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Queratina

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Queratina (do grego kéras que significa chifre) ou ceratina é uma proteína sintetizada por muitos animais para formar diversas estruturas do corpo. A Queratina é uma proteína do tipo fibrosa. A pele possui 35% de famílias de proteínas (Globulares e Fibrosas 34%) onde 1% e proteína fibrosa do tipo queratina e 33% são proteínas fibrosas do tipo colágeno.

A queratina é uma proteína secundária de forma tridimensional de a-hélice (a-queratina) ou de folhas-ß-pregueadas (ß-queratina), constituídas de cerca de 15 aminoácidos, principalmente de um aminoácido sulfurado denominado cisteína. Essas estruturas ocorrem porque os aminoácidos da queratina interagem entre si através de ligações de hidrogênio e ligações covalentes bissulfito (-S-S-) denominadas ligações cisteídicas.

A queratina é uma proteína fibrosa porque a sua estrutura tridimensional lhe confere características especiais: microfilamentos com resistência, elasticidade e impermeabilidade à água.

Mesmo mortas, as camadas de células queratinizadas detêm os micróbios e impedem a desidratação das células que estão logo abaixo. Isso ocorre porque a queratina é impermeável à água. Além disso, essas células mortas impedem que o atrito prejudique as células vivas, servindo-lhes de barreira. É formada de proteína impermeabilizante.

Ocorrência

O objetivo das células queratinizadas é impermeabilizar e proteger o organismo das agressões do meio ambiente, como atrito, sol, chuvas e ventos.

Por isso, são encontrados na epiderme e anexos de diversos animais terrestres e aquáticos:

Mamíferos: pele, pêlos (cabelo), unhas, garras, cascos e cornos (chifres)
Porco-espinho:
espinhos
Baleias:
“barbas de baleia” (tiras flexíveis na boca que servem como aparelho filtrador)
Aves:
penas e bicos
Répteis:
escamas
Peixes:
lepidotríquias (os raios e espinhos das barbatanas)

Muitos produtos cosméticos como cremes, xampus e condicionadores possuem queratina na sua composição química.

Aplicações

A queratina extraída da pele da rã pode ser utilizada para proteger o cabelo, unhas e a própria pele. A pele (cútis ou tez), em anatomia, é o órgão integrante do sistema tegumentar (junto ao cabelo e pêlos, unhas, glândulas sudoríparas e sebáceas), que tem por principais funções a proteção dos tecidos subjacentes, regulação da temperatura somática, reserva de nutrientes e ainda conter terminações nervosas sensitivas. Ela é o revestimento externo do corpo, considerado o maior órgão do corpo humano e o mais pesado. Este revestimento é composto da pele propriamente dita e da tela subcutânea.

Ela está presente no homem nas unhas e também no cabelo. A composição dessa proteína é de aminoácidos, destacando um em especial, a cisteína. A queratina é tão importante para o crescimento e vitalidade dos cabelos que é comum serem realizados em salões de beleza os tratamentos capilares a base de queratina. A aplicação desta proteína no couro cabeludo fornece um maior brilho e proteção aos cabelos.

Fonte: biossena.com.br

Queratina

O que é queratina?

A queratina é uma proteína extremamente forte que é um componente importante na pele, cabelo, unhas, cascos, chifres e dentes.

Os aminoácidos que se combinam para formar a queratina tem várias propriedades únicas e, dependendo dos níveis dos vários aminoácidos, pode ser rígida e dura, como cascos, ou macio, como é o caso com a pele.

A maioria das pessoas interagem com este tecido depois que está realmente morto; cabelo, pele e unhas são todos formados a partir de células mortas que o corpo verte como novas células empurrar para cima a partir de baixo. Se as células mortas são mantidos em boas condições, eles vão servir como uma camada de isolamento para proteger o novo tecido delicado abaixo deles.

É difícil de dissolver queratina porque ela contém dissulfureto de cisteína, o que significa que ela é capaz de formar pontes de dissulfureto.

Estas pontes criam uma forma de hélice, que é extremamente forte, como átomos de enxofre para ligação entre si, criando uma matriz fibrosa que não é facilmente solúvel. Dependendo da quantidade de dissulfeto de cisteína queratina que contém, o vínculo pode ser extremamente forte para fazer células difíceis como aqueles encontrados em cascos, ou pode ser mais suave para fazer tecido flexível como o cabelo e a pele. Por causa dos altos níveis de enxofre na essa proteína, ele emite um odor sulfuroso distinta quando queimados que algumas pessoas consideram desagradável.

A queratina é formada por queratinócitos, células vivas que constituem uma grande parte da pele, cabelo, unhas, e outras partes do corpo.

As células empurram lentamente para cima, lentamente morrendo e formando uma camada protetora.

Milhares de células são eliminados todos os dias, e o processo pode ser acelerado por várias condições médicas, tais como a psoríase.

Danos à camada externa de queratina pode causar dano à pele, cabelo e unhas.

Cabelo e unhas em seres humanos especialmente tendem a se tornar seco e quebradiço, porque a queratina morta está sendo empurrado para grandes comprimentos. Ao comer alimentos como gelatina e manter o cabelo e as unhas úmido, elas podem ser cultivadas fora, enquanto ainda permanecem saudáveis.

Em geral, quanto mais espessa a camada de queratina, mais saudável do cabelo ou unhas é, porque as células mortas no exterior proteger as células vivas no núcleo. Mantendo a camada externa hidratada também irá mantê-lo saudável e evitar rachaduras e divisão, se está formando os cascos de um cavalo da pele de um ser humano.

Fonte: www.wisegeek.org

Queratina

A Química do Cabelo

Mal começa o dia e já tentamos arrumá-los, diante do espelho. Uns o querem mais lisos, outros, mais cacheados. Muitos, ainda, lutam para não perdê-los.

Do que é feito, como interage com os xampus e com os condicionadores, de que maneira ele pode ser moldado, colorido e alisado pela adição de alguns compostos químicos.

O cabelo é consituído, basicamente, de uma proteína: a alfa-queratina. As queratinas (alfa e beta) são, também, consitituintes de outras partes de animais, como unhas, a seda, bicos de aves, chifres, pêlos, cascos, espinhos (do porco-espinho), entre outros.

Em cada fio de cabelo, milhares de cadeias de alfa-queratina estão entrelaçadas em uma forma espiral, sob a forma de placas que se sobrepoem, resultando em um longo e fino “cordão” protéico.

Estas proteínas interagem fortemente entre si, por várias maneiras (veremos adiante), resultando na forma característica de cada cabelo: liso, enrolado, ondulado, etc..

A raiz de cada fio capilar está contida numa bolsa tubular da epiderme chamada folículo capilar. Estima-se que existam cerca de 5 milhões de folículos capilares no corpo humano. As únicas partes da pele que não têm folículos são as palmas da mão e as solas dos pés. O fulículo recebe irrigação na epiderme e, algumas vezes, pode apresentar disfunções, levando ou ao crescimento excessivo de cabelos (ou pelos) ou à queda de cabelos, um problema enfrentado por boa parte da população. A queda de cabelos é mais frequente nos homens, e estudos indicam que ela está associada à testosterona. Este hormônio é convertido, por uma enzima encontrada nos folículos, em dihidrotestosterona (DHT), que é capaz de se ligar a receptores nos folículos. Segundo Dr. Richard S. Strick, um dermatologista na University of California em Los Angeles, “this binding can trigger a change in the genetic activity of the cells, which initiates the gradual process of hair loss”.

A cor do cabelo vem de pigmentos, como a melanina, que são agregados ao cabelo a partir do folículo capilar, o aparelho que é responsável pela produção do mesmo.

Em geral, a cor do cabelo está relacionada à cor da pele: pessoas com pele escura tendem a ter cabelos escuros, e vice-versa. Isto porque a pigmentação do cabelo depende da quantidade de melanócitos presentes.

Números

Um adulto tem cerca de 150 mil fios de cabelos na cabeça
O número total, incluindo todos os pêlos, chega a mais de 1 milhão
O cabelo cresce cerca de 2cm por mês
Apenas 3 meses após a fecundação, os primeiros fios de cabelo já nascem no feto

Uma proteína é uma sequência de amino-ácidos, um polipeptídeo.

A queratina é formada por cerca de 15 amino-ácidos diferentes, que se repetem e interagem entre si. Na conformação alfa, cada cadeia polipeptídica enrola-se sobre si mesma, no formato de uma hélice (como uma escada de caracol). Na conformação beta, as cadeias ficam semi-estiradas, dispostas paralelamente.

A figura ao acima ilustra a proteína G, que apresenta as duas conformações: alfa, em lilás, e beta, em amarelo. As ligações intramoleculares entre os aminoácidos da mesma cadeia é que sustentam a configuração da cadeia. Entre os tipos de interação, destacam-se as pontes de hidrogênio e as pontes cistínicas, que são as pontes formadas entre os grupos -SH do amino-ácido cistina, presente na queratina.

Como se faz o cabelo “Permanente” ?

Queratina

Um dos aminoácidos presentes na queratina é a cisteína, responsável pelas ligações cisteínicas. A cisteína, RSH, pode interagir com outra cisteína da mesma cadeia polipetídica, e formar uma ligação convalente, RSSR. Estas ligações são responsáveis pelas “ondas” que aparecem em nossos cabelos. A possibilidade da interconversão entre as formas oxidadas (RSSR) e reduzidas (RSH) da cisteína é que permite ao cabelereiro “moldar” o seu cabelo, ou seja, alisar um cabelo crespo, ou fazer “cachos” e “ondas” em um cabelo liso. ácido tioglicólico. A primeira etapa consiste na redução de todos os grupos RSSR.

Queratina

Isto se faz, geralmente, com a aplicação do ácido tioglicólico (também conhecido como ácido 2-mercaptoacético) em uma solução de amônia (pH 9). Esta solução reduz os grupos RSSR para RSH. thioglycolic acid (also known as 2-mercaptoacetic acid) in an ammonia solution (about pH 9) reduces RSSR to RSH (os cabelereiros chamam esta solução de “relaxante”).

A segunda etapa consite em imprimir no cabelo a forma desejada: lisa ou ondulada. Após se lavar toda a solução de ácido tioglicólico e se enrolar ou esticar o cabelo, o cabelereiro, então, oxida os grupos RSH para RSSR, com a aplicação de um agente oxidante, tal como o peróxido de hidrogênio (H2O2, água oxigenada) ou borato de sódio (NaBrO3) (os cabelereiros se referem a esta solução como “neutralizante”). O novo padrão imposto, então, dura até o crescimento do cabelo, quando será uma nova visita ao salão.

Como o cabelo pode ser colorido?

Existem, basicamente, 2 métodos: o primeiro consiste na incorporação de pigmentos na formação do fio de cabelo. Este processo é lento e, em geral, é feito com pigmentos naturais, tais como o encontrado na henna ou na camomila. Devido ao uso constante, em xampus e/ou condicionadores, estes pigmentos começam a fazer parte dos novos fios de cabelos formados.

O segundo método é a pintura imediata do cabelo, com a destruição dos pigmentos (descoloração) já existentes nos fios, e a incorporação de novos pigmentos.

O processo de descoloração é ainda feito, na maioria das vezes, com peróxidos ou amônia, embora ambos os produtos sejam tóxicos. Um dos pigmentos mais utilizados, na coloração, é o acetato de chumbo, embora também seja tóxico.

IndolAs indústrias investem muito em pesquisa nesta área.

Recentemente, a americana L’Oréal chegou a uma solução original para o tratamento de cabelos grisalhos: desenvolveu um produto a base de dihidróxido-5-6-indol, um precursor natural da melanina, o principal pigmento do cabelo. A figura ao lado ilustra o indol, o reagente de partida para a síntese do produto da LÓréal.

Como agem os xampus e condicionadores?

Ambos possuem, em sua formulação, moléculas de surfactantes.

Os xampus e condicionadores diferem, basicamente, na carga do surfactante: os xampus contém surfactantes aniônicos, enquanto que os condicionadores têm surfactantes catiônicos. Quando o cabelo está sujo, ele contém óleo em excesso e uma série de partículas de poeira e outras sujeiras que aderem à superfície do cabelo. Esta mistura é, geralmente, insolúvel em água – daí a necessidade de um xampu para o banho. O surfactante ajuda a solubilizar as sujeiras, e lava o cabelo.

Um problema surge do fato de que surfactantes aniônicos formam complexos estáveis com polímeros neutros ou proteínas, como é o caso da queratina. O cabelo, após o uso do xampu, fica carregado eletrostaticamente, devido a repulsão entre as moléculas de surfactantes (negativas) “ligadas” à queratina.

É aí que entra o condicionador: os surfactantes catiônicos interagem fracamente com polímeros e proteínas neutras, e são capazes de se agregar e arrastar as moléculas de xampu que ainda estão no cabelo. Nos frascos de condicionadores existem, ainda, alguns produtos oleosos, para repor a oleosidade ao cabelo, que foi extraída com o xampu.

O cabelo, após o condicionador, fica menos carregado e, ainda, com mais oleosidade.

Segundo este critério, não existe xampu “2 em 1”, ou seja, uma formulação capaz de conter tanto um surfactante aniônico como um catiônico. Os produtos encontrados no mercado que se dizem ser “xampu 2 em 1” são, na verdade, xampus com surfactantes neutros ou, ainda, surfactantes aniônicos com compostos oleosos, que minimizam o efeito eletrostático criado pelo xampu normal.

Fonte: www.qmc.ufsc.br

Queratina

O que é queratina ?

A queratina é uma proteína encontrada em humanos e animais. No homem essa proteína está presente nas unhas e cabelo.

A composição dessa proteína é de aminoácidos, e um em especial: a cisteína.

Queratina

Queratina
Fio pós processo de reconstrução com queratina

A queratina é tão importante para o crescimento e vitalidade de cabelos, que é comum ser realizado em salões de beleza os tratamentos capilares a base de queratina, a aplicação desta proteína no couro cabeludo fornece maior brilho e proteção aos cabelos.

Ex. de um fio de cabelo poroso, prestes a quebrarEm cabelos crespos e ondulados é como se fosse uma espécie de salva vidas . Pois nesse tipo de cabelo que esta regularmente passando por processos químicos, a queratina tem um grande poder de regenerar o cabelo , preenchendo fissuras nos fios de cabelos , que são perdidos por ação não só de químicas mas pelo tempo também.

O melhor tipo de reconstrução a base de queratina para cabelos crespos é a frio conservando assim sua cadeia química.

Ex. de um fio de cabelo poroso, prestes a quebrar

A queratina está presente também em animais, nas unhas, pêlos e chifres. Por exemplo, o rinoceronte tem seus chifres resistentes ricos em queratina e os cágados possuem uma densa camada de queratina no corpo, é uma carapaça dura nas costas, também chamada de casco, que é formada por uma camada externa à base de queratina, e outra interna, óssea.

A resistência apresentada pela queratina é quimicamente explicada pela presença de muitas ligações enxofre-enxofre entre as cadeias de polipeptídio, essas cadeias estão muito próximas fazendo com que a queratina seja dura e resistente. Ainda bem, por que a queratina possui função de proteger, por exemplo, nossos dedos de eventuais pancadas.

Fonte: www.revistaafro.com.br

Queratina

A queratina é fundamental para tratar cabelos ressecados e danificados, seja por fatores como sol e vento ou pelo uso de secador, chapinha e tinturas. Quando aplicada, essa proteína devolve força e vitalidade aos cabelos, uma vez que penetra no fio e o reconstrói por meio de suas cutículas.

O resultado são cabelos bonitos e macios, com balanço e aspecto saudável.

Este ativo vegetal tem grande similaridade com a queratina humana, o que garante ainda mais benefícios e melhores resultados de regeneração do brilho em até duas semanas.

Função

A queratina tem a função de fortificar os cabelos.

Quando o cabelo é muito agredido com poluição, cloro, quimica etc, ele acaba perdendo um pouco de queratina, o que o torna frágil, quebradiço…

Para isto existem tratamentos à base de queratina, como a CARGA de QUERATINA OU ESCOVA DE QUERATINA que vai fazer uma REPOSIÇÃO DA QUERATINA que os fios estão necessitando.

É fundamental complementar o processo de reconstrução da fibra capilar com tratamentos nutritivos, feitos no salão e em casa.

Se os fios estiverem saudáveis ou apenas ressecados, o tratamento pode dar um efeito contrário, deixando o cabelo endurecido demais, com possibilidade de partir. Por isso essa terapia de choque é indicada apenas para cabelos realmente fragilizados pela ação da química ou para os extremamente longos e que não são cortados há muito tempo.

Para fugir de uma possível armadilha e não jogar dinheiro fora, o segredo é segurar a empolgação e confiar no diagnóstico do cabeleireiro.

O profissional tem que identificar as necessidades do cabelo para depois escolher a técnica ideal.

Quando isso não acontece, a pessoa corre o risco de gastar tempo e dinheiro e não perceber os resultados, já que aquele cabelo não precisava do produto que recebeu.

O que é, e para que serve a Queratina nos cabelos?

Queratina
Queratina

Houve-se tanto falar em QUERATINA e muitas vezes não se sabe qual sua verdadeira importância para o cabelo. O que é a Queratina afinal?

Não importa as tendências de cor e corte o mais importante quando se fala em cabelos é que os fios sejam saudáveis e bem tratados. Veja a nova mania dos salões que está fazendo as melhores cabeças da estação

A Queratina

Esta é a palavra que mais se houve nos salões de cabeleireiros ultimamente. Essa proteína é o ingrediente-chave dos tratamentos que recuperam os cabelos danificados, consertando os estragos provocados principalmente pela ação da química. Os fios sofrem naturalmente com a ação do sol, sal, vento e cloro, mas procedimentos como relaxamento, tintura e permanente são, sem dúvida, seus agressores mais violentos. Esses processos químicos abrem a cutícula (a parte externa do fio, em forma de escamas), facilitando a saída de água, proteínas e vitaminas, atingindo a estrutura interna do fio, que fica quebradiço, opaco e com pouca elasticidade. Para recuperar essa fibra capilar danificada, a queratina é aplicada em doses elevadas nas partes fragilizadas do fio. “O produto age como se fosse um tipo de massa corrida preenchendo os buracos de uma parede, aumentando sua resistência”.

A queratina tem a função de fortificar os cabelos e não de proporcionar um toque sedoso. “Os fios podem até ficar um pouco ásperos e endurecidos, já que a substância preenche os espaços entre as escamas”. É fundamental complementar o processo de reconstrução da fibra capilar com tratamentos nutritivos, feitos no salão e em casa, para garantir flexibilidade. Se o fio estiver saudável ou apenas ressecado, o tratamento pode dar um efeito contrário, deixando o cabelo endurecido demais, com possibilidade de partir. Por isso essa terapia de choque é indicada apenas para cabelos realmente fragilizados pela ação da química ou para os extremamente longos e que não são cortados há muito tempo. Para fugir de uma possível armadilha e não jogar dinheiro fora, o segredo é segurar a empolgação e confiar no diagnóstico do cabeleireiro. O profissional tem que identificar as necessidades do cabelo para depois escolher a técnica ideal. Quando isso não acontece, a pessoa corre o risco de gastar tempo e dinheiro e não perceber os resultados, já que aquele cabelo não precisava do produto que recebeu.

Muitos salões dispõem de câmeras de vídeo que aumentam mais de 200 vezes o tamanho do fio, com o objetivo de ajudar o cabeleireiro a apontar o estado do cabelo e até para mostrar à cliente o resultado do tratamento.

O PROCESSO

Dependendo da técnica de aplicação, os tratamentos são batizados com diferentes nomes: cauterização capilar, nanoqueratinização, requeratinização.

Basicamente, todos os tratamentos começam com a aplicação de um xampu de limpeza profunda, para remover resíduos de outros produtos e impurezas. Em seguida, a queratina é aplicada mecha por mecha. Depois as cutículas são seladas com uma chapinha de cerâmica. A nanoqueratinização é feita com uma escova ligada a um aparelho contendo queratina líquida. Essa escova é passada nas mechas, liberando a queratina em forma de vapor. A finalização também é feita com a chapinha de cerâmica. Os procedimentos duram de 40 minutos a uma hora e custam de 100 a 160 reais. São recomendadas de três a quatro sessões, feitas a cada 15, 30 ou 45 dias, de acordo com o estado da fibra capilar. Entre cada aplicação é necessário usar xampus e condicionadores hidratantes, indicados pelo cabeleireiro para a manutenção do tratamento. Quem tem cabelo tingido só deve se submeter ao tratamento 72 horas depois da coloração. Isso porque o processo químico pode alterar a cor da tintura, manchando o cabelo.

Fonte: www.naturacabelos.com

Queratina

O que é queratina

Queratina: Uma proteína encontrada na camada superior da pele, cabelo, unhas e, e em chifres de animais.

Queratina
Queratina

A queratina é uma proteína que forma as diversas estruturas do corpo, entre elas os cabelos. Ela é formada a partir de aminoácidos, responsáveis pela integridade do fio.

A queratina, junto com outras proteínas – como o colágeno e a elastina –, confere vitalidade, força e brilho aos fios. Ela atua como uma massa corrida, preenchendo as fissuras ocasionadas por processos externos ou deficiências orgânicas.

A perda de queratina acontece diariamente, seja de forma natural ou acelerada por agressões. Neste caso, as agressões abrem as escamas dos fios, expondo o interior da estrutura capilar, o que resulta na perda de nutrientes e da própria queratina.

Em excesso, a queratina enrijece o fio, podendo causar ressecamento, opacidade e quebra. Por isso, é necessário dosar a quantidade de queratina que você aplica no cabelo. Na dúvida, é sempre bom buscar aconselhamento profissional.

Fonte: www.elinda.com.br

Queratina

A queratina é uma proteína fibrosa e estrutural encontrada em humanos na camada externa da pele, cabelo e unha. É amplamente utilizada na indústria de cosméticos, especialmente na elaboração de shampoos; cremes e condicionadores. Este dossiê abordará informações técnicas sobre a obtenção de queratina incluindo matéria-prima utilizada, processos de obtenção, equipamentos necessários e a legislação pertinente a este produto e ainda suas aplicações na indústria de cosméticos.

1 INTRODUÇÃO

A queratina é uma proteína de origem animal encontrada na epiderme e anexos de diversos animais terrestres e aquáticos. Nos mamíferos, por exemplo, a queratina é encontrada na pela, unhas, pelôs (cabelo), cascos e chifres (cornos); nas aves ela pode ser encontra nas penas e nos répteis em suas escamas.

Ela é considerada uma proteína secundária, tem forma tridimensional de -hélice ( – queratina) ou de folhas- -pregueadas ( -queratina), constituídas de cerca de 15 aminoácidos, principalmente de um aminoácido sulfurado denominado cisteína.

Os aminoácidos da queratina interagem entre si através de pontes de hidrogênio e ligações covalentes bissulfito (-S-S-) denominadas ligações cisteídicas que conferem a forma da proteína.

A estrutura tridimensional da queratina confere a ela uma aparêncai fibrosa e elhe confere algumas características especiais: resistência, elasticidade e impermeabilidade à água.

Queratina
Figura 1: Filamento microscópico de queratina

Sendo impermeável a água, mesmo depopis de mortas, as células queratinizadas (que possuem queratina) impedem a ação de microorganimos e o atrito contra as células vivas logo abaixo, servindo assim de barreira mecâncica.

A queratina é produzida em células diferenciadas chamadas queratinócitos do tecido epitelial (pele) e invaginações da epiderme para a derme ( como os cabelos e unhas ) de animais terrestres.

Nas aves, que apresentam origem evolucionária diferente, as células das penas sintetizam filamentos de queratina de estruturas moleculares diferentes denominadas -queratina.

Existem mais de vinte queratinas distintas no epitélio humano. Pelo menos oito outras queratinas, chamadas queratinas duras, são específicas dos cabelos e das unhas. São chamadas às vezes de a-queratinas (alfa-queratinas), para diferenciá-las das queratinas encontradas nas penas das aves.

Dependendo da seqüência de aminoácidos que formarem a molécula protéica das queratinas, podemos ainda classifica-las em dois tipos: queratinas ácidas e queratinas neutras ou básicas.

A estrutura molecular das queratinas é sempre na forma de um filamento simples – o que a diferencia estruturalmente das estruturas de colágeno uma importante proteína presente em praticamente todos os tecidos do corpo humano, e cuja estrutura é semelhante à da molécula de DNA (porém com três filamentos ao invés de dois).

Algumas proteínas vêm despertando o interesse para a elaboração de filmes, entre as quais destacam-se as proteínas da soja, o glúten, a gelatina, o colágeno e a queratina de lã. Para uma maior utilização da queratina na forma de biofilmes destinados à fabricação de embalagens biodegradáveis e de outros materiais, uma otimização dos métodos de extração e a avaliação das propriedades físico-químicas da queratina extraída se fazem necessárias.

2 FONTES DE QUERATINA

A empresa neozelandeza Keratec® possui um processo inédito de extração de queratinas a partir da lã. As queratinas da Keratec® estão em um estado altamente funcional, são formas purificadas de uma classe particular de queratinas e a maior parte delas são proteínas intactas, isoladas através de um processo proprietário que não hidroliza as ligações peptídicas. As queratinas comuns são uma mistura de diferentes tipos de proteínas que foram quebradas ao ponto de muitas de suas características particulares terem sido perdidas.

Répteis com escamas também são fontes de queratina; porém, não existe publicação a respeito da utilização desse tipo de animal para este fim.

Fios de cabelo humano também fazem parte das fontes de queratina disponíveis hoje.

A maior fonte de queratina disponível no mercado hoje provém das aves. Atualmente, no Brasil, a pena de frango é utilizada como constituinte na ração animal, porém este produto possui um baixo valor agregado. O índice de queratina nas penas chega a 90% e são responsáveis pela sua rigidez e resistência.

3 LIGAÇÕES DISSULFETO

As queratinas encontradas nos materiais naturais, como as presentes nas penas do frango e no cabelo humano, são insolúveis na maioria dos solventes e são resistentes às enzimas proteolíticas. Esta característica é determinada pela grande quantidade de pontes dissulfeto, que são formadas através de ligações covalentes entre as cadeias polipeptídicas presentes na proteína, responsáveis por sua estabilização.

Queratina
Figura 2: Formação da cistina, componente das queratinas, a partir da cisteína com destaque para a ligação dissulfeto

Queratina
Figura 3: Representação esquemática do complexo lauril sulfato de sódio (SDS)-queratina; o SDS está representado como bastões. Formação de pontes intermoleculares S-S entre três cadeias de queratina

O método mais utilizado para a redução das ligações dissulfeto é o uso de tióis como o 2- mercaptoetanol, mas estes grupos devem ser ionizados para que a reação aconteça. Esta reação é proporcional à concentração de ânions tiolato; sendo assim, é altamente dependente do pH. Os ânions tiolato são formados em pH alcalinos, sendo o pH 9,0 o melhor para a ativação do 2-mercaptoetanol; em pH ácido, esta reação não ocorre.

4 EXTRAÇÃO DA QUERATINA

4.1 Penas de frango

As penas de frango são separadas das impurezas maiores e depois lavadas com água pura a 60ºC e água a temperatura ambiente. As penas são então secas em uma estufa com ventilação forçada a 40ºC por 72 h. Após a secagem, o material é triturado em pequenos filamentos até uma granulometria de 75-750 m. A granulometria é determinada utilizando um conjunto de peneiras. A pena triturada é desengordurada em um extrator de Soxhlet com éter de petróleo como solvente, a uma temperatura de 45-50ºC por 12 h. O éter de petróleo é evaporado e as penas secas, estocadas a temperatura ambiente em recipientes fechados até sua utilização.

Para cada extração, 35 g de penas desengorduradas são imersas em 400 ml de uma solução contendo uréia (8M), dodecil ou lauril sulfato de sódio (0,26M), trishidroximetil aminometano (200mM, pH 9,0) e 2-mercaptoetanol (1,66M). A mistura é agitada por 1 h a 50ºC sob atmosfera de nitrogênio em um reator encamisado com agitação magnética; a temperatura durante a extração é mantida constante mediante um banho termostático.

Após a extração, a solução é filtrada em papel filtro comercial (papel para filtrar xarope) para diálise com capacidade para 35 L de água destilada utilizando membranas de diálise de celulose regenerada com MWCO 6000 a 8000 Da, trocando-se a água diariamente. A concentração de proteína no dialisado é dosada através do método colorimétrico do Biureto.

SCHROOYEN et al. (2001), citados por MOORE (2006), estudaram a extração queratina de penas de frango, buscando a otimização do processo. Para tal, realizaram a extração em atmosfera inerte de nitrogênio, em uma faixa de pH de 3,0 a 10,0. Estudaram, ainda, a influência de diferentes concentrações de uréia e temperaturas, bem como a estabilização da solução formada através de modificações químicas ou através da adição de diferentes quantidades de surfactante (lauril sulfato de sódio). As condições para maior rendimento de extração foram pH igual a 9,0, temperatura de 50ºC e concentração de uréia de 8 mol L-1.

4.2 Considerações sobre a extração

Algumas substãncia podem auxilar o processo de extração da queratina. O 2- mercaptoetanol e a uréia, atuam como agentes redutores, promovendo a quebra das pontes de enxofre e das ligações de hidrogênio. Já o lauril sulfato de sódio é usado para promover a estabilidade da solução em meio aquoso a pH igual a 9,0. Isso se faz necessário para que ocorra a ativação dos grupos tióis, desfazendo-se assim as pontes dissulfeto. Sob estas condições podemos obter uma quantidade de queratina com rendimento de aproximadamente 94 %, em relação à massa seca das penas.

As quantidades de queratina extraída parecem sofrer influência da temperatura. Estudos mostram uma tendência na redução do rendimento de extração com o aumento da temperatura. Tal fato pode estar associado ao fato dos reagentes sofrerem uma maior ruptura de ligações em temperatura mais altas, diminuindo assim sua eficiência na participação do processo. A 40°C a quantidade de de queratina extraída, expressa em mg mL-1, é de 165, enquanto que para uma mesma quantidade de penas (em massa seca) a 70°C é de apenas 85 mg mL-1.

4.3 Filmes plásticos

A queratina extraída pode ser utilizada para a fabricação de filmes plásticos, visando substituir os filmes plásticos não degradáveis já existentes.

A técnica utilizada é o espalhamento em placas de poliestireno (casting). Para a formação de cada filme, são utilizadas 50 mLde solução de queratina diretamente ou com a adição de 0,30 g glicerol/g queratina. As soluções são mantidas então sob agitação mecânica constante por 1 hora, para promover a homogeneização do glicerol na mistura.

Após essa etapa, a mistura é espalhada em uma placa de poliestireno (o tamnho depende da função final do filme) e posteriormente secada a 30ºC por 24 h, em estufa com ventilação e renovação de ar.

Em seguida os filmes são removidos das placas e acondicionados em dessecadores a 35ºC, com umidade relativa igual a 75%, obtida com uma solução saturada de cloreto de sódio.

Esse condicionamento deve ser realizado por pelo menos 48 h, antes da determinação das propriedades dos filmes de queratina.

5 COSMÉTICOS

A definição de cosmético é meio ampla, mas pode ser resumida de maneira mais técnica como produtos feitos com substâncias naturais e/ou sintéticas, para uso externo nas diversas partes do corpo humano (pele, sistema capilar, unhas, lábios, órgãos genitais externos, dentes e membranas mucosas da cavidade oral), com o objetivo de limpá-los, perfumá-los, alterar sua aparência, corrigir odores corporais, protegê-los ou mantê-los em bom estado.

Cosmético também pode ser definido como tudo aquilo que é relativo à beleza humana. Alguns produtos de higiene pessoal podem ser considerados cosméticos. A palavra portuguesa cosmético deriva da palavra grega ko·sme·ti·kós, que significa hábil em adornar .

Uma das dificuldades mais importantes que cercam o estudo da indústria de cosméticos é a dificuldade de delimitação das fronteiras do setor, já que são muito próximas suas interações com outras indústrias, como perfumaria, higiene pessoal, química e até farmacêutica.

5.1 Mercado brasileiro

O Brasil movimentou cerca de US$ 13,8 bilhões em 2005, atingindo a quarta posição no ranking mundial de consumo de produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, estando a frente Estados Unidos, Japão e França. Os dados são do instituto de pesquisa Euromonitor, que acompanha o consumo das dez maiores indústrias no mundo.

A indústria brasileira de cosméticos tem ampliado seus mercados no exterior, embora os países da América do Sul ainda sejam os principais destinos. Nos últimos anos, novos mercados, como os países árabes, passaram a fazer parte da lista de importadores.

Queratina
Figura 4: Evolução do faturamento da indústria de cosméticos, perfumaria e higiene pessoal R$ bilhões

Os tês principais segmentos do setor responáveis pelo faturamento, segundo a Abihpec são:

Higiene pessoal 64%
Cosméticos 24%
Perfumaria 12%.

6 USOS DA QUERATINA NA INDÚSTRIA DE COSMÉTICOS

6.1 Cabelo

Sem dúvida, o produto mais usado em tratamento para os cabelos é a queratinha hidrolisada ou queratina líquida como é mais conhecida. Trata-se de uma solução de queratina de baixo peso molecular, derivada de cabelos humanos cuidadosamente tratados para se obter aminoácidos e pequenos peptídeos.

A queratina líquida é facilmente incorporada em formulações destinadas ao cuidado com os cabelos. Devido ao seu baixo peso molecular, possui facilidade de penetração na cutícula dos cabelos, proporcionando brilho, restauração, hidratação e condicionamento. Sua fixação nos tecidos é elevada, mantendo-se depositada mesmo após enxágüe.

A vitalidade e aparência dos cabelos, depende de integridade, teor de umidade e distribuição de cargas alocadas ao longo das fibras queratinizadas. Por isso a queratina hidrolisada é especialmente indicada em produtos de tratamento capilar.

A administração tópica deste tipo de produto, auxilia a restauração das regiões onde houve rompimento de cadeia peptídica (causada por agentes agressores como tensoativos, poluentes, alisantes, corantes).O efeito de condicionamento é devido ao reequilíbrio do teor de água e distribuição de cargas elétricas bem como o pH adequado para fechamento das escamas queratinizadas.

A incorporação da queratina hidrolisada pode ser feita em shampoos, condicionadores, restauradores e alisantes. Ela é facilmente miscível em água, álcool a 50%, além de possui boa compatibilidade com aniônicos , catiônicos, anfóteros e não-iônicos.

A concentração de utilização pode ser encontrada como:

Shampoos: 1 a 3%
Condicionadores:
2 a 5%
Restauradores capilares:
3 a ¨%
Alisantes:
2 a 5%

6.1.1 Recuperação dos fios

Os fios de cabelo submetidos a processos químicos como tintura e alisamento normalmente perdem a queratina, ficando secos e opacos.

A recuperação do cabelo pode ser feita através de um processo conhecido popularmente como cauterização capilar. Esse processo reabilita o pior dos piores cabelos, sendo indicado para aquelas pessoas que tem os cabelos extremamente danificados e volumosos onde as hidratações normais não dão muito resultado.

Cauterização Capilar reconstrói a fibra do cabelo internamente dando maciez, brilho e vida nova aos fios. Ela corrige a estrutura capilar através de meios energéticos utilizando-se de componentes de cargas positivas que neutralizam as cargas negativas dos cabelos e recuperam as fibras capilares para receber o condicionamento térmico.

6.1.2 Alongamento

O alongamento de cabelos é ideal para mulheres que desejam ter cabelos longos mas possuem cabelos muito finos e ralos (sem volume), ou estão com os cabelos curtos. O alongamento de cabelos dá a possibilidade de ter cabelos longos com bom volume e aparência natural.

Existem diversas técnicas de alongamento de cabelo, como Megahair, Great Lenghts, Nó Italiano e outras. Considera-se que a melhor e mais avançada técnica é a Great Lengths, sendo mais flexível pois requer menos cuidados especiais após a aplicação das mechas.

Atualmente tem se optado em substituir a união dos fios com cola por polímeros de queratina. O plímero possui as substâncias similares ao cabelo e por isso é possível realizar uma fusão molecular. Com a fusão as substâncias se identificam e a união dos cabelos fica muito mais resistente ao calor, umidade e produtos químicos para coloração.

Megahair: Essa técnica faz o alongamento utilizando-se de mechas naturais ou sintéticas, que são coladas com uma cola a base de silicone, que exige muitos cuidados especiais e podem comprometer a higiene dos cabelos. No calor, a cola de silicone tende a derreter, embaraçando e grudando os fios de cabelo. Por isso, nesse tipo de alongamento, não se deve lavar os cabelos com água quente, nem ficar exposta ao sol. Exige manutenção a cada 15 dias, o alongamento dura até 4 meses e o custo sai por até R$ 1500.

Nó italiano: As mechas do alongamento são trançadas, dobradas na raiz e amarradas com linhas de látex ao seu cabelo. Esta técnica permite que os fios sejam lavados normalmente, mas só podem ser penteados do elástico para baixo. Se adapta a qualquer estilo de cabelo crespo, liso, ondulados e rebeldes. Utilizando fios de cabelos naturais que passam por um processo de selecionamento e purificação que permitem aplicação de luzes, reflexos, balayages e escovas.

Queratina
Figura 5: Exemplo da técnica Nó Italiano

Os materiais utilizados nessa técnica permitem todo tipo de lazer como praia, sauna e piscina. Não solta nem desamarra mesmo se puxar, mesmo após várias lavagens. O implante é feito fio a fio para uma maior perfeição e o nó e elástico não ficam visíveis depois da aplicação concluída. Sua manutenção deve ser realizada acada três meses.

Great Lengths: Essa técnica utiliza cabelos naturais indianos e tratados na Itália e substitui a cola de silicone por um polímero de queratina, o que resolve problemas de derretimento de cola e posterior embaraçamento. O processo de alongamento leva em média 2 a 3 horas, e pode durar até 5 meses. A grande vantagem dessa técnica é que não requer nenhum cuidado especial após a aplicação, possibilitando a pessoa a levar uma vida normal como fazer qualquer tipo de química, hidratação à vapor, fazer escova, lavar, ir à praia, piscina, sauna, etc.

6.1.3 Placa de queratina

Nessa técnica os cabelos são separados e as mechas extras são fixadas com placas de queratina, dando-lhes naturalidade e beleza. Já na hora de lavar é importante optar por água morna ou fria . A escolha do shampoo e do condicionador são importantes, pois eles não podem conter álcool, já que para a retirada da queratina do cabelo geralmente se utiliza um produto a base de álcool.

Queratina
Figura 6: Aplicação de Placa de Queratina

6.1.4 Pulverizador ultrasônico de queratina

A pulverização ultra-sônica de queratina é feita através de um aparelho ultra-sônico desenvolvido especialmente para o tratamento com queratina. O processo, denominado de microqueratinização ou nanoqueratinização, transforma a queratina em micropartículas que penetram nos fios de cabelo em forma de névoa, recompondo a fibra capilar danificada.

A aplicação é feita através de um aparelho onde o usuário coloca no recipiente um concentrado que contém queratina, proteínas e aminoácidos e depois aplica diretamente nos fios, por meio de um tubo corrugado em pvc atóxico e uma escova ventilada especial, como se estivesse penteando o cabelo.

O processo é dividido em três fases:

Lava e condiciona os fios.
Aplica a queratina nos cabelos já secos com o aparelho e fecha as fissuras com uma chapinha.
Finaliza com o reestruturador de silicone, onde a névoa fecha as pontas.

O tratamento completo tem duração de 4 sessões, com duração de 40 minutos cada, uma vez por semana.

Queratina
Figura 7: Aparelho de pulverização de queratina ultra-sônico

6.1.5 Shampoos e afins

A queratina também se faz presente em várias fórmulas de shampoo existentes no mercado. Nestes a queratina aparece como queratina hidrolisada recebendo o nome comercial de Keratolan cuja função é formadora de microfilme, condicionar e reforçador de coesão.

A empresa Aroma do Campo® possui uma linha de produtos chamada Fio & Pontas que é focada na queratina para tratamento dos cabelos:

Carga de Queratina Líquida

É um concentrado de queratina que atua rapidamente sobre os cabelos danificados. Repara e restaura as cutículas perdidas durante os processos químicos, combatendo a porosidade e fragilidade dos fios deixando os fios mais resistentes, fortes e saudáveis.

Sem enxágüe, indicado para usar sempre que os cabelos forem lavados, para fazer sua escova habitual, para cauterização ou para escova progressiva.

Choque de Queratina

Creme sem enxágüe, confere proteção e reconstrução diária da estrutura do fio.A fórmula possui queratina e colágeno. Recomenda-se a aplicação diária sobre os cabelos para hidratar, reforçar a saúde dos fios e facilitar o penteado.

6.2 Queratina nos esmaltes

As unhas também são constituídas de queratina. Porém a aplicação direta de queratina ou seus derivados sobre as unhas não é tão divulgada.

Alguns esmaltes possuem em sua fómula queratina hidrolisada com o intuído de reforçar a estrutura da unha.

6.3 Novas prespectivas

Já existe no mercado uma queratina em pó e outra oleosa. Essas novas versões da queratina permitem enriquecer fórmulas em pó e produtos como esmaltes, sprays fixadores e óleos capilares. Isso aumenta as possibilidades de uso da queratina permitindo aplicações onde anteriormente não era possível como pós-descolorantes, finalizadores anidros e produtos de base oleosa.

A empresa Tânagra Cosméticos desenvolveu um concentrado de queratina cuja a plicação se faz em dose única. Ele pode ser aplicado pelo próprio consumidor sem a necessidade de intervenção de um cabeleleiro especializado ou salão de beleza.

Conclusões e recomendações

Alguns produtos usados na extração de queratina apresentados aqui, como por exemplo o 2-mercaptoetanol, devem ser usados com cautela, por serem tóxicos.

Deve-se ter em mãos todos os equipamentos de proteção individual luvas de borracha, óculos, máscara, etc. e proceder de acordo com o manual de segurança de laboratório químico, por profissional qualificado.

É bom ressaltar que a metodologia indicada é utilizada principalmente na preparação de filmes de queratina, sendo que para a aplicação em produtos cosméticos podem ser necessários métodos de refinamento da queratina.

No site do INPI Instituto Nacional de Propriedade Industrial, existem algumas patentes depositadas, que devem ser consultadas pessoalmente para aprofundamento sobre o tema:

PI0211194-2 : Produção de derivados de queratina solúveis.
PI9916247-4 :
Composição de condicionamento e métodos para tratar um substrato a base de queratina e para tratar o cabelo.

A Indústria usa hidrolisados de queratina de pelos de porcos e casco de animais. Algumas indústrias obtém hidrolisados através de queratinases microbianas.

As normas e os procedimentos necessários para a obtenção do Registro de Produtos de Higiene Pessoal, Cosméticos e Perfumes ou de Alterações de Registro foram atualizados pela Resolução RDC nº 211, de 14 de julho de 2005.

As principais modificações da nova Resolução se referem aos Requisitos Técnicos e à Rotulagem Obrigatória – Anexos III e IV, respectivamente. Os componentes da fórmula nos dados técnicos e no rótulo passam a ser descritos pela Nomenclatura Internacional de Ingredientes Cosméticos (INCI).

Para saber a nomenclatura INCI oficial das substâncias utilizadas em cosméticos, que deverá estar descrita no rótulo e na fórmula do produto, acesse o Inventário de Cosméticos da União Européia.

Abaixo estão listadas alguas recomendações que a Anvisa faz sobre o uso de cosméticos em geral:

Ao adquirir produtos cosméticos, verifique se eles possuem registro na Anvisa/Ministério da Saúde. O número de registro de produtos cosméticos inicia-se com o número dois (2) e pode ter nove ou 13 dígitos.
Alguns produtos de menor risco não possuem número de registro, mas estão notificados na Anvisa e trazem na rotulagem a seguinte informação:
Res. ANVS ou Anvisa 335/99 ou Res. Anvisa 343/05, seguida do número de Autorização de Funcionamento da Empresa, que também começa com o número 2.
Só adquira produtos cuja embalagem esteja limpa e em bom estado.
Não utilize cosméticos com prazo de validade vencido. Eles podem não produzir o efeito desejado e prejudicar a saúde.
Leia atentamente todas as informações da rotulagem. Sempre observe as advertências e restrições de uso.
Faça a prova de toque (quando indicado na rotulagem) seguindo as instruções de uso para verificar se o produto provoca alguma alergia ou irritação.
Caso haja contato do produto com os olhos, lave-os imediatamente com água corrente e procure orientação médica. No caso de ingestão do produto, um médico deverá ser consultado.
Sentindo-se mal ou com irritação no local de aplicação do produto, interrompa o uso, lave imediatamente o local da aplicação com água corrente e procure orientação médica.
Cuidado com o uso de cosméticos em crianças. Utilize somente as linhas infantis devidamente registradas na Anvisa.

Jéferson Luiz Francisco

Karime Cruz França

Marcelo Jasinski

Referências

ANVISA. Espaço Cidadão. Disponível em: <http://www.anvisa.gov.br/cidadao/cosmeticos/define.htm>. Acesso em: 17 dez. 2007.
FINEP. Relatório Setorial Preliminar. Disponível em: <http://www.finep.gov.br/PortalDPP/relatorio_setorial/impressao_relatorio.asp?lst_setor=28>. Acesso em: 18 dez. 2007.
FREEDOM COMUNICAÇÕES. Disponível em: http://www.freedom.inf.br/notasDetalhe.asp?IdNota=1770. Acesso em: 18 dez. 2007.
KERATEC. Disponível em: <http://www.keratec.co.nz/keratec/faq/>. Acesso em: 18 dez 2007.
MEGA HAIR. Polímero de Queratina. Disponível em: <http://megahairdesign.blogspot.com/>. Acesso em: 18 dez. 2007.
O DEBATE. Disponível em: <http://www.odebate.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=206&Itemid=8>. Acesso em: 18 dez. 2007. SERVIÇO BRASILEIRO DE RESPOSTAS TÉCNICAS. Extração De Queratina E Métodos Para Determinação Do Nitrogênio Total. Disponível em: <http://www.sbrt.ibict.br>. Acesso em: 17 dez. 2007.
SERVIÇO BRASILEIRO DE RESPOSTAS TÉCNICAS. Como a queratina age sobre os cabelos?. TECPAR, 2005. Disponível em: <http://sbrt.ibict.br/upload/sbrt1319.pdf>. Acesso em: 17 dez. 2007.
SERVIÇO BRASILEIRO DE RESPOSTAS TÉCNICAS. Como é feita e de onde é extraída a queratina utilizada na indústria de cosmético?. TECPAR, 2005. Disponível em: <http://sbrt.ibict.br/upload/sbrt1370.pdf>. Acesso em: 17 dez. 2007.
SERVIÇO BRASILEIRO DE RESPOSTAS TÉCNICAS. Técnica de extração de queratina. TECPAR, 2006. Disponível em: <http://sbrt.ibict.br/upload/sbrt2079.pdf>. Acesso em: 17 dez. 2007.
TÂNAGRA CONMÉTICOS. Disponível em: <http://www.tanagra.com.br/br/index.php?>. Acesso em: 17 dez. 2007.
WIKIPEDIA. Cosmético. Disponível em: < http://pt.wikipedia.org/wiki/Cosm%C3%A9tico >. Acesso em: 17 dez. 2007.
WIKIPEDIA. Queratina. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Queratina>. Acesso em 17 dez. 2007.

Fonte: www.sbrt.ibict.br

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