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Nutrição das Plantas

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Nutrientes para as plantas

Dezesseis elementos químicos são conhecidos por ser importante para o crescimento e sobrevivência de uma planta.

Os dezasseis elementos químicos são divididos em dois grupos principais: não minerais e minerais.

Não mineral Nutrientes

Os nutrientes minerais são não-hidrogénio (H), o oxigénio (O), e carbono (C).

Estes nutrientes são encontrados no ar e água.

Em um processo chamado fotossíntese, as plantas usam a energia do sol para mudar o dióxido de carbono (CO 2 – carbono e oxigênio) e água (H 2 O-hidrogênio e oxigênio) em amidos e açúcares. Estes amidos e açúcares são alimento da planta.

A fotossíntese significa “fazer as coisas com luz”.

Desde que as plantas obter carbono, hidrogênio e oxigênio do ar e da água, há poucos fazendeiros e jardineiros podem fazer para controlar a quantidade desses nutrientes a planta pode usar.

Nutrientes minerais

Os nutrientes minerais 13, que vêm do solo, são dissolvidos em água e absorvido através raízes de uma planta. Nem sempre são suficientes desses nutrientes no solo para uma planta para crescer saudável. É por isso que muitos agricultores e jardineiros usam fertilizantes para adicionar os nutrientes para o solo.

Os nutrientes minerais estão divididos em dois grupos: macronutrientes e micronutrientes.

Macronutrientes

Os macronutrientes podem ser divididos em dois grupos mais: nutrientes primários e secundários.

O nutrientes primários são nitrogénio (N), fósforo (P) e potássio (K). Estes nutrientes principais geralmente são escassos do solo em primeiro lugar porque as plantas usam grandes quantidades para o seu crescimento e sobrevivência.

Os nutrientes secondarios são o cálcio (Ca), magnésio (Mg), e enxofre (S). Há geralmente suficiente destes nutrientes no solo para que a fertilização não é sempre necessária. Além disso, grandes quantidades de cálcio e magnésio são adicionados ao cal é aplicada a solos ácidos . O enxofre é normalmente encontrada em quantidades suficientes a partir da decomposição lenta da matéria orgânica do solo, uma importante razão para não jogar fora as aparas de relva e folhas.

Micronutrientes

Micronutrientes são os elementos essenciais para o crescimento das plantas, que são necessários em apenas pequenas quantidades (micro). Estes elementos são chamados às vezes elementos menores ou oligoelementos, mas o uso do termo de micronutrientes é incentivada pela Sociedade Americana de Agronomia e do Solo Science Society of America. Os micronutrientes são o boro (B), o cobre (Cu), ferro (Fe), cloreto (Cl), manganês (Mn), molibdénio (Mo) e zinco (Zn). Reciclagem de matéria orgânica, como aparas de relva e folhas de árvores é uma excelente maneira de fornecer micronutrientes (assim como macronutrientes) para plantas em crescimento.

Fonte: www.ncagr.gov

Nutrição das Plantas

Introdução

As plantas são organismos autotróficos, o que as diferencia de nós hum anos. A sua capacidade de obter energia pelos seus próprios meios caracteriza este organismo.

Através da fotossíntese (síntese de substâncias orgânicas mediante a fixação do gás carbônico do ar através da radiação solar) as plantas retiram do ar os nutrientes que ela precisa, e através das raízes suga do solo os nutrientes e sais minerais para a sua preservação.

Nutrientes Essências

As plantas retiram do solo água, sais minerais e oxigénio necessário à respiração das raízes.

Uma planta pode desenvolver-se normalmente na ausência do solo, desde que sejam adicionados certos sais minerais à água que lhe é fornecida.

Os sais minerais contêm elementos químicos essenciais ao desenvolvimento da planta.

Um elemento químico é considerado um nutriente essencial quando a sua presença é indispensável ao desenvolvimento normal da planta.

Para que se determine isso, deve-se privar experimentalmente uma planta do elemento e acompanhar o seu desenvolvimento (culturas hidropónicas).

Se o desenvolvimento da planta for normal, isto significa que o elemento não é essencial. Estes nutrientes dividem-se em macronutrientes, quando existem em abundância nas plantas, e micronutrientes, quando estão presentes nas plantas em pequenas quantidades.

Micronutrientes Essenciais nas Plantas

Elemento Principais funções
Cloro (Cl) Ativa elementos fotossintéticos e é importante na regulação do balanço hídrico.
Ferro (Fe) Componente dos citocromos, é importante na ativação de determinados enzimas (formação da clorofila). Pode ser tóxico para as plantas, em concentrações elevadas.
Boro (B) Cofator na síntese da clorofila. Parece estar envolvido na síntese dos ácidos nucleicos e no transporte de glúcidos. Essencial para a atividade meristemática.
Manganês (Mn) Ativador de algumas enzimas (da síntese de aminoácidos)
Zinzo (Zn) Ativador de algumas enzimas (da síntese de clorofila)
Cobre (Cu) Componente do sistema fotossintético e de enzimas
Molibdénio (Mo) Essencial para a fixação do azoto.
Níquel (Ni) Cofator de alguns enzimas

Macronutrientes Essenciais nas Plantas

Elemento Principais funções
Oxigénio (O) Componente dos compostos orgánicos (glúcidos, proteínas).
Carbono (C)
Componente dos compostos orgânicos (glúcidos, proteínas).
Hidrogénio (H) Componente dos compostos orgânicos (glúcidos, proteínas).
Azoto (N) Componente de ácidos nucleicos, proteínas, hormonas e coenzimas, Quando em excesso na planta, é prejudicial aos consumidores, devido à formação de metoxihemoglobina e redução dos níveis de vitamina A.

Potássio (K)
Cofator na síntese proteica. Regulador do balanço hídrico através da membrana celular, em todo a planta. Participa no movimento dos estomas.
Cálcio (Ca) Importante na formação e estabilidade das paredes celulares. lmportante na divisão celular e na manutenção da estrutura e permeabilidade da membrana. Ativador de determinados enzimas. Regulador das respostas das células aos estímulos.
Magnésio (Mg) Componente da clorofila, ativador de enzimas (ATPase).
Fósforo(P) Componente dos ácidos nucleicos, fosfolípidos,ATP e muitos coenzimas.
Enxofre(S) Componente de proteínas e coenzimas.

A falta ou mesmo o excesso de qualquer um dos macronutrientes ou micronutrientes provoca, dependendo da sua função, anomalias no crescimento e desenvolvimento da planta, ocorrendo muitas vezes no limbo das folhas a presença de cloroses, que são zonas claras, ou necroses, que se tratam de zonas escuras.

No entanto, algumas plantas desenvolveram mecanismos que lhes permitem fixar certos nutrientes presentes na atmosfera através da sua associação com bactérias ou fungos, evitando assim a ocorrência de anomalias no seu crescimento.

Sistema Vascular

O xilema juntamente com o floema constituem o sistema vascular, sendo o xilema o principal tecido condutor de água, solutos orgânicos e inorgânicos (seiva bruta), e o floema é responsável pela condução de material orgânico em solução (seiva elaborada).

Xilema

Através do xilema, constituído por células mortas, é transportada a seiva bruta absorvida pela raiz, para todas as zonas da planta. A ascensão da seiva bruta é extremamente importante, pois permite a reposição da água que é perdida, nas folhas, por evapotranspiração.

O fluxo xilémico trata-se de um fluxo contínuo, isto é, sem intervalos, e unidireção, pois, devido a pressões exercidas tanto nas zonas mais baixas como nas zonas altas das plantas, a seiva bruta move-se sempre para cima.

No entanto, quais são essas pressões e esses mecanismos fantásticos que permitem que a seiva bruta ascenda dezenas de centímetros, ou mesmo de metros, até às zonas mais altas da planta, visto que há uma força – a gravidade – que atua contra tal objetivo?

Para explicar isto surgiram a pressão radicular e a teoria da tensão-coesãoadesão:

Nutrição das Plantas
Raiz a mostrar o xilema e o floema.

Como já foi explicado anteriormente, a contínua entrada de água e sais minerais nos pêlos radiculares obriga ao avanço daqueles na direção dos vasos xilémicos.

Uma vez que as células estão continuamente a transportar os sais minerais para o seu interior através de transporte ativo, vão haver continuamente pressões osmóticas, nomeadamente realizadas pelos vasos xilémico, os quais, tal como todas as outras células, realizam transporte ativo para inserirem os sais minerais no seu interior. Isto vai, assim, obrigar a seiva bruta a subir nos vasos xilémicos, visto que não há qualquer outra direção que esta possa tomar

Os efeitos da pressão radicular são mais visíveis à noite, pois durante este período ocorre muito pouca ou mesmo nenhuma transpiração, pelo que não se verifica qualquer pressão osmótica realizada sobre os vasos xilémicos, por parte das folhas.

Uma das consequências deste acontecimento é a gutação, que se trata da perda de água sobre a forma de gotas, visíveis nas margens das folhas, de madrugada.

Esta libertação de água pode dar-se através de estruturas especializadas denominadas hidátodos. Pode observar-se também, ainda como consequência da pressão que a raiz exerce sobre os vasos xilémicos, a ocorrência de exsudação, que ocorre quando um caule é cortado perto da raiz, e se observa a saída de seiva xilémica durante um certo período de tempo.

No entanto, a pressão radicular não permite que a seiva bruta atinja grandes altitudes, pelo que tem de haver outros métodos que forcem a ascensão da seiva xilémica. Tal método é o denominado teoria da tensão-coesão-adesão.

Teoria da tensão-coesão-adesão

Tal como já foi referido, a planta perde continuamente água através da evapotranspiração. Esta perda é causada pelo fato de, durante a abertura dos estomas, se verificar a saída de vapor de água, pois o ambiente exterior é relativamente seco, se comparado com o ambiente intra-celular. O fato de se perder continuamente água (por vezes a planta perde 99% da água que é absorvida pela raiz) faz com que haja uma tensão provocada pelas folhas sobre os vasos xilémicos, causada por crescentes pressões osmóticas, e pela diminuição do potencial hídrico nas folhas, mas também pelo aumento de concentração iónica nas células das folhas.

Esta tensão, ao atuar sobre todo o vaso xilémico, vai causar a subida da seiva bruta através dos xilemas, pois atua como uma espécie de “sucção” de seiva bruta por parte das folhas.

Uma vez que a água é uma molécula polar, o seu oxigénio tem tendência a ligarse aos hidrogénios das outras moléculas, criando assim pontes de hidrogénio, que vão assegurar a coesão destas moléculas. Assim, quando uma coluna de água sobe nos vasos xilémicos, e uma vez que estes vasos são extremamente finos, vai haver uma tendência por parte da água a atrair mais água para os vasos, por ação das pontes de hidrogénio, criando assim uma coluna contínua.

Existe ainda, devido ao diminuto diâmetro dos vasos xilémicos, uma adesão das moléculas de água às paredes dos vasos. Para esta adesão também contribui o fato de as paredes dos vasos xilémicos serem constituídas por celulose, ocorrendo assim que estas são paredes hidrofílicas. Isto faz com que a água se desloque por capilaridade.

É extremamente importante que se forme uma coluna contínua de água nos vasos xilémicos, a qual é provocada por todos estes fatores mencionados. Caso se forme uma bolsa gasosa, denominada cavitação, nos vasos xilémicos, estes podem deixar de transportar a seiva bruta.

Floema

O floema é constituído por células vivas, as quais comunicam entre si através de placas crivosas. O produto transportado por estes tubos trata-se da seiva elaborada, constituída por 80% de água, e 20% de matéria orgânica e sais minerais. A seiva elaborada tanto é transportada das folhas (onde ocorre a fotossíntese) até à raiz, como desta até outras zonas da planta (nomeadamente quando a atividade fotossintética é fraca, no Inverno, ou é necessária matéria orgânica para formação de novos tecidos, na Primavera). Por isto, diz-se que o transporte da seiva floémica é bidireccional, uma vez que tanto pode ascender como descender.

Teoria do fluxo sobre pressão ou hipótese do fluxo de massa

A produção de matéria orgânica nas folhas através de fotossíntese vai provocar a entrada destes compostos nos vasos floémicos através de difusão ou transporte ativo. Isto vai fazer com que o potencial hídrico diminua nesta zona do floema. Deste modo, os vasos floémicos vão retirar água do xilema, de modo a igualar o potencial hídrico. Esta entrada de água no floema vai provocar o deslocamento da seiva elaborada para outras zonas receptoras. Nestas zonas, a matéria orgânica que era transportada no floema vai ser utilizada para diversas funções da planta, provocando assim o aumento do potencial hídrico no floema. Isto vai provocar a saída da água que se encontra em excesso no floema, para a sua entrada novamente no xilema.

Isto resulta num gradiente de pressão hidrostática entre os dois extremos do floema, isto é, a entrada e saída de água do floema vai provocar a movimentação da seiva elaborada.

Conclusão

Conclui-se que as plantas necessitam de alguns nutrientes para viver, esses nutrientes designam-se por nutrientes essenciais. Os nutrientes essenciais dividem-se, em macronutrientes quando se encontram em abundância nas plantas, e os micronutrientes quando se encontram em pequenas quantidades nas plantas. Essa divisão não significa que um nutriente seja mais importante do que outro, apenas que são necessários em quantidades e concentrações diferentes.

Conclui-se também que a água e minerais dissolvidos e os gases entram na planta através dos pêlos da raiz. Uma vez que a pressão osmótica dentro destes pêlos é geralmente maior do que no solo circundante, o influxo de fluidos gera uma força na região da raiz chamada pressão radicular. Esta pressão contribui para o fluxo contínuo de fluidos ao longo do xilema através das raízes e caules da planta, juntamente com a pressão de transpiração das folhas, uma pressão negativa, ou sucção, criada pela evaporação da água na superfície das folhas. Também se acredita que a adesão, ou atracão das moléculas de água pelas paredes do recipiente, ajuda a puxar a água para cima ao longo do caule. O floema em conjunto com o xilema formam o sistema vascular, sendo que o floema transporta as substâncias nutritivas sintetizadas nas folhas para todas as regiões da planta. Uma vez que as folhas são mais abundantes em zonas distantes do tronco ou caule, o fluxo no floema dá-se geralmente em direção ao caule e raízes. Uma variedade de substâncias desloca-se ao longo do floema.

Bibliografia

QUINTAS, Célia; BRAZ, Nídia Rebelo, 2003, No Laboratório – Bloco 2, Areal Editores, Porto, pp. 41-46
FRIED, George; HALDEMOS, George, Julho de 2001, Biologia, McGraw-Hill, Portugal, pp. 68-77

Fonte: pedropinto.com

Nutrição das Plantas

As plantas não são muito diferentes de nós humanos em termos nutricionais, isto porque tal como nós, elas necessitam de uma alimentação equilibrada e rica em nutrientes de modo a se desenvolvam de uma forma saudável. Sendo seres que produzem o seu próprio alimento, as plantas através do processo de fotossíntese transformam a energia luminosa em energia química processando o dióxido de carbono (CO2), água (H2O) e minerais em compostos orgânicos libertando oxigénio (O2).

Iluminação

Proveniente das luminárias e/ou da luz natural, é o fator com mais influencia sobre a fotossíntese; quanto maior for a quantidade de luz fornecida à planta, maior será a sua atividade fotossintética e a sua necessidade de consumir nutrientes.

Macronutrientes

O Azoto (N), o Fósforo (P), o Potássio (K), o Magnésio (Mg) e o Carbono (C) como principais mas também o Hidrogénio (H), Oxigénio (O), Cálcio (Ca) e o Enxofre (S).

Micronutrientes

O Molibdénio (Mo), o Sódio (Na), o Silício (Si), o Alumínio (Al), o Níquel (Ni), o Cobalto (Co), o Cloro (Cl), o Zinco (Zn), o Ferro (Fe), o Manganês (Mn), o Cobre (Cu) e o Boro (B).

Iluminação

A luz que fornecemos às plantas no nosso aquário é maioritariamente artificial, proveniente das calhas de iluminação (T5, T8, HQI). A luz fornece a energia necessária ao crescimento, sendo a força por trás da necessidade de todos os outros nutrientes quanto maior for a quantidade da luz (útil à fotossíntese), maior será a demanda por nutrientes e maior será a necessidade de fertilização.

Baseado na quantidade de luz (rácio em watts/litro) podemos dividir os tanques em duas categorias:

Low-tech: Aquários com pouca iluminação (<1W/l)
High-tech:
Aquários com muita iluminação (>1W/l)

É vulgarmente comum no hobby assumir que quanta mais luminosa for a minha fonte de luz, maior será o crescimento das minhas plantas. Esta é uma assumpção errada visto que a luz útil à fotossíntese situa-se no espectro entre os 400 a 700 manómetros e denomina-se PAR (Photosynthetically active radiation).

Portanto para alem dos watts, torna-se necessário possuir um bom equilíbrio em termos de espectro de forma a obter um bom crescimento.

A título de exemplo para uma calha T5 de quatro vias, uma das possíveis escolhas será: Skylux 8K, Grolux 8.5K, Aquastar 10K, Daylight 6.5K.

Macronutrientes

O Carbono (C), embora englobado dentro dos macronutriente, é por si só o segundo mais importante fator de influencia para o crescimento das plantas. Para alem de ser o pilar básico da química orgânica e de formar parte de todos os seres vivos, é também utilizado pelas plantas durante o processo de fotossíntese na obtenção de energia química (açúcar).

O Carbono pode ser obtido através da respiração dos peixes sendo, possivelmente, suficiente para tanques low-tech; no entanto em tanques high-tech é estritamente necessário adicionar este elemento de forma a satisfazer as necessidades de nutrientes por parte das plantas.

No contexto da aquariofilia, embora existam vários macronutrientes, os três principais são o Azoto (N), o Fósforo (P) e o Potássio (K) que vulgarmente se abreviam como NPK; no entanto devido à grande abundância de Nitratos e Fosfatos neste meio, é comum utilizar os termos Nitratos e Fosfatos em vez de N e P.

Estes elementos são os constituintes necessários para a formação de novo tecido orgânico, sem um fornecimento adequado às necessidades da planta esta irá apresentar deficiências ou malformações.

Portanto se fornecermos luz e carbono em quantidades suficientes no entanto não fornecemos macronutrientes, a planta não conseguirá produzir tecido novo e o seu crescimento será fraco e em breve parará.

Estes nutrientes são obtidos através de processos biológicos básicos tais como decomposição da matéria orgânica, excesso de comida e até mesmo TPAs; por isso, sem a existência de luz em excesso, torna-se possível crescer plantas saudáveis num ambiente low-tech praticamente sem a adição de fertilizantes. No entanto, hoje em dia, é comum o foto período decorrer durante 10 a 12h com rácios de 1w/l, fazendo com que as nossas plantas cresçam a ritmos acelerados; se dependermos simplesmente do processo biológico como fonte de NPK, tipicamente este comportamento leva à escassez de um ou mais macronutriente.

Micronutrientes

Os micronutrientes são vulgarmente chamados de elementos traço, isto porque são compostos por pequenas quantidades de vários minerais tais como Ferro (Fe), Sódio (Na), Zinco (Zn) entre outros. Tal como os macronutrientes, os micronutrientes são necessários para a formação de novo tecido e para o bom funcionamento das células, sem um fornecimento adequado, o crescimento torna-se quase nulo ou mesmo nulo.

Podemos obter pequenas porções de elementos traço através das TPA, no entanto a quantidade obtida é provavelmente insuficiente, por isso é prática comum haver uma fertilização de micros tanto em tanques low-tech como high-tech.

O Ferro (Fe) é um micronutriente com elevada importância, para alem de ser o elemento traço que as plantas consomem em maior quantidade, é também com base nele que geralmente se mede o consumo dos restantes micronutrientes.

O Ferro é, geralmente, o micronutriente presente em maior quantidade nos fertilizante de traço, por isso podemos assumir que ao fornecermos quantidades de Ferro suficientes estamos também a fornecer quantidades suficientes dos restantes micronutrientes.

JOÃO BRÁZIO

Fonte: www.brazio.org

Nutrição das Plantas

É importante o estudo das funções dos nutrientes na planta, para conhecermos como a planta transforma a luz em produtos orgânicos ou melhor entendermos a vida da planta e qual a participação dos elementos químicos neste processo. Isto pode ajudar na avaliação do estado nutricional da planta e as suas implicações nas características agronômicas da cultura.

Normalmente inclui nesta discussão apenas treze nutrientes essenciais “minerais” porém existe mais três nutrientes que merece ser discutidos que são os ditos macronutrientes orgânicos”, isto é C, H e O, os quais constituem maior parte do peso da planta, que na natureza encontra-se em abundância. Carbono (C) – componente básico da molécula dos carboidratos, lipídeos, proteinas, pigmentos, hormônios, ácidos nucléicos; vem da atmosfera como CO2. Oxigênio (O) – ocorre nos mesmos compostos mencionados, vem do ar e da água; Hidrogênio (H) – está praticamente em todos os compostos mencionados, sendo o principal agente redutor, começando da fotossíntese (redução do CO2 e H2O) até a fixação do N2 (a Nh2 ou semelhante) vem da água.

Os elementos macro e micronutrientes, exercem funções específicas na vida da planta, e estas podem ser classificadas em:

a) estrutural – o elemento faz parte da molécula de um ou mais compostos orgânicos,
b) constituinte de enzima –
os elementos fazem parte do grupo prostético de enzimas
c) ativador enzimático –
sem fazer parte do grupo prostético o elemento, dissociável da fração protéica da enzima, é necessário à atividade da mesma.

Nitrogênio

Além de ser constituinte dos aminoácidos livres e protéicos, o nitrogênio está presente em outros compostos nitrogenados importantes, como as bases nitrogenadas (purinas e pirimidinas), os ácidos nucleicos (DNA e RNA), que perfazem cerca de 10% do total do nitrogênio na planta. Outras formas amino solúveis chegam a compor 5% do N das plantas. A fração presente como NH-3 e NH+4 geralmente representa baixa porcentagem (CONN & STUMPF, 1975; MENGEL & KIRKBY, 1987).

Nas folhas o nitrogênio está nos cloroplastos como constituinte da molécula de clorofila, onde cada átomo de Mg está ligado a quatro átomos de nitrogênio e também participa da síntese de vitaminas, hormônios, coezima, alcalóides, hexosaminas e outros compostos.

O nitrogênio é um nutriente que está relacionado aos mais importantes processos fisiológicos que ocorrem nas plantas, tais como fotossíntese, respiração desenvolvimento e atividade das raízes, absorção iônica de outros nutrientes, crescimento, diferenciação celular e genética.

Fósforo

Parece que a única função do fosfato no metabolismo é a formação de ligações, pirofosfato, as quais permitem a transferência de energia.

O fósforo da fitina presente nas sementes é visto como um fósforo de reserva. Durante a germinação, o fósforo da fitina é mobilizado e convertido em outras formas de fosfato, necessárias para o metabolismo das plantas jovens (MENGEL & KIRKBY, 1987).

O fosfato nucléico está presente no núcleo das células, os açúcares fosfatados dominam no citoplasma, fosfolipídios dominam nos cloroplastos e fosfatos inorgânicos dominam no vacúolos (BIELESKI & FERGUSON, 1983). O fosfato vacuolar é considerado como uma reserva, suprindo o citoplasma com fosfato quando necessário. Dessa forma, o nível de fosfato no citoplasma é mantido na ordem de 5 a 6 mM . Baixas concentrações de fosfato inorgânico reduzem o crescimento, e numa concentração de 0,3 mM ou menos, o crescimento é completamente inibido (REBEILLE et al., 1984). O fosfato inorgânico no citoplasma tem uma função regulatória, por influenciar a atividade de várias enzimas, como por exemplo, a fosfofrutoquinase. A concentração de fosfatos inorgânicos nos cloroplastos e mitocondria é comparativamente alta e da ordem de 10 mM (BIELESKI & FERGUSON, 1983).

Potássio

O potássio está envolvido no crescimento meristemático (JACOBY et al., 1973). Fitohormônios que estão envolvidos no crescimento de tecidos meristemáticos são postos em ação pelo potássio.

O potássio também é importante para a manutenção da quantidade de água nas plantas. A absorção de água pela célula e pelos tecidos é frequentemente conseqüência da absorção ativa do potássio (LAUCHLI & ARNEKE, 1978).

O mecanismo de abertura e fechamento dos estômatos depende inteiramente do fluxo de potássio sobre a taxa de assimilação de CO2, não por uma influência direta nos fotossistemas I ou II, mas sim por promover a síntese da enzima ribulose bifosfato carboxilase (RUBISCO). O potássio não promove somente a translocação de fotossintetatos recém-produzidos, mas também tem um efeito benéfico na mobilização de material estocado (KOCH & MENGEL, 1977).

A principal função do potássio em bioquímica é seu efeito na ativação de vários sistemas enzimáticos (EVANS & SORGER, 1966).

Cálcio

Uma das principais funções do cálcio é a na estrutura da planta, como integrante da parede celular, e sua falta afeta particularmente os pontos de crescimento da raiz, sendo também indispensável para a germinação do grão de pólen e crescimento do tubo polínico. Deve-se ao Ca a movimentação das graxas nas plantas.

Na literatura tem sido vinculado a substituição do sódio pelo potássio em diversas plantas.

No algodão ocorre a parcial substituição do Na por Ca para o desenvolvimento imposto pela raiz. Tem atribuído que o Na vem a superar o prejuízo do transporte do carboidrato associada a deficiência do cálcio ( ASHER, 1991).

Magnésio

Entre as principais funções do magnésio nas plantas destaca-se a sua participação na clorofila, na qual o Mg corresponde a 2,7 % do peso molecular; o Mg é também ativador de um grande número de enzimas.

COURY et al 1953 diagnosticou como carência de magnésio a doença fisiológica conhecida por vermelhão do algodoeiro, a qual se caracteriza pela coloração vermelho púrpura que se estabelece entre as nervuras das folhas mais velhas, as folhas deficientes e as maçãs caem com facilidade.

Enxofre

O enxofre faz parte da molécula de vários compostos orgânicos (DUKE & REISENAUER, 1986; MARSCHNER, 1986; MENGEL & KIRKBY, 1987) como:

Ferrodoxinas- proteínas de baixo peso molecular contendo alta proporção de unidades de cisteína e adicionalmente iguais números de átomos de ferro e enxofre; serve nas reações de oxiredução da fotossíntese, na redução de NO3 e do SO4 e sendo que o aminoácido cisteína pode se converter no aminoácido metionina e no dipeptídeo cistina e esses aminoácidos entram na composição das proteínas, está é a maior fração do enxofre nas plantas.

Cerca de 70% do total do enxofre protéico das folhas encontra-se nos cloroplasto e nas sementes é encontrado nas suas películas externas (PASSOS, 1977).

Boro

A função fisiológica do boro difere da dos outros micronutrientes, pois este ânion não foi identificado em qualquer composto ou enzima específica.

As principais funções são atribuídas ao boro são: metabolismo de carboidratos e transporte de açúcares através das membranas; síntese de ácidos nucléicos (DNA e RNA) e de fitohormônios; formação de paredes celulares; divisão celular.

Apesar da concordância de que é essencial para às plantas, ainda não foi estabelecidas uma função bioquímica para o boro, a hipótese mais aceita é a de GAUCH & DUGGER JÚNIOR (1953), para os quais a função deste elemento é a de facilitar o transporte de açúcares através das membranas.

Na procura de outras funções para o boro, aspectos do metabolismo têm sido considerados, os quais incluem: metabolismo de ácidos nucléicos, biossíntese de carboidratos, fotossíntese, metabolismo de proteínas e, recentemente, a função de estabilidade da membrana celular (DUGGER JÚNIOR 1983, PILBEAM & KIRKBY, 1983).

Uma das mais rápidas respostas à deficiência de boro é a inibição ou paralização do crescimento dos tecidos meristemáticos da parte aérea e das raízes, considera-se que é necessário um contínuo suprimento de B para a manuntenção da atividade meristemática. A razão para esta exigência em B não é conhecida, mais tem sido mostrado que ele é necessário para a síntese de bases nitrogenadas como a uracila (ALBERT, 1968) a qual é componente essencial do RNA e, se ausente, afetará a síntese de proteínas.

O envolvimento do B na síntese de RNA foi demontrado mais recentemente por ROBERTSON & LONGMAN (1974) usando P32 . Os autores mostraram que a deficiência de B reduzia a taxa de incorporação de fósforo nos nucleotídeos.

O B permeabiliza as paredes celulares, facilitando a absorção de nutrientes e aumenta a resistência da planta à seca (PASSOS, 1977).

A base fisiológica da deficiência de B nas plantas tem sido ligada à concentração de ascorbato (vitamina C) nos ápices da raiz, o que resulta em taxas extremamente lentas de crescimento. Observou-se um acúmulo de Fe e Cu na raiz nas plantas deficiêntes em B, suspeitando que o Fe+3 possa reagir com o P e formar um tipo de placa que inibe a eficiência de absorção da raiz (The FAR Letter, 1998, citado por MALAVOLTA, 1998).

Cloro

Em 1944, WARBURG descobriu que a reação de Hill em cloroplastos isolados necessitavam de cloreto. Desde então o envolvimento deste íon no desdobramento da molécula da água na fotossíntese II tem sido confirmado por vários autores (MARSCHNERS, 1986).

Evidências recentes de METTLER et al (1982) indica que ATP ase localizada no tonoplasto é estimulada especificamente pelo Cl-

Cobre

As principais funções do Cu são as seguintes: ocorre em compostos com funções não tão bem conhecidas como as das enzimas, mas de vital importância no metabolismo das plantas; participa de muitos processos fisiológicos como: fotossíntese, respiração, distribuição de carboidratos, redução e fixação de nitrogênio, metabolismo de proteínas e da parede celular; influência na permeabilidade dos vasos do xilema à água; controla a produção de DNA e de RNA e sua deficiência severa inibe a reprodução das plantas (reduz a produção de sementes e o pólen é estéril); está envolvido em mecanismos de resistência a doenças. A resistência de plantas à doenças fúngicas está relacionada com suprimento adequado de cobre. O Cu influe na uniformidade da florada e da frutificação e regula a umidade natural da planta, aumenta resistência à seca, é importante na formação de nós.

Ferro

As principais funções atribuídas ao ferro são: ocorre em proteínas dos grupos heme e não-heme e encontra-se principalmente nos cloroplastos; complexos orgânicos de ferro estão envolvidos no mecanismo de transferência de elétrons; Fe-proteínas do grupo não-heme estão envolvidas na redução de nitratos e de sulfatos; a formação de clorofila parece ser influenciada por esse elemento; está diretamente implicado no metabolismo de ácidos nucléicos; exerce funções catalíticas e estruturais.

Manganês

Todas as plantas tem uma necessidade específica de manganês e aparentemnte sua função mais importante está relacionada com os processos de oxi-redução. A função mais estudada do manganês em plantas refere-se à sua participação no desdobramento da molécula de água e na evolução do O2 no sistema fotossintético (equação de Hill), na fase luminosa, de forma que tem-se a transferência de elétrons para o fotossistema II (Cheniae & Martin, 1968). As plantas possuem uma proteína contendo manganês, a manganina. O Mn acelera a germinação e aumenta a resistência das plantas à seca, beneficiando o sistema radicular.

Molibdênio

Segundo ADRIANO (1986) as funções do molibdênio nos processos fisiológicos foram primeiramente estabelecidas por Bortels, em 1930, que mostrou que este elemento era necessário para Azotobacter na fixação do N2 atmosférico. Também Bortels et al., citado por ADRIANO (1986) relataram que o molibdênio era necessário para a fixação simbiótica do N2 pelas leguminosas, demonstrando que o molibdênio era essencial para o crescimento de plantas superiores.

A função mais importante do Mo nas plantas está associada com o metabolismo do nitrogênio. Esta função está relacionada à ativação enzimática, principalmente com as enzimas nitrogenases e redução do nitrato.

Zinco

A participação mais importante do zinco nos processos metabólicos das plantas é como componente de várias enzimas, tais como: desidrogenases, proteinases, peptidases e fosfohidrogenase. LINDSAY (1972) e PRICE et al. (1972) relataram que uma função básica do Zn está relacionada ao metabolismo de carboidratos e proteínas, de fosfatos e também na formação de auxinas, RNA e ribossomas. Existem evidências de que o Zn tem influência na permeabilidade de membranas e é estabilizador de componentes celulares.

Fonte: www.nutricaodeplantas.agr.br

Nutrição das Plantas

A agricultura traz ensinamentos milenares de cultivo respeitando o meio ambiente e produzindo alimento através dos tempos. Com o advento da Revolução Verde, na década de 1950, o melhoramento genético, os adubos químicos altamente solúveis e os agrotóxicos mudaram o aspecto da agricultura, implantando as monoculturas, ignorando o conhecimento adquirido e criando dependência dos agricultores de produtos químicos.

Nos países mais industrializados há uma diminuição significativa no uso de agrotóxicos, sem que haja redução da produção de alimentos, enquanto que em paises como o Brasil, cuja economia está se expandindo rapidamente, o consumo de agrotóxicos, de sementes transgênicas e melhoradas e de fertilizantes químicos estão em processo de aumento contínuo. Vários estudos mostram que isso causa sérios impactos ambientais como poluição das águas superficiais e subterrâneas e desequilíbrios no ecossistema, aumenta o numero das fontes de toxicidade aguda e carcinogenicidade para os seres humanos, cria maior dependência de insumos externos e pode aumentar o risco de endividamento dos agricultores. No 2008, o Brasil chegou ser o primeiro pais do mundo em termos de volume de compra de agrotóxicos. Hoje, cerca de 400 mil agricultores brasileiros tem contaminação aguda ou semi-aguda por agrotóxicos, sem contar a população que compra os alimentos contaminados.

Em movimento contrário a esse circulo vicioso, vem a agricultura orgânica, que dá importância a relação entre o ser humano e o meio ambiente, para obter uma produção agrícola com o menor impacto possível. O primeiro ponto da agricultura orgânica é o agricultor e seu núcleo familiar, pois sem a conscientização do agente principal, nada acontecerá. Em seguida ela busca o conhecimento e a produção de insumos de forma local, para tornar o produtor independente de insumos externos e principalmente de origem química. O terceiro ponto é a relação do agricultor e do cultivo com o meio ambiente, representado pelo convívio com a diversidade da flora e da fauna e para manter um ecossistema saudável e equilibrado.

Quando nos propomos a trabalhar com uma agricultura que visa a harmonia do ecossistema precisamos olhar a propriedade como um único ambiente e interligar todos os recursos disponíveis de forma equilibrada: mão-de-obra, água, energia, criação de animais, restos vegetais e resíduos de animais que podem ser transformado em insumo para o cultivo, comercialização.

Desta forma, devem ser preconizadas boas práticas de cultivo: utilização de fertilizantes orgânicos, utilização de caldas orgânicas e controle biológico, manutenção na propriedade de outras espécies vegetais e animais diferentes daquelas de interesse econômico, manutenção de vegetação nas fontes de água e beira de rios, revolvimento mínimo do solo no preparo, plantio em nível para evitar erosão, quebra vento, cordão de contorno, área de refúgio, rotação de culturas, consorciação de culturas

Os nutrientes no solo e a nutrição da planta são dois aspectos fundamentais para garantir uma produção orgânica de qualidade porque grupam e ligam todas as outras funções que foram mencionadas acima. Todo processo vital dos organismos vivos, sejam eles vegetais ou animais, está na dependência da satisfação das necessidades primarias. Porém, a planta será atacado somente quando seu estado bioquímico, determinado pela natureza e pelo teor de substâncias nutritivas conteúdas no solo e que podem ser absorvidas pela planta, corresponder às exigências tróficas (de alimentação) da praga ou do patógeno em questão. Os fertilizantes sintéticos e os agrotóxicos proporcionam este desequilíbrio.

Os princípios da agricultura orgânica ajudam manter o solo vivo, nutrindo a planta com equilíbrio e em um ecossistema funcional que propicia a criação de plantas mais resistentes e saudáveis.

Este manual é para os técnicos e agricultores que querem aprofundar o próprio conhecimento sobre a nutrição da planta.

A adubação (para a planta) e a fertilização (para o solo) consistem no fornecimento de todos os elementos necessarios para que a planta tenha um desenvolvimento saudável e equilibrato.

Geralmente adubação e fertilização são usados como sinonimos, embora o primeiro se refere mais especificatamente a planta e o segundo ao solo.

A fertilização e adubaçao organica são aquelas praticas que completam a nutriçao da planta com elementos de origen natural e sem ter sido previamente alterados ou transformados quimicamente. A fertilização e adubaçao orgânica diferem da fertilização e adubação convencional porque o primeiro usa insumos com uma baixa concentraçao de nutrientes que não são quimicamente manipulados enquanto o segundo usa uma alta concentração de nutrientes previamente manipulados.

MODELO ADUBAÇÃO PRÓS CONTRAS
Convencional com fertilizantes químicos altamente solúveis Fornece nutrientes para altíssimas produções. Fácil de aplicar. Gera desbalanço nutricional na planta. Gera uma planta mais sensível a ataque de pragas e doenças. Provoca acidificação e salinização de solos. Gera muitas perdas por volatilização e lixiviação. Pode contaminar o lençol freático
Orgânica Mantém a planta equilibrada nutricionalmente. Libera os nutrientes de forma gradual, de acordo com necessidade da planta. Sofre pequena ação de lixiviação (drenagem dos sais) devido a sua alta CTC. Produz alimentos sem agrotóxicos, menos perecíveis e que o mercado geralmente paga mais. Mantém o meio ambiente mais saudável e preservado Precisa ser planejado e feito com antecedência. Não tão fácil para aplicar. Precisa de mais cuidado e trabalho do agricultor.

As plantas são organismos que tem uma função de alimentação totalmente diferente dos seres humanos porque apesar de produzirem seu próprio alimento (os açucares são produzidos pelo processo fotossintético na planta), elas necessitam de um suprimento contínuo de elementos minerais para desempenhar essa função. Esses nutrientes são derivados do processo de degradação químico-fisica dos minerais durante a formação do solo, da decomposição da matéria orgânica no solo ou de adubações suplementares e são absorvidos fundamentalmente pelo sistema radicular. Os nutrientes que são mais prontamente disponíveis às raízes são aqueles que se acham dissolvidos na água dentro do solo. Vamos entender melhor como funciona uma planta.

O FUNCIONAMENTO DO METABOLISMO DE NUTRIENTES NA PLANTA

Os minerais que se encontram no solo, embora requeridos em pequenas quantidades, são de fundamental importância para o desempenho das principais funções metabólicas da célula.

Em outras palavras eles são uma ”comida” necessaria para o desenvolvimento da planta.

Existem três categorias de elementos nutritivos pela planta: os elementos essenciais, benéficos e tóxicos.

Quando a planta não vive sem um determinado elemento, este é considerado essencial. A maioria dos pesquisadores concordam com os critérios de essencialidade originalmente propostos por Arnon e Stout (1939) são aqueles mencionados na figura abaixo. Quando uma dessas três condições é atendida, o elemento é considerado como nutriente essencial.

Há os elementos chamados de , que não são essenciais, mas aumentam o crescimento e a produção em situações particulares. Há divergência entre pesquisadores sobre quais seriam estes elementos e encontramos citações sobre sódio, silício, cobalto, selênio, alumínio e níquel.

Já elemento é aquele que não pertence às categorias anteriores e que diminui o crescimento e a produção, podendo levar à morte da planta. E’ importante observar que os mesmos elementos benéficos podem se tornar tóxicos se forem suprimidos em quantidades elevadas, muito além do que necessário.

O crescimento e o desenvolvimento das plantas depende de três elementos essenciais: o carbono, oxigênio e hidrogênio, mais alguns que são essenciais e benéficos em pequenas quantidades mas tóxicos em grandes quantidades.

O carbono, oxigênio, hidrogênio e os outros elementos não estão disponíveis diretamente para planta. Eles se encontram no ar e na água. Então a planta precisa “processar” o ar e a água do solo para tirar o carbono, oxigênio, hidrogênio na quantidade desejada.

Mas como faz a planta para usar esses nutrientes? Essa é a ação da fotossíntese que usa a luz do sol junto com a presença de dióxido de carbono para fazer esse processamento. Através do processo da fotossíntese, as moléculas de , e são ligadas entre si, formando os açucares que são fonte de energia para planta.

Os sais minerais são denominados por derivarem dos minerais no solo, e o processo pelo qual as plantas os adquirem é denominado nutrição mineral que funciona assim: os nutrientes minerais estão presentes no solo e vem dissolvidos pela ação da água da chuva ou da irrigação. Assim que a raiz da planta estiver em contato com essa região do solo que contem água, conseguirá absorver os nutrientes minerais. O processo de absorção se dá com gasto de energia da planta. Ela queima os açucares que foram formados pela ação da fotossíntese para absorver minerais como cálcio, magnésio, potássio, trocando uma quantidade equivalente de hidrogênio. Depois de adquiridos, todos eles são incorporados às plantas pelo mais diversos processo de formação, desenvolvimento e manutenção das suas partes.

O carbono, oxigênio e hidrogeno fazem parte de praticamente todas as moléculas orgânicas dos vegetais e são responsáveis entre o 94% e 97% do peso seco de uma planta. Os demais nutrientes que são absorvidos e fixados na planta a partir dos minerais presentes na água do solo, são responsáveis entre o 3% e 6% da peso da planta.

A RELAÇÃO ENTRE OS VÁRIOS NUTRIENTES PARA O BOM FUNCIONAMENTO DA PLANTA

Alguns nutrientes minerais essenciais nos tecidos vegetais estão presentes em diferentes proporções.

Essas proporções dividem os nutrientes minerais em duas categorias:

A divisão entre micro e macronutrientes não tem correlação com uma maior ou menor essencialidade. Todos são igualmente essenciais, só que em quantidades diferentes. Uma conseqüência da essencialidade por igual dos nutrientes é a chamada “Lei do mínimo” de Liebig (Figura 1). Essa lei estabelece que todos os nutrientes tem que estar disponíveis para planta na quantidade e proporção ideal. Se não tiverem disponíveis nesta proporção, não será atingida a produtividade esperada e a produção será limitada pelo elemento que está presente em quantidade proporcionalmente menor. Nesse caso, mesmo se aumentarmos a concentração dos demais nutrientes, não haverá um aumento da produtividade.

Por exemplo, se imaginarmos um tonel de vinho e sendo cada fertilizante uma ripa lateral, o vinho, como a produção de uma planta, nunca atingirá o máximo se uma das ripas estiver quebrada, pois o vinho escoará por ela.

A mesma coisa acontece na planta: a falta de um nutriente compromete toda a produção.

Nutrição das Plantas
Representação da “Lei do mínimo de Liebig”. Onde estão representados todos os nutrientes essenciais, nitrogênio, fósfofo, potássio, cálcio, magnésio, enxofre, zinco, cobre, manganês, ferro, boro, cloro, molibdênio, cobalto.

Além de se levar em conta a Lei do mínimo, é necessário considerar que também há um máximo para a utilização. Isso quer dizer que a produção máxima quase sempre não é a produção mais rentável.Quando ocorre deficiência de algum nutriente, isto pode ser visualizado pela formação de “sintomas de deficiência”.

O quadro sintomatológico depende principalmente de 2 fatores:

A ou as funções do elemento. Cada elemento tem uma função principal na planta. Dependendo de qual componente da planta o nutriente faz parte, a função é onde ele mostra a deficiência. Por exemplo, o cálcio, que faz parte da formação da parede celular, fica fixado nas partes mais velhas da planta e não consegue ser translocado até a parte nova da planta. Assim a deficiência de cálcio se mostra nas partes novas.

A do nutriente na planta. A mobilidade do nutriente mostra se ele é ou não redistribuído, de partes velhas para partes novas (em formação) da planta. Os nutriente podem ser classificados em moveis, pouco moveis e muito pouco moveis. A mobilidade dos nutrientes é importante para determinar qual nutriente está deficiente. Um mesmo sintoma de deficiência pode ser mostrado, mas se ele aparece na parte nova da planta é um nutriente e se aparece na parte velha, é outro nutriente. Também é importante para que se conheça como aplicar alguns nutriente em condições de deficiência. O cálcio e o boro, por exemplo, são muito pouco móveis e não adianta colocar fonte de cálcio no solo pois a planta não se recuperará a tempo. Neste caso é melhor fazer pulverizações até que o fluxo de nutrientes dentro da planta seja reestabelecido.

Antes do aparecimento dos sintomas de deficiência, o metabolismo e o crescimento já foram comprometidos de alguma forma. Um monitoramento dos teores de nutrientes foliares ou do solo é uma ação preventiva porque ao aparecimento dos primeiros sintomas, pode-se fornecer aqueles nutrientes que estão comprometindo o metabolismo e crescimento da planta

SOLO-PLANTA

A solução do solo é o compartimento de onde a raiz retira ou absorve os elementos essenciais.

O encontro dos nutrientes com as raízes pode envolver três processos diferentes (Figura 2): fluxo de massa, interceptação radicular e difusão. Nos primeiros dois processos, é a solução aquosa do solo contendo nutrientes que chega em contato com a raiz. No terceiro (difusão) é a raiz que vai em contato com o nutriente.

De todos os macronutrientes somente o cálcio é interceptado pela raiz.

Nutrição das Plantas

Nutrição das Plantas
Esquema de nutrição de uma planta

A transpiração, ou seja, a perda de água pelas folhas e caules, é importante para os nutrientes que entram em contato com a raiz principalmente por fluxo de massa. Neste caso, a atmosfera retira água da planta, que retira água do solo, que contem alguns nutrientes que vem puxados dentro da planta. Por outro lado, o tamanho do sistema radicular é muito importante para a absorção de elementos que entram em contato com a raiz por difusão e interceptação radicular, pois havendo um sistema radicular vasto, com muitas radicelas absorventes, haverá a maior chance de encontras os outros nutrientes essenciais, como fósforo, potássio e cálcio.

Em um sistema radicular de uma planta, didaticamente podemos encontrar três partes:

a) Parte de crescimento é a região que fica nas pontas das raízes somente.
b)
Parte de fixação e absorção de água são as raízes grossas e grandes, que são profundas no solo.
c)
Parte de absorção de nutrientes e de água são as raízes bem finas, da espessura de um barbante, geralmente de cor clara. Ficam na parte mais rasa do solo

As raízes crescem preferencialmente nas zonas do solo que permanecem úmidas e com nutrientes disponíveis. Por exemplo, ao fazermos uma adubação superficial ou muito localizada, estaremos estimulando o crescimento das raízes de um modo também concentrado. Esse tipo de crescimento é prejudicial para a planta já que, em condições onde a água ou outros nutrientes possam ser escassos, um sistema radicular profundo e diversificado seria mais vantajoso. Um exemplo é um cultivo de milho, onde haja parte do campo com uma raiz profunda e parte com raiz rasa. Se faltar água, as plantas que tem raiz profunda terão acesso a água por mais tempo que as plantas de raízes rasas, onde o solo seca rapidamente na falta de chuvas.

FUNÇÕES E ORIGEM DOS ELEMENTOS ESSENCIAIS

Nitrogênio (N)

A matéria orgânica do solo e a fixação biológica de nitrogênio (FBN) são as principais fontes naturais deste nutriente que costuma ser exigido em quantidades superiores aos demais nutrientes minerais. O nitrogênio atua diretamente na produção de açúcares na folha e influencia sobremaneira na produção intensiva de folhas e ramos.

Fósforo (P)

Depois do nitrogênio, o fósforo é o elemento mais freqüentemente limitante nos solos brasileiros que são pobres deste nutriente. Assim a planta não consegue se desenvolver e produzir adequadamente. A falta de fósforo é o que mais restringe a produção agrícola no Brasil. O fósforo atua no processo de formação de açucares, atua para haver uma boa floração e para que a planta cresça mais rapidamente. As principais fontes para agricultura orgânica são os fosfatos de rocha e os termofosfatos. Os fosfatos de rocha são naturais e pouco solúveis, e há algumas jazidas no Brasil. O termofosfato é quando processamos fisicamente (moer) e termicamente (sob alta temperatura) o fosfato natural, para melhorar sua solubilidade, que pode ser usado na agricultura orgânica.

Potássio (K)

Depois de N e P os solos são mais comumente deficientes em K. Devido a isso são comuns as formulações de fertilizantes com N-P-K. O K é importante no controle de água dentro da planta, pois ele comanda a abertura e fechamento dos estômatos (“poros”) das plantas. Ele transloca também os açucares para os frutos, regulando a doçura e produção deles. As principais fontes de potássio são as cinzas, palhas de café, sulfato de potássio e restos vegetais.

Enxofre (S)

A maior parte dos S das plantas encontra-se nos aminoácidos metionina e cisteína. As principais fontes são os sulfatos, que são minerais naturais, processados fisicamente nas empresas. As principais fontes naturais são os restos orgânicos de vegetais. Sua função é promover a nutrição protéica da planta para seu crescimento.

Cálcio (Ca)

ɒ importante para o crescimento e estruturação da planta e confere resistência da planta a pragas e doenças. Seu fluxo na planta depende muito do fluxo transpiratório. Sua principal fonte é o calcário.

Magnésio (Mn)

Faz parte da clorofila, que dá cor verde a planta. Suas principais fontes são o calcário e o sulfato de magnésio. Sua função principal é fazer que as folhas fiquem ativas para a fotossíntese. Micronutrientes. Afetam todas as reações químicas dentro da planta, inclusive sua produção. Suas principais fontes são os sulfatos, ácido bórico e matéria orgânica.

Os micronutrientes são: ferro, zinco, cobre, manganês, boro, cloro, molibdênio e cobalto.

PRINCIPAIS FATORES QUE AFETAM A AQUISIÇÃO DE MICRO E MACRO NUTRIENTES

A CTC (Capacidade de Troca de Cátions) do solo

O CTC é calculada pelas analises químicas do solo. É uma indicação da capacidade do solo de trocar nutrientes com a planta. Quanto maior a CTC do solo, maior será a disponibilidade potencial de nutrientes. A disponibilidade real é determinada pela alta concentração de bases e baixa concentração de íons de hidrogênio e alumínio.

Várias Interações entre nutrientes

Essas interações podem ser sinérgicas, quando um nutriente ajuda o outro a ser absorvido, como o fósforo com o cálcio, ou antagônicas, onde um atrapalha a absorção do outro como o fósforo com o zinco.

Relação C/N (carbono/nitrogênio) do material vegetal depositado no solo

Se for de alta relação (maior que 20-30) o N ficará imobilizado nos microorganismos. As leguminosas normalmente têm relação C/N entre 12-15 de modo que mais N ficará disponível. Isso indica que se colocarmos muita palha crua no solo, ele “roubarᓠnitrogênio do solo, gerando uma deficiência nas plantas, pois a tendência de qualquer matéria orgânica é reduzir a relação C/N (processo de decomposição da matéria orgânica). A relação C/N ideal é entre 20/1 a 30/1.

Fixação biológica de N.

A fixação biológica de N torna disponível o N da atmosfera para o solo através da fixação de microorganismos de vida livre ou diretamente para os vegetais simbiontes. Muitos microorganismos do solo “trabalham” junto com algumas plantas para coletar o nitrogênio presente na atmosfera e fixá-lo no solo. Com a morte dessas plantas, todo o nitrogênio fica disponível para as plantas do próximo cultivo.

Fonte: www.adaptasertao.net

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