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Esclerênquima

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Esclerênquima
Esclerênquima

O esclerênquima é um tecido de suporte complexo, que devido a conter uma parede secundária não elástica apenas pode ser encontrado em locais onde o crescimento terminou.

A parede secundária destas células é composta por lenhina, um composto laminar formado por desidratação de glícidos, praticamente imune á degradação anaeróbia (por microrganismos decompositores) e de decomposição extremamente lenta em presença de oxigénio, o que lhe confere uma enorme resistência.

Este tecido é formado por três tipos de células:

Escleritos

Células com forma e tamanho variável. Encontram-se geralmente isoladas (como na polpa das pêras, por exemplo, designando-se células pétreas), embora possam formar camadas contínuas, junto à nervura de folhas ou em caules e sementes.

Formam-se a partir de células parenquimatosas por crescimento de expansões que ocupam os espaços intercelulares e pela deposição de uma parede secundária de lenhina. Por vezes este espessamento é tal que a cavidade celular desaparece. Devido á impermeabilização da lenhina a célula diferenciada morre;

Células pétreas

Células de forma arredondada ou oval, relativamente pequenas, comparadas com os escleritos e fibras, que surgem geralmente na polpa de frutos, como a pêra, fornecendo suporte e impedindo que o fruto rico em materiais carnudos se desfaça ao amadurecer;

Fibras

Células longas e estreitas, de parede uniformemente espessada por deposição de lenhina. O linho, por exemplo, é formado por fibras com cerca de 70 mm de comprimento, retiradas da planta do linho. Outras fibras economicamente importantes são a juta e o cânhamo ou o algodão.

Fonte: curlygirl.naturlink.pt

Esclerênquima

Esclerênquima é um tecido formado por células secundariamente espessadas, cuja função é o suporte do vegetal e, às vezes, sua proteção.

O espessamento secundário engloba todas as paredes celulares igualmente. Geralmente, o conteúdo citoplasmático morre após a formação da célula esclerenquimática. Existem casos, porém, onde ele permanece vivo. Freqüentemente, o espessamento secundário das células esclerenquimáticas consiste de sua lignificação.

Podemos diferenciar entre células esclerenquimáticas mais ou menos isodiamétricas (esclereídeos) e células esclerenquimáticas prosenquimáticas (fibras esclerenquimáticas).

As primeiras originam-se, via de regra, a partir de células parenquimáticas e podem estar lignificadas. São encontradas, por exemplo, em estruturas rígidas de proteção tais como o pericarpo de nozes.

As fibras esclerenquimáticas, originadas, via de regra, a partir de células meristemáticas, resultam do alongamento unidimensional da célula. Suas paredes celulares são regularmente espessadas. As fibras não-lignificadas (por exemplo, do linho, Linum usitatissimum) possuem grande elasticidade. Quando há a lignificação das fibras, estas tornam-se rígidas.

As fibras esclerenquimáticas terminam em pontas alongadas e atingem um comprimento considerável, que pode variar entre alguns mm e 55 cm. (fibras de rami, Boehmeria sp.).

Em caules herbáceos longos, que precisam resistir ao dobramento, geralmente estão ordenadas na periferia do corte transversal, em feixes separados ou formando um cilindro fechado. Freqüentemente, as fibras acompanham os elementos de condução (fibras xilemáticas).

Em troncos de grandes árvores, estão espalhadas por todo o corte transversal. Nas raízes de grandes árvores, submetidas principalmente a forças de tração, as fibras localizam-se no centro da raiz ou espalham-se por todo o corte transversal.

Em princípio, as fibras esclerenquimáticas podem exercer sua função de conferir estabilidade, firmeza e resistência quando mortas. Não raro, porém, as fibras (de madeira, por exemplo) conservam seu conteúdo citoplasmático vivo e assumem funções de armazenagem.

Muitas vezes, a diferenciação entre esclereídeos e fibras esclerenquimáticas não é evidente, já que existem formas transicionais (esclereídeos alongados ou fibras curtas).

Fonte: www.geocities.com

Esclerênquima

Na maturidade, a elasticidade torna-se mais importante que a plasticidade, pois assim a parede pode ser deformada por tensão ou pressão, reassumindo sua forma em condições normais.

Assim, vento, passagem de animais, etc., não causam deformações definitivas nas plantas.

Além dessa característica, o esclerênquima forma uma camada protetora ao redor do caule, sementes e frutos imaturos, evitando que animais e insetos se alimentem deles, pois a lignina não é facilmente digerida.

Ocorrem em faixas ou calotas ao redor dos tecidos vasculares e também em tecidos parenquimáticos, como na medula, caule e pecíolo de algumas plantas. Oferece sustentação e proteção.

CARACTERÍSTICAS

Células com protoplastos mortos na maturidade, parede secundária lignificada (a lignina é uma substância amorfa, formada pela polimerização de vários álcoois e confere maior rigidez à parede). A forma das células é muito variável.

TIPOS

1- Esclereídes ou esclerócitos

Células curtas, espessadas, com numerosas pontoações. O tecido formado é muito rígido. A textura pétrea da pêra é devida à presença de inúmeros esclerócitos isodiamétricos na polpa.

2- Fibras

Células longas, com extremidades afiladas, lume reduzido e paredes secundárias espessas. Servem como de elemento de sustentação nas partes vegetais que não mais se alongam.

Podem se originar do pró-câmbio, sendo chamadas fibras do floema ou xilema primários ou do câmbio, sendo denominadas fibras do xilema ou floema secundários; além disso, células do parênquima cortical, mesofilo e epiderme podem originar fibras.

Em Linum, por exemplo, as fibras se originam no floema e são a fonte do linho. As fibras do cânhamo (Cannabis sativa) se desenvolvem entre células de floema e também a partir do câmbio. Admite-se que, tanto nas fibras quanto nas esclereídes, após o completo desenvolvimento de suas paredes secundárias, o protoplasto, não mais funcional, seja eliminado.

Fonte: professores.unisanta.br

Esclerênquima

Esclerênquima é um tecido onde as células não mantém seus protoplastos vivos na maturidade e apresentam paredes secundárias lignificadas, cujo espessamento é uniforme.

Função

Sustentação e às vezes proteção.

Origem

Seus tipos celulares diferem em origem, forma, estrutura e desenvolvimento, além de existirem formas de transição entre os seus tipos celulares. As paredes secundárias são depositadas após as células terem atingido o seu tamanho final, ou a deposição pode ocorrer enquanto a célula está se alongando.

Características

Protoplastos mortos na maturidade
Perda da propriedade de desdiferenciação
Parede secundária lignificada (18 – 35%)
Celulose, hemicelulose e substâncias pécticas
Espessamento uniforme
Células com formas variáveis

Ocorrência

Faixas ou calotas ao redor de tecidos vasculares
Cascas de frutos secos
Endocarpos de drupas
Envoltórios de sementes duras
Medula e córtex de caules e pecíolos
Mesofilo
Raízes

Tipos de esclerênquima

Fibras

Longas com extremidades afiladas
Pouco hidratadas, duras e mais elásticas do que plásticas
Raras pontuações
Grau de lignificação variável
Lúmem reduzido
Normalmente próximas ao feixe vascular
Xilemáticas e extraxilemáticas

Esclereídeos

Isolados ou facilmente individualizados
Células curtas com parede secundária espessa e lignificada
Numerosas pontuações, geralmente simples
Importantes taxonômica e farmacognosticamente
Braquiesclereídes, astroesclereídes, osteoesclereídes, macroesclereídes, tricoesclereídes

Tipos de esclereídeos

A) braquiesclereídeos ou células pétreas: Isodiamétricas e com parede lignificada muito espessada. São os tipos mais comuns;
B) Macroesclereídeos
Em forma de coluna, comuns na testa de sementes e no epicarpo de frutos carnosos;
C) Osteoesclereídeos
Longos e com extremidades dilatadas, como um “fêmur”;
D) Astroesclereídeos
Longos e muito ramificados, comuns em folhas (de algumas Loranthaceae);
E) Tricoesclereídeos
Longos e com alguma ramificação, também são comuns em folhas (Monstera e Plumbaginaceae).

Fonte: www.uff.br

Esclerênquima

Ontogênese

Meristema fundamental

Características

Tecido de sustentação presente na periferia ou nas camadas mais internas do órgão, no corpo primário ou secundário da planta

Parede secundária espessada, lignificada ou não, sendo o espessamento homogêneo e regular.

As células do esclerênquima, em geral, não apresentam protoplasto na maturidade

As vezes funcionam como camada protetora ao redor do caule, sementes e frutos maduros, evitando que os animais e insetos se alimentem deles

Esclereídes

Células muito curta, com paredes secundárias muito espessadas e lignificadas

Presença de numerosas pontoações simples

Podem ser encontradas isoladas ou em grupos esparsos em todo o sistema fundamental da planta

Tipos de esclereídes

Braquiesclere ídes ou células pétreas

Esclerênquima

São isodiamétricas, aparecendo por exemplo no fruto da pera

Astroesclereídes

Esclerênquima

São ramificados e freqüentemente possuem formato estrelado; presente em pecíolos de folhas de Thea e Nymphae

Macroesclereídes, ou células de Malphighi

Esclerênquima

São geralmente alongadas; presente no tegumento das sementes de leguminosas

Tricoesclereídes

Esclerênquima

Quando apresentam uma forma semelhante a tricomas – folha de Nymphaea odorata

Osteoesclereídes

Quando tem a forma de osso; colunar como as observadas em folhas de Hakea sp.

Distribuição dos esclereídes na planta

Nos caules, podem aparecer como cilindro contínuo na periferia da região vascular; em grupos na região da medula e , no córtex
Na folhas, disperso no tecido foliar, ou localizados nas terminações das nervuras menores e nos pecíolos
Nos frutos aparecem na polpa do fruto, endocarpo e casca
Envoltório de sementes

Fibras

Células esclereficadas longas com extremidades afiladas

Células com lume reduzido e paredes secundária espessada, em geral, sem protoplasto na maturidade

Elemento de sustentação das estruturas vegetais que param de se alongar

As fibras de esclerênquima ás vezes se encontram formando bainha ao redor dos feixes vasculares

Quando fazem parte do xilema ou do floema são denominadas fibras xilemáticas ou floemáticas

Esclerênquima
Fibras esclerenquimáticas
Folha de Velloziaceae

Esclerênquima
Fibras esclerenquimáticas
Folha de Syngonathus caracecensis

Distribuição das fibras na planta

Nas dicotiledôneasno são frequentes nos tecidos vasculares

Nas monocotiledônes, podem envolver completamente os feixes vasculares, como uma bainha; formar cordões em ambos os lados do feixe vascular, ou formar cordões ou camadas independentes dos feixes vasculares.

Esclerênquima
Fibras

Fonte: www.itaya.bio.br

Esclerênquima

Durante o crescimento da planta. a plasticidade da parede celular (do colênquima) é muito importante pois as células sofrem alongamento, porém quando atinge a maturidade, a célula deve assumir uma forma definida e, neste caso, a elasticidade da parede (do esclerênquima) é mais relevante que a plasticidade.

Uma parede elástica pode ser deformada por tensão ou pressão, mas reassume sua forma e tamanho originais quando essas forças desaparecem. Se um órgão maduro fosse constituído unicamente de tecidos plásticos, as deformações causadas pelos mais variados agentes como vento, passagem de animais e outros, seriam permanentes. Por outro lado, a planta deve oferecer resistência às peças bucais, unhas e ovopositores de animais.

A presença de esclerênquima como uma camada protetora ao redor do caule, sementes e frutos imaturos evita que os animais e insetos se alimentem deles, porque a lignina não é digerida, sendo um mecanismo de defesa da planta.

Características

O esclerênquima é também um tecido de sustentação que, como o colênquima, tem origem primária, diferindo deste último porque geralmente suas células não mantém seus protoplastos vivos na maturidade e apresentam parede secundária lignificada, cujo espessamento é uniforme.

As paredes secundárias são depositadas após as células terem atingido o seu tamanho final, ou a deposição pode ocorrer enquanto a célula está se alongando. A composição da parede secundária é de celulose, hemicelulose, substâncias pécticas e de 18 a 35% de lignina. A lignina é uma substância amorfa, encontrada nas plantas vasculares; é formada pela polimerização de vários álcoois como o p-coumaril, coniferil e sinaptil. A lignificação inicia-se na lamela média e na parede primária e, depois atinge a parede secundária (que contém menos lignina). Os álcoois precursores são sintetizados no protoplasto, atravessam o plasmalema e permeiam a parede celular onde encontram enzimas (lacases).

Ocorre desidrogenação dos álcoois que ficam com os radicais livres e se polimerizam ao acaso, formando uma rede tridimensional que circunda e envolve as microfibrilas de celulose (parece que esta ligação é covalente).

A rede formada ao redor das microfibrilas dá maior força e rigidez à parede. Sendo a lignina muito inerte, fornece um revestimento estável, evitando o ataque químico, físico e biológico. Enquanto a água e a maioria das substâncias dissolvidas nela passam facilmente pela parede primária, numa parede secundária a passagem é extremamente lenta.

A forma das células do esclerênquima pode variar muito e esse caráter é utilizado na classificação do tecido.

Ocorrência

As células do tecido esclerenquimático ocorrem em faixas ou calotas ao redor dos tecidos vasculares, fornecendo uma proteção e sustentação. Podem também ocorrer como grupos celulares muito grandes nas cascas de frutos secos ou endocarpos de drupas, bem como nos envoltórios de sementes duras. Ocorrem também nos tecidos parenquimáticos, como por exemplo na medula e córtex de caules e pecíolo de Hoya, mesofilo de Nymphaea, raízes de Monstera deliciosa, etc.

Tipos de Esclerênquima

a) Esclereídeos

As células são muito curtas, com paredes secundárias muito espessadas e presença de numerosas pontuações (simples e ramificadas).

O tecido formado é muito rígido.

Existem diferentes tipos de esclereídeos, classificadas de acordo com sua forma: braquiesclereídeos ou células pétreas, que são isodiamétricas, aparecendo por exemplo no fruto da pera (Pyrus); astrosclereídeos quando mostram muitos braços geralmente longos, como ocorre em folhas de Nymphaea e Trochodendron; osteoesclereídeos quando tem a forma de osso, como observam-se em folhas de Haia; macroesclereídeos quando são alongados e têm uma forma colunar, como ocorrem nos envoltórios das sementes de ervilhas e feijões (“células em ampulheta”); os tricoesclereídeos quando apresentam uma forma semelhante a tricomas, como ocorre nas raízes de Monstera, entre outros.

b) Fibras

As células esclerificadas que são longas e apresentam as extremidades afiladas, lume reduzido e paredes secundárias espessas recebem o nome de fibras. Servem como elemento de sustentação nas partes vegetais que não mais se alongam. Podem ser classificadas artificialmente como fibras xilemáticas e extraxilemáticas.

O grupo de fibras extraxilemáticas, são assim denominadas porque ocorrem em outros tecidos que não o xilema. As paredes secundárias são muito espessas, freqüentemente preenchendo o lume celular e as pontuações são simples. As paredes celulares são mais lignificadas nas monocotiledôneas do que nas dicotiledôneas.

Nas dicotiledôneas, estas fibras são floemáticas e são chamadas de fibras macias. Muitas destas fibras são usadas no comércio, como é o caso do Cannabis sativa (cânhamo), Linum usitatissimum (linho) e Boehmeria nivea (rami), pois têm pouca lignina. No cânhamo, as células têm cerca de 6 cm de comprimento, enquanto que no rami chega a ter 55 cm. No caso das monocotiledôneas, como Sansivieria zeylanica (espada-de-são-jorge), Phormium tenax (linho-da-nova-zelândia), Agave sisalana (sisal), as fibras são de origem pericíclica, muito lignificadas e são chamadas de fibras duras. O grupo das fibras xilemáticas será estudado juntamente com o xilema.

Ontogênese

As fibras podem ter uma grande variedade de origens: o procâmbio produz células que podem dar origem a fibras do xilema primário e do floema; o câmbio vascular origina as fibras do xilema e do floema secundários.

Células do meristema fundamental ou células do parênquima cortical, ou mesofilo e mesmo a epiderme podem desenvolver fibras. Muitos esclereídeos como as que originam os braquiesclereídeos são inicialmente células não diferenciadas do parênquima, até que se inicie a deposição da parede secundária. Os outros tipos de esclereídeos são reconhecidos desde o início quando forma longos braços ou terminações lobadas.

A formação das esclereídeos pode ocorrer em qualquer período da ontogênese do órgão; em Camellia por exemplo aparece na folha bem jovem. De um modo geral admite-se que. em ambas, esclereídeos e fibras, após completo desenvolvimento de suas paredes secundárias, o protoplasto não mais funcional, seja eliminado.

A presença de numerosas pontuações indica que estas células podem manter um protoplasto vivo enquanto necessário. Em muitos casos, entretanto, não há necessidade de se manter um protoplasto vivo, como ocorre no esclerênquima das sementes, onde apenas o embrião e o endosperma precisam ter células vivas.

Fonte: www.herbario.com.br

Esclerênquima

1. Introdução

O esclerênquima é um tecido de sustentação caracterizado pela resistência e elasticidade apresentada por suas paredes celulares.

Uma parede elástica pode ser deformada sob tensão ou pressão, mas reassume sua forma e tamanho originais quando essas forças desaparecem.

Se um órgão maduro fosse constituído unicamente de tecidos plásticos, as deformações causadas pelos mais variados agentes como: o vento, passagem de animais e outros, seriam permanentes. Por outro lado, a planta deve oferecer resistência às peças bucais, unhas e ovopositores de animais.

A presença de esclerênquima, como uma camada protetora ao redor do caule, sementes e frutos imaturos evita que os predadores se alimentem deles, uma vez que a lignina não é digerida pelos animais, assim o esclerênquima funciona como um mecanismo de defesa para a planta.

Paredes secundárias lignificadas, como as do esclerênquima, também podem ser encontradas nas células de condução do xilema e no parênquima do xilema.

Eventualmente, algumas células parenquimáticas também podem tornar-se esclerificadas. Portanto as paredes secundárias lignificadas não são exclusivas das células do esclerênquima, o que dificulta uma delimitação exata entre células tipicamente esclerenquimáticas, parênquima esclerificado e/ou células do xilema.

2. Características

O esclerênquima é um tecido de sustentação, cuja principal origem é o meristema fundamental como o colênquima. Difere do colênquima por ser formado por células que não retém seus protoplastos na maturidade e por apresentar paredes secundárias lignificadas, uniformemente espessadas.

A matriz das paredes celulares do esclerênquima é formada apenas de hemicelulose e as substâncias pécticas estão ausentes e a celulose é mais abundante nas paredes secundárias do esclerênquima do que nas paredes primárias.

A lignina é um polímero complexo, de várias substâncias (especialmente fenólicas), característico deste tecido, chegando a atingir 18-35 % do seu peso seco. A deposição das camadas de parede secundária vai reduzindo o lume celular e a formação dessa parede secundária acontece após a célula ter atingido o seu tamanho final.

O processo de incrustação de lignina (lignificação), se inicia durante a formação da lamela média e da parede primária. Em seguida, a incrustação de lignina atinge a parede secundária com maior intensidade. A lignina forma uma rede ao redor das microfibrilas, dando maior força e rigidez à parede. Por se tratar de uma substância inerte oferece um revestimento estável, evitando o ataque químico, físico e biológico. Pelo fato da lignina ser altamente hidrofóbica, a passagem da água através da parede secundária é extremamente lenta, enquanto a água e a maioria das substâncias nela dissolvidas passam facilmente pela parede primária.

As paredes do esclerênquima apresentam vários tipos de pontoações.

3. Tipos Celulares e Ocorrência do Tecido

As células do esclerênquima apresentam uma grande variedade de formas e tamanhos, mas dois tipos gerais podem ser reconhecidos: as esclereídes ou esclereídeo e as fibras. Estes dois tipos de células não são claramente separáveis, mas de um modo geral, as fibras são células muitas vezes mais longas que largas, e as esclereídes variam de uma forma, aproximadamente, isodiamétrica a outras alongadas e/ou bastante ramificadas.

3.1. Esclereídes

As esclereídes são células mortas, com paredes secundárias espessadas e lignificadas, e intensamente pontoadas. Podem aparecer isoladas ou em grupos entre as células dos diferentes tecidos.

A forma apresentada pelas esclereídes são variadas e têm sido utilizadas para a sua classificação:

a. Braquiesclerídes ou C élulas pétreas: São isodiamétricas, ocorrendo por exemplo, na polpa de Pyrus (pera) e no marmelo, onde aparecem em grupos entre as células parenquimáticas
b. Macroesclereídes:
Quando alongadas, colunares (ramificados ou não), como as esclereídes presentes no envoltório externo (testa) das sementes das leguminosas, por exemplo, em Pisum (ervilha) e Phaseolus (feijão)
c. Osteoesclereídes:
Esclereídes alongadas, com as extremidades alargadas, lembrando a forma de um osso, como as esclereídes observadas sob a epiderme (tegmen) da semente das leguminosas (células em ampulheta).
d. Astroesclereídes:
Com a forma de uma estrela, com as ramificações partindo de um ponto mais ou menos central, como se vê nas folhas de Nymphaea sp (lírio d’água);
e. Tricoesclereídes:
Esclereídes alongadas, semelhante a tricomas, ramificados ou não, como vistas nas raízes de Monsteradeliciosa (banana de macaco) e nas folhas de Musa sp (bananeira).

3.2. Fibras

São células muitas vezes mais longas que largas, com as extremidades afiladas, lume reduzido, devido à presença de paredes secundárias espessas, com variado grau de lignificação e poucas pontoações. As fibras, geralmente ocorrem em feixes, constituindo as chamadas “fibras” do comércio. As fibras atuam como elementos de sustentação nas regiões do vegetal que não mais se alongam.

Tal como as esclereídes, as fibras têm ampla distribuição no vegetal, podendo ser classificadas artificialmente em: fibras xilemáticas, quando ocorrem junto com os elementos do xilema e fibras extraxilemáticas.

As fibras extraxilemáticas incluem as fibras do floema, as fibras perivasculares das dicotiledôneas e as fibras das monocotiledôneas, sejam elas associadas ou não aos tecidos vasculares.

As fibras do floema presentes no caule de várias espécies aparecem na periferia do floema primário e também em camadas alternadas com o floema secundário.

As fibras de floema têm origem no mesmo meristema que forma o floema.

As fibras do floema são denominadas “fibras macias” por apresentarem pouca lignina em suas paredes. Muitas dessas fibras são usadas comercialmente, como as do cânhamo (Cannabis sativa), do linho (Linum usitatisimum – e do rami (Boehmeria nivea). No cânhamo as fibras do floema têm cerca de 6 cm de comprimento, enquanto que no rami chegam a ter 55 cm.

Fibras observadas próximo ao floema, mas que não tenham a mesma origem deste tecido, são denominadas fibras perivasculares como por exemplo, as fibras do caule de Aristolochia (papo de peru) e de Cucurbita pepo (abóbora).

As fibras das monocotiledôneas, geralmente, são denominadas de “fibras duras”, por apresentarem paredes secundárias fortemente lignificadas, como por exemplo, as fibras das folhas de Sansevieria zeylanica (espada-de-São Jorge), Phormium tenax (linho-da-nova-zelândia) e do sisal (Agave sisalana), que são fibras de origem pericíclica. Muitas destas fibras são utilizadas comercialmente para a fabricação de cordas ou de tecidos mais grosseiros.

4. Origem e desenvolvimento das Esclereídes e das Fibras

A origem e o desenvolvimento das esclereídes longas e ramificadas e das fibras, envolvem notáveis acomodações intercelulares e sugerem a existência de um determinado grau de independência na diferenciação destas células, em relação às células vizinhas.

As esclereídes isodiamétricas e as macroesclereídes podem se diferenciar a partir de células do parênquima, apenas com a deposição de paredes secundárias espessadas após o crescimento da célula.

Nas esclereídes alongadas e ramificadas, as extremidades das células em crescimento começam a invadir, não apenas os espaços intercelulares, como também a forçar caminho entre as paredes de outras células (crescimento intrusivo). Assim, vão se estabelecendo novos contatos e as esclereídes podem atingir dimensões muito maiores que as das células vizinhas.

Nestas esclereídes bem como nas fibras, a deposição e o espessamento da parede secundária, pode se iniciar primeiro na região central da célula, enquanto as extremidades e/ou ramificações, permanecem ainda com suas paredes primárias delgadas, capazes de continuar o seu crescimento intrusivo.

A formação das esclereídes pode ocorrer em qualquer período da ontogênese do órgão; em Camelia sp , por exemplo, as macroesclereídes se diferenciam na folha bem jovem.

Na maioria das esclereídes e das fibras, o protoplasto desaparece com o desenvolvimento completo das paredes secundárias destas células. No entanto, a presença de numerosas pontoações, em alguns tipos de esclereídes e de fibras, indicam que estas células podem manter o protoplasto vivo enquanto necessário.

Neuza Maria de Castro

Pollyana Silveira e Silva

BIBLIOGRAFIA

APEZZATO-DA-GLÓRIA, B. & CARMELLO-GUERREIRO, S.M. 2003. Anatomia Vegetal. Ed. UFV – Universidade Federal de Viçosa. Viçosa.
CUTTER, E.G. 1986. Anatomia Vegetal. Parte I – Células e Tecidos. 2ª ed. Roca. São Paulo.
CUTTER, E.G. 1987. Anatomia Vegetal. Parte II – Órgãos. Roca. São Paulo.
ESAU, K. 1960. Anatomia das Plantas com Sementes. Trad. 1973. Berta Lange de Morretes. Ed. Blucher, São Paulo.
FERRI, M.G., MENEZES, N.L. & MONTENEGRO, W.R. 1981. Glossário Ilustrado de Botânica. Livraria Nobel S/A. São Paulo.
RAVEN, P.H.; EVERT, R.F. & EICHCHORN, S.E. 2001. Biologia Vegetal. 6ª . ed. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro.

GLOSSÁRIO: ESCLERÊNQUIMA

Epiderme: Tecido primário, originado da protoderme, geralmente formado por uma única camada de células, que reveste órgãos vegetais.
Lamela mediana (do latim: lamella, fina placa metálica):
Lâmina delgada de pectato de cálcio e magnésio que se origina no processo de divisão celular e que une as paredes primárias de duas células adjacentes.
Lume(do latim: lumen,luz, uma abertura para a luz):
O espaço limitado pela parede da célula vegetal.
Meristema fundamental:
Meristema primário, derivado do meristema apical que origina os tecidos do sistema fundamental.
Ontogênese (do grego: on,o ser + genesis, origem):
Desenvolvimento completo de um tecido, órgão ou indivíduo a partir do zigoto ou esporo; o mesmo que ontogenia.
Parede lignificada:
Parede secundária que apresenta lignina em sua composição. Embora o processo de lignificação esteja associado à parede secundária, ele geralmente se inicia na lamela mediana e na parede primária.
Parede primária:
Camada de parede depositada durante o período de crescimento da célula.
Parede secundária:
Nova parede que se forma, internamente à parede primária, após ter cessado o alongamento da célula. A parede secundária tem uma estrutura microfibrilar altamente organizada.
Pontoação:
Cavidade reentrante da parede celular, onde a parede secundária não se forma sobre a parede primária.
Protoplasto:
Unidade viva organizada de uma célula.
Substâncias pécticas:
Polissacarídeo muito hidrofílico presente na lamela mediana e na parede primária da célula vegetal; componente principal da geléia de frutas.

Fonte: www.anatomiavegetal.ib.ufu.br

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