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Fisiologia Vegetal

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Introdução

A transpiração é a eliminação de água na forma de vapor que ocorre nos vegetais e animais por uma necessidade fisiológica, sendo controlada por mecanismos físicos, morfológicos, anatômicos e fisiológicos. Nos vegetais a transpiração ocorre principalmente através das folhas, que é a principal superfície de contato do vegetal com o ambiente.

1. A Transpiração e a Estrutura Foliar do Vegetal

O fenômeno da transpiração é fundamental para a vida do vegetal, mas deve ocorrer de modo a permitir a sobrevivência do mesmo, pois o excesso de perda d”água na forma de vapor pela transpiração pode levar à morte do vegetal. Os vegetais apresentam várias adaptações para evitar a transpiração excessiva, de acordo com o ambiente onde vivem.

A organização do corpo do vegetal está relacionada diretamente com o fenômeno da transpiração. O número de folhas e a superfície foliar são fatores que determinam maior ou menor taxa de transpiração pelo vegetal. As figuras a seguir mostram a organização vegetal e adaptações em relação à transpiração.

Nas caatingas do nordeste brasileiro encontram-se plantas semelhantes, como este facheiro fotografado na Paraíba, entre Campina Grande e São Gonçalo. Gigantesco cactus do deserto do sudoeste americano. Esta planta não tem folhas e faz fotossíntese com seu caule suculento. O caule é adaptado para reserva de água e pode intumescer-se ou contrair-se convenientemente, através de sua estrutura típica. Este caule tem um sistema radicular extenso, o que lhe permite absorver água de uma área ampla. Os cactus vizinhos são encontrados a não menos do que 8 a 10 metros, provavelmente devido à alguma ação mutuamente inibitória. Todavia, pequenos arbustos podem medrar na área onde crescem esses cactus.

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2. A Medida da Transpiração

A transpiração pode ocorrer através dos estômatos, sendo definida como transpiração estomática (Te), mas também pode ocorrer através da cutícula , que é uma camada de cera que está na superfície da folha, para evitar excesso de perda d”água pelo vegetal, definida como transpiração cuticular (Tc). A transpiração total (Tt) é definida como a somatória das transpirações definidas anteriormente.

Tt = Te + Tc

3. A Estrutura do Estômato

Os estômatos aparecem normalmente na epiderme inferior das plantas terrestres; sendo folhas hipoestomáticas, evitam a incidência direta do sol sobre os estômatos, diminuindo deste modo o excesso de transpiração pelo vegetal.Em plantas aquáticas como a vitória-régia, os estômatos aparecem na epiderme superior, para garantir as trocas gasosas de oxigênio e gás carbônico, que ocorrem entre o vegetal e a atmosfera. Neste caso, as folhas são epiestomáticas.
As gramíneas, que apresentam grande distribuição geográfica em todo o planeta, apresentam estômatos nas duas epidermes, apresentando folhas anfiestomáticas, pois seu crescimento normalmente é perpendicular ao solo.
O estômato é uma estrutura formada por células estomáticas ou guardas que delimitam uma abertura chamada ostíolo ou fenda estomática, por onde ocorre a transpiração do vegetal , assim como as trocas gasosas com o ambiente.A figura a seguir mostra a anatomia da folha e a estrutura do estômato dos vegetais.

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4. Os Mecanismos de Abertura e Fechamento dos Estômatos

Através da abertura e fechamento dos estômatos o vegetal controla a taxa de transpiração, respondendo a fatores como a disponibilidade de água, luz, temperatura e umidade relativa do ar.
A – Os Movimentos Hidroativos

A abertura e o fechamento dos estômatos são controlados pela disponibilidade de água para o vegetal.
Quando as células estomáticas ganham água de suas células vizinhas, as células anexas, a parede delgada da célula estomática sofre distensão, também ocorrendo a distensão das paredes reforçadas do estômato, levando à sua abertura.
Quando ocorre o contrário, as paredes delgadas dos estômatos sofrem relaxamento, e as paredes reforçadas fecham o estômato.
A figura a seguir mostra os movimentos estomáticos de acordo com a disponibilidade de água para a planta.

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Quando a absorção de água pelo vegetal é maior que a transpiração, os estômatos ficam abertos. Se a transpiração é maior que o suprimento hídrico, como ocorre em dias secos, com baixa umidade relativa do ar, as células estomáticas perdem água e os estômatos fecham, controlando assim a perda de água pela planta.

B – Os Movimentos Fotoativos

A abertura e o fechamento dos estômatos também respondem à presença ou ausência da luz. Na presença da luz ocorre abertura dos estômatos, pois o vegetal está realizando fotossíntese, produzindo glicose nos cloroplastos das células estomáticas, aumentando a pressão osmótica das mesmas. Com o aumento da pressão osmótica das células estomáticas, estas ganham água das células anexas e os estômatos abrem-se.

Na ausência da luz os estômatos ficam fechados pois diminui a pressão osmótica das células estomáticas, conforme mostra o esquema abaixo.

5. O Papel Biológico da Transpiração

Numa primeira análise, a perda de água na forma de vapor parece ser algo extremamente prejudicial aos vegetais. A perda excessiva de água pode levar ao ressecamento, à desidratação e à morte do vegetal. Podemos dizer que a transpiração é um mal necessário, para que atividades fisiológicas vitais possam ocorrer no vegetal.

A transpiração evita o aquecimento exagerado, principalmente das folhas do vegetal, através da eliminação do excesso de calor na forma de vapor através dos estômatos.

Um outro aspecto importante é a própria ascensão de seiva bruta ou inorgânica (água e sais), desde as raízes até as folhas, que é mantida graças à transpiração contínua através das folhas.

Com a transpiração é mantida uma coluna de água e sais minerais dentro do corpo do vegetal, das raízes até as folhas, funcionando como uma bomba propulsora de água e sais minerais de baixo para cima.

Resumo

A transpiração é um fenômeno que ocorre nos animais e vegetais. É a eliminação de água na forma de vapor que nos vegetais ocorre através dos estômatos. A transpiração é importante no controle da temperatura e na ascensão de água no corpo do vegetal.

A taxa de transpiração é comandada por mecanismos fotoativos e hidroativos, podendo ser considerada a somatória da transpiração estomática e a transpiração cuticular.

Fonte: biomania.com.br

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Fisiologia Vegetal

A fisiologia vegetal estuda os fenômenos vitais que concernem às plantas. Estes fenômenos podem referir-se ao metabolismo vegetal; ao desenvolvimento vegetal; ao movimento vegetal ou a reprodução vegetal. Esta disciplina debruça-se sobre o estudo de vários processos e temas fundamentais tais como:

• Os Processos Físicos da Célula e as relações hídricas das células;
• Função dos estomas e transpiração (relações hídricas);
• Fotossíntese;
• Respiração celular;
• Nutrição vegetal;
• Hormônio vegetal;
• Tropismos;
• Nastismos;
• Fotoperiodismo;
• Fotomorfogénese;
• Ritmos circadianos;
• Fisiologia do estresse;
• Germinação de sementes;
• Dormência.

A Fisiologia Vegetal tem relação com várias ciências:

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Os processos físicos são essenciais para compreender tanto os sistemas vivos quanto o mundo abiótico. Movimentos moleculares são governados por dois processos: o fluxo em massa e a difusão. No caso da água, deve também ser considerado um tipo especial de movimento conhecido como osmose. Esses movimentos obedecem a leis físicas. Entre eles:

• Potencial de pressão (ou pressão hidrostática) geralmente constitui a força que dirigi o movimento de fluxo em massa. Consiste no movimento concertado de grupos de moléculas, em massa, em resposta à aplicação de uma força exterior tal como a gravidade ou pressão;
• Potencial químico que está geralmente relacionado ao movimento por difusão. Sendo assim, e ao contrário do fluxo em massa, a força que dirige a difusão da água é dependente do gradiente de concentração do soluto. A difusão é o movimento de moleculas devido a diferença de concentração, elas se moverm do meio menos concentrado para o mais concentrado.
• Potencial de água que expressa a capacidade das moléculas de água em executar um trabalho ou movimento. Teoricamente, estabeleceu-se o valor zero, para a condição máxima da água de realizar trabalho, ou seja, quando ela está pura, sem qualquer soluto e não submetida à pressão. Componentes do potencial de água: Potencial de pressão, potencial osmótico e potencial gravitacional.

A água penetra nas raízes mais prontamente na porção apical radicular, que inclui a zona de pêlos absorventes. A movimentação da água na raiz pode ter 3 vias (Figura 1):

• Apoplástica: por fora das células;
• Simplástica: entre a celula e a parde celular;
• Transcelular: entre as células.
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Figura 1 – mostra as rotas de penetração da água na raiz.

A existência de plantas terrestres altas só se tornou possível quando as plantas adquiriram, no decorrer da evolução, um sistema vascular que permitiu um movimento rápido da água para a parte aérea onde ocorre a transpiração. Existem duas teorias para explicar esse movimento ascendente rápido. São elas:

• Pressão radicular: a água que entra na raiz exerce uma pressão positivaque faz a água que ja penetrou subir;
• Teoria da Coesão da água: a transpiração nas folhas exerce uma pressão negativa, que puxa cada vez mais água para cima (Figura 2).

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Figura 2 – mostra a Teoria da coesão radicular.

A teoria do fluxo de massa proposta por Ernst Münch em 1930 é a mais aceita atualmente para explicar o transporte de seiva elaborada sob pressão no floema. Segundo esta, a água da seiva bruta que chega pelo xilema ao órgão de maior pressão osmótica (geralmente, a folha) penetra em seus vasos floemáticos por osmose, empurrando a massa de seiva elaborada neles presente em direção ao órgão de menor pressão osmótica (geralmente, a raiz).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
HOPKINS, G. W. Introduction to plant physiology: 2nd. Ed, New York, John Wiley&sons, Inc. 1995.

KERBAUY,G. B. Fisiologia Vegetal. Editora guanabara, Rio de Janeiro, 2004.

KOZLOWKI, T.T. & S.G. PALLARDY. Physiology of Woody Plants. Academic Press, 1997.

LARCHER, W. Physiological Plant Ecology. Springer, Berlin, 1995.

SALISBURY, F.B.; C.W. ROSS. Plant Physiology.4th Ed. Wadsworth Publishing Company, California, 1992.

TAIZ, L.; ZEIGER, E. Fisiologia Vegetal 3nd Ed. New York, The Benjamin/Cummings publishing company, Inc. 2004.

Fonte: www.cb.ufrn.br

Fisiologia Vegetal

AS RELAÇÕES HÍDRICAS NAS CÉLULAS VEGETAIS

1. Relações Hídricas nas Células Vegetais

Como já foi dito anteriormente, se duas soluções se mantêm separadas por uma membrana seletivamente permeável, ocorre passagem de água da solução mais diluída para a mais concentrada, por osmose. Se uma célula animal está em um meio hipotônico, a entrada de água por osmose pode ser suficiente para arrebentá-la.

Com as células vegetais, o mesmo não acontece, pois elas possuem uma membrana colocada externamente à membrana plasmática: é a parede celular, ou membrana esquelética, constituída por celulose, um polissacarídeo. Embora totalmente permeável, a parede celular é pouco distensível, impedindo que a célula arrebente, quando recebe água por osmose. Grosseiramente, poderíamos comparar com alguém tentando encher uma bexiga de borracha que está dentro de uma caixa de sapato. Quando a bexiga ocupa todo o espaço interno da caixa, por mais que se tente, não se irá conseguir enchê-la mais.

Assim, a entrada de água em uma célula vegetal não depende apenas da diferença de pressão osmótica entre os meios intra e extracelular, principalmente da pressão osmótica do líquido presente nos grandes vacúolos das células vegetais (o suco vacuolar). Depende, também, da pressão contrária exercida pela parede celular. Essa pressão é conhecida como pressão de turgescência. Chamemos de PO a pressão osmótica, e de PT a pressão de turgescência. Assim, teremos que:

DPD = PO – PT

onde DPD é o déficit de pressão de difusão de água.
Tomemos três situações:

1) Quando a célula está em um meio isotônico em relação ao seu suco vacuolar, a parede celular não oferece resistência à entrada de água, pois ela não está sendo distendida. Portanto, a pressão de turgescência é igual a zero (PT = 0). Mas como as concentrações de partículas dentro e fora são iguais, pois o meio é isotônico, a pressão osmótica também é igual a zero (PO = 0). Portanto:

DPD = PO – PT
mas como PT = 0 e PO = 0,
DPD = 0

Nessa circunstância, diz-se que a célula está flácida.

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2) Quando a célula está em um meio hipotônico, há diferença de pressão osmótica entre os meios intra e extracelular, e a pressão osmótica é maior que zero (PO>0).

À medida que a célula absorve água, seu volume aumenta e a membrana plasmática começa a distender a parede celular, que passa a oferecer resistência à entrada de água. Ao mesmo tempo, a entrada de água dilui o suco vacuolar, diminuindo a sua pressão osmótica.

A água continua entrando na célula até que a parede celular atinja a distensão máxima impedindo que o volume aumente mais. Nessa situação, a PO se iguala à PT e a célula entra em equilíbrio osmótico com o meio. Nessa situação a célula está túrgida.

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Como a pressão de turgescência (PT) de igualou com a pressão osmótica (PO), temos que:
se PO = PT e DPD = PO – PT, portanto
DPD = 0
A célula está túrgida.

3) Quando a célula é colocada em solução hipertônica em relação ao seu suco vacuolar, perde água por osmose e se retrai, deslocando a membrana plasmática da parede celular.

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Como não há contato da parede celular com a membrana plasmática, ela não exerce pressão de turgescência (PT = 0).
Nesse caso:

DPD = PO – PT, mas como PT = 0

DPD = PO

Diz-se que a célula está plasmolisada.

Caso ela seja colocada novamente em um meio hipotônico, absorve água e retorna à sua situação inicial. O fenômeno inverso da plasmólise se chama deplasmólise.

4) Quando uma célula vegetal fica exposta ao ar, perde água por evaporação e se retrai. Nesse caso, o retraimento é acompanhado pela parede celular. A célula está dessecada.

Retraída, a parede celular não dificulta a entrada de água, mas, pelo contrário, a auxilia, funcionando como uma bomba de sucção.

Na célula dessecada, a pressão de turgescência se dá a favor da entrada de água. Portanto:
DPD = PO + PT

Fonte: biomania.com.br

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Fisiologia da Condução de Seiva

O sistema de condução de materiais pelos corpos dos seres vivos deve garantir a distribuição de nutrientes e retirada de substâncias tóxicas das células dos tecidos de todo organismo.

Nos vegetais a condução de seiva, isto é, soluções salinas e soluções açucaradas, é realizada através dos sistemas de vasos, que se distribuem ao longo do corpo das traqueófitas.

A distribuição de seiva bruta ou inorgânica (água e sais minerais) é realizada pelos vasos de xilema ou lenho. A distribuição de seiva elaborada ou orgânica (água e açúcares) é realizada pelos vasos de floema ou líber.

O Mecanismo da Condução de Seiva Bruta ou Inorgânica

O transporte da seiva bruta ou inorgânica é realizado em duas etapas, apresentando um transporte horizontal e um transporte vertical de ascensão de seiva.

O transporte horizontal de seiva ocorre desde os pêlos absorventes da epiderme, até os vasos de xilema. A ascensão da seiva ocorre até as folhas, onde ocorrem os fenômenos da fotossíntese e da transpiração.

A melhor explicação para a ascensão de seiva bruta nos vegetais é a teoria da coesão tensão transpiração ou teoria de Dixon, que está baseada no fato de as folhas exercerem uma força de sucção que garante a ascensão de uma coluna de água pelo corpo do vegetal, conforme ocorre a transpiração.

Nos vasos condutores de xilema, existe uma coluna contínua de água, formada por moléculas de água, fortemente coesas, ligadas por pontes de hidrogênio.

Além da força de coesão e ntre as moléculas de água, estas estão fortemente aderidas às paredes dos vasos de xilema.
Conforme ocorre a saída de água na forma de vapor através das folhas, existe um movimento da coluna de água através dos vasos, desde as raízes até as folhas, pois estão coesas e submetidas a uma força de tensão que movimenta a coluna de água através do xilema.

À medida que a água é perdida pela transpiração ou usada na fotossíntese, ela é removida do caule e retirada da raiz, sendo absorvida pelo solo. Para este movimento de água no corpo do vegetal é imprescindível a força de sucção exercida pelas folhas.

Para ocorrer a ascensão da seiva bruta nos vasos de xilema, não deve ocorrer a formação de bolhas de ar nos vasos condutores, pois estas romperiam a coesão entre as moléculas de água, obstruindo a ascensão da coluna de água através do xilema.

O Mecanismo da Condução de Seiva Elaborada ou Orgânica

A seiva elaborada ou orgânica formada nas células dos parênquimas clorofilianos das folhas através da fotossíntese é distribuída por todo o corpo do vegetal através dos vasos de floema ou líber, que estão localizados próximos à casca dos vegetais.
Apesar de a força da gravidade ser favorável a este transporte, existe um fluxo sob pressão das folhas em direção às raízes conforme o modelo físico de Münch.

No vegetal deve ser mantida a diferença de concentração de açúcar entre o órgão produtor, que são as folhas onde ocorre a fotossíntese; e o órgão consumidor, que é a raiz, onde ocorre apenas a respiração. Mantido este gradiente de concentração entre folhas e o resto do corpo do vegetal, ocorrerá o fluxo sob pressão de seiva elaborada através do floema.

Se retiramos um anel completo da casca (anel de Malpighi) que envolve o vegetal, interrompemos a distribuição de seiva elaborada em direção à raiz, pois os vasos liberianos são lesados, levando à morte das raízes depois de certo tempo. Com a morte das raízes, não ocorre absorção de água e sais minerais do solo e, conseqüentemente, ocorrerá a morte do vegetal, pois as folhas não receberão mais água.

Fisiologia do Crescimento e Desenvolvimento

Muitas atividades dos vegetais são comandadas pela ação de hormônios ou fitormônios, que determinam o crescimento e o desenvolvimento dos vegetais.

O crescimento do vegetal corresponde ao aumento do número de células, aumento do volume celular e da própria massa do vegetal. Alguns tipos de movimentos dos vegetais estão relacionados com seu crescimento.

O desenvolvimento do vegetal está relacionado com o aparecimento de novas características e de estruturas que desempenham funções específicas como raiz, caule, folhas, flores, sementes e frutos.

Os Hormônios Vegetais

Os hormônios são substâncias produzidas em uma parte específica do organismo, que atua em baixas concentrações, sobre células específicas, situadas em locais diferentes de onde os hormônios foram produzidos.

Existe uma grande diversidade de hormônios como as auxinas, giberilinas, citocininas (cinetina e zeatina) e o etileno.

Auxinas

As auxinas são produzidas no ápice do vegetal, sendo distribuídas por um transporte polarizado do ápice para o resto do corpo do vegetal.

Um dos efeitos das auxinas está relacionado com o crescimento do vegetal, pois atuam sobre a parede celular do vegetal, provocando sua elongação ou distensão e, conseqüentemente, o crescimento do vegetal.

Na verdade os efeitos das auxinas sobre os vegetais é muito diversificado, dependendo do local de atuação e concentração, podem apresentar efeitos completamente antagônicos.

Foi na segunda década deste século que os conhecimentos sobre a ação das auxinas nos vegetais explicaram de modo mais esclarecedor como as auxinas atuam sobre os vegetais, a partir das experiências de Went em 1928.
Went trabalhou com coleóptiles de gramíneas, blocos de ágar, observando o comportamento do crescimento do vegetal após a retirada do ápice do vegetal.

Went cortou o ápice do coleóptile, colocando-o em contato com um bloco de ágar. Depois de certo tempo, o bloco de ágar era colocado sobre o coleóptile decapitado.

O resultado obtido com este procedimento foi o mesmo que seria obtido se o ápice do coleóptile estivesse presente no vegetal.

Quando o bloco de ágar, que estivera em contato com o ápice do coleóptile, era colocado de modo a cobrir apenas metade da extremidade do ápice do vegetal, verificava-se um crescimento maior do lado em contato com o bloco de ágar, resultando numa curvatura do coleóptile no sentido contrário da posição do bloco de ágar.

Os Efeitos das Auxinas sobre os Vegetais

As auxinas e a dominância apical

As auxinas, além de promoverem a distensão celular, quando distribuídas caule abaixo, inibem a atividade das gemas laterais, localizadas nas axilas das folhas, que ficam em dormência.

Quando a gema apical do vegetal é retirada, as gemas laterais saem da dormência, isto é, da dominância apical, e ramos laterais desenvolvem-se.

Esta eliminação das gemas apicais é chamada de poda e tem como conseqüência o aumento da copa do vegetal com formação de novos ramos laterais.

As auxinas e a formação de frutos partenocárpicos

Após a fecundação, nas angiospermas, o embrião no interior da semente produz auxinas que agem sobre as células das paredes do ovário, promovendo sua transformação em frutos.

Se não ocorrer fecundação, os óvulos não são transformados em sementes e, conseqüentemente, ocorre a abscisão da flor com a queda do ramo floral.

Se as flores de um vegetal forem pulverizadas com auxinas (AIA), ocorre o desenvolvimento de um fruto partenocárpico a partir da parede do ovário, que não possui sementes no seu interior.

Pode-se induzir a floração em abacaxi, por exemplo, com o uso do ácido naftaleno acético (ANA), que é um tipo de auxina.

As auxinas de efeito herbicida

O efeito herbicida é dado por uma auxina sintética conhecida como 2,4 D (ácido 2,4 diclorofenoxiacético).

Em altas concentrações esta auxina é tóxica para plantas de folhas largas (dicotiledôneas), em áreas de campo ou de agricultura intensiva , eliminando as plantas chamadas de ervas daninhas nestas áreas.

A figura a seguir mostra a ação do 2,4 D sobre a vegetação. Note que esta substância é seletiva sobre as dicotiledôneas.

O 2,4 – D aplicado sobre uma planta de picão (Bidens pilosus) e uma gramínea (Poa annua) age seletivamente, matando apenas o exemplar da primeira espécie.

Movimentos Vegetais

Os movimentos dos vegetais respondem à ação de hormônios ou de fatores ambientais como substâncias químicas, luz solar ou choques mecânicos. Estes movimentos podem ser do tipo crescimento e curvatura e do tipo locomoção.

Movimentos de Crescimento e Curvatura

Estes movimentos podem ser do tipo tropismos e nastismos.

Os tropismos são movimentos orientados em relação à fonte de estímulo. Estão relacionados com a ação das auxinas.

Fototropismo

Movimento orientado pela direção da luz. Existe uma curvatura do vegetal em relação à luz, podendo ser em direção ou contrária a ela, dependendo do órgão vegetal e da concentração do hormônio auxina.

O caule apresenta um fototropismo positivo, enquanto que a raiz apresenta fototropismo negativo.

Geotropismo

Movimento orientado pela força da gravidade. O caule responde com geotropismo negativo e a raiz com geotropismo positivo, dependendo da concentração de auxina nestes órgãos.

Quimiotropismo

Movimento orientado em relação a substâncias qu’micas do meio

Tigmotropismo

Movimento orientado por um choqe mecânico ou suporte mecânico, como acontece com as gavinhas de chuchu e maracujá que se enrolam quando entram em contato com algum suporte mecânico.

Nastismos

São movimentos que não são orientados em relação à fonte de estímulo. Dependem da simetria interna do órgão, que devem ter disposição dorso – ventral como as folhas dos vegetais.

Fotonastismo

Movimento das pétalas das flores que fazem movimento de curvatura para a base da corola. Este movimento não é orientado pela direção da luz, sendo sempre para a base da flor.

Existem as flores que abrem durante o dia, fechando-se à noite como a “onze horas” e aquelas que fazem o contrário como a “dama da noite”.

Tigmonastismo e Quimionastismo

Movimentos que ocorrem em plantas insetívoras ou mais comumente plantas carnívoras, que, em contato com um inseto, fecham suas folhas com tentáculos ou com pêlos urticantes, e logo em seguida liberam secreções digestivas que atacam o inseto. Às vezes substâncias químicas liberadas pelo inseto é que provocam esta reação.

Seismonastia

Movimento verificado nos folíolos das folhas de plantas do tipo sensitiva ou mimosa, que, ao sofrerem um abalo com a mão de uma pessoa ou com o vento, fecham seus folíolos. Este movimento é explicado pela diferença de turgescência entre as células de parênquima aquoso que estas folhas apresentam.

Movimentos de Locomoção ou Deslocamento

Movimentos de deslocamento de células ou organismos que são orientados em relação à fonte de estímulo, podendo ser positivos ou negativos, sendo definidos como tactismos.

Quimiotactismo

Movimento orientado em relação a substâncias químicas como ocorre com o anterozóide em direção ao arquegônio.

Aerotactismo

Movimento orientado em relação à fonte de oxigênio, como ocorre de modo positivo com bactérias aeróbicas.

Fototactismo

Movimento orientado em relação à luz, coo ocorre com os cloroplastos na célula vegetal.

Fotoperiodismo

O fotoperiodismo é a capacidade do organismo em responder a determinado fotoperíodo, isto é, a períodos de exposição à iluminação.

Nos vegetais o fotoperiodismo influi no fenômeno da floração e, conseqüentemente, no processo reprodutivo e formação dos frutos.
O florescimento do vegetal é controlado em muitas plantas pelo comprimento dos dias (período de exposição à luz) em relação aos períodos de noites (períodos de escuro).

Ao longo do ano, em regiões onde as estações (outono, inverno, primavera e verão) são bem definidas, existe variação do comprimento dos dias em relação às noites, e muitas plantas são sensíveis a estas variações, respondendo com diferentes fotoperíodos em relação à floração.

Classificação das Plantas quanto ao Fotoperíodo

Plantas de dia longo

São as plantas que florescem quando expostas a um fotoperíodo acima de um valor crítico, que é chamado de fotoperíodo crítico. Quando esta planta estiver exposta a um fotoperíodo menor que o seu fotoperíodo crítico, ela cresce mas não floresce.

Algumas plantas que respondem deste modo são espinafre, aveia, rabanete, entre outras. Observe a resposta de uma planta de dia longo em relação à exposição à luz.

Plantas de dia curto

São as plantas que florescem quando submetidas a fotoperíodos abaixo do seu fotoperíodo crítico. Quando expostas a fotoperíodos maiores que o seu fotoperíodo crítico, estas plantas crescem mas não florescem.

Algumas plantas que respondem deste modo são morangueiro, crisântemo, café e orquídea.

A figura a seguir mostra o comportamento de uma planta de dia curto quando exposta à luz.

Plantas neutras ou indiferentes

São as plantas que florescem independentemente do fotoperíodo ou que não respondem a um determinado fotoperíodo, como o tomateiro e o milho.

Pesquisas sobre as respostas das plantas a fotoperíodos mostraram que os períodos de escuro que a planta fica exosta deve ser contínuo, ao contrário dos períodos de iluminação que não precisam ser contínuos, pois a interrupção dos períodos de escuro leva a inibição da floração do vegetal.

A resposta do vegetal a floração está relacionada com a ação de um pigmento chamado fitocromo, que é sensível à variação do comprimento do dia de iluminação desencadeando uma resposta fisiológica do vegetal para a floração.

Fonte: www.biomania.com.br

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