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Colina

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Histórico: a colina não é uma vitamina, mas foi tida como sendo um dos componentes do complexo B.

Em 1932, Best observou que cães pancreatectomisados e mantidos com insulina desenvolviam um fígado gorduroso. Isso podia ser evitado acrescentando-se à sua dieta gema de ovos crus, lecitina ou pâncreas. Foi demonstrado que a substância responsável por esse efeito era a colina. Esse estudo iniciou os subseqüentes sobre as substâncias lipotrópicas.

Sinônimos: Trimetiletanolamina. É semelhante à acetilcolina, tendo uma ação farmacológica semelhante, mas muito discreta.

Doses diárias recomendadas : 400 a 900 mg. Principais fontes: gema de ovos, fígado e amendoim.

Funções: mobiliza as gorduras do fígado (ação lipotrópica) e é importante na formação do neurotransmissor acetilcolina além de agir com ativador de plaquetas (PAF). É ainda importante como componente de fosfolipídeos. A colina é fornecedora de radicais metila, essenciais para trocas metabólicas. Atua em combinação com a vitamina B12.

Manifestações de carência: provoca acúmulo de gorduras no fígado, cirrose, aumento na incidência de câncer de fígado, lesões hemorrágicas dos rins e falta de coordenação motora.

NOTA – o tratamento de cirrose e da esteatose hepáticas decorrente da ingestão de álcool não responde ao uso de colina. Do mesmo modo, ela não se mostrou eficaz no tratamento de doenças neurológicas com Alzheimer, ataxia de Friederich, discinesias, doenças de Huntington e Tourette.

Manifestações de excesso: não são descritas

Fonte: www.fisioquality.com.br

Colina

A colina é uma amina, que foi sintetizada pela primeira vez em 1866. Este composto orgânico é um precursor do neurotransmissor acetilcolina.

Esse neurotransmissor é produzido por uma reação enzimática, catalisada pela enzima colina acetiltransferase. Porém essa síntese só é feita quando se ingere colina, visto que este composto faz parte do complexo B de vitaminas e logo não é produzido pelo organismo.

A acetilcolina pode atuar tanto no sistema nervoso central quanto no sistema nervoso periférico. No sistema nervoso central, juntamente com os neurônios associados, formam um sistema neurotransmissor, o sistema colinérgico. Esse sistema está intimamente ligado ao Alzheimer, pois pacientes acometidos por essa doença tem a diminuição de neurônios relacionados com cognição, excitação e aprendizado, os neurônios colinérgicos. Estes são responsáveis pela produção de acetilcolina e sem ela as funções citadas acima ficam debilitadas.

Caminhos Colinérgicos

Já no sistema nervoso periférico, além de ser o principal neurotransmissor no sistema nervoso autônomo, a ação da acetilcolina também se estende aos neurônios motores da medula espinhal, sendo liberada nas junções neuromusculares. Quando liberada, ela estimula a abertura dos canais de sódio, e essa entrada de sódio na célula, estimula a contração muscular.

Porém para que a ação da acetilcolina seja realizada, é necessário que certas células tenham receptores específicos para esse neurotransmissor. Os principais receptores da acetilcolina são os muscarínicos e os nicotínicos.

Depois que a célula é ativada é necessário que haja a degradação do neurotransmissor. No caso da acetilcolina isso é feito pela acetilcolinesterase, que hidrolisa a molécula de acetilcolina deixando como produtos acetato e colina.

Fábio Reis

Fonte: Neuro Med

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