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Hibernação

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Significado de Hibernar: tempo de espera, inércia passageira, espera de um período que vai passar

Exemplo do uso da palavra Hibernar: o urso hiberna no inverno, o computador hiberna quando não é usado.

Hibernação
Urso dormindo

Como uma pesquisa sobre o tempo de hibernação dos ursos pode ajudar o homem a viajar pelo espaço? Parece estranho, mas não é. Um grupo de cientistas está estudando como os ursos conseguem ficar dormindo e sem comer por até sete meses seguidos, durante o período de hibernar. Desvendar este mistério poderá ajudar os humanos a sobreviver em longas viagens espaciais.

Para o estudo, pesquisadores juntaram alguns ursos e os colocaram em “quartos” de alta tecnologia para que hibernassem. Eles mediram a temperatura dos bichos, seu metabolismo e consumo de oxigênio.

Sobre o estudo eles escreveram:

“Os ursos hibernam dentro de caixas de madeira de 0,8m³ com palha, como cama, e equipadas com câmera infra-vermelhas, detectores de atividade e antenas de telemetria. Água e comida não foram providos. O ar de dentro das caixas foi continuamente coletado para registrar o consumo de oxigênio (medição da taxa de metabolismo). Depois de acordarem espontaneamente na primavera, as gravações continuaram e a taxa mínima de metabolismo apresentada em 24 horas de jejum foi determinada, durante a hibernação, apenas a cada quatro noites, durante cada mês”.

A pesquisa rendeu dois resultados. Os cientistas observaram que os animais dormem encolhidos para preservar seu estoque de água e comida e se mexiam pouco, apenas para se ajeitar na palha. O que assustou os estudiosos foi que, mesmo com um metabolismo 25% mais lento que o normal, os ursos mantiveram o corpo aquecido durante a hibernação. A variação foi de cinco ou seis graus, principalmente durante os meses mais frios, depois a temperatura corporal voltou a aumentar. Apesar de ser um dado impressionante, os pesquisadores ainda não conseguiram explicar por que isto acontece. Eles especulam, no entanto, que seja para manter a atividade neural destes animais.

Mas, e as viagens espaciais?

Este estado de sono profundo no qual os ursos entram durante a hibernação são chamados de “suspended animation” ou “estado de animação suspensa”. Quem assistiu o filme Vanilla Sky lembra que o personagem principal fica anos neste estado, sonhando com imagens produzidas por uma empresa. Mas, ele podia escolher acordar a qualquer momento, como os ursos. Eles ficam meses dormindo e depois acordam para viver normalmente.

O que os cientistas buscam é uma maneira de fazer um humano hibernar para poder aguentar os anos de uma viagem espacial. Os ursos são bons objetos de pesquisa porque são grandes e mamíferos. Os astronautas que toparem, provavelmente ficarão dormindo em cubículos, em posição fetal como os ursos, se mexendo de vez em quando, mantendo sua temperatura, e não congelados em câmaras futurísticas como nos filmes de ficção científica.

Contudo, o problema continua sendo o mesmo: como induzir o estado de hibernação nos humanos. Há preguiçosos por aí que podem passar o dia inteiro dormindo, mas, sete meses? Não dá. Seria preciso uma terapia genética? Além disso, as viagens espaciais durariam décadas e não meio ano como o tempo de soneca dos ursos. Como extender este tempo de hibernação? Este estudo é só o primeiro passo para encontrar estas soluções.

Fonte: hypescience.com

Hibernação

Animais entram em estado de hibernação durante o inverno para economizar energia, indo em um sono profundo, como Gopher, ursos, gambás, guaxinins, hamsters, e morcegos. Nesse estado diminuim seu metabolismo e entram em um estado de torpor, mas eles não estão dormindo. Com um ritmo cardíaco mais lento e baixa a temperatura do corpo, esses animais se adaptaram para sobreviver durante os invernos frios com pouco ou nenhum alimento.

O estado dormente significa que os animais que hibernam minimamente comem, bebem, movem, pensam ou defecam.

Alguns hibernantes “profundos”, como os ursos, quase nunca despertar-se uma vez que eles são seguros em sua toca.

Outros animais, especialmente roedores, frequentemente saem deste estado para fazer um lanche alimentos colhidos durante o verão e outono.

Criaturas de sangue frio, como répteis e anfíbios, também hibernam. Eles tem sempre a mesma temperatura que os seus arredores, no entanto, de modo que este “dormir” significa algo diferente. Por exemplo, sapos de madeira realmente congelam durante o inverno, enquanto um anticongelante natural a glicose, açúcar, protegem os seus órgãos.

Uma vez no modo de hibernação, em um antro confortável, a maioria dos animais não precisam de fontes de energia externas significativas. Eles sobrevivem a temperaturas baixas, diminuindo a sua própria temperatura do corpo, às vezes em de graus do ponto de congelamento da água. Fisiologicamente, o corpo a reduzir a sua necessidade de energia por quase parando seu batimento cardíaco.

Nos meses que antecederam a época de frio, o animal tem gordura armazenada por comer mais do que o habitual.

Ninguém sabe exatamente o que desencadeia a hibernação em vários animais. Pode ser uma mudança na exposição à luz, medido pelos níveis de melatonina, que alerta animais para o próximo inverno e colocá-los a procurar de uma toca. A diminuição de oferta de alimentos pode ser o que os torna sonolento e apático. Os biólogos têm sido bem sucedidos em desencadear este estado em certas espécies, como roedores, em laboratório.

Claro, os biólogos também usam suas pesquisas para resolver problemas humanos. Alguns cientistas pensam que os humanos possam hibernar um dia, tais como, a fim de viajar para Marte ou perder peso. Os investigadores estão à procura de pistas para curar doenças do fígado das pessoas, doença renal, a fome, ou a obesidade, por estudar mamíferos neste estado também. Os seres humanos podem transportar genes adormecidos que, quando acionado, poderia regenerar músculos e órgãos danificados.

Fonte: www.wisegeek.org

Hibernação

MORCEGOS – HIBERNAÇÃO

Todos os animais têm de realizar tarefas diárias, necessárias à sua sobrevivência, e onde gastam energia. Esta energia provém dos alimentos que consomem.

Durante o Inverno, os morcegos insectívoros das zonas temperadas deixam de ter recursos alimentares disponíveis, tendo por isso que lidar com uma limitação energética. A hibernação permite-lhes sobreviver a estes períodos de limitação alimentar.

Os morcegos são animais endotérmicos, ou seja, são capazes de manter a sua temperatura corporal metabolizando os alimentos de modo a gerar calor interno.

Ao hibernarem os morcegos tornam-se heterotérmicos, baixando a sua temperatura corporal de modo a minimizar os seus requerimentos energéticos.

Antes do período de hibernação os morcegos acumulam grandes quantidades de gorduras.

Quando começam a hibernar os morcegos sofrem:

1) uma redução da temperatura corporal, que passa a estar entre 1-2º C da temperatura ambiental,
2) uma diminuição no consumo de oxigénio e no ritmo cardíaco, respiratório, e metabólico,
3) uma vasoconstrição periférica, e em casos extremos um direccionamento da corrente sanguínea apenas para os orgãos vitais.

Um exemplo pode ser dado com Lasiurus borealis. Fora do período de Inverno, o ritmo cardíaco deste morcego é de 250-450 pulsações por minuto em repouso e cerca de 800 pulsações por minuto em voo. Quando em hibernação o ritmo cardíaco baixa para 10-16 pulsações por minuto. O sangue pára de irrigar os membros, e apenas o cérebro e o coração mantêm um fluxo sanguíneo normal. O morcego respira devagar, podendo passar uma hora sem respirar. O consumo de oxigénio pode chegar a ser 140 vezes inferior a quando o animal se encontra homeotérmico. Deste modo o consumo de gordura é bastante baixo, podendo o animal manter-se em hibernação por longos períodos de tempo.

Em condições naturais, os períodos de hibernação são normalmente interrompidos por subidas da temperatura ambiental. O “acordar” inicia-se com um aumento do ritmo cardíaco e respiratório. O aumento de fluxo sanguíneo é em parte direccionado para o tecido adiposo castanho (brown adipose tissue- BAT), onde existem células especializadas na produção de calor. As células no tecido adiposo têm um grande número de mitocôndrias, que são responsáveis por transformar gordura em ATP, a molécula que dá energia à maior parte dos processos celulares. Neste caso a energia é libertada diretamente na forma de calor. À medida que o sangue passa pelo tecido adiposo castanho é aquecido e vai posteriormente aquecendo o resto do corpo do morcego.

Referência:

Altringham J.D., 1999. Bats: biology and behaviour. Oxford University Press.

Fonte: www.cienciaviva.pt

Hibernação

O que é

A hibernação  é um mecanismo de sobrevivência utilizado por muitos animais em períodos em que as condições ambientais se encontram bastante adversas ou ainda quando a quantidade de alimentos disponível é menor do que a necessária para a manutenção da temperatura corporal do animal.

Animais pequenos têm mais tendência para hibernar porque seu metabolismo  é normalmente muito acelerado dependendo de grande quantidade de energia para se manter aquecido.

Diferentes animais em diferentes meios usam mecanismos variados de alteração do metabolismo que podem ser classificados de hibernação, estivação e torpor:

Os morcegos, por exemplo, e algumas espécies de pássaros passam por pequenos períodos diários em que seu metabolismo é reduzido. Este estado é chamado de torpor e tem duração e intensidades moderadas.

Outros animais, como os jacarés e alguns peixes e crustáceos, podem reduzir seu metabolismo quando a temperatura aumenta muito, ou, quando a quantidade de água disponível (na forma líquida, como em um rio, ou mesmo na forma de umidade do ar) cai a níveis perigosos para sua sobrevivência. Esta “hibernação” que ocorre em estações quentes é chamada de estivação.

E, por fim, alguns animais reduzem seu metabolismo quando a temperatura cai drasticamente (é a forma mais comum), quando a quantidade de energia para mantê-los vivos é maior do que a que se encontra disponível (na forma de alimentos), ou quando há uma grande variação no fotoperíodo (duração do dia). Essa é a chamada hibernação.

Ingerir alimentos é a forma de repor a energia que gastamos em todos os processos de nossos organismos. Desde correr, quando gastamos muita energia, até o simples ato de respirar (até quando dormimos estamos gastando energia!). Com os animais acontece o mesmo. E, por isso, alguns deles usam esse estado letárgico como uma forma de reduzir ao máximo seu metabolismo (gastando menos energia). Assim, a energia de que dispõem será suficiente para mantê-los vivos até que as condições do meio sejam favoráveis novamente.

Entre os biólogos há certa controvérsia entre o que é hibernação ou simples sono. Para alguns, os ursos, por exemplo, não hibernam porque sua temperatura corporal e metabolismo se mantêm quase os mesmos e eles podem ser acordados com relativa facilidade. Mas, de maneira geral, a hibernação pode ser definida como um estado em que o metabolismo e a temperatura são reduzidos drasticamente (alguns animais param até de defecar) durante um período prolongado depois do qual o animal precisa de um certo tempo para se recuperar.

Para hibernar, os animais precisam se preparar. Alguns animais fazem estoques de alimentos em suas tocas e, vez ou outra durante o inverno, despertam brevemente para se alimentar. Outros animais fazem esse estoque de energia na forma de gordura corporal. E, por fim, há aqueles que usam as duas técnicas combinadas.

Outra etapa da preparação para o período de dormência, é a escolha do local ou hibernáculo. Alguns animais, como os ursos, escolhem cavernas rasas para hibernar de forma a ficar abrigados (o que ajuda a manter a temperatura) e ainda assim perceber as mudanças do clima (para saber a hora de despertar).

Esquilos, lêmures e outros animais cavam tocas no solo e a recobrem com folhas, barro e outros materiais isolantes. E algumas espécies de insetos constroem casulos para hibernar.

Fonte: www.new-digital.net

Hibernação

Na natureza, alguns animais podem, quando chegam as estações mais frias, entrar em um estado letárgico conhecido como “hibernação”.

A hibernação pode ser completa como nas marmotas (Marmota flaviventris) ou parciais como nos ursos.

Quando hibernam, os animais dormem, privando-se de alimento e diminuindo a intensidade da respiração e da circulação sangüínea. Isso ocorre porque durante o inverno, os alimentos são escassos e a diminuição dos processos normais de metabolismo e crescimento economizam energia e evitam que o animal tenha que procurar por comida. Os ursos por exemplo não entram em hibernação completa, pois seus batimentos cardíacos não diminuem e podem acordar para se alimentar se houver um período de calor.

Poucos sabem que os hamsters assim como alguns roedores podem entrar em hibernação (completa ou parcial). Os hamsters entram em hibernação parcial, pois se expostos a uma fonte de calor, despertam. Alguns criadores podem confundir esse estado de hibernação com morte ou coma. Esse estado dura de 1 a 3 dias e tem início quando o animal é exposto à uma temperatura de 6 °C ou menor. Quando o fotoperíodo é curto (2 horas de luz ou menos), alguns hamsters podem hibernar à temperatura ambiente.

Se um animal está imóvel, com os olhos fechados, corpo um pouco rígido e temperatura baixa, deve-se colocar uma bolsa de água morna ao lado dele para que ele desperte ou pode-se esperar que ele acorde espontaneamente. O procedimento de água morna deve ser utilizado quando se tem dúvidas se o animal está morto ou apenas hibernando.

Os animais que hibernam possuem um tecido adiposo (tecido de gordura) conhecido como “gordura parda”, “gordura marrom”, “tecido adiposo pardo” ou “tecido adiposo multilocular”. Alguns a chamam, incorretamente, de “glândula hibernante”. Esta denominação é incorreta devida à natureza do tecido. Não se trata de uma glândula, já que nenhuma substância é secretada. A denominação “gordura parda” refere-se à sua coloração devida à abundante vascularização e às numerosas mitocôndrias presentes em suas células. Por serem ricas em citocromos, as mitocôndrias possuem coloração avermelhada. Nos adipócitos (células de gordura) deste tecido, existem vários vacúolos de gordura (gotículas lipídicas de vários tamanhos) distribuidos pelo citoplasma. Suas células são menores que as do tecido adiposo comum e apresentam as cristas mitocondriais particularmente longas, podendo ocupar toda a espessura da mitocôndria. As células do tecido adiposo multilocular possuem um arranjo epitelióide, formando massas compactas em associação com capilares sangüíneos, lembrando as glândulas endócrinas (vindo daí a denominação incorreta por parte de alguns como “glândula hibernante”). Essa gordura é utilizada como fonte de energia para o despertar do animal.

Em suas mitocôndrias (organelas celulares responsáveis pela respiração celular e produção de energia), mais especificamente em sua parede interna, existem os chamados “corpúsculos elementares”. As mitocôndrias do tecido adiposo multilocular possuem em suas membranas internas, uma proteína transmembrana chamada “termogenina” ou “proteína desacopladora”, que é uma enzima. Esta enzima é desativada por nucleotídeos de purinas (adenina e guanina, presentes no DNA e RNA dos seres vivos) e ativada por ácidos graxos livres, sendo estes gerados dentro dos adipócitos por ação da noradrenalina, também chamada de norepinefrina (é um neurotransmissor adrenérgico presente nas terminações nervosas do Sistema Nervoso Autônomo Simpático, abundantes na região da gordura parda). Desta forma, o tecido adiposo multilocular acelera a lipólise e oxidação dos ácidos graxos (fenômenos para obtenção de energia). Os corpúsculos elementares funcionam como uma bomba de prótons (cátions de hidrogênio). Resumidamente, os prótons liberados no interior das mitocôndrias vão para uma cadeia enzimática e de lá para o espaço intermembranoso (entre a membrama interna e externa da mitocôndria). Esses prótons passam pelos corpúsculos elementares e retornam para a matriz mitocondrial, formando, por ação de uma enzima chamada ATP sintetase (presente nos corpúsculos elementares), várias moléculas de ATP (adenosina tri-fosfato), que armazenam energia para posterior utilização.

Nas mitocôndrias dos adipócitos multiloculares, a termogenina evita que o ATP seja formado, fazendo com que os prótons não passem pelos corpúsculos elementares, e a energia que seria armazenada na forma de ATP passa a ser liberada na forma de calor, que aquece a extensa rede de capilares presente no tecido adiposo multilocular e é distribuído por todo o corpo do animal, despertando-o. Acredita-se que a termogenina seja como uma válvula de segurança dissipando a energia em excesso derivada da alimentação exagerada. Isso sugere que animais obesos (incluindo o ser humano) possuem menos termogenina que os não obesos. Animais que vivem em ambientes de clima frio apresentam maior teor de termogenina que os que vivem am ambientes de clima quente.

Fonte: www.geocities.com

Hibernação

A Hibernação Humana

Há anos, cientistas vêm sugerindo que a hibernação humana seria possível e poderia ser usada para retardar a morte de células durante o tratamento de doenças fatais.

Seria solução para longa viagem espacial

Cientistas da Universidade do Alasca descobriram que os ursos negros reduzem levemente sua temperatura corporal durante esse período, mas sua atividade metabólica fica muito abaixo dos níveis de outros animais que também hibernam.

Segundo seus autores, esta descoberta, que foi apresentada nesta quinta-feira na reunião anual da Associação Americana para o Avanço das Ciências (AAAS) foi inesperada, já que os processos químicos e biológicos de um organismo se desaceleram normalmente em 50% por cada 10°C de redução da temperatura corporal.

No entanto, segundo o estudo, que foi publicado nesta semana na revista Science, a temperatura corporal destes ursos diminuiu só cinco ou seis graus e seu metabolismo se desacelerou em 75% em comparação com sua atividade normal.

Durante o período de hibernação, os ursos passam de cinco a sete meses sem comer, beber, urinar ou defecar. Neste período, esses animais respiram apenas uma ou duas vezes por minuto e seu coração se desacelera entre as respirações.

Além disso, os cientistas descobriram que a atividade metabólica dos ursos continuou em níveis mais baixos várias semanas após o fim da hibernação.

Esta descoberta levou os pesquisadores a pensar que isso poderia ser útil para os humanos no futuro e eles constataram que a aplicação dos mecanismos de supressão metabólica em situações de emergência poderia salvar vidas.

“Uma rápida redução da atividade metabólica das vítimas de um derrame cerebral ou de um ataque cardíaco poderia deixar o paciente em um estado estável e protegido, o que daria aos médicos mais tempo para tratá-lo”, disse um dos pesquisadores.

A descoberta também poderia ser útil para uma longa viagem espacial, pois, se o corpo humano pudesse alcançar este tipo de hibernação, a viagem a um planeta distante ou a um asteroide poderia ser mais suportável para os astronautas.

Hibernação de Inverno

Os ursos precisam de hibernar porque no Inverno não encontram os alimentos de que necessitam.

No final do Verão, início do Outono, comem muito mais do que precisam e engordam muito.

O seu peso chega a aumentar 35%.

A maior parte dessa gordura é armazenada sob a pele formando uma camada com vários centímetros de espessura.

O tempo que demora a hibernação depende da duração do Inverno.

Na Finlândia, a hibernação começa entre Outubro e Novembro e termina em finais de Março ou Abril. Embora a temperatura do seu corpo, durante a hibernação, desça aos 4 ou 5 º C, o urso tem o sono leve. Muda várias vezes de posição e durante o dia ergue mesmo a cabeça, tentando ouvir os ruídos produzidos nas redondezas.

O urso pode ver-se obrigado a procurar outro local para passar o Inverno, caso o tempo aqueça ou a toca fique húmida.

O metabolismo do urso abranda durante a hibernação, descendo para metade do nível habitual, o que lhe permite poupar muita energia.

O coração do urso passa a bater apenas 10 vezes por minuto, em lugar de 50.

Durante a hibernação, o corpo dos ursos consome cerca de 250-300 gramas de gordura por dia e eles nunca comem, bebem, defecam ou urinam. As crias começam a hibernar no seu segundo Inverno, na companhia das mães.

Abrigo de Inverno

Os ursos hibernam sob as raízes de uma árvore, num ninho de formigas, na base de uma árvore caída, debaixo de um rochedo grande ou de uma pilha de pedras soltas. Por vezes escavam uma toca no solo.

Em geral, aumentam o seu abrigo escavando a terra do fundo a fim de torná-lo mais espaçosa e confortável. A finalidade do abrigo é protegê-los do frio.

Esse isolamento térmico é proporcionado pela terra, por um rochedo, um ninho de formigas e pela neve que se acumula em volta dos ramos das árvores.

Os ursos escolhem para construírem as suas tocas os locais onde a neve cai intensamente no Inverno.

Em geral há um túnel na parte da frente da toca. Esta tem normalmente cerca de 50 cm de altura, 60 de largura e 80 de comprimento. O fundo é forrado com folhas de arando. Às vezes também usam ramos de espruce ou musgo para tornar o chão mais macio. A mesma toca serve para vários Invernos.

Os antigos Finlandeses capturavam os ursos durante a hibernação

No tempo em que ainda se caçava sem armas de fogo, os Finlandeses capturavam os ursos enquanto eles estavam a hibernar. Nas regiões densamente arborizadas do Leste e Norte da Finlândia, essa velha técnica sobreviveu até ao início do século XX.

No Outono, os caçadores de ursos assinalavam cuidadosamente o local onde se situava a toca do urso marcando com fogo as árvores circundantes.

No fim do Inverno, quando a neve apresentava uma camada superficial sólida, começava a caça ao urso.

A expedição era meticulosamente preparada.

Os homens executavam rituais de purificação: lavavam-se na sauna, vestiam roupas limpas, comiam uma grande refeição, bebiam schnapps [uma espécie de aguardente] e evitavam companhias femininas. Invocavam a sorte recitando textos especiais.

Depois de esquiarem até à toca do urso, os homens afiavam as pontas das lanças de madeira numa fogueira.

Então, despertavam o urso do seu sono de Inverno e matavam-no com a lança. Era indispensável acordar o urso, para o seu espírito repousar em paz e não descarregar sobre eles a sua cólera.

Os caçadores retiravam a carne à carcaça, colocavam-na nas suas mochilas feitas de casca de vidoeiro e regressavam a casa.

Se o urso fosse um macho, o homem que o tivesse morto recebia como prêmio a parte mais importante do produto da caçada, o órgão genital do animal.

Atribuíam-lhe propriedades mágicas. Se fosse uma fêmea, o caçador tinha direito a uma garra ou um dente. Enquanto esperavam pelos homens, as mulheres preparavam um banquete para festejarem a matança do urso. A casa era escrupulosamente limpa, fazia-se pão e assava-se a carne. Os homens cantavam enquanto levavam para a aldeia o rei da floresta. A convidada de honra, a pele do urso, era levada para dentro da habitação. A sua entrada marcava o início da festa, durante a qual se contavam histórias de caçadas a ursos enquanto todos comiam e bebiam. Também era importante acalmar e entreter o urso. O banquete prolongava-se por vários dias.

Para os antigos Finlandeses, o urso era o animal mais poderoso da floresta, o seu rei. Era o animal de caça de maior importância. Ainda hoje os Finlandeses têm dezenas de termos para designar urso. Os povos fino-úgricos das florestas de coníferas setentrionais – pelo menos os Finlandeses, os Lapões e os Hantis – crêem que o primeiro de todos os ursos nasceu no céu, na constelação denominada Ursa Maior, de onde desceu à Terra e tomou por esposa uma mulher. É dos seus filhos que descendem os Finlandeses.

Fonte: megaarquivo.com

Hibernação

O inverno representa uma dura prova de sobrevivência para os animais, já que às condições climáticas adversas somam-se a escassez de alimento e uma maior dificuldade de deslocamento. Isso faz com que diversas espécies, chamadas hibernantes, diminuam de forma acentuada a atividade vital durante a estação, como uma estratégia adaptativa.

Hibernação é o fenômeno de natureza fisiológica que torna possível a alguns animais de temperatura constante (homeotermos) reduzir ao mínimo sua atividade durante o inverno para superar as condições adversas da estação. No começo da hibernação, a temperatura corporal cai até alcançar um nível próximo ao da temperatura ambiente (normalmente dois graus acima dela). Em determinados animais, como os arganazes, essa redução térmica (hipotermia) ocorre de forma muito rápida, enquanto em outros, como nos esquilos terrestres se dá gradualmente. Em todos os casos, porém, está relacionada a uma diminuição da taxa metabólica e das freqüências cardíaca e respiratória, o que determina um gasto mínimo de energia, a total imobilidade do animal e um baixo consumo de reservas alimentícias (acumuladas em forma de gordura no tecido adiposo).

Os vertebrados terrestres poiquilotérmicos (cuja temperatura corporal varia de acordo com a ambiental), como répteis e anfíbios, entram em letargia e reduzem drasticamente sua atividade metabólica e fisiológica. Há peixes que se enterram na lama, ou na terra das margens, e invertebrados, como os caracóis, que não apenas se ocultam, mas também se fecham em suas conchas, tapando-a com um opérculo que fabricam com material segregado pela concha. Nesses casos, no entanto, não se pode falar de uma forma de hibernação, já que ela envolve uma série de fenômenos de grande complexidade que só ocorrem propriamente em alguns mamíferos e, conforme ficou comprovado, em determinadas aves.

O animal hibernante refugia-se em sua toca, muitas vezes revestida previamente com ervas ou outros materiais isolantes, e posiciona o corpo de modo a conservar a maior quantidade possível de calor. Em algumas espécies, vários animais se reúnem numa mesma toca, amontoados uns junto aos outros. Esse comportamento possibilita grande economia de energia metabólica.

A hibernação pode durar muitos meses — até oito, no caso das marmotas. Ela é desencadeada, numa fase preparatória, por diferentes estímulos, como a temperatura ou alguns hormônios. O animal não dorme durante todo o período de hibernação. Por vezes, quando a temperatura ambiente cai abaixo de 0o C, ele desperta e o calor de seu corpo aumenta durante um tempo. A chegada da primavera marca o fim do período de hibernação. Os processos vitais recuperam a intensidade normal e o animal se dispõe a entrar em nova fase de atividade.

Entre os mamíferos hibernantes encontram-se muitos roedores, como os arganazes, as marmotas, os hamsters e certos esquilos terrestres; os morcegos de regiões temperadas e frias; e insetívoros, como os ouriços-cacheiros. Algumas aves, como é os noitibós da Califórnia, também passam vários meses nesse estado. Os ursos, embora durmam durante quase todo o inverno, não chegam ao estado de letargia e, portanto, não são considerados verdadeiros hibernantes.

Estivação

Nos países tropicais, quando chega a estação seca, alguns animais aquáticos enterram-se no barro e aí permanecem quase adormecidos. Certos peixes, ao ficarem privados de água, respiram o ar atmosférico com a bexiga natatória, que desempenha o papel de pulmão. Esse fenômeno, oposto à hibernação, é conhecido como estivação.

Hibernação artificial

Em outro contexto, conhece-se pelo nome de hibernação artificial o recurso médico por intermédio do qual se consegue que os processos vitais de um determinado órgão ou membro de um paciente se tornem mais lentos, ao mesmo tempo que se reduz sua sensibilidade. A técnica tem utilidade em algumas práticas cirúrgicas, para retardar processos patológicos ou quando forte reação orgânica a uma alteração pode pôr em risco a vida do paciente.

Fonte: biomania.com

Hibernação

Hibernação
Urso dormindo

Como os ursos hibernam?

Para enfrentar o frio e a escassez de alimentos do inverno do hemisfério norte, eles tiram o time de campo, passando um tempo sem beber, comer, urinar e defecar. No caso dos ursos-negros, esse período varia entre cinco e sete meses por ano.

Segundo uma pesquisa da Universidade do Alasca divulgada em fevereiro, o metabolismo dessa espécie fica reduzido a 25% de sua capacidade, a temperatura do corpo baixa em média 6 oC e a frequência cardíaca cai de 55 para só nove batimentos por minuto!

A queima da gordura estocada no corpo libera a água e as poucas calorias de que ele necessita para sobreviver.

Também acontece uma reciclagem de componentes nitrosos, como a ureia. Combinados com a glicerina resultante do uso da gordura, esses dejetos formam aminoácidos que ajudam a manter as proteínas corporais.

Hora da soneca

Saiba como o bicho se prepara para sumir do mapa por até sete meses:

Atividade normal: Esse é o período “tranquilo”, quando o clima está favorável, há alimento disponível e o metabolismo do animal funciona em 100% da capacidade. Em geral, começa ao final do primeiro mês da primavera e vai até a metade do verão
Hiperfagia: O nome já diz tudo:
é hora de comer bastante! Desde o meio do verão até um pouco mais da metade do outono, os ursos-negros com acesso ilimitado a alimento bebem pelo menos 30 litros de água por dia e estocam calorias (enquanto o gasto calórico continua o mesmo de antes)
Transição de outono:
Começam a diminuir o metabolismo para a hibernação. Comem menos que na hiperfagia, mas o consumo de água e a urinação seguem em alta. Os batimentos cardíacos caem de cerca de 80 por minuto para cerca de 50 (e, durante as 22 horas diárias de sono, chegam a 22 por minuto).
Hibernação:
Pode chegar a sete meses. Durante o período, o consumo de calorias diárias, extraídas da gordura acumulada na hiperfagia, cai para entre 4 e 6 mil. O metabolismo é reduzido a 25%.
Até a entrada de oxigênio é muito reduzida:
em geral, o urso respira só uma vez a cada 45 segundos
Hibernação ambulante:
Sabe quando você acorda e ainda está meio grogue? Imagina após dormir por meses! Por cerca de 20 dias, os ursos mantêm o metabolismo abaixo da capacidade total, embora a temperatura do corpo já volte ao normal. É o período de ajuste antes de retornar à vida regular
Cafofo animal:
Eles hibernam sob as raízes ou na base de uma grande árvore, debaixo de um rochedo ou em uma toca que cavam no solo, com ao menos 0,5 m de altura e quase 1 m de comprimento. O chão e o fundo são forrados com ramos de vegetação. Nas regiões muito frias, montam a toca em um ponto onde caia muita neve para aumentar o isolamento térmico. E costumam voltar ao mesmo abrigo todo inverno
Cada um por si:
Ursos são essencialmente solitários, exceto na época de acasalamento. Ou quando as ursas prenhas dão à luz, geralmente durante a hibernação. Elas ficam na toca com os filhotes (entre três e seis) durante todo o inverno, amamentando-os. Após a hibernação, cuida deles até os 2 anos. Depois disso, os pequenos têm que se virar para conseguir alimento e montar o próprio abrigo

E no zoológico?

Longe do habitat natural, bicho perde o ciclo

Ursos em cativeiro dificilmente hibernam, já que, dependendo do lugar, não faz frio e sempre há alimento disponível.

Aliás, por esse mesmo motivo, o panda não hiberna nem na natureza: seus brotos de bambu não escasseiam com a mudança das estações. E, como vivem no alto das montanhas, caso o frio aperte, basta procurar uma temperatura mais amena em altitudes mais baixas.

Outros animais que hibernam: esquilos, marmotas, morcegos, hamsters, ratos-silvestres e ouriços.

Carlos C. Alberts

Fonte: mundoestranho.abril.com.br

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