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Teia Alimentar

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Teia Alimentar – O que é

Ao falarmos de Teia Alimentar, antes de tudo é preciso relembrar da cadeia alimentar. Por cadeia alimentar entende-se relações de alimentação num ecossistema, lembrando que estas relações se dão entre organismos. A cadeia alimentar é composta por seres produtores, consumidores e decompositores.

Assim, é por meio da cadeia alimentar que acontece a transferência de energia entre os organismos. Na base desta cadeia estão os produtores, que são os seres vivos responsáveis por fazer fotossíntese ou quimiossíntese. Logo em seguida, vem os consumidores primários, que se alimentam dos produtores. Em sequência, os consumidores secundários e, também, pode haver os consumidores terciários. Por fim, surgem os seres decompositores, responsáveis por fazer a degradação da matéria orgânica, transformando-a novamente em nutrientes, que são reutilizados pelos produtores.

Porém, é importante ressaltar que, na natureza, não há cadeias alimentares isoladas. Quando você observa as relações existentes entre os seres vivos, há diversos pontos de cruzamento na cadeia. Desta forma, estes pontos de cruzamentos dão origem a redes ou teias alimentares – o que representa maior complexidade.

Ou seja: teias alimentares são mais complexas que cadeias alimentares.

Enquanto as cadeias alimentares apresentam um processo unidirecional, nas cadeias alimentares, existe um processo mais simplificado: a planta é comida pelo grilo, que é comido pela aranha, que por sua vez é alimento do sapo. Este, vira alimento da cobra e, por fim, ao morrer, a cobra é decomposta pelos seres decompositores.

Teia AlimentarTeia Alimentar

À medida que um organismo come outro, uma cadeia alimentar é formada. Cada etapa ao longo de uma cadeia alimentar é conhecida como nível trófico ou nível de alimentação, e cada organismo pode ser categorizado por seu nível trófico.

Já na teia alimentar, é importante observar que, na maioria das comunidades de seres vivos, cada consumidor utiliza como alimento organismos de vários níveis tróficos.

Ou seja: na teia alimentar, há vários cruzamentos: o sapo pode comer a aranha ou o grilo. A cobra pode ser alimento de um gavião, que integra outra cadeia alimentar. Existe, desta forma, vários cruzamentos, formando um emaranhado de relações. Assim, surge uma teia alimentar.

Teia Alimentar – Cadeia Alimentar

Uma teia alimentar consiste em todas as cadeias alimentares em um único ecossistema. Cada ser vivo em um ecossistema faz parte de várias cadeias alimentares. Cada cadeia alimentar é um caminho possível que a energia e os nutrientes podem seguir à medida que se movem pelo ecossistema. Todas as cadeias alimentares interconectadas e sobrepostas em um ecossistema formam uma teia alimentar.

Uma teia alimentar é uma ferramenta que ilustra a relação alimentar entre as espécies dentro de um habitat específico.

É uma conexão de várias cadeias alimentares para mostrar a interação entre diferentes organismos em um ecossistema.

Como cadeias alimentares diferem?

Cada campo, floresta ou pasto tem uma teia alimentar de solo única com uma proporção particular de bactérias, fungos e outros grupos, e um nível particular de complexidade dentro de cada grupo de organismos.

Essas diferenças são o resultado de fatores de solo, vegetação e clima, bem como práticas de manejo do solo.

Estruturas Típicas da Teia Alimentar

Teia Alimentar

A “estrutura” de uma teia alimentar é a composição e o número relativo de organismos em cada grupo dentro do sistema do solo. Cada tipo de ecossistema tem uma estrutura de teia alimentar característica.

Algumas características das estruturas da teia alimentar incluem:

A proporção de fungos para bactérias é característica do tipo de sistema. Prados e solos agrícolas geralmente têm teias alimentares dominadas por bactérias – ou seja, a maior parte da biomassa está na forma de bactérias. Solos agrícolas altamente produtivos tendem a ter proporções de biomassa fúngica para bacteriana próximas de 1: 1 ou um pouco menos.

As florestas tendem a ter teias alimentares dominadas por fungos. A proporção de biomassa fúngica para bacteriana pode ser de 5: 1 a 10: 1 em uma floresta estacional decidual e de 100: 1 a 1000: 1 em uma floresta de coníferas.

Os organismos refletem sua fonte de alimento. Por exemplo, os protozoários são abundantes onde as bactérias são abundantes. Onde as bactérias dominam os fungos, os nematóides que comem bactérias são mais numerosos do que os nematóides que comem fungos.

As práticas de manejo mudam as teias alimentares. Por exemplo, em sistemas agrícolas de preparo reduzido, a proporção de fungos para bactérias aumenta com o tempo, e minhocas e artrópodes se tornam mais abundantes.

Fonte: Juliano Schiavo (Biólogo e mestre em Agricultura e Ambiente)

 

 

 

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