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Giberelinas

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Giberelinas – Definição

Em Botânica: qualquer uma dos várias hormônios da plantas, incluindo o ácido giberélico, cuja principal ação é o de provocar o alongamento do caule, a floração e a germinação.

É utilizado na promoção do crescimento de plantas, no malte de cevada, etc

Giberelinas foi reconhecida pela primeira vez em 1926 por um japonês cientista, Eiichi Kurosawa.

Giberelinas – O que são

As giberelinas são os reguladores, hormônio vegetal, do crescimento das plantas envolvidos na regulação do crescimento e influenciando diferentes processos de desenvolvimento que incluem alongamento do caule, germinação, floração, indução enzimática, etc.

Quimicamente falando, as giberelinas são, na verdade, ácidos.

Eles são produzidos nos plastídios da célula vegetal, ou as organelas duplas ligadas à membrana responsáveis pela fabricação dos alimentos, e são eventualmente transferidos para o retículo endoplasmático da célula, onde são modificados e preparados para o uso.

Giberelinas
Giberelinas

As giberelinas têm diferentes efeitos no crescimento das plantas e o alongamento do caule é o mais dramático de todos. O caule começa a crescer quando é aplicado em baixa concentração no arbusto.

A giberelina é um dos 5 grupos principais de hormônios vegetais, sendo os outros: auxinas, citocininas, etileno e ácido abscísico.

Os entrenós crescem tanto que as plantas se tornam indistinguíveis de escalar. Os Giberelinas superam as limitações genéticas em diferentes variedades de anões.

Existem mais de 70 giberelinas isoladas.

Eles são: GA1, GA2, GA3 e assim por diante. O ácido giberélico GA3 é o regulador de crescimento vegetal mais amplamente estudado.

A Natureza da Giberelinas

Ao contrário da classificação das auxinas, que são classificados com base na função, giberelinas são classificados com base na estrutura, bem como a função.

Todas as giberelinas são derivados do esqueleto ento-giberelina.

As giberelinas são nomeados GA 1 …. GA n na ordem da descoberta.

Ácido giberélico, que foi a primeira giberelina ser estruturalmente caracterizados, é GA 3.

Existem atualmente 136 GAs identificados a partir de plantas, fungos e bactérias.

Função da Giberelinas

Giberelinas

Giberelinas ativas mostram diversos efeitos fisiológicos, cada um, dependendo do tipo de giberelina presente, bem como a espécie de planta.

Alguns dos processos fisiológicos estimuladas por giberelinas são descritos abaixo (Davies, 1995; Mauseth, 1991; Raven, 1992; Salisbury e Ross, 1992):

Estimular o alongamento do caule, estimulando a divisão celular.
Estimula o florescimento em resposta a longos dias.
Quebras de sementes em algumas plantas que necessitam de estratificação ou luz para induzir a germinação.
Estimula a produção da enzima (alfa-amilase) na germinação de grãos de cereais para a mobilização de reservas de sementes.
Induz a masculinidade em flores dióicas (expressão sexual).
Pode causar partenocárpicos (sem sementes) no desenvolvimento do fruto.
Pode retardar a senescência em folhas e frutas cítricas.

Giberelinas – Produção

A produção das giberelinas ocorre em várias partes do corpo do vegetal, como, frutos, folhas jovens, embriões de sementes jovens, sementes em germinação, etc.

Geralmente a síntese da giberelina ocorre no mesmo local donde a auxina foi sintetizada.

Giberelinas – Ação

Caule: A ação das giberelinas é sobre o caule, promovendo o seu alongamento.
Folhas: 
As folhas também passam por um processo de alongamento, quando são submetidas ao tratamento de Giberelinas.
Fruto: 
No fruto também ocorre o mesmo, a giberelina provoca o aumento de seu tamanho. Quando o tratamento com a giberelina é feito em flores já fecundadas, podendo formar frutos partenocárpicos.
Semente: 
A utilização de giberelinas interrompe o estado de dormência das sementes e das gemas laterais, fazendo com que ocorra a germinação.
Floração: 
O uso das giberelinas induz o processo de floração e conseqüentemente a formação de frutos.

Efeitos Fisiologia

Crescimento Caulinar

A aplicação de giberelina promove o alongamento dos entrenós em várias espécies. No entanto, o estímulo mais pronunciado tem sido visto em espécies de plantas anãs ou em rosetas, bem como nos membros da família das gramíneas. O GA3 exógeno provoca um excesso de alongamento do caule em plantas anãs, de modo que as plantas assemelham-se às variedades mais altas da mesma espécie.

Algumas plantas assumem a forma de roseta em dias curtos e apresentam alongamento da parte aérea e florescimento somente em dias longos.

A aplicação das giberelinas provoca o alongamento em plantas mantidas sob condições de dias curtos.

Muitas plantas em roseta de dias longos apresentam uma exigência de frio para o alongamento do caule e para o florescimento, podendo esta exigência ser superada pela aplicação de giberelina

A giberelina também promove o alongamento dos entrenós em membros da família das gramíneas. O alvo da ação das giberelinas é o meristema intercalar, o qual está localizado próximo à base do entrenó, que produz derivadas para cima e para baixo.

Mudança de Fase, Indução Floral e Determinação do Sexo

A incapacidade das plantas em florescer antes de atingirem determinado estágio é associada à juvenilidade. Plantas juvenis e adultas vegetativas e reprodutivas podem apresentar aspectos morfológicos diferenciados, como a forma das folhas, por exemplo. Dependendo da espécie, a aplicação de giberelinas pode regular a juvenilidade em ambos os sentidos.

O AG pode substituir os efeitos mediados pelo fotoperíodo e pelas baixas temperaturas na indução floral de algumas plantas, sugerindo ser esse hormônio um dos componentes para o estímulo dessa indução.

Em plantas monóicas (produtoras de flores masculinas e femininas ou hermafroditas), o AG tem efeitos sobre a determinação do sexo, evento geneticamente regulado, mas também influenciado por outros fatores, notadamente ambientais. Em milho, por exemplo, dias curtos e noites frias promovem um aumento de cerca de 100 vezes nos níveis de AG no pendão, aumentando a proporção de flores femininas.

Esse efeito é também observado como resultado da aplicação de AG. Em algumas dicotiledôneas, como Cucumis sativus, Spinacia oleracea e Cannabis sativa, o AG exógeno exerce efeitos contrários, observando-se a formação de flores estaminadas.

Desenvolvimento e Maturação de Frutos

Em algumas espécies ocorre uma acentuada queda de frutos depois da polinização, podendo as auxinas estimular a fixação e o crescimento destes. Contudo, nem todas as espécies respondem favoravelmente às auxinas, e, nesses casos, esses efeitos ocorrem como resposta à aplicação de AG.

A aplicação deste também pode permitir que os frutos no pé mantenham a coloração verde durante um período maior, permitindo ao produtor programar a colheita.

A giberelina pode aumentar o comprimento do pedúnculo de uvas sem sementes. Devido ao pequeno comprimento dos pedúnculos individuais dos frutos, os cachos de uvas sem sementes são muito compactos e o crescimento das bagas é limitado. A giberelina estimula o crescimento dos pedúnculos, permitindo que as uvas cresçam mais pela diminuição da compactação, promovendo o alongamento do fruto. Outro efeito também da giberelina é que pode causar o desenvolvimento de frutos partenocárpicos.

Superação da Dormência em Sementes

As giberelinas podem quebrar a dormência das sementes, promovendo o crescimento do embrião e a emergência da plântula.

A germinação das sementes de algumas espécies, principalmente não-domesticadas, é dependente da luz ou de baixas temperaturas, cujos efeitos podem ser substituídos pelo AG exógeno.

Como as mudanças nos níveis endógenos desse hormônio nas sementes são normalmente observadas como resposta ao tratamento com baixas temperaturas, as giberelinas têm sido consideradas reguladoras naturais de processos relacionados com a germinação. Elas podem diminuir o tempo necessário de tratamento em baixa temperatura para a quebra da dormência.

A dormência das sementes de algumas espécies pode ser superada por uma combinação de baixas temperaturas, escarificação e aplicação de giberelinas.

Sugere-se que a giberelina promove a quebra da dormência por estimular o alongamento celular, fazendo com que a radícula rompa o tegumento da semente.

A Descoberta das Giberelinas

Esta substância foi descoberta no Japão, no ano de 1926, quando o cientista Kurosawa (1926) estava pesquisando plantas de arroz que cresciam constantemente e descobriu que a substância que provocava este crescimento era proveniente do fungo Giberella fujikuroi.

Este composto foi isolado e denominado de giberelina. Yabuta e colaboradores(1935) obtiveram cristais impuros de dois compostos fúngicos, giberelina A e B, com atividade na indução do crescimento de plantas sadias de arroz. Na década de 1950, americanos e ingleses elucidaram a estrutura do material purificado de filtrados de cultura de fungos, ao qual denominaram de ácido giberélico.

Quase ao mesmo tempo, cientistas japoneses, isolaram três giberelinas a partir da giberelina A original e as chamaram de GA, GA e GA (ácido 1 3 2 giberélico).

McMillan (1958 ) na Inglaterra,identificou uma giberelina em uma planta superior uma giberelina (GA1) foi finalmente identificada em uma planta superior (Phaeseolus coccineus). Existem mais de 125 GAs caracterizadas.

As giberelinas (GA) são amplamente distribuídas no reino vegetal. Elas estão presentes em toda a planta, podendo ser detectadas em folhas, caules, sementes, embriões e grãos de pólen.

As giberelinas constituem uma grande família de ácidos diterpênicos tetracíclicos e são sintetizadas por um ramo da via dos terpenóides.

Fonte: www.planthormones.info/biologydictionary.net/casadasciencias.org/Roberto Cezar Lobo da Costa

 

 

 

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