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Reino Protista

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Reino Protista – O que é

Os protistas são as algas unicelulares e os protozoários. A célula de um protista é semelhante às células de animais e plantas, mas há particularidades.

Os plastos das algas são diferentes dos das plantas quanto à sua organização interna de membranas fotossintéticas. Ocorrem cílios e flagelos para a locomoção.

Os protistas habitam quase todo local onde exista água, sendo importantes componentes do plâncton, uma comunidade de organismos que nadam ou vagueiam passivamente junto á superfície dos lagos e oceanos.

Existem igualmente em meio terrestre, desde que haja umidade suficiente, ou o interior de seres vivos.

Protistas é um termo abrangente usado para descrever todos os organismos eucarióticos – ou seja, aqueles que têm células com núcleos – além de animais, plantas e fungos.

Os exemplos incluem os protozoários semelhantes a animais unicelulares, os fungos viscosos semelhantes a fungos e os protófitos semelhantes a plantas.

Esses organismos eram antes considerados como pertencentes a um reino por direito próprio, como plantas e animais, mas agora é conhecido, por meio de análise de DNA, que muitos deles não estão intimamente relacionados entre si, e que alguns podem estar mais próximos organismos dentro de outros reinos do que seus companheiros protistas. O termo deriva do grego protistão, significando o “primeiro de todos”. Esses organismos são frequentemente microscópicos e são unicelulares ou uma massa multicelular indiferenciada.

Reino Protista – Classificação

As semelhanças e diferenças superficiais entre os protistas podem ser enganosas. À medida que mais análises foram realizadas no nível molecular, relacionamentos surpreendentes surgiram. Por exemplo, a alga marinha que pode atingir 50 metros de comprimento acaba sendo mais relacionada às diatomáceas microscópicas do que a algumas outras algas marinhas, enquanto as algas verdes estão mais intimamente relacionadas aos membros do reino vegetal do que a outros, aparentemente protistas semelhantes, como algas vermelhas.

É geralmente reconhecido que algum tipo de reclassificação entre esta categoria de formas de vida é necessária; isso pode resultar na divisão deles em vários reinos, ou em alguns tipos sendo agrupados com outros reinos. A classificação de protistas ainda é uma área de pesquisa em andamento e pode estar sujeita a revisões adicionais à medida que mais informações surgem, mas, em uma base um pouco menos científica, esses organismos podem ser grosseiramente agrupados em semelhantes a animais, semelhantes a plantas, e os menos numerosos tipos semelhantes a fungos.

Formas semelhantes a animais

Esses tipos são todos unicelulares e geralmente são capazes de movimentos independentes. A maioria caça ativamente por comida ou são parasitas que infectam outros organismos, embora alguns gerem seus próprios alimentos por fotossíntese. Eles incluem as formas de vida geralmente conhecidas como protozoários, bem como vários outros organismos.

Aqueles que são capazes de locomoção usam um dos três métodos. Os ciliados, como o conhecido paramécio, usam minúsculos fios de cabelo em movimento, conhecidos como cílios, para viajar através da água.

Os flagelados usam uma longa estrutura semelhante a um chicote chamada flagelo para se propelirem, enquanto as formas semelhantes à ameba têm uma membrana celular flexível e macia e são capazes de se mover sobre as superfícies ao fluir, produzindo pseudópodes – projeções semelhantes a pés.

Alguns tipos podem alternar entre um flagelado e uma forma semelhante à ameba, enquanto algumas formas parasitárias, como o plasmódio, que causa a malária, e o toxoplasma, que causa a toxoplasmose, são incapazes de movimento independente e muitas vezes têm ciclos de vida complexos que envolvem mais de um hospedeiro.

Outro grupo interessante são os dinoflagelados. Esses organismos marinhos e de água doce móveis se movem usando flagelos, mas, como as plantas e as algas, muitos criam seus próprios alimentos por meio da fotossíntese. Alguns tipos exibem bioluminescência e, se presentes em grande número, podem produzir um brilho visível na água do mar à noite.

Outros tipos produzem toxinas poderosas e são responsáveis pela “maré vermelha” que pode matar peixes e outros organismos – a cor vermelha vem do pigmento fotossintético que usam.

Formas semelhantes a plantas

Este grupo consiste principalmente de organismos fotossintéticos não móveis. As algas vermelhas e verdes são talvez os tipos mais conhecidos, embora a categoria inclua algumas formas de vida de aparência muito diferente. Eles variam de organismos unicelulares microscópicos a formas multicelulares muito grandes, como algas marinhas.

As algas vermelhas receberam seu nome de um pigmento vermelho chamado ficoeritrina, que desempenha a mesma função fotossintética da clorofila em algas verdes e plantas, mas absorve a luz azul.

Isso permite que vivam em profundidades maiores do que as algas verdes, já que a luz na faixa azul do espectro penetra mais profundamente na água. As algas vermelhas incluem vários tipos de algas marinhas, algumas das quais comestíveis. Certos tipos produzem uma crosta de carbonato de cálcio ao seu redor e são importantes na formação de recifes em algumas áreas.

As algas verdes se assemelham aos membros do reino vegetal, pois usam as mesmas formas de clorofila. Eles são, de fato, considerados os ancestrais das plantas verdes.

Eles variam de tipos unicelulares a multicelulares e podem ser encontrados em uma variedade de ambientes aquáticos ou úmidos. Algumas espécies são marinhas e incluem muitas algas marinhas, enquanto outras são encontradas em água doce ou em locais úmidos e sombreados. Vários tipos formaram uma relação simbiótica com certos fungos, na forma de líquenes.

Os chromistas são um grupo extremamente variado de protistas semelhantes a plantas. Eles incluem as enormes algas marinhas que podem formar grandes florestas no fundo do oceano, bem como as diatomáceas, que são organismos microscópicos unicelulares que se envolvem em revestimentos de sílica, geralmente com estruturas muito complexas e bonitas. As diatomáceas ocorrem na água doce e no mar, onde são uma parte importante do fitoplâncton que forma a base da cadeia alimentar marinha.

Formas semelhantes a fungos

Estes consistem em vários tipos de bolor limoso; no entanto, embora se assemelhem a fungos em sua aparência externa e já tenham sido classificados como tal, na verdade são completamente independentes.

Eles consistem em organismos unicelulares móveis que se movem em colônias, alimentando-se de microorganismos, como bactérias. As células podem se fundir em um determinado estágio, às vezes formando o que é, na verdade, uma enorme célula com muitos núcleos. Eles podem se reproduzir formando estruturas contendo esporos, que são liberados para formar novos fungos viscosos quando pousam em um ambiente favorável.

Os fungos viscosos podem ser encontrados no solo, cascas de árvores e matéria orgânica em decomposição, como madeira apodrecida.

Reino Protista – Organismos

Os organismos unicelulares eucariontes, representados pelos protozoários – como amebas e paramécios – e certas algas unicelulares – como euglenafíceas, pirrofíceas e crisofíceas -, constituem o reino Protista.

Sendo eucarionte, os protista são portados de núcleo individualizado – delimitado por membrana nuclear denominada carioteca e de organelas citoplasmáticas bem definidas.

Essas características permitem a distinção entre protista e moneras.

Protozoários (filo Protozoa)

Os protozoários são eucariontes unicelular desprovidos de clorofila, que vivem isolados ou formando colônias, nos mais variados tipos de hábitat.

Podem ser aeróbicos ou anaeróbicos e exibir vida livre ou associar-se a outros organismos. Neste último caso, alguns se comportam como simples comensais, isto é, sem causar danos se alojam no organismo hospedeiro, nutrindo-se de seus restos alimentares. É o caso da Entamoeba coli, protozoário comensal que pode ser encontrado no intestino humano.

Outros se comportam como mutualísticos, isto é, estabelecem com o hospedeiro uma relação de benefícios mútuos; é o caso do Trichonympha collaris, que vive no intestino de cupins, onde promove a digestão da celulose, auxiliando assim a nutrição desses animais; em troca, o protozoário encontra no inseto alimento e hábitat adequado para sua sobrevivência.

Alguns atuam como parasitas do homem e de outros seres vivos.

Os protozoários são microscópicos, mas existem exceções que podem ser visualizadas a olho nu, como o Spirostomum, que mede cerca de 5 milímetros de comprimento.

Classificação dos protozoários

Os protozoários podem ser fixos ou se deslocar através de cílios, flagelos ou pseudopodes.

De acordo com o tipo e a presença ou não dessas organelas locomotoras, os protozoários classificam-se em:

Rizópodes ou sarcodíneos – locomovem-se através de pseudópodes
Flagelados ou mastigóforos
 – locomovem-se de flagelos
Ciliados 
– locomovem-se através de cílios
Esporozoários 
– desprovidos de organelas locomotoras.

Rizópodes ou sarcodíneos

As amebas são os principais representantes dos rizópodes, protozoários que se deslocam e se alimentam através de pseudópodes. A maioria é de vida livre, podendo ser marinhas ou dulcícolas (de água doce, como rios, represas, poças, tanques, lodo e mesmo terra úmida).

A emissão de pseudópodes permite a locomoção e a captura de alimento por parte das amebas. Ao detectarem a presença de um alimento qualquer, como algas ou protozoários menores, as amebas deslocam-se até ele englobando-o com seus pseudópodes, fenômeno conhecido por fagocitose.

Nas amebas dulcícolas, além das organelas comuns de uma célula típica, constata-se a presença de um vacúolo denominado contrátil ou pulsátil. Considerando a Amoeba proteus, uma ameba comum de água doce, verifica-se que seu fluído citoplasmático é hipertônico em relação ao meio onde viva. Isso determina um fluxo de água, por osmose, do meio ambiente para p interior da célula. Esse fluxo, sem dúvida, acabaria por promover a ruptura celular, não fosse a atividade reguladora do vacúolo pulsátil. De fato, esse vacúolo recolhe o excesso de água que penetrou na célula e, através de movimentos de pulsação, elimina essa água para o meio externo. Nas amebas marinhas – cujo habitat não apresenta esse tipo de problema, já que a concentração salina da água é semelhante à concentração do fluído citoplasmático desses protozoários – o vacúolo pulsátil seria funcionalmente inativo, o que justifica a ausência dessa organela em tais protozoários.

A Entamoeba histolytica vive no intestino humano, onde atua como parasita. Essa ameba pode ser adquirida através da ingestão de cistos, formas resistentes que surgem condições ambientais inadequadas, presentes em água e alimentos contaminados. No intestino grosso, o cisto é dissolvido através de enzimas, e a Entamoeba histolytica prende-se então à parede intestinal atingindo capilares sangüíneos, fagocitando glóbulos vermelhos (hemácias) para nutrir-se. Surgem ulcerações intestinais e diarréias, quadro clinica básico da disenteria amebiana. Caso a ameba consiga atravessar a parede intestinal, pode, através da corrente sangüínea, alojar-se em órgãos como pulmões, fígado e cérebro, provocando graves lesões que identificam o quadro clínico da amebíase.

A profilaxia da amebíase é de difícil execução, pois não depende apenas do tratamento da matéria fecal e do lixo, mas também da proteção da água potável e dos alimentos, da higiene pessoal e principalmente da educação sanitária. Mesmo em países ricos e de higiene pública adequada, como os Estados Unidos, aparece grande número de pessoas contaminadas.Portanto em países do Terceiro Mundo, como o Brasil, Peru e Colômbia, as dificuldades para uma profilaxia são ainda maiores. Nos grandes centros urbanos, a amebíase, um grave problema sanitário, agrava-se e deve ser combatida principalmente com a distribuição da rede de esgoto para toda a cidade e com o tratamento do lixo.

É sempre fundamental o uso de instalações sanitárias adequados, tratamento de água, higiene pessoal e lavagem cuidadosa dos alimentos, sobretudo frutas e verduras, e uma grande campanha de educação sanitária que atinja toda a população.

Ciliados

São protozoários portadores de cílios que se prestam à locomoção e captura de alimentos.

Os ciliados são considerados os protozoários mais especializados pois apresentam muitas organelas, que garantem a realização dos mais diversos vitais. Abundantes em água doce e salgada, exibem vida ou associada a outros seres vivos.

Os ciliados são muito utilizados em experimentos diversos, uma vez que apresentam porte relativamente grande e sua criação é fácil. Os mais conhecidos pertencem ao gênero Paramecium, em que se destacam as espécies Paramecium aurelia e Paramecium caudatum.

Reino Protista

Para descrição do grupo, utilizaremos os ciliados do gênero Paramecium. Enquanto as amebas obtêm seu alimento por fagocitose, através de qualquer parte da superfície celular, os ciliados alimentam-se por meio de uma depressão da superfície, denominada sulco oral. No final do sulco oral existe uma estrutura chamada citóstoma (“boca” da célula).

O movimento dos cujos provoca turbilhonamento na água, que facilita a penetração de uma eventual partícula alimentar no sulco oral; o alimento atravessa então o citóstoma e penetra numa região denominada citofaringe. No final da citofaringe o alimento é definitivamente adquirido pelo paramécio formando um vacúolo digestivo.

Após a digestão e absorção do nutrientes, os digestivos são eliminados para o através de um poro denominado citopígeo ou citoprocto. Há ainda um vacúolo pulsátil, que elimina o excesso de água.

O Balantidium coli, outro tipo de ciliado, é o maior protozoário que parasita o homem, sendo causador de disenteria. Embora não ocasione lesões graves no organismo hospedeiro, muitos casos podem apresentar sintomas tão semelhantes ao da disenteria amebiana que o diagnostico apenas se torna claro pela identificação do balantídio nas fezes do indivíduo infectado.

Seus hospedeiro naturais são o porco, o cavalo, o macaco e o rato selvagem, sendo que no porco não aparecem o sintomas de infecção.

Pois com este animal o balantídio desenvolve exclusivamente uma relação de comensalismo, alimentado-se apenas do conteúdo intestinal, rico em substâncias amiláceas (que contem amido).

A transmissão ao homem se dá principalmente pela ingestão de cistos do protozoário, através de alimento ou água contaminada tanto por portadores da infecção como por fezes de animais com balantídio.

A prevenção é basicamente a mesma indicada para a Entamoeba histolytica.

Esporozoários

Os esporozoários são protozoários parasitas desprovidos de organelas de locomoção e vacúolos pulsáteis. Entre as doenças causadas por esses microorganismos, citamos a malária humana e a coccidiose em aves e coelhos.

A malária é causada por esporozoários do gênero Plasmodium, que são inoculados no homem através da picada das fêmeas do gênero Anopheles, infectadas.

Quando o mosquito (transmissor ou vetor) pica um indivíduo, injeta-lhe um pouco de saliva que contem substâncias anticoagulares. Caso o mosquito esteja infectado, juntamente com a saliva são injetados esporos infestantes dos plasmódios. Esses esporos alcançam a corrente sangüínea do homem e se instalam em órgãos diversos, como o fígado e o baço, onde ficam inoculados por vários dias. Após o período de incubação, os esporos retornam à corrente sangüínea e penetram nas hemácias, onde se reproduzem assexuadamente.

As hemácias então se rompem e liberam para o sangue novos plasmódios, que passam a infectar novas hemácias sadias, repetindo-se o processo.

O ataque de frio e febre observado nas pessoas doentes coincide com a liberação dos plasmódios infestantes e parece da ação de substâncias tóxicas no sangue, liberadas por ocasião da ruptura das hemácias infestadas.

Depois de algumas gerações, certos plasmódios transformaram-se em formas sexuadas denominadas gametócitos. Essas formas poderão ser adquiridas pelo mosquito, ao sugar o sangue de um novo indivíduo doente.

No interior do tubo digestivo do inseto, os gametócitos completam seu desenvolvimento e se transformam em gametas, que originam zigotos. Cada zigoto produz muitos plasmódios, que acabam se instalando nas glândulas salivares do Anopheles e podem ser transmitidos a outras pessoas sadias, recomeçando o ciclo.

O ciclo evolutivo do Plasmodium compreende, portanto, duas fases:

Fase assexuada: Ocorre no interior das hemácias; por alojar a fase assexuada, o homem é considerado hospedeiro intermediário
Fase sexuada: 
Ocorre no tubo digestivo do mosquito, que é então considerado hospedeiro definitivo.

Reino Protista – Tipos

Este reino é formado por seres dos mais diversos tipos: unicelulares, pluricelulares e coloniais, sendo conhecidas dezenas de milhares de espécies.

Todos são eucariontes, isto é, apresentam carioteca (membrana nuclear).

A nutrição ocorre geralmente por absorção, fotossíntese ou ingestão por fagocitose ou pinocitose. A reprodução pode ocorrer envolvendo processos sexuados e assexuados (fragmentação e bipartição).

Esse reino é constituído por algas eucarióticas e protozoários. Alguns biólogos incluem os mixomicetos nesse grupo pelas suas características amebóides (são unicelulares e não possuem forma fixa).

As algas pluricelulares não apresentam tecidos ou órgãos bem definidos. Esse caráter de simplicidade fez com que esses seres vivos fossem classificados como protitas.

O grupo das algas possui grande diversidade, diferentes colorações, formas e tamanhos. A tendência atual é dividir esse grupo em filos.

São eles:

Filo Euglenófitas

O nome deriva do gênero Euglena viridis, a principal categoria representante. São algas unicelulares com paramilo como substância de reserva e presença de pigmentos do tipo clorofila a e b, carotenos e xantofilas; sem paredes celulares, apresentam uma membrana elástica com dois flagelos e, em alguns representantes, vacúolo pulsátil. Existem centenas de espécies de euglenóides. A reprodução se dá por cissiparidade (assexuadamente). A nutrição ocorre por fotossíntese, mas também por fagocitose. São encontradas principalmente em água doce.

Filo Pirrófitas

São algas unicelulares, com aproximadamente mil espécies. O nome deriva do grego pyro, fogo, pela cor avermelhada da maioria de seus representantes.

Apresentam como pigmentos a clorofila a e c, carotenos e xantofilas; sua substância de reserva é o amido. Os representantes do filo são também conhecidos como dinoflagelados pela presença de dois flagelos.

São encontradas principalmente nos mares. A reprodução é feita em sua grande maioria por cisiparidade.

Essas algas apresentam placas celulósicas formando couraças denominadas lorica. Alguns representantes, como o gênero noctiluca, são bioluminescentes; o gênero gonyaulax é responsável pelas marés vermelhas e vários outros gêneros produzem saxitonina, uma substância que, agindo no sistema nervoso, causa paralisia.

Algumas pirrófitas são conhecidas como algas coralíneas, pois absorvem carbonato de cálcio.

Filo Clorófitas: São algas uni ou pluricelulares com milhares de espécies. O nome do filo deriva do grego khloros (verde) + phyton (planta). Apresentam como pigmentos a clorofila a e b, caroteno e xantofilas; sua substância de reserva é o amido. As clorófitas vivem principalmente em água doce e sua reprodução pode ocorrer por cissiparidade ou formação de zoósporo.

Filo Feófitas

São algas pluricelulares, com aproximadamente duas mil espécies. O nome do filo deriva do grego phaios (marron) + phyton (planta), pela cor marron de seus representantes.

Apresentam como pigmento a clorofila a e c, caroteno e fucoxantina; sua substância de reserva é a laminarina. A parede celular dessas algas apresenta celulose e ácido algínico.

As feófitas são quase exclusivamente marinhas.

Filo Rodófitas

São algas na grande maioria pluricelulares, com aproximadamente quatro mil espécies distribuídas pelos mares tropicais, água doce, superfícies úmidas e florestas.

Como pigmento apresentam clorofila a e b, ficocianina e ficoeritrina; sua substância de reserva é o amido das florídeas. A reprodução é variada, podendo ser tanto sexuada como assexuada.

Na reprodução sexuada os gametas não são móveis, sendo transportados pela água.

Filo Crisófitas

As crisófitas, também conhecidas por algas douradas são unicelulares, clorofiladas e vivem na água doce ou salgada. Em sua maioria, são representadas pelas diatomáceas, algas que tem o corpo protegido por uma carapaça formada de sílica.

Observação: As algas pertencem ao Reino Protista, não confundir as cianobactérias com algas (apesar de terem sido consagradas como “algas azuis”), elas são fotossintetizantes mas procariontes, pertencendo ao Reino Monera.

Protozoários e algas unicelulares eucariontes

Reino Protista

Os protistas são seres vivos unicelulares cuja célula possui núcleo organizado, ou seja, está separado do citoplasma pela membrana nuclear.

São, portanto, organismos eucariontes.

Na antiga classificação, os protozoários eram animais unicelulares e as algas unicelulares eucariontes pertenciam ao grupo dos vegetais.

Os protistas são representados pelos protozoários e pelas algas unicelulares eucariontes.

Os protozoários

Os protozoários são seres vivos unicelulares,eucariontes e desprovidos de clorofila. Podem viver como parasitas ou ter vida livre, habitando os mais variados tipos de ambiente.

Como parasitas do homem e de outros seres vivos, podem causar muitas doenças.

A maioria dos protozoários apresenta reprodução assexuada. Algumas espécies podem se reproduzir sexuadamente. Primeiramente, o núcleo duplica-se. A seguir, a célula estreita-se na parte central e, finalmente, divide-se em duas, dando origem a duas novas amebas.

Os protozoários foram classificados segundo o tipo e a presença ou não de elementos especiais de locomoção. Dessa forma, s protozoários são divididos em flagelados, rizópodes, ciliados e esporozoários.

Os flagelados apresentam um ou mais de um flagelo. Os flagelos são longos filamentos que este tipo de protozoário utiliza para se locomover, vibrando-os num líquido. Muitos flagelados tem vida livre, outros são parasitas e ocasionam doenças no homem. O tripanossomo, a Leishmania e a giárdia são exemplos de flagelados parasitas.

Protozoários flagelados do gênero Trichonympha vivem no intestino de cupins, participando da digestão da celulose da madeira. Se o cupim não contasse com a “ajuda” do protozoário, ele não conseguiria aproveitar a celulose como alimento e morreria. Já o protozoário encontra alimento farto e fácil no intestino do cupim.

Essa relação entre duas espécies diferentes, em que há benefício para ambas as partes é chamada mutualismo.

Os rizópodes se locomovem e obtêm alimentos através de prolongamentos do citoplasma chamados pseudópodes (falsos pés). As amebas são os principais representantes dos rizópodes.

Algumas são parasitas e outras tem vida livre.

Um grupo especial de rizópodes são os foraminíferos. Esses protozoários vivem na água salgada e são protegidos por carapaças muito bonitas, ricas em cálcio e silício.

Há milhões de anos existia grande quantidade desses seres no fundo dos mares. Seus restos foram sofrendo transformações durante milhões de anos e contribuíram para a formação de petróleo.

Atualmente, a descoberta de suas carapaças é muito importante, pois indica que pode haver petróleo no local. Há técnicos em geologia – pessoas que estudam a origem e as transformações do globo terrestre -, que procuram descobrir, na terra ou no mar, os locais onde se encontram carapaças fósseis desses protozoários.

Os ciliados apresentam pequenos filamentos em volta do corpo chamados cílios, com os quais se movimentam e capturam alimentos. Um exemplo desse grupo é o balantídeo, um parasita que vive habitualmente no organismo do porco. Outro exemplo de ciliado é o paramécio, que vive na água doce.

Os esporozoários são parasitas e não se locomovem. Um dos mais conhecidos é o plasmódio, protozoário que provoca nos seres humanos a doença conhecida como malária ou maleita.

Fonte: www.roxportal.com/www.geocities.com/www.marcobueno.net/www.bionetonline.org/www.anbio.org

 

 

 

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