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Cidadania Ecológica

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Cidadania Ecológica – O que é

Cidadania ecológica é um tipo de cidadania que incentiva os indivíduos, comunidades e organizações como cidadãos do mundo a considerar os direitos e responsabilidades ambientais.

A participação e o exercício da cidadania, com empenho e responsabilidade, são fundamentais na construção de uma nova sociedade, mais justa e em harmonia com o ambiente. Para isto, é urgente descobrir novas formas de organizar as relações entre sociedade e natureza, e também um novo estilo de vida que respeite todas as criaturas que, segundo São Francisco de Assis, são nossas irmãs.

Queremos contribuir para melhorar a qualidade de vida através da construção de um ambiente saudável, que possa ser desfrutado por nossa geração e também pelas futuras.

Vivemos hoje sob a hegemonia de um modelo de desenvolvimento baseado em relações econômicas que privilegiam o mercado, que usa a natureza e os seres humanos como recursos e fonte de renda.

Contra este modelo injusto e excludente afirmamos que todos os seres, animados ou inanimados, possuem um valor existencial intrínseco que transcende valores utilitários.

Por isso, a todos deve ser garantida a vida, a preservação e a continuidade. Já chega deste antropocentrismo exacerbado. O ser humano tem a missão de administrar responsavelmente o ambiente natural, não dominá-lo e destruí-lo com sua sede insaciável de possuir e de consumir. Apesar do quadro ecológico ser extremamente inquietante, existem, graças a Deus, cada vez mais pessoas e entidades que têm a consciência de que uma mudança é necessária, e possível.

Para tanto, algumas atitudes são essenciais: Utilização mais racional e responsável dos recursos da natureza, que não são inesgotáveis; respeito à vida em todas as suas formas; reconstrução daquilo que foi destruído; medidas preventivas.

Há quem julgue que já chegamos a um nível tal de degradação que o retorno é praticamente impossível. Comprometidos com a proteção da vida na terra, reconhecemos o papel central da educação ambiental, do processo educativo permanente e transformador para uma sustentabilidade eqüitativa, baseada no respeito a todas as formas de vida. Por trás do drama ecológico e dos sinais inequívocos de destruição do ambiente, existe uma questão mais profunda, que é a ética, o modo de ser, de posicionar-se e de relacionar-se, em todos os níveis. E como a deterioração do natureza aponta para uma deterioração das relações humanas, é compreensível que a mudança de postura ética passa pela justiça.

A crise ecológica revela uma crise ética em nossos dias, uma crise de valores, uma crise de relações humanas, e de convivência com as demais criaturas.

Daí a importância da educação ambiental para a responsabilidade e o respeito à vida. Tal educação afirma valores e ações que contribuem para a transformação humana e social e para a preservação ecológica.

Ela estimula a formação de sociedades socialmente justas e ecologicamente equilibradas, que conservam relações de interdependência e diversidade. A educação ambiental deve gerar, com urgência, mudanças na qualidade de vida e maior consciência de conduta pessoal, bem como harmonia entre os seres humanos.

A Terra está ferida. Em alguns sentidos, ela está quase ferida de morte. O mar, os rios e os lagos estão contaminados. O ar está poluído. O desmatamento cria novos desertos. Temos pouco tempo para agir, pouco tempo para salvar a Terra, antes que se torne um planeta onde a vida não conseguirá existir.

Essa é uma tarefa de governos?

Sim. Mas é também uma tarefa de cada um de nós. Você pode, e deve, fazer sua parte. Afinal, a Terra é nossa moradia, nossa casa comum.

Nela vivemos e nela viverão nossos filhos. Não é justo entregar a eles um casa em ruínas. O futuro do planeta está em nossas mãos.

Cidadania Ecológica – Consciência

Quando eu penso em cidadania eu penso na consciência sobre os direitos e deveres de cada um e uma como ser-humano num coletivo (na sociedade), penso na consciência de cada um e uma sobre as consequências dos atos para os próximos e o meio ambiente e penso em métodos de alcançar e defender uma vida digna com soberania.

Cidadania Ecológica

A palavra-chave neste contexto é “consciência”. Ela é diretamente ligada com a experiência e a educação. E a educação de sua vez é essencial para a democracia. Uma democracia sem educação é uma ditadura, um aparato de exclusão. A educação básica como ler, escrever e calcular, junto com uma educação mais ampla, a educação ambiental, que trata da política, da produção para o sustento da vida e da ecologia, permite aos moradores (cidadões do futuro?) de ser capaz de perceber o meio ambiente de uma maneira mais consciente, de analisar e diagnosticar o que restringe uma vida digna, articular as críticas e mudar a sua realidade.

A produção do homem (a economia do homem) e a ecologia são diretamente ligadas e interatuando. O meio ambiente é o lugar, o espaço físico da produção e reprodução da vida humana e a fonte dos bens da natureza.

Para segurar estas condições básicas de vida é preciso segurar maneiras sustentáveis de viver e produzir dos moradores neste meio ambiente.

Os moradores conseguem viver e produzir desta maneira se eles sentam a responsabilidade, a competência e o controle (a posse) sobre o ambiente de vida e os recursos locais.

Sentam a responsabilidade se eles sentam o desafio e o desejo de querer viver nesta terra ao longo prazo.

Por isso é preciso estabelecer condições de vida e condições da produção autônomas, sociais e escabeles (compare Reforma Agrária e a redistribuição dos meios de produção).

Esses são as condições sociais necessários que possibilitam aprender como operar e produzir numa maneira sustentável. A experiência, a prática, a rotina e o conhecimento de produzir, viver e sobreviver aprendem os filhos dos pais, a geração nova de uma comunidade da velha.

Infelizmente no Brasil tomava lugar a época da escravidão, e depois de 1888 nunca foi distribuída a concentração de terra e dos meios da produção.

Sob essas condições não era possível passar adiante o conhecimento operário da subsistência adotado para região de uma geração pra outra.

Neste país aconteceu o contrário. Muitas pessoas passaram a adotar a maneira de produzir dos seus velhos “senhores”, que usaram métodos de produzir extremamente destrutivos para o meio ambiente e contra os princípios da sustentabilidade.

Os impactos e pecados ambientais são, entre outros:

Cultivar em monocultura
Usar agrotóxicos e adubos químicos-sintéticos
Queimar grandes áreas para criar números excessivos de boi (gado)
Causar desertificação e erosão da paisagem
Extrair recursos minerais com químicos de alta toxidade
Extrair lenha e madeira numa maneira irresponsável
Gerar grandes quantidades de lixo
Poluir a água e destruir os ecossistemas aquáticos, etc.

Há que dizer que os grandes poluidores do meio ambiente não é o terceiro mundo, nem a periferia, nem os pobres. Os grandes poluidores são principalmente os países industrializados, que são apenas 20 % da população mundial, responsável para 80 % da poluição no mundo.

Falando de proteger o meio ambiente é falar de proteger as condições básicas de vida das pessoas com baixa renda e do terceiro mundo que apresentem 80 % da população mundial, significa protege-os da influencia, dependência e exploração do sistema econômico que esta ocorrendo atualmente no mundo: o capitalismo sem limites, o capitalismo neoliberal.

O funcionamento(?) [só a curto prazo!, ou o não-funcionamento ao longo prazo] do capitalismo está baseado sobre todo no método da exploração- a exploração que começo com a exploração das colônias e da natureza e que continua explorando “novas colônias”, como as mulheres, as crianças, os lavradores, o trabalho informal, etc.

No capitalismo estas “colônias” não têm um valor, com a justificativa: “O que não tem preço não tem valor, é gratuito e de livre acesso!”. O capitalismo continua explorando o mundo, os humanos e a natureza e nos leva a um desastre sócio-ecológico.

A cidadania ecológica nesta situação significa tomar uma contraposição contra os mecanismos da exploração do capitalismo. A cidadania ecológica significa romper com a exclusão social, com a ma de terra e dos meios de produção. A cidadania ecológica significa criar uma verdadeira responsabilidade para o meio ambiente através da disponibilidade dos recursos locais pelos moradores, os habitantes e as comunidades da área, resgatando os conhecimentos tradicionais e locais de viver e produzir numa maneira sustentável.

EDUCAÇÃO PARA PRESERVAÇÃO AMBIENTAL

Cidadania Ecológica

Devemos educar o estudante para utilização racional e inteligente dos recursos naturais, ampliando a capacidade de produção que possui o meio ambiente, em favor da massa social, com equilíbrio, sem degradação deste.

Devemos conscientizar o estudante acerca da crise ambiental e da necessidade de sobrevivência do planeta, para continuação da nossa existência.

Há que se achar uma fórmula equilibrada que concilie crescimento econômico com preservação ambiental. Há necessidade de disseminar, entre os nossos estudantes, uma educação revolucionária para expansão da consciência ecológica que lhes permita tomar atitudes favoráveis ao meio ambiente.

É preciso articular a mobilização da sociedade em direção à conquista da cidadania ecológica. É preciso articular a mobilização social, promover a participação da sociedade nos movimentos ecológicos.

Precisamos de educação para transformação, para enfrentamento dos graves problemas que a humanidade atravessa, tais como a violência à ecologia urbana, traduzida na forma de sequestros, roubos, mortes nas ruas, nas escolas, etc. Há a miséria, a corrupção, as drogas, degradação dos valores morais, etc.

Meu Deus, o que causa o ego?

Devido à entropia, a maioria dos seres humanos já não acredita em mais nada, não acredita na possibilidade de transformação, não trabalho sobre si mesma, não trabalha para elevar o grau de consciência ecológica do seu semelhante, não transmite às novas gerações os valores que esta precisa para cultura da paz e não-violência. Devemos formar homem consciente, para participação decisiva nas decisões acerca dos destinos do planeta. Vem, vamos combater a inércia, a passividade, o imobilismo! Vamos tomar atitudes favoráveis em defesa do mesocosmos.

Assim, o homemóide tem degradado o meio ambiente, ameaçado a sobrevivência dos homens e dos outros seres vivos do planeta.

O modelo desenvolvimentista do capitalismo selvagem que engendrou o consumismo exacerbado, não permitiu a difusão das propriedades entre os povos, além de haver acentuado as desigualdades sociais entre os homens, entre os países ricos e pobres, ampliando a miséria, o sofrimento, a cultura do desperdício e degradação do meio ambiente; sem falar na acentuação dos efeitos nocivos à holística mesocósmica, como a poluição dos mares, destruição da camada de ozônio, etc.

O homemóide colocou a vida do planeta em cheque, ao poluí-lo, ao desmatá-lo, ao explorar irracionalmente os recursos naturais, degradar o solo, poluir o ar, levando o planeta à agonia. Agora a Terra está doentia!

Em reação à violência homemoidal, o mesocosmo revida com inúmeras catástrofes, secas, inundações, el niño, alterações nas condições atmosféricas e nas estações do ano, matando milhões de pessoas, vitimadas por desnutrição, ingestão de água não potável, radiação atômica, agrotóxicos, etc.

O homemóide acelera cada vez mais a degradação do meio ambiente, ao provocar o crescimento econômico, sem o crescimento da consciência.

A maioria dos cientistas e dos trabalhadores em geral do mundo todo, trabalham a serviço da violência e da morte: constroem as guerras, produzem as drogas, as bebidas alcoólicas, os cigarros, etc.

São homens que dedicam seu tempo, gastam sua energia e talentos para o desenvolvimento de armas, de bebidas nocivas, cigarros e todo tipo de drogas.

Com 10% de consciência desperta, nenhuma pessoa trabalharia a serviço guerra, das drogas, da morte.

Se houvesse pelo menos uns 10% entre as pessoas, elas teriam compreendido a lei maior da empatia, passada pelo mestre dos mestres: “Faça aos outros aquilo que queres que façam a ti”. Então, o cientista, o homemóide em geral, ao desenvolver uma bomba, uma arma, uma droga, etc, deveria, primeiramente experimentar em si mesmo. Amarrando a bomba em seu próprio pé, explodindo-a. Se fosse gostoso, fosse bom, passaria aos demais.

Nesta maratona dos inconscientes, os homemóides confeccionaram armas para destruir nosso planeta dezenas de vezes.

Destruindo-a apenas uma vez já não seria suficiente?

Se não fosse a psicologia equivocada do homemóide não se gastaria recurso, 60 vezes mais, com a formação de um soldado, do que para educar uma criança ao longo de toda a sua vida. Enquanto se gasta 1,3 milhão de dólares, por minuto com o militarismo, com a belicosidade, 30 crianças morrem desnutridas, com fome, nos países pobres. Nenhuma evolução científica tecnológica, nenhum sucesso econômico, militar, desenvolvimentista, compensa a violência homemoidal, imposta ao micro e mesocosmo, aos seres vivos e aos seres humanos, através de uma ciência, desprovida de consciência.

Se o homemóide possuísse um percentual maior de consciência desperta, ao invés de gastar grande quantidade de dinheiro em tecnologia sofisticada de guerra, trabalharia a serviço do bem-estar da humanidade, combatendo a fome, a miséria, a violência, etc. O homemóide destituído de compreensão e consciência impôs um modelo de desenvolvimento predatório; com sua violência generalizada, deixa rastro de destruição ambiental por onde passa. Há que se ter um pouco mais de consciência ecológica, para lutar contra a destruição das florestas, dos peixes, de outros animais e do próprio homem.

A EDUCAÇÃO PREVENTIVA DA VIOLÊNCIA ECOLÓGICA

Pitágoras já dizia há 2.500 anos: “Eduquem as crianças de hoje que não será preciso castigar os homens de amanhã”. Porém, a ação de educar não se vingou, a partir de Pitágoras, até hoje. No nosso mundo atual, pseudoevoluído, as preocupações econômicas e financeiras absorveram completamente os 3% de inteligência da raça humana, tanto dos que governam o país quanto dos que são governados.

Na escola convencional de qualquer grau só se trata da instrução e da adestração. Esqueceu-se por completo da Maiêutica Socrática, geratriz da verdadeira educação.

Uma verdadeira educação deve fazer presente na escola, em todos os momentos, principalmente no ensino fundamental, que é o alicerce formativo; esta deve ser completamente desarticulada da questão econômica e voltada para os valores éticos. Quem forma o caráter de um indivíduo que, por sua vez, vai compor a sociedade, é a educação que ele recebe quando ainda é criança ou jovem.

O destino das criaturas humanas que compõem a sociedade está em conexão com os princípios educacionais que lhes foram inculcados na infância e na adolescência. Daí pode-se dizer que a horrorosa violência, que ronda os quatro cantos do mundo, possui suas raízes no fracasso dos sistemas educacionais.

A famigerada violência, crescente em suas múltiplas formas, nos dias de hoje, está estritamente relacionada à inegável falta da educação, no sentido real da palavra.

Como o povo, tanto o rico como o pobre, não se auto-educou ao longo da existência humana, hoje a sociedade é um caos. Segurança, na atualidade, é questão de vida ou de morte.

Porque a violência atinge a todas as pessoas de qualquer nível social. Ninguém é feliz, ninguém tem paz! O desespero e o medo atingem a todos. Pois, ninguém tem tranqüilidade nas ruas, em casa, nos campos de futebol, nas praças de esportes, no aglomerados de pessoas, nos templos, nos carros, nos ônibus, nos aviões, dentro ou fora da cidade, etc. Todo mundo vive desassossegado, de dia e de noite, a qualquer hora. É uma situação caótica, deplorável, a que chegou o ser humano!

A violência representou o fracasso da sociedade em seu processo de humanização. Esta violência criou um quadro imbatível, imprevisível e absurdo, com os assaltos a bancos, às residências e a estabelecimentos comerciais que se verificam freqüentemente nos dias de hoje no meio social, o que por si só comprovam a veracidade dos fatos.

A população vive atemorizada com os assaltos às pessoas nas cidades e nos campo, como mostram os noticiários de violência de todo tipo, agressões e crimes, que já tomam a maior parte da televisão, do rádio, dos jornais, das revistas, etc.

A raça humana tornou-se vítima de si mesma e está num beco sem saída! Ao sair à noite pelas ruas, a pé, é agir imprudentemente, pois é grande a possibilidade de ser assaltado lá.

Ficar em casa também corre o mesmo risco. As estatísticas dos crimes contra a ecologia, contra as pessoas, o vandalismo, o bandidismo, a corrupção, a sodomia, a depravação e a degeneração humana, crescem assustadoramente todos os dias. Isto está nos noticiários, nas páginas dos jornais e é do conhecimento de todos. É a realidade atual do nosso COSMOS que virou CAOS.

As medidas que os governos vem adotando não têm conseguido resolver os problemas e nem remediá-los. Porque qualquer solução acerca do processo de violência crescente, passa pela transformação da sociedade através da educação. Mas, como não há educação para transformar a massa social, a questão da violência fica insolúvel.

Jogamos a culpa nos políticos, nos governos, etc. pela violência descomedida; mas quem é o governo?

Nada mais é do que o expoente que sai de uma base (sociedade). Se a base é suja, é corrupta, é violenta, etc., produz, conseqüentemente, expoentes sujos, como os que ai estão. Se não há transformação através da educação da base, o expoente sai sujo e deplorável, ainda que sua aparência externa seja revestida de uma pseudobeleza.

Como transformar base suja em expoentes limpos, se esqueceu completamente do papel da educação?

Expoente, não transformado pelo filtro da educação, reproduz com fidelidade a base impura.

Se não se coloca a escola como filtro transformador de bases sujas em expoentes limpos, a superação da violência múltipla, dessa verdadeira calamidade pública, que tanto infelicita os países, não encontrará solução no nosso mundo.

Uma educação eficaz certamente seria uma grande força para transformação das bases sujas em expoentes limpos e imaculados; o que resultaria na diminuição da violência.

É irrefutável que a prática da educação para a modificação do caráter do cidadão, propicia-lhe insumos para uma vida equilibrada na sociedade.

Uma educação verdadeiramente formativa transforma bases sujas em expoentes limpos. Da mesma maneira que se formam os políticos, se formam os médicos, os dentistas, os engenheiros, etc. Daí, que se os políticos são sujos, estes profissionais também são.

O sistema escolar convencional que ai está é um fracasso total, enquanto agente transformador da massa social; porque este só ousa instruir, adestrar, segundo o modelo econômico vigente, para as coisas materiais, o que é muito pouco no caminho da transformação. Porque é preciso educar os jovens, inculcando-lhes princípios morais e éticos, norteadores de suas vidas; dirigindo-os para o espírito de cooperação mútua, ao invés da competição egocêntrica que lhes é imposta pelo sistema escolar adestrador.

A violência, a indisciplina e a desordem caótica são os frutos da sub educação, da permissividade dos pais, da despersonalização da culpabilidade, etc. Os pais e a escola, ausentes, têm produzido cidadãos delinqüentes; uma legião de seres desajustados, esquizofrênicos, irresponsáveis, etc.

É preciso que os governos e a sociedade em geral acreditem no que Pitágoras disse há cerca de 2.000 anos a respeito da educação: “Educar as crianças de hoje, para não ser preciso castigar os homens de amanhã”.

Por que os jovens não nascem delinqüentes. Os germes da delinqüência, que residem em sua psique, ao invés de serem germinados por falta de educação, como geralmente ocorre, podem ser transformados pelo filtro da mesma. Porque todos são educáveis, sem distinção de raça, sexo, cor, classe social e de faixa etária. Basta, para que isso ocorra, que haja priorização da educação, como meio de elevação dos parâmetros éticos do ente social. Tratem-se de fazer a educação na escola, nos meios de comunicação, nos sindicatos, na família, etc., que os resultados serão altamente positivos.

Todos poderão ver isto ocorrer! Podes crer!

Nunca se viu tanta violência ecológica, urbana, no campo, na escola, no futebol, no Brasil, em outros países, etc., o que se tem constituído em verdadeiras guerras civis disfarçadas.

Isto é o resultado da ausência de educação para formação moral, espiritual e ética do ente humano. Desta maneira esta sociedade não logrou avançar na escala de valores da seidade interna; o que se agravou com a falta da noção de cidadania ecológica, espelhada na repetência e na evasão escolar, no fracasso escolar, no desemprego maciço, nos salários irrisórios, etc., frutos da injustiça social, propiciada pelo monstro do capitalismo.

Para dar fim a este estado de coisas, é preciso investimento no social, na criança, no homem, etc., educando-os, formando-os com valores morais, espirituais e éticos.

A experiência demonstra que investir no cidadão e na criança é o melhor caminho para se controlar a violência. Então, é preciso que a sociedade comunitária e o governo, como um todo, trabalhem conjuntamente, para combater as drogas, vetor da violência, para reduzir a miséria, para retirar os sem nada da rua, dá-los abrigo e assistência condizentes com a dignidade do ente humano.

É necessário montar um sistema embasado nos valores educacionais, onde o aluno deve ser levado a conhecer a verdade acerca de todas as coisas e de si mesmo. Então, a escola deve informar ao aluno que a violência tem origem no ego e que este foi quem engendrou o modelo econômico que ai está, para propiciar uma distribuição injusta de renda. Ego, que por sua vez, dá origem à miséria, ao desemprego, à favela dos sem nada e à violência em geral. Também deve ser ensinado que, por outro lado, o modelo econômico vigente, na forma de neocapitalismo voraz, na sua etapa apocalíptica, e que é o grande responsável pelo desequilíbrio social, tem sua origem na hipertrofiação do ego.

Portanto, se desintegrarmos este ente gerador de defeitos, por meio de uma didática concreta, que nos ensine o caminho da revolução da consciência, a transformação do homem será um evento certo; o que por sua vez demandará a transformação da sociedade e do modelo econômico desumano que ai está, etc.

Então, a miséria, a injustiça social, a violência, etc., serão erradicadas, como conseqüência direta da transformação da humanidade. Desta forma estaremos combatendo estes males, vetores da violência generalizada, onde eles nascem, nas causas, ao erradicar do interior de cada estudante os eus da ambição descomedida.

Esta mudança é radical e representa a última esperança para o homem telúrico. Por este motivo, a educação genuína do ente humano não poderá estar atrelada ao modelo econômico.

Não se pode fazer um projeto de educação do ente humano, atrelado ao modelo, como se fez até hoje.

Temos que conectar a educação do homem a valores virtuosos da essência: éticos, espirituais, morais, etc.

Porque se o educando permear-se destes valores, a transformação da sociedade estará garantida; pois que este é o meio mais eficaz de se combater a violência generalizada, na causa. Mas, do combate da violência no efeito, sem a transformação da sociedade pelo filtro escolar que transforme defeitos em virtudes, nada resultará.

Porém, se o ente humano for transformado pelo filtro da educação, dialeticamente à luz da ética, se tornará em uma poderosa força motriz, agente de todas as outras transformações que virão em decorrência.

Considera-se como educação para erradicação da violência, aquela que se veicula ao estudante para o alongamento de sua inteligência, para ampliar a sua compreensão e revolucionar a sua consciência, levando-o a conhecer-se a si mesmo, por intermédio de técnica da auto-observação, prática que permite ao estudante visualizar os elementos psicológicos atuando na construção dos defeitos e da violência generalizada, o que tanto infelicita os povos da nossa sociedade.

Os sistemas de ensino, ao elaborarem os seus projeto educacionais, devem ter como objetivo o sucesso do homem, da escola e da sociedade. E, nenhum sucesso econômico, tecnológico, material, etc., compensa o fracasso da massa social, aqui no planeta Terra. E, todos nós sabemos que este fracasso vem na forma de globalização econômica, neoliberalismo econômico, destruição familiar, desemprego, trabalho infantil, fome, injusta distribuição de renda, ausência de política concreta de reforma agrária, imoralidade generalizada, perdas de parâmetros éticos da sociedade, mortalidade infantil, epidemias, discriminação social e racial, torturas, guerras entre os povos, agressividade, drogas nas escolas, pichação, depredação escolar, criminalidade exacerbada e violência geral, coisas que exterminam a raça humana e põe um fim à espécie Homo sapiens no Planeta Terra.

É preciso levar em conta ao planejar o ensino, a perda de parâmetros éticos do ente social, em quase todos os setores da vida. Nossa sociedade evolucionou tecnologicamente, sem que houvesse expansão da sua consciência. Daí perdeu-se os referenciais éticos na família, nos aglomerados sociais, na política, na televisão, no rádio, na dança, na música, na Internet, nos esportes, nas escolas, no comércio, nos serviços públicos, etc. Devido ao hipertrofiamento do ego, levar vantagem em tudo é a lei do homemóide atual, torpe, antiecológico e egoísta em sua totalidade.

CONSTRUÇÃO DA CIDADANIA ECOLÓGICA

Culturalmente o homem altera o seu modo de vida por intermédio de sua inteligência criativa, que constrói capacidades de buscar soluções para seus problemas. Então ele busca maneiras de sobreviver aqui no planeta, se agrupando sempre, por tratar-se de um animal social. Entretanto, o mal em tudo isto foi que o homem não aprendeu a desenvolver a sua consciência paralelamente ao uso das ciências.

E inteligência utilizada sem consciência, quase sempre se dirige para o mal, é empregada para destruir o planeta, a serviço da morte.

Temos que preparar uma sociedade ecológica de cidadãos holísticos, que possua consciência ecológica desenvolvida e a utilize na tecnologia do bem, para adaptar o ambiente as suas necessidades, sem degradação deste, usando para isto a sua inteligência criativa, para se apossar da cultura acumulada ao longo dos milhares de anos.

O homem holístico respeita e preserva as culturas de todos os povos, porque sabe que com isto está respeitando e preservando a própria natureza. Nossa vida em grupo requer cooperação, solidariedade e compreensão. Porém, devido ao capitalismo nossa sociedade se pauta pela competição, gerando antagonismo, individualismo e competição.

Precisamos preparar o homem do futuro, revesti-lo de cidadania ecológica, para que possa zelar pelo seu destino e da sua grande causa que é o planeta Terra.

Devemos educa-lo com base nos fatores de revolução da consciência holística da Psicologia Revolucionária, para que venha ter uma ética de valores elevados, de respeito aos seres vivos, à natureza, ao seu semelhante e a si mesmo.

O homemóide do antropocentrismo destruiu muitas culturas, violentou muita gente, ao modificar seus hábitos, descaracterizando e exterminando muitos grupos humanos, com ajuda dos aparelhos ideológicos de estados, religiões, escolarizações, etc. Não bastasse isto, o homemóide destruiu a sua própria morada. Agora, o futuro da humanidade está nas mãos do homem holístico e não do homemóide antropocêntrico.

Certamente, por tudo isto, o homemóide continuará pertencendo ao gênero homo, à família dos hominídeos, à ordem dos primatas, à classe dos mamíferos, ao reino animal, como antes fora.

Entretanto, este mamífero intelectual não pode mais ser classificado como espécie Homo sapiens, porque sapiens denota sabedoria, conhecimento, compreensão, etc; e como pode ser sábio, um ente antiecológico que destrói os seres vivos, a sua própria morada e a si mesmo?

A maioria absoluta de seres humanos já não faz jus ao qualificativo de Humano, e sim, desumano, pois são violentos, fazem guerras, provocam a miséria, a fome, a desordem, a violência generalizada, etc.

Os componentes físicos, químicos e biológicos do planeta são gerados, interagem e transformam-se coordenados pelos princípios inteligentes da natureza, por intermédio da mecânica holística.

Os princípios inteligentes da natureza utilizam-se de fatores determinantes das transformações da hidrosfera, da atmosfera e da litosfera para da origem à vida existencial e posteriormente distribuí-la na natureza, para composição dos ecossistemas, adotando para isto mecanismos de adaptação, evoluções e modificações ao longo dos tempos.

A inteligência organizativa da natureza construiu condições físicas, químicas, climáticas e nutricionais, através da mecânica holística, para geração, desenvolvimento, manutenção e perpetuação da vida existencial.

A humanidade retira da natureza os recursos que necessita para a sua existência. Só, que na atualidade, vem retirando muito, e repondo pouco ou quase nada, daquilo que sem dúvida desequilibra a natureza, empobrece-na gradativamente, agonizando-a até à morte.

Devemos formar uma sociedade holística que retire do solo somente aquilo que necessita, fazendo a as devidas reposições na mesma proporção da retirada, para que haja um desenvolvimento auto-sustentado, ao bem de todos nós e das gerações futuras.

A humanidade atual chegou ao ano 2000 com uma crise existencial total, trazendo em seu bojo a miséria, a desordem, a violência e o caos. A crise que vivenciamos, oriunda das ações centrífugas do homemóide antropocêntrico antiecológico, mostra-nos que há erros profundos no paradigma antropocêntrico, que separou o homem da sua mãe natureza, tornando-o órfão e imbecil.

Por outro lado, falando em construtivismo de Piaget, à luz da mecânica pendular, a crise de valores morais e espirituais que a humanidade atravessa, representa uma oportunidade para reconhecermos nossos erros e emendarmos deles, corrigirmos o desequilíbrio ecológico, construirmos um novo modelo de organização social, criando uma sociedade ecologicamente ambientalista, que avance em direção à humanização holística, sob os signos de um paradigma psicognóstico.

Fonte: www.markus-breuss.com/puravidabrasil.org/files.eric.ed.gov/www.geocities.com

 

 

 

 

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