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Coordenação Motora

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Coordenação Motora – O que é

Coordenação Motora refere-se à combinação dos movimentos do corpo para criar uma ação pretendida.

Os movimentos são normalmente esperado para ser suave e coordenada e poderá ser posterior ou simultânea. Os movimentos também podem envolver uma única parte do corpo ou um número de peças.

O funcionamento harmonioso das partes do corpo que envolvem movimento, incluindo o movimento bruto motor, movimento motora fina e planejamento motor.

coordenação motora é a combinação de corpo movimentos criados com a cinemática (como direção espacial) e cinética (força) os parâmetros que resultam em destinados ações.

A Coordenação motora é conseguida quando as peças subsequentes de um mesmo movimento, ou os movimentos de vários membros ou partes do corpo estão combinados de uma maneira que é bem cronometrados, suave e eficaz no que diz respeito ao objetivo pretendido.

Isso envolve a integração de proprioceptivo informações detalhando a posição eo movimento do sistema músculo-esquelético com os processos neurais do cérebro e da medula espinhal que controlam, planejando os comandos motores da movimentação física.

O cerebelo desempenha um papel fundamental neste controle neural do movimento e danos a esta parte do cérebro ou das suas estruturas de ligação e caminhos resulta em diminuição da coordenação, conhecida como ataxia.

O que é o responsável pela coordenação motora?

O cerebelo é uma região do cérebro que desempenham um papel importante.

Conceito de Coordenação Motora

Coordenação Motora

coordenação motora é a capacidade do cérebro de equilibrar os movimentos do corpo, mais especificamente dos músculos e das articulações, a mesma pode ser analisada em crianças e se constatada sua deficiência pode-se recorrer a práticas que estimule sua melhoria, como é o caso das atividades físicas que faz com que a criança estimule o cérebro para que este equilibre seus movimentos.

É de particular importância no início da infância a coordenação motora, bem como o equilíbrio, neste período a criança começa a ter algum controle das suas habilidades motoras fundamentais.

Os fatores de produção de força tornam-se mais importantes após a criança controlar os seus movimentos fundamentais, transitando assim para a fase motora especializada

A coordenação motora é dividida em:

Coordenação motora grossa ou geral que visa utilizar os grandes músculos (esqueléticos) de forma mais eficaz tornando o espaço mais tolerável à dominação do corpo. Este tipo de coordenação permite a criança ou adulto dominar o corpo no espaço, controlando os movimentos mais rudes. Ex: Andar, Pular, Rastejar, Correr, Saltitar,Subir/Descer Escadas, etc

Coordenação motora fina que visa utilizar os pequenos músculos de forma mais eficaz tornando o ambiente controlável pelo corpo para o manuseio de objetos. É a capacidade de usar de forma eficiente e precisa os pequenos músculos, produzindo assim movimentos delicados e específicos. Este tipo de coordenação permite dominar o ambiente, propriciando manuseio dos objetos. Ex: Recortar, lançar em um alvo, costurar, escrever, digitar, tocar bateria, fazer as unhas, pintar,desenhar, recortar, encaixar, montar/desmontar, empilhar, abotoar/desabotoar, digitar etc.

Boa Coordenação Motora

Precisão de Movimento: Equilíbrio corporal, retiniliaridade nos objetivos, boa oscilação de movimentos; correto equilíbrio.
Economia do Movimento: 
Equilíbrio muscular, utilização da força adequada, situação dinâmica, moderada inervação grosseira.
Fluência do Movimento: 
Equilíbrio temporal, adequadas situações do tempo do impulso muscular pela rápida reação.
Elasticidade do Movimento: 
Equilíbrio da elasticidade muscular, elevada atividade e adaptação da utilização da tensão muscular.
Regulação da Tensão: 
Equilíbrio da tensão muscular. Máxima relaxação dos grupos antagonistas, rapidez na alteração das relações da tensão dos diferentes grupos musculares.
Isolamento do Movimento: 
Equilibrada escolha muscular. Enervação objetiva dos grupos musculares necessários para um impulso máximo.
Adaptação do Movimento: 
Equilíbrio da reação de regulação sensório-motora. Boa adaptação motora e capacidade de adaptação adequada a cada situação do movimento, base de uma boa percepção sensorial.

Fraca Coordenação Motora

Precisão de Movimento: Desequilíbrio espacial, movimentos intermitentes, grosseiros e incorretamente equilibrados.
Economia do Movimento: 
Desequilíbrio da força muscular com impulsos excessivos (hiperdinâmico) ou demasiado fracos (hipodinâmico).
Fluência do Movimento: 
Desequilíbrio temporal. Rápida inadaptação, impulsos abruptos ou aumentados e intermitentes pela atrasada reação motora.
Elasticidade do Movimento: 
Desequilíbrio da elasticidade muscular. Difícil adaptação, execução muito fraca ou não elástica, falta de força muscular.
Regulação da Tensão: 
Desequilíbrio da tensão muscular, inadequada tensão dos grupos antagonistas, defeituosa condução dos impulsos motores; desequilíbrios na troca de impulsos (regulação da tensão).
Isolamento do Movimento: 
Desequilíbrio na escolha muscular, inadequada co-ação como resultado de uma tensão muscular exagerada, impulso incorreto e errôneo, extra-movimento.
Adaptação do Movimento: 
Desequilibrada reação de regulação Sensório-motora. Insuficiente adaptação à situação do movimento e deficiente capacidade motora. Base para uma percepção sensorial pouco clara.

Sem um equilíbrio básico emitido pelo cérebro, os alunos certamente não conseguiriam se equilibrar, entretanto se faz necessário o estímulo das atividades físicas, pois estas têm importância significativa para que controlemos nossos movimentos (Coordenação motora).

Desta forma reduz-se também o número de crianças emocionalmente abaladas e consigam se tornar adultos estáveis, confiantes, responsáveis e competentes.

A melhoria da coordenação motora influencia de forma imediata na melhoria do aprendizado do aluno e repasse das informações pelo professor.

coordenação motora para os escolares colabora, para que os alunos percam ansiedade, insegurança e adquira equilíbrio, força, resistência melhorando assim seu rendimento.

Coordenação Muscular

Às ações musculares conjunta, responsáveis pela produção de movimentos definidos, damos o nome de coordenação motora, por isso a analise de um simples movimento se torna complexa quando analisada do ponto de vista muscular.

Classificação funcional do Músculos

AGONISTA: Quando um músculo é o agente principal na execução de um movimento.
ANTAGONISTA: 
Quando um músculo se opõe ao trabalho de um agonista, seja para regular a rapidez ou a potencia da ação deste agonista
SINERGISTA: Quando um músculo atua no sentido de eliminar algum movimento indesejado que poderia ser produzido pelo agonista.

Coordenação Motora – Atividade Física

Coordenação Motora

A atividade física regular é bem conhecida por promover várias mudanças positivas na saúde, incluindo benefícios cardiorrespiratórios, aumento da densidade mineral óssea e diminuição do risco de doenças crônico-degenerativas.

O exercício melhora vários parâmetros de aptidão física compreendendo um conjunto de atributos mensuráveis de saúde e relacionados a habilidades, como aptidão cardiorrespiratória, força e resistência muscular, composição corporal e flexibilidade. Esses componentes da aptidão física relacionados à saúde são reconhecidos como muito importantes para a saúde pública. Não menos importante, agilidade e coordenação motora são atributos físicos diretamente relacionados aos esportes e atividades diárias.

coordenação motora compreende a harmonização dos sistemas nervoso e musculoesquelético, resultando em uma resposta motora rápida, precisa e equilibrada, normalmente avaliada por medidas de coordenação olho-mão ou pé-olho. Agilidade está relacionada à habilidade de mudar rapidamente a posição de todo o corpo no espaço com velocidade e precisão.

A proficiência nesses aspectos relacionados à aptidão física na infância pode predizer um estilo de vida ativo durante a adolescência.

Em uma revisão sistemática recente, Van der Fels e colaboradores mostraram uma relação entre cognição e certas habilidades motoras. Entre um conjunto selecionado de 21 artigos, a coordenação corporal bilateral apresentou forte relação com a inteligência fluida, enquanto as habilidades motoras finas apresentaram uma relação moderada a forte com o processamento visual, duas habilidades cognitivas altamente necessárias em tarefas motoras complexas. Em crianças em idade pré-escolar, uma avaliação de conjuntos de dados de três estudos longitudinais descobriu que as habilidades motoras finas são um forte indicador de desempenho posterior em leitura e matemática.

Nesse contexto, o desenvolvimento motor precoce parece requerer e aprimorar uma capacidade cognitiva sofisticada, posteriormente utilizada ao longo da vida escolar.

Além disso, promovendo a aptidão física e a saúde metabólica, o exercício físico pode contribuir para a melhoria de funções cognitivas específicas em adultos e também em crianças.

Entre os benefícios cognitivos de um estilo de vida ativo, parece que o exercício físico pode beneficiar especificamente as funções executivas, que compreendem controle inibitório, planejamento, memória de trabalho, tomada de decisão e flexibilidade cognitiva. Mais especificamente, as funções executivas centrais são inibição, memória de trabalho e flexibilidade cognitiva.

Essas funções cognitivas são necessárias para o desempenho das atividades diárias, sendo particularmente importantes para o desenvolvimento cognitivo e motor, e as relações sociais e emocionais ao longo da vida.

A memória operacional é essencial para a aprendizagem, o controle inibitório é fundamental para a atenção e ambos os processos estão diretamente relacionados ao desempenho acadêmico.

Entre as diferentes regiões do cérebro que estão envolvidas nas FEs, o córtex pré-frontal (PFC) é o que apresenta o desenvolvimento mais lento.

Vários estudos têm demonstrado como esse desenvolvimento prolongado torna o PFC especialmente suscetível à influência da atividade física e exercícios ao longo da vida.

Estudos de neuroimagem indicam que algumas das regiões cerebrais anteriormente consideradas exclusivamente relacionadas à atividade motora (cerebelo e gânglios da base) ou cognição (PFC) são coativadas durante a execução de atividades cognitivas ou motoras específicas.

Conexões neuronais ligam o PFC e o cerebelo, que juntamente com os gânglios da base estão diretamente envolvidos no controle dos exercícios coordenativos.

O exercício físico aumenta o volume sanguíneo cerebral e o volume dos gânglios basais, e promove a liberação de neurotransmissores (por exemplo, norepinefrina, dopamina e serotonina) e fatores tróficos, como como o fator neurotrófico derivado do cérebro. Essas respostas moleculares ao exercício físico promovem sinaptogênese, angiogênese e neurogênese especificamente no hipocampo, como foi demonstrado em roedores, e sugerido pelo aumento do volume do hipocampo em humanos.

Com efeito, os exercícios físicos têm sido propostos para contribuir para uma melhoria das FEs, para o desempenho escolar das crianças e para uma maior ativação do PFC.

Além disso, níveis mais elevados de aptidão aeróbia estão relacionados a uma maior capacidade de controle inibitório.

Estudos com crianças em idade escolar encontraram correlação positiva entre aptidão cardiorrespiratória máxima (VO2max), controle cognitivo, atenção seletiva e memória visual, que foi associada ao aumento do volume dos gânglios da base e à ativação dos córtices pré-frontal e parietal.

O estriado dorsal parece estar especificamente envolvido no controle das respostas cognitivas, o que pode ser influenciado positivamente pela aptidão aeróbia. Na verdade, mesmo uma única sessão de exercício aeróbio pode facilitar o desempenho cognitivo das crianças.

Embora a maioria dos estudos tenha investigado a relação entre o treinamento aeróbio e a função cognitiva, outros tipos de exercícios físicos também podem estar associados a impactos cognitivos e acadêmicos positivos. Estudos que investigaram o efeito do Tae-kwon-do mostraram uma redução na agressão, melhora no controle emocional, auto-estima, vida social e desempenho escolar. A melhora no controle emocional pode contribuir para um melhor desempenho escolar.

A este respeito, um estudo longitudinal de 1000 indivíduos por 30 anos destacou o controle emocional como um bom preditor de desempenho escolar, status social, emocional e econômico.

Além disso, atividades que incluem meditação e exercícios respiratórios, como Tai Chi e Yoga, mostraram efeitos positivos na atenção, planejamento e controle emocional de crianças em idade escolar.

Como a frequência cardíaca não foi significativamente diferente entre os dois grupos, é possível que a característica coordenativa dos exercícios tenha sido responsável pelos resultados.

Em crianças com excesso de peso, um programa de educação física que envolveu tarefas cognitivamente desafiadoras e atividades de habilidades abertas, caracterizado por um ambiente instável que exige adaptação contínua, foi capaz de aumentar o controle inibitório. Da mesma forma, uma meta-análise de desempenho em tarefas de controle inibitório produziu melhores resultados em atletas do que em não atletas. Esses benefícios parecem ser cumulativos.

Em um estudo de intervenção de 9 anos, aulas de educação física com maior tempo e intensidade foram associadas a melhor desempenho escolar do que aulas de intensidade normal ou baixa intensidade.

Não por coincidência, os circuitos neurais recrutados pela coordenação motora e atenção executiva compreendem o PFC, o cerebelo e o córtex cingulado anterior.

Essa rede está ligada ao hipocampo através do córtex cingulado anterior e influencia o processo de aprendizagem, principalmente na consolidação de novas memórias.

Uma melhor compreensão da influência de habilidades como coordenação e agilidade na aprendizagem escolar pode contribuir para o desenho de programas de exercícios físicos mais eficientes, capazes de promover não apenas benefícios físicos e sociais, mas também aprimorar a cognição infantil. Atualmente, faltam estudos que investiguem a relação entre coordenação motora, agilidade, FEs e desempenho acadêmico. Para abordar essa lacuna, avaliamos as correlações entre as habilidades motoras, as FEs e o desempenho acadêmico das crianças.

Fonte: educaja.com.br/www.ucpparana.edu.br/www.thiagomartinez.com/www.frontiersin.org

 

 

 

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