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Vírus

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Definição

Os vírus não são células, não possuem organelas, sendo completamente dependentes da maquinaria enzimática das células vivas para gerar sua própria energia ou mesmo para síntese de suas moléculas estruturais.

Assim, são agentes infecciosos, que precisam ser colocados dentro de uma célula susceptível para que novas partículas infecciosas sejam produzidas.

São partículas muito pequenas, sendo filtráveis, isto é, capazes de passar por membranas de poros esterilizantes.

Por serem bem menores que a menor das células vivas, só podem ser visualizados ao microscópio eletrônico.

O que é

Um vírus é uma partícula de material infeccioso.

Os vírus são incrivelmente pequenos e só são visíveis com microscópios extremamente fortes.

Ao visualizar o tamanho de um vírus, algumas pessoas usam a analogia de um humano em pé ao lado do Monte Everest, com o ser humano sendo o vírus e a montanha uma pulga.

Muitas pessoas estão familiarizadas com vírus porque causam doenças como parte de seu ciclo de vida.

Cientistas que estudam vírus são conhecidos como virologistas.

Os virologistas tentam identificar e isolar os vírus na esperança de serem capazes de tratá-los ou vaciná-los.

A existência de vírus começou a ser aventada no início do século XIX, embora os cientistas não os identificassem positivamente até os anos 1900.

A palavra é tirada do vírus latino, que se refere a uma toxina ou um veneno.

Alguns exemplos bem conhecidos de vírus são Ebola, HIV, influenza e Marburg.

Muitos desses vírus são famosos por sua virulência e são notoriamente difíceis de tratar, pois sofrem mutações rápidas e muito eficazes.

As partículas consistem apenas de uma cobertura proteica que encapsula o material genético. Os vírus são incapazes de reproduzir ou viver sozinhos; eles exigem que os anfitriões sobrevivam e transmitam seus genes.

Como resultado, muitos cientistas relutam em classificar os vírus como organismos vivos. As partículas enganosamente simples também se comportam de maneira muito diferente de outras formas de vida, tornando-as difíceis de classificar.

Quando um vírus entra em um hospedeiro, ele se liga a uma célula no corpo do hospedeiro. A célula é essencialmente sequestrada e forçada a reproduzir o material genético do vírus. Em alguns casos, o vírus pode permanecer latente, mas quando é estimulado, a célula se rompe, inundando o corpo do hospedeiro com muitas cópias do vírus que podem colonizar outras células. A célula hospedeira original morre, o que pode ser um problema sério para um organismo celular como bactérias; um vírus que ataca bactérias é chamado bacteriófago.

Tratar vírus é extremamente difícil. Como não estão vivos, drogas como antibióticos não são eficazes. Drogas antivirais geralmente se concentram em atacar as proteínas do vírus, na esperança de incapacitá-lo para que ele não possa continuar colonizando o hospedeiro.

A melhor cura para um vírus é, na verdade, uma vacina, porque as vacinas impedirão a colonização em primeiro lugar, ensinando as células do hospedeiro a atacar as partículas virais.

Mapa Mental de Vírus
Mapa mental sobre Vírus

História

Na antiguidade, o termo vírus (do latim; significa veneno) foi utilizado como sinônimo de veneno e se referia a agentes de natureza desconhecida que provocavam diversas doenças.

A descoberta dos vírus deve-se a Dmitri Ivanowsky (em 1892), que, ao estudar a doença chamada mosaico do tabaco, detectou a possibilidade de transmissão da doença a partir de extratos de vegetais doentes para vegetais sadios, por meio de experimentos com filtros capazes de reter bactérias. Essa moléstia afeta as plantas do fumo, manchando as folhas com áreas necrosadas e levando-as à morte.

Em 1935, cristais de vírus foram isolados e observados ao microscópio pela primeira vez.

A sua composição parecia principalmente proteica, porém constatou-se mais tarde uma pequena quantidade de ácidos nucleicos.

Nos sistemas tradicionais de classificação dos seres vivos, os vírus não são incluídos por não apresentarem características morfológicas celulares. Eles possuem estrutura molecular apenas visível ao microscópio eletrônico.

Sua estrutura vem sendo cada vez mais esclarecida, à medida que a tecnologia em microscopia eletrônica evolui. Eles são tão pequenos que podem penetrar na célula das menores bactérias que se conhecem.

Estruturas de vários vírus vistos com o microscópio eletrônico: as partículas esféricas são os vírus do mosaico amarelo do nabo; os cilindros longos são os vírus do mosaico do tabaco e no centro, temos, o bacteriófago T4.

Nos sistemas tradicionais de classificação dos seres vivos, os vírus não são incluídos por serem considerados partículas ou fragmentos que só adquirem manifestações vitais quando parasitam células vivas.

Apesar de até hoje ainda persistir a discussão em torno do tema, a tendência é considerar os vírus como seres vivos.

Os vírus são extremamente simples e diferem dos demais seres vivos pela inexistência de organização celular, por não possuírem metabolismo próprio, e por não serem capazes de se reproduzir sem estar dentro de uma célula hospedeira. São, portanto, parasitas intracelulares obrigatórios; são em conseqüência, responsáveis por várias doenças infecciosas.

Geralmente inibem o funcionamento do material genético da célula infectada e passam a comandar a síntese de proteínas. Os vírus atacam desde bactérias, até plantas e animais. Muitos retrovírus (vírus de RNA) possuem genes denominados oncogenes, que induzem as células hospedeiras à divisão descontrolada, com a formação de tumores cancerosos.

Filtrabilidade

Essa característica, que serviu de base para a descoberta do vírus, originou a denominação vulgar de “vírus filtrável”, termo que teve de ser abandonado pelo fato de, posteriormente, se descobrir que existem bactérias filtráveis, como certos espiroquetas, e vírus não filtráveis, como o vírus do Mosaico Comum do feijoeiro e o do “Crinkle Mosaic” da batatinha.

A filtrabilidade do vírus não é uma pura conseqüência de seu diminuto tamanho. Tipo de filtro, temperatura, ph, carga elétrica do vírus e do filtro, quantidade de pressão exercida sobre o filtro, natureza do fluído da suspensão e duração da filtração, são fatores que devem ser levados em consideração ao se determinar a filtrabilidade do vírus.

Atualmente se dispõe de filtros de colódio, as Membranas de Gradocol, em que o tamanho dos poros é muito mais importante do que nos filtros bacteriológicos de porcelana.

Natureza Corpuscular

Desde 1898 se suspeita da natureza corpuscular do vírus, com a teoria do “contagium vivum fluidum”, denominação que Beijerink emprestou de Fracastorius (1546) para caracterizar o filtrado infetivo do suco de fumo com mosaico.

A guisa de esclarecimento, contagium era uma substância derivada do corpo do doente e que, passando de um indivíduo para outro, transmitia a doença e a teoria do contagium vivum foi criada por Fracastorius, quando postulou a ideia de que o contágio fosse devido a agentes vivos (seminaria).

Entretanto, por muitos anos, essa característica foi um ponto altamente controvertido pois a ciência ainda não estava preparada para comprová-la. Apesar disso, mesmo antes da descoberta de microscópio eletrônico, em 1938, Wendell Stanley (1935) já mostrava evidências irrefutáveis sobre a natureza corpuscular do vírus ao cristalizar o vírus do Mosaico do Fumo.

Hoje, acostumamos com representações esquemáticas e eletromicrográficos dos vírus, dificilmente imaginamos que essa característica tivesse sido um pomo de discórdia no passado.

Natureza Antigênica

Muito antes da descoberta dos vírus, já se sabia que doenças hoje conhecidas eram causadas por vírus, como por exemplo a varíola, conferiam resistência contra incidências subsequentes. A vacina contra a varíola se baseia, ainda hoje, na descobertas de Jenner (1798) de que o vírus do “cow-pox”(varíola bovina) imuniza contra o “small-pox”(varíola humana).

Proteínas introduzidas no corpo animal, por via parenteral, sendo elas estranhas ao corpo do animal, induz a formação de substância que reagem especificamente com as proteínas injetadas.

Estas proteínas estranhas constituem os antígenos e as substâncias induzidas, os anticorpos.

Sendo os vírus de natureza nucleoproteica tem essa propriedade antígeno que serve de base para os métodos sorológicos usados em Virologia. Especula-se, atualmente, se as plantas possuem essa capacidade de formação de anticorpos, comprova somente em animais.

Estirpes fracas do vírus da tristeza dos citros conferem resistência às estirpes mais severas do mesmo vírus. A natureza desse fenômeno, entretanto, não esta esclarecida.

Dimensões do vírus

As dimensões dos vírus, evidenciadas por estudos eletromicroscópicos, de ultrafiltração e ultracentrifugação, variam de 10 a 350 milimicra de diâmetro; o comprimento chega até 2.000 milimicra (vírus da Tristeza do Citrus).

A guisa de comparação, os glóbulos vermelhos do sangue humano têm 7.500 milimicra de diâmetro e, dentro de uma célula bacteriana, podem caber mais de 1 milhão de partículas de vírus.

Teriam os vírus evoluído de células vivas livres? Seriam eles produtos da evolução de alguma bactéria? Poderiam ser estes, componentes de células hospedeiras que se tornaram autônomos?

Eles lembram genes que tenham adquirido a capacidade de existir independentemente da célula.

Embora a virologia exista como ciência apenas há cerca de 100 anos, os vírus provavelmente têm estado presente nos organismos vivos desde a origem da vida.

Se os vírus precederam ou surgiram somente após os organismos unicelulares, é uma questão controversa. Contudo, com base nas contínuas descobertas de vírus infectando diferentes espécies, pode-se concluir que, praticamente, todas as espécies deste planeta são infectadas por vírus.

Os estudos tem sido limitados aos vírus isolados no presente ou de material de poucas décadas atrás. Infelizmente não existem fósseis dos vírus.

Estrutura

Os vírus são formados basicamente por um envoltório ou cápsula proteica, que abriga o material hereditário. Este pode ser tanto o ácido desoxirribonucleico (DNA) como o ácido ribonucleico (RNA). Esses dois ácidos nucleicos, no entanto, nunca ocorrem em um mesmo vírus.

Existem, assim, vírus de DNA e vírus de RNA. Em todos os outros seres vivos, o ácido desoxirribonucleico e o ácido ribonucleico ocorrem juntos dentro das células, sendo o DNA o “portador” das informações genéticas e o RNA o “tradutor” dessas informações.

Formados por uma cápsula (capsídio) proteica + ácido nucleico: DNA ou RNA.

O capsídio, além de proteger o ácido nucleico viral, tem a capacidade de se combinar quimicamente com substâncias presentes na superfície das células, o que permite ao vírus reconhecer e atacar o tipo de célula adequado a hospedá-lo.

A partícula viral, quando fora da célula hospedeira, é genericamente denominada vírion. Cada tipo de vírus possui uma forma característica, mas todos eles são extremamente pequenos, geralmente muito menores do que as menores bactérias conhecidas, sendo visíveis somente ao microscópio eletrônico. Os vírus apresentam uma grande variedade de forma e de tamanho.

O diâmetro dos principais vírus oscila de 15-300 nm. O vírus da varíola é o maior vírus humano que se conhece (300x250x100 nm), enquanto que o da poliomielite é o menor vírus humano (20 nm de diâmetro).

O vírus da febre aftosa, responsável por uma doença em gado, possui 15 nm, sendo portanto, menor que o poliovírus.

Num só grupo, as medidas citadas por diferentes autores, podem variar consideravelmente. Isto se deve em parte, a certas diferenças nas técnicas empregadas.Vírus de diferentes famílias apresentam diferentes morfologias que podem ser prontamente distinguidas pelo microscópio eletrônico.

Esta relação é útil para o diagnóstico de doenças virais e, especialmente para reconhecer novos vírus responsáveis por infecções. Alguns vírus tem formas parecidas, daí ser importante o uso da imunomicroscopia eletrônica.

Um vírion pode se apresentar sob vários formatos: esférico (influenzavírus),de ladrilho (poxvírus),de bastão (vírus do mosaico do tabaco) e de projétil (vírus da raiva).

Os vírus são extremamente simples e diferem dos seres vivos pela inexistência de organização celular, por não possuírem metabolismo próprio e por não serem capazes de se reproduzir, sendo replicados apenas no interior de uma célula hospedeira. São considerados parasitas intracelulares obrigatórios, e, em conseqüência disso, são responsáveis por várias doenças infecciosas.

As diferentes proteínas virais interagem de modo específico com proteínas expostas nas membranas celulares, determinando, assim, as células que são susceptíveis a certos vírus. O vírus da poliomielite, por exemplo, é altamente específico, infectando apenas células nervosas, intestinais e da mucosa da garganta. Já o vírus da rubéola e o vírus da varíola conseguem infectar maior número de tecidos humanos.

Existem vírus que infectam apenas bactérias, denominados bacteriófagos ou simplesmente fagos; os que infectam apenas fungos, denominados micófagos; os que infectam plantas, vírus de plantas e os que infectam animais denominados vírus de animais.

Componentes

As proteínas da superfície do capsídeo e do envelope determinam a interação dos vírus com o hospedeiro. Algumas partículas virais também possuem as enzimas requeridas para facilitar a replicação do vírus.

O tamanho do genoma está correlacionado com o tamanho do capsídio e do envelope. Vírus de grandes dimensões podem conter um genoma maior que codifica um maior número de proteínas.

Numa tentativa de clarificar a terminologia dos componentes virais, Caspar et al. em 1962, sistematizaram uma série de conceitos genericamente consensuais na época.

De forma rápida:

1. Capsídeo: Refere-se à concha de proteínas que envolve o ácido nucleico. É constituída por unidades estruturais.
2. Unidades estruturais: 
São as unidades funcionais mais pequenas, equivalendo aos tijolos do capsídeo.
3. Capsômeros: 
São as unidades morfológicas observadas na superfície das partículas virais e representando agrupamentos de unidades estruturais.
4. Nucleocapsídeo: 
É a designação atribuída ao conjunto da molécula de ácido nucleico mais o capsídeo que envolve o ácido nucleico.
5. Envelope: 
O capsídeo pode estar revestido exteriormente por uma camada lipídica que pode conter material da célula hospedeira e do vírus.
6. Virião: 
É a partícula viral completa e com capacidade infectante.

Capsômeros individuais podem ser visíveis em fotografias do microscópio eletrônico. Cada componente da cápsula viral deve possuir as características químicas que lhe permitam “encaixar” e formar as unidades proteicas maiores

O envelope possui uma estrutura membranar, semelhante à de uma membrana das células vivas e que é formada por lípidos, proteínas e glicoproteínas. A maioria dos envelopes dos vírus são redondos ou pleiomórficos (com forma poliédrica).

Tal como uma membrana lipídica, o envelope viral pode ser destruído por detergentes ou solventes químicos (por exemplo éter ou clorofórmio), o que torna os vírus inativos.

Proteínas celulares raramente são encontradas nos envelopes virais.

A superfície interna de alguns envelopes lipídicos, especialmente de vírus de RNA (-) é “forrada” por uma matriz proteica que reforça a estrutura viral, pois ajusta melhor os seus elementos constituintes, e para alguns vírus, como é o caso dos rabdovírus, determina a sua forma, que é de bala.

As glicoproteínas virais estendem-se desde a superfície, e para muitos vírus podem observar-se como “espigões” ou protuberâncias que saem da superfície do vírus.

A maioria das glicoproteínas atuam como proteínas de reconhecimento viral (VAP) capazes de se ligar a estruturas nas células alvo.

Vírus com DNA ou RNA

Quando o ácido nucleico é o DNA, ele é transcrito em várias moléculas de RNA (pela bactéria) que servirão de molde para a síntese de proteínas virais. É o caso do vírus da varíola, do herpes, do adenovírus (provoca infecções respiratórias), da hepatite B.

Quando o ácido nucleico é o RNA, dois processos podem ocorrer: O RNA viral é transcrito em várias moléculas de RNA mensageiro, que comandarão a síntese proteica. É o que ocorre com a maior parte dos vírus animais, como o vírus da raiva, da gripe; o vírus da poliomielite e de algumas encefalites têm o RNA que já funciona como RNA mensageiro.

Nos vírus conhecidos como retrovírus, como é o caso do vírus da AIDS (HIV), o RNA é transcrito em DNA por uma enzima transcriptase reversa. A partir da ação dessa enzima, o RNA serve de molde a uma molécula de DNA, que penetra no núcleo da célula, e integra-se ao cromossomo do hospedeiro.

O DNA viral integrado ao cromossomo celular é chamado de provírus. Ele é reconhecido e transcrito pelas enzimas da célula hospedeira, de modo que logo começam a surgir moléculas de RNA com informações para síntese de transcriptase reversa e das proteínas do capsídeo.

Algumas dessas moléculas de RNA são empacotadas juntamente com moléculas de transcriptase reversa, originando centenas de vírus completos (vírions).

A infecção por retrovírus geralmente não leva à morte da célula hospedeira, e esta pode se dividir e transmitir o provírus integrado às células-filhas.

Retrovírus

Nem todo vírus de RNA é classificado como retrovírus, somente aqueles que usam o RNA como molde para síntese de DNA.

Em 1980 foi isolado o primeiro retrovírus na espécie humana: o HTLV-1 – um retrovírus que infecta linfócitos T e causa um tipo de leucemia (câncer do sangue).

Dois anos mais tarde, foi descoberto outro retrovírus, o HTLV-2, que causa outro tipo de leucemia. Em 1981 foi diagnosticado o primeiro caso de AIDS e somente em 1983 conseguiu-se provar que essa síndrome é causada por um novo tipo de retrovírus, que recebeu o nome de Vírus da Imunodeficiência Humana ou HIV.

Especificidade

Em geral, um tipo de vírus ataca um ou poucos tipos de célula. Isso porque um determinado tipo de vírus só consegue infectar uma célula que possua, na membrana, substâncias às quais ele possa se ligar. O vírus da Poliomielite, por exemplo, é altamente específico, infectando apenas células nervosas, intestinais e da mucosa da garganta. Já os vírus da Rubéola e da Varíola conseguem infectar maior número de tecidos humanos.

Os vírus da Gripe são bastante versáteis e podem infectar diversos tipos de células humanas e também células de diferentes animais, como patos, cavalos e porcos. Em muitos casos, essa capacidade se deve ao fato de esses vírus conseguirem se ligar a substâncias presentes em células de diversos tipos de organismo.

Os vírus, tanto de plantas como de animais, apresentam uma gama determinada de hospedeiros. Assim, o vírus da febre amarela urbana tem como hospedeiros somente o homem (transmissor: mosquito do gênero Aedes); o da febre amarela silvestre, o macaco e o homem (transmissor Haemogogus); o da Tristeza do Citrus, somente plantas cítricas; TWV pelo menos 74 espécies vegetais distribuídas em 14 famílias.

Em vírus animais e especificidade vai até o nível histológico, servindo de base para classifica-los em vírus: vírus dermotrópicos (varíola, varicela, sarampo, rubéola, etc.), vírus pneumotrópicos (gripe, resfriado, etc.) vírus neurotrópicos (raiva, poliomielite, encefalites, etc.), vírus hepatotrópicos (febre-amarela, hepatite) e vírus linfo e glandulotrópicos (caxumba, linfogranuloma inguinal).

Propriedades

1. Tamanho: os vírus são menores que outros organismos, embora eles variem consideravelmente em tamanho – de 10 nm a 300 nm. As bactérias possuem aproximadamente 1000 nm e as hemácias 7500 nm de diâmetro.
2. Genoma:
 o genoma dos vírus pode ser formado de DNA ou RNA, nunca ambos (os vírus contém apenas um tipo de ácido nucleico).
3. Metabolismo:
 os vírus não possuem atividade metabólica fora da célula hospedeira; eles não possuem atividade ribossomal ou aparato para síntese de proteínas.

Desta forma, os vírus só são replicados dentro de células vivas. O ácido nucleico viral contém informações necessárias para programar a célula hospedeira infectada, de forma que esta passa a sintetizar várias macromoléculas vírus-específicas necessárias a produção da progênie viral.

Fora da célula susceptível, as partículas virais são metabolicamente inertes. Estes agentes podem infectar células animais e vegetais, assim como microrganismos. Muitas vezes não produzem prejuízos aos hospedeiros, embora demonstrem efeitos visíveis.

Se os vírus são organismos vivos ou não é uma questão filosófica, para a qual alguns virologistas poderão responder que não. Embora os vírus possuam as principais características de um organismo celular, eles não possuem a maquinaria necessária para executar aspectos básicos do metabolismo, tais como a síntese de proteínas.

Eles não são capazes de replicar-se fora da célula hospedeira. Ao invés disto, os genes virais são capazes de controlar o metabolismo celular e redirecioná-lo para a produção de produtos vírus-específicos.

Os vírus, por outro lado, diferem de outros agentes como: toxinas, outros parasitas intracelulares obrigatórios e plasmídeos. As toxinas não são capazes de se multiplicar.

O ciclo de infecção viral inclui um “período de eclipse” durante o qual não se detecta a presença do vírus, o que não ocorre com os outros parasitas intracelulares.

Os plasmídeos (que são moléculas de DNA capazes de se replicar em células independentemente do DNA celular) não apresentam as estruturas protetoras, que nos vírus impedem a degradação do ácido nucleico genômico.Uma grande contribuição para a virologia foi a descoberta de que os vírus podem ser cristalizados.

Quando o químico-orgânico Wendell M. Stanley cristalizou o vírus do Mosaico do Tabaco (VMT) em 1935, forneceu um poderoso argumento para que se pudesse pensar nos vírus como estruturas químicas simples, consistindo somente de proteína e ácido nucleico. Desta forma, se pensarmos nos vírus fora das células, podemos considerá-los como estruturas moleculares excepcionalmente complexas.

No interior das células, a informação levada pelo genoma viral, faz com que a célula infectada produza novos vírus, levando-nos a pensar nos vírus como organismos excepcionalmente simples.

 

Os vírus são constituídos de dois componentes essenciais: a parte central recebe o nome de cerne, onde se encontra o genoma, que pode ser DNA ou RNA, associado com uma capa proteica denominada capsídeo, formando ambos o nucleocapsídeo.

O vírion constitui a última fase de desenvolvimento do vírus, ou seja, a partícula infectante madura. Em alguns grupos (poliovírus, adenovírus), os vírions consistem unicamente de nucleocapsídeo.

Em outros grupos (mixovírus, herpesvírus, poxvírus), os virions são constituídos de nucleocapsídeo rodeado por uma ou mais membranas lipoprotéicas (o envelope).

Muitos vírus adquirem seus envelopes por brotamento através de uma membrana celular apropriada (membrana plasmática em muitos casos, retículo endoplasmático, golgi ou membrana nuclear).

O envelope é uma característica comum nos vírus de animais, porém incomum nos vírus de plantas.

Origem dos Vírus

Provavelmente as múltiplas origens dos vírus perderam-se no mar das conjecturas e especulações, resultando essencialmente da sua natureza: ninguém conseguiu ainda detectar uma partícula de vírus fóssil; eles são demasiado pequenos e provavelmente demasiado frágeis para resistir aos vários processos que levam à fossilização, ou mesmo à preservação de pequenos fragmentos de sequência dos ácidos nucleicos em tecidos como folhas ou insetos em âmbar.

Como tal, o estudo de vírus está limitado aos que são isolados no presente, ou em material que tem no máximo algumas dezenas de anos. A nova ciência (ou arte!) da sistemática molecular dos vírus tem, no entanto, por fim a busca de uma luz nas distantes relações de importantes grupos virais, e em alguns casos presumir a sua origem.

Por exemplo, os picornavírus dos mamíferos são estrutural e geneticamente muito semelhantes a um grande grupo de pequenos vírus de RNA de insetos e com pelo menos dois vírus de plantas.

Como os vírus de insetos são mais diversificados do que os vírus de mamíferos, estes têm provavelmente a sua origem nalgum inseto que adaptou a sua alimentação a mamíferos nalgum ponto no tempo evolutivo.

Se desejarmos andar para trás, no tempo evolutivo, um caso pode descender de um único ancestral de pelo menos a associação da função replica-se de todos os vírus com genoma de cadeia única positiva (+) ou de cadeia única negativa (-); deste modo os grandes vírus de DNA, como pox- e herpesvírus podem ser presumidos como tendo “degenerado” (se se acreditar que os vírus podem ter surgido pela degeneração de organismos celulares, o que não é uma hipótese muito viável?), dado que as suas sequências de enzimas partilham maiores semelhanças com sequências de certas células do que com as de outros vírus.

Retrovírus, pararetrovírus, retrotransposões e retroposões partilham todos, provavelmente, a origem comum da função da transcriptase reversa, a qual pode bem ser uma relíquia viva de uma enzima capaz de fazer a ligação entre a genética baseada em RNA e a baseada em DNA.

Para além das implicações dos estudos da correlação das sequências moleculares, é bastante fácil sugerir que pode haver uma origem comum dos vírus como organismos. Por exemplo, não existe nenhum caminho óbvio que permita relacionar vírus do tamanho e complexidade dos Poxvírus [dsDNA linear, 130-375 kb, 150-300 genes] com vírus como Tombamoviridae [ssRNA linear, 6-7 kb, 4 genes], ou ainda com os Geminiviridae [ssDNA circular, 2.7-5.4, 3-7 genes].

Assim, não pode existir uma “árvore genealógica de família” simples para os vírus; tanto mais que, a sua evolução descendente se assemelha a um número de ramos da árvore espalhados. Os vírus enquanto classe de organismos (entidades biológicas) devem ser considerados como tendo uma origem polifilética.

O que se torna assustador são as aparentemente novas doenças que surgem no nosso ambiente humano a intervalos “muito regulares”: novos e ainda extremamente virulentos, tais como os vírus que causam febre hemorrágica – Ebola, Dengue, o do síndroma pulmonar hantavírus, o HIV1 e HIV2.

Estes vírus “emergentes” ou “re-emergentes” são de grande preocupação internacional e por isso existem grandes esforços concentrados para a sua investigação.

A reprodução dos vírus

Como todos já sabem, o vírus precisa de outros organismos para se multiplicar. Os vírus também não são considerados como organismos primitivos como se pensava antigamente, são sim, organismos muito especializados que talvez tenham evoluído de um ancestral que perdeu a sua capacidade de vida independente, tornando-se parasitas ao extremo.

Para se multiplicarem os vírus utilizam o processo reprodutivo da célula hospedeira, redirecionando o metabolismo destas pela substituição do ácido nucleico celular.

Os vírus podem infectar desde bactérias até seres humanos. Quando infectam bactérias, recebem o nome de bacteriófagos ou fagos.

Nas bactérias os vírus muitas vezes se tornam tão intimamente relacionados com o DNA do hospedeiro (bactéria) que agem como parte de tal.

Durante a replicação de um bacteriófago (Ciclo Lítico) estes se aproximam do hospedeiro e um deles vai se fixar a membrana da bactéria (adsorção).

Em seguida ocorre a penetração do ácido nucleico do fago no interior da bactéria hospedeira. Assim o material genético virótico será incorporado ao DNA do hospedeiro.

Durante a replicação, serão formadas novas moléculas de DNA do fago. Quando a transcrição e posterior tradução, as proteínas específicas relacionadas a capa proteica do fago, também serão sintetizadas.

Logo em seguida ocorre a degradação do DNA da bactéria hospedeira. Assim, por meio de um processo de automontagem de cada componente, serão formados novos fagos.

A fase em que ocorre a replicação e a posterior automontagem é denominada de eclipse. Formados os novos fagos, ocorre a liberação destes pelo rompimento da membrana da bactéria, que se dá pela ação de enzimas específicas.

Qual é a diferença entre um vírus e uma bactéria?

Existem várias diferenças entre vírus e bactérias, incluindo seus tamanhos relativos, métodos de reprodução e resistência à intervenção médica.

Bactéria, a forma singular da palavra bactéria, é um organismo vivo unicelular, com conjuntos completos de ambos os códigos genéticos ácido ribonucleico (RNA) e ácido desoxirribonucleico (DNA).

Um vírus é pouco mais do que uma seção de RNA ou DNA coberta por um invólucro de proteína. Uma bactéria, portanto, é pelo menos cem vezes maior que um vírus típico.

Uma diferença importante entre vírus e bactérias é o método de reprodução.

Uma bactéria é uma unidade completamente autocontida e auto-reprodutora. Quando for a hora certa, uma bactéria dividirá seu DNA e material genético de RNA em dois.

Paredes celulares separadas se acumularão em torno dessas duas novas bactérias, e esse processo continuará até que milhares ou milhões de bactérias tenham se formado.

É assim que estirpes de bactérias sobrevivem em quase todos os ambientes da Terra, incluindo superfícies não vivas como pedras ou plástico.

Um vírus, por outro lado, não pode se reproduzir sem um hospedeiro vivo. Um vírus pode permanecer inativo por milhares de anos antes de finalmente entrar em contato com um hospedeiro adequado.

Uma vez que entra no corpo de um hospedeiro, um vírus usa apêndices parecidos com as pernas para fixar em uma célula e um espigão ou revestimento químico para penetrar na parede celular.

Uma vez dentro de uma célula viva, um vírus substitui os comandos originais de DNA ou RNA da célula por suas próprias instruções genéticas. Essas instruções são geralmente para fazer tantas cópias do vírus quanto possível.

Uma vez que a célula individual tenha sobrevivido à sua utilidade, ela explode e envia milhares de cópias do vírus original para outras células desavisadas.

Noventa e nove por cento de todas as bactérias conhecidas são consideradas benéficas para os seres humanos, ou pelo menos inofensivas. Eles passam seus dias quebrando matéria orgânica e destruindo parasitas nocivos.

A pequena porcentagem de bactérias consideradas prejudiciais ao corpo humano, como o estreptococo e a E. coli, ainda desempenham as mesmas funções que suas bactérias menos tóxicas.

Bactérias se alimentam dos tecidos do corpo humano e excretam toxinas e ácidos. São essas toxinas e ácidos irritantes que causam muitos dos problemas associados à infecção bacteriana.

Se as bactérias podem ser mortas com antibióticos, as infecções deixadas para trás devem desaparecer rapidamente.

A maioria dos vírus, por outro lado, não tem finalidade benéfica. Sua única missão na vida é criar mais vírus, a fim de garantir a sobrevivência da tensão. O efeito mortal que um vírus tem em seu hospedeiro é meramente incidental.

Quando um vírus entra no corpo humano, ele procura uma célula hospedeira aceitável e a captura sem aviso. Uma vez que a célula estourar, milhares de novos vírus repetem o processo em outras células saudáveis.

No momento em que as defesas naturais do corpo se tornam conscientes da invasão, o vírus pode ter um controle significativo sobre órgãos e tecidos vitais. O Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) e o vírus Ebola são exemplos de livros didáticos sobre o que vírus perigosos podem fazer em um corpo humano antes de seguir seu curso.

Intervenção médica e tratamento é outra grande diferença entre vírus e bactérias. As bactérias estão vivas, o que significa que podem ser mortas por alguma forma de agente químico.

Os antibióticos são compostos químicos que matam as bactérias destruindo suas paredes celulares ou neutralizando sua capacidade de se reproduzir.

A razão pela qual os médicos prescrevem longas doses de antibióticos aos pacientes é criar um ambiente no qual as bactérias não possam viver.

Embora as bactérias frequentemente desenvolvam uma tolerância para certos antibióticos, o efeito é semelhante ao uso de inseticida em insetos.

Vírus, por comparação, não são considerados criaturas vivas. Eles não podem ser “mortos” no mesmo sentido que os antibióticos matam as bactérias ou o inseticida mata os insetos.

De fato, o tratamento de infecções virais é freqüentemente nenhum tratamento. A doença deve seguir seu curso até que o corpo consiga montar uma defesa bem-sucedida por conta própria. Os tratamentos antivirais, quando existem, trabalham com o princípio de bloquear os métodos destrutivos do próprio vírus. A cadeia de RNA ou DNA do vírus deve ser geneticamente inofensiva, ou os métodos de romper uma parede celular devem ser destruídos.

Os medicamentos antivirais não são eficazes contra todos os vírus, e é por isso que certas doenças, como a AIDS, o HIV e o Ebola, ainda afetam milhões de pessoas em todo o mundo.

Os cientistas ainda estão tentando entender a estrutura básica e a programação genética dos vírus. Somente entendendo como funciona um vírus, uma vacina bem-sucedida pode ser desenvolvida.

O tratamento da maioria das doenças bacterianas, por outro lado, pode ser uma questão de encontrar o antibiótico mais eficaz ou usar uma abordagem de amplo espectro.

Resumo

Vírus é um micro organismo que é menor que uma bactéria que não pode crescer ou se reproduzir além de uma célula viva.

Um vírus invade as células vivas e usa sua maquinaria química para se manter vivo e se replicar.

Pode se reproduzir com fidelidade ou com erros (mutações); essa capacidade de mutação é responsável pela capacidade de alguns vírus de mudar levemente em cada pessoa infectada, dificultando o tratamento.

Os vírus causam muitas infecções humanas comuns e também são responsáveis por várias doenças raras.

Exemplos de doenças virais variam do resfriado comum, que pode ser causado por um dos rinovírus, à AIDS, causada pelo HIV. Os vírus podem conter DNA ou RNA como seu material genético.

O vírus herpes simplex e o vírus da hepatite B são vírus de DNA. Os vírus de RNA têm uma enzima chamada transcriptase reversa que permite que a seqüência usual de DNA-para-RNA seja revertida, de modo que o vírus possa fazer uma versão de DNA de si mesmo.

Os vírus de RNA incluem vírus HIV e hepatite C.

Pesquisadores agruparam vírus em várias famílias principais, com base em sua forma, comportamento e outras características.

Estes incluem os herpes-vírus, adenovírus, papovavírus (incluindo papilomavírus), hepadnavírus, poxvírus e parvovírus, entre os vírus DNA.

No lado do vírus de ARN, as principais famílias incluem os vírus picorna (incluindo os rinovírus), os calcivírus, os paramixovírus, os ortomixovírus, os rabdovírus, os filovírus e os retrovírus.

Existem dezenas de famílias de vírus menores dentro dessas classificações principais.

Muitos vírus são hospedeiros específicos, capazes de infectar e causar doenças em humanos ou em animais específicos.

Vírus

Vírus
Vírus

Fonte: www.phar-mecum.com.br/www.icb.usp.br/www.wisegeek.org/www.webciencia.com/www.enq.ufsc.br/www.lssa.com.br/www.prof2000.pt/www.ufmt.br

 

 

 

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