Breaking News
Home / Biologia / Maricultura

Maricultura

PUBLICIDADE

Maricultura – O que é

Maricultura é o cultivo de organismos marinhos em seus habitats naturais, geralmente com objetivos comerciais, atividade que cresce a uma taxa aproximada de 5 a 7% anualmente em todo o mundo.

Diversas espécies marinhas de peixes, algas e invertebrados têm sido cultivadas para o comércio de aquários e outros mercados. Contudo, a grande maioria das operações envolvendo maricultura é focada para a criação de espécies marinhas visando o consumo humano, como camarões, ostras, mariscos e outras espécies de peixes.

O cultivo de espécies não nativas pode levar ao estabelecimento de suas populações no novo ambiente ou à introdução não intencional de uma diversa flora e fauna associada às espécies cultivadas.

Por mais de 150 anos, diversas espécies de ostras têm sido transportadas e cultivadas em grande número em águas costeiras distantes de suas regiões de origem, com finalidades comerciais.

Muitos organismos da fauna associada foram transportados acidentalmente, incluindo parasitas, comensais, epibiontes fixos em suas conchas ou entre seus agregados, predadores, pestes e outros organismos carregados na água, substrato ou outro material embalado em conjunto com as ostras.

Maricultura
Maricultura

Assim sendo, muitas espécies foram espalhadas por diversas regiões do mundo.

Alguns estudos sugerem que o transporte de ostras também é responsável pela introdução de organismos causadores de doenças que atingem humanos, como dinoflagelados tóxicos e novas linhagens de cólera.

Introduções não intencionais de espécies exóticas, incluindo predadores e parasitas, têm sido registradas como resultado de tentativas de estabelecer ostras em várias partes da América do Norte e Europa.

Como exemplo, é citada a espécie Crassostrea gigas, conhecida como a ostra do Pacífico, introduzida na costa oeste americana na década de 20, que possibilitou a introdução do molusco Ocenebra japonica, predadora de ostras nativas, assim como possivelmente um copépode parasita, Mytilicola orientalis. Essa mesma espécie de ostra foi introduzida na Austrália e atualmente compete com espécies nativas.

Práticas modernas de maricultura, particularmente o movimento de cultura de espécies no estágio larval, têm diminuído grandemente a incidência de introduções acidentais. Contudo, o transporte secundário da fauna associada continua a ser um problema mundial, principalmente no que se refere à re-alocação de estoques e equipamentos.

No Brasil, a maricultura está representada, em grande parte, pelos cultivos de crustáceos e moluscos, uma vez que os cultivos de peixes marinhos e equinodermatas, ainda estão em fase laboratorial.

Um total de quatro espécies de moluscos são cultivados no Brasil, principalmente nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul. São elas o mexilhão Perna perna, recentemente sugerido como espécie exótica em todas as Américas por alguns autores, a vieira Nodipecten nodosus, nativa do litoral brasileiro, e as ostras Crassostrea rhizophorae, espécie nativa do Brasil, com uma distribuição ao longo de todo litoral e predominantemente em regiões de mangue do Norte e Nordeste e Crassostrea gigas, conhecida como ostra do Pacífico.

Esta espécie foi primeiramente introduzida no país em 1974, pelo Instituto de Pesquisas da Marinha, por meio de sementes oriundas da Grã-Bretanha.

Atualmente, o estado de Santa Catarina é o maior produtor nacional de ostras e mexilhões cultivados, chegando a cerca de 90% de toda a produção brasileira e é considerado pólo gerador de tecnologia. Em 1991, o Laboratório de Cultivo de Moluscos Marinhos (LCMM), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), produziu as primeiras sementes de C. gigas e, em 2001 a produção chegou a 20 milhões de sementes.

Entretanto, a demanda crescente não suprimiu a importação e atualmente o mercado nacional é abastecido pela produção do país e do exterior (Chile e EUA).

A produção de crustáceos no Brasil é representada pelo cultivo de camarões peneídeos. Atualmente, grande parte da produção nacional de camarão é baseada em apenas uma espécie exótica, Litopenaeus vannamei, nativa do Pacífico leste. Esta espécie foi introduzida no Rio Grande do Norte no início da década de 80 e hoje é cultivada em vários estados do N, SE e S do país, sendo o Nordeste a principal região produtora.

Litopenaeus vannamei (Boone, 1931)

Este camarão é nativo do Pacífico leste, trazido para o Brasil 1981 para fins comerciais. Atualmente L. vannamei, conhecido como camarão-vanamei ou camarão-cinzacorresponde a 95% da produção brasileira de camarões marinhos, sendo cultivado em vários estados do nordeste (Piauí, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte. Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Sergipe e Bahia), do norte (Pará), do sudeste (Rio de Janeiro e São Paulo) e sul (Paraná e Santa Catarina).

Maricultura – Brasil

O nordeste brasileiro é conhecido como produtor natural de algas marinhas cujos bancos naturais são explorados pela população da orla.

Segundo a publicação Explotation and Management of Seweed Resources in Northest Brazil (Exploração e Gestão de Recursos de Algas Marinhas no Nordeste do Brasil) de Muttamby Durautnam, editado pelo Departamento de Limnologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (1989), existem no litoral do Nordeste 23 espécies produtoras de agar e 21 espécies que produzem alginato.

Algumas espécies tem sido coletadas para processamento de agar, carragena, extrato de algas e exportação de algas secas e úmidas tais como: Gracillaria, Hypnea musciformis, Sargassum filipendula, Lithothamnium calcareum, Gigartina, Gelidiela acerosa e Meristiela.

No projeto proposto enfatiza-se a espécie Gracilaria, que é a mais abundante, e cujo método de cultivo está sendo dominado no Brasil.

É uma espécie que tem sido cultivada com sucesso em outros países e é responsável por 65% do agar para uso alimentício produzido mundialmente, possuindo dois componentes principais: a agarose e a agaroseptina, sendo a primeira usada como componente gelificante. Iniciando a preparação de subsídios para apoiar a instalação do setor, o SEBRAE/CE, em parceria com o Departamento Nacional de Cooperativismo do Ministério da Agricultura – DENACOOP, patrocinou o Levantamento de Áreas Propícias para Cultivo de Macro Algas que foi realizado pelo Instituto Terramar.

O Levantamento de Áreas Propícias para Cultivo de Macroalgas Marinhas no Estado do Ceará realizado pelo Instituto Terramar (2002) relacionou 18 municipios do litoral cearense com 58 praias com ocorrência de algas, o que pode significar presença de bancos naturais nas proximidades. Essa informação demonstra que 90% do litoral cearense é produtor de algas, importante dado que indica o potencial do recurso a ser ecologicamente manejado pelas populações litorâneas.

Maricultura – Aquicultura

Maricultura
Maricultura

Especialistas da National Geographic (Geografia nacional) acreditam que no futuro, a criação de peixes será feito com a ajuda de esferas gigantes que flutuam no oceano.

A demanda por peixes está aumentando.

Aquicultura produz cerca de metade dos estoques consumidos em todo o mundo. Por isso, é lógico acreditar que o fenômeno da pecuária neste setor irão desempenhar um papel importante.

De acordo com especialistas da National Geographic (Geografia nacional), fazendas independentes poderiam ser implantados no oceano.

Estes assumem a forma de esferas gigantes e assim iria viajar para imitar os movimentos dos cardumes.

Essas esferas são ainda capazes de gerar sua própria eletricidade por acumular energia solar e correntes, entre outros.

Maricultura – Breve histórico do Setor

Entende-se como Maricultura o cultivo de animais e plantas marinhas.

A prática da maricultura costeira é uma forma de produção nova no Brasil e poderá assumir importância estratégica para a sobrevivência das comunidades litorâneas que começam a se interessar pela inclusão dessa modalidade, uma vez que importantes reservas litorâneas de pesca foram demasiadamente exploradas.

Com o crescimento populacional e uma diminuição dos recursos marítimos torna-se necessário encontrar alternativas para aumentar e/ou manter o padrão de vida das populações litorâneas e reduzir a pressão sobre os recursos marítimos.

Este projeto orienta ações para o desenvolvimento da maricultura especificamente a ficocultura (cultivo de algas) voltada a pequenos produtores. Trata-se de criação de estratégias que permitam gerar empregos, conferir dignidade e saúde para essas populações, canalizando interesses para a melhoria do nível econômico, envolvendo mudanças estruturais básicas e preservando aspectos culturais.

Através do acesso a recursos técnicos, pode-se agregar valores à produção primária advinda de atividades que hoje apenas complementam a renda familiar, como é o caso da coleta de algas, tornando-a atividade principal para famílias da comunidade, com resultados financeiros suficientes para romper os limites da pobreza.Algas marinhas são organismos vegetais que habitam principalmente ambientes aquáticos.

As algas marinhas dividem-se em: planctônicas (microalgas) e bentônicas (macroalgas).As algas marinhas constituem produto muito usado na alimentação pelos orientais desde 3000 anos AC, enquanto que no Brasil inexiste ainda o seu hábito do consumo.

O uso de algas em nosso país dá-se mais especialmente por algumas indústrias que as exportam in natura e as utilizam para fins cosméticos e farmacêuticos.

Fonte: zoo.bio.ufpr.br/www.noolhar.com/www.geocities.com/asn.interjornal.com.br/www.insolite.ca

 

 

 

Conteúdo Relacionado

Veja também

Fator Rh

PUBLICIDADE Fator Rh – O que é O fator Rhesus, também conhecido como fator Rh, é um …

Flavonoides

PUBLICIDADE Os flavonoides ou bioflavonoides, são compostos naturais de plantas que constituem os pigmentos responsáveis …

Aldosterona

PUBLICIDADE Aldosterona – Hormônio A maioria das pessoas nunca ouviu falar desse hormônio em particular, mas ele …

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

This site is protected by reCAPTCHA and the Google Privacy Policy and Terms of Service apply.

Comment moderation is enabled. Your comment may take some time to appear.