoso sem mandíbulas, balanças e barbatanas pélvicas. Entre elas estão as lampreias e mixinas. Existem algumas formas extintas.

Agnatha - superclasse de cordados em forma de enguia que faltam mandíbulas e nadadeiras pélvicas: lampreias, Mixinas, algumas formas extintas.

O termo Agnatos (Agnatha ou um grego, e sem gnathos, mandíbula), ou cyclostome (ou Cyclostoma que significa boca em um círculo) significa que todos os crânios são sem mandíbula.

O fato de que inclui animais como peixes-bruxa (não vertebrados) e lampreias (vertebrados basais) faz um grupo polifilético, que, portanto, não pode ser considerado uma Taxonomia no sentido filogenética. De acordo com a definição dada a ele, essas organizações são ou não considerados peixe .

Agnatos
Os agnatos são vertebrados primitivos desprovidos de mandíbula

Peixes agnatos

Myxini ou Myxinoidea: Feiticeiras

Agnatos

Corpo alongado (formato de enguias)
Sem escamas
Coloração rosácea a púrpura
Adultos geralmente ultrapassam 1m
Inteiramente marinhos (Profundidades 25-300m)
Distribuição praticamente mundial – antitrópica
Associados a substratos “lamacentos”
Alimentam-se de invertebrados bênticos ou vertebrados moribundos
Constroem galerias
Vivem em colônias
Razão sexual de até 100 fêmeas para cada macho.

Agnatos

Agnatos

Agnatos

 

SINAPOMORFIAS:

Boca circular c/ “língua” cartilaginosa protrusível
Duas fileiras de dentes córneos presentes na “língua”
Três a quatro pares de tentáculos ao redor da boca e ducto nasofaríngeo
Série ventro-lateral de glândulas produtoras de muco

Agnatos

OUTRAS CARACTERÍSTICAS:

Olhos pouco desenvolvidos e um par de canais semicirculares
Coração com seio venoso, átrio e ventrículo, (corações acessórios)
Ausência de inervação cardíaca (modulados por hormônios)
Fluidos perfazendomais que 10% do corpo
Células sanguíneas c/ pouca afinidade por oxigênio
Ausência de neuromastos na linha-lateral (embora apresentem fibras nervosas laterais)
Rins plesiomórficos (sem ductos coletores)
Tecidosmineralizados ausentes (ossos, dentina e esmalte)

DIVERSIDADE:

1 fam., 2 gêns., 60 spp.

Myllokunmingia e Haikouichthys

Agnatos
Myllokunmingia é um peixe agnatha primitivo que viveu no que hoje é a China durante o Cambriano inferior, a 530 milhões de anos atrás, era um vertebrado e considera-se como o mais antigo que se conhece.

Petromyzontoidea: Lampréias

Agnatos

Corpo alongado (formato de enguias)
Sem escamas
Coloração cinza-prateado (adultos)
13 – 100cm
1 –2 nadadeiras dorsais
7 pares de fendas branquiais
Hematoparasitas de outros peixes; algumas espécies não se alimentam e reproduzemse logo após a metamorfose
Anádromos (algumas espécies inteiramente dulcícolas)
Águas costeiras e rasas
Regiões temperadas – exceto África
Larvas c/ baixa tolerância para águas quentes

Agnatos

Agnatos

Agnatos

Agnatos

OUTRAS CARACTERÍSTICAS:

Olhos rudimentares, relativamente grandes
2 canais semicirculares em cada lado da cabeça
Neuromastos na linha-lateral
Nadadeiras suportadas por elementos radiais c/ musculatura presente
Coração inervado por ramificação do vago
Cérebro c/ cerebelo pouco desenvolvido
Lobos ópticos desenvolvidos
Sem esqueleto mineralizado
Placas e barras cartilaginosas no crânio
Cérebro envolvido por neurocrânio cartilaginoso
Cesto faríngeo suportado por cartilagens

DIVERSIDADE:

Entre 40 e 50 spp., distribuídas em 2 genrs.

SINAPOMORFIAS:

“Ventosa oral” suportada por cartilagem anelar
Dentículos córneos no funil e na língua protrusível
Glândula anticoagulante
Ducto naso-hipofisário

Agnatos

Conodonta

Agnatos
Conodonte Carbonífero Clydagnatus, na Escócia

Agnatos

Cambriano médio (540ma) – Triássico (230ma)
Olhos
Forma do corpo
Estrutura da cauda
Corpo alongado
Musculatura em “V”
Notocorda
Olhos grandes, pareados
Dentículos em forma de pente ou garras
Fosfato de cálcio (=ossos e dentes de Vertebrata)
Referidos como partes de anelídeos, artrópodes, moluscos, chaetognatos, peixes e até plantas.

Agnatos

Três ou quatro tipos de dentículos mineralizados
Coroa superficial de esmalte
Matriz de dentina/osso (substância branca)
Corpo basal (cartilagem calcificada globular)
Agarrar (S e M)
Triturar (P)

“Ostracodermes”: Arandaspida

Agnatos

Ordoviciano (480-440ma) - Austrália, Bolívia e Argentina
Carapaça cefálica c/ escudos médio-dorsal e ventral
Olhos frontais, localizados em uma cavidade do escudo dorsal
Série de plaquetas (20+/-) separando os escudos dorsal e ventral
Aberturas branquiais diminutas (15 ou mais), entre as plaquetas
Fendas naso-hipofisárias (narinas) entre os olhos
Ossos dérmicos de aspidina, sem dentina
Linha lateral em canais entre os tubérculos

Agnatos

Agnatos

Ordoviciano médio (450ma) – América do Norte
1 gênero (Astraspis), 2 espécies (A. desiderata e A. splendens)
Carapaça cefálica c/ escudos dorsal e ventral grandes
10 aberturas branquiais pares na margem do escudo dorsal
Escudo dorsal dotado de cristas longitudinais, olhos laterais
Cauda coberta por escamas grandes, em forma de diamantes

“Ostracodermes”: Heterostraci

Agnatos

Agnatos

Cerca de 300 espécies
Marinhos (lagunas ou deltas)
América do Norte, Europa e Sibéria
Natação pouco eficiente, associados ao substrato, “Filtradores de fundo”
Maioria entre 15-30 cm – (Psammosteidae alcançava 1,5m)
1 abertura branquial em cada lado da cabeça
Várias placas separadas além da dorsal, ventral e mediana
Órgão olfatório par – 1 fenda nasofaringia

“Ostracodermes”: Anaspida

Agnatos

Siluriano (430-410ma) – Noruega e Escócia
Ambientes marinhos costeiros
Esqueleto dérmico não forma escudos, composto por escamas pequenas e placas ósseas grandes
Aberturas branquiais (8-15 pares) estendendose em uma linha após os olhos
Abertura no topo da cabeça (naso-hipofisária
Nadadeira caudal hipocerca, nadadeira dorsal, orificio retal e nadeiras pares
Exoesqueleto formado por aspidina, sem dentina
Endoesqueleto cartilaginoso, raramente preservado
Estrutura circular ao redor da boca (cartilagem anelar?)

“Ostracodermes”: Thelodonti

Agnatos

Siluriano inferior – Devoniano superior (430-370ma)
Não possuem “armadura óssea”
Corpo coberto por escamas diminutas dotadas de cavidade da polpa (escamas placóides – tubarões)

Grupo monofilético:

Escamas c/ base alargada e estruturas p/ ancoragem na derme

Grupo parafilético:

Relacionados c/ Pteraspidomorphi, Anaspida, Galeaspida, Osteostraci ou Gnathostomata
Cabeça achatada dorso-ventralmente com estabilizadores laterais (nadadeiras pares?), olhos pequenos e 8 pares de aberturas branquiais ventrais.
Uma nadadeira dorsal, 1 orifico retal e 1 caudal hipocerca sustentada por elementos radiais

Outras formas possuem:

Corpo profundo, achatado lateralmente, olhos grandes, aberturas branquiais laterais, caudal em forma de foice
Dentículos e estômago (semelhantes a Gnathostoma)

“Ostracodermes”: Galeaspida

Agnatos

Siluriano - Devoniano (430-370ma) – China e Vietnam
Marinhos de águas rasas (lagunas e deltas)
A cabeça é representada por um escudo exo e endoesquelético em forma de ferradura ou oval
Pode apresentar grandes processos rostrais e laterais
Boca e aberturas branquiais em posição ventral
Filtradores de fundo
Até 45 aberturas branquiais
Escamas diminutas no corpo
Apenas 1 nadadeira – caudal ligeiramente hipocerca
Grande abertura dorsal média
Comunica-se c/ faringe e câmara branquial (similar ao ducto nasofaringiano)

“Ostracodermes”: Pituriaspida

Agnatos

Agnatos

Devoniano inferior a médio (390ma) – Austrália
Marinhos de águas rasas (deltas)
Escudo cefálico c/ 1 processo rostral anterior e 2 cornuais laterais, que dariam suporte p/ as nadadeiras pares
Estendia-se posteriormente até a região do orifico retal
Câmara oralobranquial ventral – abertura nasohipofisária ventral, anterior à boca

“Ostracodermes”: Osteostraci

Agnatos

Agnatos

Siluriano inferior ao Devoniano superior (430-370ma) – América do Norte, Europa, Sibéria, Ásia Central
Ambientes marinhos costeiros, alguns em água-doce
Maioria 20-40cm (4-100cm)
Desempenharam um importante papel para a paleontologia:
1º grupo fóssil de Agnatha c/ anatomia interna descrita
Duas depressões laterais e 1 mediana na porção endoesquelética do escudo cefálico (Campos cefálicos)
Nadadeira horizontal em forma de folha junto à caudal (orificio relta modificado)
Boca e aberturas branquiais (8-10) em posição ventral, olhos e aberturas naso-hipofisária e pineal dorsais
Encéfalo apresentando cavidade cerebral, cerebelo, órbitas, labirinto c/ 2 canais semicirculares, nervos cranianos e vasos sanguíneos
Escamas diminutas no corpo, 2 nadadeiras dorsais e caudal heterocerca

Fonte: helder.zooufpb.bio.br

Agnatos

Classe dos Agnatas!

Estes peixes surgiram há mais de 500 M.a., antes qualquer outro grupo de peixes atual. Outrora um grupo diversificado e numeroso, restam duas ordens, as lampreias e as lampreias-de-casulo ou mixinas (peixe-bruxa).

As lampreias vivem em regiões temperadas, em águas marinhas ou fluviais, reproduzindo-se em água doce. As mixinas são exclusivamente marinhas e vivem em águas profundas tropicais ou superficiais de zonas temperadas não muito quentes.

As designações alternativas deste pequeno grupo (são conhecidas cerca de 50 espécies de peixes considerados primitivos) revelam algumas das suas características mais notórias: Agnatha (a = sem + gnathos = mandíbula) ou Cyclostomata (gr. cyclos = círculo + stoma = boca).

Caracterização da classe

Estes animais não apresentam mandíbula e têm uma boca circular provida de ventosa com dentes córneos, com os quais perfuram a pele dos peixes de que se alimentam.

O corpo destes peixes é longo e cilíndrico, com a parte caudal achatada lateralmente, e revestido por pele fina e sem escamas.

Os olhos são bem grandes!

A pele é rica em glândulas produtoras de muco, especialmente nas mixinas, que o produzem em grande quantidade para se defenderem de predadores.

O esqueleto é cartilagíneo, tal como os raios que sustentam as barbatanas dorsal e caudal em forma de remo. Não possuem barbatanas pares.

Nas lampreias a notocorda persiste no adulto, envolvida por arcos neurais imperfeitos, sendo o eixo de sustentação do corpo. Nas mixinas este eixo cartilaginoso é ainda mais incompleto (não mais que um cordão formado por nódulos cartilaginosos), o que lhes permite enrolar o corpo num nó, tanto para se libertarem de predadores, como para se alimentarem.

Quando se alimentam, as mixinas formam um nó junto á cauda e deslocam-no até á cabeça, forçando a boca a arrancar um pedaço de carne da presa.

A respiração é feita por brânquias, geralmente 7 a 16 pares, em sacos branquiais laterais que abrem diretamente para o exterior em fendas branqueais, localizadas perto da cabeça.

A temperatura do corpo é variável – ectotérmicos.

O sistema digestivo não apresenta estômago. A boca é fechada ou aberta pelo movimento para trás e para a frente da língua, a qual também apresenta os pequenos dentes córneos da ventosa, sendo usada para ferir a presa, principalmente nos indivíduos parasitas.

O sistema nervoso apresenta um encéfalo diferenciado, mas os órgãos dos sentidos variam com o tipo de animal. As lampreias têm boa visão mas as mixinas são cegas, embora ambas as ordens apresentem um olfato e paladar apurados.

A excreção é feita por rins mesonéfricos.

Quase todos os agnátos passam a sua vida adulta no mar, migrando para se reproduzir, seja apenas para águas mais frias ou mesmo para água doce.

Nas lampreias os sexos são separados e a fecundação é externa. Os casais escavam pequenas covas rasas, onde colocam os ovos fecundados e de seguida morrem.

As larvas – amocetes -, são muito diferentes da forma adulta (parecem anfioxos), são cegas e permanecem algum tempo nos rios (3 a 7 anos), enterradas em zonas arenosas e calmas onde filtram o seu alimento pois não apresentam dentes. Sofrem depois uma rápida metamorfose e, se trata de espécies marinhas, migram para o oceano.

No caso das mixinas ou peixe-bruxa, estas são hermafroditas e os ovos têm desenvolvimento direto, saindo os jovens dos ovos como miniaturas dos adultos. A sua reprodução decorre sempre em água doce, onde os adultos também viverão.

Fonte: programaacordar.ulbra.br

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